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anatomia e fisiolofia, Resumos de Anatomia

e um tema de anatomia e fisiolofia onde ajuda os estudantes por serem resumidos

Tipologia: Resumos

2013

Compartilhado em 22/04/2026

rayanne-vinha
rayanne-vinha 🇧🇷

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ANATOMIA E FISIOLOGIA DO OLFATO/PALADAR
O olfato e o paladar são dois sentidos químicos que desempenham papéis
cruciais na percepção sensorial humana. Os sistemas neurais responsáveis por
essas sensações, conhecidos como sistemas gustatório e olfatório, estão entre os
mais antigos do encéfalo, e trabalham em conjunto para perceber substâncias
químicas na cavidade oral e nasal. As sensações resultam da interação de
moléculas com os receptores da olfação e da gustação, sendo que os impulsos se
propagam para o sistema límbico e para as áreas corticais superiores,
desencadeando respostas emocionais ou memórias.
O sistema olfatório é um sentido químico onde os neurônios receptores
olfativos detectam moléculas odoríferas, que entram em contato com a mucosa
olfativa via ortonasal e via retrógrada, enquanto as moléculas dissolvidas no
muco se ligam aos neurônios receptores olfativos, gerando potenciais de ação
transmitidos ao bulbo olfatório e, em seguida, ao córtex olfatório. As células
receptoras do olfato, localizadas na parte superior da cavidade nasal são
neurônios bipolares com cílios finos que se estendem até o bulbo olfatório
através da placa cribiforme óssea. Essas células possuem uma estrutura
especializada com receptores específicos para diferentes odores nos cílios. Nesse
sentido, o muco presente no epitélio olfatório, secretado por células de suporte e
glândulas de Bowman, cria um ambiente propício para a detecção de odores. A
estrutura da mucosa olfativa inclui o epitélio olfativo, composto por neurônios
receptores olfativos, células basais e de suporte, sendo que cada neurônio
expressa um gene para um tipo de receptor olfatório, permitindo a discriminação
de odores. Os sinais são transmitidos aos glomérulos olfatórios, onde são
processados antes de serem enviados ao córtex olfatório, e os neurônios
receptores olfativos utilizam proteínas como a G para retransmitir sinais, tendo a
capacidade única de se regenerar, com as células basais desempenhando papel
importante. A perda olfativa pode ser causada por condições neurológicas e
psiquiátricas, incluindo doenças neurodegenerativas, e as vias centrais do olfato
envolvem sinapses entre neurônios receptores olfativos e o bulbo olfatório,
projetando para o córtex olfatório. Diferentemente de outros sentidos, as fibras
nervosas olfativas projetam-se diretamente para o córtex olfatório primário,
sendo que o sabor resulta da combinação de olfato e paladar com o córtex
orbitofrontal integrando essas informações. O treinamento olfativo é uma opção
de tratamento recomendada para disfunção olfativa, mostrando reversibilidade e
plasticidade do sistema olfativo, e estudos sugerem que o treinamento olfativo
pode induzir mudanças estruturais e funcionais no cérebro, melhorando a função
olfativa.
O sistema gustativo é único devido à distribuição ampla dos receptores por toda
a orofaringe, e a inervação periférica é feita por ramos de três nervos cranianos
diferentes. O nervo facial (VII) inerva botões gustativos nas papilas fungiformes
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ANATOMIA E FISIOLOGIA DO OLFATO/PALADAR

