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a eletrostática Parte1, Notas de estudo de Física

Apostilas de Física sobre a eletrostática, eletricidade pequeno histórico, estrutura da matéria, carga elétrica, Processos de Eletrização.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 21/10/2013

Marcela_Ba
Marcela_Ba 🇧🇷

4.6

(200)

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ELETROSTÁTICA
1 – ELETRICIDADE – PEQUENO HISTÓRICO(*)
A seguir colocamos em ordem cronológica alguns fatos de grande importância no
desenvolvimento de teorias e conceitos sobre eletricidade.
600 a. C. Tales de Mileto Observação de um pedaço de âmbar atrai pequenos
fragmentos de palha, quando previamente atritado.
1600
William Gilbert Outras substâncias além do âmbar são capazes de
adquirir propriedades elétricas. Estudos sobre imãs e interpretação do
magnetismo terrestre.
1672 Otto von Guericke – Invenção da primeira máquina eletrostática.
1729
Stephen Gray Os metais tem a propriedade de transferir a eletricidade
de um corpo a outro. Primeira caracterização de condutores e isolantes.
Experiências sobre indução elétrica.
1763
Robert Symmer Teoria dos Dois Fluidos: o corpo neutro tem
quantidade “normal” de fluido elétrico. Quando é esfregado uma parte do
seu fluido é transferida de um corpo para outro ficando um com excesso
(carga positiva) e outro com falta (carga negativa). Fato importante: lei da
conservação da carga.
1785 Charles A. Coulomb Experiências quantitativas sobre interação entre
cargas elétricas, com auxílio da balança de torção.
1800 Alessandro Volta – Invenção da Pilha.
1820 Hans Christian Oersted – Efeito Magnético da Corrente Elétrica.
1825 Andre Marie Ampere Lei que governa a interação entre os imãs e
correntes elétricas.
1827 George Simon Ohm Conceito de resistência elétrica de um fio.
Dependência entre diferença de potencial e corrente.
1831 Michael Faraday – Lei da indução eletromagnética entre circuitos.
1832 Joseph Henry – Fenômenos da auto-indução.
1834 Heinrich Friedrich Lenz – Sentido da força eletromotriz induzida.
1834 Michael Faraday – Leis da eletrólise: evidência de que íons transportam a
mesma quantidade de eletricidade proporcional a sua valência química.
1864 James Clerk Maxwell Teoria do Eletromagnetismo. Previsão da
existência de ondas eletromagnéticas. Natureza da luz.
1887 Heinrich Hertz – Produção de ondas eletromagnéticas em laboratórios.
1897 Joseph John Thomson – Descoberta do elétron.
1909 Robert Milikan – Medida da carga do elétron. Quantização da carga.
(*) Feito por Dr. Roberto A. Stempaniak (Prof. Dr. UNITAU)
2 – INTRODUÇÃO
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ELETROSTÁTICA

1 – ELETRICIDADE – PEQUENO HISTÓRICO(*)

A seguir colocamos em ordem cronológica alguns fatos de grande importância no desenvolvimento de teorias e conceitos sobre eletricidade.

600 a. C. Tales de Mileto – Observação de um pedaço de âmbar atrai pequenos fragmentos de palha, quando previamente atritado.

William Gilbert – Outras substâncias além do âmbar são capazes de adquirir propriedades elétricas. Estudos sobre imãs e interpretação do magnetismo terrestre. 1672 Otto von Guericke – Invenção da primeira máquina eletrostática.

Stephen Gray – Os metais tem a propriedade de transferir a eletricidade de um corpo a outro. Primeira caracterização de condutores e isolantes. Experiências sobre indução elétrica.

Robert Symmer – Teoria dos Dois Fluidos: o corpo neutro tem quantidade “normal” de fluido elétrico. Quando é esfregado uma parte do seu fluido é transferida de um corpo para outro ficando um com excesso (carga positiva) e outro com falta (carga negativa). Fato importante: lei da conservação da carga. 1785 Charles A. Coulomb – Experiências quantitativas sobre interação entre cargas elétricas, com auxílio da balança de torção. 1800 Alessandro Volta – Invenção da Pilha. 1820 Hans Christian Oersted – Efeito Magnético da Corrente Elétrica. (^1825) Andre Marie Ampere – Lei que governa a interação entre os imãs e correntes elétricas. 1827 George Simon Ohm – Conceito de resistência elétrica de um fio. Dependência entre diferença de potencial e corrente. 1831 Michael Faraday – Lei da indução eletromagnética entre circuitos. 1832 Joseph Henry – Fenômenos da auto-indução. 1834 Heinrich Friedrich Lenz – Sentido da força eletromotriz induzida. 1834 Michael Faraday – Leis da eletrólise: evidência de que íons transportam a mesma quantidade de eletricidade proporcional a sua valência química. 1864 James Clerk Maxwell – Teoria do Eletromagnetismo. Previsão da existência de ondas eletromagnéticas. Natureza da luz. 1887 Heinrich Hertz – Produção de ondas eletromagnéticas em laboratórios. 1897 Joseph John Thomson – Descoberta do elétron. 1909 Robert Milikan – Medida da carga do elétron. Quantização da carga. (*) Feito por Dr. Roberto A. Stempaniak (Prof. Dr. UNITAU)

