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19. Salmos (Moody)
Tipologia: Notas de estudo
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Introdução
Natureza. Entre todos os livros da antiguidade, nenhum tem agradado tanto ao coração humano como Os Salmos. Em nenhum outro livro da Bíblia podemos encontrar tal variedade de experiências religiosas. Aqui o coração de Israel foi desnudo em múltiplas expressões de fé, pois Israel conheceu experimental, mente a verdade da revelação de Deus. Nos diversos Salmos, o conhecimento que Israel tinha dos dias passados uniu-se à adoração e assim recebeu permanência. A experiência dos indivíduos está aqui ligada à vida corporativa de Israel. Portanto, no Livro dos Salmos existe uma qualidade universal que só pode advir da expressão combinada das experiências espirituais dos homens nos muitos períodos da história e em uma variedade de circunstâncias da vida. Cada homem foi motivado pelo seu desejo de reação para com o Deus vivo. Todos foram unidos pelo seu desejo inerente de reagir através de suas mais profundas emoções. Cada tipo de experiência religiosa reflete-se no cadinho da vida dada e projeta-se sobre a vida do crente de hoje. Assim, encontramos nos Salmos uma ausência da limitação do tempo que toma este livro igualmente aplicável a cada período da história. O termo "Salmos" vem da LXX, que deu o título de Psalmoi à coleção. Um dos maiores manuscritos bíblicos, o Códice Alexandrino, fornece a designação "Saltério" pelo uso da palavra grega Psalterion. Contudo, a Bíblia Hebraica usa a designação Tehillîm , que significa "Louvores". Na literatura rabínica esta mesma idéia foi transmitida no termo Seper Tehillîm , significando "Livro dos Louvores". Em ambos os termos, hebraico e grego, encontramos a raiz significando cântico com acompanhamento instrumental. Através da passagem do tempo a palavra assumiu o significado de "o canto com acompanhamento musical", um aspecto do culto israelita popularizado pelo cântico dos coros levíticos. Muitos dos salmos dão evidências de terem sido usados pelos coros e devotos como hinos, enquanto outros não se adaptavam a tal uso.
Estrutura. Embora o livro de Salmos pareça carecer de um plano, não está em uma ordem indefinida. Embora careça de organização em termos de assunto, segue um sistema muito mais óbvio de organização. Está dividido em cinco seções, representando diversas coleções que foram reunidas. De acordo com o Midrash on the Psalms , um antigo comentário judeu, esta divisão quíntupla foi feita para corresponder aos cinco livros da Lei. Assim deve ter havido um propósito original entre os editores das coleções de salmos para fazer um paralelo entre esta quíntupla expressão do povo com a quíntupla convocação divina. Mais evidências de um plano é a presença da doxologia no fim de cada um dos cinco livros. Os salmos 41, 72, 89, 106 e 150 incluem doxologias para cada um dos cinco livros. Realmente, o Salmo 150 é uma doxologia global, enquanto o Salmo 1 é uma introdução geral ao Saltério. Os salmos 2, 42, 73, 90 e 107 servem de introdução aos seus respectivos livros. Esta cuidadosa organização dá evidência de que a edição final de toda a coleção teve a intenção de se enquadrar no esquema do culto judeu. Há uma espantosa correlação entre os quatro primeiros livros da Lei e as quatro primeiras divisões dos Salmos. Considerando que o crente no judaísmo palestiniano completava a leitura do Pentateuco cada três anos, é muito provável que o uso dos Salmos fosse programado para lhe corresponder. De acordo com a antiga tradição, parece que oito porções da Lei destinavam-se aos sábados em um período bimensal, junto com devidas porções dos profetas. N.H. Snaith ( Hymns of the Temple , pág. 18) tem mostrado que salmos sucessivos poderiam ter sido usados em estilo semelhante. Ele calculou que o livro do Êxodo era começado no quadragésimo segundo sábado, chegando-se ao Levítico no septuagésimo terceiro, Números no nonagésimo e Deuteronômio no centésimo décimo sétimo. Estes sábados correspondem exatamente com os primeiros capítulos de cada um dos cinco livros do Saltério. Nenhum Salmo sena mais apropriado que o Salmo 1 para introduzir a próxima "meditação sobre a Lei" de três anos.
