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Aula 3: Derivação em Cadeia e Derivação Implícita, Notas de estudo de Matemática

Aula sobre a regra da derivação em cadeia e a derivação implícita. Explicações sobre a regra da cadeia, exemplos de cálculo de derivadas e problemas resolvidos.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 07/05/2010

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Aula 3
Deriva»c~ao em cadeia e deriva»c~ao
impl³cita
Aregradacadeiaeumaregradederiva»c~ao que nos permite calcular a derivada de
uma composi»c~ao (ou um encadeamento) de fun»c~oes, tais como f(g(x)) ou f(g(h(x))),
conhecendo-se as derivadas f0(x),g0(x)eh0(x).
Quando temos uma fun»c~ao composta, tal como y=(x3+x¡1)10 ,podemos
decomp^o-la em fun»c~oes elementares. Simplesmente escrevemos
y=u10;u=x3+x¡1:
Na nota»c~ao de Leibniz, a regra da cadeia nos diz que
dy
dx =dy
du ¢du
dx
No caso, teremos ent~ao
dy
dx =dy
du ¢du
dx
=10u9¢(3x2+1)
= 10(x3+x¡1)9(3x2+1)
Repetindo tudo, passando da nota»c~ao de Leibniz para a nota»c~ao de Lagrange,
temos
y=f(u);u=g(x)
eent~ao
dy
dx =dy
du ¢du
dx
=f0(u)¢g0(x)
=f0(g(x)) ¢g0(x)
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Aula 3

Deriva»c~ao em cadeia e deriva»c~ao

impl¶³cita

A regra da cadeia ¶e uma regra de deriva»c~ao que nos permite calcular a derivada de uma composi»c~ao (ou um encadeamento) de fun»c~oes, tais como f (g(x)) ou f (g(h(x))), conhecendo-se as derivadas f 0 (x), g^0 (x) e h^0 (x). Quando temos uma fun»c~ao composta, tal como y = (x^3 + x ¡ 1)^10 , podemos decomp^o-la em fun»c~oes elementares. Simplesmente escrevemos

y = u^10 ; u = x^3 + x ¡ 1 :

Na nota»c~ao de Leibniz, a regra da cadeia nos diz que dy dx

dy du

du dx

No caso, teremos ent~ao dy dx

dy du

du dx = 10u^9 ¢ (3x^2 + 1) = 10(x^3 + x ¡ 1)^9 (3x^2 + 1)

Repetindo tudo, passando da nota»c~ao de Leibniz para a nota»c~ao de Lagrange, temos y = f (u); u = g(x)

e ent~ao

dy dx

dy du

du dx = f 0 (u) ¢ g^0 (x) = f 0 (g(x)) ¢ g^0 (x)

Regra 3.1 (Deriva»c~ao em cadeia) Se y = f (u) e u = g(x) ent~ao

dy dx

dy du

du dx Em outras palavras, sendo y = f (g(x)), tem-se

y^0 = [f (g(x))]^0 = f 0 (g(x)) ¢ g^0 (x):

Observa»c~ao 3.1 A id¶eia intuitiva que inspira a regra da cadeia ¶e a seguinte: sendo y = f (u) e u = g(x), temos ¢u = g(x + ¢x) ¡ g(x) e, ¢y = f (u + ¢u) ¡ f (u)

Assumindo, para simpli¯car, que ¢u 6 = 0 sempre que ¢x 6 = 0 (o que nem sempre ocorre!), temos ¢y ¢x

¢y ¢u

¢u ¢x Quando ¢x tende a 0 , ¢u tamb¶em tende a 0 (observa»c~ao 2.1), e assim

lim ¢x! 0

¢y ¢x = lim ¢u! 0

¢y ¢u ¢ lim ¢x! 0

¢u ¢x

e portanto dy dx

dy du

du dx Nos dispensaremos da tarefa de fazer uma dedu»c~ao mais rigorosa da regra da cadeia, um procedimento poss¶³vel mas deveras so¯sticado.

Exemplo 3.1 Calcular dy dx

, sendo y = ((x^2 + 1)^10 + 1)^8.

