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Apostila de mitologia grega, Manuais, Projetos, Pesquisas de Filosofia

Apostila de Mitologia grega, com exercicios sobre os mitos

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2020

Compartilhado em 04/06/2020

lucas-melo-76
lucas-melo-76 🇧🇷

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Apostila de
Mitologia Grega
(Organizado por Doug Caesar)
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Apostila de

Mitologia Grega

(Organizado por Doug Caesar)

Cronologia Idade Período Mitológico

Período Histórico

Eventos Mitológicos

Eventos Históricos

Obras

Ouro Prata

Cosmogônico Teogônico

Teogonia / Urano Genealogia Divina

Teogonia de Hesíodo O Trabalho e os Dias de Hesíodo Mitológico Titanomáquia / Cronos Criação de Pandora Mitológico Gigantomáquia Mitológico Tifão Bronze Heróis

Heróico Minóico Minos / Minotauro Centauromáquia Amazonomáquia

Civilização Cicládica e Minóica Heróico Micênico Perseu Hércules 12 Trabalhos Os Heráclidas Os Argonautas

Invasão dos Aqueus Civilização Micênica

Ferro & Aço

Heróico Homérico Guerra de Tróia - Odisséia

Invasão dos Dórios, Jônios e Eólios

Ilíada de Homero Odisséia de Homero Reis Arcaico Genealogias Reais

Cinecismo e formação das Cidades-Estado Colonização Grega Trágica Clássico Guerras Greco- Pérsicas

Tragédias e Comédias Sofística Clássico Guerras do Peloponeso – Hegemonia

Sócrates, Platão

Sofística Alexandrino Alexandre Conquista Macedônia

Aristóteles

Sofística Helenístico Reinos Helenísticos Sofística Romano Conquista Romana Cristianização da Grécia

São Paulo, Santo André

Cristã Bizantino Nova Tróia Império Bizantino Cristã Otomano Conquista Turca Otomana Cristã Romaico / Moderno

Dodecateísmo Guerra de Independência Grega Ícor Escatológico Atena destrona Zeus

A Genealogia dos Deuses

Caos Divindades: Destino, Erébo, Noite, Discórdia, Parcas, Gréias, Concórdia, Amor, Dia Urano – Fúrias e Afrodite Géia / Gaia / Terra Os Titãs: Saturno / Cronos, Hipérion, Coeus, Crios, Oceano, Jápeto As Titânidas: Réia / Cibele / Ops, Téia, Febe, Mnemósine / Memória, Tétis, Métis / Prudência

Os Casais: Cronos e Réia: pais de Zeus, Poseidon, Hades, Héstia, Hera e Deméter. Hipérion e Téia: pais de Hélios (Sol), Selene (Lua) e Éos (Aurora) Coeus e Febe: pais de Leto (Latona) Oceano e Tétis: pais das oceânidas e das nereidas, as principais são Anfitrite e Tétis. Japeto e Climene: pais de Prometeu, Epimeteu, Menécio e Atlas.

Os Hecatonquiros: Coto, Giges e Briareus Os Ciclopes: Arges, Brontes e Steratopes A Titanomáquia: Guerra entre Deuses e Titãs. A Gigantomáquia: Os gigantes tentaram subir o Monte Olimpo mais foram derrotados pelos deuses.

Tifão: Tentou derrotar Zeus mais junto a Atena os dois venceram o gigante.

Os Deuses Olimpicos Zeus e Hera: pais de Ares, Hefesto, Hebe e Ilítia. Zeus e Mnemósine: pais das Musas. Zeus e Leto: pais de Apolo e Ártemis. Zeus e Deméter: pais de Perséfone Zeus e Métis: pais de Atena. Zeus e Maia: pais de Hermes. Zeus e Sêmele: pais de Dionísio. Zeus e Díone: pais de Afrodite. Zeus e Têmis: pais das Horas e Moiras Afrodite e Ares: pais de Eros, Anteros, Himineu, Harmonia, Deimos e Fobos. Hades e Perséfone: não tiveram filhos. Poseidon e Anfitrite: pais de Tritão e Proteu.

