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Material com informações básicas sobre Logística.
Tipologia: Notas de estudo
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Rodolfo Marocchio Consultor na área de Produção e Logística
Rodolfo Marocchio Consultor na área de Produção e Logística
Rodolfo Marocchio Consultor na área de Produção e Logística
Competir é preciso e, portanto, uma realidade que não se pode mais ignorar. Assim, todas as organizações buscam diferenciar-se de seus concorrentes para conquistar e manter clientes. Só que isto está se tornando cada vez mais difícil. O aumento da arena competitiva, representado pelas possibilidades de consumo e produção globalizadas, a necessidade de que se façam lançamentos mais freqüentes de novos produtos, os quais, em geral, terão ciclos de vida curtos, e a mudança no perfil dos clientes, cada vez mais bem informados e exigentes, forçam as empresas e serem criativas, ágeis e flexíveis, mas também a aumentar a sua qualidade e confiabilidade. Sem dúvida, tarefas que estão desafiando os executivos em todo o mundo e exigindo maiores esforços. Pesquisas recentes mostram que os produtos, de modo geral, estão se tornando cada vez mais parecidos na percepção dos clientes. A atualização tecnológica, a aplicação de processos produtivos mais competentes e enxutos e o acesso a fontes de suprimento capazes de garantir matérias-primas de qualidade são realidades que estão permitindo o nivelamento dos fabricantes de um mesmo produto. Além disso, percebe-se que as marcas estão perdendo o seu poder de sedução e conseqüentemente os fabricantes estão caindo em uma vala comum, transformando os produtos em commodities. Neste contexto, é fundamental a aplicação da logística para a obtenção de vantagem competitiva. As metas da logística são as de disponibilizar o produto certo, nas condições adequadas, no local certo, no momento certo ao preço justo. Assim fica evidente a intenção de se atingir, simultaneamente, a eficiência e a eficácia do processo A agregação de valor poderá surgir da oferta de entregas mais confiáveis e freqüentes, em menores quantidades, da oferta de maior variedade de produtos, melhores serviços de pós-venda, maiores facilidades de se fazer negócio e sua singularização na organização. Todas essas facilidades poderão ser transformadas em um diferencial aos olhos do cliente, que pode estar disposto a pagar um valor mais alto por melhores serviços, que representem benefícios. Por exemplo, entregam mais rápidas, em menores quantidades, e confiáveis permitem que o cliente trabalhe com estoques menores, possibilitando diminuir os seus investimentos.
Rodolfo Marocchio Consultor na área de Produção e Logística A atividade logística está diretamente voltada para a resolução da grande questão: como agregar mais valor e, ao mesmo tempo, reduzir os custos garantindo o aumento da lucratividade? A logística Industrial abrange a missão, os métodos e as estratégias necessárias para conduzir o processo integrado de uma cadeia de suprimentos, utilizando práticas logísticas para obter vantagens competitivas e integrar a atividade como competência central na estratégia empresarial. A logística participa de todas as atividades da cadeia de suprimentos, desde a obtenção do insumo até a distribuição do produto final ao cliente. Entre os pontos em destaque dessa abordagem da Logística Industrial, estão: a) Preocupação com o serviço ao cliente; b) Adequada administração dos transportes; c) Armazenagem estratégica e localização de instalações; d) Gestão de estoques integrada à previsão de vendas; e) Uso da tecnologia de informação na gestão da atividade; f) Desenvolvimento de parcerias com prestadores de serviço logístico.
