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a França, Notas de estudo de Geologia

Apostilas de Geografia sobre a França, Território, Rios, Economia, História, Estrutura demográfica, Energia e mineração, Indústria, Turismo, Religião, Governo, Clima.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 20/11/2013

Jorginho86
Jorginho86 🇧🇷

4.6

(98)

199 documentos

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França,
País da Europa ocidental, limitado ao norte pelo canal da Mancha, o estreito de Dover e o
mar do Norte; a nordeste pela Bélgica, Luxemburgo e Alemanha; a leste pela Alemanha,
Suíça e Itália; a sudeste pelo mar Mediterrâneo; ao sul pela Espanha; e a oeste pelo
oceano Atlântico. Paris é a capital. A República da França compreende dez possessões
de ultramar: Guiana Francesa, na América do Sul, Martinica e Guadalupe, no Caribe,
Reunião, no oceano Índico, Saint-Pierre-et-Miquelon, Mayotte, Nova Caledônia, Polinésia
Francesa, os Territórios do Sul e da Antártida e as ilhas
Wallis e Futuna. A superfície total da França metropolitana é de 543.965 km2, incluindo a
ilha da Córsega, no mar Mediterrâneo.
Território
Os principais traços fisiográficos da França são os que constituem suas fronteiras naturais
orientais e meridionais, além de uma meseta central meridional e, contígua a ela, uma
vasta região de planícies onduladas. Os Alpes e o Jura formam os limites naturais com a
Itália e com a Suíça; as montanhas dos Vosges dominam a região entre o rio Mosel e o
Reno; os Pirineus, que se situam ao longo da fronteira franco- espanhola, do mar
Mediterrâneo até o golfo de Biscaia, formam a outra fronteira montanhosa.
A meseta central meridional, denominada Maciço Central, possui relevo e estrutura
irregulares. A região das planícies, o setor mais extenso do território francês, consiste em
terras baixas muito pouco onduladas, compostas pelos vales dos rios Sena, Loire e
Garonne. Os principais afluentes do rio Sena são o Aude, o Marne, o Oise e o Yonne.
O clima é temperado, com consideráveis contrastes regionais. Uma das peculiaridades
meteorológicas do sul da França é o vento mistral.
População e governo
A população (1994), era de 57.800.000 habitantes, com uma densidade de 106
hab/km2. As principais cidades (1990) são Paris (2.175.200 habitantes e 9.318.821 no
total de sua área metropolitana), Marselha (878.689 habitantes), Lyon (418.476
habitantes), Toulouse (365.933 habitantes), Nice (342.439 habitantes), Estrasburgo
(255.937 habitantes), Nantes (244.995 habitantes), Bordeaux (213.274 habitantes) e
Montpellier (207.996 habitantes).
O catolicismo é a religião de 75% dos franceses. Seguem-no em importância o islã, o
protestantismo e o judaísmo.
O idioma oficial é o francês, mas além dele perduram línguas regionais como o bretão, a
língua basca, o catalão, o provençal, o flamenco e o alsaciano.
A França é uma República presidencial fundamentada na Constituição de 1958. O
Parlamento consta de duas câmaras e a Assembléia Nacional possui a suprema
autoridade legislativa.
Ver também
Literatura francesa.
Economia
Em 1994, o produto interno bruto foi de 1,30 trilhões de dólares, aproximadamente 22.580
dólares per capita. A unidade monetária é o franco.
Os principais cultivos são: videira, beterraba açucareira, trigo, batata, milho, cevada e
frutas. O gado é também fonte chave de receita no setor agropecuário.
No tocante à silvicultura, as resinas, a terebintina e a cortiça têm producão destacada.
Possui ampla diversidade de recursos minerais. Os depósitos de mineral de ferro se
encontram entre os mais ricos do mundo. São também importantes as produções de
bauxita e carvão; existem pequenos depósitos de petróleo e de gás natural.
Entre as indústrias (excluindo os metais), destaca-se a fabricação de veículos a motor,
aviões, aparelhos eletrodomésticos, maquinaria não elétrica, equipamento eletrônico e