2 – INTRODUÇÃO

2.1 – ESTRUTURA DA MATÉRIA – CARGA ELÉTRICA

A matéria é constituída por átomos, que são estruturados basicamente a partir de três partículas elementares: o elétron, o próton e o nêutron (é importante ressaltar que essas não são as únicas partículas existentes no átomo, mas para o nosso propósito elas são suficientes). Em cada átomo há uma parte central muito densa, o núcleo, onde estão os prótons e os nêutrons. Os elétrons, num modelo simplificado, podem ser imaginados descrevendo órbitas elípticas em torno do núcleo (fig. 1), como planetas descrevendo órbitas em torno do Sol. Essa região periférica do átomo é chamada de eletrosfera.

Figura 1

Experimentalmente provou-se que, quando em presença, prótons repele prótons, elétrons repele elétrons, ao passo que próton e elétron atraem-se mutuamente. O nêutron não manifesta nenhuma atração ou repulsão, qualquer que seja a partícula da qual se aproxima. Na figura 2 procuramos esquematizar essas ações.

Figura 2

Dessas experiências é possível concluir que prótons e elétrons apresentam uma propriedade, não manifestada pelos nêutrons, denominada carga elétrica. Convenciona-se:

Carga elétrica positiva (+)  próton Carga elétrica negativa (–)  elétron

Verifica-se que, quando um átomo apresenta um número de prótons igual ao número de elétrons, o átomo é eletricamente neutro. Se o átomo perder um ou mais elétrons, o número de prótons no núcleo passa a predominar e o átomo passa a manifestar propriedades elétricas, tornando-se um íon positivo. Se o átomo receber elétrons, ele passará a manifestar um comportamento elétrico oposto ao anterior e tornar-se-á um íon negativo.

Portanto, um corpo estará eletrizado quando o número total de

prótons for diferente do número total de elétrons.

Se atritarmos vidro com seda, elétrons migrarão do vidro para seda, portanto o vidro ficará eletrizado positivamente e a seda negativamente.

3.2 – ELETRIZAÇÃO POR CONTATO Quando um corpo neutro é posto em contato com um corpo eletrizado, eletriza-se com carga do mesmo sinal.

Figura 3

3.3 – ELETRIZAÇÃO POR INDUÇÃO

Quando um corpo neutro é colocado próximo de um corpo eletrizado, sem que exista contato, o corpo neutro tem parte das cargas elétricas separadas (indução eletrostática), podendo ser eletrizado.

Ao atritarmos um pente e aproximamos o mesmo de um filete de água, a água será atraída pelo pente por indução.

Figura 4

O processo de indução, simplesmente, não eletriza um corpo. O que ocorre é um rearranjo no posicionamento das cargas.

Corpo Positivo

Antes do Contato Contato

Após o Contato

Corpo Positivo

Corpo Transferên Positivo cia de

Indutor

Corpo Induzido

Antes da Indução

Na Indução Após a Indução

Figura 5

Podemos, dentro deste procedimento, fazer uma ligação a terra do corpo induzido e eletrizá-lo.

Figura 6

OBS: Caso a região ligada à terra seja negativa, haverá deslocamento de elétrons do corpo para terra, fazendo com que o corpo fique positivo.

3.4 – ELETROSCÓPIOS

Para constatar se um corpo está ou não eletrizado, utilizamos dispositivos denominados eletroscópios. Existem os eletroscópios de folhas e o de pêndulo.

O eletroscópio de pêndulo é baseado no processo de indução para detectar se um corpo está ou não eletrizado. Ele possui um fio isolante amarrado a uma esfera metálica.

Figura 7

Ligando o corpo Induzido à terra, teremos, neste caso, o deslocamento de elétrons da terra para o

Como o corpo estava neutro, bastava um único elétron que ele ficaria

2> Quatro esferas metálicas idênticas estão isoladas uma das outras; X, Y e Z estão neutras enquanto W está eletrizada com carga Q. Indicar a carga final de W se ela for colocada em contato: (a) sucessivo com X, Y e Z; (b) simultâneo com X, Y e Z.

3> Um bastão de vidro, eletrizado positivamente, é aproximado de uma esfera condutora, sem tocá-la. Verifica-se que o bastão atrai a esfera. O que se pode afirmar sobre a carga elétrica da esfera?

4 – Lei de Coulomb

No fim do século XVIII, o físico francês Charles Augustin Coulomb realizou uma série de experiências que permitiram medir o valor da força eletrostática que age sobre uma carga elétrica puntiforme, colocada uma em presença de uma outra. Para duas cargas puntiformes q e Q, separadas por uma distância d, Coulomb concluiu:

 A intensidade da foça elétrica é diretamente proporcional ao produto das cargas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que as separa.

Podemos então escrever:

A constante k mostra a influência do meio onde a experiência é realizada. No vácuo,

utilizando as unidades do SI seu valor será: k = 9. 109 N.m2/C2.

Unidades no SI:

Q e q  carga elétrica  Coulomb (C) d  distância entre as duas cargas  metro (m) k  constante eletrostática  N. m2/C