Zeus e Alcmena: Hércules Aniope: Anfitone e Zeto Calisto: Arcade Danae: Perseu Egina: Éaco Europa: Minos, Sarpedon, Radamanto Io: Epafo Leda: Helema, Dioscorus

Teogonia

Os Deuses primordiais Sim bem primeiro nasceu Caos, depois também Terra de amplo seio, de todos sede irresvalável sempre, dos imortais que têm a cabeça do Olimpo nevado, e Tártaro nevoento no fundo do chão de amplas vias, e Eros: o mais belo entre Deuses imortais, solta-membros, dos Deuses todos e dos homens todos ele doma no peito o espírito e a prudente vontade.

Do Caos Érebos e Noite negra nasceram. Da Noite aliás Éter e Dia nasceram, gerou-os fecundada unida a Érebos em amor. Terra primeiro pariu igual a si mesma Céu constelado, para cercá-la toda ao redor e ser aos Deuses venturosos sede irresvalável sempre. Pariu altas Montanhas, belos abrigos das Deusas ninfas que moram nas montanhas frondosas.

E pariu a infecunda planície impetuosa de ondas o Mar, sem o desejoso amor. Depois pariu do coito com Céu: Oceano de fundos remoinhos e Coios e Crios e Hipérion e Jápeto e Teia e Réia e Têmis e Memória e Febe de áurea coroa e Tétis amorosa. E após com ótimas armas Crono de curvo pensar, filho o mais terrível: detestou o florescente pai.

Pariu ainda os Ciclopes de soberbo coração: Trovão, Relâmpago e Arges de violento ânimo que a Zeus deram o trovão e forjaram o raio. Eles no mais eram comparáveis aos Deuses, único olho bem no meio repousava na fronte. Ciclopes denominava-os o nome, porque neles circular olho sozinho repousava na fronte. Vigor, violência e engenho possuíam na ação.

Outros ainda da Terra e do Céu nasceram, três filhos enormes, violentos, não nomeáveis. Cotos, Briareu e Giges, assombrosos filhos. Deles, eram cem braços que saltavam dos ombros, improximáveis; cabeças de cada um cinqüenta brotavam dos ombros, sobre os grossos membros. Vigor sem limite, poderoso na enorme forma

História do Céu e de Crono Quantos da Terra e do Céu nasceram, filhos os mais temíveis, detestava-os o pai dês o começo: tão logo cada um deles nascia a todos ocultava, à luz não os permitindo, na cova da Terra. Alegrava-se na maligna obra o Céu. Por dentro gemia a Terra prodigiosa atulhada, e urdiu dolosa e maligna arte. Rápida criou o gênero do grisalho aço, forjou grande podão e indicou aos filhos. Disse com ousadia, ofendida no coração: “Filhos meus e do pai estólido, se quiserdes ter-me fé, puniremos o maligno ultraje de vosso pai, pois ele tramou antes obras indignas”.

Assim falou e a todos reteve o terror, ninguém vozeou. Ousado o grande Crono de curvo pensar devolveu logo as palavras à mãe cuidadosa: “Mãe, isto eu prometo e cumprirei a obra, porque nefando não me importa o nosso pai, pois ele tramou antes obras indignas”. Assim falou. Exultou nas entranhas Terra prodigiosa, colocou-o oculto em tocaia, pôs-lhe nas mãos a foice dentada e inculcou-lhe todo o ardil. Veio com a noite o grande Céu, ao redor da Terra desejando amor sobrepairou e estendeu-se a tudo. Da tocaia o filho alcançou com a mão esquerda, com a destra pegou a prodigiosa foice longa e dentada. E do pai o pênis ceifou com ímpeto e lançou-o a esmo para trás. Mas nada inerte escapou da mão: quantos salpicos respingaram sanguíneos a todos recebeu-os a Terra; com o girar do ano gerou as Erínias duras, os grandes Gigantes rútilos nas armas, com longas lanças nas mãos, e Ninfas chamadas Freixos sobre a terra infinita. O pênis, tão logo cortando-o com o aço atirou do continente no undoso mar, aí muito boiou na planície, ao redor branca espuma da imortal carne ejaculava-se, dela uma virgem criou-se. Primeiro Citera divina atingiu, depois foi à circunfluída Chipre e saiu veneranda bela Deusa, ao redor relva crescia sob esbeltos pés. A ela. Afrodite Deusa nascida de espuma e bem-coroada Citeréia apelidam homens e Deuses, porque da espuma criou-se e Citeréia porque tocou Citera, Cípria porque nasceu na undosa Chipre, e Amor-do-pênis porque saiu do pênis à luz. Eros acompanhou-a, Desejo seguiu-a belo, tão logo nasceu e foi para a grei dos Deuses.

