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4-Vibrações Forçadas, Notas de estudo de Engenharia de Produção

Estudo sobre análise de vibrações.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 20/10/2010

vanderley-silva-13
vanderley-silva-13 🇧🇷

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bg1
Mecânica das Vibrações - Unidade 4: Vibrações Forçadas sob Condições Gerais
77
Unidade 4 - Vibrações Forçadas sob Condições Gerais
4.1 - Introdução
Na Unidade 3, foi estudada a vibração forçada de sistemas de um grau de liberdade sob a ação de forças
harmônicas. Neste capítulo, este estudo será estendido para forças de qualquer natureza. Inicialmente será estudada a
atuação de forças periódicas que são combinações de forças harmônicas associadas através das Séries de Fourier que,
em sistemas lineares, podem ser consideradas como várias forças harmônicas atuando sobre o sistema e a resposta pode
ser obtida utilizando o Princípio da Superposição dos Efeitos. Para a determinação da resposta a forças não periódicas,
conhecida como resposta transiente, serão utilizadas ferramentas matemáticas como a Integral de Convolução (ou
Integral de Duhamel) e a Transformada de Laplace. O conceito de espectro de resposta também será abordado nesta
Unidade. Em todos os casos o sistema será de um grau de liberdade com amortecimento viscoso.
4.2 - Resposta a Uma Força Periódica
Uma força periódica pode ser expressa em Séries de Fourier na forma
()
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=
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11
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(4.1)
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K
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j
(4.2)
onde
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=2 é o período da função periódica.
A equação do movimento do sistema que sofre a ação de uma força periódica é
=
=
++=++
11
0sincos
2j
j
j
jtjbtja
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Utilizando-se o Princípio da Superposição dos Efeitos a eq. (4.3) pode ser decomposta nas equações
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1
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j
j
j
j
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ω
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&&&
&&&
(4.4)
e sua solução particular
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pppp
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+
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2
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3
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22
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j
j
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j
j
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k
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ζ
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π
ω
ω
ω
ζ
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1
2
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rj (frequência fundamental)
A resposta de regime permanente do sistema (ou solução particular da equação diferencial) é
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff

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Unidade 4 - Vibrações Forçadas sob Condições Gerais

4.1 - Introdução

Na Unidade 3, foi estudada a vibração forçada de sistemas de um grau de liberdade sob a ação de forças harmônicas. Neste capítulo, este estudo será estendido para forças de qualquer natureza. Inicialmente será estudada a atuação de forças periódicas que são combinações de forças harmônicas associadas através das Séries de Fourier que, em sistemas lineares, podem ser consideradas como várias forças harmônicas atuando sobre o sistema e a resposta pode ser obtida utilizando o Princípio da Superposição dos Efeitos. Para a determinação da resposta a forças não periódicas, conhecida como resposta transiente , serão utilizadas ferramentas matemáticas como a Integral de Convolução (ou Integral de Duhamel) e a Transformada de Laplace. O conceito de espectro de resposta também será abordado nesta Unidade. Em todos os casos o sistema será de um grau de liberdade com amortecimento viscoso.

4.2 - Resposta a Uma Força Periódica

Uma força periódica pode ser expressa em Séries de Fourier na forma

( ) (^) ∑ ∑

=

=

1 1

(^0) cos sin (^2) j j^ j j

a j t b j t a

Ft ω ω (4.1)

com

( )

∫ ( )

= =

τ

τ

0

0

sin 1 , 2 ,

cos 0 , 1 , 2 ,

K
K

b Ft j tdt j

a Ft j tdt j

j

j (4.2)

onde τ = 2 π^ ω é o período da função periódica.

