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resumos apostilas de odontologia sobre conteúdos do oitavo período.
Tipologia: Resumos
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permeável que a dentina primária (não é formado pelo mesmo odontoblasto), os túbulos não são sempre contínuos.
A dentina terciária é produzida por estímulos patológicos, gerando alteração de forma na polpa. É localizada e os odontoblastos produzem os túbulos de forma irregular, sem continuidade e, em alguns casos, nem se forma túbulo algum. É então uma dentina mal formada com o objetivo de manter longe da polpa algum estímulo de alta intensidade, como uma lesão cariosa. (obs: pode ser reacional ou reparadora,a reacional é produzida pela mesma camada de odontoblastos e a reparadora é produzida por uma “nova leva” de odontoblastos, tendo os anteriores morrido).
No caso da dentina esclerosada , a dentina peritubular já existente é hipermineralizada, ou seja, os odontoblastos depositam muita dentina no interior dos túbulos,
fechando os mesmos, para evitar que a agressão passe através dos túbulos, que são permeáveis. É a primeira resposta a agressões muito fortes. Afeta apenas os túbulos lesados, e confere uma coloração escura à dentina.
Cavidades superficiais
Ao nível da junção amelodentinária, ou ultrapassando levemente a mesma. (sem dentina envolvida, só em esmalte). Cavidades Rasas Ultrapassam 0,5mm a 1 mm a junção amelodentinária. Cavidades de média profundidade
Ultrapassam de 1 a 2mm a junção amelodentinária Cavidades Profundas Aproximadamente 0,5mm de dentina remanescente. Cavidades muito profundas
Menos de 0,5mm de dentina remanescente.
Cavidade: Lesão ou condição dental, causada pela destruição/remoção de tecido duro. Pode ser Patológica (Devido a ação bacteriana ou fratura – destruição-, tem forma e dimensão irregulares) ou terapêutica (regular, em forma geométrica com dimensões bem delimitadas, propícia para condicionar o material restaurador).
OBS: Nem toda cavidade patológica tem que se tornar terapêutica (como em lesões incipientes ou lesões cervicais não cariosas).
2.1 OBJETIVOS DA CAVIDADE TERAPÊUTICA:
2.2 PARTES CONSTITUINTES DA CAVIDADE:
Paredes circundantes: Mesial; distal; vestibular; lingual; cervical/gengival
Paredes de fundo: Pulpar (apresenta-se perdendicular ao longo eixo do dente e paralelo ao plano oclusal); axial (apresenta-se paralelo ao longo eixo do dente e perpendicular ao plano oclusal);
OBS: É importante prestar atenção no primeiro pré molar inferior, pois o corno pulpar acompanha o plano oclusal, que é inclinado. Fazendo o preparo
cavitário perpendicular ao longo eixo do dente corre o risco de atingir a polpa.
Ângulos : União das paredes. Podem ser:
Diedros (união de duas paredes); triedros (união de três paredes); cavossuperficial (ângulo que divide uma parede circindante da borda ou margem superfícial – limite entre a cavidade e o dente);
Ângulos diedros: 1° grupo: Encontro entre duas paredes circundantes. 2° grupo: Encontro de uma parece circundante com uma de fundo. 3° grupo: Encontro de duas paredes de fundo (Âng. Axio-pulpar ou axio- axial).
Ângulo cavossuperficial: Localizado na margem entre a superfície externa do dente e o preparo.
2.3 CLASSIFICAÇÃO DAS CAVIDADES:
Quanto a complexidade:
Simples: Uma face envolvida; Composta: Duas faces envolvidas; Complexa: Três ou mais faces envolvidas (ou com uma ou mais cúspides envolvida);
Quanto as faces envolvidas:
Recebe o nome das faces envolvidas; Ex: Ocluso- disto-vestibular.
Em retenção mecânica, se faz paredes circundantes planas e paralelas, ou ligeramente convergentes para a oclusal.
Caixa proximal: Preparo do tipo classe II, para substituir a crista proximal/marginal.
