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Abate Bovinos, Notas de estudo de Engenharia Agrícola

CETESB - Produção mais limpa sobre o abate

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 27/10/2010

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GUIA TÉCNICO AMBIENTAL DE ABATE
(BOVINO E SUÍNO) - SÉRIE P+L
Abate
Bovinos
e
de
Suínos
GUIA TÉCNICO AMBIENTAL DE ABATE (BOVINO E SUÍNO) - SÉRIE P+L
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GUIA TÉCNICO AMBIENTAL DE ABATE (BOVINO E SUÍNO) - SÉRIE P+L

Abate

Bovinos

e

de

Suínos

GUIA TÉCNICO AMBIENTAL DE ABATE (BOVINO E SUÍNO) - SÉRIE P+L

GOVERNO DO ESTADO

DE SÃO PAULO

Governador

SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE Secretário

CETESB - Companhia de TeCnologia

de S aneamenTo ambienTal

Diretor Presidente Diretor de Gestão Corporativa Diretor de Controle de Poluição Ambiental

Diretor de Engenharia, Tecnologia e

Qualidade Ambiental

FIESP - Federação daS indúSTriaS

do eSTado de S ão paulo

Presidente

José Serra

Francisco Graziano Neto

Fernando Rei Edson Tomaz de Lima Filho Otavio Okano

Marcelo de Souza Minelli

Paulo Skaf

Depto. de Desenvolvimento, Tecnologia e Riscos Ambientais

Divisão de Tecnologias Limpas e Qualidade Laboratorial

Setor de Tecnologias de Produção mais Limpa

Coordenação Técnica

Angela de Campos Machado

Meron Petro Zajac

Flávio de Miranda Ribeiro

Angela de Campos Machado Flávio de Miranda Ribeiro Meron Petro Zajac

Diretoria de Engenharia, Tecnologia e Qualidade Ambiental

Departamento de Meio Ambiente - DMA

Coordenação do Projeto Série P+L

Nelson Pereira dos Reis – Diretor Titular Arthur Cezar Whitaker de Carvalho – Diretor Adjunto Nilton Fornasari Filho – Gerente Luciano Rodrigues Coelho - DMA

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GUIA TÉCNICO AMBIENTAL DE ABATE (BOVINO E SUÍNO) - SÉRIE P+L

PALAVRA DO PRESIDENTE DA CETESB

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GUIA TÉCNICO AMBIENTAL DE ABATE (BOVINO E SUÍNO) - SÉRIE P+L

PALAVRA DO PRESIDENTE DA FIESP



GUIA TÉCNICO AMBIENTAL DE ABATE (BOVINO E SUÍNO) - SÉRIE P+L

Produção mais limpa, país mais desenvolvido!

Os Guias Técnicos de Produção Mais Limpa, com especificidades e aplicações nos distintos seg- mentos da indústria, constituem preciosa fonte de informações e orientação para técnicos, em- presários e todos os interessados na implementação de medidas ecologicamente corretas nas unidades fabris. Trata-se, portanto, de leitura importante para o exercício de uma das mais sig- nificativas ações de responsabilidade social, ou seja, a defesa do meio ambiente e qualidade da vida.

Essas publicações, frutos de parceria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), contribuem muito para que as indústrias, além do devido e cívico respeito aos preceitos da produção mais limpa, usufruam a conseqüente economia de matérias-primas, água e energia. Também há expressivos avanços quanto à eliminação de materiais perigosos, bem como na redução, no processo produtivo, de quantidades e toxicidade de emissões líquidas, gasosas e resíduos.

Ganham as empresas, a economia e, sobretudo, a sociedade, considerando o significado do res- peito ao meio ambiente e ao crescimento sustentável. A Cetesb, referência brasileira e interna- cional, aloca toda a sua expertise no conteúdo desses guias, assim como os Sindicatos das In- dústrias, que contribuem com informações setoriais, bem como, com as ações desenvolvidas em P+L, inerentes ao segmento industrial. Seus empenhos somam-se ao da Fiesp, que tem atuado de maneira pró-ativa na defesa da produção mais limpa. Dentre as várias ações institucionais, a entidade organiza anualmente a Semana do Meio Ambiente, seminário internacional com work- shops e entrega do Prêmio Fiesp do Mérito Ambiental.

