



















































































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
UFG - AGRO FRUTICULTURA
Tipologia: Notas de estudo
1 / 91
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!




















































































Apostila elaborada sob coordenação do professor Dr. Ronaldo Veloso Naves, como exigência da Disciplina Fruticultura, do Programa de Pós-graduação em Agronomia, da Escola de Agronomia e Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Goiás.
Janeiro/
1
10.1.2. Mancha negra do fruto ( Penicillum funiculosum; Fusarium moniliforme)
O abacaxizeiro [ Ananas comosus (L.) Merril] é uma planta tropical originária do Brasil, sendo uma das frutas mais apreciadas no mundo. Ocupa o 5º lugar entre as frutas mais consumidas e comercializadas no mundo e o 3º lugar no Brasil, gerando divisas e uma grande ocupação de mão-de-obra, sendo, portanto, muito importante sob o ponto de vista social. Sob o aspecto nutricional, tem-se que, o abacaxizeiro possui um fruto com alta qualidade organoléptica e composição mineral. Rico em açúcares e ácidos, seu sabor confere ao fruto o “status” de “rei das frutas”, e em relação a sua composição mineral destaca-se o teor de potássio, cálcio e fósforo, elementos essenciais à nutrição humana. Aliada às características nutricionais, o abacaxi também merece destaque quanto a sua utilização na indústria, especialmente na confecção de sucos, compotas, etc., além de seus subprodutos também serem aproveitados (ornamental, alimentação animal, dentre outras). Em seu processo produtivo são muitos os cuidados que deve se ter com a cultura do abacaxi, principalmente porque produções comerciais envolvem gasto de tempo e dinheiro. Tomando-se os devidos cuidados, é considerada uma cultura rentável, todavia, é comum o relato de produtores que se aventuraram na produção comercial de abacaxi e tiveram insucesso na empreitada, principalmente por desconhecerem aspectos técnicos da cultura e por não disporem de mão-de-obra especializada. Visando levantar informações técnicas que possam auxiliar técnicos, estudantes e produtores a implantarem e conduzirem com sucesso esta cultura, foi realizado um trabalho pelos alunos da disciplina Fruticultura nos Cerrados do programa de Pós-Graduação em Agronomia da Escola de Agronomia e Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Goiás, que em conjunto elaboraram um relatório técnico contendo informações gerais sobre os principais aspectos relacionados a esta cultura.
Rogério de Araújo Almeida Tatiana Vieira Ramos O abacaxi é consumido na maioria dos países e produzido principalmente nos países de clima tropical e sub-tropical. Dentre os principais países produtores (Tabela 2.1), destacam-se a Tailândia, o Brasil e as Filipinas, onde a cultura encontra condições edafoclimáticas satisfatórias, com mão de obra relativamente menos onerosa, refletindo em custos de produção que possibilitem vantagem comparativa no comércio internacional (TAMAKI & CARDOSO, 1982). Estes três países desenvolveram suas capacidades de produção, com o objetivo principal de atender à demanda interna de frutos frescos. Ao mesmo tempo participam ativamente no desenvolvimento do mercado mundial de produtos transformados (LOEILLET,1998)
Tabela 2.1 Produções absoluta e relativa dos principais produtores mundiais de abacaxi, no ano de 2001. País Produção (1000 frutos)
% País Produção (1000 frutos)
% MUNDO 13.738.735 100 -- -- -- Tailândia 2.353.037 17 China (Taiwan) 365.000 3 Brasil 1.717.904 11 Colômbia 360.000 3 Filipinas 1.495.300 10 Vietnã 312.500 2 Índia 1.100.000 8 Indonésia 300.000 2 China (continental) 941.057 7 Venezuela 300.000 2 Nigéria 881.000 6 Quênia 280.000 2 México 535.000 4 Costa do Marfim 225.675 2 Costa Rica 475.000 3 -- -- -- Fonte: FAO (2002)
O Brasil destaca-se como um dos maiores produtores mundiais de abacaxi (TAMAKI & CARDOSO, 1982), passando da terceira colocação do rancking mundial da produção de abacaxi no ano de 2001 para a segunda colocação na safra 2002/ (FAO, 2002), sendo o maior produtor das Américas. Segundo o IBGE (2002), a área cultivada no país passou de 36.460 hectares no ano de 1991, quando foram produzidos 793.539 mil frutos, para 57.004 hectares no ano de 2000, quando foram produzidos 1.292.797 mil frutos (Tabela 2.2) e espera-se para 2003/2004 uma área plantada em torno de 60.000 hectares com uma produção de aproximadamente 3.000.000 de
1972, Goiás produzia 5,50% do abacaxi brasileiro (MORETTI & MARQUES, 1978) passando a produzir 3,75% em 2001 (IBGE, 2002).