 O olfato e o paladar são dois sentidos químicos que desempenham papéis cruciais na percepção sensorial humana. Os sistemas neurais responsáveis por essas sensações, conhecidos como sistemas gustatório e olfatório, estão entre os mais antigos do encéfalo, e trabalham em conjunto para perceber substâncias químicas na cavidade oral e nasal. As sensações resultam da interação de moléculas com os receptores da olfação e da gustação, sendo que os impulsos se propagam para o sistema límbico e para as áreas corticais superiores, desencadeando respostas emocionais ou memórias.  O sistema olfatório é um sentido químico onde os neurônios receptores olfativos detectam moléculas odoríferas, que entram em contato com a mucosa olfativa via ortonasal e via retrógrada, enquanto as moléculas dissolvidas no muco se ligam aos neurônios receptores olfativos, gerando potenciais de ação transmitidos ao bulbo olfatório e, em seguida, ao córtex olfatório. As células receptoras do olfato, localizadas na parte superior da cavidade nasal são neurônios bipolares com cílios finos que se estendem até o bulbo olfatório através da placa cribiforme óssea. Essas células possuem uma estrutura especializada com receptores específicos para diferentes odores nos cílios. Nesse sentido, o muco presente no epitélio olfatório, secretado por células de suporte e glândulas de Bowman, cria um ambiente propício para a detecção de odores. A estrutura da mucosa olfativa inclui o epitélio olfativo, composto por neurônios receptores olfativos, células basais e de suporte, sendo que cada neurônio expressa um gene para um tipo de receptor olfatório, permitindo a discriminação de odores. Os sinais são transmitidos aos glomérulos olfatórios, onde são processados antes de serem enviados ao córtex olfatório, e os neurônios receptores olfativos utilizam proteínas como a G para retransmitir sinais, tendo a capacidade única de se regenerar, com as células basais desempenhando papel importante. A perda olfativa pode ser causada por condições neurológicas e psiquiátricas, incluindo doenças neurodegenerativas, e as vias centrais do olfato envolvem sinapses entre neurônios receptores olfativos e o bulbo olfatório, projetando para o córtex olfatório. Diferentemente de outros sentidos, as fibras nervosas olfativas projetam-se diretamente para o córtex olfatório primário, sendo que o sabor resulta da combinação de olfato e paladar com o córtex orbitofrontal integrando essas informações. O treinamento olfativo é uma opção de tratamento recomendada para disfunção olfativa, mostrando reversibilidade e plasticidade do sistema olfativo, e estudos sugerem que o treinamento olfativo pode induzir mudanças estruturais e funcionais no cérebro, melhorando a função olfativa.  O sistema gustativo é único devido à distribuição ampla dos receptores por toda a orofaringe, e a inervação periférica é feita por ramos de três nervos cranianos diferentes. O nervo facial (VII) inerva botões gustativos nas papilas fungiformes

na parte anterior da língua e nas cristas anteriores das papilas foliáceas. O nervo petroso superficial maior, um ramo do nervo facial, inerva botões gustativos no palato mole. As papilas circunvaladas e as cristas posteriores das papilas foliáceas são inervadas pelo ramo lingual do nervo glossofaríngeo (IX). Por fim, os botões gustativos na epiglote são inervados pelo ramo nervoso laringeano superior do nervo vago (X). Quanto à neurofisiologia, as fibras gustativas dos dois terços anteriores da língua trafegam primeiro pelos ramos do nervo trigêmeo e depois pela corda do tímpano, um ramo do nervo facial. A sensação gustativa do terço posterior da língua é conduzida por fibras do nervo glossofaríngeo, enquanto outras fibras da epiglote e de outras áreas cursam por ramos do nervo vago. Todas essas fibras gustativas se afunilam para o trato solitário, fazem sinapse na porção rostral do núcleo do trato solitário e, em seguida, para o córtex cerebral. Portanto a gustação, ou paladar é um processo complexo que envolve células gustativas agrupadas em botões gustativos encontrados na língua, palato, faringe, epiglote e terço superior do esôfago, distribuídos principalmente em papilas fungiformes, circunvaladas e foliadas. Cada botão gustativo contém diversos tipos de células, incluindo basais, escuras, claras e intermediárias, com as basais atuando como células germinativas. As células gustativas são eletricamente excitáveis e respondem a estímulos como amargo, salgado, azedo, doce e possivelmente "umami" através de mecanismos de despolarização e transdução de sinais.  REFERÊNCIAS: Han, S. A., Kim, J. K., Cho, D. Y., Patel, Z. M., & Rhee, C. S. (2023). The Olfactory System: Basic Anatomy and Physiology for General Otorhinolaryngologists. Clinical and Experimental Otorhinolaryngology, 16(4), 308-316. Mistretta, Charlotte M. "Aging Effects on Anatomy and Neurophysiology of Taste and Smell." Gerodontology 3.2 (1984): 131-136.