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Resumo da sessão D, capítulo vi, Cohen
Tipologia: Resumos
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1 Autovalores e autofunções de L^2 e Lz
Na representação |r〉 os observáveis R e P correspondem respectivamente a multipli- cação por r e pelo operador diferencial ℏ i 5. As três componentes do momento angular L podem ser escritas como:
Lx =
i
y
∂z − z
∂y
Ly =
i
z
∂x
− x
∂z
Lz =
i
x
∂y − y
∂x
Entretanto, é mais conveniente trabalhar em coordenadas esféricas ou polares, desde que os operadores momento angular atuem apenas sobre as variáveis θ e ϕ. Com as mudanças usuais de coordenadas, temos:
Lx = iℏ
sin ϕ
∂θ
cos ϕ tan θ
∂ϕ
Ly = iℏ
− cos ϕ
∂θ
sin ϕ tan θ
∂ϕ
Lz =
i
∂ϕ e consequentemente:
∂θ^2
tan θ
∂θ
sin^2 θ
∂ϕ^2
L+ = ℏeiϕ
∂θ
∂ϕ
L− = ℏe−iϕ
∂θ
∂ϕ
De acordo com os resultados da sessão C, m é inteiro ou semi-inteiro. mas o resultado acima mostra que m deve ser inteiro. Mas se m é inteiro, l também é inteiro.
(ii) Todos os valores inteiros de l podem ser encontrados:
Através de uma manipulaçãode identidades trigonométricas na solução da equação L+Y (^) ll (θ, ϕ) = 0, encontra-se uma solução geral do tipo F (^) ll (θ) = cl sin θl. Con- sequentemente, para cada valor inteiro positivo ou nulo de l, existe uma função única da forma:
Y (^) ll (θ, $) = cl sin θleilϕ
As funções Y (^) l m(θ, ϕ) são chamadas harmônicos esféricos.
(i) Relações de recorrência:
eiϕ
∂θ − m cot θ
Y (^) lm (θ, ϕ) =
l(l + 1) − m(m + 1)Y (^) lm +1(θ, ϕ)
e−iϕ
∂θ − m cot θ
Y (^) l m(θ, ϕ) =
l(l + 1) − m(m − 1)Y (^) lm −^1 (θ, ϕ)
(ii) Ortonormalização e relações de fechamento:
A escolha do fator constante que determina os esféricos harmônicos se dá pela ortonormalização da função, e a solução pode ser expandida em termos dos esféri- cos harmônicos, que por sua vez, constituem uma base no espaço εΩ de funções de θ e ϕ. Esse fato é expresso pelas relações de fechamento:
∑^ ∞
l=
∑^ l
m=−l
Y (^) lm (θ, ϕ)Y (^) lm ∗(θ′, ϕ′) =
sin θ
δ(θ − θ′)δ(ϕ − ϕ′)
(iii) Paridade e comlexo conjugado:
Os harmônicos esféricos são funções com paridade definida que, independente de m, são par se l for par e ímpar se l for ímpar.
2 Considerações Físicas
Para calcular as projeções do momento angular ao longo dos eixos Ox e Oy, pode- mos expressá-las em termos de L+ e L−:
Lx =
Ly =
2 i
Essas funções aplicadas ao estado |k, l, m〉 são combinações lineares de |k, l, m + 1〉 e |k, l, m − 1 〉 de modo que os valores esperados de Lx e Ly são iguais a 0. Os val- ores esperados das coponentes dos momentos e seus quadrados são como os obtidos classicamente. Entretanto, as diferenças entre a leitura clássica e quântica do momento angular surgem por exemplo, na medida individual de Lx ou Ly de uma partícula no estado |k, l, m〉, que não podem assumir qualquer valor entre −ℏ
l(l + 1) − m^2 e +ℏ
l(l + 1) − m^2. Os únicos valores possíveis para essas medidas são, fixado um l, um dos (2l + 1) valores lℏ, (l − 1)ℏ, ..., −lℏ.
Considerando o estado de uma partícula cuja função de onda normalizada é: 〈~r|Ψ〉 = Ψ(r, θ, ϕ) Como podemos calcular as probabilidades para diferentes resultados a partr da função de onda?
(i) Fórmulas Gerais:
Ψ(~r) =
k
l
m
ck,l,mRk,lY (^) lm (θ, varphi)
Os coeficientes são calculados pelas condições de normalização e a probabilidade é dada pelo somatório dos módulos quadrados desses coeficientes. Depois de comparar com os cálculos feitos através da função dependente de θ e ϕ e obter os mesmos resultados, as probabilidades podem ser escritas como:
℘L 2 (l) =
∑^ l
m=−l
0
r^2 dr|al,m(r)|^2