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29. Joel (Moody), Notas de estudo de Teologia

29. Joel (Moody)

Tipologia: Notas de estudo

2015

Compartilhado em 14/03/2015

edson-nobre-6
edson-nobre-6 🇧🇷

4.8

(218)

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JOEL
Introdução
Esboço
Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3
INTRODUÇÃO
O Nome e a História Pessoal do Autor. O autor é intitulado "Joel,
filho de Petuel" (1:1). O nome hebraico Yô'el (LXX; Ioél, Vulg.)
significa "Yahweh (ou Jeová) é Deus". Por isso, tal como o nome
Miquéias, pode indicar uma confissão de fé da parte dos pais da criança.
A história pessoal de Joel está limitada ao que foi sugerido pela
própria profecia. Embora mais outras treze pessoas do Velho Testamento
tenham o nome de Joel, o profeta não pode ser identificado com
nenhuma delas. Sua mensagem se relaciona principalmente com
Jerusalém e Judá. Suas referências à terra e à cidade sugerem que ele foi
cidadão da Palestina meridional e provavelmente habitante de Jerusalém
(Veja "Sião, 2:1, 15, 32; 3:16, 17, 21; os "filhos de Sião", 2:23 ; "Judá" e
"Jerusalém", 2:32; 3:1, 16, 17, 18, 20; os "filhos de Judá" e Jerusalém,
3:6, 8, 19). Ele demonstra um conhecimento completo do Templo, seus
cultos e pessoal (por exemplo, 1:9, 13, 14,16; 2:14,17). Contudo, sua
correção dos sacerdotes parece indicar que não era membro dessa classe.
Data. Até agora os mestres não têm sido capazes de chegar a um
acordo sobre a data do livro de Joel. Entretanto, das várias datas
propostas, há duas sugestões principais : 1) Uma data precoce, durante o
reinado de Joás (ou Jeoás) em Judá, em cerca de 830 A.C. 2) Uma data
pós-exílica, em cerca de 400 A.C. – durante o período persa. Há alguns
argumentos lógicos que apóiam esta data tardia. De um lado, não há
referência no versículo-título (1:1) a um rei regente, como em outros
profetas pré-exílicos. Também não se menciona o Reino do Norte
(Samaria), portanto evidentemente devia estar há muito extinto. Joel usa
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JOEL

Introdução Esboço Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3

INTRODUÇÃO

O Nome e a História Pessoal do Autor. O autor é intitulado "Joel, filho de Petuel" (1:1). O nome hebraico Yô'el (LXX; Ioél , Vulg.) significa "Yahweh (ou Jeová) é Deus". Por isso, tal como o nome Miquéias, pode indicar uma confissão de fé da parte dos pais da criança. A história pessoal de Joel está limitada ao que foi sugerido pela própria profecia. Embora mais outras treze pessoas do Velho Testamento tenham o nome de Joel, o profeta não pode ser identificado com nenhuma delas. Sua mensagem se relaciona principalmente com Jerusalém e Judá. Suas referências à terra e à cidade sugerem que ele foi cidadão da Palestina meridional e provavelmente habitante de Jerusalém (Veja "Sião, 2:1, 15, 32; 3:16, 17, 21; os "filhos de Sião", 2:23 ; "Judá" e "Jerusalém", 2:32; 3:1, 16, 17, 18, 20; os "filhos de Judá" e Jerusalém, 3:6, 8, 19). Ele demonstra um conhecimento completo do Templo, seus cultos e pessoal (por exemplo, 1:9, 13, 14,16; 2:14,17). Contudo, sua correção dos sacerdotes parece indicar que não era membro dessa classe. Data. Até agora os mestres não têm sido capazes de chegar a um acordo sobre a data do livro de Joel. Entretanto, das várias datas propostas, há duas sugestões principais : 1) Uma data precoce, durante o reinado de Joás (ou Jeoás) em Judá, em cerca de 830 A.C. 2) Uma data pós-exílica, em cerca de 400 A.C. – durante o período persa. Há alguns argumentos lógicos que apóiam esta data tardia. De um lado, não há referência no versículo-título (1:1) a um rei regente, como em outros profetas pré-exílicos. Também não se menciona o Reino do Norte (Samaria), portanto evidentemente devia estar há muito extinto. Joel usa

