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Atendimento de Emergência
Tipologia: Notas de estudo
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ILHÉUS-BA 2013
Seminário sobre afogamento, tema sugerido pelo docente Mário Amorim, realizado pela discente: Kellen Pinto Benevides.
Compreender e explicar os principais aspectos que envolvem o afogamento.
Definir afogamento;
Demonstrar dados epidemiológicos;
Apresentar a fisiopatologia e os fatores de risco;
Enumerar as complicações relacionadas ao afogamento;
Sugerir algumas formas de tratamento e cuidados de enfermagem.
Asfixia por imersão ou submersão, provocada, pela entrada de água nas vias aéreas, dificultando parcialmente ou completamente a troca de oxigênio com o ar atmosférico;
Para que ocorra é necessário que pelo menos a face e via aérea superior estejam imersas;
A submersão implica que todo o corpo deve estar abaixo da superfície do líquido;
Pode ocorrer devido a fatores de risco como:
Quando não há evidências de insuficiência respiratória deve ser considerado um resgate na água.
Primário: mais comum, não apresentando em seu mecanismo nenhum fator desencadeante;
Secundário: ocorre quando há uma patologia associada que precipita o afogamento, possibilitando a aspiração de líquido pela dificuldade da vítima em manter-se na superfície da água. Ex.: traumas, crises convulsivas, doenças cardiopulmonares, mergulho livre e autônomo;
Como exemplo do afogamento secundário, pode- se citar a síndrome de imersão, conhecida como “choque térmico”. É uma síncope provocada por uma arritmia (bradi. ou taqui.) desencadeada pela exposição à água com temperatura 5ºC abaixo da temperatura corpórea;
Em contato com a água prende-se voluntariamente a respiração e faz-se movimentos de todo o corpo, tentando desesperadamente nadar ou agarrar-se a algo. Nessa fase, pode haver aspiração de pequena quantidade de água que, em contato com a laringe, por reflexo parassimpático, promove constrição das vias aéreas superiores e produz laringoespasmo, tão severo, que impede a entrada de ar e água na árvore respiratória, até que a vítima seja resgatada ou perca a consciência e morra.
Após essas fases iniciais, enquanto a quantidade de água aspirada não seja muito grande, na fase de descompensação, os movimentos diafragmáticos involuntários aumentam a aspiração de líquidos e os movimentos de deglutição, com vômitos na sequência. Ocorre inundação total dos pulmões com perda de consciência, apneia e consequente morte.
Os acidentes por submersão podem ocorrer em água doce ou salgada, ocorrendo edema pulmonar em ambos os casos.
A água doce, devido a hipotonicidade em relação ao plasma, atravessa a membrana alveolo capilar causando hipervolemia, hemodiluição, hemólise e hiponatremia.
E nos alvéolos há lesão endotelial e do surfactante pulmonar levando a atelectasias, consequentemente o “shunt” intrapulmonar, hipoxemia e hipóxia.
A água salgada leva a transudação do líquido em direção ao alvéolo, causando a hipovolemia, hipernatremia e hemo-concentração nos pulmões. Ocorrendo entrada líquido nos alvéolos formando do efeito “shunt”;