




Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
3º bimestre – Sequência didática 2 ... Nas fases iniciais do ensino fundamental, o aluno está em fase de compreender o ... Aula 1 – História O patinho feio.
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
1 / 8
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!





Nas fases iniciais do ensino fundamental, o aluno está em fase de compreender o conceito de “outro” e já identifica os diferentes papéis e regras de convívio. Essa sequência pretende incentivar e fomentar a empatia em relação ao “outro” por meio de atitudes de respeito nos diversos ambientes sociais e da compreensão da importância de perceber as necessidades do “outro”.
Perceber práticas de respeito em trabalhos coletivos. (Objeto de conhecimento: A escola e a diversidade do grupo social envolvido) – (EF01HI04) Identificar as diferenças entre o ambiente domés- tico e o ambiente escolar, reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem. Identificar e praticar atitudes respeitosas. (Objeto de conhecimento: A escola e a diversidade do grupo social envolvido) – (EF01HI04) Identificar as diferenças entre o ambiente doméstico e o am- biente escolar, reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.
Lápis preto de grafite, lápis de cor, papel sulfite, história O patinho feio, revistas, jornais, te- soura sem ponta.
Apresentação do tema: 2 minutos Contação de história: 2 0 minutos Reflexão: 18 minutos Inicie apresentando o tema da aula aos alunos: o respeito entre as pessoas e como compre- ender as preferências e as diferenças de cada um. Questione os alunos para identificar os conheci- mentos prévios da turma: O que vocês acham que significa respeitar? Vocês se dão bem com os seus colegas? Vocês se dão bem com seus familiares? Após instigá-los com essas perguntas, informe que vão conhecer a história do Patinho feio, que fala de respeito ao outro. Conte a eles a história, reproduzida abaixo, para depois fazer uma refle- xão sobre o que ela ensina.
A mamãe pata tinha escolhido um lugar ideal para fazer seu ninho: um canti- nho bem protegido no meio da folhagem, perto do rio que contornava o velho castelo. Mais adiante estendiam-se o bosque e um lindo jardim florido. Naquele lugar sosse- gado, a pata agora aquecia pacientemente seus ovos. Por fim, após a longa espera, os ovos se abriram um após o outro, e das cascas rompidas surgiram, engraçadinhos e miúdos, as patinhas amarelas que, imediata- mente, saltaram do ninho. Porém um dos ovos ainda não se abrira; era um ovo grande, e a pata pensou que não o chocara o suficiente. Impaciente, deu umas bicadas no ovão e ele começou a se romper. No entanto, em vez de um patinho amarelinho saiu uma ave cinzenta e desajeitada. Nem parecia um patinho. Para ter certeza de que o recém- nascido era um patinho, e não outra ave, a mãe pata foi com ele até o rio e o obrigou a mergulhar junto com os outros. Quando viu que ele nadava com naturalidade e sa- tisfação, suspirou aliviada. Era só um patinho muito, muito feio. Tranquilizada, levou sua numerosa família para conhecer os outros animais que viviam nos jardins do cas- telo. Todos parabenizaram a pata: a sua ninhada era realmente bonita. Exceto um. O horroroso e desajeitado das penas cinzentas! — É grande e sem graça! — falou o peru. — Tem um ar abobalhado — comentaram as galinhas. O porquinho nada disse, mas grunhiu com ar de desaprovação. Nos dias que se seguiram, as coisas pioraram. Todos os bichos, inclusive os patinhos, perseguiam a criaturinha feia. A pata, que no princípio defendia aquela sua estranha cria, agora tam- bém sentia vergonha e não queria tê-lo em sua companhia. O pobre patinho crescia só, malcuidado e desprezado. Sofria. As galinhas o bicavam a todo instante, os perus o perseguiam com ar ameaçador e até a empregada, que diariamente levava comida aos bichos, só pensava em enxotá-lo. Um dia, desesperado, o patinho feio fugiu. Queria ficar longe de todos que o perseguiam. Caminhou, caminhou e chegou perto de um grande brejo, onde viviam alguns marrecos. Foi recebido com indiferença: ninguém ligou para ele. Mas não foi maltratado nem ridicularizado; para ele, que até agora só sofrera, isso já era o sufici- ente. Infelizmente, a fase tranquila não durou muito. Numa certa madrugada, a qui- etude do brejo foi interrompida por um tumulto e vários disparos: tinham chegado os caçadores! Muitos marrequinhos perderam a vida. Por um milagre, o patinho feio con- seguiu se salvar, escondendo-se no meio da mata. Depois disso, o brejo já não oferecia segurança; por isso, assim que cessaram os disparos, o patinho fugiu de lá. Novamente caminhou, caminhou, procurando um lugar onde não sofresse. Ao
