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Guias e Dicas
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30. Amós (Moody), Notas de estudo de Teologia

30. Amós (Moody)

Tipologia: Notas de estudo

2015

Compartilhado em 14/03/2015

edson-nobre-6
edson-nobre-6 🇧🇷

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AMÓS
Introdução
Esboço
Capítulo 1 Capítulo 4 Capítulo 7
Capítulo 2 Capítulo 5 Capítulo 8
Capítulo 3 Capítulo 6 Capítulo 9
INTRODUÇÃO
A Data e os Antecedentes. O primeiro versículo da profecia de
Amós, junto com 7:10-13, coloca o profeta no meio do século oitavo
A.C., contemporâneo com Uzias de Judá e Jeroboão II de Israel. Uzias,
rei de Judá, reinou cerca de cinqüenta anos (791-740 A.C.), e teve
sucesso num certo sentido. Ele derrotou os inimigos de Judá e fortaleceu
os muros de Jerusalém. O país foi próspero sob a sua liderança, e durante
algum tempo a influência de Amós foi espiritualmente construtiva.
Mas Uzias estava provavelmente sob a influência de Jeroboão, rei
de Israel. O reinado de Jeroboão de aproximadamente quarenta anos
(793 - 753 A.C.) foi extremamente auspicioso, e sua influência eclipsou
o de Uzias em praticamente todos os setores. Em sua liderança religiosa,
Jeroboão, tal como o primeiro Jeroboão, filho de Nebate, encorajou
deliberadamente a prática dos cultos à fertilidade (II Rs. 14:24, 25). Ele
não excluiu a adoração de Jeová, mas paganizou-a pelo acréscimo de
colunas, imagens e terafins (Os. 2:13, 16, 17; 3:4; 4:12; 10:2; 11:2). A
vida social da nação foi caracterizada pelo adultério, furtos e
assassinatos. O luxo dos ricos era baseado na injustiça e na opressão dos
pobres (Amós 2:6-8; 3:15; 4:1; 5:7-12; 6:3-6; 8:4-6; Os. 4:1, 2, 11-13;
6:8, 9; 12:7, 8).
Crê-se generalizadamente que Amós profetizou em cerca de 760
A.C. O período de Amós foi um período de segurança política para
Israel, que se refletiu no orgulho e negligência das classes governantes.
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AMÓS

Introdução Esboço Capítulo 1 Capítulo 4 Capítulo 7 Capítulo 2 Capítulo 5 Capítulo 8 Capítulo 3 Capítulo 6 Capítulo 9

INTRODUÇÃO

A Data e os Antecedentes. O primeiro versículo da profecia de Amós, junto com 7:10-13, coloca o profeta no meio do século oitavo A.C., contemporâneo com Uzias de Judá e Jeroboão II de Israel. Uzias, rei de Judá, reinou cerca de cinqüenta anos (791-740 A.C.), e teve sucesso num certo sentido. Ele derrotou os inimigos de Judá e fortaleceu os muros de Jerusalém. O país foi próspero sob a sua liderança, e durante algum tempo a influência de Amós foi espiritualmente construtiva. Mas Uzias estava provavelmente sob a influência de Jeroboão, rei de Israel. O reinado de Jeroboão de aproximadamente quarenta anos (793 - 753 A.C.) foi extremamente auspicioso, e sua influência eclipsou o de Uzias em praticamente todos os setores. Em sua liderança religiosa, Jeroboão, tal como o primeiro Jeroboão, filho de Nebate, encorajou deliberadamente a prática dos cultos à fertilidade (II Rs. 14:24, 25). Ele não excluiu a adoração de Jeová, mas paganizou-a pelo acréscimo de colunas, imagens e terafins (Os. 2:13, 16, 17; 3:4; 4:12; 10:2; 11:2). A vida social da nação foi caracterizada pelo adultério, furtos e assassinatos. O luxo dos ricos era baseado na injustiça e na opressão dos pobres (Amós 2:6-8; 3:15; 4:1; 5:7-12; 6:3-6; 8:4-6; Os. 4:1, 2, 11-13; 6:8, 9; 12:7, 8). Crê-se generalizadamente que Amós profetizou em cerca de 760 A.C. O período de Amós foi um período de segurança política para Israel, que se refletiu no orgulho e negligência das classes governantes.