Rodolfo Marocchio Consultor na área de Produção e Logística buscar formas alternativas de suprimento e venda de produtos e serviços, ou seja, expor as necessidades locais ao comprador sediado em outro país ou para negociar com fornecedores ou consumidores internacionais. O Centro de Estudos Técnicos e Avançados em Logística – CETEAL – divulgou algumas características que o profissional de logística deve apresentar nos dias de hoje. São elas: a) - Sólida formação acadêmica, preferencialmente em engenharia e/ou administração de empresas; b) - Domínio de pelo menos duas línguas; c) - Domínio de custos; d) - Visão integrada para o gerenciamento e sincronismo de processos; e) - Conhecedor das ferramentas de Pesquisa Operacional para tomada de decisão; f) - Entendimento das ferramentas comerciais e de marketing, bem como dos impactos de fatores econômicos nos negócios; g) - Altamente focado em resultados; h) - Especialista em negociações; i) - Conhecimento de todo o funcionamento da empresa e do mercado em que atua (espírito empreendedor); j) - Organizado e equilibrado na Administração de Tempos; k) - Alta capacidade de análise e controle; l) - Saber relacionar-se com todos os níveis da organização; m) - Dinâmico e objetivo; n) - Participativo e incentivador da participação de todos; o) - Atualizado em Tecnologia de Informação; p) - Buscar o ótimo sem deixar de fazer o bom; q) - Obter sinergia através da flexibilidade, visibilidade, otimização, compromisso, colaboração e integração da cadeia de logística, bem como das pessoas envolvidas; r) - Saber se comunicar de forma correta e eficiente (interna e externa); s) - Flexível e aberto a mudanças; t) - Emocionalmente equilibrado; u) - Saber utilizar corretamente sua estrutura física (dois ouvidos para ouvir e uma boca para falar);
Rodolfo Marocchio Consultor na área de Produção e Logística v) - Foco total “do” e “para” o cliente (interno e externo); w) - Reciclagem constante através de treinamentos especializados; x) - Inovador e empreendedor; y) - Focado em superar as expectativas dos clientes; Fonte : CETEAL Aparentemente, a lista de exigências é bastante grande e você deve estar se perguntando: - Será que o José, motorista de caminhão tem todas estas qualificações? Um dia o ouvi comentar que é um profissional de logística!!!! Quando o assunto “profissional de logística” torna-se o foco principal de pesquisas, se percebe que o nível de conhecimento é elevado, no entanto, estas características são válidas mais para o profissional que assume cargos de gerência, ou seja, são pessoas que estão intimamente ligadas ao topo da pirâmide hierárquica e consequentemente preocupam-se com as ações estratégicas da empresa. O conhecimento acadêmico é muito importante, entretanto, a ações logísticas são bem conduzidas quando o profissional possui também o conhecimento técnico, ou seja, é relevante que se entenda como uma operação produtiva é realizada, desta forma, é possível planejar objetivos de curto, médio e longo prazo e dizer como os mesmos serão controlados.
Rodolfo Marocchio Consultor na área de Produção e Logística Nas Forças Armadas do Brasil, a logística é parte integrante do Serviço de Intendência – criado em 1920 com a vinda da Missão Militar Francesa. As atividades logísticas desenvolvidas nas organizações militares do Brasil trabalham, tal qual nas empresas, no sentido de desenvolver um planejamento eficaz e o provimento adequado, nos locais especificados e nas devidas quantidades. Já no meio empresarial, Martins (2003, p. 251) relatam que: “No Brasil, a logística apareceu nos anos 1970, por meio de um de seus aspectos: a distribuição física, tanto interna quanto externa[...]”. Ao perceberem que, em um país de dimensões continentais como o Brasil as empresas deveriam ter um gerenciamento logístico eficaz, os empresários atentaram definitivamente para a logística como um elemento que poder gerar vantagem em relação à concorrência. 2.1. LOGÍSTICA EMPRESARIAL NO BRASIL Segundo Ávila (2005), três fatores influenciaram as teorias já praticadas na Logística: comunicação e informação (a revolução da informação afetou a logística de duas formas: intensificação do uso da internet e pelas ferramentas tecnológicas emergentes), regulamentação governamental (a Logística sempre sofre influências dos poderes governamentais) e considerações ambientais (com os movimentos em favor do desenvolvimento sustentável, tornou-se cada vez mais importante que a sociedade mudasse seus comportamentos). O Brasil, de uma forma geral, encontra-se em fase de transição no que se refere à Logística; alguns setores já perceberam sua importância, entretanto, os conceitos de gerenciamento da logística ainda são pouco utilizados. Conforme aponta Rodrigues (2004), a área de Logística é recente no Brasil, no entanto ela vem crescendo cada vez mais devido a liberalização comercial, a desregulamentação, as privatizações, a ampliação do Mercosul e a estabilidade financeira. Para Ávila (2005), apesar da Logística no Brasil ainda estar pouco desenvolvida, alguns setores já reestruturou suas atividades logísticas, a saber: os setores automobilísticos, de mineração, de exportação de produtos agrícolas e no comércio de varejo. Essa não implantação de forma efetiva dos conceitos de um sistema logístico no Brasil ocorre devido a vários desafios, dentre eles: a. A falta de recursos físicos e infra-estrutura; b. Atraso da tecnologia da informação; c. Falta de profissionais capacitados. Contudo, são grandes as perspectivas de expansão da Logística no Brasil. Um dos fatores que pode contribuir para isso é o processo de privatização da economia brasileira. Partindo desse pressuposto, Martins et al (2000), afirmam que atualmente as empresas brasileiras já se deram conta da importância da Logística, por esse motivo ela vem sendo cada vez mais utilizada no mundo dos negócios.
