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Apostilas de Biologia sobre a Osteoporose, densiometria óssea, Aspectos Técnicos e Interpretação, Exame das Vértebras Lombares, Densiometria óssea da coluna: projeção antero-posterior, Limitações do exame na projeção antero-posterior.
Tipologia: Notas de estudo
Compartilhado em 14/10/2013
4.5
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Procedimento: Ultiliza-se uma fonte de Raio – X Duo – Energética para aquisição dos
Scans de Corpo Inteiro, Coluna Lombar AP, Coluna Lombar Lateral, Fêmur
Proximal.
Interpretação:
A analise computadorizada determina os valores de densidade mineral
óssea e compara-os com banco de dados de adultos – jovens (20 – 45 anos)
fornecendo o desvio por ventura existente.
Critérios para interpretação:
Exame Comprobatório de Osteopenia Colo Femural
Diminuição da densidade dos ossos, por redução do número de osteoblastos.
Definição
Hoje 25 milhões de pessoas sofrem de redução de massa óssea a
chamada Osteoporose. Também chamada de “ladrão silencioso”, progride sem
sintomas ou dor até que uma fratura ocorra, geralmente no quadril, coluna ou
punho. A Osteoporose afeta mais da metade de todas as mulheres acima de 65
anos de idade. Uma em cada 5 pessoas com a doença é do sexo masculino.
As causas da Osteoporose são desconhecidas, entretanto, quando alguns
fatores de risco estão presentes, a probabilidade de seu desenvolvimento está
aumentada.
A Osteoporose pode ser prevenida se a perda for detectada precocemente
se já estiver instalada será prescrito uma dieta rica em cálcio, um programa de
exercícios para suporte do seu peso e tratamento medicamentoso.
projeção lateral (figura 4.5). Entretanto, a densiometria do fêmur proximal é provavelmente, a melhor medida alternativa para estudo do BMD no idoso, superior ao exame na projeção lateral: (i) não apresenta artefatos, (ii) seus resultados correlacionam-se com os da coluna lombar, (iii) é um indicador bastante sensível do risco de fratura do fêmur proximal.
Densiometria óssea da coluna: projeção lateral
Com o objetivo de superar as limitações de exame AP da coluna lombar, foi desenvolvida a densiometria das vértebras lombares em incidência lateral. O objetivo era que esse tipo de exame permitisse a medida do BMD dos corpos vertebrais sem superposição dos elementos posteriores das vértebras, permitindo análise do corpo vertebral com predomínio do osso trabecular, sem contribuição considerável do osso cortical. Esta modalidade de densiometria seria particularmente importante, em pacientes com doença degenerativa da coluna e calcificação de partes moles. Nesse exame, o paciente é colocado em decúbito lateral e, após aquisição e processamento dos dados (de forma semelhante à descrita para a incidência AP), as áreas de interesse analisadas são os corpos vertebrais L2-L3 e/ou L3-L4. Em equipamentos de última geração, graças ao desenvolvimento de um braço em “C”, o exame pode ser realizado com o paciente em decúbito dorsal.
Estudos da estrutura da vértebra indicam que o corpo vertebral, que é constituído por cerca de 80% de osso trabecular, representa cerca de 50% da massa óssea vertebral, enquanto que os elementos posteriores representam a outra metade.
Uma vez que a massa de osso trabecular diminui rapidamente a partir da menopausa e início do processo osteoporótico, pode-se admitir que (i) as mudanças do BMD vertebral associadas ao avançar da idade, seriam maiores no corpo vertebral (e portanto BMD da coluna em incidência lateral) e, (ii) que a sensibilidade para o risco de fratura vertebral, poderia ser melhor diagnosticado no exame lateral da coluna vertebral.
De fato, existe uma boa correlação entre o BMD lateral e o AP (r=~0.8) em pacientes jovens e no período imediatamente após a menopausa. Em pacientes mais velhos e/ou com osteoporose, os resultados das duas projeções diferem substancialmente. Hoje admite-se que o exame na projeção lateral tenha valor apenas em pacientes com mais de 70 anos de idade, que apresentam doença degenerativa da coluna. Estes artefatos aumentam o BMD em uma fração significativa (20-30%) dos homens e mulheres mais velhas, fazendo com que o exame na projeção lateral seja usado principalmente nesta faixa etária. Não
obstante, um outro fator que prejudica a utilização deste exame, é a baixa precisão, particularmente nos pacientes mais velhos, assim como o limite dos número de vértebras que podem ser estudadas. Vários estudos mostraram que as costelas interferem com o BMD de L2. Em cerca de 50% dos casos existe uma somação óbvia das costelas à imagem de L2 (22) enquanto que em outros 30-40% dos pacientes as costelas estão anteriores a L2 e ai interferem com o estabelecimento da linha de base. Da mesma forma, existe muita interferência da pelve sobre L4. Assim sendo, admite-se hoje que L3 é a única vértebra que pode ser estudada de forma confiável pela projeção lateral. Mesmo assim, o erro de precisão para qualquer das duas vértebras é cerca de 2% e, quando apenas L3 é estudada, este erro aumenta para 3-4%.
