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Tipologia: Notas de estudo
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Anemia falciforme é o nome dado a uma doença hereditária que causa a má formação das hemácias, que assumem forma semelhante a foices (de onde vem o nome da doença), com maior ou menor severidade de acordo com o caso, o que causa deficiência do transporte de gases nos indivíduos acometidos pela doença. É comum na África, na Europa mediterrânea, no Oriente Médio e regiões da Índia. Origem A presença da anemia falciforme, é determinada por uma quantidade elevada de plaquetas sangüíneas. Em indivíduos normais, as células de transporte de gases, hemácias, têm forma arredondada côncava e flexível, e possuem em si moléculas de hemoglobina, ou hemoglobina normal, que é responsável por fazer as ligações gasosas. Essa constituição permite que essas células consigam executar sua função mesmo através dos mais finos capilares. A formação dessa hemoglobina, determinada por um par genético, muda nos indivíduos falciformes. Neles, há a presença de ao menos um gene mutante, que leva o organismo a produzir a hemoglobina S
. Essa hemoglobina apresenta, em sua cadeia, uma troca de aminoácidos (um ácido glutâmico é substituído por uma valina). Ela consegue transportar o oxigênio mas, quando o mesmo passa para os tecidos, as moléculas da sua hemoglobina se aglutinam em formas gelatinosas de polímeros, também chamadas tactóides, que acabam por distorcer as hemácias, que tornam-se duras e quebradiças devido às mudanças na sua membrana. Quando recebem novamente o oxigênio, podem ou não reganhar seu formato: após algum tempo, por não suportar bem modificações físicas, a hemoglobina pode manter a forma gelatinosa permanentemente e, conseqüentemente, a deformação que ela gera. Nessa forma, sua vida útil se extingue mais rapidamente, o que pode vir a causar anemia hemolítica (ou comum). Contudo, ao contrário da anemia comum, não há tratamento definitivo para a forma falciforme. O gene causador desse último problema tem uma relação de co-dominância com o gene normal. Assim, há indivíduos portadores de uma forma branda e de uma forma severa da mesma doença. Sintomas Há a presença de todos os sintomas clássicos da anemia comum, que são causados pelo déficit de hemácias (uma vez que elas têm vida útil muito curta). Desses podem-se citar fadiga, fraqueza, palidez (principalmente nas conjuntivas e palmas das mãos), icterícia, défice de concentração e vertigens. Há contudo a presença de uma gama de sintomas característicos da anemia falciforme aguda, que são causados pelo aumento da viscosidade sanguínea que é a aglomeração de hemacias doentes. Por causa disso pode haver formação de trombos (coágulos ) nas mais diversas áreas do organismo, com défice do transporte sanguíneo para a área. Em regiões musculares ou conjuntivas, isso pode causar crises de dor intensa. Concomitantemente a isso, há um aumento do número de hemácias doentes, uma vez que a acidose e a deficiência de oxigênio facilita a deformação permanente. Pode causar também hemorragia, descolamento retiniano, priapismo, acidente vascular cerebral, enfarte, calcificações em ossos com dores agudas, insuficiência renal e pulmonar, dependendo da fase de vida. Nas mãos e nos pés principalmente das crianças, pode haver inchaço causado pela obstrução de vasos naquelas áreas, também acompanhado com crises de dor. Há um aumento drástico no número de infecções.
