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Analise..................-................., Resumos de Português (Gramática - Literatura)

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Tipologia: Resumos

Antes de 2010

Compartilhado em 29/01/2023

nuno-ye
nuno-ye 🇵🇹

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A Última Nau”
Neste poema, está explícito o mito sebastianista. Isto é apoiado por alguns factos que
vão ser explicados ao longo da análise. Este poema insere- se na segunda parte da
“Mensagem”, com a máxima possessão maris, ou seja, Posse do Mar, por parte do
suposto Império português.
Estrofe conta da partida de D. Sebastião com o objectivo de cumprir o
Império, mas como o sujeito poético diz esta vontade “foi - se” com a “última
nau”.
*Nesta estrofe é de notar que o “eu” fala de uma partida condenada ao
fracasso. Isso é verificável com as expressões “aziago”- prenúncio de desgraça-;
“Erma”- sinónimo de solidão-; “pressago”- que pressagia/prevê.
Em relação ao mito sebastianista nesta estrofe está presente quando o “sujeito
poético” se direcciona ao desaparecimento misterioso da “última nau” e de D.
Sebastião, justificados pela ligação entre “Foi-se a última nau (..)/ entre choros de
ânsia e de pressago/Mistério.”.
2ª Estrofe a estrofe começa por afirmar um facto que o sujeito poético reitera-
a nau foi-se e “não voltou mais.” A impossibilidade da realização do império e
a morte de D.Sebastião.O sujeito poético também se questiona sobre o que o
futuro trará “Voltará da sorte incerta/ Que teve?”. E aqui assume- se o mito
como esperança do futuro: “ Deus guarda o corpo e forma do futuro.”
Pela crença das pessoas em Deus, a que as mesmas nele depositam leva-as a
acreditar que El-Rei possa um dia regressar e mostra também a importância de Deus
pois é este que decide o futuro.
E Estrofe As duas últimas estrofes referem o regresso de D. Sebastião,
que o “eu” diz ser* certo embora não saiba quando- “Vejo entre a cerração teu
vulto baço/ Que torna”; “Não sei a hora, mas sei que a hora,” *E, D.
Sebastião, ao regressar traz ainda com ele a determinação de construir um
império universal (não material, mas sim espiritual, que é a fundação da
Mensagem)- “A mesma, e trazes o pendão ainda/ Do Império”.
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Transcrição de ‘’ A ultima nau - Fernando pessoa’
Levando a bordo El-Rei Dom Sebastião,
E erguendo, como um nome, alto, o pendão
Do Império,
Foi-se a última nau, ao sol aziago
Erma, e entre choros de ânsia e de preságio
Mistério.
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A Última Nau” Neste poema, está explícito o mito sebastianista. Isto é apoiado por alguns factos que vão ser explicados ao longo da análise. Este poema insere- se na segunda parte da “Mensagem”, com a máxima possessão maris, ou seja, Posse do Mar, por parte do suposto Império português.  1ª Estrofe dá conta da partida de D. Sebastião com o objectivo de cumprir o Império, mas como o sujeito poético diz esta vontade “foi - se” com a “última nau”. Nesta estrofe é de notar que o “eu” fala de uma partida já condenada ao fracasso. Isso é verificável com as expressões “aziago”- prenúncio de desgraça-; “Erma”- sinónimo de solidão-; “pressago”- que pressagia/prevê. Em relação ao mito sebastianista nesta estrofe está presente quando o “sujeito poético” se direcciona ao desaparecimento misterioso da “última nau” e de D. Sebastião, justificados pela ligação entre “Foi-se a última nau (..)/ entre choros de ânsia e de pressago/Mistério.”.  2ª Estrofe a estrofe começa por afirmar um facto que o sujeito poético reitera- a nau foi-se e “não voltou mais.” A impossibilidade da realização do império e a morte de D.Sebastião.O sujeito poético também se questiona sobre o que o futuro trará “Voltará da sorte incerta/ Que teve?”. E aqui assume- se o mito como esperança do futuro: “ Deus guarda o corpo e forma do futuro.” Pela crença das pessoas em Deus, a fé que as mesmas nele depositam leva-as a acreditar que El-Rei possa um dia regressar e mostra também a importância de Deus pois é este que decide o futuro.  3ª E 4ª Estrofe As duas últimas estrofes referem o regresso de D. Sebastião, que o “eu” diz ser certo embora não saiba quando- “Vejo entre a cerração teu vulto baço/ Que torna”; “Não sei a hora, mas sei que há a hora,” E, D. Sebastião, ao regressar traz ainda com ele a determinação de construir um império universal (não material, mas sim espiritual, que é a fundação da Mensagem)- “A mesma, e trazes o pendão ainda/ Do Império”. Transcrição de ‘’ A ultima nau - Fernando pessoa’’ Levando a bordo El-Rei Dom Sebastião, E erguendo, como um nome, alto, o pendão Do Império, Foi-se a última nau, ao sol aziago Erma, e entre choros de ânsia e de preságio Mistério.