A luta com a Síria terminou com a vitória de Israel; Jeroboão tinha restabelecido "os termos de Israel, desde a entrada de Hamate até ao mar da planície" (II Rs. 14:25). Esta atitude de negligência caracterizou os últimos anos do reinado de Jeroboão e não o princípio dele. A ameaça do poder assírio sob Tiglate-Pileser III (745-727 A.C.; veja comentário sobre Amós 1:14) ainda não se desenvolvera. O terremoto mencionado em 1:1 não ajuda na determinação mais definida da data do ministério do profeta. A Vida de Amós. Amós era nativo de Tecoa, localizada no deserto de Judá, 19,2 quilômetros ao sul de Jerusalém. Era um pastor, que suplementava seus ganhos tomando conta de sicômoros (figueiras bravas; 1:1; 7:14, 15). Não há registro de sua família. Deus o chamou enquanto apascentava seu rebanho. Sua declaração de que o Senhor o chamou diretamente (7:15) coloca-o ao lado de todos os profetas que experimentaram uma revelação direta de Deus. Embora Amós fosse nativo de Judá, profetizou no Reino do Norte. Sua pregação despertou tal antagonismo, entretanto, que ele retornou a Judá, onde registrou a sua mensagem. A maneira de Amós escrever indica que ele não era uma pessoa inculta, mas tinha profundo conhecimento de história e dos problemas de sua época. Sua linguagem, rica em figuras e símbolos, está ao lado dos mais finos estilos literários do Velho Testamento. A Mensagem de Amós. A grande proclamação no começo desta profecia (1:2) estabelece o tom da mensagem de Amós. A voz do Senhor, como o rugido de um leão, será ouvida em julgamento desde Sião. O profeta revela a corrupção espiritual sob o formalismo religioso e prosperidade material da época (5:12, 21). Ele castiga os líderes pela deterioração da justiça social e da moral (2:7, 8), e destaca seu total desrespeito para com a personalidade e direitos humanos (2:6). Ele insiste que o povo de Deus deve buscar o Senhor e se arrepender e que deve impor a justiça para que haja vida (5:14, 15). Mas como o povo de Israel não se arrependia, nada mais restava para ele a não ser a destruição (9:1-8). O Dia do Senhor será uma asserção das reivindicações do caráter

O sobrescrito (1:1) serve de título para todo o livro e identifica o escritor. Ele coloca o livro em seu encaixe histórico. A proclamação (1:2) cria o espírito e o caráter da profecia como um todo.