5 – Forma de conveniência:
Dar ao preparo características a fim de facilitar o acesso a instrumentação e inserção do material restaurador na cavidade. (Ex: afastamento com elástico ou cunha de madeira, isolamento absoluto, etc)
6 – Acabamento das paredes de esmalte:
Alisar irregularidades, deixando os ângulos cavossuperficiais retos e lisos (para não fraturar o material). Acabamento das paredes evitando esmalte socavado.
Melhorar a adaptação do material e diminuir infiltração.
7 – Limpeza de cavidades
Remover resíduos do preparo antes da inserção do material (clorexidina, detergentes e alcalinizantes, como solução de hidróxido de cálcio).
O processo de cimentar consiste em unir um corpo no outro, cada corpo com sua irregularidade. O cimento cobre essas irregularidades, tornando os dois corpos um só corpo. O processo de cimentação evita a colonização bacteriana (infiltração) e o deslocamento da peça, em casos de restaurações indiretas. Também exerce papel de vedamento e proteção pulpar.
OBS: A sensibilidade dentária é causada devido ao meio estar hipertônico, túbulo dentinário hipotônico. O flúido tissular de dentro dos túbulos tende a sair, então os prolongamentos de odontoblastos soltos no túbulo vazio tendem a perder a estabilidade, ou seja, tendem a balançar. Os núcleos dos odontoblastos presentes na polpa interprentam esse fenômeno como dor.
3.2 MECANISMOS DE UNIÃO
Adesão mecânica: Os materias não tem afinidade um pelo outro, possuem retenções que permitem que haja um travamento do material na superfície dentária. Ex: Amálgma.
Adesão micro-mecânica: Possui micro retenções geradas por ácidos. Ex: Resina.
Adesão química: Possui dois corpos com afinidade química. Ex: ionômero de vidro (se liga no esmalte e na dentina através do Cálcio).
3.3 APLICABILIDADES DOS CIMENTOS:
Proteção pulpar; restaurações temporárias (indicadas em casos que precisam de acompanhamento, como por exemplo os casos que precisam de 45 a 60 dias para a polpa se recuperar); restaurações definitivas; Agentes cimentantes;
3.5 TEMPOS OPERATÓRIOS:
Tempo de manipulação: tempo disponível para misturar o cimento.
Tempo de trabalho: vai do tempo de manipulação até a inserção em boca.
Tempo de presa inicial: quando o material já apresenta as mínimas propriedades possíveis para permanecer na cavidade bucal.
Tempo de presa final: quando ele apresenta propriedades finalizadas, o que pode demorar mais de 24 horas.
Hidróxido de cálcio PA (pró análise) indicações:
Proteção direta da polpa;
Promove necrose superficial da polpa, sem envolvimento bacteriano. (Essa necrose gera cálcio, fazendo com que as células indiferenciadas da polpa se diferenciem em odontoblastos e induz formação de dentina terciária);
OBS: O hidróxido de cálcio PA é só um pó, não pode ficar “solto” na cavidade, por isso se aplica cimento em cima dele.
Solução de hidróxido de cálcio
Mistura do hidróxido de cálcio PA com água destilada, usada para limpar cavidades e condutos radiculares. Seu Ph é extremamente alcalino (10 a 12), por isso remove com muita eficácia bactérias e promove hemostasia quando aplicado na polpa.
Cimento de Hidróxido de cálcio
Se apresenta no mercado como pasta pasta;
Indicações:
Proteção direta (tem que estar por cima do hidróxido de cálcio PA); proteção indireta em cavidades muito profundas (em cavidades que não estão dentro da polpa, ele vai agir indiretamente na polpa, através dos túbulos dentinários); cimentação provisória;
OBS: Também existe a pasta de hidróxido de cálcio, que se apresenta no mercado no formato de pó e líquido. (o Cimento se apresenta como pasta pasta). Essa pasta consegue substituir o PA, tbm é utilizada para tratamento endodôntico em crianças, promovento o fechamento de raízes que ainda não se formaram completamente.