Atividades

  1. Complete a cruzadinha abaixo: Horizontal
  1. Deus do submundo e dos mortos. É acompanhado pelo seu cachorro Cérbero.
  2. Deus da guerra.
  3. Deusa das mulheres, do casamento e do parto.
  4. Deusa alada da VItória.
  5. Mensageiro dos deuses. Seu símbolo é o caduceu.
  6. Deus da beleza, do sol, das artes e da profecia.

Vertical

  1. Deus do céu, dos raios e dos homens.
  2. Deusa virgem do lar e do fogo.
  3. Deusa do amor e da beleza. Nasceu das espumas do mar.
  4. Artesão e ferreiro dos deuses.
  1. Observe a cerâmica abaixo e identifique a divindade retratada:

_________________ __________________ _____________

Deuses Gregos Nome Grego

Nome Latino

Nome Etrusc o

Templo Nome Grego

Nome Latino

Nome Etrusc o

Templo

Zeus Júpiter Tinia Olympeum Lycaeum Nemeum Chrysaoreum

Héracles Alcides

Hércules Hercle Heracleiu m

Poseidon Netuno Nethun s Rodon

Poseideum Poseidoneum

Hélios Sol

Hades Plutão Dis Orcus

Aita Martus

Plutoneum Necyomanteu m

Selene Lua

Hera Juno Heraion Heraeon

Éos Aurora

Héstia Vesta Hestieon Hécate Trívia Hecatesiu m Demeter Ceres Eleusineum Demetreum

Perséfon e

Prosérpin a

Ferspn ai Atena Palas

Minerv a

Athenaeum Anfitrite Salácia Venília Ares Marte Laran Areion Asclépio Esculápio Asclepieiu m Lebenaeu m Afrodite Vênus Turan Aphrodiseum Eros Amor Cupido Hefesto Vulcan o

Sethlan s

Hephaestium Leto Latona

Dionísio Zagreos Sabazios Neodionisi o

Baco Liber

Fufluns Dionyseum Lenaeum

Musas

Hermes Mercúri o

Turms Hermaeum Fauno

Apolo Febo Loxias Apolloneum Pytheum Delium Delphineum Amyclaeum Lyceum Triopeum

Réia Ops Cibele

Metroeum

Artemis Diana Artume Artemiseum Epheseum Tauropoleum

Cronos Saturno

O Culto dos Deuses na Grécia Antiga

Tipos de Culto Jogos: Olímpia, Nemeia, Delfos, Istmo Santuários Oráculos Templos Políades e Templos Pan-Helênicos Mistérios Culto Políades a Deuses: cada cidade tinha o seu deus. Culto Políades a Heróis: cada cidade tinha o seu herói: Belerofonte (Corinto), Jasão (Iolcos).

