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Aloimunização, Notas de estudo de Cultura

Descrição dos aspectos relacionados à aloimunização feto-materna.

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 03/11/2011

leila-rodrigues-12
leila-rodrigues-12 🇧🇷

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ALOIMUNIZAÇÃ
ALOIMUNIZAÇÃ
O
O
Universidade federal de Alagoas
Escola de Enfermagem e Farmácia
Curso: Bacharelado em Farmácia
Disciplina: Hematologia
BAIOCHI, Eduardo & NARDOZZA, Luciano M. M.
BAIOCHI, Eduardo & NARDOZZA, Luciano M. M.
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ALOIMUNIZAÇÃ

ALOIMUNIZAÇÃ

O

O

Universidade federal de Alagoas

Escola de Enfermagem e Farmácia

Curso: Bacharelado em Farmácia

Disciplina: Hematologia

BAIOCHI, Eduardo & NARDOZZA, Luciano M. M. BAIOCHI, Eduardo & NARDOZZA, Luciano M. M.

ALOIMUNIZAÇÃO

É a formação de Anticorpos (Ac) quando há a ocorrência

de exposição do indivíduo a Antígenos (Ag) não próprios

  • Transfusão de sangue incompatível
  • Gestantes cujos fetos expressam em suas células sanguíneas Ag’s

exclusivamente de origem paterna

A ocorrência de hemorragia feto-materna constitui a base

da etiopatogenia de várias afecções como a doença

hemolítica Perinatal (DHPN), plaquetopenia e netropenia

aloimunes perinatal

A sensibilização é muito rara durante a primeira gravidez

ALOIMUNIZAÇÃO

Ao ser cruzada a placenta, a partir da 10ª semana de

gestação, os Ac’s IgG maternos dirigidos contra Ag’s

eritrocitários desencadeiam um processo de hemólise

imunomediada

  • Incompatibilidade feto-materna para Ag do sistema ABO seja a mais

comum, esta tem caráter benigno

DHPN

  • O sistema Rhesus (Rh) de grupo sanguíneo é responsável por 95% dos

casos

Somente 5 sorotipos estão envolvidos com formas clinicamente

significantes da DHPN, a saber: D, C, E, c, e

ALOIMUNIZAÇÃO

A perda da expressão antigênica da proteína D nas

hemácias de indivíduos Rh- é gerada por 3 mecanismos:

  • Em caucasianos – deleção total do gene RHD
  • Em  67% negros – pseudogene (leva a não-codificação da proteína

D)

  • Em asiáticos – 10 – 30% expressam fenótipos DEL

Indivíduos que expressam gene D

  • D parcial
  • D fraco
  • DEL

DIAGNÓSTICO

A pesquisa de anticorpos irregulares através do teste de

Coombs indireto deve ser realizada para todas as

gestantes, na 1ª visita pré-natal, e repetido na 28ª semana

de gestação

Se um anticorpo é identificado e ele está associado ao

desenvolvimento de DHPN uma titulação deveria ser

obtida bem como o genótipo do sangue paterno para o

respectivo antígeno

DIAGNÓSTICO

Se o sangue paterno for negativo para o antígeno em

questão o feto não será afetado, não sendo necessários

testes adicionais se a paternidade é certa

Caso o sangue paterno seja positivo e heterozigoto para o

antígeno em questão, ou ainda, não seja conhecido, pode-se

utilizar a determinação direta da genotipagem fetal por reação

em cadeia da polimerase (PCR) em amostra :

  • Líquido amniótico
  • Vilo corial

-Sangue fetal obtido por cordocentese

Ou ainda, preferencialmente por técnica não invasiva, em

amostra de sangue periférico materno com uma acurácia

superior a 94,8%

SEGUIMENTO E TERAPÊUTICA

A ultrassonografia pode revelar sinais da presença da

DHPN, como :

-Espessamento e alteração da ecogenicidade

placentária

Porém são todos sinais tardios que aparecem em fetos

severamente anêmicos com déficit de hemoglobina acima de

7 g/dL

-Hepatoesplenomegalia com aumento de circunferência

abdominal do feto

-Duplo contorno da bexiga, estômago ou vesícula biliar

-Derrame pericárdico; aumento da hidrocele e do líquido

amniótico; ascite ou mesmo a hidropisia

SEGUIMENTO E TERAPÊUTICA

Avaliação do pico de velocidade sistólica da artéria cerebral

média (PVS-ACM) por doplervelocimetria:

-Método direto => resultado imediato

No entanto, há redução da sensibilidade após transfusões

intrauterinas (TIU).

-Não-invasivo

SEGUIMENTO E TERAPÊUTICA

A técnica de transfusão intravascular mostrou-se

claramente superior a intraperitoneal, principalmente nos

fetos hidrópicos

  • No caso da transfusão

Intraperitoneal:

O emprego da técnica combinada de transfusão

intravascular seguida por intraperitoneal resulta em um

hematócrito fetal mais estável, alongando o intervalo entre

as transfusões

Para o cálculo do volume sanguíneo a ser transfundido há

diversas fórmulas:

  • No caso da via

Intravascular:

SEGUIMENTO E TERAPÊUTICA

A transfusão deve ser repetida visando manter o

hematócrito fetal acima de 27 a 30%, tomando-se por base o

declínio do hematócrito fetal de 1% ao dia

É comum a anemia sintomática no primeiro mês de vida

em recém-nascidos que receberam TIU, uma vez que a

transfusão fetal suprime sua hematopoiese levando a virtual

ausência de reticulócitos no sangue periférico e hipoplasia

eritroide na medula

Deve-se utilizar nas TIU concentrados de glóbulos tipo O,

negativos para o antígeno RhD ou outro antígeno para o qual

a gestante seja aloimunizada

As crianças que foram submetidas à TIU não apresentaram

alterações físicas ou do desenvolvimento com

acompanhamento por até 11 anos

PROFILAXIA

 Soro anti-D de 250 e 330 μg (Partogama SDF® - Baxter) ou g (Partogama SDF® - Baxter) ou

300 μg (Partogama SDF® - Baxter) ou g (Matergam® - ZLB/Behring)

Falta em nosso mercado a apresentação de 50 μg (Partogama SDF® - Baxter) ou g 

abortamentos até 12 semanas de gestação

PROFILAXIA

 Anti-D em gestantes Rh negativas  reduz em mais dez

vezes o risco de sensibilização  ocorrência de

aloimunização Rh (D)

Quais fatores tornariam a prevenção ineficaz ??

  • Não aplicação da profilaxia como recomendada
    • Falha em determinar a quantidade de hemorragia

fetomaterna

  • Eventos de hemorragia não identificados

RESUMO PARA CONDUTA

 Grávidas com Rh negativo e CI negativo  solicita se a

determinação ABO-Rh (D) do parceiro

Parceiro for Rh positivo ou desconhecido  a gestante fará

o CI mensalmente  se mantiver negativo  300 μg (Partogama SDF® - Baxter) ou g de anti-

D intramuscular na 28ª semana e nas primeiras 72 horas

depois do parto

RESUMO PARA CONDUTA

 Grávidas Rh negativa com CI negativo e parceiro Rh

positivo ou desconhecido

Em casos de abortamento, gestação molar ou ectópica,

sangramentos genitais e trauma abdominal na gravidez,

biopsia de vilo corial, amniocentese, funiculocentese, versão

cefálica externa ou óbito fetal

300 μg (Partogama SDF® - Baxter) ou g de anti-D intramuscular  72 horas

após o evento