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Guias e Dicas
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a Guiana Francesa, Notas de estudo de Geologia

Apostilas de Geografia sobre a Guiana Francesa, Território, Rios, Economia, História, Estrutura demográfica, Energia e mineração, Indústria, Turismo, Religião, Governo, Clima.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 20/11/2013

Jorginho86
Jorginho86 🇧🇷

4.6

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bg1
Guiana Francesa
Tristemente célebre no passado por suas colônias penais, a Guiana Francesa desenvolveu na
segunda metade do século XX uma economia florescente, estimulada pela atividade do centro
espacial de Kourou. A Guiana Francesa, situada na costa norte da América do Sul, faz parte, como
departamento ultramarino, da França, em cuja Assembléia Nacional está representada por um
senador e um deputado. Ocupa uma superfície de 86.504km2 e limita-se ao norte com o oceano
Atlântico, a oeste com o Suriname (antiga Guiana Holandesa), ao sul e a leste com o Brasil. Duas
regiões se distinguem: a planície costeira, de dez a cinqüenta quilômetros de largura, e o interior
montanhoso. Geologicamente, o território faz parte do maciço das Guianas e, ao longo da fronteira
com o Brasil, alguns picos alcançam 700m de altitude. O clima é quente e úmido, devido à
proximidade da linha do equador (de dois a seis graus de latitude norte). Os rios mais importantes
são o Oiapoque, na fronteira com o Brasil, o Maroni, que limita com o Suriname, o Orapu, o Comté
e o Mana. A selva equatorial cobre quase noventa por cento do território. A fauna inclui antas,
tatus, jacarés (do tipo caimão) e grande variedade de aves, répteis, roedores, peixes e insetos. A
maioria da população é constituída pelos creoles ou mulatos, como resultado da contínua
mestiçagem dos grupos procedentes da Europa, da Ásia e África, assim como de outras partes da
América do Sul. Os índios, reduzidos a pequenas tribos, vivem na costa (caribes, aruaques e
palicurs) e no interior (wayanas, oiampis e emérilons). Nas proximidades do rio Maroni,
descendentes de escravos foragidos no século XVIII conservaram seu modo de vida africano. O
idioma oficial é o francês, mas também se falam o dialeto taki-taki, das comunidades negras, várias
línguas ameríndias e as das minorias imigradas. A religião católica predomina. O programa
denominado Plan Vert (Plano Verde) objetiva desenvolver a agricultura, a pecuária e a exploração
florestal, e se baseia na imigração de colonos franceses. A pesca, principalmente de camarões,
cresceu a partir de meados do século XX. As exportações incluem açúcar, mandioca, coco,
banana, rum e madeira. A Guiana Francesa explora seus recursos minerais, sobretudo ouro e
bauxita. O centro espacial de Kourou, construído a partir de 1968 pela Agência Espacial Européia,
contribuiu decisivamente para o desenvolvimento econômico da Guiana Francesa, não só por
gerar empregos, mas também por introduzir tecnologia de ponta e informática, de que o país se
tornou um dos mais importantes usuários da América Latina. O sistema de transportes concentra-
se no litoral. Há um aeroporto internacional em Rochambeau, perto de Caiena. História. Vicente
Yáñez Pinzón foi o primeiro explorador da costa das Guianas, em 1500. Iludidos pela mítica cidade
do ouro (Eldorado), numerosos aventureiros buscaram inutilmente fortuna na região. Comerciantes
franceses abriram um centro comercial em Sinnamary, em 1624, e outro em Caiena, fundada em
1637. Depois, Caiena foi tomada pelos holandeses que, expulsos em 1664, voltaram a assentar-se
em 1676. O Tratado de Breda, de 1667, legitimou a posse do território pela França, e o Tratado de
Utrecht fixou as fronteiras com o Brasil em 1713. Os jesuítas foram expulsos em 1762, o que
provocou a dispersão dos índios que viviam nas missões. Na expedição colonizadora de Kourou
(de 1763 a 1765), morreram cerca de 14.000 pessoas, a maioria europeus. A revolução francesa
pouco repercutiu na colônia, onde a escravidão foi abolida em 1794 e restabelecida em 1802. Em
1809, a Guiana foi ocupada pelos portugueses, e devolvida em 1817. A abolição definitiva da
escravidão, em 1848, arruinou as plantações, situação agravada com o descobrimento de jazidas
de ouro em 1855, pois a escassa mão-de- obra abandonou a agricultura. Em 1852, estabeleceu-se
o primeiro presídio em Saint-
Laurent-du-Maroni e, entre 1852 e 1939, mais de setenta mil franceses foram deportados e
confinados nas penitenciárias. O problema dos limites com o Brasil foi resolvido definitivamente
quando o barão do Rio Branco provou que "o rio de Vicente Pinzón", delimitador da fronteira, era o
Oiapoque. Quanto à questão do Amapá, foi solucionada em 1900 por laudo arbitral do presidente
do Conselho Federal da Suíça. Com isso, terminaram as investidas francesas na fronteira. Uma
experiência colonizadora positiva foi empreendida entre 1827 e 1846, em Mana, pela madre Anne-
Marie Javouhey, que criou uma comunidade para a educação cristã de escravos libertados. Os
habitantes tornaram-se cidadãos franceses em 1848 e desde 1887 têm representação na
assembléia. Em 1946, a Guiana tornou-se departamento da França.