Rodolfo Marocchio Consultor na área de Produção e Logística Conforme aponta Ferreira apud Ávila (2005) uma das tendências que contribui para a expansão da Logística no Brasil é uma convergência das associações de atacadistas e distribuidores de lojas de varejo próprias (franqueadas ou fidelizadas) e das redes varejistas em Centros de Distribuição (CD’s). Apesar de nos últimos anos a Logística ter obtido significativos avanços no Brasil, ela ainda se encontra em defasagem em relação aos países industrializados. Para reverter essa situação, é imprescindível que o Brasil reduza as diferenças tecnológicas em relação aos países industrializados, bem como que seja realizada no atual processo de logística brasileiro a intermodalidade (com o objetivo principal de aumentar eficiência do sistema). Exercícios
Rodolfo Marocchio Consultor na área de Produção e Logística
3. Logística Empresarial Muito se fala a respeito da logística como sendo, atualmente, a responsável pelo sucesso ou insucesso das organizações. Porém, o que se pode perceber no mercado é que muito pouco se sabe sobre as atividades logísticas e como as mesmas devem ser definidas nas organizações. É importante então evitar que situações de modismo acabem por influenciar o uso errado da palavra e, o que seria muito pior, de suas técnicas e atividades. Mas, afinal, o que é realmente a logística? Pode-se definir logística como sendo a junção de quatro atividades básicas: as de aquisição, movimentação, armazenagem e entrega de produtos. Para que essas atividades funcionem, é imperativo que as atividades de planejamento logístico, quer sejam de materiais ou de processos, estejam intimamente relacionadas com as funções de manufatura e marketing. O termo, Logística, de acordo com o Dicionário Aurélio, vem do francês logistique e tem como uma de suas definições: “a parte da arte da guerra que trata do planejamento e da realização de: projeto e desenvolvimento, obtenção, armazenamento, transporte, distribuição, reparação, manutenção e evacuação de material (para fins operativos ou administrativos)”. Outros historiadores defendem que a palavra logística vem antigo grego logos (λόγος), que significa razão, cálculo, pensar e analisar. O Oxford English dicionário define logística como: “O ramo da ciência militar responsável por obter, dar manutenção e transportar material, pessoas e equipamentos.” Para Gasnier (2002), a Logística é um processo que consiste em planejar, executar e controlar o fluxo e a armazenagem, de forma eficaz e eficiente em termos de tempo, qualidade e custos, bem como das informações correlatas, visando atender aos clientes, fornecedores, acionistas, governo, sociedade e meio ambiente. O conceito apresentado por este ilustre autor destaca a responsabilidade das ações logísticas em suprir as necessidades e desejos dos clientes, sendo para tanto, necessário o aperfeiçoamento de conceitos e técnicas que assegurem a disponibilidade, a qualidade, a quantidade e o preço correto do produto a ser entregue na hora e lugar certos; sem avarias e com a documentação correta – em linhas gerais, seria a busca pelo atendimento perfeito. Pozo (2004) afirma que a Logística é vital para o sucesso de uma organização porque ela é uma nova visão empresarial que direciona o desempenho das empresas, tendo como meta reduzir o lead-time entre o pedido, a produção e a demanda, de modo que o cliente receba seus bens ou serviços no momento que deseja, com o preço desejado.
Rodolfo Marocchio Consultor na área de Produção e Logística Os executivos perceberam que as mudanças estão ocorrendo cada vez mais rápida e que estas mudanças afetam diretamente o comportamento dos consumidores, sejam físicos ou jurídicos, assim, para que o produto cheguem a seu destino final é necessário realizar ajustes operacionais no tempo de processamento do pedido, fabricação do item e expedição, pois é desta forma que o consumidor terá suas necessidades e desejos satisfeitos. Entretanto a definição mais clássica para definir nosso objeto de estudo é do Council of Logistics Managemen: “Logística é a parte da Administração da Cadeia de Suprimentos que planeja, programa e controla o fluxo e armazenamento eficiente e econômico de matérias- primas, materiais semi-acabados e produtos acabados, bem como as informações a eles relativas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes.” Existem diversos tipos de organização, sejam privadas ou públicas, que se utilizam dos serviços logísticos, como empresas manufatureiras, empresas de transporte, empresas alimentícias, Forças Armadas, serviços postais, distribuição de petróleo, transporte público e muitas outras. Logística é a chave de muitos negócios por muitas razões, entre as quais incluímos o alto custo de operação das cadeias de abastecimento. Pode-se perceber que a tendência das organizações é a horizontalização, atividade em que muitos produtos até então produzidos por determinada empresa do fim da cadeia de fornecimento passam a ser produzidos por outras empresas, ampliando o número de fontes de suprimento e dificultando a administração desse exército de fornecedores. Alguém pode estar perguntando: Se os custos são tão altos, por que então horizontalizar e criar demanda para atividades logísticas?