Visando a estimular o consumo racional e a preservação dos mananciais hídricos, criou-se o Prê- mio Fiesp de Conservação e Reúso da Água. Sua meta é difundir boas práticas e medidas efetivas na redução do consumo e desperdício. A entidade também coopera na realização do trabalho e é responsável pelo subcomitê que dirigiu a elaboração da versão brasileira do relatório técnico da ISO sobre Ecodesign.

Por meio de seu Departamento de Meio Ambiente, a Fiesp intensificou as ações nesta área. Espe- cialistas acompanham e desenvolvem ações na gestão e licenciamento ambiental, prevenção e controle da poluição, recursos hídricos e resíduos industriais. Enfim, todo empenho está sendo feito pela entidade, incluindo parcerias com instituições como a Cetesb, para que a indústria paulista avance cada vez mais na prática ecológica, atendendo às exigências da cidadania e dos mercados interno e externo.

Paulo Skaf Presidente da Fiesp

GUIA TÉCNICO AMBIENTAL DE ABATE 2.2 Processamentos Derivados – Subprodutos e Resíduos .....................................4

  • INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. (BOVINO E SUÍNO) - SÉRIE P+L
  • . PERFIL DO SETOR ....................................................................................................................... - . Abate de Bovinos.............................................................................................................
    1. DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS PRODUTIVOS ................................................................... .2 Abate de Suínos ...............................................................................................................2
    • 2. Processamento Principal - Abate e Carne ................................................................ - 2.. Abate de Bovinos ................................................................................................... - 2..2 Abate de Suínos ..................................................................................................... - 2.2.2 Graxarias.................................................................................................................... 2.2. Processamento de Vísceras ................................................................................4
      • 2. Processos de Limpeza e Higienização ......................................................................
      • 2.4 Processos Auxiliares e de Utilidades .........................................................................
  • . ASPECTOS E IMPACTOS AMBIENTAIS ..................................................................................
    • . Consumo de Água............................................................................................................
    • . Uso de Produtos Químicos............................................................................................ .2 Consumo de Energia .......................................................................................................5
    • .4 Efluentes Líquidos ............................................................................................................ - .4. Aspectos e Dados Gerais ..................................................................................... - .4.2 Processos Auxiliares e de Utilidades ............................................................... - .4. Tratamento dos Efluentes Líquidos de Abatedouros................................
    • .5 Resíduos Sólidos ...............................................................................................................
    • .6 Emissões Atmosféricas e Odor.....................................................................................
    • .7 Ruído .....................................................................................................................................
    1. MEDIDAS DE PRODUÇÃO MAIS LIMPA (P+L) ...................................................................
      • 4. Uso Racional de Água .....................................................................................................
      • 4.2 Minimização dos Efluentes Líquidos e de sua Carga Poluidora ......................
      • 4. Uso Racional de Energia ................................................................................................
      • 4.4 Gerenciamento dos Resíduos Sólidos ...................................................................... 4.. Fontes Alternativas de Energia .........................................................................7
      • 4.5 Minimização de Emissões Atmosféricas e de Odor ............................................. - 4.5. Substâncias Odoríferas ........................................................................................ - 4.5.2 Material Particulado e Gases..............................................................................
      • 4.6 Minimização de Ruído ....................................................................................................
      • 4.7 Medidas de P+L – Quadro Resumo ...........................................................................
      • 4.8 Implementação de Medidas de P+L .........................................................................

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GUIA TÉCNICO AMBIENTAL DE ABATE (BOVINO E SUÍNO) - SÉRIE P+L

Este Guia foi desenvolvido para levar até você informações que o auxiliarão a integrar o conceito de Produção Mais Limpa (P+L) à gestão de sua empresa.

