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Dentística Procedimentos Pré-clínicos : de Lima Navarro jeito Valera: Honorato Silva e Souza Jr rena ati €mário Capítulo4 Nomenclatura e Classificação das Cavidades. Capitulo2 Principios Gerais do Preparo Cavtário. Capítulo3 Instrumentos Operatórios Capítulo4 Isolamento do Campo Operatório. Capitulo5 | Selamentodo Cicalriculas o Fissuras... Capítulo6 x Cavidadade Classe, Orlusal, em Segundo Malar Inferior Esquerdo. Capítulo? Técnicade Restauração de Cavidade de Classe, Oclusal. Capítulo a Cavidadode Classe, Composta, Oslusoligual, em Primeiro Molar Superior Direito... Capítulo 9) — Tácnicado Restauração de Cavldade deClasto!, Composta Oclusolingual... Capítulo 10 Fyolução Principios Biomecânicos das Cavidades de Classe para Amálgama.. Capítulo 41. f Cavidado do Clas Esquerdo Espitvlo42i Conheada da Cinoga compleia, MOD em Primo Moaelnfaior Esquerdo Gapítulo13 | Técnisade Restauração de Cavidade de Classe... Enpuiçãa — Cosilada do Cisaco Moska, em ineo Mola SupertorDirelio, som Envolvimento do Sulco Oclusal [Vertical Sto)... Eapftulo 45º g' Piaperodo Clanoo il om Segundo Polar nfaor Euedo com Acesso Vestibular (Horizontal Slot). ” Capítulo 16%. Acabamento e Polimento das Restaurações de amálgama. Capítulo 17X Cavidade ce Classe V, em Segundo Pré-molar Inferior Esquerdo. Capítulo 18 Técnicade Restauração de Cavidads de Classe V para Amálcama ..... Capitulo 19 Cavidade de Classe ll, Composta, MO, em Pré-molares Humanos para Resinas Compostas. Capitulo 20 4 Técnicade Restauração ce Cavidades de Classe ll, com Resinas Compostas. 211, Composta, DO, em Segundo Pré-molar Inforior 163 rg epi nes regra Nomenclatura Nomenclatura é um conjunto de termos espe- cíficos de uma ciência, arte ou técnica. Uma nomenclatura, ou vocabulário técnico, é usa- da por indivíduos da mesma profissão como forma de comunicação. Na Odontologia o co- nhecimento ca nomenclatura das cavidades é fundemental para a compreensão do mais im- aortante capítulo da Dentística, 0 prepara de cavidades, A cavidade preparada em um dente pode ser denominada de acordo com: O número de faces em gue ocorre = Simples uma só face (Figs. 1:14 e BJ: “ a Composta - duas faces (Fig. 1.2) O Complexa — três ou mais faces (Figs 13h46 B) As faces do dente envolvidas, recebendo o nome das respectivas faces. Exemplos: O Cavidade preparada na face oclusal: ca- vidade vclusal (Fig. 1.14); | Cavidade que se estende da face oclu- sal à face mesial: cavidade mesioclusal (Fig 1.27 Cavidade que se estende às faces me- Sal, oolusal é distal. cavidade mesio. clusodistal (Fig. 1.34); Quando a preparação envolve as facas mesial, oclusal e lingual: cavidede me- sioclusolingual (Fig. 1.38) “sz (ei [a] Observação: a denominação das faces do dente costuma ser abreviada com as letras ini- ciais de cada uma. Exemplos: o = Oclusal MO Mesioclusal MOD = Mesioclusodistal A forma a extensão das cavidades. Intra coronárias (inlay)*, extracoronáras parciais foniay)* é extracoronárias totais. à Intreicoronárias (inlay) são cavidades confinadas no interior da estrutura den- tária, como uma caixa pura. Exemplos: Clesse | oulusal, Classe V, Classe Il compostas, e complexas sem proteção de cúspides (Fig. 1.4AJ; O Extracornnárias parciais (anfay) são ca- vidades que apresentam cobertura de cúspides eiou de outras faces dos den- tes. Exemplos: rostaurações MOD com proteção de cúspides, “4 e 4i5 (Figs. 14Bec) O Extracoronárias totais são proparações em quo todas as faces ax'al e oclusal ou neisal do dente são recobertas pelo material restaurador. Exemplo: coroas totais (Fig. 1.4D) Planos Dentários Para se determinar o sentido da inclinação e conseguir a denor ação das paredes que for- mam uma cavidade, supõe-se que os dentes são atravessados por planos. Considerando-se que o maior eixo é o eixo longitudinal e que esse linha passa peló vento do dente, desde a face ociusal (ou in até “Os termos em Inglês inlay é ontay são usados para defini restaurações indiretas, independentemente do rualerial restaurador. Capítulo Dentistica — Procedimentos Pró-clínicos Fig. 1.1 Cavidades simples oclusal (4 e ne stat (E. Fig. 1.2 Cividades compostas mesiodusais inca al a s Le Fig. 1.3 Cavidades complexas MOD [je MOL (8) Fig. 1.4 Covidades intscoronánas irlay (A) extracoronirias parciais