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Este documento aborda o produto interno de vetores na geometria analítica, incluindo a definição, propriedades e aplicação aos autovalores de uma matriz. O texto também discute a relação entre os autovetores e os autovalores, e fornece exemplos para ilustrar as ideias.
Tipologia: Notas de estudo
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Florianópolis, 2008
Coordenação Pedagógica das Licenciaturas à Distância UFSC/CED/CFM
Coordenação: Roseli Zen Cerny
Núcleo de Formação
Responsável: Nilza Godoy Gomes
Núcleo de Criação e Desenvolvimento de Material
Responsável: Isabella Benfica Barbosa
Design Gráfico e Editorial: Carlos A. Ramirez Righi, Diogo Henrique Ropelato,
Mariana da Silva.
Adaptação Design Gráfico: Diogo Henrique Ropelato,
Marta Cristina Goulart Braga, Natal Anacleto Chicca Junior.
Produção Gráfica e Hipermídia: Thiago Rocha Oliveira
Design Instrucional: Hellen da Silva Zago
Revisão Ortográfica: Tony Roberson de Mello Rodrigues
Preparação de Gráficos: Laura Martins Rodrigues
Editoração Eletrônica: Laura Martins Rodrigues
Núcleo de Pesquisa e Avaliação
Responsável: Claudia Regina Flores
Copyright © 2008, Universidade Federal de Santa Catarina / Consórcio RediSul
Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida, transmitida e gravada, por qualquer
meio eletrônico, por fotocópia e outros, sem a prévia autorização, por escrito, da Coordenação
Acadêmica do Curso de Licenciatura em Matemática na Modalidade à Distância.
B574a
Bezerra, Licio Hernanes Álgebra Linear II / Licio Hernanes Bezerra, Fermín S. Viloche
Bazán. - Florianópolis : UFSC/EAD/CED/CFM, 2005.
91p. ISBN 978-85-99379-54-
1.Álgebra linear I. Bazán, Fermín S. Viloche. II. Título.
CDU 681.31:
Elaborada pela Bibliotecária Eleonora M. F. Vieira – CRB – 14/
Apresentação
Caro aluno,
A Álgebra Linear desenvolve-se dentro de espaços vetoriais, os quais
são estruturas muito simples, que contêm apenas soma e produto por
escalar, e é impressionante como a teoria desenvolve-se com tão pou-
co. É instigante descobrir como problemas associados ao cotidiano das
pessoas são descritos elegantemente pela Álgebra Linear. Problemas
como distribuição de energia elétrica, ou de logística para instalação
de telefones em grandes cidades, envolvem resolução de sistemas line-
ares cujas matrizes são enormes; problemas de compressão de dados,
derivados tanto de áudio como de imagem, têm o cálculo de autova-
lores como ferramenta básica para sua resolução. A substituição do
analógico pelo digital embute a real substituição da realidade físico-
química pela simulação matemática.
Pode-se perguntar por que um licenciado aprende Álgebra Linear se
ele pretende principalmente atuar em escolas de ensino fundamental
e médio. Respondemos a essa questão assim: com a Álgebra Linear,
você, licenciando, deixa as portas abertas para o futuro do conheci-
mento tecnológico, ao mesmo tempo em que solidifica seu conheci-
mento do presente para atender às demandas dos vários alunos que
lhe encontram, que estão a cada dia mais imersos nesse mundo veloz.
Cremos ser possível viver em um mundo natural, com florestas, ani-
mais e pessoas tentando viver em harmonia, lendo livros (estes nun-
ca serão substituídos por imagens digitais, assim como cinema não
é incompatível com teatro), com tempo para o ócio e o prazer, com a
Álgebra Linear resolvendo problemas de poluição ambiental, logística
de policulturas agrícolas etc.