O Salmo 23, por exemplo, acompanharia a leitura da história de Jacó em Betel. Compilação e Desenvolvimento. A presente organização do Saltério é o resultado de um processo de desenvolvimento. Muito tempo antes do livro dos Salmos tomar sua presente forma, coleções menores já estavam em circulação. E gradualmente estas coleções menores foram reunidas em uma só. Dentro do atual arranjo quíntuplo, os limites de certas coleções menores ainda são discerníveis. Em adição às coleções davídicas, há certos agrupamentos atribuídos aos Filhos de Coré e Asafe. No Salmo 72:20, declara-se que ali "findam as orações de Davi", embora sigam-se outros salmos que se atribuem a Davi. Outras coleções menores incluem os Salmos das Peregrinações e os Salmos dos Aleluias. Certas seções também demonstram uma preferência decisiva por Jeová ou Elohim , indicando a antiga existência de determinadas seções. As coleções abaixo podem ter circulado separadamente, sendo mais tarde reunidas: Salmos 3-41. Uma coleção davídica com doxologia e preferência por Yahweh (272 ocorrências com 15 de Elohim). Salmos 51-72. Uma coleção davídica com doxologia e preferência por Elohim (208 ocorrências com 48 de Yahweh). Salmos 50, 73-83. Coleção de corporação levita atribuída a Asafe. Salmos 42-49. Coleção de corporação levita atribuída aos Filhos de Coré. Salmos 90-99. Salmos sabáticos intimamente relacionados com o culto regular do sábado. Salmos 113-118. Salmos de Halel do Egito, relacionados com o culto da Festa da Páscoa (cons. Sl. 136). Salmos 120-134. Cânticos das Peregrinações ou dos Degraus, provavelmente cantados pelos peregrinos quando iam ao Templo. Salmos 146-150. Salmos dos Aleluias cantados nos festivais. T.H. Robinson ( The Poetry of the Old Testament ) e outros têm sugerido que uma divisão tripla precedeu a forma quíntupla final. Esses
aplicável ao período pré-exílico, ao período pós-exílico e à nossa presente dispensação. Contudo, esta ausência da limitação temporal não deveria nos afastar de buscarmos os antecedentes históricos sempre que possível. O estilo literário, as alusões históricas, a linguagem, as idéias teológicas e outras evidências internas deveriam ser examinadas, porque qualquer passagem é enriquecida quando seus antecedentes são devidamente compreendidos. Mesmo que tais aquisições da realidade sejam desejáveis, o dogmatismo em atribuir autores, datas e circunstâncias é descabido por causa da mensagem ilimitada do livro. Devemos nos lembrar de que a história costuma repetir-se muitas e muitas vezes. Forma Poética. Os hebreus deram ao mundo uma herança de expressão poética simples e infantil. Seus pronunciamentos poéticos saíram mais do coração do que de um desejo de atingir a excelência da arte. Considerando que o hebraico é uma linguagem pitoresca, cada palavra é viva e descritiva. As raízes verbais retratara ação visível, enquanto o seu uso dá lugar à imaginação. A linguagem tem uma qualidade intensamente emocional muito apropriada para exibir ardente paixão religiosa. Embora a poesia hebraica não tenha rima e seja pobre na métrica, tem aspectos compensatórios. Em lugar dos fundamentos básicos da poesia inglesa, o hebraico emprega duas principais características que a distinguem – acento rítmico (ritmo) e paralelismo. De acordo com F.C. Eiselen ( The Psalms and Other Sacred Writings ), o ritmo é "a repetição harmoniosa de determinadas relações de som". Um padrão rítmico de dois, três ou quatro compassos em cada linha torna possível esta harmoniosa repetição. Diversas sílabas átonas entre os compassos formam a regra das sílabas curtas e longas. Esta forma de regulamentação depende do ritmo dentro das cláusulas e do equilíbrio rítmico entre as cláusulas. O resultado é um agradável subir e descer da voz que pode expressar espírito animado, segurança, calma, excitamento, lamentação ou qualquer outra qualidade emocional.
