Splicing do RNA
O que é o splicing alternativo?
O splicing alternativo vai ser a última modificação do RNA precursor.
Ou seja, após essa etapa, o que vai acontecer?
O RNA precursor vai se tornar um RNA maduro.
Nesse processo, o processo de splicing alternativo, o que vai acontecer?
Vai ocorrer a remoção dos íntrons e vai acontecer a união dos éxons, e vamos entender o que são éxons e o que são íntrons.
Então o RNA precursor, ele vai apresentar uma sequência de íntrons e também vai apresentar uma sequência de éxons.
Porém, os íntrons, elas são transcritas, e não traduzidas.
Então o que isso significa?
Significa que essas sequências elas são transcritas, ou seja, elas eram um gene e de um gene elas se tornaram RNA, mas elas não são traduzidas.
Por que?
Porque elas não são codificantes, ou seja, elas não vão produzir proteínas.
Então por isso que a gente fala que essas sequências de íntrons são sequências não codificantes, ou até como algumas pessoas falam, chamam de DNA lixo, mas ele não é DNA lixo, ele é super mega importante para esse processo de splicing alternativo.
Mas ele é uma sequência que está presente ali no gene que não vai ser traduzida.
E também o RNA precursor, ele vai ter sequências de éxons que são o que a gente chama sequências de transcritas e traduzidas, por que?
Porque são sequências do gene que é transcrita em RNA, e também são traduzidas em proteínas ou um produto final funcional.
Ou seja, a gente chama isso do que?
De sequências codificantes, por que?
Porque elas vão
codificar proteínas.
Então vamos ver como que são essas sequências no gene.
Então aqui a gente tem um gene, então vamos lá.
Então aqui a gente tem primeiro a molécula de DNA, a gente tem aqui essa dupla hélice bonitinha em azul.
Então a gente tem aqui um DNA, o que a gente tem?
A gente tem um gene como um todo, que é uma sequência presente aí nesse DNA, e a gente tem éxons, íntron, éxons.
Então vocês podem perceber que toda a molécula, toda o gene, ele vai ter sequências que a gente chama de éxons e íntrons, que a gente já viu que esses íntrons vão ser retirados.
Mas podem ficar tranquilos que a gente vai ver um pouquinho melhor na imagem aqui de baixo, então vamos lá.
Então o que a gente consegue observar aqui?
Aqui, a gente tem o gene, então toda essa fitinha aqui superior é o gene.
Então a gente tem os éxons que estão em vermelhos, e os íntrons que estão em azul.
Então o que a gente consegue perceber?
Essa aqui é um gene, o que acontece durante o splicing alternativo?
Durante o splicing alternativo, os íntrons vão ser retirados, e uma vez que os íntrons são retirados, A gente tem a formação do RNA maduro, ou seja, um RNA com apenas os éxons.
E uma coisa superlegal que dá para fazer várias combinações de éxons, eu trouxe até um exemplo bem legal para vocês, para vocês verem a importância dos íntrons e não cair no que as pessoas falam que é o DNA lixo, porque ele não é lixo, porque se ele não fosse retirado para ter as diferentes combinações entre os éxons, nós não teríamos a diversidade de proteínas que nós temos.
Então a partir do momento que a gente tem várias combinações de éxons, nós temos, automaticamente, a possível, a chance de codificar diferentes tipos de proteínas.
Então eu trouxe um exemplo aqui para vocês.
Então a gente tem o éxon 1, o éxons 2 e o éxons 3.
Esses tracinhos que estão em laranja são os íntrons, ok.
Aí durante o processo de splicing, o que vai acontecer?
Esses íntrons vão ser retirados e nós vamos ter o que?
Três éxons.
E esses três éxons vão ter o que?
Vão ter diferentes modos para se ligar.
Então, se o éxon 1 se ligar com o éxon 2, e o éxon 2 se ligar com o éxon 3, a gente vai ter a proteína A.
Se o éxons 2 se ligar com o éxon 1, e o éxon 1 se ligar com o éxon 3, a gente vai ter a proteína B.
Se a gente tiver o éxon 3, o éxon 2 e o éxon 1, a gente vai ter a proteína C.
E assim, como aqui, na proteína D, se a gente tiver o éxon 1, o éxon 3 e o éxon 2.
Gente, olha que legal.
Um único gene, olha que isso aqui é um exemplo que eu trouxe para vocês, didático, então se um único gene, ele tem vários éxons e tem os íntrons que sai durante o splicing, olha quantas combinações diferentes dá para fazer.
E de acordo com essas diferentes combinações, nós temos diferentes proteínas.
Como aqui no exemplo que eu trouxe, três éxons apenas formaram aí quatro combinações diferentes, ou seja, quatro proteínas diferentes.
Então o splicing alternativo, como nós vimos, é a última etapa de modificação do RNA precursor, onde a gente vai ter remoção dos íntrons, a união dos éxons, que podem ser unidos aí a partir de vários tipos de combinações.
E uma vez que a gente tem vários tipos de combinações de éxon, nós temos aí diferentes tipos de proteína.
Então esse é o splicing alternativo, onde a gente retira os íntrons do nosso gene.
Nós unimos os nossos éxons, conseguimos unir de várias formas diferentes, com várias combinações, formando aí diferentes proteínas.
Então, esse é o splicing alternativo.