Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Apostila Óptica e ondas, Notas de estudo de Química

dpto de Física (UEM)

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 14/08/2009

leandro-rocha-14
leandro-rocha-14 🇧🇷

4.8

(67)

76 documentos

1 / 81

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Universidade Estadual de Maring´a
Centro de Ciˆencias Exatas
Departamento de F´ısica
Projeto de Ensino de ısica:
´
OTICA E ONDAS.
Professores participantes:
Wilson Ricardo Weinand
Ester Avila Mateus
Irineu Hibler
Revisado em fevereiro de 2006.
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31
pf32
pf33
pf34
pf35
pf36
pf37
pf38
pf39
pf3a
pf3b
pf3c
pf3d
pf3e
pf3f
pf40
pf41
pf42
pf43
pf44
pf45
pf46
pf47
pf48
pf49
pf4a
pf4b
pf4c
pf4d
pf4e
pf4f
pf50
pf51

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Apostila Óptica e ondas e outras Notas de estudo em PDF para Química, somente na Docsity!

Universidade Estadual de Maring´a

Centro de Ciˆencias Exatas

Departamento de F´ısica

Projeto de Ensino de F´ısica:

OTICA E ONDAS.^ ´

Professores participantes:

Wilson Ricardo Weinand Ester Avila Mateus Irineu Hibler

Revisado em fevereiro de 2006.

Sum´ario

  • I CORDA VIBRANTE
  • II VELOCIDADE DO SOM
  • III CIRCUITO RLC - S´ERIE
  • IV ´INDICE DE REFRAC¸ ˜AO
  • V ESPELHOS ESF´ERICOS.
  • VI LENTES
  • VII POLARIZAC¸ ˜AO.
  • VIII DIFRAC¸ ˜AO E INTERFERˆENCIA.
  • IX Anexo: USO DO OSCILOSC ´OPIO

que ´e a equa¸c˜ao de uma onda estacion´aria. Na onda estacion´aria, cada ponto (cada valor de x ), tem sua amplitude dada por:

y

′ m = 2ymsen kx.^ (5)

Pela equa¸c˜ao(5), observamos que a amplitude ser´a m´axima, e igual a 2ym, para:

kx = π 2

3 π 2

5 π 2

;..., ou

x =

λ 4

3 λ 4

5 λ 4

Esses pontos s˜ao denominados de antinodos ou ventres, estando dis- tanciados entre si de meio comprimento de onda ( λ/2) ,Fig.(1). Tamb´em pela equa¸c˜ao (5), observamos que a amplitude ser´a m´ınima, e igual a zero, para: kx = π, 2π, 3π, ..., ou

x = λ 2

; λ; 3 λ 2

Tais pontos denominam-se nodos, e tamb´em est˜ao distanciados entre si de meio comprimento de onda, Fig.(1).

Ventre

6

N´o

6

Y

6

(k x ± ω t)

  • ¾

¾ L -

λ 2

6

λ

6

Figura 1: Ondas estacion´arias.

I.4 ONDAS ESTACION ´ARIAS EM UMA CORDA

Em nosso experimento, usaremos uma corda de comprimento ( L ), fixa em ambas as extremidades. Uma das extremidades ´e presa a um alto–falante que vibra com freq¨uˆencia ( f ) e amplitude pequena e a outra ligada a um peso, ap´os passar por uma polia Fig.(2). As ondas provocadas pelo alto–falante percorrem a corda, s˜ao invertidas pela reflex˜ao fixa, na polia, e retornam `a extremidade inicial com uma varia¸c˜ao

de fase de 180^0. Como a amplitude do alto–falante ´e pequena, ele reflete a onda como se fosse um suporte fixo, e a onda ´e novamente invertida voltando a percorrer a corda no sentido inicial. Como as ondas incidentes e refletidas possuem a mesma freq¨uˆencia e se propagam em sentidos opostos, sob condi¸c˜oes apropriadas, elas podem combinar- se produzindo ondas estacion´arias. Nesse momento a corda e o alto–falante est˜ao em ressonˆancia, sendo o comprimento ( L ) da corda um m´ultiplo inteiro de meios comprimentos de onda, Fig.(1).