produtos químicos. A indústria têxtil e de fibras é uma das maiores do mundo; outras
importantes indústrias são as transformadoras de alimentos, destilarias e produtoras de
artigos especializados e de luxo.
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França, País da Europa ocidental, limitado ao norte pelo canal da Mancha, o estreito de Dover e o mar do Norte; a nordeste pela Bélgica, Luxemburgo e Alemanha; a leste pela Alemanha, Suíça e Itália; a sudeste pelo mar Mediterrâneo; ao sul pela Espanha; e a oeste pelo oceano Atlântico. Paris é a capital. A República da França compreende dez possessões de ultramar: Guiana Francesa, na América do Sul, Martinica e Guadalupe, no Caribe, Reunião, no oceano Índico, Saint-Pierre-et-Miquelon, Mayotte, Nova Caledônia, Polinésia Francesa, os Territórios do Sul e da Antártida e as ilhas Wallis e Futuna. A superfície total da França metropolitana é de 543.965 km2, incluindo a ilha da Córsega, no mar Mediterrâneo. Território Os principais traços fisiográficos da França são os que constituem suas fronteiras naturais orientais e meridionais, além de uma meseta central meridional e, contígua a ela, uma vasta região de planícies onduladas. Os Alpes e o Jura formam os limites naturais com a Itália e com a Suíça; as montanhas dos Vosges dominam a região entre o rio Mosel e o Reno; os Pirineus, que se situam ao longo da fronteira franco- espanhola, do mar Mediterrâneo até o golfo de Biscaia, formam a outra fronteira montanhosa. A meseta central meridional, denominada Maciço Central, possui relevo e estrutura irregulares. A região das planícies, o setor mais extenso do território francês, consiste em terras baixas muito pouco onduladas, compostas pelos vales dos rios Sena, Loire e Garonne. Os principais afluentes do rio Sena são o Aude, o Marne, o Oise e o Yonne. O clima é temperado, com consideráveis contrastes regionais. Uma das peculiaridades meteorológicas do sul da França é o vento mistral. População e governo A população (1994), era de 57.800.000 habitantes, com uma densidade de 106 hab/km2. As principais cidades (1990) são Paris (2.175.200 habitantes e 9.318.821 no total de sua área metropolitana), Marselha (878.689 habitantes), Lyon (418. habitantes), Toulouse (365.933 habitantes), Nice (342.439 habitantes), Estrasburgo (255.937 habitantes), Nantes (244.995 habitantes), Bordeaux (213.274 habitantes) e Montpellier (207.996 habitantes). O catolicismo é a religião de 75% dos franceses. Seguem-no em importância o islã, o protestantismo e o judaísmo. O idioma oficial é o francês, mas além dele perduram línguas regionais como o bretão, a língua basca, o catalão, o provençal, o flamenco e o alsaciano. A França é uma República presidencial fundamentada na Constituição de 1958. O Parlamento consta de duas câmaras e a Assembléia Nacional possui a suprema autoridade legislativa. Ver tambémLiteratura francesa. Economia Em 1994, o produto interno bruto foi de 1,30 trilhões de dólares, aproximadamente 22. dólares per capita. A unidade monetária é o franco. Os principais cultivos são: videira, beterraba açucareira, trigo, batata, milho, cevada e frutas. O gado é também fonte chave de receita no setor agropecuário. No tocante à silvicultura, as resinas, a terebintina e a cortiça têm producão destacada. Possui ampla diversidade de recursos minerais. Os depósitos de mineral de ferro se encontram entre os mais ricos do mundo. São também importantes as produções de bauxita e carvão; existem pequenos depósitos de petróleo e de gás natural. Entre as indústrias (excluindo os metais), destaca-se a fabricação de veículos a motor, aviões, aparelhos eletrodomésticos, maquinaria não elétrica, equipamento eletrônico e produtos químicos. A indústria têxtil e de fibras é uma das maiores do mundo; outras importantes indústrias são as transformadoras de alimentos, destilarias e produtoras de artigos especializados e de luxo.