A disciplina Álgebra Linear II é a continuação natural da disciplina
Álgebra Linear I, que lhe introduziu na teoria de matrizes e no de-
senvolvimento da estrutura algébrica dos espaços vetoriais sobre um
corpo. Desta vez, munimos os espaços vetoriais de um produto in-
terno para que se configure neles uma geometria e possamos, dessa
maneira, falar de ângulo entre vetores, de tamanho de vetor etc. Na
seqüência, apresentamos mais um problema que a Álgebra Linear ti-
picamente estuda: o problema dos autovalores de operadores lineares.
Finalmente, definimos a noção de formas multilineares para formali-
zar rigorosamente o estudo de determinantes.
Dividimos, assim, este livro em três Capítulos: produto interno, auto-
valores e formas multilineares. Esperamos que você utilize este livro
como um mapa para descobrir um pouco da Álgebra Linear.
1.1 Definição e exemplos
Quando estudamos vetores no espaço, em Geometria Analítica,
somos apresentados ao produto interno de dois vetores u e v ,
denotado por u v , , o qual é definido por u v , = || u || || v || cos,
em que é o menor ângulo entre os vetores, 0 ≤ ≤ . A partir
dessa definição, demonstram-se algumas propriedades do pro-
duto interno: simetria ( u v , = v u , ), positividade ( u u , ≥ 0 e
u u , = 0 ⇔ u = 0
) e bilinearidade ( ku + u ', v = k u v , + u ', v e
u kv , + v ' = k u v , + u v , '). Uma conseqüência dessas proprieda-
uma base ortonormal do espaço, se os
vetores u e v escrevem-se, nessa base, como u x i 1 y 1 (^) j z k 1
→ → → = + + e
v x 2 (^) i y 2 (^) j z k 2
→ → → = + + , temos que
u v , = x x 1 2 (^) + y y 1 2 (^) + z z 1 2.
Por conseguinte, se w x i y j z k
→ → → = + + ,
2 2 2 || w ||= x + y + z.
O conceito de produto interno é generalizado para um espaço ve-
torial qualquer de um modo usual em Matemática: a partir da
abstração de algumas propriedades de um modelo (no caso, o
produto interno de vetores do espaço euclidiano).
Definição: Seja V um espaço vetorial real. Se , : V × V → ℜ é
uma função tal que
(^) ( ∀ ∈ v V ) v v , ≥ 0 e v v , = 0 ⇔ v = 0 ;
( ∀ v w , ∈ V ) v w , = w v , ;
Exemplo 3: Sejam 1 2 u = ( u , u )e 1 2 v = ( v , v )dois vetores do
2 ℜ. Seja
u v , = u v 1 2 (^) + u v 2 1. Afirmamos que essa função não é um produto
interno em
2 ℜ , pois, apesar de satisfazer os itens ii e iii da defi-
nição, a função não é positiva. Como contra-exemplo, tomemos o
vetor u = (1, −1) : u u , = 1.( 1)− + −( 1).1 = − 2 < 0.
Exemplo 4: Seja V = C a b [ , ] o espaço vetorial das funções reais
contínuas em [ , a b ] , a < b. Sejam f e g duas funções de V. Va-
mos definir a seguinte função de V × V em ℜ :
b
a
f g = f x g x dx ∫
Note que, como f e g são funções contínuas em [ , a b ], o seu
produto também é contínuo em [ , a b ] e, logo, integrável nesse in-
tervalo. Verificamos, facilmente, que as propriedades (ii) e (iii) são
satisfeitas por essa função. Para mostrar que (i) é verdadeira, pre-
cisamos de um pouco de Análise. A primeira parte de (i) é satis-
feita porque, para toda função contínua f ,
2 ( ( )) ( )
b
a
f x dx ≥ m b − a ∫
em que m é o valor mínimo de
2 f no intervalo [ , a b ]. Para mos-
trar que f , f = 0 ⇒ f = 0 (a recíproca é óbvia), vamos supor
que f ≠ 0. Assim, como f é contínua, existe um intervalo [ , c d ],
c < d , contido em [ , a b ] , tal que f ( ) x ≠ 0 para todo x ∈ [ , c d ].