Atividades

Os personagens do Sítio do Pica-pau Amarelo foram até a Grécia Antiga salvar Tia Nastácia das mãos dos monstros que invadiram o sítio e na viagem Dona Benta acompanhada de Péricles, Fídias, Narizinho, Emília e Pedrinho fazem uma visita ao Partenon. O Partenon é o Templo da deusa Atena localizado na Acrópole de Atenas. Dona Benta faz uma descrição dos dois frontões do Templo: “Fídias transpôs em mármore uns versos de Homero ´ Começo cantando Palas Atena, a deusa augusta, fértil em sábios conselhos, nobilíssima virgem de coração inflexível, guardiã das cidades, a forte diva que o prudente Zeus fez brotar de sua cabeça, toda revestida de cintilantes armas de ouro. Ao verem-na surgir, brandindo a lança aguda, os imortais pasmaram; o Olimpo estarreceu diante de sua força; a Terra soltou grandes gritos; os mares tumultuaram as ondas; e Apolo susteve as rédeas de seus fogosos corcéis até que Palas Atena depusesse as armas. Zeus irradiava de orgulho ´. Os detalhes incluíam os corcéis da Noite, que surgem do Oceano, sustentada por Teseu. Perséfone com graça se apóia no ombro da mãe Deméter. Ao lado está Íris, que anuncia o nascimento de Atena, a Vitória Alada e as Três deusas do Destino, Cloto, a fiandeira de vidas, Láquesis, a cortadeira do fio da vida, Átropos, a implacável medidora do comprimento dos fios. No lado oposto encontrava-se outro frontão onde se via a luta entre Poseidon e Atena pelo domínio da Ática. Atena assusta com sua presença os cavalos de Poseidon, o deus dos oceanos. Atrás de Atena figuravam as cecrópidas Aglaura e Herse, e Ilissos, um dos rios de Atenas. E atrás de Poseidon figuravam Tétis, a nereida, Anfitrite, esposa de Poseidon, e a formosa Latona com suas filhas Ártemis e Afrodite. O tridente de Poseidon e o escudo de Atena eram de bronze.” (Monteiro Lobato, O Minotauro).

  1. O que os dois frontões do Templo de Atena descrevem? 1º Frontão: _________________________

2º Frontão: _________________________


  1. A imagem abaixo corresponde a qual frontão do Partenon?

___________________________________

___________________________________

  1. Quais os atributos da deusa Atena?




  1. Descreva a localização e os materiais utilizados na construção do Partenon.

Localização _________________________ Materiais ___________________________

  1. Cite cinco divindades gregas e seus domínios. 1 _________________________________ 2 _________________________________ 3 _________________________________ 4 _________________________________ 5 _________________________________

  2. Como foi o nascimento de Atena?





Os Demônios Existem O texto descreve algumas plantas e animais que foram batizados por cientistas com nomes macabros associados a demônios e deuses ctônicos de diversas culturas.

Atropa belladonna – A beladona A planta beladona é conhecida como Atropa belladonna e tem esse nome devido a uma das Moiras, Átropos. As Moiras ou Fatae eram divindades greco-romanas associadas ao destino. Átropos era a moira responsável por cortar o fio da vida que era tecido por Cloto e medido por Láquesis. A beladona é uma planta nativa do Velho Mundo e o cientista sueco Lineu a batizou de “belladonna” pois as mulheres a utilizavam como cosmético para dilatar as pupilas com o objetivo de torná-las mais atraentes, as “belas donas”. O nome Atropa surgiu devido a toxicidade da planta que é fatal se ingerida em pequenas quantidades pelos humanos, além de também ser utilizada como droga.

Euryale ferox – A noz-de-raposa A planta é chamada de makhana, noz-de-raposa (devido a aparência que a flor possui com uma raposa) ou planta-górgona. É um nenúfar gigante como a famosa Vitória-Régia sul-americana. De origem asiática a planta foi batizada com o nome “A Feroz Euríale” devido ao seu aspecto parecido com as três Górgonas da mitologia grega. As três Górgonas eram Medusa, Euríale e Esteno, sendo que Medusa é a mais conhecida das três. Euríale assim como suas irmãs possuía corpo de mulher mas suas madeixas eram formadas por cobras. Um único olhar de um ser humano era suficiente para transformar-se em pedra. A planta teve esse nome devido aos inúmeros acúleos presentes em seu corpo.

Moloch horridus – O Diabo-espinhoso "O Horrível Moloque". O réptil australiano conhecido vulgarmente como diabo-espinhoso recebeu um nome compatível com sua aparência assustadora: Moloch horridus. O nome cientifico significa “O Horrível Moloque”, sendo que Moloque era um deus adorado no Oriente Médio por povos semitas durante o mundo antigo. Moloque era representado como uma estátua com cabeça de leão ou touro e uma cavidade no estomago onde eram introduzidas crianças e posteriormente eram estas incineradas dentro dessa estátua sinistra como parte do culto ao deus. Apesar do nome ser um tanto exagerado o “design” espinhoso do lagarto não passa de uma evolução da natureza para evitar a desitradação dessa espécie que habita nos desertos da Austrália Ocidental.