Densiometria óssea do fêmur proximal
A análise do fêmur proximal envolve a medição do BMD de três regiões: colo do fêmur, trocânter maior e triângulo de Ward, região localizada fora das linhas de força locais. Os equipamentos mais recentes permitem a medida da massa óssea de todo o fêmur proximal (figura 4.6). A área identificada como colo do fêmur é uma faixa de 1,5 cm com menor densidade que atravessa o colo do fêmur de forma perpendicular ao eixo neutro. O triângulo de Ward é definido como uma área quadrada (1,5 x 1,5 cm), que apresenta a menor densidade da região proximal do fêmur, caracterizada por predomínio de osso trabecular. O trocânter maior é a área óssea delimitada pela intercessão do retângulo que delimita o colo do fêmur e seu eixo neutro.
Deve-se salientar que o software permite ao operador a livre colocação do retângulo que corresponde ao colo do fêmur, o que também influencia a delimitação do Trocânter maior. Entretanto, o triângulo de Ward é localizado automaticamente pelo software, em função de apresentar baixa densidade. O resultado disso é que o BMD do colo do fêmur apresenta a melhor reprodutibilidade entre as 3 regiões, uma vez que a posição do retângulo que delimita o colo do fêmur pode ser colocado sempre na mesma posição nos exames subsequentes. Por outro lado, a reprodutibilidade do BMD do triângulo de Ward é baixa, uma vez que sua localização independe de marcadores anatômicos. O software simplesmente localiza a área de menor BMD da região, a qual poderá variar bastante de um exame para o outro, dependendo do intervalo de tempo observado. O papel da densidade do Trocânter maior na gênese das fraturas do fêmur proximal ainda é controverso.
Assim sendo, na maior parte dos estudos disponíveis, a região femoral de maior importância clínica é o colo do fêmur. Isso porque a densidade do colo do
ajudar a decisão quanto a necessidade de terapêutica substitutiva com estrógenos. A deficiência estrogênica que se segue à menopausa, oforectomia, ou amenorréia prolongada por qualquer causa, está associada a diminuição da massa óssea. A perda de massa óssea, por sua vez, está associada a maior risco de fratura. A perda de massa óssea pode ser prevenida ou minimizada pela terapêutica substitutiva com estrógenos. As medidas de massa óssea são necessárias para se verificar quais mulheres têm os menores valores de BMD e irão se beneficiar ao máximo da terapêutica com estrógenos.
Achados radiográficos sugestivos de osteoporose: Em pacientes com deformidades e/ou fraturas vertebrais ou sinais radiográficos de osteopenia, a medida da massa óssea deve ser empregada para o diagnóstico de osteoporose vertebral no sentido de se decidir sobre aprofundamento da investigação diagnóstica e/ou início de terapêutica.
Terapêutica com corticóides: Em pacientes recebendo terapêutica a longo prazo com corticóides, a medida da massa óssea é importante no sentido de se diagnosticar osteopenia/osteoporose. A terapêutica com corticóides é necessária em uma série de doenças, e.g. artrite reumatóide, hepatite crônica ativa, doenças inflamatórias crônicas e asma. Este tipo de terapia apresenta vários efeitos colaterais, incluindo perda rápida da massa óssea que pode levar a fraturas vertebrais e/ou outras fraturas. Entretanto, apenas alguns pacientes em terapêutica com corticóides apresentam essa perda excessiva de massa óssea e nem todos têm fraturas. Além disso, o fato da terapêutica com corticóides ser freqüentemente, a longo prazo, ressalta a importância da avaliação da massa óssea. Da mesma forma, ao contrário da osteoporose involutiva ou associada a menopausa, estes pacientes podem ser crianças, nas quais deve-se determinar possíveis efeitos no ganho de massa óssea e pico de massa óssea.
Hiperparatireoidismo primário assintomático: Em pacientes com hiperparatireoidismo primário a densiometria óssea é empregada no diagnóstico de baixa massa óssea no sentido de se identificar aqueles pacientes com risco de doença esquelética severa que seriam os candidatos a intervenção cirúrgica. Isso se faz necessário uma vez que a apresentação desses pacientes mudou em função do desenvolvimento dos marcadores bioquímicos do turnover ósseo que são solicitados de rotina em muitos países. Isso faz com que a muitos desses pacientes sejam assintomáticos. Uma vez que a osteopenia também é igualmente assintomática, a medida da massa óssea se faz necessária para identificar aqueles pacientes que já apresentam diminuição significativa da massa óssea e aumento do risco de fratura vertebral, femoral e do rádio. Admite-se que um