Tipos de DNA
Quais são os tipos de DNA que nós temos?
Nós temos basicamente três tipos de DNA, sendo eles: DNA tipo B, DNA tipo A e DNA tipo Z.
Esses tipos de DNAs são os DNAs que nós encontramos em sistemas biológicos naturais, ou seja, existem outros tipos de DNA, porém eles não são encontrados em sistemas biológicos.
Então nós não iremos falar deles, ok?
Então, primeiro vamos saber como nós podemos diferenciá-los.
Então, eles vão ser, basicamente, a diferenciação deles, vai ser baseada na conformação, ou seja, nós iremos ter alterações nas conformações que irão diferenciá-los.
Ou seja, cada um vai ter aí uma conformação diferente que vai dar para a gente conseguir diferenciá-las.
Vamos ver primeiro o DNA do tipo B.
O DNA do tipo B é o DNA fisiológico, ou seja, vai ser o DNA que comumente são encontradas na célula.
Então, sabe aquele DNA que a gente fala, clássico, de dupla hélice e tudo mais?
Então, esse DNA é o DNA do tipo B, ok?.
Então, se a gente pegar esse DNA e desidratá-lo, com o que?
Com o etanol setenta e cinco.
Nossa, como assim?
O álcool desidrata?
Claro, se você sair sexta-feira, beber, no outro dia você acorda como?
Morrendo de sede.
Por que?
Você está desidratado.
O etanol, enfim, o álcool vai desidratar você.
Então, tem como acontecer isso também.
Então, se um DNA for desidratado, eu dei um exemplo aqui do etanol, o que que vai acontecer com um DNA do tipo B?
Que é o DNA do tipo fisiológico, que nós já sabemos de cor e salteado qual a estrutura dele?
Dupla hélice né, formado por duas fitas e tem um pareamento das bases nitrogenadas.
E aí, quando a gente desidrata o DNA do tipo B, a gente vai ter o DNA do tipo A.
Vamos entender esse tipo de DNA.
Então, primeiro, vamos falar do DNA do tipo B, que é o DNA que é o fisiologicamente, o mais comumente encontrado aí na célula.
Então, ele é um tipo de DNA?
Ele é fino?
ele é comprido?
Já quando a gente desidrata ele, como eu dei o exemplo lá do etanol, o que acontece?
Eu não falei que ele vai se tornar o DNA do tipo A?
E qual que é a característica do DNA do tipo A?
Ele é um DNA grosso e ele vai ser bem mais curto do que o que nós encontramos no DNA do tipo B.
Isso é uma característica do DNA do tipo A.
Então, esse é o primeiro ponto, você já sabe que o DNA tipo B, ele é o clássico e ele é fino e comprido.
Já o DNA do tipo A, ele é grosso e curto, e essa aí é a principal característica do DNA do tipo A.
O DNA tipo A, claro que não vai ser a partir de um processo de desidratação.
Eu quis mostrar para vocês que se você passa por um processo de desidratação, você desidrata esse DNA, por exemplo, em laboratório, você vai conseguir transformar o tipo B em tipo A, mas vamos pensar agora fisiologicamente, como isso acontece dentro da célula.
Isso vai acontecer quando ocorre o pareamento híbrido entre o DNA e o RNA.
Meu Deus, o que é o pareamento híbrido?
Nada mais é do que fitas mistas, ou seja, você vai ter uma fita de DNA e uma fita de RNA.
Essas duas fitas vão se misturar, quando ela se misturam, nós chamamos de pareamento híbrido e aí, isso vai dar origem aí ao DNA tipo A.
E como isso pode acontecer?
Isso normalmente vai acontecer em condições de umidade muito baixa.
Por quê?
Porque o nosso DNA, que está presente nas nossas células né, mais comumente e tudo mais, que é o tipo B, qual que é o nosso padrão de umidade?
É um padrão aí de noventa e cinco por cento de umidade.
Então a partir do momento que essa umidade aqui, ela cai, vai, por exemplo, para trinta e cinco por cento, Nossa, isso vai ser uma alta possibilidade de acontecer aí o pareamento híbrido entre as fitas de DNA e RNA, fazendo com que a gente tenha aí o DNA do tipo A.
Então eu trouxe aqui para vocês uma imagem para vocês conseguirem, só apagar aqui para não atrapalhar, conseguirem entender um pouco mais visualmente.
Então aqui, em primeiro lugar, nós temos o DNA do tipo B, e aqui nós temos o DNA do tipo
A.
Só de olhar vocês percebem que existe uma diferença entre eles, mas vamos só dar nome aqui a todas as coisas.
Então, essa primeira imagem onde nós estamos vendo a dupla hélice do DNA né, em formato de hélice, ele é uma vista lateral.