Propriedades do hidróxido de cálcio:
Ph altamente alcalino faz com que ele tenha atividade antimicrobiana; Protege a polpa contra estímulos térmicos e elétricos; é biocompatível; estimula formação de dentina terciária e
esclerosada, formando uma barreira mineralizada; possui ação anti-hemorrágica;
Desvantagens:
Baixa resistência mecânica; solúvel em meio bucal (devido a estas duas propriedades citadas anteriormente, o hidróxido de cálcio não pode ficar exposto na cavidade oral); baixa elasticidade; não possui propriedade adesiva (devido a isso, só é interessante aplicá-lo sobre a polpa, em nenhuma outra parede circundante); promove necrose espessa, com perda de tecido pulpar;
3.11 CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO
Sua apresentação no mercado é em pó e líquido ou em cápsulas.
No pó estão presentes vidro de flúor, alumínio, silicato e cálcio (tudo isso dentro da mesma partícula de vidro).
No líquido tem uma solução aquosa de ácido poliacrílico.
OBS: pode conter alguns aditivos, como ácido itacônico – aumenta a vida útil do material; ácido tartárico – diminui viscosidade, melhorando sua manipulação e aumentando seu tempo de trabalho, diminuindo seu tempo de presa; podendo estar presentes no pó ou no líquido.
Classificação: Tipo I: cimentação Tipo II: A – restauração em áreas de baixo esforço B – restauração em áres de alto esforço Tipo III: selamento de sulcos e cicatrículas
Composição:
Civ convencionais: possuem as partículas de vidro estão presentes no pó e no líquido tem água e ácido.
Civ anidro: possuem todas as partículas de vidro e todo o ácido estão no pó, e a água está separada.
Civ modificado por resina: possuem as partículas de vidro, o ácido, a água e a resina.
Etapas do processo de presa do CIV:
Etapa de ionização: quando se mistura o pó com o líquido, o ácido presente no líquido se liga às partículas de vidro presentes no pó, liberando cátions de cálcio, alumínio, flúor e silicato (primeira etapa do processo de presa do ionômero de vidro).
Se o ácido do líquido consegue se ligar ao ácido do vidro, também consegue se ligar ao cálcio do dente. Sendo assim, o material deve estar com aspecto brilhoso quando inserido na cavidade, ou seja, durante a etapa de ionização. O ácido vai também se ligar ao cálcio do dente, promovendo adesão.
Etapa de formação do policarboxilato de cálcio: o ácido poliacrílico presente no líquido é um ácido orgânico, ou seja, formado por um grupamento carboxilico. Este grupamento carboxílico pode se ligar ao cálcio ou ao alumínio. Por tem mais afinidade pelo cálcio, se liga ao mesmo, formando o policarboxilato de cálcio. Neste momento a solução perde o aspecto brilhoso. OBS: neste momento o civ fica com aspecto opaco, e na presença de saliva, ele puxa a mesma para dentro dele, e se o ambiente estiver seco, ele joga água pra fora (faz proteção superficial com vaselina para evitar sinérese e embebição). Depois que o civ fica opaco, deve-se aplicar vasilina em cima do mesmo, para remover os excessos da oclusal.
Etapa do policarboxilato de alumínio: os grupos carbolixas demoram mais pra se ligar ao alumínio (24 a 48h) do que ao cálcio (4 a 7 min). Devido a isso, o policarboxilato de cálcio se forma anteriormente ao policarboxilato de alumínio, que marcam os processos de presa inicial e final do civ, respectivamente.
As partículas de silica e flúor não se ligam ao cálcio. As partículas de flúor vão sendo liberadas na cavidade bucal, enquanto as partículas de silica servem para conferir maior resistência ao material.
(OBS: carga é como se intitula a parte inorgânica que serve para dar resistência ao material. No civ, a maior parte dessa carga é silica).
OBS: O CIV libera flúor por 48h, após suas próprias partículas serem liberadas, ele pega flúor do meio e armazena para liberar posteriormente. Sendo assim, pode-se concluir que o período em que ele libera mais flúor é durante as primeiras 48h. (“captura” o flúor pois ele permite a passagem de flúidos por ele).
Propriedades:
Indicações:
Propriedades = Características de um corpo, buscando previsibilidade.