1. Palavras, que... vieram a Amós. Às vezes um profeta refere- se à sua profecia como "a palavra de Jeová" (por exemplo, Joel 1:1; Jonas 1:1; Mq. 1:1). Mas nesta declaração (cons. meu 1:11) as palavras da profecia são declaradas serem as palavras de Jeová. A origem divina das palavras do profeta está enfatizado pela frase, em visão. A palavra hazah , "ele viu", geralmente caracteriza o método sobrenatural da recepção da mensagem divina (cons. Is. 1:1). A mensagem era de Deus e não de Amós. Que era entre os pastores. A palavra hebraica para pastores não é a palavra comum para pastor, ro'eh , mas noqêd , que significa que o rebanho de Amós não era do tipo comum. A palavra se refere a alguém que cuida de ovelhas anãs, de pernas curtas. Ajuda a explicar a expressão árabe, "mais vil que um naqqad". Esta raça de ovelhas é valiosa por sua lã boa e abundante. Além desta referência em Amós, noqêd só se encontra em II Rs. 3:4, onde se refere a Mesa, rei de Moabe, e foi traduzido para "criador de gado". Os arqueólogos encontraram-na na linha 30 da Pedra Moabita de Mesa. Com base em II Rs. 3:4, os judeus têm insistido que Amós era um rico proprietário de ovelhas, com outros interesses além de suas ovelhas (cons. Amós 7:14) e que ele voluntariamente se submeteu à aflição por causa dos pecados de Israel. Mas esta interpretação não é um resultado espontâneo. Tecoa. Uma vila em Judá, 9,60 quilômetros a sudoeste de Belém e 19, quilômetros a sudoeste de Jerusalém. As terras à volta da colina sobre a qual Tecoa estava localizada eram rochosas mas ricas em pastagens. A respeito de Israel. Embora haja alusões a Judá na profecia, as palavras de Amós destinavam-se a Israel. Uzias... Jeroboão. Veja Data e Antecedentes. Dois anos antes do terremoto. O terremoto mencionado tem a intenção de ser uma observação cronológica. Devia ter sido um terremoto fora do comum para ser assim mencionado, uma vez que os terremotos eram muito comuns naquela região. O profeta Zacarias

também se refere a este terremoto (14:5). Josefo ( Antiq. xi. 10:4) relaciona-o com o pecado de Uzias em agir como sacerdote (II Cr. 26:16).

2. Rugirá. O verbo hebraico sha'ag descreve o rugido de um leão quando este salta sobre a sua presa. Expressa a proximidade do juízo; pois quando o pastor ouve o rugido, ele sabe que o ataque já está sendo efetuado, e é tarde demais para salvar as ovelhas. A palavra reflete a origem de Amós, que, na qualidade de pastor, estava familiarizado com o terror que o salto do leão encerrava, e o usou simbolicamente, aplicando-o ao juízo do Senhor que era iminente (cons. Joel 3:16). Este versículo é o texto do livro. Sião... Jerusalém. Aos verdadeiros adoradores do Senhor, estes termos representavam o centro da teocracia e da vida nacional. Os prados ... estarão de luto. As pastagens secarão. Isto reflete novamente a vida pastoril de Amós. Secar-se-á o cume do Carmelo. Carmelo significa terra ajardinada e é a terra mais fértil do pais. O fato indica a severidade da seca que haveria (com. Is. 33:9; Na. 1:4).

B. Acusação das Nações Vizinhas. 1:3 – 2:3. Amós foi um profeta de Israel, mas ele deu início à sua pregação com o aviso de que o juízo estava para se desencadear sobre as nações vizinhas. Deste modo ele foi capaz de mostrar que, desde que as outras nações iam ser castigadas, Israel também não poderia escapar. Tendo ela pregado a verdade através dos profetas do Senhor, sua condenação era maior que a das nações que não possuíam esta verdade.

3. Por três transgressões... e por quatro. A palavra traduzida para transgressões, na realidade significa rebeliões , e a expressão se refere aos inumeráveis atos maus cometidos e à verdade que Deus é longânimo e não age apressadamente em juízo. Damasco. De acordo com a tradição da região, é a cidade mais velha do mundo, e os árabes acham que ela é o jardim do mundo. Era a capital da Síria, o maior dos reinos armênios. Não sustarei. Ou, não intervirei. E uma referência ao

Salomão e Irão de Tiro (I Rs. 5:12), que tinha implicações espirituais além de acordos políticos (I Rs. 5:7), e talvez também proibisse o comércio de escravos hebreus. Irão chama Salomão de "irmão" (I Rs. 9:13), e diversas passagens indicam que durante um longo período Israel e Tiro desfrutaram de relações amistosas (II Sm. 5:11; I Rs. 5:1-12; 16:31).

