Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Explorando o Mistério do Cubo Mágico: Matemática Escondida em um Quebra-Cabeça, Manuais, Projetos, Pesquisas de Matemática

Um estudo em andamento sobre o cubo mágico, um famoso quebra-cabeça que chama a atenção de crianças e adultos por igual. O autor, uma estudante de matemática da unijuí, explora as características do cubo e busca conectá-las com conceitos matemáticos, visando torná-lo uma ferramenta de estudo e aprendizagem. O documento inclui informações sobre a história do cubo, suas peças e movimentos, estratégias de resolução e referências para um melhor entendimento do tema.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2024

Compartilhado em 03/02/2024

thiago-54a-1
thiago-54a-1 🇧🇷

1 documento

1 / 6

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Modalidade do trabalho: Trabalho de Pesquisa (de 02 a 05 páginas)
Eixo Temático: Matemática, Engenharia, Transporte e Edificações
QUE MATEMÁTICA ESTÁ POR TRÁS DO CUBO MÁGICO?
1
Milca Pires Machado
2
.
1
Trabalho desenvolvido como bolsista PIBID, referente a um estudo que ainda está em desenvolvimento.
2
Bolsista PIBID, acadêmica do curso de Matemática - Licenciatura, da UNIJUÍ.
Trabalho desenvolvido como bolsista PIBID, referente a um estudo que ainda está em desenvolvimento.
RESUMO
O Cubo Mágico foi criado décadas atrás e embora seja tido por muitos como apenas um quebra-
cabeça complexo, indiscutivelmente o brinquedo chama a atenção de qualquer um. Dessa forma, o
presente trabalho é referente a um estudo que ainda está em desenvolvimento, no qual se constitui
como objetivo trazer algumas características do Cubo Mágico, bem como apresentá-lo de forma a
se tornar uma importante ferramenta de estudo e aprendizagem em Matemática.
INTRODUÇÃO
Como bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID, do subprojeto
área Matemática, temos como um dos objetivos o estudo do currículo escolar, com o intuito de
qualificar a formação de professores. Assim, somos constantemente instigados à busca por novas
formas de olhar para a matemática, bem como diversificar o modo como esta é apresentada aos
alunos. Baseando-se na ideia de que conceitos da matemática estão em tudo, me propus a buscar
alguns conceitos matemáticos que podem ser vistos no famoso quebra-cabeça Cubo de Rubik,
também conhecido popularmente como Cubo Mágico.
O Cubo chama a atenção de qualquer um, seja criança ou adulto, muitos se perguntaram que
mistérios existem por detrás do pequeno objeto e mais especificamente que conhecimentos são
necessários para desvendá-los. Informalmente parece dividir as pessoas em dois grupos, os que
acham o Cubo um enigma complexo quase impossível de entender e aqueles que o acham tão
simples quanto brincadeira de criança. Mas, afinal, o que torna o Cubo Mágico um quebra-cabeça
tão interessante? Nesse sentido, na presente escrita, pretendo apresentar um estudo, que ainda está
em desenvolvimento, mas que possibilita trazer algumas características do Cubo Mágico e
possíveis estratégias de resolução na tentativa de vislumbrar a matemática presente nestas, como
também, possibilidades para a organização de ensino em matemática, o qual, num momento
posterior ao apresentado aqui, será elaborado.
DETALHAMENTO METODOLÓGICO
Para o desenvolvimento do presente estudo, o primeiro procedimento realizado relaciona-se à
exploração do Cubo Mágico, no sentido de conhecer, perceber suas características e então,
encontrar estratégias de resolução. Concomitante a esta exploração foram buscadas bibliografias
que tratassem deste tema e com o estudo deste material ampliaram-se as condições para conhecer o
pf3
pf4
pf5

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Explorando o Mistério do Cubo Mágico: Matemática Escondida em um Quebra-Cabeça e outras Manuais, Projetos, Pesquisas em PDF para Matemática, somente na Docsity!

Eixo Temático : Matemática, Engenharia, Transporte e Edificações

QUE MATEMÁTICA ESTÁ POR TRÁS DO CUBO MÁGICO?^1

Milca Pires Machado^2.

(^1) Trabalho desenvolvido como bolsista PIBID, referente a um estudo que ainda está em desenvolvimento. (^2) Bolsista PIBID, acadêmica do curso de Matemática - Licenciatura, da UNIJUÍ.

Trabalho desenvolvido como bolsista PIBID, referente a um estudo que ainda está em desenvolvimento.

RESUMO

O Cubo Mágico foi criado décadas atrás e embora seja tido por muitos como apenas um quebra- cabeça complexo, indiscutivelmente o brinquedo chama a atenção de qualquer um. Dessa forma, o presente trabalho é referente a um estudo que ainda está em desenvolvimento, no qual se constitui como objetivo trazer algumas características do Cubo Mágico, bem como apresentá-lo de forma a se tornar uma importante ferramenta de estudo e aprendizagem em Matemática.

