O Código Genético
As informações genéticas são armazenadas no DNA em formas de trincas.
O que isso significa?
Significa que a cada trinca, que são três nucleotídeos, a gente tem ali uma informação genética, e essa informação genética ela é passada para o RNA mensageiro durante o processo de transcrição.
A cada trinucleotídeos, que são três nucleotídeos, a gente tem uma informação genética, e essa informação genética ela vai ser primordial para que seja possível a codificação de uma proteína a partir do RNA mensageiro.
E essas informações, ou seja, genéticas que são passadas para o RNA mensageiro em forma de trinca, quando está presente no RNA mensageiro, essa informação ela é chamada de códon.
Os códons são o jeito que a informação genética vai ser armazenada no RNA mensageiro, o que significa?
Significa que sequências de três nucleotídeos da molécula de RNA mensageiro são chamadas de códons, e cada códon vai codificar um aminoácido diferente.
Isso é muito importante, porque as proteínas, cada proteína ela é formada aí pela ligação de diferentes aminoácidos.
Então é essencial que nós tenhamos diferentes tipos de aminoácidos para a gente produzir ali diferentes tipos de proteínas.
Então cada trinca, ou seja, cada códon, que são três nucleotídeos, a gente vai codificar um aminoácido diferente que vai ali fazer com que a gente tenha essa variedade de proteínas.
O RNA, ele apresenta quatro tipos de base, bases, perdão.
Então, como vocês sabem, a gente tem no RNA a adenina, a gente tem a guanina, onde as duas são bases purinas.
A gente tem a uracila, e nós temos a citosina, onde essas duas últimas são bases pirimídicas.
Então, como eu falei anteriormente, cada códon é uma trinca de nucleotídeos.
Então se eu tenho quatro tipos de nucleotídeos com quatro bases de diferentes,
e cada códon a gente tem uma trinca de nucleotídeo, nós temos sessenta e quatro possíveis códons codificados a partir das quatro bases, como eu coloquei aqui, quatro elevado a três.
Porque nós temos quatro bases, e dentre essas quatro bases, a gente tem ali como cada qual a gente tem uma trinca de nucleotídeos, nós temos, consequentemente, sessenta e quatro possíveis códons codificados a partir das quatro bases dispostas aí em diferentes trincas, ou seja, em diferentes códons.
Mas podem ficar tranquilos que eu trouxe uma tabelinha para vocês verem como isso é possível, e como isso é importante para a gente ter uma variedade de aminoácidos e, consequentemente, uma variedade de proteínas.
Então como a gente tem sessenta e quatro possíveis códons codificados, nós temos aí vinte aminoácidos diferentes que são codificados a partir dos sessenta e quatro códons, que vão codificar aí diferentes aminoácidos, que são vinte aminoácidos.
Então olha que legal, se a gente tem quatro bases, a partir dessas quatro bases a gente tem sessenta e quatro códons codificados que vão codificar vinte aminoácidos diferentes, a gente tem uma variedade de aminoácidos para produzir as diferentes proteínas que existem no organismo.
Então, aqui eu trouxe uma tabelinha para vocês, só para vocês conseguirem enxergar o tanto de aminoácidos que é produzido a partir dos diferentes códons.
Se a gente tem guanina, vou aqui sinalizar para vocês, então se a gente tem guanina, uracila, a gente vai dar origem a um aminoácido valina.
Se a gente tem o guanina, citosina e uracila, a gente tem a alanina, e assim por diante.
A gente consegue perceber que diferentes trincas produzem diferentes tipos de aminoácidos.
Temos uns que eu quero destacar aqui para vocês.
Então a gente tem o códon adenina, uracila e guanina.
Esse códon é muito importante, por que?
Porque ele é o códon de início.
Então vocês vão ver na aula de início da síntese proteica, o início da tradução, que a tradução vai ter início no códon de início.
E quem é o códon de início?
É a trinca AUG.
Além de produzir diferentes tipos de aminoácidos, eles também são importantes para sinalizar o início e o final da produção ali daquela proteína, do processo de tradução.
E esse códon aqui, ele vai, ele forma a metionina, que é também um aminoácido.
Mas ele é muito importante, porque o processo de tradução vai ter início no códon de início, que é o AUG.
Os códons de parada, a gente tem três diferentes.
Mas eu trouxe para sinalizar para vocês a uracila, a adenina, adenina, que é o códon UAA, que é um códon de parada.
Ou seja, quando esse códon vem ali no processo de tradução e se encontra com o anticódon que está no RNA transportador, o que vai acontecer?
Ele vai justamente parar ali a maquinaria do processo de tradução, vai parar o processo, porque sabe que esse é um códon de parada, de stop, como está aqui na tabela.
Então a gente viu que três nucleotídeos, que são uma trinca, que também é muito conhecido como códon, ele vai fazer o que?
Ele vai produzir um aminoácido diferente, e a união desses diferentes tipos de aminoácidos darão origem a diferentes proteínas, e isso é o que a gente chama de código genético.
Por que?
Porque a informação genética vai estar aonde?
Contida no códon.
E a gente viu que esse códon, existem diferentes, sessenta e quatro tipos de códons, e esses códons produzem diferentes tipos de aminoácidos, que vão produzir diferentes tipos de proteínas.
Então esse é o código, o código genético para produzir uma proteína, porque esse é o resultado final.
Primeiro, a gente tem a transcrição, que pega todas as informações que estão contidas no DNA, passam para o RNA, e depois o RNA, por si, o RNA mensageiro, vai levar essa informação lá no citoplasma nesses códons, para que?
Para produzir aminoácidos, para produzir, enfim, a proteína que a célula esteja precisando naquele momento.
Então esse é o código genético, ou seja, informações genéticas que estão contidas nos códons do RNA mensageiro, onde esses códons são trincas de nucleotídeos, que cada trinca vai produzir um diferente tipo de aminoácido, que por sua vez, vai dar origem a diferentes tipos de proteínas.