Ou seja, na ressonˆancia L = n(

λ 2

onde n = 1, 2, 3, ... representa o n^0 de ventres.

v

¾Alto-falante

m

¾ L -

Figura 2: Configura¸c˜ao do experimento.

Isto quer dizer que, para valores diferentes de ( n ), n´os teremos v´arios modos de vibra¸c˜ao ( ou ressonˆancia ) da corda.

I.5 VELOCIDADE DE ONDA (v)

A velocidade com a qual a onda percorre um meio, ´e determinada pelas propriedades deste. Para o caso de uma corda longa e flex´ıvel, ´e dada por:

v =

F

ρ

sendo, F, a tens˜ao aplicada na corda, e ρ, a massa por unidade de compri- mento (ρ = m L ). O comprimento de onda (λ) de uma onda progressiva, ´e a distˆancia entre dois

Tabela 1: Medidas das freq¨uˆencias em fun¸c˜ao do n´umero de ventres e da tra¸c˜ao aplicada ao fio.

n´umero de ventres m × 10 −^3 (Kg) F ( N ) 1 2 3 4 5

g = 9. 7894 m/s^2 L = m ρ = Kg/m

Anote o valor desta freq¨uˆencia na tabela (1). 04- Obtenha agora as freq¨uˆencias de ressonˆancia para os harmˆonicos n = 2, 3, 4, 5 e anote os valores na tabela (1).

Obs.: Procurar a m´axima amplitude, em cada caso.

05- Repita a experiˆencia para outros 4 valores crescentes da massa ( m ). Re-gistre os resultados obtidos, na tabela(1). 06- Zere a fonte e o amplificador e desligue o sistema. 07- Me¸ca o valor das massas utilizadas e anote na tabela. 08- Determine a densidade linear (ρ = m L ) de trˆes amostras da corda e obtenha o valor mais prov´avel.

III - ATIVIDADES COMPLEMENTARES

Parte 01: Dependˆencia da freq¨uˆencia de ressonˆancia com o n´umero de ventres (modos de vibra¸c˜ao)[1, 3].

01- Utilizando os dados da tabela (1) selecione um valor para ( F ) e con- strua o gr´afico ( f × n ). O que vocˆe conclui? 02- Determine o coeficiente angular da reta( K 1 ), com a respectiva unidade. O que representa esta constante? Escreva a rela¸c˜ao matem´atica (f × n ).

Parte 02: Dependˆencia da freq¨uˆencia com o comprimento da corda.

Em vez de variar o comprimento da corda, e repetir a experiˆencia, pode- mos usar o seguinte artif´ıcio: Considerar como ”corda ”, a parte da mesma compreendida entre dois n´os consecutivos. O novo comprimento ( Ln ) ser´a ent˜ao Ln = L/n.

03 - Com base na mesma linha da tabela utilizada na parte 01, complete a tabela (2).

Tabela 2: Freq¨uˆencia em fun¸c˜ao do comprimento. n f L n L^1 n ( s−^1 ) ( m ) ( m−^1 )

Tabela 3: Freq¨uˆencia em fun¸c˜ao da for¸ca tensora. n= f f^2 F (s−^1 ) ( s−^2 ) ( N )

04- Costrua, agora o gr´afico f × (^) L^1 n. O que vocˆe conclui? 05- Determine a inclina¸c˜ao da reta (K 2 ) e escreva a rela¸c˜ao matem´atica (f × (^) L^1 n ).

Parte 03: Dependˆencia da freq¨uˆencia com a for¸ca tensora.

06- Na tabela (1) escolha um modo de vibra¸c˜ao e complete a tabela(3). 07- Construa o gr´afico f 2 × F. O que vocˆe conclui? 08- Determine o coeficiente angular da reta (K 3 ) e escreva a rela¸c˜ao matem´atica (f × F ).