INTRODUÇÃO Como bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID, do subprojeto área Matemática, temos como um dos objetivos o estudo do currículo escolar, com o intuito de qualificar a formação de professores. Assim, somos constantemente instigados à busca por novas formas de olhar para a matemática, bem como diversificar o modo como esta é apresentada aos alunos. Baseando-se na ideia de que conceitos da matemática estão em tudo, me propus a buscar alguns conceitos matemáticos que podem ser vistos no famoso quebra-cabeça Cubo de Rubik, também conhecido popularmente como Cubo Mágico. O Cubo chama a atenção de qualquer um, seja criança ou adulto, muitos já se perguntaram que mistérios existem por detrás do pequeno objeto e mais especificamente que conhecimentos são necessários para desvendá-los. Informalmente parece dividir as pessoas em dois grupos, os que acham o Cubo um enigma complexo quase impossível de entender e aqueles que o acham tão simples quanto brincadeira de criança. Mas, afinal, o que torna o Cubo Mágico um quebra-cabeça tão interessante? Nesse sentido, na presente escrita, pretendo apresentar um estudo, que ainda está em desenvolvimento, mas que já possibilita trazer algumas características do Cubo Mágico e possíveis estratégias de resolução na tentativa de vislumbrar a matemática presente nestas, como também, possibilidades para a organização de ensino em matemática, o qual, num momento posterior ao apresentado aqui, será elaborado.

DETALHAMENTO METODOLÓGICO Para o desenvolvimento do presente estudo, o primeiro procedimento realizado relaciona-se à exploração do Cubo Mágico, no sentido de conhecer, perceber suas características e então, encontrar estratégias de resolução. Concomitante a esta exploração foram buscadas bibliografias que tratassem deste tema e com o estudo deste material ampliaram-se as condições para conhecer o

Eixo Temático : Matemática, Engenharia, Transporte e Edificações

cubo mágico. As principais referências consideradas no presente estudo são Waldeck Schützer (2005), Luis Grimm (2016) e Philip Davis e Reuben Hersh (1985). Com base e a partir destes procedimentos pretendo, num segundo momento, organizar situações de ensino que possibilitem a aprendizagem dos conceitos matemáticos relacionados ao Cubo Mágico. Análise, discussão dos resultados Podemos encontrar a matemática, mais especificamente suas representações, em qualquer lugar, segundo Davis e Hersh (1985), seja nas páginas de um livro matemático ou na sombra projetada por um abajur, entretanto de nada adiantará se ela não existir na mente de quem observa tais situações. É preciso ter os conceitos matemáticos claros para que seja possível aplicá-los ao nosso redor. Conforme o que é apresentado pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Básica, é de suma importância considerar as vivências e os saberes dos alunos, para que conjuntamente com o professor as experiências escolares possam se desdobrar em torno do conhecimento que vai sendo adquirido e simultaneamente contribuindo para a construção da identidade do educando. Com base no apresentado anteriormente o cubo mágico se apresenta como um importante objeto de estudo. Conhecido por praticamente todos, os alunos já dispõem de suas vivências com o quebra- cabeça, mais interessante ainda será quando forem capazes de perceber a matemática por trás do cubo mágico. Ernö Rubik nasceu no ano de 1944, em Busapeste, Hungria, era professor de arquitetura e em 1974, a fim de ilustrar o conceito de simetria, construiu um cubo de madeira que era capaz de rotacionar suas faces. Um cubo consistindo de 6 faces, 9 cubinhos em cada face, 27 cubinhos ao todo, no entanto um desses cubinhos é virtual, localizado no interior do cubo, na forma de um mecanismo que prende todos os outros cubinhos em 6 faces. Todos os cubinhos são de apenas três tipos, centros, meios e quinas.

Figura 1: Nomenclatura das diferentes peças de um cubo 3x3x

Os cubinhos do centro são aqueles conhecidos por não se moverem, esses 6 cubinhos têm apenas uma de suas faces visíveis, logo, são eles que determinam as cores de cada uma das faces do cubo. Os cubinhos de aresta ou meios, são ao todo 12, por terem apenas duas de suas faces visíveis são conhecidos por apresentarem apenas duas cores. Há 8 cubinhos de quina, que também podem ser chamados de vértices do cubo, estes têm três de suas faces visíveis e, portanto, possuem três cores diferentes, uma em cada face. Por fim temos o cubinho virtual, este não é visível e opera na forma

