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Apostila sobre sistemas de pintura e o estudo científico da cor
Tipologia: Notas de estudo
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Profª: Patrícia Martins, especialista
Prof.ª: Patrícia Martins, especialista
Atualizada em: Julho / 2009
Profª: Patrícia Martins, especialista
Estamos constantemente cercados por cores que alegram todos os ambientes. Estas cores geralmente são dadas através das tintas, mas o que é uma tinta e qual a sua finalidade? A história do uso das cores e da pintura se confunde com a própria história da humanidade.
O ser humano na pré-história, possuidor de limitados recursos verbais para transmitir experiências, viu-se obrigado a desenvolver alternativas que complementassem sua comunicação e que perpetuasse a informação.
Neste contexto, os pigmentos eram utilizados somente como veículo de comunicação ao possibilitar a representação iconográfica do cotidiano do homem primitivo. Mais tarde, juntamente com a evolução humana, às tintas foram sendo atribuídas outras funções. Assim, já começavam a ser utilizadas como elemento de decoração e proteção de superfícies.
A pintura é uma das últimas etapas de uma obra, mas deve ser pensada desde o início do projeto, pois, ao definirmos o tipo de pintura devemos levar em consideração as condições do ambiente em relação ao clima da região, o tipo de ocupação entre outros aspectos relevantes. Caso o ambiente seja externo, também teremos que considerar as agressões atmosféricas.
Podem-se identificar as seguintes classes de pinturas:
Pintura arquitetônica – são aquelas cujo propósito primário é decorativo, apesar de que as funções protetoras não serem desprezadas. Elas incluem o conjunto de tintas e vernizes para aplicação interna ou externa, em madeira ou alvenaria e argamassa.
Pintura de manutenção – são aquelas aplicadas primeiramente para proteção e incluem um conjunto de recobrimentos aplicados ao ferro, aço e concreto.
Pinturas de comunicação – são aquelas cujo propósito primário é a prevenção de acidentes, identificação de equipamentos de segurança, delimitação de áreas e advertindo contra perigo, classificando categorias de operários, etc.
Abrasão: desgaste provocado pelo atrito. Em tintas, resistência à abrasão significa a propriedade de o acabamento manter sua estrutura e aspecto originais, quando submetida a esfregamento ou atrito. Absorção: ato ou efeito de reter em si. Acabamento: etapa final do sistema de pintura, ao qual se atribuem os efeitos decorativos, tais como a cor desejada, grau de brilho, textura e outras propriedades. É também responsável pela resistência às intempéries, ataques químicos e danos mecânicos. Adesão / aderência: ato de estar intimamente ligado, inerente tanto ao sistema tinta / substrato, como ao sistema de pintura em que diversas demãos de diferentes tintas devem estar completamente ligadas. Aditivos: compostos que adicionados às tintas conferem a elas características ou propriedades específicas, tais como anti-sedimentação, secagem, plastificação etc.