Logo,
2 f ( ) x > 0 para todo x ∈[ , c d ]e, como
2 f também é contí-
nua, pelo Teorema do Valor Intermediário, existem m M , > 0 tais
que
2 m ≤ f ( ) x ≤ M para todo x ∈ [ , c d ]. Assim,
2 2 2 2 2 ( ( )) ( ( )) ( ( )) ( ( )) ( ( )) (
b c d b d
a a c d c
f x dx = f x dx + f x dx + f x dx ≥ f x dx ≥ m ∫ ∫ ∫ ∫ ∫
2 2 2 2 2 ( ( )) ( ( )) ( ( )) ( ( )) ( ( )) ( ) 0
b c d b d
a a c d c
f x dx = f x dx + f x dx + f x dx ≥ f x dx ≥ m d − c > ∫ ∫ ∫ ∫ ∫
Ou seja, f , f ≠ 0. Esse produto interno é chamado de produto
interno usual em C a b [ , ].
Exercício 1: Verifique se as seguintes funções definidas em
2 ℜ
são produto interno ou não.
a) u v , = u v 1 1 (^) + u v 2 1 (^) + u v 1 2 (^) + u v 2 2 ;
b) u v , = u v 1 1 (^) − u v 2 1 (^) − u v 1 2 (^) + 4 u v 2 2 ;
1 1 2 1 2 2 c) u v , = u v + u v + 4 u v ;
u v , = u v 1 2 (^) − u v 2 1 d) ;
1 1 2 1 1 2 2 2
m u v u v u v u v u v m
e) = + + + , em que (^) m é um inteiro
positivo;
1 1 2 1 1 2 2 2
m u v u v u v u v u v m
f) (^) = − − + , em que m é um inteiro
positivo;
g) u v , = 2 u v 1 1 (^) + 4 u v 2 2 ;
h) u v , = 2 u v 1 1.
1.2 Norma definida a partir de um
produto interno
No produto interno definido no espaço euclidiano, vimos que a
norma de um vetor u satisfaz à equação u = u u ,. Na genera-
lização do conceito de produto interno, definiremos norma, dado
um produto interno, utilizando essa equação.
Definição: Seja V um espaço vetorial real. Seja , : V × V → ℜ
um produto interno. A norma induzida por esse produto interno
é definida pela equação seguinte:
u = u u ,
Exemplo 5: Seja
2 V = ℜ. Considere o produto inter-
no entre dois vetores u = ( u 1 (^) , u 2 ) e v = ( v 1 (^) , v 2 ) definido por
u v , = u v 1 1 (^) + u v 2 1 (^) + u v 1 2 (^) + 4 u v 2 2. A norma induzida por esse produ-
to interno é
2 2 u = u 1 (^) + 2 u u 1 (^) 2 + 4 u 2.
Exemplo 6 : Seja V = C a b [ , ]o espaço das funções reais contínu-
as em [ , a b ] , a < b. Considere o produto interno usual de duas
funções de V , f e g (que é dado por , ( ) ( )
b
a
f g = f x g x dx ∫
norma induzida por esse produto interno é
2 ( ( ))
b
a
f = f x dx ∫
Note que, por Cauchy-Schwarz, essa definição faz sentido, uma
vez que
, 1 1
u v
u v
1.4 Ortogonalidade
A definição de ângulo entre vetores permite-nos falar em con-
juntos de vetores ortogonais, em que o ângulo entre cada dois
vetores é igual a 2.
Definição: Seja V um espaço vetorial real munido de um produ-
to interno , : V × V → ℜ. Sejam v 1 (^) ,..., vn vetores de V. Dizemos
que v 1 (^) ,..., vn são ortogonais se, para todos i e j tais que i ≠ j ,
vi , v (^) j = 0.