11. Edom. As Escrituras traçam a inimizade entre Edom e Israel até a rivalidade existente entre Jacó e Esaú, dos quais as duas nações descendiam. A palavra significa vermelho (Gn. 25:25, 30). Perseguiu o seu irmão à espada. Não é uma referência a qualquer exemplo específico mas uma descrição da atitude tradicional de Edom para com Israel (Nm. 20:17-21; II Cr. 21:8-10; II Rs. 8:20-22). 12. Temã. Outro nome para Edom (Jr. 49:7; Ob. 8, 9; Hc. 3:3). Usado paralelamente com Edom em Jr. 49:20. Bozra. Uma das importantes cidades de Edom (Is. 63:1; Jr. 49:22). 13. Filhos de Amom. Descendentes de Ben-Ami, filho de Ló e uma de suas filhas (Gn. 19:38). Eram mais nômades que os vizinhos moabitas. Rasgaram o ventre às grávidas de Gileade. Esses crimes talvez aconteceram quando Hazael (Amós 1:3, 4) também atacou Gileade (II Rs. 8:12; 10:32, 33). 14. Rabá. Uma referência a "Rabá dos filhos de Amom" (Dt. 3:16; II Sm. 12:26-31; Jr. 49:2; Ez. 21:20). Era a capital dos amonitas. Esta profecia talvez fosse cumprida com a invasão de Amom pelos assírios. Tiglate-Pileser. III (745-727 A.C.), o Pul de II Rs. 15:19, em suas inscrições menciona Sanipu, Reis de Amom, em uma lista de reis que foram obrigados a lhe pagar tributo. Outros da lista eram Salamanu de Moabe, Qaushmalaca de Edom, Mitinti de Asquelom, Hanno de Gaza, Acaz de Judá e Menaém de Samaria. O assírio Senaqueribe (705- A.C.) diz que Buduilu de Amom, Etbaal de Sidom, Mitinti de Asdode e outros pagaram-lhe tributo e lhe beijaram os pés.

Amós 2

2:1. Moabe. Uma nação descendente de Moabe, filho de Ló com sua filha mais velha (Gn. 19:37). Os moabitas eram intimamente relacionados com os israelitas e amonitas. Queimou os ossos do rei de Edom. Isto talvez acontecesse em relação com o que está registrado em II Rs. 3, quando Mesa, o rei de Moabe, foi temporariamente vitorioso em sua rebelião. O acontecimento também foi descrito na Pedra Moabita, gravado por Mesa, que era rei de Moabe naquele tempo (II Rs. 3:4). A cal. Ou, a pó. A LXX diz a konia , que era o pó fino com o qual se cobria o corpo dos lutadores depois de untados. Isto garanti ao oponente a vantagem de agarrá-lo firmemente. A Vulgata diz a cinzas. O Targum indica que o rei de Moabe usava o pó para rebocar a sua casa.

2. Queriote. Talvez a capital de Moabe, chamada de Quir de Moabe em Is. 15:1. Foi citada sobre a Pedra Moabita como o sítio de um templo de Camos, um deus moabita. 3. Juiz. A palavra hebraica é shôpet , que às vezes refere-se a um juiz no sentido usual do termo. Também se usa em relação a um rei (cons. Mq. 5:2) que executa as funções de juiz (II Sm. 8:15; Jr. 21:12), e pode ser usado em relação a um alto funcionário no palácio de um rei (cons. II Rs. 15:5).

C. Acusação de Judá. 2:4, 5. As profecias contra as nações vizinhas levaram às profecias contra Israel. As predições punitivas do profeta contra as nações circunvizinhas provavelmente despertaram a simpatia de seus conterrâneos judeus, pelo menos no começo.

4. Judá. As únicas referências específicas a Judá fora deste juízo se encontram em 1:2; 6:1; 7:12; 9:11. 5. Os castelos de Jerusalém. Jerusalém, até mesmo para o Reino do Norte, era um símbolo de Jeová, que unta os Reinos do Norte e do Sul em adoração.