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Não voláteis: todos os materiais na composição do produto que não evaporam. Também conhecidos como sólidos de uma tinta. Óleos secativos: óleos que possuem a propriedade de formar um filme, quando expostos ao ar. Pigmentos: substâncias sólidas, insolúveis, orgânicas ou inorgânicas, que dão ao filme seco as propriedades de cor, cobertura e resistência aos agentes químicos e à corrosão. Plastificantes: substâncias que, quando adicionadas a um produto, conferem a ele propriedades de formar filmes mais flexíveis. Polimerização: processo em que duas ou mais moléculas de uma ou mais substâncias se ligam para formar uma estrutura múltipla das unidades iniciais. Polímero: produto resultante da polimerização. Resinas: substâncias que conferem propriedades específicas à película de um produto, tais como impermeabilidade, resistência a agentes químicos e ao intemperismo, brilho, dureza, aderência flexibilidade etc. Cada resina tem uma ou mais propriedades específicas, e é a sua natureza que vai definir a base da tinta. Resinas naturais: substâncias orgânicas, sólidas, originadas da secreção de certas plantas, insetos ou fósseis, de propriedades inflamáveis, solúveis em solventes orgânicos apropriados, que, quando evaporados, formam filmes. Resinas sintéticas: substâncias conforme acima descrito, porém obtidas por polimerização. Secantes: compostos organometálicos que aceleram a secagem de óleos secativos. Solventes: líquidos voláteis que permitem dissolver a resina, possibilitando a obtenção do veículo. Solução: mistura homogênea e límpida de duas ou mais substâncias. Substrato: toda ou qualquer superfície à qual é aplicado o sistema de pintura. Tintas: produtos compostos de veículo, pigmentos, aditivos e solventes, que quando aplicados sobre um substrato se convertem em película sólida, dada à evaporação do solvente e/ou reação química, com a finalidade decorativa, de proteção e outras. Tintas à base de dispersão: tintas contendo como veículo uma dispersão aquosa estável de resinas sintéticas, polimerizadas por emulsão, que também são conhecidas como tintas plásticas ou látex. Tintas à base de emulsão: tintas cujo veículo (óleo, verniz ou resina sintética) é emulsionado em água, por agitação. Thinner: mistura de solventes e diluentes cuja função básica é igual à do diluente. Veículo: fração líquida da tinta, constituída basicamente por resina e solvente, cuja finalidade é se converter em película sólida (filme). A natureza da resina do veículo é que vai definir a base do produto (à base de...). Verniz: veículo sem pigmentos, que, quando seco, forma um filme transparente. Voláteis: todos os materiais da composição do produto que evaporam.
Tomando-se uma definição geral, tinta é uma mistura homogênea de solventes, aditivos, resinas e pigmentos que tem por finalidade revestir uma superfície de modo a protegê-la contra a ação de intempéries de todos os gêneros, bem como funcionar como elemento de decoração. Outra definição mais completa é a de que tinta é uma mistura estável entre pigmentos e cargas dispersos numa resina líquida que, ao ser estendida numa fina película, forma um filme aderente ao substrato com a finalidade de cobrir, proteger e embelezar.
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Neste contexto, entende-se como tinta uma composição química líquida pigmentada ou não que, ao ser aplicada em um substrato, se converte em filme sólido por mecanismos característicos de cada tipo de tinta. Sendo assim, suas funções consistem em: criar uma película protetora de superfícies, sinalizar, distribuir iluminação e ornamentar ambientes, isto é, as tintas possuem quatro funções básicas: higiene, iluminação, proteção e segurança. O Esquema 1 representa sintetiza as funções de uma tinta.
Normalmente as tintas de revestimento são classificadas como: Tintas Imobiliárias / Linha Imobiliária Tintas Automotivas / Linha Automotiva Tintas Industriais / Linha Industrial
A tinta é uma preparação, geralmente na forma líquida, cuja finalidade é a de revestir uma dada superfície ou substrato para conferir beleza e proteção. Quando essa tinta não contém pigmentos, ela é chamada de verniz. Por ter pigmentos a tinta cobre o substrato, enquanto o verniz deixa transparente.
Em sua essência, a tinta é composta por veículos, pigmentos, solventes e aditivos. Assim, os veículos ou aglutinadores constituem as resinas para tintas a base de solventes e as emulsões para tintas a base de água. Servem para unir as partículas de pigmento. Os pigmentos podem ser ativos ou inertes. Os ativos conferem cor e cobertura e os inertes conferem enchimento, facilidade de lixamento, entre outras propriedades.
Figura 1 : Funções da tinta
Linha Automotiva
Figura 2: Classificação das tintas quanto a tipologia
Linha Imobiliária (^) Linha Industrial
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Linha Imobiliária:
É a linha cujos produtos são indicados para uso em edificações residenciais e comerciais.
O volume e a concentração de pigmentos nas tintas regulam os diferentes níveis de brilho e interferem inclusive na resistência do produto. As variações de brilho são calculadas através de um índice chamado PVC (pigmento-volume-concentração). Assim, quanto menor for o índice, mais baixo será o volume de pigmentos e maior o brilho da tinta. Conforme o volume de pigmentos da fórmula, uma tinta imobiliária é dividida em três tipos: semi-brilho, fosca e acetinada e sua indicação deve estar de acordo com as características de cada uma delas. Esquema 4.