A equação do movimento do sistema que sofre a ação de uma força periódica é

∑ ∑

=

=

1 1

(^0) cos sin (^2) j j^ j j

a j t b j t

a

mx &&^ cx & kx ω ω (4.3)

Utilizando-se o Princípio da Superposição dos Efeitos a eq. (4.3) pode ser decomposta nas equações

∑ ∞

=

=

    • =

1 3 3 3

1

2 2 2

0 1 1 1

sin

cos

j j

j

j

mx cx kx b j t

mx cx kx a j t

a mx cx kx

e sua solução particular x p ( t ) = x 1 p ( ) t + x 2 p ( ) t + x 3 p ( ) t , em que

( ) ( )

( )

( ) ( )

∑ (^ )

=

=

1 2 22 2 3

1 222 2

2

0 1

sin 1 2

cos 1 2

j j

j

p

j

j

j

p

p

j t jr jr

k

b

x t

j t jr jr

k

a

x t

k

a x t

com

, e 1

tan (^1 22)  = = 

n

j r jr

j r ( frequência fundamental )

A resposta de regime permanente do sistema (ou solução particular da equação diferencial) é

( ) ( )

( ) ( ) ( )

∑ ∑ (^ )

1 222 2 1 2 22 2

(^0) sin 1 2

cos 2 1 2 j j

j

j j

j

p j t jr jr

k

b

j t jr jr

k

a

k

a

x t ω φ

Os denominadores dos segundo e terceiro termos da eq. (4.6) se aproximam de zero quando o amortecimento é

pequeno e j ω = ω n o que implicará em grandes amplitudes de vibração. Isto descortina a possibilidade do fenômeno da

ressonância acontecer não somente quando a frequência fundamental for igual à frequência natural do sistema mas, também, quando os múltiplos desta frequência fundamental (chamados de frequências harmônicas ) forem também iguais à frequência natural do sistema de um grau de liberdade.

Exemplo 4.1 - No estudo de vibração de válvulas usadas em sistemas de controle hidráulico, a válvula e a sua haste elástica são modelados como um sistema massa-mola como mostra a Fig. 4.1a. Além das forças de mola e amortecimento, há uma força da pressão fluida na válvula que varia com a abertura da mesma. Encontrar a resposta de regime permanente da válvula quando a pressão na câmara varia como indicado na Fig. 4.1b. Assumir que k = 2500 N/m, c = 10 N.s/m e m = 0,25 kg. O diâmetro da tubulação é 50 mm.

c

d

p ( t )

m

k

x ( t )

p ( t ) (N/m^2 )

t (seg)

(a)

(b)

Figura 4.1 - Válvula sob pressão periódica.

Solução: A força exercida sobre a válvula, resultante da pressão fluida é dada por

F t ( ) = A p t ( )

em que A é a área da seção vazada da câmara, dada por

4 2 2 2 6 , 25 10 m 4

= ×
×

d A

Da Fig. 4.1b, τ = 2 s e rad/s

A força atuante na válvula é obtida pela representação da função em Séries de Fourier, na forma

( ) a j t b j t

a F t j j j

∑ (^) j

=

=

1 1

(^0) cos sin 2

Da Fig. 4.1b, a força externa pode ser dada como

F t

At t

A t t

para

para

τ

τ τ

4.3 - Resposta a Uma Força Periódica Irregular

F ( t )

F 1 F 2 F 3

FN - FN

t 1 t 2 t 3 t 4 t (^) N -1 t (^) N

F 4 ∆ t

τ = Nt

2 τ t

Figura 4.2 - Força periódica de forma irregular.

Quando a força atuante não possuir uma forma tal que possa ser expressa por uma expressão analítica (quando resultado de uma medição, por exemplo), a determinação dos coeficientes da Série de Fourier deverá ser realizada numericamente. Neste caso a Série assume a forma

 =^ ∞

=

=

=

para 1 , 2 ,...,

para 1 , 2 ,...,

cos

1

1

1

0

j j t Fsen N

b

j

j t F N

a

F
N

a

N

i j i

N

i

j i

N

i

i

Exemplo 4.2 - Encontrar a resposta de regime permanente da válvula do exemplo 4.1, se as flutuações de pressão na câmara são periódicas. Os valores da pressão são medidas com intervalos de 0,01 s (Tabela 4.1).

tempo (s) 0 0,01 0,02 0,03 0,04 0,05 0,06 0,07 0,08 0,09 0,10 0,11 0, p (kN/m^2 ) 0 20 34 42 49 53 70 60 36 22 16 7 0 Tabela 4.1 - Pressão em uma válvula hidráulica.