onlay (e G) e extraco- ronárras totais (O). : Dentística Procedimentos Pró-clínicos Edited by Foxit Reader Copyright(C) by Foxit Corporation,2005-2009 For Evaluation Only. Fig. 1.6 Paredes circundantes (e) paredes de fundo axia! 2) e pufaar (8) DONO) ja do P gue Fig. 9.9 Angutos diedo e tmedro incisais ex es gra) D= distal G= gengival Os êngulos diedros do 2” gr o 3” grupo s?o respectivame dbjparede circundante(C) [ do(F). Capítulo 1 Nomenctatura e CI ssificação das Cavidacos FIG. 1.10 (AJ Ângulo cavossuperfciz! deimido é uma cavidade para amilgama, (8) ânquio cavossuperficial biselado de uma cavidade para es fundida, do ser realizadas tanto em dontos afetados quanto em dentes hígidos. Quando realizadas em centes com coroas olínicas parcial ou total- mente dostruídas não deixam de ser também terapêuticas, pois reconstroem o dente e fun- cionam como retentores ou apoio cas próteses, Aprolundidade das cavidades esta relacio- nada com a espessura da dentina remanes- cente entre o seu assoalho e a polpa (Fig. 1.11), na dependência do grau de pensiração des lesões dentárias, que condiciona preparos cayi- tários em várias profundidades. -> Black propôs dois tipos ce olassficação: uma baseada nas áreas dos dentes susceli- veis à cárie, ou seja, regiões de dificil higioni- zação, dwvididas conforme a localização ana- tômica: cavidades de cicatriculas c fissuras (Hg. 1.12); cavidades de superíícios lisas ÍFigs. 1.13 a 1.16); o outra, artificial, na quel reuniu cavidades em classes que requerem a mes- ma técnica de instrumentação e restauração, assim descritas: Classe | Cavicaces preparacas em regiões de má coa- lescência do esmalte, cicatricalas é fissuras na face oclusal de pré-molares 6 molares, 2/3 oclusais da face vestibular dos molares e na feos lingual des incisivos superiores, ocasio- nalmente, na face palatina dos molares supe- fiores (Fig. 1.12) asse | Cavidades preparadas nas faces proximais dos pré-molares e molares (+g. 1.13). Classe dl Cavidados preparadas nas facas proximais dos incisivos e caninos, sem remoção do ânguio incisal (Hg. 1.14) Classe Cavidades preparadas nas faces proximais dos incisivos e caninos, com remoção é restaura- gão do ângulo incisal (Fig: 1.15). Ch Cavidades preparadas no leigo gengival, não de cicatrículas, das faces vestibular e lirgual de todos os dentes (Fig. 1.16). Observação: as Classes || II, IV e V ocor- rem em superfícies lisas. ev Classificações complementa- res à classificação artificial de Black Alguns autores, como Howard e Simon, acres centam cavidades de Cjasse VI à classificação de Black. Nessa classe, estariam incluídas as cavidades preparadas nas bordas incisais é nas pontas de cúspides (Fia. 1.17). Sockwell considera ainda como cavidadeg"de Classe 1 aquelas preparadas em cicatriculas e fissuras incipientes (de ponto), na fase vestibular dos dentos anteriores (Fig. 1.18), Para alguns autores, como Fortunato, não parece adequada a conduta de remoção da es- trutura dentária sadia, para prevenção de futu. ras cáries, subsiuindo-a por materiais restau- radores, sejam eles quais fnrem. além disso, a terapêutica restauradora da cárie dental é “apenas um passa que precisa ser complemen- tado por outras medicas preventivas imporen- tes para a manutenção da saúde oral do pa- ciente como adoiar hábitos alimentares sau- dáveis, evitando a ingestão de açúcares, é ter hábitos higiênicos corretos, entre eles a corre- ta lécnica de escovação, o uso de fio dental e autilização de flúor nas formas de bochecho e aplicação tópica. O cirurgião-dentista também deve mostrar ao paciente a importância do se- lamento de lóssulas e fissuras. Capítulo 1 Nomenciatura e Classificação das Cavidades Fig. 1.17 Covidades de Classe vide Howara esimen Fig. 1.18 Govidades de Classe! (de pontojde Socket Classe 1 Tipo ponto: pré-molares e molares — quando apenas um ponto do sulco principal foi atingi- do pela cárie (Fig. 1.19) Tipo risco: pré-molares e molares — quan- do apenas o sulco principal foi atingido pela cárie (Fig. 1.20) Tipo olho de cobra: pré-molares inferiores quando a lesão não atingiu as estruturas de reforço do esmalte, pente de esmalle e cristas marginais (Fig. 1.21). “po Shi Cum (fro de espingarda): mala- ros inferiores — minicavidades nas superícies oclusais dos molares (Fig. 1.22). Classe df “Slot” verlical der Markdoy: pré-molares supe- res € inferiores — quando apenas a face proximal cariada é incluíd ; Sem nenhum ervolvimento da superfície oolusal (Fig. 1.29). = Da “Tipo túnei, pré-molares e molares - quan- do asenas a face proximal é envolvida, pre- servando a crista marginal (Fia. 1.24) Segundo Gonceição e Loile, essa nova classificação das cavidades permite que o pro- fissional localize rapidamente a região do den- to, já que a mesma numeração para às clas- ses c sua localização no dente, proposta por Black, são usadas. Entretanto, a diferença que julgam essoncial e marcante é que pars os ti- pos le Il sugetom subdivisões que vão de en- contro às diferontos altemativas de materiais restauradores e de tipos de preparo cavitário quo existem atualmente, de acordo com a evo- Iução da conhecimento da etiologia da doonça cárie e dos materiais restauradoros adesivos. No tipo V, incluem toda a superfície vestibular ou lingual e não apenas o terço gen anteriormente proposto. Isso permite, segun- do eles, que o profissional se adapte de modo adequado à realidade clínica alual. Gavidade lipo | - cavidade preparada na su- perficie ac'usal de pré-molares e moiares e que ainda pode ser subdividida em: e sem envolvimento de cúspide; e com envolvimento parcial de cúspide, Gavidado tpo 1! - cavidade preparada na(s) superfície/s) proximaltis) de pré-molares o mo- lares e que ainda pode ser subdividida em: e som envolvimento de crista marginal, ten- do como exomplos as cavidades tipo tú- nel, vestibulolingual e acesso direto. e com envolvimento de crista marginal, ten- do como exemplos as cavidades minicavi- dade, composta e comploxa. Dentística — Procedimentos Pró-ciinicos a | e f os, Nem A Fig. 1.19 Cavidade de Clsseitipo co. Fig. 1.20 Cavidade de Classcit wo Fig. 1.27 Covidadece Class viho de copra, Fig. 1.23 Covidade pt sicat Sit ver Fig. 1.24 Cavidade too Covisadi tipo tl - cavidade preparada nas su- perficies proximais cas dentes anteriores sem envolvimento do ângulo incisal Cavidada tipo Iv - cavidade preparada nas su- perfcies proximais cos dentes anteriores com envolvimento do ângulo incisal Ceuidade tipo V - cavidade preparada nas su- perfícies vestibular ou Ingual de todos os den- tes, Mounte Hume, em 1998, propuseram uma nova classificação, destacando que, com o de- senvolvimento dos maeriais restauradores adesivos [resinas compostas a cimentos iono- méricos) e com o melhor entendimento da ação do flúor, acassificação tradicional estabelecida por Black, há aproximadamente cem anos, merecia uma releitura a fim ce contemplar pre- paros com diferentes amplitudes, ou seja, des- de lesões incipientes até mais extensas, Des- sa forma, a nova cassificação permitiria ao operador definir a extensão e complexidade de uma cavidade e 2º mesmo tempo estimular uma abordagem que preservassa a astrulura dentaria, além de taciltar a comunicação en- tre os profissionais Para estabelecer a classificação, os auto- res basearam se nas três principais áreas de incidência da losão cariosa, ou soja, aquolos locais mais predisponentes ao acúmulo de pla- ca ou biofilme. São elas: Classe — cavidades localizadas em re- giões de oioatrículas, fissuras e áreas com de- feitos na superfície oclusal ce dentes posterio- res ou anteriores (cingulos); Ciasse |! — cavidades que ocorrem na re- gião interproximal de qualquer dente (anterior & posterior) iniciada imediatamente abaixo da área de contato: Gesso Il! — cavidade localizada na terço cervical ca coroa ou, por envolvimento da re- cessão gengival, da raiz exposta A Dentística é a especialidade da Odontologia que estuda e aplica de forma integrada o con- junto de precedimentos semiológicos, opera- ios, preventivos, terapêuticos s educativos como objetivo de preservar e devolver ao den- te, órgão do sistema estomatognático, sua in- tegridade estrutural, funcional e estética. % O preparo de cavicades, do ponto de vista. terapêutico, é o lfatamento biomecânico da cário e de outras lesões dos tecidos duros do ciente, de forma que as estruturas remanes- cantos possam receber uma restauração que as proteja, seja resistente e previna a reinci- dência de cárie. Blackfoi o primoiro a idealizar uma sequên- cia lógica de procedimentos para a realização de preparos cavitários. Alguns de seus con- coitos são