1. Toda a família. Amós torna claro que o juízo recairá sobre todas as doze tribos. 2. A vós outros vos escolhi. O verbo hebraico traduzido para "escolher", quando usado para expressar o relacionamento entre duas pessoas, freqüentemente descreve a intimidade do casamento (Gn. 4:1). Deus escolheu Israel acima de todas as nações para desfrutar de um relacionamento especial com Ele e para executar um serviço particular diante do mundo. Esta doutrina é peculiar aos profetas de Israel, e não tem panfleto entre as outras nações. Isto naturalmente coloca Israel em uma posição de responsabilidade especial. 3. Se não houver entre eles acordo. A ASV diz: a não ser que tenham concordado , isto é, tenham assumido um compromisso. 5. Laço, o mecanismo que abre a armadilha. 6. Tocar-se-á a trombeta. A trombeta era tocada para se advertir de um ataque ou para se convocar à batalha (cons. Ez. 33:3; Joel 2:1). Sem que o povo se estremeça? As advertências de Amós deviam ser levadas em consideração. Mal. Não uma referência ao pecado mas à calamidade e ao desastre. 7. O SENHOR Deus não fará coisa alguma. Quando Deus envia uma calamidade, Ele também revela o propósito da calamidade. 8. Rugiu o leão. O profeta ouviu o rugido no marchar do exército assírio. 9. Asdode... Egito. Às vezes os profetas destacam a superioridade moral das nações pagãs sobre o Israel rebelde. Os montes. Ebal e Gerizim, dos quais podia-se avistar Samaria. Samaria. Fundada por Onri (I Rs. 16:24). 10. Não sabe fazer o que é reto. Perdeu todo o senso de orientação moral. 11. Um inimigo. O rei da Assíria. 12. Livra da boca do leão. A declaração reflete os antecedentes de Amós. Os restos de um animal eram às vezes exibidos como evidência (Ex. 22:13). A insignificância do que restava servia para enfatizar a comparação.

O canto da cama. A ASV e a RSV dizem o canto de um sofá. O canto era o lugar de honra. E parte do leito. Ou, sobre as almofadas de seda de um leito (ASV). A figura se refere a uma sala de conferências em Samaria onde os líderes da nação descansavam de suas obrigações.

13. A casa de Jacó. Uma referência às dez tribos, conforme indicado pela menção de Betel no versículo seguinte. O SENHOR Deus, o Deus dos exércitos. Esta é a forma mais extensa do nome de Deus na Bíblia, e aparece apenas aqui no V.T. Enfatiza de maneira especial a onipotência de Deus com o propósito de engrandecer o efeito do julgamento predito. 14. As pontas do altar. As pontas do altar simbolizam o poder e eram sagradas para os israelitas (I Rs. 1:50). Eram importantes porque o sangue do sacrifício era aplicado nelas (Lv. 4:30). Cortá-los fora era um ato de profanação.

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B. A Depravação de Israel. 4:1-13. Amós acusa as mulheres de serem responsáveis pela maioria dos males de Israel. Ironicamente o profeta insiste com Israel a continuar praticando os cultos formais paganizados em seus santuários. Deus já demonstrara repetidas vezes a Sua desaprovação da conduta de Israel, mas sem resultados. Conseqüentemente, o castigo era inevitável.

1. Vacas de Basã. Basã , que ficava a leste do Mar da Galiléia, era famosa por seu trigo e seus pastos, e especialmente por seu gado gordo e luzidio (Dt. 32:14; Sl. 22:12; Ez. 39:18). É uma censura às bem- alimentadas mulheres de Samaria, que eram parcialmente responsáveis pela injustiça que faziam aos homens por causa de sua vida luxuosa. 2. Pela sua santidade. A santidade de Deus será vindicada através do castigo do pecado. É uma expressão do monoteísmo ético de Amós, pois a santidade descreve o ser essencial de Deus. Com anzóis. Como animais levados por meio de ganchos ou argolas em suas narinas. As vossas restantes , ou até os últimos de vós , segundo a RSV. Com fisga

C. Uma Lamentação sobre o Pecado e Destino de Israel. 5:1 – 6:14. Amós exorta o povo a que ouça a Sua lamentação por Israel. O profeta enfatiza a necessidade do arrependimento e especifica alguns dos pecados dos quais o povo era culpado. Considerando que sua persistente idolatria estabelecera um padrão de vida, o castigo na forma do cativeiro era inevitável.

