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Ludicidade no Ensino de Ciências
Tipologia: Notas de estudo
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Anteprojeto apresentado à Prof.ª Ms. Érika Albuquerque como requisito parcial para conclusão da disciplina de Metodologia e Prática da Pesquisa, em 03 de março de 2010, do curso de Licenciatura Plena em Química.
O ensino de ciências vem sofrendo muitas dificuldades desde seu início, pois o conteúdo a que este se refere é tratado por muitos estudantes como fictício e sem aplicabilidade e importância para o cotidiano.
As disciplinas de ciências naturais, como química, física e biologia, não despertam o interesse das crianças por diversas razões: ou por que os estudantes realmente acham que o conhecimento destes conteúdos não trará benefícios ao seu cotidiano ou por acharem seus conteúdos de difícil aprendizagem.
Nos últimos anos a utilização de atividades lúdicas vem crescendo, mas ainda é recente tanto no Brasil (em relação ao número de trabalhos envolvendo jogos) quanto em outros países.
A proposta de se inserir atividades lúdicas no ensino de ciências tem como objetivo tornar o estudo desta disciplina menos monótono, mais interessante e de fácil entendimento.
Qual a relação entre a brincadeira e a aprendizagem de ciências no ensino fundamental das escolas de Crateús?
Será que o método tradicional do ensino de ciências faz com que os alunos sempre aprendam de maneira satisfatória?
O método tradicional de ensino faz com que os alunos incorporem a ciência ao seu cotidiano?
Os professores aplicam atividades lúdicas aos seus alunos?
Segundo MOURA (1993), devemos desenvolver nas escolas a “educação estética”, que engloba a percepção de valores e a sensibilidade humana. De acordo com esta proposta, o aspecto lúdico existente “na interação do indivíduo com os objetos e fenômenos que compõem o mundo físico, natural e tecnológico, que o rodeia e do qual ele faz parte” pode influenciar de maneira positiva em aspectos afetivos nos processos de aprendizagem. Com esforços, poderão ser desprender esses aspectos para o desenvolvimento de uma sociedade mais instruída e capacitada e com a criação de novos espaços educacionais, a valorização do indivíduo, no incentivo à criação, liberdade, iniciativa, participação e cooperação, condições fundamentais para que o indivíduo possa sobreviver nos tempos de hoje.
Avaliar os métodos de ensino utilizados pelos professores para trazer o conteúdo de ciências para o cotidiano dos alunos do ensino fundamental I das escolas de Crateús e investigar se os mesmos utilizam métodos lúdicos para despertar o interesse das crianças.
▪ Específicos
Verificar de que forma as atividades lúdicas afetam no processo de aprendizagem de ciências.
Identificar as formas de atuação do professor na construção de jogos mais semelhantes com os jogos populares das crianças.
Conhecer a opinião dos estudantes do ensino fundamental sobre os jogos aplicados em sala de aula.
Teóricos pioneiros nos métodos ativos da educação (Decroly, Piaget, Vygotsky, Elkonin, Huizinga, Dewey, Freinet, Froebel) destacaram a importância que a ludicidade proporciona à educação tanto de crianças quanto de adolescentes e
adultos, pois no momento do jogo as pessoas se descontraem, o que proporciona um desbloqueio psicológico e com isso uma aproximação, uma integração e interação com o grupo, facilitando assim, a aprendizagem.
Russel (1999, apud Soares, 2004) descreveu artigos que utilizavam jogos para ensinar nomeclatura, fórmulas e equações químicas, conceitos gerais de química, como massa, propriedades da matéria, elementos químicos, estrutura atômica, soluções e solubilidade etc.
O jogo mais antigo descrito pela autora data do ano de 1935, em um total de 73 artigos, que se distribuem entre 14 autores.
Schreck & Lang (1985) também descrevem o uso de selos com desenhos relacionados à Química e a algumas descobertas cientificas, e mais, Utchinson & Willerton (1985) utilizaram camisetas e coleções de estampas de produtos para ensinar conceitos relativos à presença e importância da química no cotidiano da sociedade.
Além dos jogos tradicionais, como bingos, dominós, jogo da memória, quebra- cabeça, caça-palavra, palavra cruzada, passa ou repassa e caça ao tesouro, existem também softwares e jogos de computadores educativos, como Carbópolis, Urânio 235 e a Cidade do Átomo, que mostram simulações em laboratórios e cidades para trazer os conceitos químicos para o cotidiano e o jogo S.T.A.L.K.E.R mostram os efeitos da radiação na sociedade e traz como especulação o acidente nuclear ocorrido em uma cidade da Ucrânia.
Figura 2: Gráfico das respostas da pergunta 2.
A maioria dos entrevistados respondeu que aprende melhor com os jogos, pois eles gostam de jogos.
Para a pergunta número 3, houve respostas diversas, como jogo da velha, jogo de letras, quebra-cabeça entre outros.
ETAPAS Dezembro Janeiro Fevereiro Março
Escolha do tema
Levantamento bibliográfico
Elaboração do anteprojeto
Coleta de dados
Entrega do anteprojeto
DINELLO, Dom Raimundo. A expressão Lúdica na Educação da infância. 3ª edição: PALLOTTI, Outubro, 1985.
EICHLER, Marcelo Leandro; JUNGES, Fernando; PINO, José Claudio Del. O papel do jogo no ensino de radioatividade: os softwares Urânio-235 e Cidade do Átomo. In: Novas Tecnologias na Educação. Rio Grande do Sul, 2005. Disponível em: <http://64.233.163.132/search?q=cache:xjNJRgB42B4J:www.cinted.ufrgs.br/ renote/maio2005/artigos/ a39_softwareradioatividade_revisado.pdf+O+papel+do+jogo+no+ensino+de+radioati vidade:&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br>. Acesso em: 15 jan. 2010.
JOLLEMBECK, Neusa. Utilizando atividades lúdicas no ensino de química. In: XIV Encontro Nacional de Ensino de Química. Curitiba/PR, 2008. Disponível em: < http://www.quimica.ufpr.br/eduquim/eneq2008/resumos/R0956-1.pdf>. Acesso em: 18 jan. 2010.
METTRAU, Marsyl Bulkool; SILVA, Alcina Maria Testa Braz da. Proposta de Ensino de Ciências sob Forma Lúdica e Criativa nas Escolas. In: XVIII Simpósio Nacional de Ensino de Física. Vitoria/ES, 2009. Disponível em: <http:// www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xviii/sys/resumos/T0405-1.pdf>. Acesso em: 18 jan. 2010.
NIEZER, Tânia Mara; GUIMARÃES, Orliney Maciel. A química lúdica. In: XIV Encontro Nacional de Química. Curitiba/PR, 2008. Disponível em: <http:// www.quimica.ufpr.br/eduquim/eneq2008/resumos/R0869-1.pdf>. Acesso em: 10 fev.
OLIVEIRA, M. Marcelo; RANGEL, José Hilton G.; NETO, Jonas de Jesus da C. et al. Lúdico e Materiais Alternativos. In: XIV Encontro Nacional de Ensino de Química. Curitiba/PR, 2008. Disponível em: <http://www.quimica.ufpr.br/eduquim/eneq2008/ resumos/R0135-2.pdf>. Acesso em: 11 fev. 2010.
SANTANA, Eliana Moraes de; REZENDE, Daisy de Brito. O uso de jogos no ensino e aprendizagem de Química. In: XIV Encontro Nacional de Ensino de