4.1 PROPRIEDADES MECÂNICAS
Como o corpo reage ao sofrer uma carga. As cargas tem como variáveis a intensidade e os tipos de forças aplicadas, que podem ser força de compressão, tração ou cisalhamento. A força de compressão está ligada a oclusão mastigatória, a de tração está relacionada a alimentos pegajosos e a de cisalhamento a deslocamentos horizontais. Toda tensão gera uma deformação, visível ou não visível.
T= tensão / e= deformação
Limite de proporcionalidade: Até onde a deformação é elástica, a partir disso a deformação passa a ser plástica, ou seja, irreversível, e os materiais passão a ser friáveis.
Materiais rígidos: Não apresentam muita deformação elástica, são materiais difíceis de deformar como por exemplo o amálgama e a cerâmica.
Módulo de Young ou módulo de elasticidade: quantifica a rigidez de um material.
Materiais flexíveis: Sofrem deformação sob pouca tensão, como os materiais de moldagem, por exemplo.
Materiais friáveis: não suportam deformação plástica. Diferente dos materiais rígidos, que
sofrem deformação e amassam irreversivelmente, os materiais friáveis são incapazes de sofrer qualquer tipo de deformação, estando então fadados a fraturar sob tensões.
OBS: A deformação plástica pode ser de dois tipos: Maleabilidade (deformação a partir de força de compressão) ou Ductibilidade (deformação a partir de força de tração).
Tenacidade: é a capacidade de um material absorver energia e deformar plasticamente sem fraturar. Quanto mais tenaz um material é, mais força ele será capaz de suportar antes de fraturar.
4.2 PROPRIEDADES TÉRMICAS:
Coeficiente de expansão térmica linear: O quanto um material irá expandir sob elevações de temperatura.
Isolante e condutor térmico
4.3 PROPRIEDADES ELÉTRICAS:
Isolante e condutor elétrico
Deslustre: perda de brilho.
Corrosão: degradação progressiva de um metal por reação química ou eletroquímica.
Choque galvânico: causada pelo choque entre dois metais de ligas diferentes inseridos em meio oral.
4.4 REOLOGIA:
Resistência ao escoamento: determina o grau de viscosidade e fluidez de um material
Tixotropia: propriedade na qual um material é capaz de alterar seu estado (de liquido para viscoso, ou o contrário).
4.5 PROPRIEDADES ÓPTICAS:
Matiz: representa a família da cor (verda, azul, amarelo...).
Croma: Representa a saturação, ou seja, a quantidade de pigmento.
Valor: Representa a luminosidade, o brilho.
Translucidez/Opacidade
Fluorescência: Capacidade de um sólido absorver a radiação UV e refletir luz visível.
OBS: É importante ressaltar que a luminosidade influencia a percepção visual.
4.6 PROPRIEDADES DE SUPERFÍCIE:
Tensão superficial: Na superfície dos líquidos existem moléculas livres fazendo ligações com todas as moléculas adjacentes, enquanto as moléculas no interior do líquido estão em equilíbrio. Quanto maior a tensão superficial, menor o espalhamento/molhamento.
Molhamento: maior capacidade de se espalhar sobre a superfície. Diretamente relacionado à energia de superfície. Sólidos com alta energia de superfície geram maior molhamento. É inversamente proporcional à tensão superficial.
Energia de superfície: Quanto maior a área de superfície, maior será a energia de superfície. Quando se aumenta a energia de superfície, consequentemente aumenta também a capacidade de adesão. Contudo, se houver impurezas nesta superfície, a capacidade de adesão é diminuída, assim como a energia de superfície, pois as impurezas preenchem as ligações interrompidas.
cavidade com o CIV) ou em uma segunda sessão (preenchimento total da cavidade com CIV, e rebaixamento do mesmo em uma segunda sessão).
14. Cavidades MUITO PROFUNDAS:
a. Aplicação do cimento de hidróxido de cálcio no ponto mais profundo da cavidade;
b. Aplicação do cimento de ionômero de vidro;
c. Aplicação do verniz cavitário ou do sistema adesivo;
d. Realização da restauração definitiva na mesma sessão (preenchimento apenas de parte da cavidade com o CIV) ou em uma segunda sessão (preenchimento total da cavidade com CIV, e rebaixamento do mesmo em uma segunda sessão).