Solução: Como as flutuações de pressão se repetem a cada 0,12 s, o período é τ = 0,12 s e a frequência fundamental da

série de Fourier é ω = 2 π/0,12 = 52,3599 rad/s. Como o número de valores observados em cada período é 12, da eq.

(4.7) obtém-se os coeficientes

∑ ∑ = =

12 1

2 1 0 12 68167 N/m

j i

N i

a N pi p

∑ ∑

∑ ∑

= =

= =

para 1 , 2 ,..., 0 , 12

sin 12

sin

para 1 , 2 ,..., 0 , 12

cos 12

cos

12

1 1

12

1 1

j

j t p

j t p N

b

j j t p j t p N

a

i

i

N

i

j i

i i

N

i j i

π τ

π

π τ

π

Introduzindo estes coeficientes na expressão (4.1), a Série de Fourier é montada até a 6ª harmônica. Em virtude de se tratar de uma função discretizada, a máxima freqüência harmônica presente deve ser a freqüência de Nycquist, dada por

50 Hz 2 0 , 01

×

t

f (^) Nycquist

O que, sendo a freqüência fundamental 8 , 33 Hz 0 , 12

f , é atingido pela sexta harmônica

( )

t t

t t

t t

t t

t t

pt t t

166 , 667 cos 314 , 159 0 sin 166 , 667

2170 , 30 cos 261 , 799 641 , 131 sin 261 , 799

583 , 333 cos 209 , 440 2165 , 06 sin 209 , 440

5833 , 33 cos 157 , 080 2333 , 33 sin 157 , 080

1416 , 67 cos 104 , 720 3608 , 44 sin 104720

34083 , 3 26996 , 0 cos 52 , 3599 8307 , 80 sin 52 , 3599

N/m^2

Sendo ω n = 100 rad/seg, então r = 52,3599/100 = 0,523599, e ζ = 0,2, do exemplo 4.1. A área da câmara de

pressão é também obtida do exemplo 4.1, como A = 0,000625 π m^2.

Os ângulos de fase são dados por

= −^122

tan jr

jr j

φ 1 = 0,280916 rad

φ 2 = -1,34409 rad

φ 3 = -0,404565 rad

φ 4 = -0,242513 rad

φ 5 = -0,177017 rad

φ 6 = -0,140762 rad

A resposta de regime permanente é

0 , 0000146 cos( 314 0 , 141 ) 0 sin( 314 0 , 141 ) m

0 , 000287 cos 262 0 , 177 0 , 0000847 sin 262 0 , 177

0 , 000131 cos 209 0 , 243 0 , 000487 sin 209 0 , 243

0 , 00287 cos 157 0 , 405 0 , 00115 sin 157 0 , 405

0 , 00259 cos 105 1 , 34 0 , 00659 sin 105 1 , 34

0 , 0268 0 , 0281 cos 52 , 4 0 , 281 0 , 00864 sin 52 , 4 0 , 281

t t

t t

t t

t t

t t

x (^) pt t t

4.4 - Resposta a Uma Força Não Periódica

Para a determinação da resposta de um sistema de um grau de liberdade sob a ação de uma força não periódica, os métodos utilizados são:

  1. Integral de Convolução.
  2. Transformada de Laplace.
  3. Integração Numérica.

4.4.1 - Integral de Convolução

A Fig. 4.3b mostra uma força que tem uma determinada magnitude finita e é aplicada em um intervalo de tempo extremamente pequeno. Esta força é chamada de força impulsiva.

O Princípio do Impulso e Quantidade de Movimento estabelece que

Impulso = F ∆ t = mx &^2 − mx & 1

Em um intervalo de tempo ∆ t o impulso é dado por

F^ $ Fdt t

t t

∆ (4.8)

O impulso unitário é definido por

f^ $^ lim Fdt Fdt t (^) t

t t = = = →

∆ 0

(a)

x ( t )

Ο t

(b)

F ( t )

F

t

Ft = F

∆τ

Ο τ

F g ( t- τ)

τ

Figura 4.4 - Resposta a um impulso aplicado em t= τ.

