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Curso de NR 33 de 16 hs
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!


























Esse manual foi preparado com objetivo de fornecer aos TREINADOS uma fonte de referencia onde eles possam após o treinamento buscar informações necessárias ao bom andamento do seu trabalho. Entrada e trabalho em espaços confinados são atividades potencialmente muito perigosas, requerem rigoroso treinamento, equipamentos especiais, além de técnicas e habilidades necessárias para fazer parte de uma equipe de trabalho em espaços confinados.
Embora em um treinamento, estejamos longe de um acidente, o mesmo não é impossível de acontecer, para isso todos os participantes deverão ter sua atenção completamente voltadas para as atividades de aprendizagem, obtendo o máximo dos instrutores, lembrando-se de que a segurança é responsabilidade de todos.
Bom aproveitamento nos estudos!
Instrutores:
Marcelo costa
Claudia Santos
NOTA: Para atividades nestes espaços confinados é requerida a presença de equipe de resgate especializada e devidamente equipada no local.
. NOTA: Para atividades nestes espaços confinados não requer a presença de equipe de resgate de prontidão no local, no entanto é altamente recomendado que seja preparado um esquema para eventuais
Nos Estados Unidos da América, a OSHA (Occupational Safety and Health Adminitration) estima que aproximadamente 90% das lesões causadas em trabalhadores e suas mortes, ocorridas em espaços confinados, foi resultante de exposição a riscos atmosféricos.
Um risco atmosférico qualquer é uma atmosfera que pode levar a pessoa que está se expondo à morte, incapacidade total ou parcial, debilitação do raciocínio e da capacidade de um auto-resgate, através de uma das causas abaixo:
Deficiência n ou enriquecimento da concentração de oxigênio; Atmosferas inflamáveis; Atmosferas tóxicas.
Atmosferas com deficiência de oxigênio
De forma geral, este risco é considerado primário associado às condições comuns em espaços confinados. Um ser humano, respirar em um local onde existe uma deficiência de oxigênio, pode levar a certas características, tais como: falta de coordenação motora, fadiga, erro e dificuldade de raciocínio, vômito, tontura, inconsciência e até a morte. As asfixias por deficiências de oxigênio normalmente ocorrem quando os trabalhadores entram neste espaço confinado, sem ter executado testes atmosféricos antes da entrada, continuam sem perceber este risco, e se mantém cada vez mais distante do acesso primário, até chegar a ponto de não conseguirem se auto-socorrer ou pedir ajuda, e acabam morrendo e causando o efeito conhecido como efeito dominó, outras pessoas irão ajuda-lo e fatalmente também ficarão nas mesmas condições que seus companheiros.
Efeitos de vários níveis da concentração de oxigênio
Oxigênio por volume Sistemas da exposição nos seres humanos 23,5% ou mais Oxigênio enriquecido, risco excessivo de incêndio. 23,0% Oxigênio enriquecido 20,9% Concentração considerada normal na atmosfera 19,5% Nível mínimo de segurança (NR-33, NBR 14.787). 16% Desorientação, raciocínio e respiração falha. 14% Fadiga e perda de raciocínio 8% Falha de memória e desmaio 6% Dificuldade respiratória e morte em poucos minutos Atmosferas com menos que a quantidade normal de oxigênio, são comuns em espaços confinados. Níveis de oxigênio abaixo de 19,5% não são considerados seguros. Deficiências de oxigênio podem ser causadas por consumo, absorção e deslocamento de oxigênio.
Consumo – que pode incluir:
Combustão – processo de soldagem, ou serviços de corte com maçarico; Decomposição de material orgânico – alimentos podres ou refugo, animais mortos, plantas vivas e fermentação. Oxidação de metal – ferrugem (oxidação lenta)
Absorção – que pode incluir:
O próprio recipiente ou produto estocado no recipiente, como carvão ativo.