relevantes; porém, em função da evolução técnico-ciantífica toma-se necessá- rio adequé-los às condições atuais. Entre as evoluções ocorridas estão: o con- trole da incidência e gravidado da cárie, uma compreensão mais abrangento da losão, seu processo evolutivo e possibilidade de dotceção precoce da cárie, além dos progressos signifi- cativos da tecnologia é instrumentação é do aperfeiçoamento dos maleriais existentes para restaurar a estrutura dentária. A finalidade de uma ordem de procedimen- tos é que ela sirva de guia geral, que possibili tsa racionalização dos preparos cavitários por etapas intor-relaionadas, que conduzam ao fim alimejado, não constitui, portanto, um con junto de regras inflexíveis Para desenvolver um procedimento urue- nado o satisfazer cs requisitos das diterentes formas cavitárias possíveis, devom ser segui- dos princípios específicos pera cada tipo de maxorial restaurador. A ordem geral do procedimentos no pre- paro de uma cavidade, de acordo com Black, é a seguinte: é Forma de contorno: define a área de su- perfície do dente a sor incluída no preparo cavitário. é Forma de resistência: característica dada à cavidade para que as estruturas tema- nescentes é a restauração sejam capazes de resistir às forças mastigatórias. e Forma de retenção: forma dada à cevi- dade para tomá-la capaz de reter a restau- ração, evitando o seu deslocamento. e Forma de conveniência: etapa que visa possibilitar a instrumentação adequada do preparo da cavidade e a inserção do ma- terial restaurador. * Remoção da dentina cariada remanes- cente: procedimento para remover toda a dentina cariada quo permaneça após as fases prévias do presaro. e Acabamento das paredes de esmalte: consiste ne remoção dos prismas do 05: male sem suporte, pelo elisamento das pa- redes de estmalto da cavidado, ou no pre- paro adequado do ângulo cavossuperficial, e Limpeza da cavidade: remoção de parti- culas remanescentes do preparo cavitário, possibilitando a colocação do material res- taurador em uma cavidade completamen te Impa. Em algumas circunstâncias, esta ordem de procedimentos pode ser modificada, como por “exemplo, no caso de cáries extensas, nas quais a remoção da dentina deve precader as outras etapas do preparo. Denísiica — Procedimentos Pré-ciinicos E! anatômicos de caca dente. As estrulur Forma de Contorno Materiais permanentes A forma de contomo deve englobar todo o te- cido cariado o as áreas suscolívois à cárie, da superícis do dente, a serom restauradas Alguns princípios básicos devem sar con- siderados ao se determinar a forma de contor- no de uma cavidade: 1) idealmente, Ludo es- malte som suporte dentinário deve ser removi- do ou, cuando possível, apoiado sobre um material adesivo (esina composta ou cimento ionomérico); 2) o ângulo cavossuperficial do preparo deve localizar-se em área de relatva resistência à cárie e que possibilite um correto. acabamento clas bordas da restauração; 3) devem ser observadas as diforenças de pro- cedimentos para as cavidades de cicatrículas e fissuras e aquelas com superfícies lisas. Cavidades de cicatricutas e fissuras Para o correto planejamento da forma de cor- tomo dessas áreas do dente, deve-se ter em mente vários fatores: * Extensão da cárie: considerando que a cárie se propaga como dois cones super. postos pelas basos, na junção amolocen- “inária, a forma de contomo dove englobar tanto a extensão superficial da cárie como a sua propagação go lengo dessa junção (figs.2.1Aa 0) - — & Extensão de conveniência: a forma de contomo também deve englobar todas as cicalrículas, fissuras e sulcos muito profun- dos & próximos à cárie para permitir um bom acabamento des margens de restau- ração. Verifica-se, portanto, que a forma de contorno variará conformo os detalhes de reforço cos dentes, como as cristas mer- ginais, pontes da esmalte, arstas e ver- tentes do cúspide, devem ser preservadas durante o preparo da cavidade, a menos que tenham sico envolvidas pela cá (Figs. 2.14,22Ae 5). Quando duas cavidades distintas. se encontram separadas por uma estrutura sadia de menos de 1 mm (Figs. 2.2G e F) elas devem ser unidas.em um único pre- paro, a fim de eliminar essa astrutura dentária enfraquecida. Em caso contrário, essa estrutura deveré sor mantida, pre- parando-se cuas cavidades distintas iFigs.2.2B e