As tintas PVA látex são compostas por resinas à base de dispersão aquosa de polímeros vinílicos, pigmentos isentos de metais pesados, cargas minerais inertes, glicóis e tensoativos etoxilados e carboxilados. Sua aplicação deve ser feita com rolo de lã, trincha ou pistola esta tinta apresenta probabilidade de apresentar um ligeiro manchamento quando exposta água (sereno ou chuvas leves), ocorrendo geralmente no período de cura do filme da tinta, isto é, nas duas primeiras semanas. Para a
Figura 4: Tipologias das tintas imobiliárias
Figura 5: Acabamentos das tintas imobiliárias
Fosco aveludado
Semi-brilho Acetinado Fosco
Brilhante Acetinado Fosco
Lisa Média Grossa
Brilhante Acetinado Fosco
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solução deste problema, os fabricantes recomendam que a superfície seja toda lavada com água em abundância tão logo tenha ocorrido o manchamento. As tintas acrílicas são compostas por resina 100% acrílica elastomérica em dispersão aquosa, aditivos heterocíclicos, pigmentos isentos de metais pesados, cargas minerais inertes, álcoois, tensoativos etoxilados e carboxilados. A aplicação é feita com rolo de lã ou trincha. Os esmaltes sintéticos são compostos por resina alquídica à base de óleo vegetal semi- secativo, pigmentos orgânicos e inorgânicos, cargas minerais inertes (nos metais acetinados e foscos), hidrocarbonetos alifáticos, secantes organo-metálicos e não contém benzeno. O Quadro 3 identifica os tipos de acabamentos com suas principais características.
QUADRO 1 – TIPOLOGIAS E ACABAMENTOS
TIPO
FICHA TÉCNICA Descrição Substrato/Aplicação Acabamento
Látex PVA
Resina à base de dispersão aquosa de polímeros vinílicos, pigmentos isentos de metais pesados, cargas minerais inertes, glicóis e tensoativos etoxilados e carboxilados.
Tinta à base de água; Não lavável; Secagem rápida; Média cobertura.
A aplicação deve ser feita com rolo de lã, pincel/trinha ou pistola
Alvenarias:
Fosco aveludado
Acrílica
Tinta à base de água; Excelente lavabilidade e cobertura.
Alvenarias:
Fosco Acetinado Semi-brilho
Esmaltes Sintéticos
Tinta à base de solventes; Ótimo acabamento Resistência a intempéries.
Superfícies internas de:
Fosco Acetinado Semi-brilho
Vernizes
Produtos à base de solventes; Acabamento e proteção transparente; Conservação do aspecto natural da madeira.
Superfícies:
Brilho Semiibrilho Fosco Pigmentado
Texturas
Tinta à base de água com efeito; Textura em alto relevo; Ação hidrorrepelente.
Superfícies:
As diferenças de brilho entre um produto e outro são, em primeiro lugar, uma opção para o tipo de acabamento que o consumidor deseja. O acabamento oferecido pelas tintas semi-brilho, apresentam maior quantidade de resina. As acetinadas mostram um brilho mais reduzido. Seus preços são menores ou idênticos ao da semi-brilho. As foscas são geralmente mais baratas e não têm brilho algum, algo que não reduz e nem modifica sua qualidade. As tintas com acabamento semi-brilho são usadas tanto em superfícies externas, como internamente. Em relação às tintas acetinadas, estas são mais resistentes e laváveis, apresentando certa facilidade na remoção de sujeiras. Elas são feitas com o mesmo tipo de resina, mas são acrescidos agentes fosqueantes, ingredientes que diminuem o brilho, sem afetar a qualidade. Quando a tinta é fosca, problemas de polimento podem ser percebidos. O fato surge com o atrito dos móveis ou
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Baixa resistência à umidade elevada, imersão em água, meios alcalinos, solventes fortes e produtos químicos; Baixo custo inicial; Apropriadas para ambientes rurais sem poluição, ambientes industriais de baixa agressividade, construção civil em madeira e aço (interiores das edificações) e para estruturas e equipamentos abrigados, bem como em locais secos.