Tabela 2.3 Produção de abacaxi pelas unidades da federação brasileira no ano de 2000 Estado Produção (1000 frutos)
Participação (%)
Estado Produção (1000 frutos)
Participação (%) BRASIL 1.335.792 100,00 -- -- -- MG
24,18 AM 11.876 0, PB
20,07 PR 9.115 0, PA
17,50 SE 8.831 0, BA
7,38 RO 4.850 0, RN 70.119 5,25 RS 3.913 0, GO
4,08 MS 3.333 0, MA
3,32 AC 1.906 0, ES
2,99 SC 1.528 0, SP
2,79 AP 1.410 0, TO
2,78 DF 515 0, RJ
1,71 RR 500 0, PE
1,48 PI 324 0, MT
1,47 CE 45 0, AL
1,39 -- -- --
Fonte: IBGE (2000)
A comercialização de abacaxi em Goiás concentra-se na CEASA-GO, que é o grande mercado terminal do Estado, que centraliza a produção dos mais diversos produtos agrícolas e, posteriormente, a distribui para a grande Goiânia, para os municípios do interior e, também, para outros estados. A CEASA constitui-se no principal canal de concentração e distribuição para a extensa rede varejista constituída por supermercados, feiras-livres, frutarias e ambulantes, do Estado.
Os frutos são adquiridos em Goiás ou principalmente dos Estados do Tocantins, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal, dependendo da demanda e da oferta
de produto. Caso sejam adquiridos em Goiás, ou nos Estados vizinhos, podem ser colhidos e conduzidos a CEASA em um dia e repassado aos varejistas nos dois dias seguintes. Assim, é possível que o consumidor final encontre abacaxi nas prateleiras dos estabelecimentos comerciais que foram colhidos na tarde do dia anterior. Analisando-se os Boletins Mensais de Procedência de Mercadorias e Produtos da CEASA-GO, do período de outubro de 2001 a setembro de 2002, percebe- se que foram comercializados naquele entreposto apenas frutos das cultivares Pérola e Smooth Cayenne. A cultivar Pérola respondeu pela quase totalidade do volume comercializado (97,7%), atingindo o montante de 19.188,07 toneladas contra 442, toneladas de frutos da cultivar Cayenne. Foram comercializadas uma média de 1.635, toneladas mensais, com um pico de comercialização no mês de outubro de 2001, quando foram negociadas 6.038,10 toneladas.
O preço do abacaxi Pérola permaneceu estável (R$ 500,00 por tonelada) ao longo do período, independente das quantidades comercializadas. De outro lado, a cultivar Cayenne sempre apresentou melhores cotações, exceto no mês de outubro de 2001, quando empatou com a Pérola. O valor médio observado para a cultivar Cayenne foi de R$ 670,00 a tonelada, com pico nos meses de janeiro e fevereiro de 2002, quando atingiu R$ 750,00 a tonelada.
Este comportamento sugere a possibilidade dos agricultores conseguirem bons resultados financeiros caso consigam ofertar frutos da cultivar Cayenne de boa qualidade, preferencialmente, fora do período de grande oferta de frutos da cultivar Pérola, o que ocorreu apenas no mês de outubro de 2001.