a palavra Israel em se tratando de Judá, o que nenhum profeta pré-exílico teria feito. O termo só era usado em relação às dez tribos do norte antes de 722 A.C. (a queda de Samaria). Os sacerdotes, não os nobres ou reis, foram os líderes da sociedade pós-exílica. A referência aos gregos em 3:6 (jônios) indica um período quando os judeus estavam em contato com eles. Também os versículos 1, 2, 17 de Joel 3 indicam que o cativeiro já tinha acontecido. Por outro lado, os argumentos que defendem uma data pré-exílica também são fortes. O destaque dado aos sacerdotes e a ausência da nobreza deve-se ao fato de que Joiada, o sumo-sacerdote, reinava em lugar de Joás, o rei infante. O argumento do silêncio (veja observação sobre Samaria acima) não tem peso, pois o autor não estava principalmente preocupado com os acontecimentos do Reino do Norte. O termo Israel podia ser apropriadamente usado com referência a Judá na qualidade de herdeiro legítimo das bênçãos espirituais de Jacó. Intercâmbio entre os gregos e Tiro poderia ter ocorrido em data precoce, pois a Grécia não foi mencionada como uma nação. A palavra hebraica Yawun (= jônio) poderia referir-se a um grupo de bandos isolados de mercadores de escravos de um país distante. Em Joel 3 não há nenhuma descrição que se encaixe no período pré-exílico. Joel 3-4-6 refere-se aos mesmos acontecimentos descritos no livro de Obadias. Os inimigos mencionados não são os países do Exílio (Assíria, Babilônia e Samaria), mas países pré-exílicos (Fenícia e Filístia; com. II Cr. 21:16, 17). Autoria. O livro de Joel tem sido tradicionalmente aceito como a obra de um só autor. Contudo, em 1870 aproximadamente, M. Vernes sugeriu que 2:28 – 3:21 (na Bíblia Hebraica, caps. 3 e 4) não foram escritos pelo autor de 1:2 – 2:27 (na Bíblia Hebraica, 1:1 - 2:18). Mais tarde, ele modificou seu ponto de vista e admitiu que o mesmo autor escreveu as duas seções; contudo, ele ainda afirmava que diferenças marcantes existiam entre ambas as seções. Outras tentativas menores também foram feitas para provar que o livro não é uma unidade literária. Nowack, Marti e outros que tiveram sucesso em contestar a validade

ESBOÇO

Versículo-título: O Autor da Profecia. 1:1. I. A praga da locusta como precursora do Dia do Senhor. 1:2 – 2:17.

A. Uma calamidade tripla: gafanhotos, seca e conflagrações. 1:2-20.

  1. A invasão das locustas. 1:2-12.

  2. Chamado ao arrependimento, 1:13, 14.

  3. Os terrores do Dia do Senhor. 1:15-20. B. O flagelo como precursor do dia do juízo. 2:1-17.

  4. Um quadro vivo do juízo vindouro. 2:1-11.

  5. Uma exortação ao arrependimento. 2:12-17. II. O afastamento do juízo e a concessão de bênçãos. 2:18 – 3:21. A. As bênçãos no futuro imediato. 2:18-27. B. O derramamento do divino Espírito. 2:28-32. C. Juízo sobre as nações. 3:1-17.

  6. A vingança das maldades cometidas contra os judeus. 3:1-3.

  7. Julgamento da Fenícia. 3:4-8.

  8. Julgamento do mundo. 3:9-17. D. As bênçãos que se seguirão ao juízo. 3:18-21.

COMENTÁRIO

Joel 1

Versículo-título, 1:.

1. Joel significa Yahweh (ou Jeová) é Deus. Petuel significa persuadido por Deus. No Oriente o uso do nome do pai serve de sinal de identificação. É análogo ao nosso uso de sobrenomes (cons. Os. 1:1; Sf. 1:1; Mq. 1:1).