Amós 5

5:1. Ouvi esta palavra. Esta introdução a um novo discurso tinham o propósito de despertar a atenção e o temor nos corações do povo.

2. A virgem de Israel. Israel é chamada de virgem por causa do tempo que permaneceu inconquistada. A designação destaca o contraste. entre o seu passado e futuro. Nunca mais tornará a levantar-se. Nenhum poder seria capaz de ajudá-la. 3. Conservará cem ... conservará dez. O versículo descreve uma terrível matança na guerra, com 90 por cento de dizimação do exército. 5. Não busqueis a Betel... Gilgal. Centros de cultos corruptos. 7. Vós que converteis o juízo em alosna. Isto é dirigido aos líderes. A figura é extraída de uma erva amarga e venenosa (Jr. 9: IS; Dt. 29:18). Aqueles que têm a responsabilidade de administrar a justiça produziam injustiça. 8. O que faz o Sete-estrelo, e o Órion. Essas constelações são mencionadas no V.T. (Jó 9:9; 38:31) em demonstração do poder criativo de Deus. O que chama as águas. O versículo não se refere apenas ao controle divino das forças da natureza, mas provavelmente ao dilúvio de Noé. 9. Que faz vir súbita destruição sobre o forte. O poder irresistível de Deus destrói aquilo que é a base do orgulho humano. 10. Na porta ao que vos repreende. O poder de qualquer cidade era o lugar onde a justiça era administrada (Dt. 22:15). Um juiz ou profeta que repreendia a injustiça perdia em popularidade (Is. 29:21).

13. O que for prudente guardará então silêncio. O homem que entendia a natureza do pecado de Israel percebia a futilidade de se condená-la. É um contraste penetrante aos ataques diretos contra os pecadores do seu tempo. 15. O restante de José. A doutrina do remanescente (isto é, haverá alguns poucos salvos e purificados, nos quais a maior pane das profecias do V.T. se cumprirá) é proeminente nos profetas (Is. 11:11; Mq. 2:12; 4:7). 18. O dia do SENHOR. O dia quando o Deus de Israel se revelará com grande poder. Havia pessoas que criam que esse dia seria o dia da vingança de Israel contra os seus inimigos, mas Amós fez ver que o Dia do Senhor poderia significar apenas a destruição de uma nação apóstata. 19. Se encontrasse com ele o urso... fosse mordido de uma cobra. O versículo enfatiza o súbito aparecimento da catástrofe, quando e onde ela não for esperada. 22. Não me agradarei deles. Um repúdio não qualificado dos sacrifícios de Israel. 24. Juízo... justiça. Não era um apelo a que Israel se voltasse para a justiça, mas uma proclamação de que a única coisa que restava era o juízo e a destruição. 25. Apresentastes-me, vós, sacrifícios e ofertas de manjares no deserto...? A implicação é que os israelitas no deserto não ofereceram simples sacrifícios e ofertas (cons. Jr. 7:22, 23). Eles ofertaram algo mais que cerimônias formais. Amós não diz que nenhum sacrifício foi oferecido no deserto. A conexão é com o que vem a seguir. 26. Levastes Sicute, vosso rei, Quium, vossa imagem, e o vosso deus estrela. Ainda é impossível identificar-se Sicute. Quium era um deus babilônio às vezes identificado com Saturno. Os ídolos podiam ser levados ao exílio pelos seus adoradores. 27. Além de Damasco. Para a Assíria. Estêvão diz Babilônia em vez de Damasco (At. 7:43).