Os principais fatores de risco para acidente vascular cerebral (derrame ) em crianças são anemia falciforme e doenças do coração congênitas ou adquiridas, de acordo com uma nova orientação publicada no Journal of the American Heart Association - Management of Stroke in Children. Crianças com anemia falciforme têm 200 vezes mais chances de sofrer um derrame do que aquelas sem a doença, segundo dados do Baltimore-Washington Cooperative Young Stroke Study. A anemia falciforme é mais comum em afro-descendentes e está associada a crises dolorosas, anemia , infecções graves e danos a vários órgãos. O derrame em crianças, embora seja incomum, não é tão raro quanto pensado até o momento, diz E. Steve Roach, membro da American Heart Association e professor de neurologia pediátrica no The Ohio State University College of Medicine. As famílias de crianças com
anemia falciforme devem estar alertas para os sintomas de derrame e orientadas sobre o que fazer para agilizar o atendimento médico. A criança poderá apresentar dificuldade de aprendizagem e memorização, fraqueza, paralisia uni ou bilateral dos membros, paralisia facial (a boca fica assimétrica), perda completa ou parcial da fala, convulsões e até coma. Nestes casos, os pais devem procurar um atendimento médico de urgência. Embora possa haver uma recuperação significativa das crianças que sofrem um derrame , o acidente vascular cerebral pode deixar déficit neurológico de gravidade variável ou levar à morte. Para evitar recidiva, essas crianças geralmente participam de um programa de transfusões crônicas, precisando ausentar-se da escola a cada três ou quatro semanas. Por causa das transfusões, a criança pode ficar com excesso de ferro no organismo, que deverá ser eliminado por meio de um medicamento quelante de ferro.
A anemia falciforme é uma doença genética muito comum em nosso país. A anemia falciforme caracteriza-se por uma anemia hemolítica crônica grave, que ocorre em pessoas homozigotas para o gene falciforme. A dor acomete, sobretudo, os sistemas musculares e esqueléticos. A dor pode durar horas ou dias e a intensidade varia de moderada a muito forte. A evolução clínica caracteriza-se por episódios de dor em virtude da oclusão dos pequenos vasos sanguíneos pelas hemácias falciformes; levando a um extravasamento intersticial ocasionando edema, este, começa a pressionar as células nervosas ou musculares desencadeando dores. Considerando este contexto, o objetivo é evidenciar a assistência prestada pela equipe de enfermagem a fim de minimizar a dor na crise falcêmica. Foi realizada uma revisão de literatura em Base de Dados LILACS, Scielo e Bireme, e em periódicos da Biblioteca do CEUJI/ULBRA. A sintomatologia da anemia falciforme geralmente acomete braços, pernas, região do tórax e região lombar. É extremamente importante considerar a descrição subjetiva da dor do cliente, a realização de exame físico detalhado caracterizando as regiões anatômicas das crises. A avaliação das crises falcêmicas requer um bom relacionamento com o cliente; o enfermeiro deve atentar para as complicações, ou seja, os sintomas de febre, hipoxia, trombose, AVE, ICC, Taquicardia, Síndrome Torácica, revendo os fatores que podem influenciar na dor como experiência prévia, ansiedade, idade, sexo, religião. Manter em observação rigorosa de Enfermagem até estabilização do quadro. Sendo assim a Assistência de Enfermagem visa minimizar a dor da crise falcêmica através da promoção de conforto através de coxins, mudanças de decúbito, hidratação da pele, proteção de proeminências ósseas, ofertar líquidos via oral, manter ambiente calmo e tranqüilo. A dor pode ser quantificada através de Escalas de Dor das Faces, Escala de Intensidade da Dor Escala Numérica de 0 a 10 de Intensidade da dor, Escala Análoga Visual (VAS) sem dor a Pior dor que poderia haver. Utilizando as escalas fica mais fácil a orientação do uso de analgésicos, os quais são valiosos no controle da dor em uma crise falcêmica. Qualquer articulação que esteja agudamente inchada deve ser apoiada e elevada até que diminua o edema. O uso de técnicas de relaxamento, exercícios respiratórios e distração são valiosos. Os antibióticos prescritos devem ser iniciados imediatamente para evitar infecções. Quando a dor for insuportável e os fármacos, e os outros métodos utilizados não fizerem efeito, deve-se ser feito uma transfusão de sangue. Portanto é importante que a equipe de enfermagem esteja orientada em como quantificar a dor para que possam desenvolver uma assistência de qualidade para
minimizar a problemática do cliente em uma crise falcêmica.
Bibliografia