I. A Praga dos Gafanhotos como Precursora do Dia do Senhor. 1:2 – 2:. A. Uma Calamidade Tripla: Gafanhotos, Seca e Conflagrações, 1:2-.

No meio de uma terrível calamidade o profeta convoca o povo para uma lamentação universal. Ele interpreta a condição presente como uma precursora do Dia do Senhor (1:2-12). Para desviar os seus terrores ele convoca todas as categorias sociais da população a se voltarem para Deus em arrependimento (1:13, 14). Ele torna a enfatizar a atual situação angustiosa e termina com uma oração pedindo libertação (1:16-20).

  1. A Invasão dos Gafanhotos, 1:2-12.

2. Ouvi isto. Uma invocação solene para chamar a atenção para o que vem a seguir (cons. Amós 3:1; 4:1; 5:1). Velhos. Não os anciãos oficiais, mas as pessoas idosas que transmitem o saber do passado para a próxima geração. Nos dias de vossos pais. Entre o povo do Oriente as lembranças do passado eram transmitidas de geração para geração. 3. A resposta à pergunta do versículo 2 não está declarada. Só poderia ser Não! Narrai. A palavra hebraica sâpperû (um radical intensivo) vem da mesma raiz da qual vela a palavra "livro". Aqui o verbo significa a transmissão de informação cuidadosa e detalhada. (Quanto à transmissão do registro do pronunciamento e revelação divinos deste modo, veja Dt. 4:9; 6:6, 7; 11:8; Sl. 78:5). Agora o mesmo procedimento devia registrar esta calamidade sem precedentes. 4. Gafanhoto cortador ... migrador ... devorador ... destruidor. Literalmente, descrevendo quatro das oitenta ou noventa espécies de gafanhotos no Oriente. 5. Ébrios, despertai-vos. Chegou a hora de se acordar do sono intoxicante! Os ébrios representam as classes ricas, que aqui são convocadas a chorar e gritar por cama da destruição das vinhas que acabou com seus estoques. 6, 7. A razão da angustiosa situação, isto é, do imenso número de inimigos, suas armas horríveis e os horríveis resultados do seu ataque. Povo (Heb. gôy ). Os enxames de gafanhotos são como um povo; devastam a terra como um exército invasor. Veio... contra. Um termo militar usado quando da aproximação de um inimigo (cons. I Reis 20:22;

e como cataplasmas (II Rs. 20:7; Is. 38:21). Uvas e figos são mencionados por Josefo como as principais frutas da terra ( Wars iii. x. 8). Ainda hoje em dia muitas casas no Oriente Próximo estão inteiramente cobertas com videiras e ficam completamente escondidas sob figueiras. Romeira. Há muitas referências feitas a esta árvore nas Escrituras (por exemplo, Nm. 13:23; 20:5; Dt. 8:8; I Sm. 14:2; Cantares 4:3, 13). É um arbusto ou árvore de porte pequeno, de 3 a 4, 6 metros de altura, com folhas pequenas e verde escuras. Tem um fruto do tamanho de uma laranja, doces ou ácidas conforme a qualidade. A polpa é muito refrescante ao paladar. O suco da qualidade ácida era adoçado e usado como bebida (Cantares 8:2). Também era usada em saladas. Palmeira. A palmeira tem existido desde os tempos pré-históricos em uma vasta área na zona quente e seca que se estende do Senegal até a bacia do Indus principalmente entre o décimo quinto e trigésimo grau de latitude. É muito comum na Palestina. A moeda cunhada para comemorar a tomada de Jerusalém em 70 d.C. representava uma mulher chorando (o símbolo da terra) assentada sob uma palmeira; tinha a inscrição judaea capta. A macieira. Diversas sugestões já foram feitas para a identificação desta árvore, a saber, marmelo, limão, laranja, abricó e maçã. De acordo com os Cantares era uma árvore majestosa própria para se assentar em sua sombra, com seus galhos se espalhando sobre uma tenda ou casa, com fruto agradável ao paladar e cheiro apetecível, refrescante. As árvores ... se secaram Literalmente, se envergonharam. O mesmo verbo aparece nos versículos 10, 11, 12. Esta freqüente repetição da palavra "envergonhado" é um chamado indireto ao arrependimento no versículo 13. Quando a alegria desaparece, chega o momento da penitência.