Não é aconselhado o uso destas tintas sobre concreto, alvenaria ou aço revestido com zinco, pois as superfícies cimentadas/alvenarias formam sabões de cálcio quando em contato com a umidade. Já nas superfícies zincadas formam-se sabões de zinco. Em ambos os casos estas reações resultam no destacamento da película em pouco tempo.
b) Acrílicas
São tintas monocomponentes que contém solventes, resinas e pigmentos. A resina é um polímero acrílico. Tais polímeros podem ser solubilizados em solventes orgânicos (lacas acrílicas) ou dispersos em água (emulsões acrílicas). As tintas industriais acrílicas apresentam resistência a intemperismos (ação do sol ou da chuva), bem como as seguintes vantagens:
Baixo odor; Não emitem vapores inflamáveis; Não são combustíveis; Tornam mais fácil a limpeza dos equipamentos de pintura;
Sobre o alumínio, o acabamento pode ser aplicado diretamente na superfície, porém, em aço carbono e aço galvanizado é necessária a utilização do primer correspondente, também acrílico.
c) Epoxídicas
São tintas bicomponentes (componente A e componente B), ou seja, apresentam-se em duas embalagens. Em uma embalagem tem-se a resina epóxi e em outra se tem o agente de cura (catalizador). Estas tintas são subdivididas em:
Epóxi curadas com poliamidas – são resistentes a umidade, imersão em água doce ou salgada. Possuem alta flexibilidade e aderência em aço carbono ou concreto. São adequadas para ambientes internos de reservatórios de água potável até 55ºC. Epóxi curadas com poliaminas – são resistentes à imersão em soluções ou vapores químicos. Recomenda-se sua utilização para pintura interna de tanques, tubulações, equipamentos e estruturas sujeitas a imersões, derrames ou respingos de produtos químicos ou solventes. Epóxi modificadas – fqbricadas a partir de alta tecnologia, são muito próximas às poliamidas, pois são formuladas com pigmentos lamelares, inibidores de corrosão e aditivos tensoativos Epóxi curadas com isocianato – são utilizadas como primer de aderência sobre superfície de aço galvanizado, alumínio, aço inoxidável ou outros metais não ferrosos e sobre poliéster reforçado com fibra de vidro ( fiberglass ). Epóxi hidrossolúveis – são também chamadas de tintas WB (water base or water borne).
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d) Poliuretânicas
São tintas bicomponentes (A e B), armazenadas em duas embalagens, uma contendo a resina poliéster ou de acrílica polihidroxilada e outra contendo o agente de cura a base de isocianato alifático ou aromático. As tintas PU, como são comumente conhecidas no mercado, são de alta resistência ao intemperismo por apresentarem características químicas ao serem formuladas a partir de resinas poliéster ou acrílicas “catalisadas” com agente de cura que garantem esta resistência. Os poliuretanos alifáticos são tintas de acabamento utilizados normalmente em esquemas de pintura com primer epóxi, com os quais são perfeitamente compatíveis. Uma característica relevante neste tipo de tinta é a possibilidade de ser resistente a “pichações”, pois, as superfícies com este tipo de acabamento podem ser limpas com solventes orgânicos do tipo do xilol sem sofre danos à superfície ou pintura. Com isto, é possível remover marcas de grafitagem ou pichações.
e) Alta temperatura
São tintas a base de silicone ou de silicatos que resistem a temperaturas elevadas de até 540ºC por que ao curarem se transformam em um filme inorgânico. Tais tintas são apresentadas somente em alumínio e seu uso é recomendado em pinturas de chaminés, exterior de caldeiras, fornos reatores, colunas de destilarias, escapamentos, dutos aquecidos, trocadores de calor, dentre outras superfícies que apresentam temperaturas elevadas. Acrescenta-se que, o uso de silicone como componente desta tinta acarreta na necessidade de um pré-cura entre 130º e 230ºC e o primer utilizado deverá ser de etil silicato de zinco.
