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a estrutura sintática, Notas de estudo de Literatura

Apostilas de Português sobre a estrutura sintática, a oração, predicação verbal, transitividade verbal e a intransitividade verbal em orações relativas, particularidade do pronome relativo “onde”.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 21/10/2013

Marcela_Ba
Marcela_Ba 🇧🇷

4.6

(200)

218 documentos

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ESTRUTURA SINTÁTICA
A ORAÇÃO
Todo enunciado que apresenta verbo é uma oração. Logo, o verbo é o
núcleo de qualquer estrutura oracional. Por conseguinte, a análise sintática de
uma oração exige que partamos do verbo. Ora os verbos apresentam
complementos verbais, ora não apresentam complementos verbais. São
complementos verbais: objeto direto e objeto indireto. O estudo dos complementos
verbais é chamado de predicação verbal.
Os auditores analisaram os balancetes.
O exemplo acima é uma oração, pois foi empregado o verbo analisar.
É a expressão de uma ação. Está flexionado no pretérito perfeito simples do modo
indicativo. Contextualiza-se, portanto, a prática de uma ação, o tempo em que
essa ação ocorreu, o agente da ação e o referente passivo à ação executada pelo
sujeito agente.
O fiscal está apurando as denúncias.
Temos também uma oração. Trata-se do verbo apurar na forma
composta. estáé o seu auxiliar. E apurandoé o verbo principal no gerúndio.
Trata-se de uma locução verbal.
Os relatórios que foram analisados comprometem a candidatura de Luíza.
Cada verbo é uma oração. Temos acima duas orações. Os termos
grifados constituem a primeira oração, com um verbo na forma simples. O termo
em negrito constitui a segunda oração. Nesta, o verbo analisar está na forma
composta, ou seja, verbo auxiliar + verbo principal no particípio. A oração em
negrito integra o sujeito do verbo “comprometem”.
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ESTRUTURA SINTÁTICA

A ORAÇÃO

Todo enunciado que apresenta verbo é uma oração. Logo, o verbo é o núcleo de qualquer estrutura oracional. Por conseguinte, a análise sintática de uma oração exige que partamos do verbo. Ora os verbos apresentam complementos verbais, ora não apresentam complementos verbais. São complementos verbais: objeto direto e objeto indireto. O estudo dos complementos verbais é chamado de predicação verbal.

Os auditores analisaram os balancetes.

O exemplo acima é uma oração, pois foi empregado o verbo analisar. É a expressão de uma ação. Está flexionado no pretérito perfeito simples do modo indicativo. Contextualiza-se, portanto, a prática de uma ação, o tempo em que essa ação ocorreu, o agente da ação e o referente passivo à ação executada pelo sujeito agente.

O fiscal está apurando as denúncias.

Temos também uma oração. Trata-se do verbo apurar na forma composta. “ está ” é o seu auxiliar. E “ apurando ” é o verbo principal no gerúndio. Trata-se de uma locução verbal.

Os relatórios que foram analisados comprometem a candidatura de Luíza.

Cada verbo é uma oração. Temos acima duas orações. Os termos grifados constituem a primeira oração, com um verbo na forma simples. O termo em negrito constitui a segunda oração. Nesta, o verbo analisar está na forma composta, ou seja, verbo auxiliar + verbo principal no particípio. A oração em negrito integra o sujeito do verbo “comprometem”.

A PREDICAÇÃO VERBAL

Há orações que apresentam complemento verbal (objeto direto e objeto indireto). Transitivos são os verbos que trazem complemento. A transitividade direta ocorre quando entre o verbo e seu complemento não houver preposição, embora haja casos de objeto direto preposicionado. Já a transitividade indireta se caracteriza pelo emprego de preposição entre o verbo e seu complemento. Havendo objeto direto e objeto indireto, temos a transitividade direta e indireta.

E os verbos intransitivos? Intransitivos são os que não trazem complementos verbais. CUIDADO: Existem verbos intransitivos que apresentam preposição, não para formar objeto indireto, mas para compor adjunto adverbial. Observem os exemplos que seguem:

a) Os cientistas descobriram plausíveis soluções. Sujeito v.t.d. Objeto direto

  • Observe que o verbo em uso é transitivo, ou seja, apresenta complemento. Os cientistas descobriram algo. “plausíveis soluções” complementa o verbo DESCOBRIR. Como o complemento não apresenta preposição, a relação entre verbo e complemento se mostra direta. É bom ressaltar que o sujeito praticou a ação de descobrir e “plausíveis soluções” recebeu a ação. Todo complemento verbal direto, ou seja, todo objeto direto tem valor passivo.

b) Os cientistas necessitam de novos dados. Sujeito v.t.i. objeto indireto

  • Já nesse exemplo, o verbo vai buscar complemento com o apoio de uma preposição. A preposição “de” caracteriza uma transitividade indireta. Quem necessita, necessita de algo. Justifica-se, assim, a transitividade indireta, pois entre o verbo e seu complemento existe conectivo prepositivo.

c) As provas trouxeram complexidades aos candidatos Sujeito v.t.d.i. obj. dir. obj. indir.