Deslocamento – que pode incluir:
Inertização de atmosferas inflamável, com gases inertes, para eliminar o risco de inflamabilidade, e/ou para remover resíduos químicos, gases ou vapores; Cenário não intencional, com gases que não dão suporte a vida, como por exemplo, os gases do escapamento do motor de um veículo.
A concentração Zero de gases inflamáveis é o ideal para qualquer trabalho em locais que contenham risco de inflamabilidade, sendo adotado por muitas empresas no Brasil e no exterior.
Lembre-se que a atmosfera em espaços confinados pode variar de acordo com o tipo de trabalho que estiver sendo executado no seu interior ou ao seu redor, inclusive as condições climáticas como temperatura e umidade proporcionam a variação dos níveis de concentração dos gases.
Fontes de Ignição
Existem muitas possíveis fontes de ignição que podem causar ou iniciar um incêndio ou explosão. As fontes de ignição podem se originar de diversas formas, através de queda de equipamentos metálicos, equipamentos eletro-eletrônicos ou até mesmo telefones celulares, equipamentos que não são intrinsecamente seguros ou à prova de explosão, abaixo temos algumas fontes de ignição:
Chamadas abertas – soldadores, aquecedores abertos ou material fumegante; Centelha elétrica – fios soltos, terminais de conexão e tomadas; Faísca produzida por atrito de ferramentas de aço em impactos com metais e/ou concreto; Superfícies quentes – linhas de energia, resistência de aquecedores e lâmpadas; Eletricidade estática – fluxo de fluídos através de tubos, movimento de polias e correias; Reações químicas – reações entre substâncias químicas em contato com o oxigênio.
Atmosferas tóxicas
Atmosferas tóxicas em espaços confinados podem causar sérios problemas de saúde a até mesmo a morte. O seu efeito físico tóxico pode ser imediato, retardado ou ambos.Por exemplo, uma exposição crônica (prolongada meses, anos) mesmo a baixas concentrações de dissufeto de carbono, pode levar a efeitos cumulativo no organismo causando danos cerebrais, enquanto que uma exposição aguda (altas concentrações em curto espaço de tempo) pode levar a pessoa à morte rapidamente.
A presença de substâncias tóxicas é geralmente resultado do armazenamento de materiais em locais confinados ou devido ao uso de alguns tipos de revestimentos e solventes. Material orgânico em decomposição não somente desloca o oxigênio como também pode produzir gases como metano, gás sulfídrico, monóxido ou dióxido de carbono. Também é possível a entrada de gases tóxicos no interior dos espaços confinados devido às falhas nos sistemas de isolamento de redes hidráulicas. Embora algumas substâncias possuam sabor ou odor, a grande maioria de gases tóxicos não é perceptível a nenhum sentido humano, eles podem penetrar no organismo de 04 formas diferentes, através da absorção, ingestão, inalação, e injeção.
Fundações, associações e órgãos governamentais ou não, voltados aos estudos de saúde e segurança no trabalho, estabelecem limites de exposição do trabalhador, a determinados produtos químicos, definidos a partir das vias de penetração no organismo e tempo de exposição às substâncias, sendo assim temos:
IPVS – Condição Imediatamente Perigosa à vida ou à saúde: é qualquer condição que cause uma ameaça imediata à vida ou que pode causar efeitos adversos irreversíveis à saúde ou que interfira com a habilidade dos indivíduos para escapar de um espaço confinado sem ajuda. NOTA : Algumas substâncias podem produzir efeitos transientes imediatos que apesar de severos, possam passar sem atenção médica, mas são seguidos de repentina possibilidade de colapso fatal após 12 – 72 horas de exposição. A vítima “sente-se normal” da recuperação dos efeitos transientes até o colapso. Tais substâncias em concentrações perigosas são consideradas como sendo “imediatamente” perigosas à vida ou à saúde. Limites de tolerância (LT – Brasil): denominam-se àquelas concentrações dos agentes químicos ou intensidade dos agentes físicos presentes no meio ambiente de trabalho sob as quais a grande maioria dos trabalhadores podem ficar expostos dia após dia, sem sofrer efeitos adversos à sua saúde.