4.4.1.2 - Resposta a Uma Força Geral

Uma função geral pode ser considerada como uma superposição de impulsos, como mostra a Fig. 4.5.

F ( t )

t

F ( τ)

t

Figura 4.5 - Função geral, não periódica.

A resposta de um sistema a uma força aplicada desta forma será a soma das respostas aos impulsos aplicados

ao longo do tempo. Se a resposta ao impulso unitário aplicado no tempo t = τ é igual a g t ( −τ ), então, aplicando o

Princípio da Superposição dos efeitos a resposta produzida pelo impulso F( τ ) ∆τ, aplicado em t = τ , é

∆ x t ( ) = F ( τ) ∆τ g t ( −τ ) (4.17)

A resposta geral é obtida pela soma das respostas parciais como

x t ( ) = ∑ ∆ x t ( ) = ∑ F ( τ ) g t ( −τ )∆τ (4.18)

Levando ao limite para ∆τÆ0 chega-se a

x t ( ) F ( ) g t ( ) d

t

0

que é conhecida como Integral de Convolução ou Integral de Duhamel. Para um sistema de um grau de liberdade com amortecimento viscoso, onde a resposta ao impulso unitário é dada na eq. (4.14), a equação (4.19) torna-se

x t^ ( )^ ( )^ (^ )^ (^ ) m

F e t d d

t d

t = −^ n − −

τ ζω^ τ^ senω τ τ (4.20)

4.4.1.3 - Resposta à Excitação Impulsiva na Base

Em alguns casos (um carro passando por um buraco ou uma lombada, por exemplo), a excitação na base do sistema tem características gerais, e neste caso, a equação do movimento relativo (3.69) tem sua solução modificada para

x t^ ( )^ y ( )^ e (^ )^ (^ t ) d d

t d

t = − −^ n − −

&& τ ζω^ τ sen ω τ τ (4.21)

Exemplo 4.3 - Uma máquina de compactação, modelada como um sistema de um grau de liberdade, é mostrada na Fig. 4.6a. A força atuante na massa m (que inclui as massas do pistão, da plataforma e do material que está sendo compactado) devido a uma aplicação súbita da pressão, pode ser idealizada como uma força degrau como mostra a Fig. 4.6b. Determinar a resposta do sistema.

Solução: De acordo com o mostrado na Fig. 4.6b, a força externa é igual a

F ( τ )= F 0

Introduzindo na eq. (4.20) tem-se

x t ( ) (^ )^ ( )

m

F e t d d

t d

t = −^ n − −

ω 0 0 ω^ τ^ τ

ζω τ (^) sen

que é integrada por partes, resultando

x t^ ( )^ ( )

F

k

= − e n^ t dt

(^0) − (^1 )

ζω cosω φ

onde φ

tan −^1 1 2

. O movimento produzido por esta expressão está mostrado na Fig. 4.6c e se caracteriza por

ser um movimento harmônico com a posição de equilíbrio deslocada da sua posição original em F^0 k.

Se o sistema não possuir amortecimento, com ζ= 0 e ω d =ω n a resposta transforma-se em

x t^ ( )^ [ ]

F

k

= 0 1 −cos ω nt

em que o deslocamento máximo ocorre quando cos ω n t = − 1 sendo

x

F

max (^) k

o que pode ser claramente visto na Fig. 4.6d. O movimento é harmônico com amplitude F^0 k e com a posição de

equilíbrio deslocada da posição de equilíbrio original também F^0 k , de forma que o deslocamento máximo em relação

ao referencial adotado, que é a posição de equilíbrio original, é o dobro deste valor.

Exemplo 4.5 - Se a máquina de compactação mostrada na Fig. 4.6a está submetida a uma força constante com tempo de duração limitado 0 ≤ tt 0 (Fig. 4.8a), determinar a resposta da máquina.

F ( t )

Ο^ t

F 0

t 0

x ( t )

t 0 > τ n /

t

t 0 <τ n /

(a) (b)

Figura 4.8 - Força pulso retangular.

