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os vínculos das obras com a tradição. que Se insisto na natureza tatcante desses textos é porque de fato considero que o objeto desses ensaios de algum modo ir põe ao estudo um andamento particular, que desaconselha encadeamen. s que nos tos por demais desenvoltos e tons superlativos, por ma afeiçoem os trabalhos analisados. Quem já escreveu sobre arte sabe bem a diferença de falar sobre uma obra já envolvida numa en prosa tila em sua aparência, permitindo u! tação mais ventilada, e enfrentar produções que exigem antes um descrição crítica cerrada, que propicie ao olh mais do que alg; ável. statações estão longe de concluir que faltaria uma camada de cultura em tomo das artes plásticas brasileiras para que sua verdade se até meados elasse. Nossa produção ao me da década de 7o — talvez com à exceção do período do barroco mineiro — foi de fato irregular e esparsa, dificultando px mesma a constituição de um meio mais rigoroso e enriquecedo! Todos aqueles que, de um mode ou de outro, lidam com as artes plásticas nacionais por certo já experimentaram a sensação de balha com um material incerto, que, mais do que se aprese c em dúvi mo objeto de análise, muitas vezes parece pô sua própria existência. De fato, talvez nenhuma outra área artist ica brasileira tenha menor penetração pública. Bem ou mal, existe sia do uma história consistente e criteriosa da literatura e da poe pais, e me: no a arquitetura, música e cinema feitos aqui alcança ram um estatuto cultural razoavelmente digno. Os nomes estã es dis mais ou menos em seu lugar, os v existem, sem mail erepâncias. Mais do que isso, essas escolhas são praticamente de domínio público, e ninguém seria insensato a ponto de, por exem sim- plo, colocar em dúvida o valor de Machado de Assis por uma cia de ocasião. Algo totalmente difk ocorre com as artes visuais, Talvez com a exceção de Aleijadinho e Volpi poderíamos com relativa facilidade pôr em xeque boa parte das to DA DIFICULDADE T FORMA À FORM O. E isso L reputações públicas da nossa tradi mbém de pouco adiantaria, pois antes de tudo carecemos de um ambiente que solicite e acolha essas valorações. Por mais que nossa história da arte seja frágil, nada justifica porém a ignc cia e o despreparo que a cercam. Vários aspectos históricos de importância talvez ajudassem a ci 'cunstanciar O pro Dlema. D so lusitan eito » nessas áreas ao arraigado precom elo trabalho manual, exponenciado pela escravidão, poucos tra: cos de nossa história jogaram a favor de seu desenvolvimento. Mas parece pouco. O samba também teve seus dias de discriminação e os pormugueses pouco são um povo lá muito musical. E no tanto, ao menos até umas duas décadas atrás, ele alcançou uma dimensão, uma qualidade e uma continuidade indiscutíveis. Também por conta disso parecem ineficazes e pouco escla- oras as periodizações com maior ou 17 »r vigência er = que não correspondem a uma produção forte o suficiente licativo. Afinal, seri para lhes dar operacionalidade e caráter ex preciso antes que grupos, escolas e movimentos tivessem um diã logo real entre si para que as classificações correspondessem : na dinâmica efetiva, O que só ocorre à partir do debate concretos e neoconcretos, na década de 50. Hoje, quando as coi sas parecem mudar em virtude de uma produção maior, melhor ites dessas divisões e mais complexa, tornam-se patentes os lir embos as de, mais ou m dúvida correspondam tenta! menos organizada e conscientemente, romper com a desimpor ncia e falta de exigência das artes plásticas. O caráter mais interpretativo e menos histórico deste texto se justifica também por esses motivos. Todas as hesitações e inseguranças alimenta por essa situação são portanto parte constitutiva deste trabalho. Realmente não é retórica a ênfase nos percalços que o atravessam. Contudi essa situação tem lá suas vantagens. Obriga-nos a manter com as obras de arte um cont ato estreito e continuado, pois quase nada m A FORMA DIFÍCIL