2) Lucifer – gênero de pequenos camarões Lucifer penicilifer Os Lucifer são um gênero de pequenos camarões com oito espécies diferentes. Os Lucifer possivelmente receberam esse nome devido a capacidade de refletir a luz, tornando-se facilmente visíveis em contato com ela. Lucifer quer dizer “o portador da luz” ou “Lux Fert” no original em latim. Inicialmente era o nome dado pelos romanos ao planeta Vênus. Porém passou a ser o nome do líder dos Anjos Caídos na tradição cristã. O nome da espécie penicilifer significa “o portador da penicilina”. Isso indica que essa espécie apresenta a capacidade

de produzir penicilina, um antibiótico, assim como algumas espécies de fungo. Pelo menos esse "Lucifer" pode ser útil a humanidade...

3) Ifrita kowaldi – “Ifrit” É o nome de uma espécie de pássaro insetívoro nativo da ilha de Nova Guiné. O pássaro foi batizado com o nome “Ifrit” sendo que os Ifrit são seres infernais da mitologia árabe e islâmica, seres de fogo com grande força e poder. O pássaro recebeu esse nome devido ao fato de ser uma das poucas espécies de aves venenosas. O veneno se encontra no corpo do pássaro que o adquire após sua alimentação baseada em outros animais venenosos.

4) Sarcophilus harrisii - Demônio-da-Tasmânia Apesar de ser popularmente conhecido como “demônio-da-Tasmânia” o nome cientifico do marsupial é Sarcophilus harrisii. Harrisii é devido ao primeiro cientista a descrevê-lo, George Harris. Já Sarcophilus significa literalmente “amante de carne”. Deve ser por isso que o mais famoso demônio-da-Tasmânia, o Taz, é agitado daquela forma.

5) Tisiphone ou Agkistrodon - Agkistrodon contortrix As cobras Tisiphone tiveram o seu nome científico substituído por Agkistrodon que significa em grego "anzol de pesca". Tisífone era uma das três Fúrias ou Eríneas, deusas responsáveis pela punição aos piores crimes praticados pelos humanos, como o matricídio, o parrícidio, etc. A espécie de cobra Agkistrodon contortrix tem esse nome devido a garras em forma de anzol existentes em sua cabeça. Contortrix significa contorcedora, talvez devido ao fato de ficar enrolada ou ao método de aniquilação da sua presa.

6) Leviathan melvillei – “Leviatã” A espécie Leviathan melvillei foi identificada na região do atual Peru. Corresponde a uma espécie extinta de baleia, pertencente a ordem dos Cetáceos. O nome baleia já deriva de um monstro mitológico, Cetus, que inclusive está no céu como uma constelação. O lendário Cetus foi morto por Perseu para salvar Andrômeda da ira de Poseidon. Leviatã é o nome de um lendário monstro marinho narrado na bíblia. O nome da espécie fóssil que correponde ao maior cetáceo que já existiu, deriva tanto do monstro mitológico Leviatã e da literatura. Melvillei é uma homenagem ao escritor ianque da obra Moby Dick, Herman Melville. A obra conta a história da caça à baleia Moby Dick, e é mundialmente conhecida.

7) Hypnos monopterygius, A espécie Hypnos monopterygius é nativa da Austrália. Pertencem a ordem dos Peixes Rajiformes sendo parentes da raia e da jamanta. O gênero recebeu o nome do deus grego do sono Hypnos talvez devido ao seu comportamento, pois fica estática no fundo do mar. Monoperygius origina-se do fato do animal possuir apenas um pterígio (talvez o corpo é formado por uma única forma triangular).

8) Orcus - gênero de cocinelídeos ou joaninhas Orcus australasiae O nome Orcus deriva da mitologia etrusca e romana. Orcus era o nome de uma divindade infernal que mais tarde foi associada a

emitido nas florestas tropicais da América do Sul. Apesar da aparência frágil, o grito é capaz de assustar realmente!