E aqui na parte inferior, a gente vai ter uma vista do eixo,tá?
Que nada mais é do que vai estar mostrando aí, qual é a relação das bases nitrogenadas em relação ao eixo da hélice.
A gente consegue observar o que aqui né, em primeiro lugar, que é muito importante?
A gente observa que realmente o DNA do tipo B, ele é bem mais fino né, ele é mais fino, mesmo não parecendo tanto nessa imagem, mas ele é mais fino, e é claro que ele mais comprido, isso dá pra perceber notavelmente.
Já o tipo A, ele é mais gordinho, e além de ser mais grosso, ele é mais curto, ele encurta justamente por esse pareamento aí híbrido, entre base de DNA e RNA.
Então, a gente percebe que esse espiral, que essa parte aqui que nós estamos vendo na parte interna, ele é mais largo, né.
Então isso vai dar essa característica que vai refletir diretamente aqui no nosso, a vista do eixo né, o que que é isso né?
Como falei anteriormente, está mostrando como as bases nitrogenadas estão em relação ao eixo da hélice.
Então, vamos observar aqui no DNA do tipo B, que no DNA do tipo B, o que acontece?
A gente consegue observar que as bases nitrogenadas, que é isso aqui, tá?
Vou colocar até BN aqui no meio, são as bases nitrogenadas, elas estão o que?
Elas estão todas bem no interior, bem no interior da hélice e nós temos todas as reações químicas né, as ligações químicas que estão acontecendo aqui mais na parte externa dessa hélice.
Já aqui no DNA, A né, do tipo A, o que que a gente percebe?
Uma informação também bem importante que eu gostaria de dar para vocês.
Aqui no DNA do tipo A, a gente tem um número a mais de base, ta?
Então aqui nós temos onze pares de bases, para o que?
Para dar um círculo, para dar aí uma volta na hélice.E já aqui o DNA do tipo B, que é, comumente, o mais visto e encontrado nas células biologicamente fisiológicas né, ele vai ter o que?
Ele vai ter apenas dez pares de base, tá, para ir em volta do eixo.
Então, aqui no tipo A, a gente vai ter um par de base a mais.
Isso é totalmente refletido aqui na nossa vista do eixo, por que?
Porque a gente consegue observar que, como ele tem mais bases nitrogenada e o espiral é mais largo, e além disso, o tamanho da hélice é menor né, é uma hélice menorzinha, o que acontece?
Essas bases nitrogenadas vão estar aqui mais próximas das extremidades da hélice.
Essa vista do eixo eu trouxe para vocês por curiosidade, para vocês conseguirem ver de um outro ângulo, mas foquem bastante na vista lateral, que é o que?
O que normalmente a gente quer que vocês saibam, que vocês consigam olhar e consigam diferenciar, esse aqui é um DNA do tipo A.
Por que ele é do tipo A?
Porque ele é mais com curto, mais gordo, a gente consegue perceber que tem mais pares de base que está fazendo com que ele fique mais curto, entendeu?
Então, essa é a diferença desses dois tipos de DNA.
Sabendo que esse tipo de DNA A, ele não é o ideal, não é o fisiológico, até porque está acontecendo aí uma hibridização de dois tipos de fitas diferentes, normalmente aí ocasionada pelo uma baixa da umidade né, ali daquele ambiente.
E aí a gente também tem um outro tipo, que é o tipo Z.
O tipo Z, ele é o DNA mais novo né, que eu poderia dizer para vocês, que ainda está em muitos estudos.
Gente do mundo todo, pesquisadores do mundo todo, estão aí pesquisando mais sobre ele, para a gente ter mais conhecimento de qual é o papel dele em relação à fisiologia celular.
Então ele é conhecido como DNA canhoto, tá?
E por que ele é o DNA canhoto?
Porque ele apresenta uma dupla hélice que está enrolada para a esquerda.
O DNA normal, por exemplo, eu vou falar do DNA do tipo B, que é o fisiológico, o que acontece com esse tipo de DNA?
Ele é enrolado para o lado direito.
E esse aqui, ele vai ter essa predominância da dupla hélice enrolada para esquerda, mas ele também vai ter algumas pequenas regiões que ele vai estar enrolado para a direita.
Isso traz a característica principal do DNA do tipo Z, que é o padrão zigue-zague, tá?
Então, é por isso que ele é chamado de tipo Z, porque quando foram estudar esse tipo de DNA, viram que ele era, ele estava todo em zigue-zague, que ele era muito bagunçado.
E aí eles pensaram, nossa, uma parte aqui ele está enrolado para esquerda, aqui para o lado direito, então o que que está acontecendo?
Eles perceberam que ele tinha essa estrutura né, zigue-zague, e denominaram ele como tipo Z.