É importante notar que a ortogonalidade depende do produto in-
terno: dois vetores não-nulos podem ser ortogonais em relação a
um produto interno, mas o ângulo entre eles pode ser diferente
de 2 em relação a outro produto interno. Uma observação in-
teressante é que o vetor nulo é o único vetor ortogonal a todos os
vetores de um espaço vetorial com produto interno. Um resultado
interessante é o seguinte:
Proposição: Sejam v 1 (^) ,..., vn vetores não-nulos de V , um espaço
vetorial real munido de um produto interno , : V × V → ℜ. Se
v 1 (^) ,..., vn são ortogonais (em relação a esse produto interno) então
são linearmente independentes.
Prova: Suponha que existam 1
n a a ∈ℜ tais
que a v 1 1 (^) + + a vn n = 0. Logo, para todo índice i ,
a v 1 1 (^) + + a vn n , vi = 0, vi = 0. No entanto,
2 a v 1 1 (^) + + a vn n , vi = a 1 (^) v 1 , vi + ... + an vn , vi = ai vi , vi = ai vi
pois os vetores são ortogonais dois a dois. Assim, como os veto-
res são não-nulos, para todo índice i , ai = 0 , isto é, escreve-se o
vetor zero de uma única maneira como combinação linear dos ve-
tores v 1 (^) ,..., vn , que é a combinação trivial. Dessa maneira, v 1 (^) ,..., vn
são linearmente independentes.
Corolário (Teorema de Pitágoras Generalizado) : Sejam u e v
dois vetores ortogonais em um espaço vetorial real V munido de
um produto interno. Assim:
2 2 2 u + v = u + v.
Prova: É deixada para você, leitor, como exercício.
Em geral, falamos em conjunto ortogonal de vetores para dizer
que os vetores do conjunto são ortogonais. Por exemplo: dizemos
que uma base de um espaço vetorial é ortogonal, significando que
os vetores da base são ortogonais. Uma pergunta que emerge na-
turalmente é se sempre existem bases ortogonais para qualquer
espaço vetorial real. Vamos responder a essa pergunta feita no
caso do espaço ser finitamente gerado de uma forma concreta:
vamos construir uma base ortogonal a partir de uma base qual-
quer. Um método prático para isso é o método de Gram-Schmidt ,
descrito a seguir.
Sejam v 1 (^) ,..., vn de V , um espaço vetorial real munido de um
produto interno , : V × V → ℜ. Vamos definir, a partir des-
ses vetores, um conjunto ortogonal de vetores w 1 (^) ,..., wn tais que
[ v 1 (^) ,..., vn ] = [ w 1 ,..., wn ].
i) w 1 (^) = v 1
2 1 2 2 2 1 1
v , w w v w w
ii) = −
3 1 3 2 3 3 2 1 2 2 1 2
v , w v , w w v w w w w
iii) = − −
n)
1 2 1 2 1 2 2 2 1 1 2 1
n ,^ n ,^ n , n n n n n
v w v w v w w v w w w w w w
− − −
Note que, para todo i , wi ≠ 0 , pois os vetores v 1 (^) ,..., vn são linear-
mente independentes. A prova de que esses vetores são ortogo-
nais é feita por indução:
2 a)^ V^ = ℜ , munido do produto interno usual, v 1 (^) = (1,1),
v 2 (^) = (1, 2);
3 b)^ V^ = ℜ , munido do produto interno usual, v 1 (^) = (1,1,1),
2 v = (1, 2,1), 3 v = (1, 2, 2);
4 c) V = ℜ , munido do produto interno usual, v 1 (^) = (1,1,1,1),
v 2 (^) = (1, 0, 0,1), v 3 (^) = (1, 2, 0, 2), v 4 (^) = (3, 2, 0, 2);
d) V = C [ 1,1]− , munido do produto interno usual, f 1 (^) ( ) x = 1 ,
f (^) 2 ( ) x = x ,
2 f (^) 3 ( ) x = x.
A seguir, apresentamos algumas definições.