  1. Chamado ao Arrependimento. 1:13,14.

13. O pensamento volta ao versículo 9. Os sacerdotes estão sendo convocados com base no mesmo princípio dos ébrios no versículo 5. Com o fracasso das colheitas, seu ministério terminaria, pois já não

haveria mais primícias e os sacrifícios logo se acabariam. Cingi-vos de pano de saco. O uso de pano de saco pelos sacerdotes acrescentaria solenidade à ocasião. Lamentai. A palavra é usada especialmente com referência às lamentações pelos mortos - expressão de sofrimento intenso (LXX, Feri-vos no peito ). Meu Deus... vosso Deus. Contraste agudo! O Deus do profeta exigia arrependimento; o Deus dos sacerdotes exigia oferta de manjares e libação.

14. Joel apela aos sacerdotes a que convoquem uma assembléia solene, um ajuntamento religioso público, do qual todos deveriam participar. Os anciãos. Embora autoridades, estavam sujeitos aos sacerdotes em questões religiosas. Casa do SENHOR. O Templo.

  1. Os Terrores do Dia do Senhor. 1:15-20.

15. O dia do SENHOR. O homem tem o seu dia e anda pelos seus próprios caminhos, mas finalmente tem de vir o Dia do Senhor! À luz do pecado humano, o Dia do Senhor deverá ser um dia de vingança. Todo- poderoso. O hebraicos Shadday é usado como nome de Deus, com referência distinta ao poder divino (usado trinta e uma vezes no Livro de Jó). 16. Diante dos vossos olhos. Os judeus não tinham meios de evitar a destruição. A alegria e o regozijo. A alegria da convocação religiosa e a apresentação das primícias. Estas deviam ser oferecidas no Templo com regozijo (Dt. 26:1-11). 18. Até os animais irracionais são representados chorando em agonia. Geme ( soluça ). O gado participa da tristeza do homem. Estão perecendo, como se fossem culpados. As pobres, inocentes e desamparadas bestas tinham de arcar com o pecado do homem. 19, 20. Enquanto as bestas só podem gemer e sofrer, as almas humanas podem clamar ao Senhor. Os postos do deserto. (Terras sem cultivo onde as ovelhas pastavam; cons. Amós 1: 2). O fogo ... a chama. Calor e seca que acompanhavam a praga dos gafanhotos.

Antes da destruição a terra era rica em vegetação, agradável de se ver; agora era um deserto desolado, como o Egito e Edom.

4. O profeta descreve de maneira viva o aparecimento dos exércitos e seu terrível avanço. Como... cavalos. "O gafanhoto tem.. , o rosto de um cavalo, o olho de um elefante, o pescoço de um boi, os chifres de um veado, o peito de um leão o ventre de um escorpião, as asas de uma águia, as coxas de um camelo, os dentes de uma avestruz, o rabo de uma serpente" (um ditado árabe, citado por Pursey em The Minor Prophets , I, 174). 5. O barulho que acompanha o avanço de incontáveis cavalos é comparado ao matracolejar de carros – veículos baixos de duas rodas usados com propósitos militares. O espantoso ruído dos gafanhotos pode ser ouvido a 9,6 quilômetros de distância. É comparável ao som de uma catarata, uma torrente, um vento impetuoso, ou um fogo furioso. 7. Joel começa comparando este bando com um exército bem equipado. O avanço é irresistível; não há confusão entre as fileiras de guerreiros; eles escalam os mais altos muros; penetram no recesso mais íntimo das casas. Correm para o assalto, prontos para atacar. Não se desvia da sua fileira. Literalmente, não mudam de caravana ; cada esquadrão permanece compacto, como os regimentos de um exército. 8. Lanças ou mísseis. Os gafanhotos desafiam todas as armas que possam ser arregimentadas contra eles. São tão numerosos que, mesmo depois que milhões foram destruídos, os enxames avançam como se nada tivesse acontecido. Só se pode eliminá-los pela destruição dos seus ovos. 9. Como ladrão. As portas são fechadas, mas os invasores passam pelas janelas sem vidros. Esta imagem indica que o profeta não está se referindo a um exército atacante, mas apenas a gafanhotos. A mesma imagem foi usada no N.T, para com a vinda do Senhor (Mt. 24:43, 44; Lc. 12:39; I Ts. 5:2; II Pedro 3:10). 11. A sua voz. Na terrível tempestade descrita em 2:10, o profeta ouve a voz de Deus (cons. I Sm. 12:18; Sl. 18:14; 46:8). Quem o poderá suportar? Por trás e além da destruição dos gafanhotos, do terremoto e

