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Monografia completa, Notas de estudo de Enfermagem

O papel do enfermeiro na atenção à saúde do homem no programa de saúde da família.

Tipologia: Notas de estudo

2014

Compartilhado em 21/09/2014

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FACULDADE DE ILHÉUS CESUPI
COLEGIADO DO CURSO DE ENFERMAGEM
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CUSO II
JUMA LUA LUCENA CIDADE DE OLIVEIRA SANTOS
O PAPEL DO ENFERMEIRO NA ATENÇÃO À SAÚDE DO
HOMEM NO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA
ILHÉUS BA
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FACULDADE DE ILHÉUS – CESUPI

COLEGIADO DO CURSO DE ENFERMAGEM

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CUSO II

JUMA LUA LUCENA CIDADE DE OLIVEIRA SANTOS

O PAPEL DO ENFERMEIRO NA ATENÇÃO À SAÚDE DO

HOMEM NO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA

ILHÉUS – BA

JUMA LUA LUCENA CIDADE DE OLIVEIRA SANTOS

O PAPEL DO ENFERMEIRO NA ATENÇÃO À SAÚDE DO

HOMEM NO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Colegiado de Enfermagem da Faculdade de Ilhéus – CESUPI, como parte dos requisitos para a avaliação da disciplina Trabalho de Conclusão de Curso II. Orientador(a): Ms.Eliene Maria dos Santos Tranzillo. Área de concentração : Saúde do Homem.

ILHÉUS – BA

Aos meus pais, Se hoje cheguei até aqui agradeço a Deus pela vida de vocês, que através de pequenos gestos de amor e sabedoria me fizeram uma grande mulher.

AGRADECIMENTOS

A Deus pela constante presença, infinita fidelidade e amor, socorro bem presente na hora da angústia. A minha família (Arilson, Alcione e Juliana), meu verdadeiro “porto seguro” e fonte do verdadeiro amor. Aos meus amados avós (Alcyr, Ana, Barbosa e Léo) pelos ensinamentos e carinho. Aos meus queridos Tios e Tias (Em especial: Zé, Léo, Mira e Cris) por todo apoio e constante participação do meu crescimento pessoal e profissional. Aos meus amados primos. Aos meus amigos (Tássia, Jéssica, Allan) que mesmo “ausentes” sempre se fizeram presentes no meu coração. Aos meus amigos-irmãos da IBMI e da PIBU, que contribuíram com muita alegria, sabedoria e fé para que eu chegasse a esse momento. A minha orientadora (Eliene) pela dedicação, paciência, compreensão e carinho nesse momento singular da minha vida. Aos Enfº Ynaiê Setubal, Josenilton dos Anjos e Mariana Bonfim, pois contribuíram diretamente para a minha formação como enfermeira, como exemplos de profissionais. A toda equipe do PSF Humberto Vieira Barbosa, pelo caloroso acolhimento e construção mútua de conhecimento. A todo equipe de enfermagem do Hospital Manoel Novaes, por essa incrível oportunidade que me concederam de aprender e crescer enquanto profissional, e pelos exemplos de pessoas e profissionais que levarei para a vida. Enfim, a todos que diretamente ou indiretamente contribuíram pra que eu conquistasse essa vitória!

Muito obrigada!

RESUMO

A atenção à saúde do homem atualmente conquistou espaço em debates e discussões, onde antes nunca havia chegado, isso ocorreu pelo auto índice de morbimortalidade enfrentando pelo gênero. Tais discussões foram efetivadas em política pública através da criação do Programa de Atenção Integral à Saúde do Homem (PAISH), onde o homem passou a ter uma atenção direcionada e especializada para a promoção da saúde de forma preventiva. O presente trabalho teve como objetivo geral analisar o papel do enfermeiro na atenção à saúde do homem no Programa de Saúde da Família (PSF). E como objetivos específicos: identificar as funções e os objetivos do Programa de Saúde da Família; averiguar a função do enfermeiro no programa de Saúde Familiar no que tange a promoção da saúde do homem; e evidenciar as dificuldades encontradas pelo enfermeiro para a promoção da saúde do homem. A pesquisa teve um cunho bibliográfico, com uma abordagem qualitativa de caráter descritivo. O homem como um ser repleto de particularidades necessita de estratégias específicas para que ocorra a adesão do mesmo de forma eficaz ao PAISH. No entanto diversas são as dificuldades encontradas pelo enfermeiro para tornar esse programa uma realidade efetiva na sociedade, mas com interesse e dedicação esses desafios serão superados.

PALAVRAS CHAVES: Saúde do homem. Programa de Saúde da Família. Enfermeiro.