Definição: Seja V um espaço vetorial real munido de um pro-
duto interno , : V × V → ℜ. Seja W um subespaço vetorial de V.
Seja v um vetor de V tal que v ∉ W. Dizemos que v é ortogonal
a W se v é ortogonal a todo vetor de W.
Exercício 3: Sejam v 1 (^) ,..., vn vetores de V , um espaço vetorial real
munido de um produto interno , : V × V → ℜ. Seja 1
n W = v v.
Seja v um vetor de V tal que v ∉ W. Mostre que v é ortogonal a
W se, e somente se, para todo i , v é ortogonal a vi.
Definição: Seja V um espaço vetorial real munido de um produ-
to interno , : V × V → ℜ. Sejam W 1 e W 2 subespaços vetoriais de
V. Dizemos que W 1 é ortogonal a W 2 se, para todo vetor w 1 de
W 1 e todo vetor w 2 de W 2 , w 1 (^) , w 2 = 0. Se, além disso, W 1 (^) + W 2 = V ,
então dizemos que W 2 é o complemento ortogonal de W 1 e
denotamo-lo por 1
⊥
. Observe que, como 1 W é ortogonal a 2
W 1 (^) ∩ W 2 = {0}e, logo, W 1 (^) ⊕ W 2 = V.
Definição: Dizemos que um conjunto de vetores é ortonormal
se os vetores do conjunto são ortogonais (dois a dois) e unitários
(isto é, de norma igual a 1).
Exercício 4: Transforme as bases encontradas nos exercícios ante-
riores em bases ortonormais.
1.5 Projeção ortogonal de um vetor
sobre um subespaço vetorial
Definição: Seja V um espaço vetorial real não-nulo munido de
um produto interno. Seja W um subespaço vetorial de V , W ≠ V.
Seja v ∈ V. Um vetor w ∈ W é dito uma projeção ortogonal de v
sobre W se ( v − w )for ortogonal a todo vetor de W.
Proposição: Se existe uma projeção ortogonal de v sobre W ,
então ela é única.
Prova: Sejam w e w dois vetores de W tais que ( v − w ) e
( v − w ) são ortogonais a todo vetor de W. Em particular, como
( w − w ) ∈ W , 0 = v − w w , − w = v − w w , − w. Desenvolven-
do os cálculos, concluímos que w w , − w = w w , − w e, logo,
w − w w , − w = 0. Ou seja, w = w.
Vamos mostrar que, se W é um subespaço de dimensão finita de
um espaço vetorial real V com produto interno, então a projeção
ortogonal de qualquer vetor de V sobre W existe e, logo, é única.
Seja { v 1 ,..., vn }uma base de um subespaço W de um espaço veto-
rial real V , com produto interno ,. Seja v ∈ V. A projeção orto-
gonal de v sobre [ v 1 ,..., vn ]é um vetor v ∈ [ v 1 ,..., vn ]tal que v − v
é ortogonal a [ v 1 ,..., vn ]. Vamos mostrar que esse vetor v existe.
Para isso, seja 1
n w w uma base ortonormal de 1
n v v , ob-
tida a partir do método de Gram-Schmidt. Procuramos por um
vetor v = a w 1 1 (^) + + a wn n tal que v − v seja ortogonal a [ w 1 ,..., wn ],
que é igual a [ v 1 ,..., vn ], isto é, tal que v − v seja ortogonal a todo
vetor da base { w 1 ,..., wn }. Assim, para todo i , temos:
0 = v − v w , (^) i = v − a w 1 1 + a wn n , wi = v w , (^) i − ai wi , wi = v w , i − ai
ou seja, ai = v w , i. Assim, a projeção ortogonal de v sobre
[ v 1 ,..., vn ]existe e é o vetor
v = v w , 1 (^) w 1 + + v w , (^) n wn.
o
v
v
Figura 1.1 - Projeção ortogonal de um vetor sobre um subespaço.