História As culturas mais antigas registradas são as do paleolítico (50000-8000 a.C.), que deixaram rica herança artística de pinturas rupestres, como as de Lascaux. Os gregos, no século VII a.C., estabeleceram uma colônia em Marselha e negociaram com o interior através do vale do Ródano. No século V a.C. a cultura de La Tène se extendeu do leste da Gália a todo o resto do mundo celta. Em 121 a.C., os romanos ocuparam Marselha, a que chamaram Massilia, e fundaram outros assentamentos no interior, que constituíram a base territorial da província romana da Gália Narbonense. Júlio César conquistou o resto da Gália entre 58 e 51 a.C., consolidando o poder romano. Ao longo de todo o século IV da nossa era, pequenos grupos de germanos se haviam assentado na Gália por meio de pactos com as autoridades romanas. Em 406, este movimento se converteu em invasão quando os vândalos, os suevos e os alanos atravessaram a fronteira e se espalharam através da Gália. Em 412, os visigodos se estabeleceram no sul e em 440 os burgúndios na Gália oriental. No último quarto do século V, quando diminuiu a autoridade imperial romana na parte ocidental do Império, os francos sálios conquistaram a Gália. Seu rei, Clodoveu I, ao converter-se ao cristianismo em 496, pôde consolidar seu domínio sobre o país. A dinastia de Clodoveu, os merovíngios, governou até o ano 751. De acordo com o costume francês, todas as possessões do rei, inclusive o título real, se dividiam, com sua morte, entre seus filhos. Devido a esta prática, a França merovíngia se caracterizou por uma contínua desunião que culminou na guerra civil do século VI. No final do século VII, um mordomo do palácio, Pepino de Herstal, mostrando-se superior a seus rivais, estendeu com êxito sua autoridade sobre os ducados francos da Nêustria e da Borgonha. Em 751 Pepino o Breve depôs o último rei merovíngio e foi coroado rei dos francos. A nova dinastia —posteriormente denominada carolíngia, por causa de seu membro mais destacado, Carlos Magno— se consolidou com a aliança estabelecida por Pepino com o Papado. Em troca da ajuda dos francos contra os lombardos, que estavam invadindo o território papal na Itália, o papa Estêvão II aprovou a pretensão ao trono dos carolíngios. Com a morte de Pepino (768), Carlos Magno se converteu em rei até o ano 800, quando foi coroado pelo papa Leão III com o título de Imperador dos Romanos. Os ataques dos vikingse os problemas ocorridos após o reinado de seu filho Luís I o Piedoso significaram o início da decadência do Império carolíngio. Luís decretou em 817 que seu filho mais velho, Lotário I, herdaria o Império e que seus tres filhos mais jovens, Pepino de Aquitânia, Luís II o Germânico e Carlos o Calvo, teriam reinos a ele subordinados. A divisão deu lugar a uma série de conflitos que só foram resolvidos em 843, com o Tratado de Verdun. A desunião dos francos facilitou as incursões dos vikingsque, em 911 e sob o comando de Rollon, obtiveram de Carlos III o Simples o território do curso inferior do Sena, que recebeu o nome de Normandia. Com a morte de Luís V, último rei carolíngio, Hugo I Capeto iniciou a dinastia dos Capetos. Do ano 987 até 1328, a coroa foi transmitida sem interrupções na linha masculina direta. Luís VI o Gordo consolidou o poder real na Île-de-France, região com centro em Paris, que era o feudo hereditário da família. Felipe II Augusto, por intermédio de seu primeiro matrimônio, conseguiu novos territórios no norte da França — Artois, Valois e Vermandois–. Também assegurou o controle real sobre Vexin, uma área pequena, porém vital, no rio Sena, por constituir a fronteira entre a Normandia e a Île-de-France. Em 1204, Felipe empreendeu a conquista militar da Normandia e de Anjou. Dez anos depois, o monarca francês assegurou os territórios conquistados ao vencer uma coalizão formada por Inglaterra, Flandres e o Sacro Império Romano na batalha de Bouvines.