E). * Idade do paciente: em pacientes muito idosos, nos quais as faces oclusais dos dentes apresentem abrasão é os sulcos tenham praticamente desaparecido, a for- ma de contorno deve se limitar à remoção do tecido cariado e à determinação de pa- redes em dentina e esmalte hígidos. Cavidades de superfícies lisas O processo carioso em superícies lisas pro- page-se mais em extensão do que em oroiun- diniade Alguns fatores já citados para o caso das cavidades de cicatrículas o fissuras covom sor observados também para a determinação ca forma de contomo em cavidades de supertí- cies lisas: & A cárie, que nessos casos se propaga co- mo dois cones superpostos, ápice contra base, na junção amelo-dentinária, deve ser totalmente incluíde. no delineamento do contorno (Figs. 2.3B e O). ngulo cavessuperficial da cavidade deve ser estendido até que seja encontra- da uma estrutura dental sadia é o preparo possibilite um bom acabamento da mar- gem da rastauração. & esmalte remanescente deve estar ideal mente suportado por dentina sã, Além dessas considerações, outros faio- res influem na determinação da forma de con- tomo dessas superíe 1 Extensão para gengival: do ponto de vista clínico, a extensão ídeal da parede gengival dos preparos cavitérios seria aquela que pu- desse ser determinada o mais distante pos- sível do tecido gengival, Essa condição facili- :aria lodos es procedimentos aperatórios, tais. somo acabamento de margem, isolamento do campo operatório, adaptação ca matriz, remo- gão de possíveis excessos, moldagens, elo. Todavia, essa siluação ideal não é atingida em todos os casos, uma vez que a extensão no sentido gengivel é govemada por uma sé- rie do fatoros: As estruturas de refor o dev adas. Ex: cristas marginais, alte, arestas e vertentes de m ser preservadas a menos do envolvidas pela c/Erie. Dentística — Procedimentos Pré-elínicos: ,0 Em função da extensão de cárie e de cutros tipos ce lesões a parede gengjval da cavidade poderá localizar-se supragengivalmente, ao nível da gengiva ou subgengivalmente, Em c: vidades proximais, vriginadas de cáries inc pientes, a localização ca parede gengival es- lará correta quando, após a remoção de todo tecido cariado ea realização da extensão para- gengival, hauver uma separação da superfície proximel do dente vizinho de aproximadamen- te 0,2 a0,5mm para amálgama e de 0,5e 7.0 mm para rostaurações metálicas fundidas (Figs. 2.54 a C) Nos pacientes jovens, em ga- rallocaliza-so subgongivalmento, pois a papila gongival proonche quase tedo o espaço inter- proximal (Fig. 2.44); nos pacientes adultos, a parede gengival pode, em determinada faixa etária, localizar-se ao nível ou ligeiramente abaixo da gengiva marginal livre, porque já ocorreu recessão fisiológica desta (Fig. 2.4; nos pecientes idosos, nos quais a recessão é mais pronunciada, a parede gengival deve lo- calizar-se aquém da gengiva marginallivre (Fig 2.40), Evonlualmente, e em particular, deper- dendo ca situação clínica, a separação da pa- rede gengival com a dente vizinho pode ser conseguida com a plarificação dos prismas de esmalte pela ação de recortadores ce margem gongival. Já em cavidades cariosas extensas ou em casos de lesões cervicais secundárias ou re- incidentes, ou mesmo em restaurações dofei tuosas, a localização ca margem gengival ce- penderá da remoção total do tecido cariado ou do material restaurador. Outros fatores ainda devem ser conside- rados: posição 2 saúde da érea doco, da papila interdentária e da crista alveolar, relação entre a crista óssea clvoolar 0 o limite gengival da esão caricsa (espaço ou distância biológica) que deve ser de 1,9 a 3,8 mm (Fig. 2 6). Nos casos em que apenas à área do col (área não queratinizade, compreendida entre os picos vestibular e lingual da papila interdentária) encontra-se ulcerada é indicaca sua remoção cirúrgica através da cunha interproxmal. Com essa conduta o tocido inflamatório é removido e os picos vestibular e lingual são aproximados de maneira que a área do col, originariamente câncava, seja transformada em área convoxa no sentido vestibulolingual e, ao mesmo tem po, seja recoberta por epitélio queratinizado. Quando a prosagação da cárie comprome- te a distância biológica, além da ramação da a é outros tipos de lesões área do co), é necessário recuperar esse es- paço