Valor médio 48 horas: os valores limites recomendados pelo ministério do Trabalho referem-se a uma jornada de trabalho de 8 horas diárias e 48 horas semanais. Valor teto: representa uma concentração máxima que não pode ser excedida em momento algum da jornada de trabalho.
Limite de exposição – média Ponderada pelo Tempo (LT EUA TLV – TWA – Threshold Limit Value – Time weighted Average): é a concentração média ponderada pelo tempo para uma jornada normal de 8 horas diárias e 40 horas semanais, à qual a maioria dos trabalhadores pode estar repetidamente exposta, dia após dia, sem sofrer efeitos adversos à saúde. Limite de Exposição – Exposição de curta Duração (LT EUA TLV – STEL - Threshold Limit Value – Short-Term Exposure Limit): é a concentração a que os trabalhadores podem estar expostos continuamente por um curto período sem sofrer irritação, lesão tissular crônica ou irreversível ou narcose em grau suficiente para aumentar a predisposição a acidentes, impedir o auto-salvamento ou reduzir a eficiência no trabalho, cuidando-se para que o limite de exposição -média ponderada (TLV-TWA) – não seja ultrapassada. Um STEL é definido como uma exposição média ponderada pelo tempo durante 15 minutos que não pode ser exercida em nenhum momento da jornada de trabalho, mesmo que a concentração média ponderada para 8 horas esteja dentro dos limites de exposição acima de TLV-TWA. Exposições acima do TLV-TWA, mas abaixo do STEL, não podem ter duração superior a 15 minutos, nem se repetir mis de quatro vezes ao dia. Deve existir um intervalo mínimo de 60 minutos entre as exposições sucessivas nesta faixa. Pode-se recomendar um período médio, diferente dos 15 minutos, desde que garantido por observação dos efeitos biológicos. Em algumas situações poderá ser informado que o valor apresentado refere-se ao valor teto (TLV-C), cuja definição encontra-se a seguir. Limite de Exposição – Valor Teto (LT EUA TLV-C - Threshold Limit Value – Ceiling): é a concentração que não pode ser excedida durante nenhum momento da exposição do trabalhador.
Uso de vapores
Em alguns casos vapores podem ser usados para purgas de espaços confinados que possua baixas concentrações de inflamabilidade, solventes e hidrocarbonetos, combustível de motores e outros produtos derivados de petróleo. Purgas por vapor também podem soltar crostas e outros materiais viscosos em paredes ou fendas. O vapor deve ser introduzido em tal temperatura que esteja superior a temperatura interna do equipamento em pelo menos 77º C, caso contrário, o vapor será condensado assim que introduzido, e os contaminantes não serão forçados para fora, este procedimento acarretará o aumento da temperatura, devendo ser bem monitorado para não ocasionar rachadura ou deformação nas paredes do equipamento.
Durante a purga do local com gases inertes como, por exemplo, nitrogênio, os riscos de inflamabilidade são reduzidos, e cuidados devem ser tomados para se evitar a eletricidade estática durante esse processo, e em seguida da operação executada, deve ser introduzido no local ar respirável
Teste Atmosférico
Uma pessoa qualificada deverá conduzir o teste atmosférico, deverá ter recebido treinamento, e ter experiência e habilidade para:
Deficiência ou enriquecimento da concentração de oxigênio; Inflamabilidade; Toxicidade.
As radiações não ionizantes são aquelas que não liberam íons, no entanto liberam energia perigosa na forma de raios ultra-violeta, e ou ondas eletromagnéticas, entre outras;
Sistema de Detecção de contaminantes na água por utilização de tubos reagentes em uso. Permite a detecção de substâncias inorgânicas e orgânicas.