Em 1584 Henrique de Navarra, descendente de Luís IX e chefe dos huguenotes (nome que receberam os protestantes franceses), passou a ser o herdeiro do trono, ao qual ascendeu com o nome de Henrique IV da França, estabelecendo a dinastia dos Bourbon no trono francês. Em 1598, Henrique IV tentou assegurar a paz interna em seus domínios mediante a promulgação do Edito de Nantes, que garantia a liberdade de consciência. A Henrique sucedeu seu filho, Luís XIII. Em 1624, escolheu como primeiro ministro o cardeal Richelieu, que foi o governante efetivo da França durante os 18 anos seguintes. As principais metas de Richelieu consistiram em eliminar todos os rivais do poder real e conter as ameaças do estrangeiro. Quando Richelieu se converteu no primeiro ministro do rei, a guerra dos Trinta Anos se encontrava em sua primeira década. Em 1635, Richelieu introduziu a França na guerra, como aliada dos protestantes suecos e holandeses contra os Habsburgo católicos. A Paz de Vestfália (1648) concedeu a maior parte da Alsácia ao reino da França e assegurou a contínua divisão e debilidade dos territórios alemães. Mediante a Paz dos Pirineus (1659), firmada com a Espanha, a França conseguiu Artois no norte e o Roussillon na fronteira espanhola. Luís XIV governou inicialmente tendo como primeiro ministro o protegido de Richelieu, o cardeal Giulio Mazarino, que concluiu de forma vitoriosa a guerra com os Habsburgo e derrotou no interior o primeiro esforço coordenado da aristocracia e da burguesia para alterar a concentração de poder nas mãos do rei realizada por Richelieu. Em 1648, o Parlamento de Paris e os burgueses da cidade, unidos, protestaram contra os elevados impostos e, com o apoio dos artesãos, provocaram uma rebelião contra a Coroa, denominada A Fronda. Com a morte do cardeal Mazarino em 1661, Luís XIV governou a França pessoalmente e se instituiu como modelo do monarca absolutista que governava por direito divino. O monarca era o representante de Deus na terra e a obediência do clero proporcionou-lhe a justificação teológica de seu direito divino. Um movimento dissidente, o jansenismo, que se desenvolveu no século XVII, passou a constituir ameaça política, razão pela qual Luís XIV lutou contra ele desde seus primórdios. O ministro das Finanças, Jean-Baptiste Colbert, foi o grande expoente da era do mercantilismo. Antes de finalizar o reinado, no entanto, as despesas de guerra haviam arruinado a maior parte do trabalho de Colbert no âmbito econômico. Em 1685, Luís XIV revogou o Edito de Nantes, o que fez com que a maioria dos huguenotes abandonassem a França, provocando grandes perdas econômicas. Carlos II, rei da Espanha, não tinha herdeiro direto, o que o levou a nomear para sucedê- lo o neto de Luís XIV, Felipe de Anjou. Os outros Estados europeus temeram as conseqüências do grande aumento de poder dos Bourbon e se uniram em coalizão para evitá-lo. A guerra da sucessão espanhola durou treze exaustivos anos. No final, Luís conseguiu seu principal objetivo e seu neto se converteu em rei da Espanha com o nome de Felipe V. Luís XIV morreu em 1715 e foi sucedido por Luís XV. Tanto a ele como a seu sucessor, Luís XVI, faltava a habilidade necessária para adaptar as instituições nacionais às condições mutáveis do século XVIII. Não obstante, foi uma das épocas mais importantes da história do país. A França era a nação mais rica e poderosa do continente. O século se caracterizou por um extraordinário crescimento econômico e desenvolvimento cultural ( verSéculo das Luzes). A nobreza conduziu nos parlamentos (tribunais) das províncias a oposição às iniciativas reais, reivindicando que os decretos reais fossem submetidos à aprovação parlamentar, com o objetivo de controlar o governo.