perdido por meio da ostootomia e/ou osteoplastia ou mesmo tração do cente. + Estática A estética, principalmente na região ântero- suportor da boca, é muito importarte e deter- mina a localização sugengival do limite cer- vical das restaurações fundidas estéticas. Nes- ses casos, o limite gengival dos preparos do- verá ser locálizado subgengivalmente, cerca de 0,5 mm, a fim de serem conseguidos melho- ros resultados estéticos com um mínimo co problemas gengivais. + Retenção Coroas clínicas curtes, pouca estrutura dentá- fia remanescente ou preparo cavitário das pa- redos axiais com attura insatisfatórie, que im- possibilitam a retenção mecânica da restaura- ção, algumas vezes determinam a extonsão subgengival das restaurações funcidas. Nes- ses casos, esta ultrapassa os limites da lesão cariosa determinando o término cervical sub- cengivalmente. O Extonsão para vestibular e lingual: além de englobar o processo carioso, o término do pre- paro deve ser estendido para árcas que facil tomo acabamento das bordas ca restauração. Quando a cárie for incipiente, após a sua re- moção, as terminações vestibular e inguel da cavidade devem ser estendidas em direção cas respectivas faces, até que fiquem livres de con- tato com o dente vizinho. De acordo com esse princípio, muilas vezes, cáries com diferentes amplitudes e diferentes relações de contato com o cente adjacente determinam um prepa- ro cavitário com extensão semelhante. Esse procedimento visa fundamentalmente assegu- rar acebamento do preparo e restauração mais tácois de serem executados, além de favoro- cer a higienização ca interfaco dento - rostau- ração. Segundo Black, as margens deveriam sor estendidas de 0,8 a 1,2 mm do dente con- tíguo; nas cavidades “modernas” essa exten- são deve ser de 0,2 a 0,5 mm(Figs. 254 e D) e nas restaurações fundidas de 0,5 a 1,0 mm (Fig. 2.50) Segunda Simor, a separação entre o pre- paro e o dente vizinho, em cavidades para amálgama, é suficiente quando for possível passar sem dificuldade entre as margens pro- ximais da cavidade e 0 derte vizinho a ponta de um explorador n2 5. O que 9 col? Osteotomia e osteoplastia? Incipiente Cont guo Capítulo 2. Prinípios Gerais do Preparo Cavitário Fig. 2.4 Posição de papits interdenta! em pacientes jovens (Ay aos (8) e idosos fG; A parede gengival nos três casos, apre. serts a mesma exterisdo, Fig. 2.5 Extensão de convervência de 0,22 55 dades inocemas para amigama já e je, de 5. restenirações dunclatas (o) m, para cave 2 LO mm, para De acordo com Mondeli el a, uma Igeira Separação, visualmente perceptível, que par mita a passagem de luz entre a limite periféri- co da caixa proximal e o dente adjacemte, é suficiente para alender 9 princípios de exter- são de conveniência, considerando-se as pa- redes vestibular, lingual e gengival. A extensão preventiva, que foi por muito tempo uma das razões para a soparação en- tre a preparo e o cente vizinho, Ceixou do ser estabelecida atualmente, em unção da abor- dagem adotada com reiação à doença cárie. Com a sistemática adequação do paciente na fase inicial do tratamonto, o risco da doença pode sar controlado estabelecendo-se primei- famonte um tratamento de choque com agen- tos antimicrobianos (pacientes de alto risco), orientando sobre a mudança de hábitos alimen- fares e sobre a higienização. Esses fatores determinariam um paciente com baixe suscetibilidade à cárie e, portanto, sem a ne- cessidade premente de extensão prevontiva des paredes cavitárias. Em alguns casos, a ausência de um dente ou a má posição dentária condicionam uma relação de conlalo anormal, o que exige ex- tensões atípicas de paredes proximais (Fig. 27) Materiais semipermanentes fResinas compostas e cimentos ionoméricos) Para os materiais considerados temporários ou seminermanentes, por apresentarem caracte- tísticas adesivas, as formas de contorno inter- na e a externa devem limitar-so à remoção da cárie à conformação das paredes cavitárias. Sendo assim, o preparo cavitário deverá ser o mais conservador possível, principalmente quanto às extensões oclusal, vestibulolingual e gongival, Em função do catáler temporário dos materiais, a extensão estabelecida para os materiais permanentes não é realizada, pois eles não apresentam as características essen- ciais para substituir as estruturas dentárias