Eixo Temático : Matemática, Engenharia, Transporte e Edificações

Consideramos a nomenclatura das faces do Cubo Mágico como códigos elaborados a partir da primeira letra de seu nome em inglês, assim, independente da forma que orientar o cubo, a face à sua frente é que servirá de referência para determinar a nomenclatura de todas as demais, a frente é considerada F (Front), o topo será U (Up), a parte de trás B (Back), baixo D (Down), a esquerda é L (Left) e a direita R (Right). A fim de compreender melhor os movimentos e a forma como eles movem os cubinhos, também é possível nomear cada um deles a partir da posição em que se encontram, considerando a intersecção das faces. Por exemplo se considerarmos o cubinho de aresta que se encontra entre a face U e B, podemos nomeá-lo de UB e assim por diante. Estratégias de resolução Segundo o que é indicado por Grimm (2016) e por Schützer (2005) uma sequência é uma série de movimentos aplicados ao cubo. Esta sequência é indicada pelos respectivos códigos das faces nos quais se deseja aplicar as rotações. Podemos chamar de macro uma sequência de movimentos finita. É preciso perceber, no entanto, que depois de começar a aplicar uma macro, não se deve orientar o cubo de forma diferente até o fim dela, pois a sequência seria alterada a partir do momento que orienta-se outra face do cubo como F, por consequência também seriam alteradas todas demais faces. Ao considerarmos uma volta completa em torno do eixo, ou seja, 360°, então um quarto de volta é um giro de 90°. A indicação dos códigos (será usado como exemplo: F) sempre estarão se referindo a um quarto de volta em torno do eixo, caso seja um giro de 180° será indicado com o número 2 (F2). Os códigos das faces representam o movimento de rotação no sentido horário, para indicar um movimento no sentido anti-horário dizemos que é F’ (F linha). Foi no início da década de 80 que Jessica Fridrich elaborou um método de resolução do cubo mágico que consistia em 4 etapas e diferentemente de outros métodos que visam o menor número de movimentos ou menor memorização de macros, o método de Fridrich permite a resolução no menor tempo possível. No entanto, para tal resolução há uma grande quantidade de algoritmos a serem memorizados, pois há dezenas de sequências para cada caso diferente em que se encontra o cubo. Em quaisquer métodos de resolução podemos perceber sua relação com análise combinatória e ainda, com a Teoria dos Grupos. O método de Fridrich é um dos mais conhecidos que existem, também é bastante utilizado em competições de Cubo Mágico. O método de Fridrich também é conhecido como método CFOP, siglas que representam as etapas de resolução, C (Cross), F (F2L = First Two Layers), O (OLL = Orientation of Last Layer) e P (PLL = Permutation of Last layer). Na primeira etapa deve-se escolher uma face para orientar corretamente os cubinhos de meio, o resultado será uma cruz formada com a cor da face escolhida. A seguir, a segunda etapa tem como objetivo orientar corretamente os cubinhos de quina, da face escolhida, conjuntamente com os cubinhos de meio, da segunda camada (camada do meio), que sejam adjacentes a cada uma das quinas. Ao fim da segunda etapa as duas primeiras camadas se encontram já resolvidas. Na terceira etapa deve-se orientar a face oposta à escolhida inicialmente (a face que já está pronta). A quarta e última etapa tem como objetivo realizar a permutação dos cubinhos da última camada, colocar nas suas respectivas posições corretas os cubinhos de meio e de quina.

Eixo Temático : Matemática, Engenharia, Transporte e Edificações

Na Figura 4 é possível acompanhar a sequência de montagem do cubo em cada uma das 4 etapas pelo Método de Fridrich. É interessante dizer que por esse método há mais de cem algoritmos diferentes a serem memorizados. Uma outra forma de resolução do cubo que derivou do método de Fridrich é conhecida como Método de Camadas. Levando um pouco mais de tempo para resolver, porém consiste em 8 etapas e com um número que gira em torno de 11 sequências a serem memorizadas.

Figura 4: Sequência do Método de Fridrich

CONCLUSÕES Nas próprias características do Cubo Mágico já é possível perceber conceitos matemáticos de Geometria Espacial, quando passamos para o estudo e análise de sequências e combinações do Cubo, será possível relacionar com Análise Combinatória. E esses são apenas alguns entre os conceitos que podem ser demonstrados e/ou percebidos no quebra-cabeça. O Cubo Mágico apresenta um problema de fácil compreensão e ao tentar resolvê-lo é que se percebe a sua complexidade. A partir do que foi desenvolvido durante o presente trabalho é possível perceber o Cubo como um importante objeto de ensino, ele cativa a atenção do aluno e o envolve em suas atividades, tendo o potencial de em um trabalho conjunto com o professor perceber/descobrir os conceitos matemáticos que se fazem presente. O presente trabalho se configurou como uma mostra de um estudo que ainda está em desenvolvimento, apresentando um pequeno vislumbre da grande quantidade de conceitos matemáticos que podem ser envolvidos tanto no Cubo, quanto nas estratégias que vão se organizando em meio a sequências com o intuito de solucionar o quebra-cabeça.

REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. Resolução CNE/CEB 4/2010. Diário Oficial da União, Brasília, 14 de julho de 2010, Seção 1, p. 824.