Não voltou mais. A que ilha indescoberta Aportou? Voltará da sorte incerta Que teve? Deus guarda o corpo e a forma do futuro, Mas Sua luz projecta-o, sonho escuro E breve. Ah, quanto mais ao povo a alma falta, Mais a minha alma atlântica se exalta E entorna, E em mim, num mar que não tem tempo ou 'spaço, Vejo entre a cerração teu vulto baço Que torna. Não sei a hora, mas sei que há a hora, Demore-a Deus, chame-lhe a alma embora Mistério. Surges ao sol em mim, e a névoa finda: A mesma, e trazes o pendão ainda Do Império. Fernando Pessoa Fernando pessoa é considerado um dos maiores nomes da literatura Portuguesa e mundial. É especialmente conhecido por ter escrito sob multiplas personalidades (heterónimos). 1903- 1906- 1934- 1914- 1896- 1888 Em 1903, Fernando Pessoa submete-se ao exame de admissão à universidade do

E erguendo, como um nome, alto, o pendão Do Império, Foi-se a última nau, ao sol aziago Erma, e entre choros de ânsia e de presagio Mistério. Não voltou mais. A que ilha indescoberta Aportou? Volverá da sorte incerta Que teve? Deus guarda o corpo e a forma do futuro, Mas Sua luz projecta-o, sonho escuro E breve. Ah, quanto mais ao povo a alma falta, Mais a minha alma atlântica se exalta E entorna, E em mim, num mar que não tem tempo ou 'spaço, Vejo entre a cerração teu vulto baço Que torna. Não sei a hora, mas sei que há a hora, Demore-a Deus, chame-lhe a alma embora Mistério. Surges ao sol em mim, e a névoa finda: A mesma, e trazes o pendão ainda Do Império. A A B C C B Rima emparelhada

Rima emparelhada Rima cruzada Poema caracterizado por rimas perfeitas Rimas pobres no poema: "Sebastião" / "Pendão" "Indescoberta" / "Incerta" Rimas ricas no poema: "Teve" / "Breve" "Finda" / "Ainda" Esquema Rimático Trissílabo Alexandrino (12) Hendecassílabo (11) Dissílabo Poema mostra grande variedade na divisão de sílabas métricas Poema constituído por 4 estrofes, cada uma com 6 versos (sextilha) Estrutura interna Linguagem poética Neste poema, está explícito o mito sebastianista, que vai ser notado em alguns dos versos. O poema insere-se na segunda parte de "Mensagem". Análise formal Primeira estrofe A primeira estrofe dá conta da partida de D. Sebastião com o objectivo de cumprir o Império, mas como o sujeito poético diz esta vontade "foi-se" com a "Última Nau". Nota-se também na estrofe que o "eu" fala de uma partida já condenada ao fracasso ("aziago" - desgraça, "erma" - solidão e "pressago" - previsão). Está presente na estrofe o mito sebastianista quando o "sujeito poético" se direcciona ao desaparecimento misterioso da "última nau" e de D. Sebastião. Levando a bordo El-Rei Dom Sebastião, E erguendo, como um nome, alto, o pendão Do Império,

Relação título / texto O título "Última Nau" relaciona-se com o desejo de cumprir o Império sendo que esta última nau era a última esperança para os Portugueses de o fazer. Levando a bordo El-Rei Dom Sebastião, E erguendo, como um nome, alto, o pendão Do Império, Foi-se a última nau, ao sol aziago Erma, e entre choros de ânsia e de presagio Mistério. Não voltou mais. A que ilha indescoberta Aportou? Volverá da sorte incerta Que teve? Deus guarda o corpo e a forma do futuro, Mas Sua luz projecta-o, sonho escuro E breve. Ah, quanto mais ao povo a alma falta, Mais a minha alma atlântica se exalta E entorna, E em mim, num mar que não tem tempo ou 'spaço, Vejo entre a cerração teu vulto baço Que torna. Não sei a hora, mas sei que há a hora, Demore-a Deus, chame-lhe a alma embora Mistério. Surges ao sol em mim, e a névoa finda: A mesma, e trazes o pendão ainda Do Império. Recursos expressivos Antítese: "Não sei a hora, mas sei que há a hora"

"Mas Sua luz projecta-o, sonho escuro" Comparação: "E erguendo, como um nome..." Hipérbato: "Ah, quanto mais ao povo a alma falta" "Vejo entre a cerração teu vulto baço" Campo lexical 1- sol, névoa, cerração 2- bordo, nau, pendão 3- Atlântica, ilha, mar 4- corpo, alma Determinantes Possessivos Verbos (leva a bandeira de Portugal para o além) (Partida de D. Sebastião) Incerteza quanto ao regresso de D. Sebastião. Esperança quanto ao regresso do D. Sebastião D. Sebastião continua a "transportar" com ele Portugal Reflexão do Poema “A Última Nau” de Fernando Pessoa O poema “A última Nau” é um poema escrito por Fernando Pessoa ilustre poeta e escritor português do século XIX/XX. Apresentou este poema, na minha opinião, como um espectro de alguém no seu presente mas com a perfeita noção de que seria mais tarde um passado. Na minha humilde análise penso que o autor, apresentou como tópico central “o mistério de el-rei D. Sebastião”. Acontece que Fernando Pessoa conseguiu pegar numa passagem literária de Camões. Mais especificamente a epopeia Portuguesa “Os Lusíadas” (canto X) no suposto episódio que é conhecido como