A oposição da classe intelectual à monarquia foi conduzida pelos filósofos, que sustentavam que toda a população tinha certos direitos naturais—vida, liberdade e propriedade— e que os governos existiam para garantir esses direitos. Estas idéias foram especialmente apreciadas pela burguesia, que havia aumentado em número, riqueza e ambição e ansiava estender sua destacada posição socioeconômica ao âmbito político, participando das decisões do governo. Através da burguesia, as idéias penetraram as camadas inferiores da sociedade e chegaram a formar parte da cultura popular antes da revolução. Os problemas financeiros do governo se acentuaram depois de 1740 pela retomada dos confrontos bélicos. A guerra de sucessão austríaca (1740-1748) e a guerra dos Sete Anos (1756-1763) foram conflitos europeus nos quais se decidia a hegemonia na Europa central e nas colônias. A França perdeu seu vasto império colonial na América e na Índia. Em 1778, os franceses intervieram na guerra da independência norte-americana, apoiando a rebelião dos colonos para, dessa forma, debilitar a Grã- Bretanha e recuperar as colônias perdidas. No entanto, as esperanças francesas não se cconcretizaram, apesar do êxito dos insurgentes, e sua participação na guerra incrementou a já crescente e onerosa dívida nacional. A responsabilidade de enfrentar a crise financeira recaiu sobre o jovem e indeciso Luís XVI. Depois de os parlamentos provinciais bloquearem todos os programas de reforma apresentados pelos ministros e improvisarem uma Assembléia de Notáveis em 1788, Luís obrigou o Parlamento de Paris a aceitar os editos reais que privavam os parlamentares de seus poderes políticos. Juízes, nobres e clérigos resistiram e tentaram evitar a aplicação do decreto real; conseguiram o apoio do exército e de uma população afetada por altos índices de desemprego e pelo preço do pão. Em julho, a assembléia de uma das províncias meridionais votou pela anulação da cobrança de impostos até que o rei convocasse uma sessão dos Estados Gerais, inativos desde 1615. Luís concordou em reunir os Estados Gerais em maio de 1789. A aristocracia havia triunfado na primeira etapa da Revolução Francesa, a qual terminou com a eleição de uma nova assembléia constituinte, a Convenção Nacional, estabelecida por sufrágio universal masculino, que em 1792 criou a I República francesa. A Convenção permitiu que o poder executivo se concentrasse no Comitê de Salvação Pública. Este, dominado pela facção radical jacobina, inaugurou o denominado regime do Terror, para eliminar os inimigos da Revolução. O Rei foi julgado e executado em janeiro de 1793. Em 1794, produziu-se uma reação contra o regime jacobino, que foi eliminado após um golpe de Estado. No ano seguinte, a Convenção Nacional adotou uma Constituição que previa um regime republicano constituído por um Diretório, que exercia o poder executivo, e um poder legislativo dividido em duas câmaras eleitas indiretamente. O Diretório governou a França durante quatro anos difíceis, devido às convulsões causadas pela revolução e a guerra contínua. No interior, o Diretório era ameaçado à direita pelos monarquistas, desejosos de restaurar a monarquia, e à esquerda pelos jacobinos, determinados a estabelecer uma república democrática. O general Napoleão Bonaparte conduziu um golpe de Estado em 1799 e, junto com seus seguidores, destituiu o Diretório e estabeleceu o Consulado. Napoleão nomeou-se chefe de Estado. A nova Constituição estabelecia os poderes essenciais do cargo que ele assumia, o de Primeiro Cônsul. Pôs-se à frente de um exército que penetrou na Itália e enviou outro ao sul da Alemanha, e suas vitórias obrigaram a Áustria a firmar a paz em 1801. A Grã-Bretanha, sem aliados e sem comércio com uma Europa cada vez mais dominada pela França, acordou firmar a Paz de Amiens (1802), que acabou com as hostilidades entre os dois países.