Ao longo deste documento você poderá perceber que, embora seja um conceito novo, a P+L trata, principalmente, de um tema bem conhecido das indústrias: a melhoria na eficiência dos processos.

Contudo, ainda persistem dúvidas na hora de adotar a gestão de P+L no cotidiano das empresas. De que forma ela pode ser efetivamente aplicada nos processos e na produção? Como integrá-la ao dia-a-dia dos colaboradores? Que vantagens e benefí- cios traz para a empresa? Como uma empresa de pequeno porte pode trabalhar à luz de um conceito que, à primeira vista, parece tão sofisticado ou dependente de tecno- logias caras?

Para responder a essas e outras questões, este Guia traz algumas orientações teóricas e técnicas, com o objetivo de auxiliar você a dar o primeiro passo na integração de sua empresa a este conceito, que tem levado diversas organizações à busca de uma produção mais eficiente, econômica e com menor impacto ambiental.

Em linhas gerais, o conceito de P+L pode ser resumido como uma série de estraté- gias, práticas e condutas econômicas, ambientais e técnicas, que evitam ou reduzem a emissão de poluentes no meio ambiente por meio de ações preventivas, ou seja, evi- tando a geração de poluentes ou criando alternativas para que estes sejam reutilizados ou reciclados.

Na prática, essas estratégias podem ser aplicadas a processos, produtos e até mesmo serviços, e incluem alguns procedimentos fundamentais que inserem a P+L nos pro- cessos de produção. Dentre eles, é possível citar a redução ou eliminação do uso de matérias-primas tóxicas, aumento da eficiência no uso de matérias-primas, água ou energia, redução na geração de resíduos e efluentes, e reúso de recursos, entre outros.

As vantagens são significativas para todos os envolvidos, do indivíduo à sociedade, do país ao planeta. Mas é a empresa que obtém os maiores benefícios para o seu próprio negócio. Para ela, a P+L pode significar redução de custos de produção; aumento de eficiência e competitividade; diminuição dos riscos de acidentes ambientais; melho- ria das condições de saúde e de segurança do trabalhador; melhoria da imagem da empresa junto a consumidores, fornecedores, poder público, mercado e comunidades; ampliação de suas perspectivas de atuação no mercado interno e externo; maior aces- so a linhas de financiamento; melhoria do relacionamento com os órgãos ambientais e a sociedade, entre outros.

Por tudo isso vale a pena adotar essa prática, principalmente se a sua empresa for pequena ou média e esteja dando os primeiros passos no mercado, pois com a P+L você e seus colaboradores já começam a trabalhar certo desde o início. Ao contrário do que possa parecer num primeiro momento, grande parte das medidas são muito

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GUIA TÉCNICO AMBIENTAL DE ABATE (BOVINO E SUÍNO) - SÉRIE P+L

simples. Algumas já são amplamente disseminadas, mas neste Guia elas aparecem or- ganizadas segundo um contexto global, tratando da questão ambiental por meio de suas várias interfaces: a individual relativa ao colaborador; a coletiva referente à orga- nização; e a global, que está ligada às necessidades do país e do planeta.

É provável que, ao ler este documento, em diversos momentos, você pare e pense: “mas isto eu já faço!” Tanto melhor, pois isso apenas irá demonstrar que você já adotou algumas iniciativas para que a sua empresa se torne mais sustentável. Em geral, a P+L começa com a aplicação do “bom senso” aos processos, que evolui com o tempo até a incorporação de seus conceitos à gestão do próprio negócio.

É importante ressaltar que a P+L é um processo de gestão que abrange diversos níveis da empresa, da alta diretoria aos diversos colaboradores. Trata-se não só de mudanças orga- nizacionais, técnicas e operacionais, mas também de uma mudança cultural que necessita de comunicação para ser disseminada e incorporada ao dia-a-dia de cada colaborador.