da tempestade, espreita o Dia do Senhor, trazendo um exército ainda mais inconquistável, uma hoste ainda mais irresistível e um castigo ainda maior e mais terrível. Quem poderá suportá-lo? Aparentemente ninguém! Mas ainda há esperanças. A porta da misericórdia está aberta! Se o povo se voltar para Deus em verdadeiro espírito de arrependimento, Ele pode perdoar!

  1. Uma Exortação ao Arrependimento. 2:12-17.

12. Ainda assim, agora mesmo. Na hora undécima, quando a destruição parece iminente! Convertei-vos a mim. Abandonem seus próprios caminhos de rebeldia; tenham juízo; reconheçam-me como o seu Deus ; e sigam rainhas instruções. Este é o apelo de todos os grandes profetas (por exemplo, Os. 14:1; Is. 1:2; Amós 4:6). Convertei-vos enfatiza a idéia de conversão. De todo o vosso coração. A sede não só das emoções, mas de todos os poderes da personalidade, intelecto, sensibilidade e vontade. Todas as atividades do espírito humano (todos os pensamentos, todas as afeições e todas as aspirações) devem se centralizar no Senhor. A mudança interior (no coração) se manifestará por si mesma na mudança externa de atitudes. 13. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes. Uma exigência de religião moral e ética. A penitência tem de ser profundamente sentida; não deve ser uma questão de simples ritual. Joel, como todos os verdadeiros profetas, exige "coração arrependido e uma vida limpa subseqüente" (com. Ez. 36:26; Sl. 51:19). A penitência não é um opus operatum ("um trabalho realizado", isto. é, uma obra meritória), um rasgar de vestes (cons. esta expressão de tristeza em Lv. 13:45; Jr. 36:24), mas uma tristeza interior, um anseio, uma angústia e um rasgar do coração! Compassivo. Literalmente, inclinado a perdoar o pecador arrependido. Misericordioso. Possuindo abundância de misericórdia – equivalente a "cheio de compaixão". Tardio em irar-se. Literalmente, longo como o respirar às narinas na ira. O Senhor não permite que Sua ira irrompa imediatamente como uma avalanche quando descobre o

II. O Juízo é Desviado e Bênçãos são Concedidas. 2:18 - 3:21. A. As Bênçãos no Futuro Imediato. 2:18-27. Este é o ponto crucial do livro. Evidentemente o povo reagiu favoravelmente ao convite do profeta. A solene convocação foi feita, o povo se arrependeu e o Senhor perdoou. Conseqüentemente, agora Ele promete remover os gafanhotos e restaurar a prosperidade da terra. Agora todos saberão que o próprio Deus habita com o Seu povo.