Profundidade de cavidade
Materiais protetores
Rasa ou Média Verniz cavitário (Restauração definitiva em amálgama dental) ou Sistema adesivo (amálgama dental ou resina composta). Profunda Cimento de ionômero de vidro + Sistema adesivo. Muito Profunda Cimento de hidróxido de cálcio + Cimento de ionômero de vidro + sistema adesivo
5.3 PROTEÇÃO PULPAR DIRETA/CAPEAMENTO PULPAR DIRETO:
O capeamento pulpar direto é feito em caso de exposição do tecido pulpar. Só possui bom prognóstico quando é feito dentro das primeiras 6 horas após a exposição, e se esta for feita acidentalmente (durante um procedimento odontológico, por exemplo) e não por lesão cariosa.
Sequência clínica:
1ª Sessão:
1. Profilaxia com pasta profilática não oleosa e/ou pedra pomes. 2. Radiografia periapical (avaliação do periápice) e radiografia interproximal (avaliação da profundidade da lesão cariosa). 3. Anestesia. 4. Seleção de cor (caso a restauração definitiva seja em resina composta). 5. Isolamento absoluto do campo operatório. 6. Acesso à lesão cariosa com pontas diamantadas em alta rotação (se necessário)
a. Para acesso à lesão cariosa: pontas diamantadas esféricas 1011 a 1016 (o diâmetro depende do tamanho do acesso);
b. Para remoção de restauração deficiente em resina composta: pontas diamantadas esféricas 1011 a 1016 (o diâmetro depende do tamanho da restauração) ou lâmina de bisturi (principalmente em dentes anteriores);
c. Para remoção de restauração deficiente em amálgama dental: pontas diamantadas 1045 ou 1046).
7. Remoção da dentina cariada. 8. Pequena exposição pulpar
a. O prognóstico é melhor se a exposição não tiver sido causada pela cárie, portanto a indicação desse tratamento é para casos de exposição acidental;
b. Pacientes jovens;
c. A exposição deve ter menos de 1mm de diâmetro;
d.Exposição imediata ou com até 6h.
9. Limpeza da cavidade com solução aquosa de hidróxido de cálcio (água de cal). 10. Controle da umidade e do sangramento com bolinha de algodão estéril
a. Não pode ter hemorragia;
b. Sangramento normal e vermelho vivo;
c. A polpa exposta não pode estar escurecida.
11. Aplicação suave de pasta ou pó de hidróxido de cálcio, ou MTA na área de exposição. 12. Preenchimento da cavidade com cimento de ionômero de vidro.
2ª sessão (após 45 a 60 dias):
13. O dente não deverá apresentar dor espontânea, a menos que o estado pulpar seja irreversível. 14. Realização de novas radiografias (periapical e interproximal) e comparação com as radiografias obtidas na primeira consulta. 15. Caso não seja observada a formação de barreira mineralizada de dentina nas radiografias, devese realizar testes de sensibilidade
a. Resposta positiva: esperar mais 30 dias e realizar uma nova avaliação;
b. Resposta negativa: encaminhar para a realização de tratamento endodôntico.
16. Caso seja observada a formação de dentina terciária, proceder com a remoção do cimento de ionômero de vidro, seguida da inspeção cuidadosa da cavidade; 17. Realização da proteção pulpar indireta para cavidades muito profundas. 18. Restauração definitiva da cavidade.
5.4 TRATAMENTO EXPECTANTE
Em casos de lesões muito profundas em que a remoção completa da lesão cariosa pode implicar na exposição pulpar, faz-se tratamento expectante como uma tentativa de evitar a necessidade de tratamento endodôntico através de um tratamento que estimule a formação de dentina terciária. Neste, removemos apenas a dentina infectada, preservando ao máximo a dentina afetada.