Quanto à procedência do abacaxi comercializado no período, verifica-se que cerca de 65% dos frutos originaram-se do próprio Estado de Goiás. Cerca de 20% vieram do Estado do Tocantins, 8% de Minas Gerais e o restante dos Estados da Bahia, São Paulo, Santa Catarina, Maranhão, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Verifica-se que o Estado do Tocantins foi responsável por 30% dos frutos comercializados no período de janeiro de 2001 a junho de 2002, constituindo-se no principal exportador de abacaxi para Goiás.
PASSOS et al. (1997) afirmam que os produtores de citros devem explorar as vantagens relativas (não ocorrência de determinadas doenças, menores custos de produção, valores da mão-de-obra e da terra, época de produção, proximidade do comércio), para ganhar competitividade. Tal afirmativa também é válida para a cultura
CHALFOUN, S. M. A abacaxicultura brasileira e o mercado globalizado. Informe Agropecuário , Belo Horizonte, v.19, n.195, p.5-6, 1998.
FAO. FAOSTAT Agriculture data. Agricultural production. Crops primary. Disponível em: Acesso em: 25 de outubro de 2002
IBGE. Produção agrícola municipal : culturas temporárias e permanentes. Rio de Janeiro: IBGE. Vol.27. 2000. p.15-6.
IBGE. Levantamento sistemático da produção agrícola: pesquisa mensal de previsão e acompanhamento das safras agrícolas no ano civil. Rio de Janeiro:IBGE. Setembro de 2001 a Agosto de 2002. Disponível em: . Acesso em: 08 de outubro de 2003.
LOEILLET,M. O mercado internacional do abacaxi fresco e transformado. Informe Agropecuário , Belo Horizonte, v.19, n.195, p.86, 1998.
MORETTI, V. A. & MARQUES, J. F. Aspectos econômicos na produção e mercado. In: Abacaxi: da cultura ao processamento e comercialização. São Paulo: ITAL. Série Frutas Tropicais – 2. p.135-99. 1978.
PAIVA, B. M. de & RESENDE, L. M. de A. Aspectos econômicos da produção e comercialização do abacaxi. Informe Agropecuário , Belo Horizonte, v.19, n.195, p.7-11, 1998.
PASSOS, O. S.; CARVALHO, J. E. B. de; SOUZA, J. da S.; ALMEIDA, C. O. de & SHIBATA, R. Citricultura do litoral norte da Bahia : vantagens comparativas. Laranja, Cordeirópolis: IAC, v.18, n.1, p.55-78, 1997.
TAMAKI, T. & CARDOSO, J. L. Aspectos comerciais e econômicos da cultura do abacaxizeiro no Brasil. in: Simpósio Brasileiro sobre Abacaxicultura, 1º. Anais. Jaboticabal: UNESP/FCAVJ, 1982. p.25-44.