10. O qual os há de queimar. Uma referência não à cremação mas ao costume de se homenagear os mortos queimando especiarias (Jr. 34:5; II Cr. 16:14; 21:19). Não menciones o nome do SENHOR. Quando um único sobrevivente da praga fosse encontrado em uma casa, os parentes e amigos teriam o cuidado de evitar a menção do nome do Senhor por causa do temor do juízo de Deus (cons. Amós 8:3; Hc. 2:20; Sf. 1:7). 12. Poderão correr cavalos na rocha? Há uma ordem espiritual e moral no universo que é tão impossível de se ignorar quanto a ordem natural. É tão sem sentido perverter a justiça quanto esperar que os cavalos corram sobre rochas ou que os bois puxem o arado sobre elas. 13. Com Lo-Debar. Com ninharias. O povo tinha confiança naquilo que apenas existia em sua imaginação. 14. Hamá. Sobre a fronteira setentrional da terra (Nm. 13:21). Ribeiro de Arabá, que flui para o Mar Morto entre Edom e Moabe.

III. Cinco Visões da Condição de Israel. 7:1 – 9:10.

Amós 7

A. Os Gafanhotos Devoradores. 7:1-3. Uma visão dos gafanhotos destruidores, cuja invasão devastadora foi impedida pelo Senhor quando o profeta orou.

1. Isto me fez ver o SENHOR Deus. Esta fórmula introduz todas as visões que se seguem, exceto a quinta (9:1). Ele formava gafanhotos. Eram locustas em estágio larval. Em 4-9 o Senhor diz que enviou locustas para destacar o pecado de Israel, o que foi na realidade uma revelação da misericórdia de Deus. Aqui a misericórdia de Deus está revelada no afastamento das locustas antes que destruíssem completamente as colheitas. As duas narrativas falam da mesma praga e revelam os dois lados da misericórdia de Deus em primeiro lugar o lado ativo, e aqui o lado passivo. A erva serôdia. O capim que cresce depois das chuvas tardias de março e abril. As ceifas do rei. O primeiro corte de capim era deixado de lado para alimentação dos cavalos do rei, antes que

o povo cortasse tudo. O pensamento do versículo é que "desde o brotar da erva até o seu crescimento total", as locustas. estavam em estágio de larvas ; depois das "ceifas do rei", desenvolveram-se em locustas adultas. Assim Amós advertiu Israel de uma completa destruição das colheitas quando o calor do verão estivesse começando.

2. Tendo eles comido de todo a erva. A destruição não foi completa. Como subsistirá Jacó? Ou, quem levantará a Jacó? Pois ele é pequeno. Apesar de sua vanglória (cons. 6:1), Jacó era pequeno. 3. O SENHOR se arrependeu. É uma expressão antropomórfica (cons. 7:6; Gn. 6:7; I Sm. 15:35; Jonas 3:9). Deus não muda de pensamento, como os homens, mas muda o curso de Suas ações, o que é consistente com sua eterna imutabilidade. Foi em resposta ao grito de Amós: "Senhor Deus, perdoa" (7:2). De acordo com alguns mestres, Amós tinha em mente a praga das locustas propriamente dita; de acordo com outros, ele pensava em um ataque dos assírios.

B. O Fogo Devorador. 7: 4-6. Uma visão do fogo devorador, cujo trabalho destruidor é interrompido pelo Senhor quando o profeta ora.

4. O SENHOR Deus chamou o fogo. O Senhor estava agora em constante conflito com o Seu povo (cons. Is. 66:15-18; 3:13; Jr. 2:9; Os. 4:1). Ele executaria o Seu juízo através do fogo. Consumiu o grande abismo, e devorava a herança. O calor do verão foi tão severo que consumiu as fontes subterrâneas das nascentes e dos rios e assim afetou a terra. O fogo simboliza um castigo mais severo que o das locustas. As duas primeiras visões são paralelas com os castigos de Amós 4:6-11.