Solução: Como o sistema é linear a força pode ser considerada como uma superposição de uma força degrau F 0 aplicada em t = 0 e uma outra força degrau -F 0, aplicada em t = t 0. A resposta em t > t 0 será a superposição das respostas a cada uma das forças quando aplicadas isoladamente. Estas respostas foram determinadas nos exemplos 4.3 e 4.4, resultando em

x t^ ( )^ { [ ( ) ] ( )}

F e k

e t t t

n n

t t = (^) d d

− 0 1 2 0

0

ζω ζω

cos ω φ cosω φ

com φ

tan −^1 1 2

Para sistemas sem amortecimento a resposta é

x t^ ( )^ [ ( ) ]

F

k

= 0 cos ω n t − t 0 −cosω nt

Exemplo 4.6 - Determinar a resposta da máquina de compactação mostrada na Fig. 4.9a quando for aplicada uma força que varia linearmente (Fig. 4.9b), devido ao movimento do came.

Solução: A equação da força aplicada, mostrada na Fig. 4.9b é

F ( τ )=δ F τ

onde δ F é a taxa de crescimento da força na unidade de tempo. A equação (4.20), neste caso, torna-se

x t^ ( )^ (^ )^ (^ )

F

m

e t d d

t d

t = −^ n − −

τ ζω^ τ^ senω τ τ

0

cuja integral é resolvida por partes, resultando

x t ( )

F

k

t e t t n

t n

d

d n n d

d = − + n −  − 

cos 2 sen

Para sistemas sem amortecimento

x t ( ) ( )

F

k

t t n

= (^) nn

ω senω

F ( t )

x ( t ) k/2 c k/

(a)

Plataforma

Material sendo m compactado

x ( t )

t

(c)

δ F/k

O

Came

Seguidor

Movimento do came

F ( t )

t (b)

δ F

O

2 π ω n

4 π ω n

Figura 4.9 - Máquina de compactação sob força variando linearmente.

4.4.2 - Transformada de Laplace

4.4.2.1 - Definição

O método da Transformada de Laplace é aplicado para resolver equações diferenciais ordinárias, lineares, com coeficientes constantes. Apresenta como vantagens ser aplicável a qualquer tipo de função de excitação, desde que integráveis, tratar funções descontínuas sem dificuldades e levar em conta automaticamente as condições iniciais, o que é significativo quando se trata de resolver um problema do valor inicial. A definição da Transformada de Laplace é

L x t ( ) = x s ( ) = e − stx t dt ( )

onde s é chamada de variável subsidiária , complexa e e −^ st é o núcleo da transformação.

4.4.2.2 - Transformação de Derivadas

A transformada da derivada é obtida através de uma integração por partes, na forma

L

dx t dt e

dx t dt = − st^^ dt = est^^ x t − − s e st x t dt = − x + s x s

∞ ∞ −

onde x (0) é o valor inicial de x ( t ). A segunda derivada é obtida seguindo o mesmo caminho. Chega-se a

L

d x t dt

e

d x t dt

st dt x s x s x s

2 2

2 2 0

= − = − 0 − 0 +^2

onde x &( 0 ) é o valor inicial da derivada de x ( t ).

4.4.2.3 - Transformação de Equações Diferenciais Ordinárias

A equação diferencial do movimento de um sistema de um grau de liberdade viscosamente amortecido é

m ( ) ( )

d x t dt

c

dx t dt

kx t F t

2 2 +^ +^ =^ (4.25)

A s^ ( )^ c ( s a (^) i ) c ( s a (^) i ) c ( s a ) c ( s a ) i i

n

i

n n i i

n n i i i k

n

k

n = − + − + + − = − = ≠ = =

= ≠ =

1 2 2 2

1

1 1

L (4.35)

Comparando os coeficientes de sj-1^ ( j = 1, 2, ... , n ), em ambos os lados de (4.35), obtém-se um sistema de equações algébricas que podem ser resolvidas para a determinação dos coeficientes ck ( k = 1, 2, ... , n ).

4.4.2.5 - Integral de Convolução. Teorema de Borel.