A segunda principal característica distinta da poesia hebraica é o equilíbrio de forma e sentido chamado paralelismo. O poeta apresenta uma idéia; depois ele a reforça por meio da repetição, variação ou contraste. Três tipos principais de paralelismo se encontram através do Saltério:
literário e fraseologia. Religiosamente e teologicamente, as diferenças ultrapassam todas as semelhanças. Classificação. Qualquer comparação superficial dos poemas do Saltério revela que eles não foram agrupados por assunto. Os assuntos, compreendidos ou mencionados, passam por toda a escala das experiências humanas. Embora os diversos tópicos sejam numerosos demais para se fazer uma lista, cinco temas dominantes podem ser reconhecidos :
LIVRO 1. Salmos 1-
O primeiro livro na divisão quíntupla do Livro dos Salmos parece ter sido alguma vez uma coleção davídica em separado. O nome Senhor, Yahweh em hebraico, aparece 272 vezes, enquanto o mais generalizado Elohim só se encontra 15 vezes. Os salmos são de conteúdo variado, mas os ensinamentos morais são simples e diretos. Evidente através de toda esta divisão está a fé positiva na justiça de Deus. O Salmo 1 serve como introdução a todo o Saltério, enquanto o Salmo 2 introduz a coleção do Livro I. O fato de alguns manuscritos darem o Salmo 3 como sendo o primeiro torna o caráter introdutório do salmo 1 e 2 mais aparente. Também é possível que os salmos 1 e 2 fossem originalmente um só salmo, começando e terminando com "bem-aventurados". Todos com exceção do 1, 2, 10 e 33 estão ligados a Davi pelo título e anotações.
O salmo apresenta em contraste agudo os dois extremos - o modo de vida verdadeiramente honesto e o modo basicamente perverso. Ó contraste introduz de maneira didática as duas categorias de homens a serem descritos em todo o Saltério. O salmista continua com a antítese, mostrando os destinos presente e futuro de cada grupo. 1-3. O Caminho do Homem Justo. Bem-aventurado o homem. O Saltério começa com uma forte interjeição: Oh! que felicidade u do homem que segue o plano de Deus. Os verbos, anda, se detém, se assenta, descrevem os passos característicos do perverso que o justo evita: aceitação dos princípios dos ímpios, participação das práticas de pecadores declarados e finalmente a união com aqueles que zombam abertamente. Observe o paralelo triplo entre os três verbos e suas cláusulas modificadoras. A mudança então se faz da recusa negativa para
o deleite positivo. Tal homem medita ou constantemente reflete nos ensinamentos divinos. Como resultado, ele se torna cada vez mais como uma "árvore transplantada", com as raízes nas realidades eternas. Vitalidade constante lhe é assegurada e o sucesso final é certo porque ele colocou a sua confiança firmemente em Deus. 4-6. O Caminho do Homem Ímpio. Os ímpios não são assim. Agora surge uma mudança abrupta com as palavras não do assim. O agudo contraste intensifica-se com o uso deste termo freqüente para os ímpios, que representa a antítese exata para o outro termo, os justos. Diferindo da árvore firmemente estabelecida, os ímpios são varridos pelo vento. O quadro é de uma eira no alto de uma colina, onde o vento carrega a palita e deixa o grão. Em construção paralela, os dois grupos ( ímpios e pecadores ) não têm a promessa de participação na companhia vindicada dos justos. Enquanto Deus conhece ou se preocupa com o caminho dos justos, os ímpios simplesmente vão à deriva até a final destruição.