SUMÁRIO

  • 1 INTRODUÇÃO................................................................................................
  • 1.1 JUSTIFICATIVA
  • 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
    • HOMEM O PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA NA PROMOÇÃO À SAÚDE DO
  • 2.2 ATUAÇÕES DO ENFERMEIRO NO PSF PARA O PAISH
    • PROMOÇÃO DA SAÚDE DO HOMEM DIFICULDADES ENCONTRADAS PELO ENFERMEIRO PARA A
  • 3 METODOLOGIA
  • 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
    • REFERÊNCIAS

trânsito, ou por violências, bem como por doenças infectocontagiosas, crônicas e degenerativas. Esse dado é percebido com naturalidade no meio social, a partir do momento em que se observa um número consideravelmente maior de mulheres jovens e idosas em relação ao numero de homens, muitas vezes é perceptível sem a necessidade de pesquisas. Partindo para o ponto de vista assistencial propriamente dito, percebe- se que a assistência, de forma global, é dada por um corpo profissional constituída por diversas especialidades, sendo que, na atenção básica, o enfermeiro é o profissional que mais se destaca para o gerenciamento e execução da estratégia utilizada no Programa de Saúde da Família (PSF). Segundo Ximenes Neto et al (2009), dentre as novas práticas, saberes, grupos e sujeitos assistidos pelo enfermeiro, está os homens, os quais representam uma grande demanda assistencial reprimida, que necessita ser priorizada durante a atenção individual ou coletiva, por apresentarem uma série de necessidades, riscos e vulnerabilidades à sua saúde. Diante desse contexto, pode-se notar a necessidade de conhecimento por parte dos profissionais enfermeiros a cerca do cuidado direcionado a esse grupo e capacitação dos mesmos para executar as suas ações de maneira eficaz, promovendo uma mudança no contexto social de modo que essas ações façam com que o homem passe a procurar os serviços de saúde regularmente e preventivamente. Aspectos inerentes à população masculina devem ser levados em consideração quando se trata da assistência integral à saúde do homem. A observação do ser como parte de um todo, concretiza toda idealização proposta com o programa, e cotidianamente deve ser exercido pelo graduando em enfermagem. Observa-se então que o enfermeiro tem papel fundamental e indispensável no tocante da implantação, implementação e da estimulação dos homens à adesão ao PAISH. Considerando que se trata de um profissional incumbido de diversas funções, tais como: o cuidar propriamente dito, que permite uma relação de confiança e contato direto com o paciente; a educação tanto dos clientes como dos profissionais da sua equipe para conscientização das reais necessidades e manter a eficácia da sua assistência; gestão dos serviços, para organizar os

fluxos e manter o acesso de todos aos serviços disponibilizados; e principalmente prover de estratégias essenciais para manter e aprimorar as políticas públicas de saúde que visam garantir o bem estar psicossocial da população. E, a partir dessas atribuições, que são exercidas primordialmente na atenção básica de saúde, o enfermeiro pode e deve contribuir diretamente para a execução do PAISH, esclarecer e estimular a população e profissionais quanto à temática, observando as dificuldades para a execução dessas ações. Evidenciam-se, especialmente na sociedade brasileira os aspectos culturais e sociais como os principais responsáveis pela resistência na busca por serviços de saúde de forma preventiva por parte dos homens em comparação às mulheres. Percebendo então uma visão curativa entre grande parte dos homens que buscam, como prioritários, os serviços de tratamento e reabilitação das enfermidades, em relação à prevenção das mesmas, o que tem resultado num aumento considerável da morbimortalidade nesse gênero, conforme explicitou o Ministério da Saúde (BRASIL, 2009). Frente a esse contexto, o presente trabalho visa responder ao seguinte questionamento: Qual o papel do enfermeiro na atenção à saúde do homem no programa de saúde da família? Para respondê-lo propomos como objetivo geral analisar o papel do enfermeiro na atenção à saúde do homem no programa de saúde da família. E como objetivos específicos: identificar as funções e os objetivos do Programa de Saúde da Família; averiguar a função do enfermeiro no programa de Saúde Familiar no que tange a promoção da saúde do homem; e evidenciar as dificuldades encontradas pelo enfermeiro para a promoção da saúde do homem.

1.1 JUSTIFICATIVA

A atenção à saúde do homem atualmente conquistou espaço em debates e discussões, onde antes nunca havia chegado. Hoje é considerado um problema de saúde pública a ausência do homem na busca de assistência à saúde através da atenção primária, que é a atenção básica, abordada nesse

Além do núcleo familiar notamos que a sociedade como um todo pode se prejudicar, já que o SUS é financiado pela população brasileira através dos altos índices de impostos que são cobrados neste país, e quando o homem deixa de investir em sua saúde com a prevenção gera mais custos à união para o tratamento e/ou reabilitação. Frente a esse contexto, é extremamente relevante a conscientização e capacitação dos profissionais envolvidos na assistência integral à saúde do homem, pois é através da atuação em sua unidade de saúde da família que poderão promover: um melhor esclarecimento do homem quanto à procura do serviço preventivo, uma possível quebra de paradigma social que envolve a procura do homem à saúde e principalmente uma maior adesão do mesmo a este programa.