16) Molossus – gênero de morcegos Mormoops blainvilii O nome Molossus deriva do antigo Estado do Épiro na Molóssia, atual Grécia. Os molossos eram famosos e temidos na antiguidade por seus hábitos “sinistros”. A famosa mãe de Alexandre o Grande, Olímpia, era do Reino da Molóssia, e era destacada feiticeira. Porém a espécie de morcego mais aterrorizante é o Mormoops, que significa “Visão Assustadora”.

17) Empusa pennata Empusa pennata é o nome de uma espécie de louva-a-deus nativo da Espanha e França. O seu aspecto fantasmagórico valeu o seu nome cientifico de Empusa, que na mitologia grega, eram fantasmas que acompanham o séquito da deusa Hécate, assim como Mormo, Lamia e os mormolyceas (lobos alados).

18) Idolomantis diabolica O nome mais original de um animal, sem dúvida é o Idolomantis diabolica. Seu nome significa “Louva-a-deus e ídolos diabólicos”. A natureza criou uma espécie totalmente assustadora e ao mesmo tempo maravilhosa. Mas foram os homens que batizaram a espécie com esse nome esquisito.

Pégaso e a Quimera Quando Perseu cortou a cabeça de Medusa, o sangue, caindo sobre a terra, transformou- se no cavalo alado Pégaso. Minerva pegou-o e amansou-o, dando-o de presente às musas. A fonte de Hipocreue, situada na montanha onde viviam as musas, Hélicon, foi aberta por um coice daquele cavalo. A Quimera era um monstro horripilante, que expelia fogo pela boca e pelas narinas. A parte anterior de seu corpo era uma combinação de leão e cabra e a parte posterior, a de um dragão. Causava grandes estragos na Lícia, de sorte que o rei do país, lobates, procurava um herói para destruí-la. Naquela ocasião, chegou à sua corte um jovem e bravo guerreiro, chamado Belerofonte, que trazia carta de Proteu, genro de lobates, recomendando-o em termos calorosos como um herói invencível, mas acrescentando, no fim, um pedido ao sogro para mandar matá-lo. O motivo disso é que Proteu tinha ciúme de Belerofonte, por desconfiar de que sua esposa, Antéia, nutria demasiada admiração pelo jovem guerreiro. Ao ler as cartas, Iobates ficou hesitante, não querendo violar as regras da hospitalidade, mas desejoso de satisfazer a vontade do genro. Teve, então, a idéia de mandar Belerofonte lutar contra a Quimera. Belerofonte aceitou a proposta, mas antes de entrar em combate, consultou o vidente Polido, que o aconselhou a recorrer, se possível, para a luta, ao cavalo Pégaso. Para esse fim, o jovem deveria passar a noite no templo de Minerva. Assim fez Belerofonte e, enquanto dormia, Minerva procurou- o e entregou-lhe uma rédea de ouro, que se encontrava na mão do jovem quando ele despertou. Minerva mostrou-lhe, também, Pégaso bebendo água no poço de Pirene, e, mal avistou a rédea dourada, o cavalo aproximou-se docilmente e se deixou cavalgar. Nele montado, Belerofonte elevou-se nos ares, não tardou a encontrar a Quimera e obteve uma fácil vitória sobre o monstro. Depois de vencer a Quimera, Belerofonte foi exposto a novos perigos e trabalhos por seu pouco amável hospedeiro, mas, com a ajuda de Pégaso, triunfou em todas as provas, até que Iobates, vendo que o herói era particularmente favorecido pelos deuses, deu-lhe sua filha em casamento e tornou-o seu sucessor no trono. Afinal Belerofonte, por seu orgulho e presunção, incorreu na ira dos deuses; chegou, segundo se conta, a tentar voar até o céu em seu corcel alado, mas Júpiter mandou um moscardo atormentar Pégaso. O cavalo atirou ao chão o cavaleiro, que, em conseqüência, se tornou coxo e cego. Depois disso, Belerofonte vagou sozinho pelos campos aleanos, evitando o contato dos homens, e morreu miseravelmente.