Saulo Araújo de Oliveira
O abacaxizeiro cultivado é propagado vegetativamente. Esta característica proporciona maior produtividade à cultura, já que a uniformidade entre clones é praticamente completa, apenas dependendo de outros fatores como tipo, tamanho e peso das mudas. Este método de propagação também favorece pragas, doenças e viroses, assim, a busca de variedades mais produtivas e resistentes à pragas e doenças é imprescindível para a evolução dessa frutífera. No Brasil por ser área de ocorrência natural do abacaxi seu cultivo apresenta algumas peculiaridades. É vantajoso por se beneficiar das características edafoclimáticas pelas quais este foi adaptado a milhões de anos. Por outro lado, as pragas e doenças também se especializaram, tornando-se deste modo, problemas para o cultivo comercial desta bromeliacea. Por conseguinte, programas de melhoramento voltados para a obtenção de cultivares mais produtivos, adaptados às condições climáticas locais, que produzam frutos de boa qualidade e resistentes à pragas e doenças, principalmente fusariose e gomose vêm sendo desenvolvidos. Para Annanas comosus foram selecionados tamanho e número de frutilhos, frutos com menor acidez e adaptados a solos de baixa fertilidade. Para Annanas lucidus folhas longas e cultivares sem espinhos. Segundo BRUCKNER (2002), atualmente os programas de melhoramento objetivam cultivares produtivos, adaptados às condições climáticas locais, resistentes à pragas e doenças. E, sobretudo, que apresentem frutos de boa qualidade, com maior período de prateleira, que possuam pedúnculos varando de curto a médio, e plantas com folhas curtas, largas e sem espinhos. No melhoramento os objetivos são bem distintos quanto ao destino do produto final. Caso seja para a industrialização objetiva-se frutilhos grandes e planos, cavidade floral pouco profunda, polpa translúcida e eixo pequeno, para facilitar no processamento. Quando o destino final for o consumo in natura preconiza-se frutos com casca amarelo-alaranjada e coroa variando de média a pequena. Apesar dos esforços não se tem conseguido cultivares para a industrialização que superem o Smooth Cayenne, o que têm levado os melhoristas de abacaxi a repensarem os objetivos clássicos dos programas de melhoramento e com isso, passarem a adotar novas estratégias (BRUCKNER, 2002). No Brasil pesquisas vêm sendo desenvolvidas para avaliar o potencial de produção e germinação de
utilização das técnicas de transformação genética são necessários o mapeamento genético, estudos de locos controladores e da associação destas técnicas. Diversos marcadores moleculares têm sido utilizados no melhoramento genético de plantas, permitindo análises mais completas e consistentes de sua genética. Os marcadores moleculares têm sido utilizados como ferramentas em programas de melhoramento por hibridação sexual, permitindo a caracterização genética de grande número de genótipos. Os marcadores moleculares RAPD são os mais utilizados pois as técnicas empregadas são simples e de baixo custo (RICCI et al., 2002 e OLIVEIRA et al., 2001). Com os programas de melhoramento no abacaxi visando o desenvolvimento de cultivares resistentes a fusariose possibilitará o incremento de 30 a 40 % da produtividade da cultura no Brasil, visto que não ocorrerão perdas por este fator. Além disso, a renda líquida do produtor será aumentada pela redução dos custos de produção, pois serão eliminadas as aplicações de fungicidas necessárias ao controle da doença (EMBRAPA, 2003).
ALBUQUERQUE; C. C., CAMARA, T. R., MENEZES, M., WILLADINO; L., MEUNIER; I.; ULISSES; C. Cultivo in vitro de ápices caulinares de abacaxizeiro para limpeza clonal em relação à fusariose. Sci. agric ., Piracicaba, v.57, n.2, p.363-366, 2000.
BARBOZA, S. B. S.; CALDAS, L. S. Estiolamento e regeneração na multiplicação in vitro do abacaxizeiro híbrido PE x SC-52. Pesq. agropec. bras ., Brasília, v.36, n.3, p.417-423, 2001.
BRUCKNER, C. H. Melhoramento de fruteiras tropicais. Universidade Federal de Viçosa. 2002, 422p.
CABRAL, J. R. S.; MATOS, A. P. de. Pineapple breeding for resistance to fusariosis. Revista de la Faculdad de Agronomia. Maracay. V.21, n3/4, p.137-145. 1995. Citado por BRUCKNER, C. H. Melhoramento de fruteiras tropicais. Universidade Federal de Viçosa. 2002, 422p.
CABRAL, J. R. S.; MATOS, A. P. de; CUNHA, G. A. P. Seleção preliminar a genótipos de abacaxi resistentes à fusariose. Rev. Bras. Frutic ., Cruz das Almas, v.13, n.3, p.97-102.
CABRAL, J. R. S.; MATOS, A. P. de; CUNHA, G. A. P. Selection of pineapple cultivars resistant to fusariose. Acta horticulturae, Wageningen, n.334, p.53-58. 1993.
CABRAL, J. R. S.; MATOS, A. P. de; COPPENS D’EECKENBRUGGE,G. Segregation for resistance to fusariose, leaf margin type, and colour from the Embrapa pineapple hybrudization. Acta horticulturae, Wageningen, n. 254, p.137-144. 1997.