Sequência clínica:
1ª Sessão:
1. Profilaxia com pasta profilática não oleosa e/ou pedra pomes. 2. Radiografia periapical (avaliação do periápice) e radiografia interproximal (avaliação da profundidade da lesão cariosa). 3. Anestesia.
a. Para acesso à lesão cariosa: pontas diamantadas esféricas 1011 a 1016 (o diâmetro depende do tamanho do acesso);
b. Para remoção de restauração deficiente em resina composta: pontas diamantadas esféricas 1011 a 1016 (o diâmetro depende do tamanho da restauração) ou lâmina de bisturi (principalmente em dentes anteriores);
c. Para remoção de restauração deficiente em amálgama dental: pontas diamantadas 1045 ou 1046).
7. Remoção da dentina infectada com cuidado com colher de dentina afiada (a remoção total da resina infectada pode gerar a exposição pulpar). Não remover a dentina afetada.
6.1 COMPONENTES BÁSICOS:
Mercúrio: É o componente líquido que aglutina todos os demais componentes, que são sólidos. Permite a formação de uma massa coesa e plástica. (OBS: amálgmas com menores quantidades de mercúrio, geralmente apresentam melhores propriedades, porém em quantidades insuficientes aumenta a contração do material).
Prata: Principal componente (40 a 70%), aumenta a resistência mecânica, aumenta a resistência a corrosão, diminui o escoamento, diminui o tempo de presa, porém aumenta a expansão de presa (ou seja, o amálgma tende a expandir dentro da cavidade oral).(em estado sólido).
Estanho: É antagonista da prata, reduz a expansão de presa, melhora a amalgmação (mistura dos componentes). Em excesso, diminui a resistência, aumenta a contração e o escoamento.
6.2 COMPONENTES QUE PODEM OU NÃO ESTAR PRESENTES:
Cobre: Aumenta a resistência mecânica, diminuir o escoamento, diminui a corrosão, aumenta a dureza (atualmente se preconiza a presença de cobre).
Zinco: Auxilia no processo de fabricação, devido a diminuir a oxidação, reagir rapidamente com o oxigênio, e se entrar em contato com umidade, provoca expansão tardia (justamente pq se liga rapidamente ao oxigênio presente na água, formando óxido de zinco e gás hidrogênio, que gera a expansão).
6.3 PROPRIEDADES:
Creep: Se trata de uma deformação plástica, gerada por forças constantes próximo ao ponto de fusão. Gera uma área de valamento e uma área de sobrecontorno.
6.4 CLASSIFICAÇÃO:
Quanto ao formato das partículas:
Partículas do tipo limalha (irregulares)
Partículas do tipo esféricas (maior área de contato)
Partículas do tipo limalha e esféricas
As partículas em limalha facilitam reestabelecer pontos de contato, porém são difíceis de esculpir. Já as partículas esféricas são fáceis de esculpir, porém não são boas para reestabelecer pontos de contato.
OBS: As partículas irregulares precisam de maior quantidade de mercúrio, devido a serem mais difíceis de serem totalmente molhadas. As esféricas possuem área de contato maior, por isso precisam de menos mercúrio. A junção das duas é boa pra se fazer restaurações posteriores.
Quanto mais pressão de condensação se faz, mais o mercúrio “aflora”, sendo assim, quando se usa um liga de fase única de limalha ou uma liga de fase dispersa, se faz mais pressão do que quando se usa uma liga de fase única de partículas esféricas.
Liga de fase única: contém um tipo único de partículas.
Liga de fase dispersa: contém partículas esféricas e limalha.
QUANTO AOS CONDESADORES: Quanto maior a área de superfície do instrumento, menor a pressão. Sendo assim, em ligas compostas por partículas esféricas se usa instrumentos com maior dimensão possível compatível com a cavidade, pois é necessária pouca pressão. Já em ligas com limalha, se usa instrumentos com menor dimensão possível compatível com a cavidade, pois exercem maior pressão.
Quanto ao teor de Cobre:
Ligas com alto teor de cobre
Ligas com baixo teor de cobre
Em ligas com baixo teor de cobre há alta formação da fase gama 2 O que não é bom, pois a fase Gama 2 gera maior corrosão, menos resisência e aumento do creep.