re- movidas (Fig. 2.8). Quando necessário, roali- Zarse a separação próvia do dente, para “avo- tecer a instrumentação do preparo a a realiza- ção rla restauração. Forma de Resistência Aforma de resistência baseia-so emprincípios mecânicos, pois os movimentos mandibulares. dão origem a forças que podem provocar a —— É. 08 a 10mm — a fratura das paredes cavitárias ou do material restaurador. Assim, certas principios relacio- nados com a estrunra dentána remanescente & com o material restaurador devem ser se- guídos a fim de se determinar a forma de re- Sistência. - De acordo com os conceitos clássicos (Black), as paredes circundantes da caixa oclusal devem ser paralolas entre sie perpendi-' culares à parodo pulpar (Fig. 2.94); paredes | puipar e gengival planas, paralelas entre si e perpondiculares ec eixo longitudinal do dente, possibilitam uma melhor distribuição dos estor- cos mastigatórios. Por outro lado, o estabeleci- mento de paredes circundantes da caixa oclu- sal paralelas entre si proporcionam bordas de sesluração com espessura Insuciente para suportar as cargas mastigarárias, devendo-se. principalmente no caso de dentes com acentua- do grau de inclinação das vertentes de cúspi- des, confeccionar paredes circundantes con- vergentes para oclusal a fim de permitir um maior volume de borda para a restauração. O ângulo cavossuperficial ideal das cevidades para amálgama dove ser de 90º, para compen- sar à baixa resistência de borda desse mate- rial. Contudo, nem sempre a estrutura dentária permite essa angulação, sem que o esmalte das vertentes de cúspides seja solapado, nes- se caso são aceitávois margens com pelo me- nos 70* (Fig. 2.98), As paredes vestibular e lingual da caixa, proximal, sm cavidades para amálgama, de- vem ser convergentes para oclusal, pois além de oferecerem uma forma auto-retentiva à cai- xa proximal, no sentido gengivo-ocusal, essa convergência preserva maior quantidade de fecido da crista marginal o expõe em menor grau a restauração às iorças mastigatórias nessa região (Fig. 2.24). Vistas por oclusal, as paredes vestibular e lingual da caixa proximal devem formar um ângulo de 99º com a super fício externa do dente, de maneira a acompa- nhar a inclinação dos prismas de esmalte, o que é obtido por vestibular pela curva reversa de Hollenhack; do lado lingual, essa curve re- versa é frequentemente desnecessária (Fig. 2.105) Para restaurações metálicas fundidas, as paredes vestibular e lingual da caixa pro- ximal devem ser divergentes no sentido gen- givo-oclusal e axioproximal, em função da te- Sistência de borda que o material apresenta o, também como forma de conveniência para o plano de inserção e remoção da poça (Figs. 2104 02.184) Figo 2.9 Freoaro cavitáio com parecies circundantes poraietes er HE Si o perpendicuiares à perecde pulam: 14] Froparo caviário com paredes convergentes, que proporciona borsas adequadas para o redor! restaurador (armaigam (8) - No caso do irregularidade das paredes pulpar o axial, convém que clas sejam regula- fizadas com bases prototoras adequadas, po- rém o material restaurador deverá estar sem- pre apoiado em dentina (Figs. 2. 114€ Be 2.12). - Idealmente o esmalte deve ficar apoiado em dentina hígida, a fim de evitar prismas sem suporte e, consequentemente, fiáveis que fra- turem sob ação dos esforços mastigatórios. Quando o apoio da estrutura de osmalte sobre dentina sadia não for possível, este deverá ser apoiado por material com características adesi- vas frasinas compostas e cimentos ionoméri- ou reduzido o depois protegido por mato. rial restaurador que possua propriedades me- cânicas satisfatóries para esses casos (Figs. 2.434 a ). A profundidade da cavidade deve sor adequada de moco a permitir uma espes- sura mínima de material, suficiente para sua pio não for seguido, po- de haver fralura do corpo da restauração. Como se percebe, a forma de resistência lammbém está diretamente relacionada com a própria resistência do material restauracior, sen- do fator preponderante a sua indicação preci- sa para cada caso. Materiais “rágeis exigem restaurações mais espessas, que não perrri- tem acebamento marginal em forma de bisele sim paredes terminando err ângulo reto com a superfície extoma do dente. As restaurações metálicas fundidas oferecem a possibilidade de protoção