CABRAL, J. R. S.; SOUZA, A. da S.; MATOS, A. P. de; CALDAS, R. C. Efeito da autofecundação em cultivares de abacaxi. Rev. Bras. Frutic ., v.25, n.1, p.184-185, 2003.
EMBRAPA. SOARES FILHO, W. dos S.; LIMA, A. de A.; CUNHA SOBRINHO, A.P. da; SOUZA, A. da S.; OLIVEIRA, J.R.P.; DANTAS, J.L.L.; CABRAL, J.R.S.; SOUZA JR., M.T.; C UNHA, M.A.P. da; FONSECA, N.; PASSOS, O.S.; SILVA, S. de O. E. Programa de melhoramento genético de fruticultura no Cnpmf/Embrapa. DOCUMENTOS Embrapa , v.44, p.1-21, 2003. LUZ, S. M. B. P.; MATOS, A. P. de; CABRAL, J. R. S.; COSTA, J. A. Tratamentos para acelerar e uniformizar a germinação de sementes de abacaxizeiro. Rev. Bras. Frutic ., Jaboticabal, v.21, n.1, p.36-39,1999.
OLIVEIRA, R. P. de; CRISTOFANI, M.; MACHADO, M. A. Marcadores rapd para mapeamento genético e seleção de híbridos de citros. Rev. Bras. Frutic ., v.23, n.3, p.477-481,
RICCI, A. P,; MOURAO FILHO, F. de A. A.; MENDES, B. M. J. Embriogênese somática em Citrus sinensis , C. reticulata e C. nobilis x C. deliciosa. Sci. agric. Piracicaba, v.59, n.1, p.41-46, 2002. SPIRONELLO, A.; USBERTI FILHO, J. A.; SIQUEIRA, W. J.; TEOFILO SOBRINHO, J.; HARRIS, M.; BADAN, A. C. C. Potencial de produção de sementes de cultivares e clones de abacaxi visando ao melhoramento genético. Bragantia , Campinas, v.53, n.2, p.177-184, 1994.
Rosângela Vera
As variedades de abacaxi cultivadas para consumo humano pertencem à espécie Ananas comosus (L.) Merril. Alguns clones Ananas lucidus , Ananas ananassoides e Ananas bracteatus estão sendo cultivadas para a produção de fibra ou com fins ornamentais (CABRAL, 2000). De acordo com as suas características morfológicas as cultivares de abacaxi mais conhecidas estão classificadas em 5 grupos: Cayenne, Spanish, Queen, Pernambuco, e Mordilona Perolera (CUNHA et al., 1997). Na Tabela 4.1 encontram-se os grupos e os países onde são cultivados. Estima-se que 70% da produção mundial corresponde ao Smooth cayenne. No Brasil, a maior produção é de Pérola (MANICA, 1999). Na Tabela 4.2 encontram-se as principais características das variedades mais cultivadas no Mundo.
Tabela 4.1 Países onde são cultivados os grupos de cultivares de abacaxi.
GRUPO 1 Cayenne
GRUPO 2 Spanish
GRUPO 3 Queen
GRUPO 4 Pernambuco
GRUPO 5 Perolera Havaí África do Sul Guiné África Ocidental Antilhas Austrália Cuba Índia
Porto Rico México Cuba Venezuela Malásia El Salvador
África do Sul Austrália Malásia Reino Unido
Brasil África Ocidental América Central Flórida Venezuela
Equador Colômbia Peru Venezuela Brasil América Central
Fonte: CUNHA et al., 1991 - adaptado Recentemente foi divulgado por pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) um novo cultivar de abacaxi, o “IAC Gomo-de-mel”. Este nome, deve- se ao fato dos frutilhos ("olhos") serem soldados menos fortemente entre si, ao contrário do que ocorre em outros cultivares, podendo ser destacáveis do fruto maduro. Apresenta resistência a nematóides em comparação com os cultivares comerciais, Havaí e Pérola.
O novo abacaxi é especialmente recomendado para mesa e as técnicas de plantio, manutenção e colheita de frutos são idênticas às utilizadas para os demais cultivares disponíveis (ABACAXI DE GOMO, 2002).