18. Então. O tempo não foi definitivamente declarado, mas dá a entender que o povo voltou-se para o Senhor em Penitência de coração. Se mostrou zeloso... Compadecer-se. O zelo divino se fundamenta na afiança (cons, relacionamento conjugal entre o Senhor e o Seu povo em Is. 54:5; 62:5; Os. 2:19). Seu zelo é despertado quando o Seu povo despreza o Seu amor. 20. O exército que vem do norte. O Nortista. Os terríveis gafanhotos serão retirados e espantados no deserto. o Mar Morto e o Mar Mediterrâneo. O profeta visualiza a invasão da terra pelos exércitos da Assíria e Babilônia vindos do norte, tipificados pelos gafanhotos. Agiu poderosamente. Dois sujeitos estão implícitos, um imediato – os gafanhotos, e um mais remoto – o Nortista. O exército de gafanhotos é considerado como instrumento do Senhor. Tão terríveis e repulsivos como são, os gafanhotos levaram o povo a Deus em arrependimento. O mau cheiro dos gafanhotos mortos geralmente é citado como intolerável e motivo de pragas. Agostinho cita Julius Obsequens mostrando que uma grande nuvem de gafanhotos que caiu no Mar Africano veio à praia em massa pútrido e houve uma praga que matou 800.000 pessoas. 21. Os animais, homens e todos os sofredores do capítulo 1 agora são convocados a lançarem fora o seu temor e a se regozijarem. O SENHOR faz grandes coisas. Um perfeito profético (ação completada). O profeta está tão certo, baseado em autoridade divina, dos acontecimentos, que fala como se já tivessem acontecido. 23. Regozijai-vos no SENHOR. No meio de seu regozijo devem se lembrar que foi a misericórdia divina que tornou tudo isso possível. Em

justa medida a chuva (hammôreh lisedaqâ ). Não há dúvida de que môreh na última cláusula do versículo significa chuva temporã. Mas o Targum, a Vulgata e os escritores judeus, seguidos por Keil, Pusey e outros, traduzem "Instrutor da justiça" – o Messias. O líder da comunidade Qumran usava este título. Contudo, o contexto não permite essa tradução, a qual Calvino intitulou de "uma estranha exposição". A chuva temporã e a serôdia. As chuvas de setembro-outubro e março- abril eram necessárias para a fertilidade da terra da Palestina. 24, 25. Mais uma vez os céus se abrirão, a seca terá um fim, os gafanhotos desaparecerão, as colheitas retornarão e a presença do Senhor será percebida.

26. O resultado da restauração generosa: os judeus reconhecerão o Senhor como o seu Deus e o louvarão por sua divina intervenção. O nome do SENHOR. Equivalente à pessoa do Senhor (com. Amós 2:7; Mq. 5:4). 27. Eu sou o SENHOR vosso Deus. Todo o líder religioso do tempo de Moisés insistia que o Senhor era o Deus de Israel (veja, por exemplo, Êx. 20:2; Dt. 5:6), mas o povo com muita freqüência se esquecia disso e por isso "se prostituta após outros deuses" (Os. 2:5, 8). O Senhor, a fim de fazê-lo perceber a realidade, tinha de derramar o juízo sobre eles muitas e muitas vezes. Contudo, o presente golpe haveria de curá-los de uma vez para sempre; eles o reconhecerão como seu único Deus. Não há outro. Os deuses que no passado seduziam o povo são sem valor. Não possuem poder de proteger ou ajudar. Acrescentam fardos e não os aliviam ( veja Os. 2:7; Is. 1:29-31; 45:5, 6, 18 ).

B. O Derramamento do Espírito Divino. 2:28-32. Na Bíblia Hebraica, os versículos 28-32 constituem o capítulo 3. A palavra depois considera um período bem além da praga dos gafanhotos e o arrependimento e restauração de Israel. Pois aqui o profeta desvia-se do físico e material para o espiritual e eterno. Através de sua visão profética, Joel eleva-se acima da experiência religiosa da atual praga dos

cor vermelha da lua. Fumo. Talvez nuvens de fumaça enchendo o ar como resultado de erupções vulcânicas. Fogo. Relâmpagos, considerando que tempestades geralmente acompanham os terremotos.