Fechou os olhos, e o último pensamento que teve antes de cair num sono pa- recido com a morte foi para as grandes aves brancas. Na manhã seguinte, bem cedo, um camponês que passava por aqueles lados viu o pobre patinho, já meio morto de frio. Quebrou o gelo com um pedaço de pau, libertou o pobrezinho e levou-o para sua casa. Lá o patinho foi alimentado e aquecido, recuperando um pouco de suas forças. Logo que deu sinais de vida, os filhos do camponês se animaram: — Vamos fazê-lo voar! Vamos escondê-lo em algum lugar! E seguravam o patinho, apertavam-no, esfregavam-no. Os meninos não ti- nham más intenções; mas o patinho, acostumado a ser maltratado, atormentado e ofendido, se assustou e tentou fugir. Fuga atrapalhada! Caiu de cabeça num balde cheio de leite e, esperneando para sair, derrubou tudo. A mulher do camponês come- çou a gritar, e o pobre patinho se assustou ainda mais. Acabou se enfiando no balde da manteiga, engordurando-se até os olhos e, finalmente se enfiou num saco de fari- nha, levantando uma poeira sem fim. A cozinha parecia um campo de batalha. Fora de si, a mulher do camponês pegara a vassoura e procurava golpear o patinho. As crianças corriam atrás do coitadinho, divertindo-se muito. Meio cego pela farinha, molhado de leite e engordurado de manteiga, esbarrando aqui e ali, o pobre- zinho por sorte conseguiu afinal encontrar a porta e fugir, escapando da curiosidade das crianças e da fúria da mulher. Ora esvoaçando, ora se arrastando na neve, ele se afastou da casa do camponês e somente parou quando lhe faltaram as forças. Nos meses seguintes, o patinho viveu num lago, se abrigando do gelo onde encontrava relva seca. Finalmente, a primavera derrotou o inverno. Lá no alto, voavam muitas aves. Um dia, observando-as, o patinho sentiu um inexplicável e incontrolável desejo de voar. Abriu as asas, que tinham ficado grandes e robustas, e pairou no ar. Voou. Voou. Voou longamente, até que avistou um imenso jardim repleto de flores e de árvores; do meio das árvores saíram três aves brancas. O patinho reconheceu as lindas aves que já vira antes, e se sentiu invadir por uma emoção estranha, como se fosse um grande amor por elas. — Quero me aproximar dessas esplêndidas criaturas — murmurou. — Talvez me humilhem e me matem a bicadas, mas não importa. É melhor morrer perto delas do que continuar vivendo atormentado por todos. Com um leve toque das asas, abai- xou-se até o pequeno lago e pousou tranquilamente na água. — Podem matar-me, se quiserem — disse, resignado, o infeliz. E abaixou a cabeça, aguardando a morte. Ao fazer isso, viu a própria imagem refletida na água, e seu coração entristecido deu um pulo. O que via não era a criatura desengonçada, cinzenta e sem graça de outrora. Enxergava as penas brancas, as grandes asas e um pescoço longo e sinuoso. Ele era um cisne! Um cisne, como as aves que tanto admi- rava.
— Bem-vindo entre nós! — disseram-lhe os três cisnes, curvando os pescoços, em sinal de saudação. Aquele que num tempo distante tinha sido um patinho feio, humilhado, desprezado e atormentado se sentia agora tão feliz que se perguntava se não era um sonho! Mas, não! Não estava sonhando. Nadava em companhia de outros, com o coração cheio de felicidade. Mais tarde, chegaram ao jardim três meninos, para dar comida aos cisnes. O menorzinho disse, surpreso: — Tem um cisne novo! E é o mais belo de todos! E correu para chamar os pais. — É mesmo uma esplêndida criatura! — disseram os pais. E jogaram pedaci- nhos de biscoito e de bolo. Tímido diante de tantos elogios, o cisne escondeu a cabeça embaixo da asa. Talvez um outro, em seu lugar, tivesse ficado envaidecido. Mas não ele. Seu coração era muito bom, e ele sofrera muito, antes de alcançar a sonhada feli- cidade. ABREU, Ana Rosa et all. Alfabetização : livro do aluno. v. 2. Brasília: Fundescola/Sefmec,
Apresentação do tema e retomada da aula anterior: 10 minutos Atividade de pesquisa e apresentação: 15 minutos Produção em dupla e sistematização: 15 minutos
Para aferir o desenvolvimento da turma, acompanhe os alunos durante as atividades e verifi- que se cada aluno:
1. Entre as alternativas abaixo, assinale qual apresenta uma característica das pessoas que agem de forma respeitosa com os outros. ( ) Impaciência. ( ) Egoísmo. ( ) Raiva. ( ) Solidariedade 2. Observe as atitudes abaixo e diferencie quais são comportamentos respeitosos e quais são des- respeitosos, colocando as letras a ou b. (a) Comportamento respeitoso (b) Comportamento desrespeitoso ( ) Excluir algum colega das brincadeiras. ( ) Levantar a mão para falar durante a aula. ( ) Criticar o colega sem pensar nos sentimentos dele. ( ) Gritar com as pessoas. 3. Lembre-se da história do Patinho feio e responda oralmente: Por que as aves e os outros animais maltratavam o patinho? Na sua opinião, como eles deveriam agir?
1. ( x ) Solidariedade 2. ( b )
( a ) ( b ) ( b )
3. A expectativa é que os alunos respondam, na primeira questão, que o patinho era maltratado por ser diferente dos outros. Na segunda pergunta, deixe-os se manifestar livremente, lembrando que se espera que eles tenham compreendido a importância de todos serem tratados com respeito, incluindo os diferentes de nós.