IV - QUEST ˜OES:

09- Usando as eq.(6), (7) e (8), obtenha a f´ormula de Lagrange, eq.(9). 10 - Utilizando essa equa¸c˜ao e o valor K 1 encontrado, obtenha as freq¨uˆencias dos harmˆonicos (f 1 , f 2 , ..., f 5 ) e compare com os valores tabelados. 11- Desconsiderando os erros experimentais, vocˆe acha que a equa¸c˜ao de Lagrange prevˆe as conclus˜oes tiradas da experiˆencia? 12- Usando a f´ormula de Lagrange e os valores de K 1 , K 2 , e K 3 , obtenha valores para a densidade linear (ρ ) da corda utilizada. Ache o desvio per-

Parte II

VELOCIDADE DO SOM

I - FUNDAMENTAC¸ ˜AO TE ´ORICA

I.1 INTRODUC¸ ˜AO.

As onda sonoras s˜ao ondas mecˆanicas longitudinais, que podem se propa- gar em s´olidos, l´ıquidos e gases.

As part´ıculas do meio oscilam paralelamente `a dire¸c˜ao de propaga¸c˜ao da onda, de modo que, quando a onda sonora se propaga em um meio material, como o ar, ou um g´as qualquer, produzem neste, zonas de compress˜ao e rarefa¸c˜ao[2], enquanto a onda passa.

As ondas sonoras se propagam em todas as dire¸c˜oes a partir da fonte, no entanto, ´e mais f´acil tratar da propaga¸c˜ao em uma dimens˜ao.

I.2 - EQUAC¸ ˜AO DE ONDA SONORA UNIDIMENSIONAL.

Devido as compress˜oes e rarefa¸c˜oes das part´ıculas do meio, durante a propaga¸c˜ao, uma onda sonora, em um g´as, pode ser considerada uma onda de deslocamento das part´ıculas, em rela¸c˜aoa posi¸c˜ao de equil´ıbrio, ou uma onda de varia¸c˜ao de press˜ao, em rela¸c˜ao ao seu valor normal.

Considerando uma onda longitudinal, em um tubo, que cont´em um g´as, se propagando na dire¸c˜ao ( X ), a onda de deslocamento y(x,t) pode ser representada por y(x, t) = ymsen(kx − ωt) (11)

sendo, ym – deslocamento m´aximo das part´ıculas, em rela¸c˜ao `a posi¸c˜ao de equil´ıbrio;

k = (^2) λπ – n´umero de onda;

ω = (^2) Tπ = 2πf – freq¨uˆencia angular;

e a onda de press˜ao por:

p(x, t) = pm sen(kx − ωt − π 2

onde pm = ρωvym (13) ´e o valor m´aximo da press˜ao do g´as, em rela¸c˜ao ao seu valor normal e ρ – densidade de equil´ıbrio do meio; v – velocidade de propaga¸c˜ao ( v = λ f).

Como vemos, a onda de press˜ao Eq.(12), est´a defasada de π/2, em rela¸c˜ao a onda de deslocamento Eq.(77). Ou seja, quando em um ponto ( x ) do meio, o deslocamento das part´ıculas em rela¸c˜aoa posi¸c˜ao de equil´ıbrio, for m´aximo/nulo, o excesso de press˜ao naquele ponto, em rela¸c˜ao ao valor nor- mal, ser´a nulo /m´aximo.

Isto, na pr´atica, corresponde a uma rarefa¸c˜ao/ compress˜ao das part´ıculas do g´as.

I.3 VELOCIDADE DAS ONDAS SONORAS

A velocidade com a qual uma onda sonora percorre um meio, quando a varia¸c˜ao da press˜ao n˜ao ´e muito grande, ´e dada por:

v =

β ρ

onde, ρ, ´e a densidade e β, o m´odulo volum´etrico de elasticidade do meio, que se define como a raz˜ao entre a varia¸c˜ao de press˜ao e a varia¸c˜ao relativa de volume, ou seja:

β = − 4 p 4 V V

A Eq.(14) ´e v´alida para qualquer meio, seja ele um g´as, um l´ıquido ou um s´olido, entretanto, para sua dedu¸c˜ao, ´e assumido que o meio esteja con- finado em um tubo, de modo que a onda se mova em uma s´o dire¸c˜ao. Esta condi¸c˜ao ´e geralmente satisfeita para um g´as ou um l´ıquido. Para um s´olido, ´e necess´ario substituir β por Y – m´odulo longitudinal de Young.