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Desde os primórdios da vida em sociedade diversos pontos devem discutidos quando se envolve qualquer tipo de questionamento ligado ao gênero masculino e feminino, e infelizmente quanto à procura da assistência à saúde não é diferente.

Os homens são estimulados, desde a infância, a manifestar a sua virilidade por meio da rejeição de comportamentos tidos como feminino para se constituírem como homens. Assim, o padrão de masculinidade é idealizado por meninos e homens não pelo desejo de serem viris, mas pelo medo de serem vistos como pouco viris ou afeminados. Além disso, procurar à assistência de saúde de forma preventiva é culturalmente visto como um ato de fragilidade, sensibilidade, e consequentemente feminino (GOMES; NASCIMENTO; ARAÚJO, 2007) Percebemos na fala dos autores supracitados que estereótipos de gênero originados de uma cultura consideravelmente machista, potencializam práticas baseadas em crenças e valores do que é ser masculino. O ideal de homem visto como um ser viril, forte, invulnerável e provedor é um preconceito que não permite ao indivíduo características como o medo, a ansiedade, a insegurança e a busca aos serviços primários de saúde, pois tais comportamentos são vistos como posturas feminilizadas que por sua vez os afastam de serem masculinos, pois à medida que há aproximação de características de sensibilidade, dependência e cuidado, os homens acreditam que estão predispostos a doenças, lesões e a morte (GOMES; NASCIMENTO; ARAÚJO, 2007).

atendimentos de baixa complexidade, como as unidades básicas de saúde, onde se dá a prevenção de doenças e a promoção da saúde. Eles buscam sempre a média e alta complexidade, como clínicas, hospitais e emergências, ou mesmo o atendimento e orientação direto com balconistas de farmácias, aumentando os índices de automedicação, indicando que quando procuram os serviços de saúde é porque já se encontram com a saúde debilitada e a doença instalada. Muitos agravos poderiam ser evitados caso os homens buscassem os serviços de atenção primária, pois passariam a buscar a assistência à saúde de forma regular e preventiva. Tendo como consequência a diminuição da sobrecarga financeira da sociedade e a diminuição do sofrimento físico e emocional do paciente e de sua família, contribuindo assim para a conservação da saúde, e da qualidade de vida das pessoas (BRASIL, 2009). Portanto observamos que a relação do homem com a busca à assistência à saúde sempre sofreu diversas influências, tendo como principais as culturais e sociais, que culminaram nos altos índices de morbimortalidade que o gênero sofre, entretanto numa tentativa de mudança desta situação foi criado pelo Ministério da Saúde (MS) o PAISH.

2.1 O PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA NA PROMOÇÃO À SAÚDE DO HOMEM

Desde a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) o seu principal objetivo e o maior desafio é o acesso da população à assistência a saúde de forma integral e eficaz. Nesse contexto, com o passar dos anos varias discussões acontecem, e novas estratégias para a prestação dos serviços são criadas, e em 1996 foi criada o Programa de Saúde da Família (PSF) que é uma estratégia de se aproximar do cliente e proporcionar um serviço mais qualificado, direcionado a cada público e integral ao usuário, tendo como principal objetivo facilitar o acesso aos serviços de saúde e priorizar a hierarquização dos mesmos, sendo o PSF uma porta de entrada para o sistema (BRASIL, 2007). Diante do exposto percebemos que o PSF a partir da sua criação passa a ser uma nova estratégia que busca aproximar os serviços públicos de saúde

à população, e tem como principais características um serviço que diminua as dificuldades de acesso e proporcione uma assistência direcionada e individualizada à comunidade. A Saúde da Família é entendida como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial, operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. As equipes atuam com ações de promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais frequentes, e na manutenção da saúde desta comunidade, com enfoque mais direcionado para a prevenção dos mesmos (BRASIL, 2010). Segundo o Ministério da Saúde o programa de Saúde da Família sempre se destacou como uma estratégia para reorganização da atenção básica, na lógica da vigilância à saúde, representando uma concepção de saúde centrada na promoção da qualidade de vida. Sendo que o mesmo refere-se a um serviço multiprofissional (médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, assistente social, equipe de saúde bucal, nutricionista, terapeuta, psicólogo, fisioterapeuta, entre outros) priorizando as ações da equipe de agentes comunitários de saúde e do enfermeiro, já que eles têm maior contato com a população e executam de forma ativa educação em saúde, tendo nas mãos o “poder” de melhorar e mudar a situação da população assistida (BRASIL, 2010). O PSF passa a ser a “porta de entrada” dos serviços públicos, e essa reorganização hierarquizada dos serviços passou a auxiliar a promoção à saúde de forma eficiente e eficaz. A partir disso é notória a importância de cada profissional envolvido com a comunidade de maneira individual e integrada, pois só assim as atividades instituídas alcançarão êxito. Para a sua utilização é necessário que o município se organize, em relação às equipes e estrutura, e desejem a instalação do programa, em 2009 segundo o Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde eram 5.251 municípios que utilizam dessa estratégia como promoção primária à saúde da população, e o Brasil ainda porta aproximadamente 30.328 equipes implantadas, o que equivale a 50,7% da população brasileira coberta por esse programa (BRASIL, 2009). Diversos serviços são disponibilizados no PSF para que todo grupo seja assistido de maneira holística e integral. Programas direcionados à mulher, à criança e ao idoso são corriqueiramente utilizados, e por serem mais

