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A Canção do Exílio, Notas de estudo de Literatura

Apostilas de Português sobre "A Canção do Exílio" de Casimiro de Abreu.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 25/11/2013

PorDoSol
PorDoSol 🇧🇷

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A Canção do Exílio
Casimiro de Abreu
Eu nasci além dos mares:
Os meus lares,
Meus amores ficam lá!
Onde canta nos retiros
Seus suspiros,
Suspiros o sabiá!
Oh! que céu, que terra aquela,
Rica e bela
Como o céu de claro anil!
Que selva, que luz, que galas,
Não exalas,
Não exalas, meu Brasil!
Oh! que saudades tamanhas
Das montanhas,
Daqueles campos natais !
Daquele céu de safira
Que se mira,
Que se mira nos cristais !
Não amo a terra do exílio,
Sou bom filho,
Quero a pátria, o meu país,
Quero a terra das mangueiras
E as palmeiras,
E as palmeiras tão gentis !
Como a ave dos palmares
Pelos ares
Fugindo do caçador;
Eu vivo longe do ninho,
Sem carinho,
Sem carinho e sem amor !
Debalde eu olho e procuro...
Tudo escuro
Só vejo em roda de mim !
Falta a luz do lar paterno
Doce e terno,
Doce e terno para mim !
Distante do solo amado
— Desterrado —
A vida não é feliz.
Nessa eterna primavera
Quem me dera,
Quem me dera o meu país !
Lisboa - 1855

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A Canção do Exílio Casimiro de Abreu

Eu nasci além dos mares: Os meus lares, Meus amores ficam lá! Onde canta nos retiros Seus suspiros, Suspiros o sabiá!

Oh! que céu, que terra aquela, Rica e bela Como o céu de claro anil! Que selva, que luz, que galas, Não exalas, Não exalas, meu Brasil!

Oh! que saudades tamanhas Das montanhas, Daqueles campos natais! Daquele céu de safira Que se mira, Que se mira nos cristais!

Não amo a terra do exílio, Sou bom filho, Quero a pátria, o meu país, Quero a terra das mangueiras E as palmeiras, E as palmeiras tão gentis!

Como a ave dos palmares Pelos ares Fugindo do caçador; Eu vivo longe do ninho, Sem carinho, Sem carinho e sem amor!

Debalde eu olho e procuro... Tudo escuro Só vejo em roda de mim! Falta a luz do lar paterno Doce e terno, Doce e terno para mim!

Distante do solo amado — Desterrado — A vida não é feliz. Nessa eterna primavera Quem me dera, Quem me dera o meu país!

Lisboa - 1855