Podemos modificar a Eq.(14), apresentando-a de uma certa forma, que mostra claramente, que a velocidade da onda sonora depende da temperatu- ra absoluta ( Kelvin ) do meio, onde ela se propaga.

A partir da Primeira Lei da Termodinˆamica, aplicada a um g´as ideal, em um estado de equil´ıbrio termodinˆamico, obtemos para a velocidade da onda sonora

v =

γRT M

6

?

L

Gerador de ´audio

Ampli- ficador

Figura 3: Esquema do experimento.

onde n = 1, 2, 3, ... representa o no^ de ventres.

A Eq.(18) nos mostra que s´o estar˜ao presentes os harmˆonicos de ordem ´ımpar e a configura¸c˜ao da onda estacion´aria ( de deslocamento), consiste de um nodo na superf´ıcie da ´agua e de um antinodo pr´oximo `a extremidade aberta, como mostra a Fig.(4).

H 2 O

L 1

H 2 O

L 2

H 2 O

L 3

λ 2

λ 2

Figura 4: Tubos com uma extremidade fechada - Ondas de deslocamento.

Na pr´atica, os antinodos de press˜ao (nodos de deslocamento ) s˜ao perce- bidos pelo aumento da intensidade do som. Assim, se medirmos a distˆancia entre dois antinodos sucessivos, que equivale a meio comprimento de onda ( λ/2 ), e conhecendo-se a freq¨uˆencia ( f ) do gerador, podemos determinar a velocidade do som, `a temperatura ambiente, atrav´es da Eq.(19).

v = λf (19) II.2 - PARTE EXPERIMENTAL

II.2.1 - OBJETIVOS

  • Gerar ondas estacion´arias no ar contido em um tubo.
  • Determinar a velocidade do som, `a temperatura ambiente, a partir de medidas do comprimento de onda, para uma dada freq¨uˆencia.
  • Determinar a velocidade do som a 0o^ C.

II.2.2 - MATERIAL UTILIZADO

Gerador de ´audio, amplificador, alto-falante, tubo de vidro, dipositivo para varia¸c˜ao da coluna de ar, trena, termˆometro.

II.2.3 - PROCEDIMENTO

01 - Ligue o gerador de ´audio, o amplificador e escolha uma freq¨uˆencia entre 700 a 1 000 Hz. 02 - Com o aux´ılio do reservat´orio, eleve o n´ıvel da ´agua no tubo, at´e pr´oximo ao topo. Lentamente, v´a abaixando o n´ıvel da ´agua, procurando identificar os antinodos de press˜ao ( nodos de deslocamento ), atrav´es do aumento da intensidade do som nesses pontos. Com uma caneta ou giz, marque a posi¸c˜ao desses pontos, no tubo.

Obs.: Procure precisar, o melhor poss´ıvel, a posi¸c˜ao dos antinodos, ele- vando e abaixando o n´ıvel da ´agua, v´arias vezes.

03 - Com a trena, me¸ca a distˆancia entre cada par de antinodos consecutivos (λ/2 ) e anote na tabela(4).