2.2 ATUAÇÕES DO ENFERMEIRO NO PSF PARA O PAISH

A enfermagem é uma profissão que engloba diversas funções dentro dos serviços de saúde, desde a educação até a prestação efetiva do cuidado perpassando pelo gerenciamento e coordenação, incluindo também a pesquisa cientifica. Segundo Barbosa et al(2004)sobre a atuação do enfermeiro no ambiente de saúde coletiva, ressalta as principais funções desempenhadas pelo ser enfermeiro que são elas a implantação, manutenção e desenvolvimento de políticas de saúde tanto em nível curativo quanto preventivo, além da promoção, proteção, recuperação da saúde e reabilitação das pessoas enfermas, concluindo com o gerenciamento e gestão dos serviços desenvolvidos no PSF que o mesmo trabalha. Com a publicação do PAISH percebemos que os objetivos do programa estão diretamente relacionados às atribuições dos profissionais de enfermagem, como pode ser visto no trecho abaixo. Fazem-se objetivos específicos do PAISH, organizar, implantar, qualificar e humanizar, em todo o território brasileiro a atenção integral a saúde do homem, dentro dos princípios que regem o SUS, além de formar e qualificar os profissionais da rede básica para o correto atendimento a saúde do homem” (BRASIL, 2009). Para a implantação do programa o enfermeiro deve estar capacitado e conscientizado quanto à importância da promoção e proteção da saúde do homem, a partir dessa visão ele deve capacitar toda a sua equipe para acolher e atender as necessidades do público, pois é necessária a inserção da equipe como um todo para a execução do programa, e por final ele deve promover meios para conscientizar e estimular a busca da população ao serviço. Essa implantação deve acontecer de forma integrada às demais políticas existentes, numa lógica hierarquizada de atenção à saúde, priorizando a atenção primária como porta de entrada de um sistema de saúde universal, integral e equânime (BARBOSA et al, 2004).

Dessa forma o PAISH foi criado não para agir isoladamente na promoção à saúde do homem, mas como uma estratégia integrada às demais, para que assim o homem possa ser cuidado de forma holística porém com uma visão mais direcionada. O enfermeiro deve informar e orientar à população masculina, aos familiares e a comunidade sobre a promoção, prevenção e tratamento dos agravos e das enfermidades do homem; capacitar tecnicamente os profissionais de saúde para o atendimento do homem; prover a disponibilidade de insumos, equipamentos e materiais educativos; tornar efetivo os mecanismos de monitoramento e avaliação continuada dos serviços e do desempenho dos profissionais; e principalmente elaborar os indicadores que permitam aos gestores municipais monitorar as ações e serviços e avaliar seu impacto, redefinindo as estratégias ou atividades que se fizerem necessárias (BRASIL, 2009). Além disso, é necessário ampliar e qualificar a atenção ao planejamento reprodutivo masculino, inclusive a assistência à infertilidade, enfocando também na paternidade responsável, garantir a oferta da contracepção cirúrgica voluntária masculina nos termos da legislação específica, além da estimulação do uso de preservativo e o auto-exame da genitália, esclarecendo sinais de alerta (BRASIL, 2009 apud SILVA, 2009). É necessário conscientizar os homens do dever e do direito à participação no planejamento reprodutivo. A paternidade não deve ser vista apenas do ponto de vista da obrigação legal, mas, sobretudo, como um direito do homem a participar de todo o processo, desde a decisão de ter ou não filhos, como e quando tê-los, bem como do acompanhamento da gravidez, do parto, do pós-parto e da educação da criança (BRASIL, 2009). Percebemos com isso, que para promover a saúde do homem temos que modificar a forma com que enxergamos a participação masculina em diversas situações, inclusive quando se trata da autonomia da paternidade e dos seus direitos sexuais e reprodutivos. Ainda qualificar a equipe para a atenção às disfunções sexuais masculinas, com atenção para a educação sexual na terceira idade; garantir sempre acesso aos serviços secundários e terciários se houver necessidade; estimular, na população masculina, através da informação, educação e