Rodolfo Marocchio Consultor na área de Produção e Logística O autor expõe que em uma atividade logística a preocupação no gerenciamento do fluxo de produtos deve ocorrer ainda quando a matéria-prima encontra-se em poder do fornecedor, pois somente com este cuidado extra é que o gerenciamento da qualidade, praticada no chão de fábrica, terá seus efeitos no produto final. Na realidade, a logística está preocupada com a fábrica e os locais de estocagem, níveis de estoque e sistema de informação, bem como com seu transporte e armazenamento. De acordo com Ballou (1993, p. 17): “A logística empresarial estuda como a administração pode prover melhor nível de rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e consumidores, através de planejamento, organização e controles efetivos para as atividades de movimentação e armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos [...] É um fato econômico que tanto os recursos quantos seus consumidores estão espalhados em uma ampla área geográfica. [...]”. Além disso, os consumidores não residem, se que alguma vez o fizeram próximos donde os bens ou produtos estão localizados. Este é o problema enfrentado pela Logística: diminuir o hiato entre produção e a demanda, de modo que os consumidores tenham bens e serviços quando e onde quiserem, e na condição física que desejarem. Bowersox (1996) utiliza um modelo com seis estágios para acompanhar e descrever o desenvolvimento ocorrido nas organizações logísticas mais avançadas, nos Estados Unidos:
Rodolfo Marocchio Consultor na área de Produção e Logística buscam posicionar suas capacidades operacionais e apoiar o gerenciamento orientado para os processos na busca de resultados.
Rodolfo Marocchio Consultor na área de Produção e Logística Ainda segundo os autores op. cit. (2003, p.252) “as empresas brasileiras já se deram conta do imenso potencial implícito nas atividades integradas de um sistema logístico”. As principais características da logística, IMAM - Inovação e Melhoramentos na Administração Moderna (1998), representam uma oportunidade ideal para adicionar valor a fim de realizar o sucesso do cliente. Isto pode ser por meio de:
Rodolfo Marocchio Consultor na área de Produção e Logística
Pesquisas revelam que o custo para a empresa conquistar um novo cliente é de cinco a sete vezes maiores que aquele gasto na manutenção de um cliente antigo. Por isso, em tempo d e competição acirrada entre as empresas, o grande objetivo é conquistar e manter, de alguma forma, os futuros e atuais clientes fiéis a sua empresa. Uma forma eficaz de se obter esta vantagem competitiva, entre as empresas, é oferecer e proporcionar a seus clientes o conforto, o melhor preço e a segurança de entrega, em tempo hábil, do produto que está sendo oferecido. Para que isso tudo aconteça, é preciso que haja a integração desde a fabricação e o abastecimento da matéria-prima, até a entrega do produto acabado ao cliente final. Uma forma eficaz d e acompanhar esses fatores, primordiais às empresas, é utilizar o Supply Chain Management (Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos). O Supply Chain Management é uma forma integrada de planejar, controlar e otimizar o fluxo de bens ou produtos, informações e recursos, desde os fornecedores até o cliente final, administrando as relações de logística na cadeia de suprimentos, que representa uma rede de organizações, liga das nos dois sentidos, e os diferentes processos e atividades que produzem valo r na forma de produtos e serviços que são postos nas mãos do consumidor final.
1. Objetivo da cadeia O principal objetivo do SCM é integrar todos os processos desde a fabricação até a distribuição do produto, com o intuito de otimizar custos para o fabricante e agregar maiores valores ao consumidor final, por meio de funções que atendam as suas necessidades. Tudo isso deve acontecer com um rápido tempo de resposta, desde o atendimento do pedido até a entrega do produto. O conceito de gerenciamento da cadeia de suprimentos está baseado no fato de que nenhuma empresa existe isoladamente no mercado. Uma complexa e interligada cadeia de fornecedores e clientes, por onde fluem matérias primas, produtos intermediários, produtos acabados, informações e dinheiro é responsável pela viabilidade do abastecimento de mercados consumidores. Com as enormes pressões competitivas existentes atualmente, a atividade de gerenciar a cadeia de suprimentos tem tido cada vez mais espaço nas relações de negócios. Propõe-se que a competição no mercado ocorre, de fato, no nível das cadeias produtivas e não apenas no das unidades de negócios isoladas. A importância da administração ou gerenciamento da cadeia de suprimentos tem aumentado nos últimos anos. As razões para este crescimento incluem o fato de que, em muitas empresas, a compra de materiais e de componentes representa um percentual crescente do custo de produção de