aliança defensiva que estabelecia ajuda mútua contra ataques alemães ou austro- húngaros. Uma década mais tarde, o temor comum, a Alemanha, estimulou a França e a Grã-Bretanha a resolver suas diferenças coloniais e a iniciar negociações para unificar suas operações militares e navais na Europa. Em 1907, a Grã-Bretanha e a Rússia também haviam resolvido suas diferenças e, junto com a França, formaram a Tríplice Entente, como resposta à Tríplice Aliança, integrada pela Alemanha, Áustria-Hungria e Itália. O assassinato do herdeiro do trono austro-húngaro pelos nacionalistas sérvios em 1914 precipitou uma nova crise. Os interesses franceses não estavam implicados diretamente na disputa balcânica entre a Áustria-Hungria e a Rússia, mas o governo respaldou seu aliado russo. A Alemanha, apoiando a Áustria-Hungria, declarou guerra à Rússia e, após a negativa francesa de permanecer neutra, declarou guerra à França. VerI Guerra Mundial. Em 1918, a unificação das forças aliadas, a entrada dos Estados Unidos na guerra e o esgotamento da maquinaria de guerra alemã permitiram aos aliados desenvolver uma ofensiva que obrigou o governo alemão a pedir a paz. Em 11 de novembro de 1918, a recém estabelecida República de Weimar, na Alemanha, aceitou o armistício e firmou-se a paz no Tratado de Versalhes. O problema interno mais agudo depois da guerra foi a estabilização do franco. A desvalorização prejudicou duramente a burguesia, que havia sido núcleo de apoio social à República e que dependia de suas economias. Os últimos anos da década de 1920 e os primeiros de 1930 significaram um breve interlúdio de prosperidade e calma, que terminaram com a chegada à Europa dos efeitos da Grande Depressão e com o ressurgimento, depois de 1933, de uma Alemanha agressiva. Ao longo das décadas de 1920 e 1930, a segurança nacional continuou sendo a principal preocupação do governo. A Grã-Bretanha e os Estados Unidos não ofereceram garantias de evitar o rearmamento alemão, razão pela qual a França tentou conseguir certa segurança estabelecendo alianças com a Bélgica e com os estados da Europa oriental que poderiam ameaçar a Alemanha com uma guerra de duas frentes, caso a França fosse atacada. Adolf Hitler ascendeu ao poder na Alemanha em 1933 e começou o processo de rearmamento. Em setembro de 1939, a Alemanha invadiu a Polônia, e a França e a Grã-Bretanha declararam-lhe guerra, o que deu início à II Guerra Mundial. Terminada a guerra, o Comitê Francês de Libertação Nacional transformou-se em governo provisório da República francesa. Charles de Gaulle dominou o governo durante os 15 meses seguintes, mas cedeu seu cargo em 1946, quando a recém eleita Assembléia Constituinte se mostrou em desacordo com seus pontos de vista sobre a necessidade de um regime presidencialista unicameral. A IV República foi instituída após a promulgação de uma nova Constituição no final de

  1. As grandes conquistas do regime foram a reforma social e o desenvolvimento econômico. Em 1957, a França uniu-se a outros cinco países europeus ocidentais para fundar a Comunidade Econômica Européia. Os problemas coloniais (a perda da Indochina e a guerra de independência da Argélia) acabaram com a IV República. Em 1958, a Assembléia Nacional outorgou a De Gaulle plenos poderes para governar o país durante seis meses e para redigir a Constituição da V República, aprovada por referendum popular. Sob a nova Constituição francesa, as colônias conseguiram autonomia de governo dentro da Comunidade Francesa, mas os nacionalistas de cada enclave colonial ansiavam conseguir a independência e em 1960 revisou-se a Constituição, para permitir a separação amistosa da França das antigas colônias.