  • O que o contexto verbal nos revela? “As provas” trouxeram algo a alguém. Dois são os complementos verbais. Temos o objeto direto e o objeto indireto. O objeto direto é “complexidades” ; o objeto indireto é “aos candidatos”. Verifique, candidato(a), que o objeto indireto está constituído por três classes de palavras: preposição, artigo e substantivo. A preposição “a” e o artigo masculino/plural “os” se aglutinam.

d) Luciano viajou.

antes do pronome relativo “que”. Trata-se de pronome relativo, visto que esse conectivo está sendo usado, de fato, para substituir o substantivo empregado anteriormente. A função do pronome relativo é justamente substituir um termo empregado anteriormente ( geralmente um substantivo ou um outro pronome ). Sua função, portanto, é um recurso gramatical que evita a pobreza de vocabulário, ou seja, impede a repetição literal do termo utilizado anteriormente. No exemplo acima, se o concurso público exigir a função sintática do pronome relativo “que”, devemos afirmar ser objeto indireto, pois a preposição exigida pelo verbo NECESSITAR se desloca para sinalizar seu objeto indireto.

h) O cargo o qual me referi traz conforto. ao qual

***** “O cargo ao qual me referi traz conforto” é a estrutura que atenda à norma culta da Língua. Assim, o pronome relativo “qual” exerce a função de objeto indireto, tendo a preposição “a” a função de materializar a transitividade indireta exigida pelo verbo pronominal REFERIR-SE.. Esse pronome “se” deve ser lido como pronome integrante ao verbo.

i) Os diretores a quem aludiram são corruptos. { correta a regência da oração relativa } Objeto indireto

PARTICULARIDADE DO PRONOME RELATIVO “ ONDE ”

É comum afirmarem que a diferença entre “onde” e “aonde” é que “onde” não indica movimento, e “aonde” indica movimento. Não é bem assim que devemos ler! O “a” aglutinado à forma “onde” é justamente a preposição. Então, se houver necessidade do emprego da preposição “a” na oração subordinada adjetiva, vinda da predicação verbal, que se desloque esse conectivo prepositivo para antes do pronome relativo “onde”. Em “ onde” , “a onde ”, “d onde ” e “por onde ” não há diferença. Nas quatro exposições temos o único emprego da forma ONDE: só que nas três últimas exposições existem preposições em uso explícito. Acompanhe os exemplos que seguem:

j) A casa onde irei é tranqüila. a onde

  • “... aonde irei...” é a forma correta, pois o verbo IR pede a preposição “a”, para constituir seu adjunto adverbial de lugar.

k) A casa a onde moro é tranqüila onde

*** Morar** não pede a preposição “a”. Assim, como poderia usar “aonde” no exemplo acima? A forma correta é “... onde moro...” Ressaltemos, inclusive, que podemos substituir “onde” por “em que”. Morar solicita a preposição “em”. Como a preposição “em” está inclusa no pronome relativo “onde”, reafirmamos que a substituição de “onde” por “em que” tem procedência.

l) A casa donde vim é tranqüila onde

  • Quem vem, vem de algum lugar. Então, “... donde vim...” é a forma correta. Poderíamos empregar “... por onde vim...” , pois quem vem, vem por algum lugar, também.

APLICAÇÃO

Proposição única: Julgue as estruturas que seguem, empregando V ou F.

a) Os relatórios a que aspiro desapareceram da pasta. [ V – F ]

b) As fichas as quais aludiram provam que Murilo é incapaz. [ V – F ]

c) Renato encontrou as irmãs em quem confiamos [ V – F ]

d) Há drogas aonde ele se hospedou. [ V – F ]

e) O apartamento no qual chegamos há pinturas raras. [ V – F ]

f) Os livros a cujas páginas me referi esclarecem complexos tópicos. [ V – F ]

g) O bairro por onde caminhei não proporciona segurança. [ V – F ]

h) O bairro de onde vim não proporciona segurança. [ V – F ]

i) O bairro onde moro não proporciona segurança. [ V – F ]

j) O bairro aonde andei não proporciona segurança. [ V – F ]

RESPOSTAS: