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A história da Engenharia Agronômica é muito extensa, sendo originada primeiramente como uma área de conhecimento científico vinculado a produção de alimentos, com o passar dos tempos teve seu papel amplificado. Atualmente, abarca uma gama de atribuições, consequentemente uma gama maior ainda de atividades para exercer. Dessa maneira, a formação de um engenheiro agrônomo deve estar em conseguinte com o que se espera desse profissional depois de formado.
Tipologia: Trabalhos
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Tutor(a) EAD Edgar Zana Portela Filho
Assis Chateaubriand Data de entrega (15/05/2020)
Trabalho de Produção Textual Interdisciplinar apresentado como requisito parcial para a obtenção de média bimestral na Atividade Interdisciplinar Orientador: Prof. ????? Assis Chateaubriand 2019
A história da Engenharia Agronômica é muito extensa, sendo originada primeiramente como uma área de conhecimento científico vinculado a produção de alimentos, com o passar dos tempos teve seu papel amplificado. Atualmente, abarca uma gama de atribuições, consequentemente uma gama maior ainda de atividades para exercer. Dessa maneira, a formação de um engenheiro agrônomo deve estar em conseguinte com o que se espera desse profissional depois de formado. Durante toda a vida o ser humano depara-se com questionamentos e afirmações em que precisam posicionar-se, porém nem sempre possui os conhecimentos necessários para colocar-se de maneira plausível em determinada posição. Não sendo diferente ao futuro agrônomo quanto à sua formação e ao exercício profissional. Afinal, o que compete socialmente e profissionalmente ao Agrônomo como profissional? Sua própria formação, suas próprias atribuições, campos de atuação, mitos e verdades serão abordados no presente trabalho. As respostas para os mitos e verdades apresentadas apontam para um tipo de profissional ao qual se atribui uma de visão ampla das atividades e, consequentemente, de habilidades e competências profissionais. Também, se apresenta os resultados da pesquisa realizada sobre os mitos e verdades que abrangem a formação, atribuições e campo de atuação do Agrônomo.
A Engenharia Agronômica surgiu como área do conhecimento com o propósito de compreender o desenvolvimento agropecuário, buscando à cultivo de alimentos pretendendo atingir maior eficácia produtiva. Detendo quanto desafio, acompanhar a expansão populacional, ofertando alimentos e insumos em número e condição indispensáveis para subsistência humana. Com o passar do tempo outras atribuições foram direcionadas a área, sendo hoje uma das mais ecléticas. Dessa forma ter conhecimento e desenvolver o senso crítico para busca de respostas é algo imprescindível na formação de um futuro agrônomo. A partir de MILLEÓ, 2000 a formação dos Engenheiros Agrônomos precisa abranger tanto fundamentos e noções das ciências e dos que regem a prática da agricultura quanto envolver capacidades e ações de interesse social e humano, já que este profissional está introduzido num contexto social e político, atuante e questionador, sendo capaz de transformações sociais que objetivam a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento da sociedade. Assim justifica-se o presente trabalho elaborado a partir de pesquisa exploratória bibliográfica, para respostas sobre os mitos e verdades relacionadas a profissão e formação do Engenheiro Agrônomo. 2.1 É correto afirmar que “agrônomo” e “engenheiro agrônomo” são profissionais com diferentes formações acadêmica e atribuições? Perpassando um pouco da história das nomenclaturas e suas adoções no decorrer da mesma, houvera muitas discriminações e mudanças conflitantes desde a adoção dos cursos e titulações recebidas, porém, os vocabulários “Agronomia e Engenharia Agronômica” para os cursos superiores da área agrícola fornecidos no país, conforme diretrizes curriculares determinadas pelo Ministério da Educação – MEC, estão em vigor desde 2006, dessa forma agrônomo e engenheiro agrônomo possuem a mesma formação acadêmica e profissional. Ainda que seja um dos ofícios de nível superior mais antigos (o primeiro curso de agronomia iniciou em 15 de fevereiro de 1987), o exercício de engenheiro agrônomo só foi regulamentado em 12 de outubro de 1933, através do
Nesta perspectiva o Engenheiro Agrônomo é habilitado para trabalhar em empresas que atuem no âmbito da Agronomia, controlando, projetando, sistematizando, introduzindo projetos de cultivo e de comercialização agropecuária, fabricação de insumos, gestão ambiental e gestão do agronegócio. Realizando consultorias para empresas e proprietários rurais, gerenciando o próprio negócio. Atuando no controle de pragas e vetores em ambientes rurais e urbanos, na extensão, como agente de desenvolvimento rural, como docente ou ainda como pesquisador. Este profissional orienta cientificamente sistemas produtivos, baseado na busca da sustentabilidade econômica, ecológica e social. A função voltada unicamente para ecologia e assuntos sociais é um mito. Na verdade, é que o profissional trabalha em toda a cadeia agropecuária, seja como possuidor dos meios de produção, seja como empregado, ou ainda como agente social de uma comunidade. Por sua diversidade de atuação dentro de um leque igualmente amplo de atividades, determinar o que faz o engenheiro agrônomo nem sempre é uma tarefa simples. Assim sistemas agroecológicos de produção é apenas uma dentre o leque das várias possibilidades de um engenheiro agrônomo. 2.1.3 Todo engenheiro agrônomo é obrigado a trabalhar com agrotóxicos. Atualmente, com sua formação que contempla diversas áreas do conhecimento e atentando para um viés social o engenheiro agrônomo tem inúmeras possibilidades de escolhas para atuação, e dentre elas está o enfoque agroecológico, que por sua vez, dispensa o uso de agrotóxicos. Dessa forma, é um mito o engenheiro agrônomo ser obrigado trabalhar com agrotóxicos. No Brasil, o uso dos agrotóxicos começou a se difundir em meados da década de 40, sendo que no fim da década de 60 o consumo se acelerou na agricultura em função da isenção de impostos como ICM, IPI e taxas de importação de produtos não produzidos no Brasil, bem como aviões para uso agrícola (PORTO; SOARES, 2008, p. 4). A utilização dos agrotóxicos é generalizada tanto no país, como no mundo. Para muitos ainda há uma crença de que é impossível uma agricultura comercial que não utilize esses insumos, isto por se fundamentarem unicamente em sua eficácia, como veloz e única, aumento da condição da produção e a redução
nas despesas com mão de obra e energia dentro da lavoura. Assim, também muitos engenheiros ainda precisam desenvolver um senso mais crítico, ético e responsável em sua atuação. A Resolução nº 2, de 2 de fevereiro de 2006, institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Engenharia Agrícola e dá outras providências, dentre elas encontra em seu artigo 6º, que pretende ao perfil que se quer formar, desta maneira está o de formar um profissional crítico, capaz de solucionar problemas, planejar com eficácia técnica e econômica. Nesta visão encontra-se a distinção da obrigatoriedade e da necessidade da implementação de uma ou outra técnica. Cabe assim, a decisão por parte do profissional, do uso ou não do agrotóxico, discriminando suas potencialidades. 2.1.4 As atividades pecuárias (por exemplo a bovinocultura, a suinocultura e a piscicultura, entre outras) são áreas de atuação proibidas ao engenheiro agrônomo. De acordo com o Decreto Nº 23.196, de 12 outubro 1933 que regula o exercício da profissão agronômica e dá outras providências, em seu artigo 7º Terão preferência, em igualdade de condições, os agrônomos, ou engenheiros agrônomos, quanto à parte relacionada com a sua especialidade, nos serviços oficiais concernentes a: a) experimentações racionais e científicas, bem como demonstrações práticas referentes a questões de fomento da produção animal, em estabelecimentos federais, estaduais ou municipais; b) padronização e classificação dos produtos de origem animal; c) inspeção, sob o ponto de vista de fomento da produção animal, de estábulos, matadouros, frigoríficos, fábricas de banha e de conservas de origem animal, usinas, entrepostos, fábricas de laticínios e, de um modo geral, de todos os produtos de origem animal, nas suas fontes de produção, fabricação ou manipulação; d) organização e execução dos trabalhos de recenseamento, estatística e cadastragem rurais; [...] (BRASIL, 1933) Assim, fica verificado que o engenheiro agrônomo de acordo com o órgão fiscalizador da profissão e suas atribuições descritas, pode atuar com a bovinocultura, suinocultura e demais do reino animal. Ainda se comprova a integridade da atuação do agrônomo nestes campos a partir de sua formação que contempla zootecnia, fisiologia, saúde biologia animal, dentre outras que estão estabelecidas de acordo com o núcleo de conteúdos profissionais essenciais disposto no artigo 7º que determina os conteúdos curriculares do curso de Engenharia Agronômica ou Agronomia da Resolução nº 1, de 2 de fevereiro de 2006.
Assim, com base em seus estudos, em toda sua formação e competências adquiridas ao longo do curso, o agrônomo vai diagnosticar e implementar melhor manejo segundo a necessidade e realidade do agricultor em questão, assim promovendo o desenvolvimento sustentável e contribuindo para a melhoria da sociedade. Assim temos a assistência técnica e extensão rural que são exemplos bem elucidativos do trabalho de orientação e manejo da produção agrícola. Este último pode dar-se individual, grupal e em massa. 2.1.7 Com uma agricultura expressiva, tanto em área plantada como em produtividade, o Brasil é o país que menos utiliza defensivos agrícolas (ou agrotóxicos), e por isso não tem nenhuma legislação sobre o assunto. Contemplando uma agricultura expressiva, o Brasil tem liderado rankings na utilização de agrotóxicos, iniciado em meados de 1940, acelerou seu processo de difusão a partir de 1960, fazendo-se necessária legislação pertinente ao assunto. Assim com relação ao uso, efeitos e terminologia dos produtos químicos utilizados na agricultura, o Brasil promulgou em junho de 1989 a Lei Nº 7.802 que regularizou o emprego do termo “agrotóxico” como a nomenclatura adequada a ser utilizada para os produtos e os agentes de processos químicos, biológicos ou físicos reservados à aplicação nas esferas de produção, assim como na armazenagem e beneficiamento da produção agrícola. Nas pastagens, na proteção de florestas, de outros ecossistemas e além disso de espaços urbanos, industriais e hídricos, seja com intenção de transformar a composição da flora ou da fauna, tendo a finalidade de defendê-las da atuação danosa de seres vivos, analisados nocivos (BRASIL, 1989). Portanto, a partir da Lei Nº 7.802/89 toda a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, assim como a inspeção e a fiscalização dos produtos supracitados devem adotar o termo “agrotóxico” (BRASIL, 1989). Assim o Brasil possui um alicerce legal para tratar de questões
pertinentes ao uso, efeitos, terminologia, produção e demais assuntos relacionados aos agrotóxicos no país. 2.1.8 O agrônomo é um profissional que, devido à sua formação acadêmica restrita, pode trabalhar apenas em atividades de pesquisa agropecuária. Como já descrito anteriormente e devidamente embasado o Agrônomo tem uma formação multidisciplinar e eclética, esta compreendida por sua regulamentação em consonância com o MEC e os respectivos órgãos reguladores do curso de Agronomia. Como exposto no artigo 7º da resolução nº 2, de 2 de fevereiro de 2006 que compreende os conteúdos curriculares do curso de Engenharia Agronômica ou Agronomia. I - O núcleo de conteúdos básicos será composto por campos de saber que forneçam o embasamento teórico necessário para que o futuro profissional possa desenvolver seu aprendizado. Esse núcleo será integrado por: Biologia, Estatística, Expressão Gráfica, Física, Informática, Matemática, Metodologia Científica e Tecnológica, e Química. II - O núcleo de conteúdos profissionais essenciais será composto por campos de saber destinados à caracterização da identidade do profissional. O agrupamento desses campos gera grandes áreas que definem o campo profissional e o agronegócio, integrando as subáreas de conhecimento que identificam o Engenheiro Agrícola. Esse núcleo será constituído por: Avaliação e Perícias Rurais; Automação e Controle de Sistemas Agrícolas; Cartografia e Geoprocessamento; Comunicação e Extensão Rural; Economia e Administração Agrária; Eletricidade, Energia e Energização em Sistemas Agrícolas, Cartografia e Geoprocessamento; Comunicação e Extensão Rural; Economia e Administração Agrária; Eletricidade, Energia e Energização em Sistemas Agrícolas; Estrutura e Edificações Rurais e Agroindustriais; Ética e Legislação; Fenômenos de Transportes; Gestão Empresarial e Marketing; Hidráulica; Hidrologia; Meteorologia e Bioclimatologia; Motores, Máquinas, Mecanização e Transporte Agrícola; Mecânica; Otimização de Sistemas Agrícolas; Processamento de Produtos Agrícolas; Saneamento e Gestão Ambiental; Sistema de Produção Agropecuário; Sistemas de Irrigação e Drenagem; Solos; Técnicas e Análises Experimentais; e, Tecnologia e Resistências dos Materiais. [...] (BRASIL,2006) Desta forma, demonstra-se a vasta e eclética formação do profissional: agrônomo. Além do já explicitado anteriormente, como a gama de atuações do engenheiro agrônomo junto a bovinocultura, suinocultura, assistência técnica, extensão rural, fitotecnia, dentre outras.
Nessa etapa, vocês devem focar na proposta dos professores, analisando os questionamentos baseados na tabela 1, disponível nas orientações. Siga exatamente a ordem das perguntas apresentadas nas orientações, pode colocar pergunta seguido de resposta. Para as perguntas que solicitam cálculos, devem apresentar a formula, a estrutura da conta, todo o raciocínio do cálculo e o valor final encontrado, para que eu possa acompanhar o raciocínio do cálculo até o valor final encontrado. Recebi algumas mensagens de alunos questionando o fato de ainda não terem realizado a disciplina de Métodos Quantitativos, a orientação é que procurem a pasta da disciplina, todo o material de apoio, pois, já está disponível na pasta, aproveitem para estudar o livro, acompanhando as fórmulas e cálculos.
Esse capítulo deverá conter a expectativa que vocês possuem sobre a profissão de agrônomo e como a pesquisa colaborou para esclarecer dúvidas e questionamentos sobre os temas considerados “verdades ou mitos” dentro da profissão. Este tópico deve conter uma lauda.