f) Etil Silicato de Zinco
São tintas bicomponentes (A e B) fornecidas em duas embalagens, uma contendo a solução de silicato de etila e a outra contendo o pó de zinco metálico ( filler ). Tais tintas são aplicadas um uma única demão sobre superfícies de aço carbono preparado por jateamento abrasivo, para promoverem proteção catódica ao aço carbono. Esta proteção (catódica) é contra a corrosão sendo conseguida quando dois metais diferentes são colocados em contato entre si na presença de um eletrólito (líquido com propriedades condutoras de corrente elétrica). Neste processo, o metal mais nobre é protegido pelo menos nobre. No caso da proteção catódica do aço carbono pelo zinco, o ferro é protegido e se constitui no catodo sendo o zinco que é o anodo é sacrificado em benefício do ferro. Nestas tintas, a proteção catódica dá-se em função do alto teor de zinco na película seca, motivo pelo qual são chamadas de “zincagem a frio”. O filme curado é totalmente inorgânico e constituído de silício, zinco e oxigênio. Para esta tinta é recomendada a utilização de um primer de alto desempenho em ambientes agressivos e seu uso é recomendado para pintura de guindastes expostos em ambientes marítimos, estruturas para indústria naval, plataformas off shore , pintura interna de tanques de álcool hidratado e de outros tipos de solventes. Também são utilizadas em superfícies de alta temperatura. Por sua natureza química e por possuírem alto teor de pigmento (zinco metálico), as tintas de zinco apresentam baixa flexibilidade e película quebradiça. Ressalta-se que, estas tintas não devem receber lixamento devido a falta de adesão da camada de tinta o que não compromete sua aderência.
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1 – Pesagem
2 – Mistura
3 – Diluição e secagem 4 – Trituração
5 – Teste de cor e qualidade
7 – Filtragem 6 – Tintagem
8 – Embalagem
9 – Transporte (^10) – Comercialização
Figura 7 – Processo de fabricação e comercialização das tintas
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Este processo de pintura industrial atende a exigências econômicas e técnicas, classificando-se como ecologicamente correto por não utilizar solventes e, desta forma, não produzir odores e/ou vapores agressivos ao meio ambiente. Seus métodos de aplicação mais conhecidos são: leito fluidizado e pulverização eletrostática. Estas tintas são basicamente em pó que produz um revestimento termofixo, isento de fase líquida e aplicável a todas as superfícies metálicas, podendo ser encontrada em três famílias:
a) Híbridas – tintas compostas por resinas epóxi poliéster e indicadas para superfícies metálicas em peças de uso interior; b) Poliéster - tintas compostas por resina poliéster e indicadas para superfícies em peças de uso exterior, especialmente peças de efeito arquitetônico; c) Epóxi – tintas compostas por resinas epóxi e indicada para superfícies metálicas em peças de uso em ambientes quimicamente agressivos.
Recomenda-se a aplicação da pintura eletrostática em móveis de aço, esquadrias de alumínio/aço, produtos aramados, estantes e gôndolas de aço, peças metálicas de decoração, estruturas espaciais, treliças de cobertura, telhas e calhas metálicas, elementos de composição arquitetônica, rodas automotivas, bicicletas, eletrodomésticos em geral e uma infinidade de outras peças metálicas. Conforme mostra a Figura 4.