Este é basicamente um salmo real, com qualidades altamente dramáticas e grande poder poético. Incluído em sua estrutura está um oráculo do Senhor que têm provocado variadas interpretações. Gunkel acha que está ligado a um festival celebrando a coroação de um rei judeu. Se esse foi o cenário original, o salmo foi inteiramente adaptado às esperanças messiânicas mais extensas. Tal como o Salmo 1 lida com os dois caminhos da vida individual, o Salmo 2 apresenta os dois caminhos para as nações e os povos. 1-3. A Rebeldia das Nações. Por quê? Em estilo profético, o salmista começa com duas perguntas retóricas. O ponto alto das perguntas é demonstrar o absurdo daqueles que se rebelariam contra o decreto do Todo-poderoso. Sua rebeldia contra o povo de Deus e o seu rei é considerada como um ataque contra o próprio Deus. Basicamente,
divina, este salmo tem sido o favorito de muitas pessoas que enfrentam o perigo. O versículo 5 identifica-o claramente como oração matinal. 1,2. A Situação Angustiosa do Salmista. Os que se levantam contra mim. Os inimigos do salmista estavam se tornando mais numerosos do que nunca. Fisicamente havia sério perigo. E além disso, seu espírito estava sendo tão oprimido pelas zombarias dos seus adversários que se considerava além do ponto de poder ser ajudado por Deus. Esses comentários desanimadores são parecidos com os que foram dirigidos contra ló (Jó 2:11-13). 3, 4. Seu Ajudador. Porém tu, Senhor. No meio de seus problemas ele se lembra novamente de que Deus é um escudo para protegê-lo, minha glória para restaurar sua dignidade, e o que exaltas a minha cabeça para lhe dar nova coragem. Os verbos no versículo 4 deveriam ser freqüentativos: Sempre que clamo me responde! 5, 6. Sua Confiança. Deito-me e pego no sono. A certeza de que Deus é o seu ajudador e protetor torna possível este sono. Quando acorda, percebe que foi Deus que o guardou. Com sua confiança aumentada por esta experiência, ele tem certeza de que nenhuma quantidade de inimigos pode amedrontá-lo. 7, 8. Sua Oração. Levanta-te, Senhor! O poder e o livramento de Deus são invocados por esta petição, quando o salmista busca intervenção ativa. Ou ele está se lembrando do que Deus fez em ocasiões anteriores ou está usando um perfeito profético. Este último prevê um fim absolutamente certo e por isso fala dele como se já tivesse se realizado. O átimo versículo adapta o salmo ao culto público, e pode indicar uma falta de egoísmo em toda a oração particular.
As circunstâncias que rodeiam este salmo são semelhantes às do Salmo 3. Contudo, aqui o lamento se transforma em uma canção de confiança para expressar o alívio do salmista. A serenidade do tom
através de todo ele é o resultado de uma experiência da ajuda divina no passado. Exatamente como Deus deu o descanso na experiência anterior (Sl. 3), há certeza de que ele proverá esse mesmo descanso e paz novamente. O versículo 8 liga este cântico com a oração vespertina.
1. Urgente Apelo a Deus. Responde-me... tem misericórdia.. , ouve a minha oração. Aqui está um pedido triplo feito a Deus, o qual provou ser justo e capaz de conceder livramento. Experiência do passado leva o salmista a crer que Deus novamente atenderá ás suas mais profundas necessidades. 2-5. Conselho Sábio para o Próximo. Ó homens. Esses homens difamaram a reputação do salmista; apegaram-se a vás maquinações e prosperaram á custa de falsidades. Eles deviam buscar a quietude para meditar sobre suas necessidades e deixar de pecar. Eles deviam falar com suas próprias consciências e silenciarem. Tal como o salmista clama, "ó Deus da minha justiça" (v. li, ele exige esta mesma motivação justa nos sacrifícios deles. O paralelo lógico é o da confiança nAquele a quem eles oferecem esses sacrifícios. 6-8. Confiança Serena em Deus. Mais alegria me puseste no coração. Muitos indivíduos viviam inconformados e pessimistas, com falta da alegria que o salmista conhecia. Em contraste com esses pessimistas o autor sabe que o auxílio divino na hora da necessidade causa mais alegria do que colheitas abundantes. Ele termina com o quadro do sono sossegado possível àquele que conhece o cuidado divino por experiência pessoal.