31. Fenômenos no céu. O escurecimento do sol e a extinção dos luminares celestes são freqüentemente mencionados nas Escrituras como precursores do Dia do Senhor ou da aproximação do juízo (2:2, 10; 3:15; Is 13:10; 34:4; Jr. 4:23; Mt. 24:29; Mc. 13:24; Lc. 21:25; Ap. 6:12). 32. Um grande e horrível dia para as nações (3:2), mas os verdadeiros adoradores do Senhor não precisam temer! Invocar o nome do SENHOR. Não numa cerimônia fria ou insensível repetição de frases, mas em adoração espiritual e sincera. Aquele que invoca o Senhor é aquele que o adora. O caminho da fuga é através da participação na comunidade do verdadeiro Israel, não o Israel segundo a carne, mas o Israel segundo o Espírito. Esta participação se evidencia através de verdadeira e sincera devoção ao Senhor. Sobreviventes (heb. pelêtâ ). Todos os que escaparam (AV, o remanescente ). O remanescente em Jerusalém abrange todo aquele que crê ou crerá de todas as nações, povos e línguas! O Apóstolo Pedro citou 2:28-32 depois do derramamento do Espírito Santo no Pentecostes, considerando cumprido aquele evento. Contudo, o derramamento do Espírito no Dia de Pentecostes foi simplesmente o começo. Continuará até que toda a carne seja equipada com iluminação divina.

Joel 3

C. O Julgamento das Nações. 3:1-17. Quando o grande dia anunciado por fenômenos extraordinários realmente irromper, seus terrores só sobrevirão aos inimigos de Israel. Este juízo é duplo: primeiro, consumar uma separação completa e final entre os fiéis e os inimigos de Deus ; segundo, estabelecer o reino do Senhor sobre a terra em glória triunfal. Este conflito será travado no vale de Josafá (lit. o juízo do Senhor ; 3:1-3). Talvez este vale deva ser identificado com o Quidrom. As nações que tiverem exibido a maior

hostilidade sofrerão mais (3:4-8); não obstante sua superioridade numérica, serão totalmente aniquiladas e os habitantes de Jerusalém não experimentado dano nenhum (3:9-17).

  1. A Vingança das Maldades Cometidas Contra os Judeus. 3:1-3.

1. O versículo 1 começa o capítulo 4 no hebraico. Eis liga 3:1 com 2:32. Ele introduz a explicação do profeta sobre o .livramento dos judeus somente; as outras nações serão destruídas. Naqueles dias, e naquele tempo. Não se refere retroativamente a 2:28, mas ao futuro, quando do livramento dos judeus (Jr. 33:15). 2. Congregarei todas as nações. Todas aquelas que tiverem maltratado o povo de Deus. Vale de Josafá, ou vale do juízo divino. Este nome é dado ao cenário do conflito final por causa do significado do nome – o Senhor julga. Espalharam... repartindo. Duas acusações especificas contra as nações: eles deportaram os israelitas; e dividiram a terra entre eles. 3. Destaca-se o tratamento ignominioso dado aos judeus desamparados pelos conquistadores. Lançaram sortes. Um costume comum entre os povos antigos (cons. Ob. 11; Na. 3:10; Tucídides, History iii, 50). Isto tornava os prisioneiros propriedade absoluta dos seus senhores. Meninos. Considerando que eles não tinham serventia imediata, trocavam-nos por meretrizes a fim de satisfazer a sua sensualidade. Meninas. Jovens demais para os seus propósitos; ou, após satisfazerem sua sensualidade, eles as trocavam por vinho, para satisfazer seus anseios de orgias licenciosas.

  1. O Julgamento da Fenícia. 3:4-8.

4. O profeta volta-se para o lado momentaneamente, para se dirigir às nações que foram especialmente hostis para com o povo da aliança. Ele destaca as maldades especiais e promete às nações retribuição imediata e justa pelos seus crimes. Tiro e Sidom. As duas principais cidades da Fenícia. Originalmente Tiro estava localizada no continente,

para o conflito e se reúnam no vale de Josafá. Ali serão convocadas por ordem do Senhor, mas serão aniquiladas. Apregoai guerra santa (lit., santificai-vos para a guerra ). Tragam os sacrifícios, executem os costumeiros rituais religiosos que precedem à batalha. Suscitai. Despertem os heróis, pois a ocasião não é para sono. Cheguem-se, subam. Termos militares técnicos.