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Guiana Francesa Tristemente célebre no passado por suas colônias penais, a Guiana Francesa desenvolveu na segunda metade do século XX uma economia florescente, estimulada pela atividade do centro espacial de Kourou. A Guiana Francesa, situada na costa norte da América do Sul, faz parte, como departamento ultramarino, da França, em cuja Assembléia Nacional está representada por um senador e um deputado. Ocupa uma superfície de 86.504km2 e limita-se ao norte com o oceano Atlântico, a oeste com o Suriname (antiga Guiana Holandesa), ao sul e a leste com o Brasil. Duas regiões se distinguem: a planície costeira, de dez a cinqüenta quilômetros de largura, e o interior montanhoso. Geologicamente, o território faz parte do maciço das Guianas e, ao longo da fronteira com o Brasil, alguns picos alcançam 700m de altitude. O clima é quente e úmido, devido à proximidade da linha do equador (de dois a seis graus de latitude norte). Os rios mais importantes são o Oiapoque, na fronteira com o Brasil, o Maroni, que limita com o Suriname, o Orapu, o Comté e o Mana. A selva equatorial cobre quase noventa por cento do território. A fauna inclui antas, tatus, jacarés (do tipo caimão) e grande variedade de aves, répteis, roedores, peixes e insetos. A maioria da população é constituída pelos creoles ou mulatos, como resultado da contínua mestiçagem dos grupos procedentes da Europa, da Ásia e África, assim como de outras partes da América do Sul. Os índios, reduzidos a pequenas tribos, vivem na costa (caribes, aruaques e palicurs) e no interior (wayanas, oiampis e emérilons). Nas proximidades do rio Maroni, descendentes de escravos foragidos no século XVIII conservaram seu modo de vida africano. O idioma oficial é o francês, mas também se falam o dialeto taki-taki, das comunidades negras, várias línguas ameríndias e as das minorias imigradas. A religião católica predomina. O programa denominado Plan Vert (Plano Verde) objetiva desenvolver a agricultura, a pecuária e a exploração florestal, e se baseia na imigração de colonos franceses. A pesca, principalmente de camarões, cresceu a partir de meados do século XX. As exportações incluem açúcar, mandioca, coco, banana, rum e madeira. A Guiana Francesa explora seus recursos minerais, sobretudo ouro e bauxita. O centro espacial de Kourou, construído a partir de 1968 pela Agência Espacial Européia, contribuiu decisivamente para o desenvolvimento econômico da Guiana Francesa, não só por gerar empregos, mas também por introduzir tecnologia de ponta e informática, de que o país se tornou um dos mais importantes usuários da América Latina. O sistema de transportes concentra- se no litoral. Há um aeroporto internacional em Rochambeau, perto de Caiena. História. Vicente Yáñez Pinzón foi o primeiro explorador da costa das Guianas, em 1500. Iludidos pela mítica cidade do ouro (Eldorado), numerosos aventureiros buscaram inutilmente fortuna na região. Comerciantes franceses abriram um centro comercial em Sinnamary, em 1624, e outro em Caiena, fundada em

  1. Depois, Caiena foi tomada pelos holandeses que, expulsos em 1664, voltaram a assentar-se em 1676. O Tratado de Breda, de 1667, legitimou a posse do território pela França, e o Tratado de Utrecht fixou as fronteiras com o Brasil em 1713. Os jesuítas foram expulsos em 1762, o que provocou a dispersão dos índios que viviam nas missões. Na expedição colonizadora de Kourou (de 1763 a 1765), morreram cerca de 14.000 pessoas, a maioria europeus. A revolução francesa pouco repercutiu na colônia, onde a escravidão foi abolida em 1794 e restabelecida em 1802. Em 1809, a Guiana foi ocupada pelos portugueses, e devolvida em 1817. A abolição definitiva da escravidão, em 1848, arruinou as plantações, situação agravada com o descobrimento de jazidas de ouro em 1855, pois a escassa mão-de- obra abandonou a agricultura. Em 1852, estabeleceu-se o primeiro presídio em Saint- Laurent-du-Maroni e, entre 1852 e 1939, mais de setenta mil franceses foram deportados e confinados nas penitenciárias. O problema dos limites com o Brasil foi resolvido definitivamente quando o barão do Rio Branco provou que "o rio de Vicente Pinzón", delimitador da fronteira, era o Oiapoque. Quanto à questão do Amapá, foi solucionada em 1900 por laudo arbitral do presidente do Conselho Federal da Suíça. Com isso, terminaram as investidas francesas na fronteira. Uma experiência colonizadora positiva foi empreendida entre 1827 e 1846, em Mana, pela madre Anne- Marie Javouhey, que criou uma comunidade para a educação cristã de escravos libertados. Os habitantes tornaram-se cidadãos franceses em 1848 e desde 1887 têm representação na assembléia. Em 1946, a Guiana tornou-se departamento da França.