Neste salmo há uma atmosfera de luta entre o justo e o ímpio, tal como se encontra com freqüência no Saltério. A situação é semelhante à dos Salmos 3 e 4 no que se refere aos perigos que estão a toda volta. O salmo talvez fosse usado pelos sacerdotes em sua preparação para o
aos seus inimigos, está em primeiro lugar clamando por alívio para a sua doença. A menção que faz da ira divina prova que ele imagina o seu sofrimento como resultado do pecado. Uma vez que é usado entre os cristãos como um dos sete Salmos Penitenciais, é possível que fizesse parte da liturgia penitencial do culto no templo. 1, 2a. Oração Pedindo Interrupção de Castigo. Não me repreendas ... nem me castigues ... tem compaixão de mim. Estas expressões mostram o reconhecimento do aspecto disciplinar do sofrimento. O escritor não nega sua culpa, nem proclama sua inocência. Seu castigo deve ser interrompido para que seu corpo emaciado possa ser restaurado. Tudo o que pode fazer é lançar-se sobre a misericórdia de Deus. 2b-5. Oração Pedindo Restauração. Sara-me ... livra a minha alma; salva-me. O sofredor claramente percebe que o livramento deve vir de fora, pois ele mesmo é inteiramente insuficiente. Ele baseia seu pedido sobre a seriedade do seu sofrimento, a misericórdia de Deus e o fato de que Deus perderia sua ação de graças se ele fosse para o Sheol. 6, 7. Descrição de Sua Condição. Gemer ... lágrimas... mágoa. A natureza de sua enfermidade está um tanto oculta pelas expressões orientais características. Contudo, não pode haver dúvida que sua tristeza é real e seu sofrimento intenso. Como ló, ele tem de suportar os insultos dos seus inimigos em aditamento a sua desgraça. 8-10. Orações Atendidas. O Senhor ouviu. Duas vezes o salmista usa esta frase para indicar que uma nova era chegou. Ele prediz que todos os seus inimigos retrocederão porque Deus assumiu o comando.
Como muitos outros salmos, este é em primeiro lugar um lamento individual. Há um elemento de justiça própria no apelo do salmista. Talvez se deva á natureza da luta religiosa que ocasionou amarga perseguição. Contudo, há aspectos gerais que apontam para a possibilidade de que diversos salmos foram combinados neste um. Se o
indivíduo for tomado como representante da nação, a unidade do Salmo fica preservada. 1,2. Oração por Livramento. Salva-me ... livra-me. Este apelo baseia-se na confiança pessoal em Deus do autor do salmo. O furioso ataque do inimigo também parece ser pessoal, conforme indica a expressão "me arrebate". 3-5. Protestos de Inocência. Senhor ... se eu fiz. O autor estava certo que não merecia a perseguição que sofria. Ele desejava colocar o protesto em forma de juramento e oferecer-se para aceitar qualquer retribuição merecida por castigo. 6-8. Oração por Julgamento. Levanta-te, Senhor. Uma figura atrevida, como se Deus precisasse ser despertado, foi usada para indicar a necessidade de um julgamento imediato. Aqui há uma combinação de vindicação pessoal e idéia escatológica de julgamento mundial. 9-13. Confiança no Justo Juiz. Pois sondas a mente e o coração, ó justo Deus. O resultado está assegurado pela própria natureza de Deus. O justo é preservado, enquanto o ímpio sofre a ira divina diariamente. A ação do juízo divino sobre o que não se arrepende fica figurativamente declarada em termos de combate terreno. 14-16. A Natureza do Ímpio. Iniqüidade... malícia... mentira. Estas palavras caracterizam o adversário, que foi destruído por seus próprios ardis. Ele se esconde sob a mortalha de seus próprios desejos malignos.
17. Voto Final. Cantarei louvores. Esta doxologia característica ilustra a certeza do salmista que a causa da justiça triunfará.
Este salmo é um hino que atinge alturas majestosas raramente atingidas pelo homem finito. Há um desenvolvimento de idéias sobre a grandeza do trono de Deus nos céus até a mais ínfima besta da terra. O homem é descrito como o centro da criação de Deus. O poema está