10. Relhas de arado, e lanças das ... podadeiras. Os implementos (pacíficos) da agricultura devem ser transformados em anuas de guerra. 11. Apressai-vos. A toda pressa! O assunto deve ser resolvido rapidamente. Os povos em redor. Não apenas os vizinhos imediatos mas todas as nações gentias. 12, 13. A réplica de Deus à sucinta oração é que Ele cuidará do Seu povo. Ali me assentarei, para julgar. Não para atender à pedidos adicionais mas para enunciar a sentença. O julgamento é descrito por meio de uma figura dupla – a colheita do grão e o esmagamento das uvas (veja também Ap. 14:15, 16, 19, 20). Madura. São tão pecadoras que estão prontas para o juízo (cons. Amós 3). Cheio. Uma figura adicional de pecado extremo. Os seus compartimentos transbordam. As uvas do pecado são tão abundantes e tão maduras que antes mesmo de serem artificialmente esmagadas, o suco está sendo espremido pelo seu próprio peso. 14. A figura do juízo começa aqui. Multidões, multidões. Literalmente, tumultos. Isto é, grandes multidões. A repetição é a bem da ênfase. Vale da decisão. O juízo será decisivo! As nações estão reunidas porque o juízo está prestes a irromper. 15, 16. Estas trevas, símbolo do juízo, como na crucificação, talvez signifique que diante da grande luz de Deus, as luzes menores se apagam. Mas a referência é mais provavelmente ao terror diante da ira de Deus (veja 2:10, 31; Is. 13:10; Ez. 32:7; Mt. 24:29; Mc. 13:24). O SENHOR brama. O verbo descreve a ira do leão quando salta sobre a sua presa. Sob a figura de um leão enfurecido (cons. Amós 1:2; Jr. 25:30), o Senhor é representado pronto para saltar sobre as nações. E se

fará ouvir. O aparecimento de Deus, no V.T., costuma ser descrito freqüentemente sob a imagem de uma tempestade com travões. Sião... Jerusalém. O Templo do Monte Sião em Jerusalém é a habitação terrena do Senhor, a base de Suas operações. O fato de Deus não abandonar o Templo é um sinal favorável para com o Seu povo. Os céus e a terra tremerão. Um terremoto severo acompanhará a tempestade.

17. A crise atual, isto é, a destruição das nações e o livramento de Israel, ensinará ao povo de Israel que o Senhor é o seu Deus. Agora o reconhecerão como ser supremo (2:27; cons. Os. 2:8; Ez. 28:23). Jerusalém será santa. Separada, inteiramente consagrada a Deus. Estranhos. Estrangeiros, cidadãos de outras terras, que não se interessam nem amam as coisas que são preciosas para os judeus redimidos (cons. Os. 7:9; Jr. 30:8).

D. As Bênçãos Subseqüentes ao Julgamento. 3:18-. Após o julgamento das nações, Judá sob o cuidado e a mão protetora do Senhor, desfrutará da plenitude da bênção divina. A sede dos antigos poderes mundiais se transformará em um deserto estéril, mas em Judá haverá fertilidade e paz.

18. Naquele dia. O começo da Era Messiânica – o dia do juízo dos inimigos de Deus e o livramento dos judeus. Uma figura hiperbólica de extrema fertilidade é o que vem a seguir. O território de Judá estava coberto com rochas calcárias, e o solo produzia apenas uma escassa colheita em troca do trabalho mais árduo. Mas nesta nova era, descreve- se a fertilidade em termos de montes e outeiros que destilarão mosto e manarão leite. Canaã é chamada de ''terra que mana leite e mel" (Êx. 3:8). Águas. A água em Judá era parcamente racionada. A maior parte dos riachos secavam inteiramente durante a estação da seca. Na nova era não haveria mais secas. Haverá abundância de água para homens e animais. Uma fonte da casa do SENHOR. De Jerusalém brotará uma fonte, ou do Templo do Senhor (Ez. 47:1-12; Zc. 14:8). O Vale de Sitim. Literalmente, o vale das Acácias – um lugar seco e sedento. Este