É uma tarefa desafiadora, e que por isso mesmo consiste em uma excelente oportuni- dade. Com a P+L é possível construir uma visão de futuro para a sua empresa, aper- feiçoar as etapas de planejamento, expandir e ampliar o negócio, e o mais importante: obter simultaneamente benefícios ambientais e econômicos na gestão dos proces- sos.

De modo a auxiliar as empresas nesta empreitada, este Guia foi estruturado em quatro capítulos. Inicia-se com a descrição do perfil do setor, no qual são apresentadas suas subdivisões e respectivos dados socioeconômicos de produção, exportação e fatura- mento, entre outros. Em seguida, apresenta-se a descrição dos processos produtivos, com as etapas genéricas e as entradas de matérias-primas e saídas de produtos, eflu- entes e resíduos. No terceiro capítulo, você conhecerá os potenciais impactos ambi- entais gerados pela emissão de rejeitos dessa atividade produtiva, o que pode ocorrer quando não existe o cuidado com o meio ambiente.

O último capítulo, que consiste no “coração” deste Guia, mostrará alguns exemplos de procedimentos de P+L aplicáveis à produção: uso racional da água com técnicas de economia e reúso; técnicas e equipamentos para a economia de energia elétrica; utilização de matérias-primas menos tóxicas, reciclagem de materiais, tratamento de água e de efluentes industriais, entre outros.

O objetivo deste material é demonstrar a responsabilidade de cada empresa, seja ela pe- quena, média ou grande, com a degradação ambiental. Embora em diferentes escalas, todos contribuímos de certa forma com os impactos no meio ambiente. Entender, acei- tar e mudar isso são atitudes imprescindíveis para a gestão responsável das empresas.

Esperamos que este Guia torne-se uma das bases para a construção de um projeto de sustentabilidade na gestão da sua empresa. Nesse sentido, convidamos você a ler este

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GUIA TÉCNICO AMBIENTAL DE ABATE (BOVINO E SUÍNO) - SÉRIE P+L

1. Perfil do Setor

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GUIA TÉCNICO AMBIENTAL DE ABATE (BOVINO E SUÍNO) - SÉRIE P+L

material atentamente, discuti-lo com sua equipe e colocá-lo em prática. 1.1 Abate de Bovinos

O rebanho bovino brasileiro é um dos maiores do mundo – em torno de 98,5 milhões de cabeças, em 2006 (CNPC, 2006). Considerando-se uma população de cerca de 85, milhões de habitantes para este ano (CNPC, 2006), tem-se mais de um bovino por habitante, no Brasil. As maiores regiões produtoras estão no Centro-Oeste (4,24%), seguidas pelo Sudeste (2,%), Sul (5,27%), Nordeste (5,24%) e Norte, com 4,5% do rebanho nacional (ANUALPEC, 200 apud SIC, 2006). A participação do estado de São Paulo no rebanho brasileiro é de cerca de 6 a 7% do total, em torno de 2,5 milhões de cabeças (SIC, 2006). A figura  mostra a evolução do abate bovino no país, na última década.

  • preliminar; ** estimativa

Figura  – abate bovino no Brasil (CNPC, 2006)

Nos últimos anos, o Brasil tornou-se o maior exportador mundial de carne bovina. Vários são os fatores para o aumento das exportações, dentre eles a baixa cotação do real, os baixos custos de produção (comparados aos do mercado externo) e a ocorrência da BSE (mal da “vaca louca”) em outras regiões do mundo. Por outro lado, alguns entraves também aconteceram, como as barreiras levantadas pela Rússia às exportações de carne brasileira e os recentes e freqüentes episódios relativos à febre aftosa. A figura 2 mostra a evolução da balança comercial de carne bovina, onde se vê o forte crescimento das exportações brasileiras ao longo da última década.

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Abate Bovino - BR

 994  995  996  997  998  999 2000 200  2002 200  2004 2005* 2006**

Milhões de cabeças