Considere-se duas funções f 1( t ) e f 2 ( t ), definidas para t > 0. Assuma-se, também, que f 1( t ) e f 2 ( t ) possuem

transformadas de Laplace f 1 ( ) s e f 2 ( ) s , respectivamente, e considere-se a integral

x t^ ( )^ f ( )^ f (^ t )^ d f ( )^ f (^ t ) d

t = − = −

∫ 0 1 τ^2 τ^ τ ∫ 01 τ^2 τ^ τ^ (4.36)

A função x ( t ), é chamada de convolução das funções f 1 e f 2 no intervalo 0 < t < ∞. O limite superior das

integrais em (4.36) são intercambiáveis porque f 2( t - τ) = 0 para τ > t , que é o mesmo que t - τ < 0. Transformando

ambos os lados da eq. (4.36), obtém-se

( ) ( ) ( ) ( ) ( )

( ) ( )

x s e f f t d dt f d e f t dt

f d e f t dt

st st

st

^
^

∞ (^) − ∞ ∞ ∞−

− ∞ ∞

0 01 2 0 1 0 2

0 1 2

τ

onde o limite inferior da segunda integral mudou porque f 2( t - τ) = 0 para τ > t.

A seguir, se introduz a transformação t - τ = λ na segunda integral, e observando que para t = τ tem-se

λ = 0, escrevendo-se

( ) ( ) ( ) ( ) (^ )^ ( )

( ) ( ) ( ) ( )

x s f d e f t dt f d e f d

e f d e f d f s f s

st s t

s s

∞ ∞− ∞ ∞− +

∞ (^) − ∞−

0 1 2 0 1 0 2

0 1 0 2 1 2

τ

τ

τ λ

Das equações (4.36) e (4.38), segue-se que

x ( t ) = L-1^ x s ( ) = L-1^ f 1 ( ) s f 2 ( s ) (4.39)

então

x t ( ) f ( ) f ( t ) d f ( t ) f ( ) d

t t

0 0

A segunda integral na eq. (4.40) é válida porque não importa de que maneira ocorre o acréscimo de tempo.

Teorema de Borel

A transformação inversa de Laplace do produto de duas transformadas é igual à convolução das suas transformadas inversas.

TRANSFORMADAS DE LAPLACE

f ( s ) = f t e ( ) − stdt

f(t)

1 c f 1 ( s ) + c g s 2 ( ) c f t 1 ( ) + c g t 2 ( )

f

s a

f a t a ( ⋅)

3 f ( ) s g s ( )

f t ( ) g ( ) d

t

∫^ −τ^ τ^ τ

0 4

s f s s

d f t dt

n n j

j j j t

n − −

− − = =

1 1 (^10)

d f t ( )

dt

n n

5

s

n f^ s L^ f^ (^ ) d^ L d

t t

6 f ( s + a ) e − atf ( t )

7 1 δ ( t )= degrau unitário aplicado em t = 0

(^8) e s

as u(t) = impulso unitário aplicado em t=a

sn^

( n = 1,2, ...)

t n

n

1

1!

(^10 )

s + a

eat

2 s + a

teat

s a

n

( n = 1,2, ...)

1 n

t n^ eat

− − !

13

s s + a

( )

a

eat

14

s^2 s + a (^ )

a

eat^ + at

s^2^ + a^2

a

sen at

(^16 )

s^2^ − a^2

a

senh at

(^17) s

s^2 + a^2

cos at

(^18) s

s^2 − a^2

cosh at

( )

s s^2^ + a^2 (^ )

a

− cos at

( )

s^2^ s^2 + a^2 (^ )

a^3 at^ −^ sen at

21

( )

s^2 + a^2 2 (^ )

2 a^3

sen atat cos at

( )

s s^2 a^2

2

t a

at 2

sen

( )

s a s a

2 2 2 2 2

t cos at

a s s + a

1 − eat

(^25) s a

s

2

1 + at

a s s a

2 (^2) +

at (^) ( e (^) ) − 1 − − at

s b s s a

b a

a b

1 − 1 − e at

( )

a s s a

2 (^2) + 2

1 − cos at

s^2^ + 2 ζω n s +ω^2 n

d

t e (^) dt − (^) n sen

(^30) s

s^2 + 2 ζω n s +ω n^2

n ζω ω φ

d

t e (^) dt n (^) sen 1