Os acontecimentos do Maio francês, ocorridos em 1968, desembocaram na demissão de De Gaulle, em 1969. Nas eleições, Georges Pompidou foi escolhido presidente da República. O falecimento de Pompidou aconteceu repentinamente em 1974. Ganhou as eleições o candidato dos republicanos independentes, Valéry Giscard d'Estaing. En 1981, após a vitória socialista nas urnas, François Mitterrand substituiu Giscard como presidente da República. O governo nacionalizou a maioria dos bancos e das firmas industriais, elevou os impostos e ampliou os benefícios sociais. Em 1982 e 1983, uma recessão econômica fez com que o governo impusesse medidas de austeridade. Como conseqüência, em 1986 Mitterrand teve que conviver com Jacques Chirac como primeiro ministro. Esta foi a primeira vez desde 1958 em que partidos opostos governaram juntos, no denominado governo de coabitação. Depois de várias mudanças de governo, as eleições presidenciais de 1995 levaram Jacques Chirac à presidência da República, ao mesmo tempo em que o socialista Alain Juppé assumia a chefia do governo. INFORMAÇÕES GERAIS Nome oficial République Française (República Francesa) Capital Paris Bandeira As cores vermelha, branca e azul da bandeira francesa datam de 1789, quando Luís XVI incorporou o vermelho e o azul da cidade de Paris ao branco do escudo Casa de Bourbon, a família real governante na França. A bandeira tricolor foi oficialmente adotada pela Convenção Nacional em 1794. Hino “La Marseillaise” (“A Marselhesa”) Fontes: Book of World Flags National Anthems of the World TERRITÓRIO Superfície 543.965 km Ponto culminante Mont Blanc 4.807 m acima do nível do mar Ponto mais baixo Lac de Cazaux et de Sanguinet 3 m abaixo do nível do mar CLIMA Temperaturas médias Paris Janeiro 4 °C Julho 20 °C Lyon Janeiro 2 °C Julho 21 °C Precipitações médias anuais Paris 620 mm Lyon 810 mm Fontes: Europa World Year Book 1995 Statesman’s Year-Book 1995-96 Websters Geographical Dictionary POPULAÇÃO População 57.800.000 hab (segundo estimativas de 1994) Densidade demográfica 106 hab/km2 (segundo estimativas de 1994) Distribuição da população 74% Urbana 26% Rural Principais cidades Paris 2.175.200 hab Marselha 878.689 hab Lyon 418.476 hab (1990) Principais áreas metropolitanas Paris 9.318.821 hab Lyon 1.262.223 hab Marselha1.230.936 hab (1990) Línguas Língua oficial Francês Outras línguas línguas faladas em algumas regiões, como alsaciano, bretão, basco, catalão e provençal Religiões 75% Católicos 25% Outros incluindo protestantes, judeus e muçulmanos Fontes: Britannica 1995 Europa World Year Book 1995 Statesman’s Year-Book 1995- 96 World Almanac and Book of Facts 1996 ECONOMIA Produto Interno Bruto 1.329.000.000.000 dólares norte-americanos (1994) Principais produtos econômicos Agricultura Trigo, beterraba, milho, cevada, batatas, gado, derivados do leite, vinho Pesca Ostras, atum, pescadinha Mineração Carvão e

1870-1871 Derrota da França na Guerra Franco-prussiana, que pôs fim ao II Império. Criação da III República. 1914-1918 A França lutou, junto com os aliados, contra os Impérios Centrais durante a I Guerra Mundial. Muitos combates ocorreram na frente aberta no território francês. 1940 A Alemanha invadiu a França e ocupou dois terços do território do país durante a II Guerra Mundial (1939-1945). Na zona não-ocupada, o marechal Henri Philippe Petain liderou um governo pró-alemão. 1946 No final da II Guerra Mundial, foi promulgada uma nova Constituição, pela qual era criada a IV República. 1957 A França se tornou um dos membros fundadores da Comunidade Econômica Européia. 1958 Charles de Gaulle, convocado pelo governo para liderar um gabinete em caráter de emergência em conseqüência da guerra de Independência argelina, foi eleito presidente da V República, instituída depois da promulgação de uma nova Constituição. 1962 A França aceitou a independência de Argélia depois de uma longa e cruel guerra com sua antiga colônia. 1968 As manifestações e greves de operários e estudantes levaram De Gaulle a renunciar em 1969. 1981 Triunfo eleitoral do Partido Socialista liderado por François Mitterrand, que viria a ser reeleito como presidente da República em 1988 para um novo mandato de sete anos. 1993 O governo socialista, envolvido em vários escândalos, foi derrotado nas eleições gerais por uma coalizão de partidos conservadores. Edouard Balladur tornou-se o primeiro-ministro. 1994 Inauguração do túnel sob o canal da Mancha unindo a França e a Grã- Bretanha. 1995 François Mitterrand, que não se candidatou para as eleições presidenciais ao final do seu segundo mandato, foi sucedido pelo líder de Agrupação Para a República (RPR), Jacques Chirac. O governo francês suscitou uma oposição generalizada depois de sua decisão de realizar testes nucleares no oceano Pacífico.