às estruturas remanescentes e resis- tência às forças mastigatérias. Capítulo 2. Princípios Gerais do Preparo Cavitário Deve-se dar atenção à oblenção da forma de resistência dos dentes despolpados, em vir- jude da estrutura dental remanescente epre- sentar-se quebradiça; assim, as clispides de- vem ser reduzidas pelo presaro cavitária e co- bertas com material restaurador adequado, no caso, restauração fundida, a fm de evitar pos- síveis fraturas durante a mastigação (Fig. 2.14) = O ângulo axiopulpar deverá ser arredon- dado, para diminuir a concentração de esfer- gas capazes de provocar a fratura do material restaurador, como per exemplo o caso de amál- gama em cavidade de Classe Il (Fig. 2.15). Forma de Retenção As formas de resistência e retenção, apesar de serem considerades de maneiraisolada em termos didálicos, são muitas vezes obtidas si multaneamente. Portanto, todos os princípios que regem a forma de resistência são impor- tantes é válidos para a forma de retenção. A forma de retenção é conseguia pela conformação do preparo cavitário, de retenções adicionais e de retenção por atrito do material restaurador com as parados do preparo cavi- tário, c adesão química proporcionada pelos materiais adesivos. A finalidade da forma ce retenção é evitar o deslocamento da restauração por: 1) ação das forças mesligalórias; 2) tração por alimen- 108 pegajosos; 3) diferença do coeficiente de expansão térmica entre o material restaurador e a estrutura dentária, espec almente nos ca- sos das resinas restauradoras. Tipos de retenção Aforma de retenção inclui: 1) retenção por atrito do materia! restaurador; 2) relenções mecâni- cas adicionais, como cauda de andorinha, sul- cos, canaletas, orifícios para pinos, condiciana- mento ácido da esmalte e da dentina para re- sinas restauradoras. A conduta para obter formas de retenção adequadas difere conforme o tipo de cavidade preparada. Cavidade simples Nas cavidades tipo Black pode-se aglicar o princípio geral por cle enunciado: “quando a profundicade de uma cavidade for igual ou maior que sua largura vestibulolingual, por si só ela será retentiva! (Fig 2.184). Contudo, se a abertura vestibulolingual for maior que e pro- fundidade, deverão ser providenciadas reten- ções mecânicas adicionais ceterminadas em dentina, na base das cúspides (Fig. 2.16B) ou, como recomenda Markley, deve-se preparar as paredes vestioulare lingua! convergentes para oclusaltomando a cavidade auto-retentiva (Fig. 2.160). No casa de e cavidade se apresentar estritamente de suportíio lisa, essas retenções adicionais deverão ser realizadas em dentina nas paredes oclusal ou incisal e gengival (Fig. 2168), Cavidades compostas e complexas O problema da retenção nessas cavidades é mais complexo, pois, além das retenções indivr- duais de cada caixa, existe uma interdepen- dência ontro olas, Assim, alguns procedimen- tos poderão ser adotados a fim de se conse- guir a estabilidade cc restauração, entro os quais; CAUDA DT ANDORINHA Ela auxilia a rotonção de restaurações de cu vidade próximo-oclusais (Fig. 2.17A), no en- tanto, do ponto de vista biológico 6 mesmo da. resistência da ostrurura dentária remanescen- josa, o taram Vondelli et al., 1980. Por outro lado, em cavi- dades de Classe II, próximo-oclusais, enquan- to a cauda de andorinha aumenta em aproxi- madamente quatro vezes a retonção da res- tauração na cavidade no sentido axioproximal, acorfecção do sulcos proximais (Fig. 2.178), vestibular e lingual aumenta aproximadamen- to om dez vezos essa retenção, com a vanta- gem de economizar estrutura dentária (Cro- ckett et al), constituindo-se em um procedi mento biomecânico mais recomendável. INCLINAÇÃO DAS PaREDE: MINGAU DA CAIXA PRODU VESTEULAR E Quando o material restauredortoro amálgama, essas paredes podem ser convergentes para oclusal, de forma que na porção gengival as margens fiquem em zonas de autócise e, na região oclusal, a restauração fique menos ex- posts às forças de mastigação (Fig. 2.164). Nas cavidades para restaurações metálicas fundi- das as paredes devem apresentar divergência mínirna para oclusal, apenas o suficiente para possibilitar a moldagem e a remoção do padrão O ngulo axiopulpar dever A do, para diminuir a concentr s capazes de provocar a fra restaurador, como por exer am/Elgama em cavidades c