Solu»c~ao. Escrevemos

y = u^8 ; u = v^10 + 1; v = x^2 + 1

Assim, estamos compondo (encadeando) tr^es fun»c~oes. Aplicando a regra da cadeia temos

dy dx

dy du

du dx = dy du

du dv

dv dx = 8u^7 ¢ 10 v^9 ¢ 2 x = 160(v^10 + 1)^7 (x^2 + 1)^9 x = 160x((x^2 + 1)^10 + 1)^7 (x^2 + 1)^9

x^2 + y^2 = 2 (x^2 + y^2 )^0 = (2)^0 (x^2 )^0 + (y^2 )^0 = 0 2 x + 2yy^0 = 0 yy^0 = ¡x y^0 = ¡ x y

Isto quer dizer que, se y ¶e fun»c~ao de x satisfazendo x^2 + y^2 = 2, ent~ao dy dx

x y

Como vimos, as fun»c~oes y = f 1 (x) =

p 2 ¡ x^2 e y = f 2 (x) = ¡

p 2 ¡ x^2 ambas satisfazem x^2 + y^2 = 2. Pela deriva»c~ao \impl¶³cita" efetuada acima, temos

  1. Se y = f 1 (x), ent~ao dy dx

x y

x f 1 (x)

. Neste caso, y^0 = ¡ p x 2 ¡ x^2

  1. Se y = f 2 (x), ent~ao

dy dx

x y

x f 2 (x)

. Neste caso, y^0 =

x p 2 ¡ x^2

Exemplo 3.3 Obtendo dy dx

, a partir da equa»c~ao x^3 + y^3 = x^2 y^2 + x + y, por deriva»c~ao

impl¶³cita.

Para obtermos dy dx (ou y^0 ) no caso da equa»c~ao x^3 + y^3 = x^2 y^2 + x + y, fazemos

x^3 + y^3 = x^2 y^2 + x + y (x^3 + y^3 )^0 = (x^2 y^2 + x + y)^0 3 x^2 + 3y^2 y^0 = (x^2 y^2 )^0 + 1 + y^0 3 x^2 + 3y^2 y^0 = (x^2 )^0 y^2 + x^2 (y^2 )^0 + 1 + y^0 3 x^2 + 3y^2 y^0 = 2xy^2 + x^2 ¢ 2 yy^0 + 1 + y^0

Obtemos ent~ao y^0 , deixando no primeiro membro somente os termos com y^0 :

3 y^2 y^0 ¡ 2 x^2 yy^0 ¡ y^0 = 1 + 2xy^2 ¡ 3 x^2 (3y^2 ¡ 2 x^2 y ¡ 1)y^0 = 1 + 2xy^2 ¡ 3 x^2

y^0 = 1 + 2xy^2 ¡ 3 x^2 3 y^2 ¡ 2 x^2 y ¡ 1

Exemplo 3.4 Obter a reta tangente μa curva x^3 +y^3 = x^2 y^2 +x+y no ponto P = (1; 0).

Note que o problema s¶o faz sentido porque o ponto (1; 0) de fato pertence μa curva: 13 + 0^3 = 1^2 ¢ 02 + 1 + 0.

Primeiro obtemos dy dx , por deriva»c~ao impl¶³cita, a partir da equa»c~ao x^3 + y^3 =

x^2 y^2 + x + y.

Isto j¶a foi feito no exemplo anterior, em que calculamos y^0 = 1 + 2xy^2 ¡ 3 x^2 3 y^2 ¡ 2 x^2 y ¡ 1

O coe¯ciente angular da reta tangente procurada ¶e dy dx

x y=1=

1 + 2xy^2 ¡ 3 x^2 3 y^2 ¡ 2 x^2 y ¡ 1

x y=1=

Assim sendo, a reta procurada tem equa»c~ao y ¡ 0 = 2(x ¡ 1), ou seja, y = 2x ¡ 2.

3.2 Derivada da fun»c~ao pot^encia f (x) = xr , sendo r

um n¶umero racional

Da ¶algebra elementar, temos

x (^12) =

p x (x ¸ 0 ) x (^13) = 3

p x (x real qualquer) x (^1) n = n

p x (n > 0 , x ¸ 0 se n ¶e par, x qualquer se n ¶e ¶³mpar) x

pq = q

p xp^ (q > 0 ; quando q ¶e par, x ¸ 0 se p ¶e ¶³mpar positivo, e x > 0 se p ¶e impar negativo)

Regra 3. (x (^1) n )^0 =

n ¢ x n^1 ¡^1

ou seja, ( n

p x)^0 =

n n

p xn¡^1 Regra 3.3 Sendo p e q inteiros, com q > 0 ,

(x

pq )^0 = p q

¢ x

pq ¡ 1

Portanto, se r ¶e um expoente racional,

(xr)^0 = rxr¡^1

Demonstra»c~ao da regra 3.2.

