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Validade concorrente é o grau com que um novo método se correlaciona com outro já existente e tido como válido. 2. A validade conceptual relaciona-se com o ...
Tipologia: Provas
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Muitos estudos na ´area das ciˆencias da sa´ude (incluindo fala e audi¸c˜ao) envolvem a realiza¸c˜ao de testes (question´arios) e/ou medi¸c˜ao de caracter´ısticas fisiol´ogicas. Associados a estes testes e medi¸c˜oes encontramos dois aspectos de relevo: a fiabilidade e a validade. Fiabilidade significa precis˜ao do m´etodo de medi¸c˜ao e pode ser averiguada atrav´es da an´alise da consistˆencia ou estabilidade desse m´etodo. Um m´etodo (teste ou instrumento de medida) fi´avel n˜ao deve produzir resultados significativamente diferentes se for repetido sobre o mesmo indiv´ıduo. Um teste ou instrumento de medida dizem-se v´alidos se conseguirem traduzir de forma correcta a grandeza que pretendem medir. Por exemplo o n´umero de anos e meses de vida de uma pessoa constitui uma medida v´alida da sua idade, o mesmo j´a n˜ao acontece se usarmos a sua estatura para medir a idade. Enquanto a fiabilidade diz respeito a consistˆencia ou estabilidade de uma medida, a vali- dade diz respeitoa sua veracidade. Uma medida pode ser muito fi´avel (precisa) mas pode estar errada e portanto ser inv´alida. Portanto fiabilidade n˜ao implica validade mas ´e um requisito para avaliar a validade. Ou seja, uma medida para ser v´alida deve antes de mais ser fi´avel. Consequentemente devemos primeiro avaliar a fiabilidade dos instrumentos (ou m´etodos) de medida e s´o depois avaliar a validade dos mesmos.
Existem diversos factores que influenciam a fiabilidade de um m´etodo. Por exemplo, a pessoa sobre a qual se est´a a efectuar as medi¸c˜oes pode ter reac¸c˜oes diferentes de dia para dia. Por outro lado o m´etodo pode apenas medir uma parte do fen´omeno de interesse e n˜ao servir para caracterizar de forma global esse fen´omeno.
Existem v´arias formas de averiguar a fiabilidade de um m´etodo (teste ou medi¸c˜ao):
das vezes para podermos obter uma estimativa do desvio padr˜ao. Assim, desenvolveram- se m´etodos para obter estas estimativas sem ter que se repetir os testes ou medi¸c˜oes sobre os mesmos indiv´ıduos;
A validade de um teste (ou instrumento de medida) n˜ao ´e simples de averiguar na maioria das situa¸c˜oes. Duma forma geral podemos dizer que quanto mais directa for a forma de medir o fen´omeno em causa mais v´alido ser´a o m´etodo utilizado. Por exemplo, se observarmos o que uma pessoa come durante uma refei¸c˜ao temos uma medida mais v´alida do seu consumo de calorias do que se lhe perguntarmos `a posteriori o que comeu. Para termos medidas v´alidas ´e portanto conveniente considerar diferentes m´etodos de medi¸c˜ao e procurar avaliar a sua validade comparativa. Infelizmente, porque ´e dif´ıcil avaliar a validade dos m´etodos, muitas vezes assume-se a validade at´e que algu´em afirme em contr´ario.
Schweigert (1994) distingue trˆes tipos de validade: validade de crit´erio (criterion valid- ity), conceptual (construct validity) e facial (face validity). Note-se no entanto que esta classifica¸c˜ao n˜ao ´e ´unica e existem ouras formas de categorizar os tipos de validade de um m´etodo (ver por exemplo Ventri & Schiavetti (1986).
1.1. Validade preditiva ´e o grau com que o resultado de um teste (ou medida) prevˆe o comportamento futuro do indiv´ıduo.Por exemplo o resultado de um teste `a in- teligˆencia (IQ) pode predizer o sucesso escolar de uma crian¸ca. Se guardarmos os
Um estudo pode ter validade interna mas n˜ao ter validade externa. J´a um estudo que n˜ao tenha validade interna nunca poder´a ter validade externa.
Para terminar iremos referir dois conceitos que surgem por vezes na literatura das ciˆencias da sa´ude incluindo as da fala e da audi¸c˜ao: sensibilidade e especificidade. Muitas vezes aplica-se um teste de diagn´ostico para averiguar a presen¸ca de determinada patologia num paciente. Quando o teste produz um resultado positivo conclui-se a favor da presen¸ca e quando produz um resultado negativo a favor da ausˆencia. Estas conclus˜oes podem obviamente estar erradas e interessa avaliar a probabilidade de estes erros ocorrerem. A sensibilidade de um teste mede a sua capacidade de detectar a presen¸ca da doen¸ca correc- tamente. Chama-se positive predictive value a percentagem de resultados positivos verdadeiros que o teste fornece. A especificidade de um teste ´a a capacidade de este detectar a ausˆencia da patologia. Chama-se negative predictive valuea percentagem de resultados negativos verdadeiros que o teste fornece.
Schweigert, W. (1994) Research methods and statistics for psychology, Brooks/Cole Publish- ing Company.
Ventri, I. & Schiavetti, N. (1986) Evaluating Research in Speech Pathology and Audiology, Macmillan.
Marks, R. (1994) Designing a Research Project: the art of doing Science, unpublished (Prof. Ana Mendes).
Schavelson, R. (1988) Statistical Reasoning for the Behavioral Sciences, Allyn and Bacon.