Tabela 4: Medidas do comprimento de onda para diferentes freq¨uˆencias.

f 1 ( ± )(Hz) f 2 ( ± )(Hz) f 3 ( ± )(Hz)

λ 2 ( m )

¯λ ( m )

04 - Repita os procedimentos (02) e (03) para mais duas freq¨uˆencias e anote na tabela.

coluna de ar, como mostra a Fig.(5). Na extens˜ao interna inferior do tubo, h´a uma fina camada de p´o de corti¸ca, que nos permitir´a observar a con- di¸c˜ao de ressonˆancia, que ocorrer´a, quando o comprimento ( L ) da coluna de ar, satisfizer a condi¸c˜ao de onda estacion´aria. Nesse instante, observa-se o movimento das part´ıculas do p´o de corti¸ca, como resultado da diferen¸ca de press˜ao da onda estacion´aria, ocorrendo um ac´umulo de part´ıculas nas regi˜oes dos antinodos, que est˜ao separados por zonas de rarefa¸c˜ao ( nodos ), como representado na Fig.(6).

H´a um antinodo de press˜ao, em cada extremidade e a distˆancia entre dois antinodos sucessivos equivale a meio comprimento de onda (λ/2).

Aplicando a Eq.(19), para o c´alculo da velocidade do som no ar e no metal, uma vez que a freq¨uˆencia da onda sonora nos dois meios ´e a mesma, na condi¸c˜ao de ressonˆancia, chegaremos `a express˜ao:

vmetal = var

λmetal λar

Desta forma, conhecendo λmetal, λar e a velocidade do som no ar, pode- mos determinar a velocidade do som na haste de metal, `a mesma temper- atura.

III.2 PARTE EXPERIMENTAL

III.2.1 - OBJETIVOS:

  • Gerar ondas estacion´arias no ar contido em um tubo.
  • Determinar a velocidade do som em um metal, a partir da velocidade do som no ar.

III.2.2 - MATERIAL UTILIZADO

Haste de lat˜ao com diafragma, feltro, tubo de vidro, p´o de corti¸ca, ˆembolo, trena e p´o de breu.

III.2.3 - PROCEDIMENTO

01-Monte o sistema, conforme a Fig.(5), deixando o ˆembolo, a aproximada- mente 60 cm do diafragma, cuidando para que o diafragma n˜ao encoste no tubo de vidro. Colocar pouco p´o de corti¸ca, para melhor visualizar a for- ma¸c˜ao dos antinodos.

02 - Coloque um pouco de p´o de breu no feltro. V´a aproximando o ˆembolo, de 1,0 cm em 1,0 cm, enquanto se faz vibrar a haste, esfregando-a na sua

Haste met´alica

?

λ 4 l

λ 2

λ 4

Diafragma

?

Embolo^ ˆ

?

Tubo de vidro

?

Corti¸ca

6

Figura 5: Esquema de montagem do experimento.

Haste met´alica

?

λ 4 l

λ 2

λ 4 L

Diafragma

?

Embolo^ ˆ

?

Tubo de vidro

6

Figura 6: Ondas de press˜ao em tubo fechado.

parte m´edia com um feltro, no sentido longitudinal. 03 - Ajuste a posi¸c˜ao do ˆembolo at´e que as part´ıculas, do p´o de corti¸ca, comecem a se levantar, formado um padr˜ao de onda estacion´aria, ao longo do tubo (situa¸c˜ao de ressonˆancia ). Observe a Fig.(6). 04 - Com a trena me¸ca a posi¸c˜ao ( xi ), de cada antinodo de press˜ao, em rela¸c˜ao a uma origem ( por ex., no diafragma ). Construa uma tabela ( xi × i ). 05 - Anote o comprimento (l ) da haste e o comprimento ( L ) da coluna de ar.

III.2.4 - QUEST ˜OES:

01 - Construa o gr´afico xi × i. Ache a inclina¸c˜ao da reta. O que ela repre- senta? 02 - Obtenha o comprimento de onda no ar ( λar ) e na haste de metal ( λmetal ). 03 - Com o aux´ılio da Eq.(21) e da velocidade do som no ar, obtida atrav´es da experiˆencia 1, determine a velocidade do som no lat˜ao, `a temperatura ambiente. 04 - Sabendo que o valor do m´odulo longitudinal de Young e a densidade do lat˜ao para (t' 200 C) s˜ao, respectivamente, Y = 9 , 1 × 1010 N/m^2 e ρ = 8400 Kg/m^3 , encontre o valor te´orico da velocidade do som no lat˜ao

(v =

Y ρ ). 05 - Compare com o valor encontrado, na quest˜ao 03, e ache o desvio per-

Parte III

CIRCUITO RLC - S´ERIE

I - FUNDAMENTAC¸ ˜AO TE ´ORICA

I.1 INTRODUC¸ ˜AO.