Se y = x (^1) n , ent~ao yn^ = x. Aplicando deriva»c~ao impl¶³cita obtemos nyn¡^1 y^0 = 1

3.3 Problemas

  1. Calcule dy dx

(a) y =

μ x^3 3

μ x^2 2

(b) y =

((x^3 + 7)^4 + x)^5 x^2 + 1

(c) y =

μ x x + 1

  1. Calcule as derivadas das seguintes fun»c~oes. (a) f(x) = (x^2 ¡ 3 x + 8)^3 (b) f(x) = x (x^2 ¡ 1)^4 (c) F (v) = (17v ¡ 5)^1000 (d) s(t) = (4t^5 ¡ 3 t^3 + 2t)¡^2

(e) k(u) = (u^2 + 1)^3 (4u ¡ 5)^5

  1. Determine (i) a equa»c~ao da reta tangente μa curva no ponto indicado e (ii) os pontos do gr¶a¯co em que reta tangente μa curva ¶e horizontal, nos casos

(a) y = (4x^2 ¡ 8 x + 3)^4 , P = (2; 81). (b) y = (2x ¡ 1)^10 , P = (1; 1).

  1. Se k(x) = f (g(x)), com f(2) = ¡ 4 , g(2) = 2, f 0 (2) = 3 e g^0 (2) = 5, calcule k^0 (2).
  2. Determine y^0 sendo y uma fun»c~ao de x dada implicitamente pela equa»c~ao

(a) 2 x^3 + x^2 y + y^3 = 1

(b)

x^2

y^2

(c) (y^2 ¡ 9)^4 = (4x^2 + 3x ¡ 1)^2

  1. Veri¯que primeiramente que o ponto P pertence μa curva dada e ache a equa»c~ao da reta tangente μa curva no ponto P.

(a) xy = ¡ 16 , P = (¡ 2 ; 8); (b) 2 x^3 ¡ x^2 y + y^3 ¡ 1 = 0, P = (2; ¡3).

  1. Calcule as derivadas das seguintes fun»c~oes.

(a) f(x) = 3

p 8 x^3 + 27 (b) f(x) = (7x +

p x^2 + 3)^6 (c) f(t) =

(9t^2 + 16)^2 =^3

(d) g(z) =

p (^32) z + 3 p 3 z + 2 (e) F (v) =

p (^5) v (^5) ¡ 32

  1. Calcule dydx se (a) 6 x + pxy ¡ 3 y = 4 (b) 3 x^2 + 3 p xy = 2y^2 + 20
  2. Uma fun»c~ao ¶e par se f(¡x) = f (x) para todo x em seu dom¶³nio, e ¶e ¶³mpar se f (¡x) = ¡f (x) para todo x em seu dom¶³nio. Sendo f deriv¶avel, demonstre que (a) Se f ¶e par, ent~ao f 0 ¶e ¶³mpar (ou seja, se f (¡x) = f (x) para todo x no dom¶³nio de f), ent~ao f^0 (¡x) = ¡f 0 (x); (b) Se f ¶e ¶³mpar, ent~ao f 0 ¶e par.

3.3.1 Respostas e sugest~oes

  1. (a) (^) dxdy = 5x^2

μ x^3 3 + 1

¶ 4

  • 4x

μ x^2 2 + 1

¶ 3

(b) dy dx = 5((x^3 + 7)^4 + x)^4 (12x^2 (x^3 + 7)^3 + 1)(x^2 + 1) ¡ 2 x((x^3 + 7)^4 + x)^5 (x^2 + 1)^2

(c) dy dx =^

10 x^9 (x + 1)^11

  1. (a) f 0 (x) = 3(x^2 ¡ 3 x + 8)^2 (2x ¡ 3)

(b) f 0 (x) = ¡(7x^2 + 1) (x^2 ¡ 1)^5 (c) F 0 (v) = 17000(17v ¡ 5)^999 (d) s^0 (t) = ¡2(4t^5 ¡ 3 t^3 + 2t)¡^3 (20t^4 ¡ 9 t^2 + 2)

(e) k^0 (u) = (u

(^2) + 1) (^2) (4u (^2) ¡ 30 u ¡ 20) (4u ¡ 5)^6

  1. (a) (i) y ¡ 81 = 864(x ¡ 2), (ii) (1; 1), (1= 2 ; 0) e (3= 2 ; 0). (b) (i) y ¡ 1 = 20(x ¡ 1), (ii) (1= 2 ; 0).
  2. k^0 (2) = 15.