E vamos ver esse tipo de DNA, tá gente?
Ele é realmente bem estranho.
Olha aqui, eu trouxe para vocês uma vista lateral né, a parte superior aqui, e uma vista do eixo.
Vocês conseguem observar que essa vista lateral, gente, ele realmente é um zigue-zague, é realmente uma bagunça.
Se vocês virem uma imagem, que é uma bagunça dessas, vocês saibam que com certeza é o de DNA do tipo Z Z, tá?
Então, ele vai ter tanto voltado aqui para o lado direito, como do lado esquerdo.
Então, ele tá enrolado para os dois lados e realmente tem essa bagunça.
E essa bagunça é totalmente refletida aqui na vista do eixo né, do eixo da hélice.
A gente consegue perceber que as bases nitrogenadas elas estão de uma forma extremamente bagunçada, totalmente espiral o zigue-zague dentro do eixo.
Então, a gente consegue observar que realmente esse tipo de DNA ele é um DNA aí zigue-zague, que está uma parte direção direita, uma parte direção esquerda, que forma mesmo essa bagunça.
Então, vamos para as características dele.
Ele é mais fino e mais longo em relação ao que?
Em relação, claro, ao DNA do tipo B que vai ser sempre a nossa referência, tá?
Então, ele é mais fino e mais longo.
Como isso pode acontecer né?
Fisiologicamente falando, como um DNA do tipo Z pode aparecer ali numa célula?
Então, alguns fatores podem estabilizar a formação do DNA do tipo Z.
E qual é esse fator?
É principalmente a metilação, e a metilação nada mais é do que modificações químicas, ou seja, as sequências de bases nitrogenadas, elas vão ter uma alteração química, que a gente fala que é quimicamente modificada, e aí como essa região vai sofrer uma grande modificação na sua formação, porque vai ter uma modificação química, o que que vai acontecer?
Ele vai adotar a formação do tipo Z.
Mas como falei anteriormente, está sendo muito estudado ainda.
Então, o que que eles acreditam né, o que pesquisas mostram?
Mostram que esse tipo de DNA, ele vai estar principalmente aí envolvido em processos de regulação de transcrição.
Uma vez que ele é encontrado em regiões que estão ativamente transcritas, ou seja, regiões que vão ser transcritas, que vão ser replicadas, também acredita-se que está envolvido com a expressão gênica, ou seja, porque alguns genes são expressos e alguns outros genes não são expressos em determinadas células.
Então, ele está ainda, como eu coloquei aqui para vocês, estão em estudos, ainda não tem uma definição, tudo é o que cogita, o que pode ser.
O que nós sabemos que ele é mais fino, ele é mais longo do que o tipo B, e ele vai ter esse padrão zigue-zague.
Então, aqui eu trouxe uma imagem para vocês dos tipos de DNA, mostrando todos juntos para vocês observarem.
Então, a gente tem o tipo B, que a gente sabe que é esse tipo de DNA que são encontrados nas células, tá?
Esse é o tipo mais comumente encontrado.
A gente tem o tipo A, que vai acontecer em processos de hibridização, tá?
Então, ou seja, quando a gente tem a mistura de fitas de DNA com RNA, e a gente tem o tipo Z, que vai ser normalmente provocado por um processo de metilação, que nada mais é do que uma modificação química, tá?
O nome que é difícil, mas é uma modificação química em uma determinada sequência ali de nucleotídeos no genoma, que vai fazer com que aconteça isso, e ele ainda está em estudo, ainda não se sabe exatamente como acontece.
Isso é bem importante que você saibam, mas esses são os três tipos de DNA que são encontrados aí de forma biológica.
E, além desses tipo de DNA, eu tenho uma informação bem bacana para trazer para vocês também.
Então, apesar do DNA em dupla hélice seja a forma mais encontrada em células do tipo eucariontes, que é o tipo de célula que a gente vem estudando, o que acontece?
Existe o DNA de fita simples.
Sim, gente, existe.
Eu não poderia deixar de falar isso para vocês na aula de tipo de DNA, que existem, sim, DNA de tipo de fita simples, tá, que vão apresentar apenas uma fita, mas eles não são encontrados em células eucariontes.
Eles vão ser encontrados apenas em genomas de alguns vírus e bactérias.
Existe sim!
Se vocês verem alguma questão em alguma prova, existe sim o DNA de fita simples, porém, ele não vai ser encontrado em células eucariontes, e sim, vão ser encontrados em alguns genomas né, em alguns vírus e em algumas bactérias, então existe sim.
Então, se vocês lerem, cair em alguma questão, saibam que existe, sim, o DNA de fita simples, ou seja, ele também é um tipo de DNA.