O fenˆomeno da ressonˆancia ocorre em in´umeros campos da F´ısica e ´e par- ticularmente importante em situa¸c˜oes t´ecnicas. J´a estudamos a ressonˆancia em dois sistemas mecˆanicos ( a corda vibrante e o tubo sonoro ), sujeitos a oscila¸c˜oes for¸cadas de uma fonte externa. O que caracteriza as situa¸c˜oes de ressonˆancia ´e o seguinte:

  • Em termos de freq¨uˆencia - A fonte externa vibra com uma freq¨uˆencia que corresponde a uma das freq¨uˆencias naturais do sistema.
  • Em termos de energia - a energia transferida da fonte ao sistema re- ceptor ´e m´axima.

Nesta unidade estudaremos as oscila¸c˜oes el´etricas[1, 3, 7] e o fenˆomeno da ressonˆancia associados a um circuito RLC, que consiste de um resis- tor, de resistˆencia ( R ), um indutor, de indutˆancia ( L ) e um capacitor de capacitˆancia ( C ), ligados em s´erie, a uma fonte de fonte de tens˜ao alternada do tipo:

( ε ) = εm cos ω t).

Observe a Fig.(7) ??

vC

C

∼ v

¾

¾

vL

L ε

vR

6 6

R

Figura 7: Circuito RLC sob tens˜ao alternada.

Uma situa¸c˜ao semelhante `as oscila¸c˜oes el´etricas, ocorre na Mecˆanica para um oscilador mecˆanico constitu´ıdo de uma massa ( m ) e uma mola de con- stante el´astica ( K ) e que ´e posto a oscilar, sob a¸c˜ao de uma for¸ca externa

peri´odica.

I.2 - REPRESENTAC¸ ˜AO VETORIAL DE VARI ´AVEIS EM CORRENTE ALTERNADA

Uma vari´avel ( A ) em corrente alternada ( AC ou CA ) pode ser expressa genericamente por A = A 0 cos(ωt + α) (22)

onde ( A 0 ) ´e o seu valor de pico ( valor m´aximo ) e ( α ) a diferen¸ca de fase entre a vari´avel A e outra vari´avel ( CA ), escolhida arbitrariamente como origem. Usando o m´etodo do vetores girantes ( fasores ), temos para a vari´avel ( A ), dada pela Eq.(22), a representa¸c˜ao vetorial da Fig.(8-a), onde o vetor A^ ~ 0 , que representa o valor m´aximo de A~, que gira com velocidade angular ( ω ).

6

μ

I ω

A 0

A

α ωt

Y

X

( a )

6

I I

R

μ

±

μ φ

ωt

Y

X

VL

VL − VC

VC

V

VR

I

ω

( b )

Figura 8: Vetores girantes - fasores.

Podemos fazer uma representa¸c˜ao semelhante para o circuito RLC da Fig.(7). Na Fig.(8-b) temos o diagrama vetorial para os valores m´aximos das tens˜oes, em cada um dos elementos do circuito, e da corrente. O vetor ( I ) representa o valor m´aximo da corrente no circuito, o vetor VR = RI est´a em fase com I, o vetor VL = XLI est´a adiantado de 90^0 , em rela¸c˜ao a corrente, e o vetor VC = XC I est´a atrasado de 90^0 , em rela¸c˜aoa mesma origem. De acordo com o diagrama vetorial da Fig.(8-b), os valores instantˆaneos da tens˜ao na fonte e da corrente no circuito s˜ao, respectivamente

i = im cos ωt = I cos ωt (23) ε = εm cos(ωt + φ) = V cos(ωt + φ) (24)