C. O Prumo. 7:7-9. Uma visão do prumo e da destruição completa.

7. Sobre um muro. Ao lado de um muro (ASV) é melhor. O muro é o reino de Israel. 8. Eis que eu porei o prumo. Medir um muro é o símbolo da conduta de Israel sendo experimentada (cons. II Sm. 8:2; II Rs. 21:13). E jamais passarei por ele. Ou, não perdoarei. Nas visões anteriores Deus

1. Frutos de verão. A palavra significa verão avançado ou outono e portanto inteiramente maduros. 2. Chegou o fim. Uma reiteração do pensamento da terceira visão. Israel estava madura em seus pecados e o fim estava próximo. 3. Os cânticos do templo. Alguns, de acordo com a LXX, interpretam cânticos como mulheres cantoras e não cânticos. 5. A lua nova... o sábado. Os dias sagrados que as ocupações eram proibidas. Diminuindo o efa, e aumentando o siclo. Os comerciantes usavam medidas menores que as justas e pesos mais pesados para enganar, recebendo mais que o devido nos negócios. 8. Como o Nilo ; ou como o grande rio (E.R.C.). O texto hebraico diz na verdade como a luz , mas os mestres têm concordado que é uma referência ao Nilo. 9. Naquele dia. O Dia do Senhor, que será caracterizado por mudanças no mundo natural. Entenebrecerei a terra. Isto provavelmente se refere a um eclipse. 10. Filho único. Descrição da mais intensa tristeza (Jr. 6:26; Zc. 12:10). 11. Enviarei fome. O povo ansiaria por ouvir as palavras que há tanto ignoravam. 14. Ídolo de Samaria. O hebraico diz a culpa de Samaria , que é uma referência aos cultos idólatras ali executados. Alguns preferem dizer Ashima , o nome da deusa pagã adorada em Samaria (II Rs. 17:30). O culto de Berseba. Ou, o caminho de Berseba , referindo-se às peregrinações ao santuário pagão.

Amós 9

F. O Julgamento do Senhor. 9:1-10. A quinta visão foi a do Senhor executando o julgamento do qual era impossível escapar. Segue-se uma descrição viva da devastação.

1. Vi. A introdução desta visão difere das quatro primeiras. Aqui o próprio Senhor apareceu e por isso Amós não usa mais símbolos. Junto ao altar. A destruição começou no centro da idolatria. 2. Desçam ao mais profundo abismo. Uma referência ao Sheol, o lugar dos mortos (Is. 14:9), como lugar inacessível. Subirem ao céu. Os céus e o inferno são às vezes usados como símbolos de total oposição (Jó 11:8). 3. Carmelo. Um símbolo de inacessibilidade. A serpente. Uma palavra usada com referência ao monstro do abismo (Is. 27:1). 5. Como o Nilo. Cons. 8:8. 6. As suas câmaras no céu. Um quadro da vastidão do universo. A sua abóbada. No hebraico, ligar junto. A primeira parte do versículo é uma descrição do vasto arco do céu, que parece estar firmemente estabelecido sobre a terra. 7. Etíopes. Antes, cusitas. Caftor. Geralmente considerado como referência à Creta.

IV. A Promessa da Restauração de Israel. 9:11-15. Esta última seção da profecia dá uma descrição do reino davídico restaurado. Destaca o alvo do controle de Jeová na história. A idéia de que a vontade de Deus deverá ser feita na história era parte integrante do pensamento de Amós.

11. Naquele dia. O Dia do Senhor. O tabernáculo... de Davi. Para castigar Israel, a casa de Davi foi reduzida a uma cabana. É um quadro da futura restauração de Israel, quando o trono de Davi será restabelecido (cons. Atos 15:15-17). 12. O restante de Edom. A visão de Amós do reino messiânico sob o trono de Davi representa-o como universal, incluindo os gentios. 13. O que lavra segue logo ao que ceifa. Uma predição da fertilidade milenial da terra. 14. Mudarei a sorte do meu povo. Uma promessa de que Israel seria restaurada à sua terra, que seria reconstruída e prosperaria.