a) Método de Leito Fluidizado
A cura da camada de tinta depositada é obtida pelo processo de polimerização, formando um filme rígido, obtido em estufa convectiva, com temperatura variando entre 120º e 260º C. Este processo consiste no aquecimento do substrato a uma temperatura pouco superior
Figura 8 – Processo de pintura eletrostática
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Assim, tendo-se a noção de que a função de uma tinta vai além do simples embelezamento da superfície, tem-se que, a película deve atender também à função de proteção, higiene, iluminação e segurança. Neste contexto, além da tinta propriamente dita são utilizados produtos complementares que atuam em conjunto com a tinta e formam o sistema de pintura. Tais complementos podem ser citados: fundos preparadores, massas e seladores. Os fundos e seladores, também chamados de primer são aqueles que têm a finalidade de preparar a superfície corrigindo defeitos e uniformizando a absorção da superfície, proporcionam durabilidade à pintura e economia de tinta de acabamento. As massas têm a finalidade de regularizar defeitos ou imperfeições apresentados pela superfície. O acabamento é a parte visível da pintura e confere à ela qualidade, desempenho e beleza. O Esquema 5 esquematiza o sistema de Pintura
Antes da aplicação de qualquer revestimento deve-se aguardar pelo menos 30 dias para que ocorra a cura total do cimento, nos casos de alvenaria. Pinturas sobre superfícies mal curadas problemas que acabam por danificar o revestimento. Em relação à preparação da superfície onde será aplicada a tinta, esta deverá estar isenta de sujeira de qualquer natureza (graxas, óleos, poeira etc) e umidade. Em superfícies com histórico de umidade (banheiros, por exemplo) é aconselhável que seja aplicado na superfície um banho de solução de hipoclorito de sódio a 50%, ou seja, 50 partes de água para 50% de hipoclorito, deixando a mesma agir por 15 minutos, tomando os devidos cuidados e utilizando equipamentos de proteção individual. É importante lavar a superfície para eliminar resíduos de cloro e continuar os procedimentos de pintura. A superfície deve estar isenta de imperfeições (buracos, saliências etc), as quais deverão ser tratadas previamente com massa corrida PVA ou acrílica. Para melhor fixação sobre o substrato, deve-se utilizar massa corrida PVA para pinturas internas e, nas superfícies externas, massa corrida acrílica. Ainda para melhor aplicabilidade e maior durabilidade da pintura, após a massa corrida pode-se dar uma demão de selador acrílico. O Quadro 5 sintetiza as características de cada superfície em relação à preparação para pintura.
QUADRO 3 – Superfície versus Pintura SUPERFÍCIE DESCRIÇÃO
Concreto e Reboco
É preciso aguardar pelo menos 30 dias para que ocorra a cura total. Sobre reboco fraco deve-se utilizar fundo preparador de paredes o que aumentará a coesão das partículas da superfície, evitando problemas de má aderência e descascamento precoce. Superfícies de concreto ou reboco bem curado e coesos (reboco novo) não precisam de aplicação de fundo, porém devem ser seladas com selador acrílico para, posteriormente, receberem a tinta de
Fundo Massa^ Acabamento
Figura 9: Sistema de pintura
Fundo
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acabamento. O concreto deve estar seco, limpo, isento de pó, sujeira, óleo e agentes desmoldantes.
Cimento Amianto
Trata-se de uma superfície altamente alcalina, sendo indicado a aplicação de um fundo resistente à alcalinidade para selar a superfície. Este procedimento não é necessário se forem utilizados produtos acrílicos que apresentem resistência à alcalinidade.
Pisos
O piso deve apresentar-se limpo e seco, isento de impregnações (óleo, graxa, cera, etc). Pisos de concreto liso (cimento queimado) devem ser submetidos a um tratamento prévio com solução de ácido muriático e água (1:1), que terá a finalidade de abrir porosidade na superfície. Após o tratamento, o piso deve ser bem enxaguado, seco e só então pintado. O tratamento com ácido muriático é ineficaz sobre pisos de ladrilhos vitrificados. Pisos excessivamente impregnados com substâncias gordurosas (graxas, óleos, cera, etc) deverão ser lavados mais de uma vez , caso seja necessário. A pintura só poderá ser realizada em caso de remoção total da impregnação, de outra forma, a aderência estará prejudicada.
Madeira
Deve estar limpa e seca. As madeiras verdes ou com excesso de umidade não oferecem boa base para aplicação de revestimentos. Deverá estar devidamente aparelhada e isenta de óleos, graxas, sujeiras ou outros agentes contaminantes. Madeiras resinosas ou áreas que contém nós devem ser previamente seladas.
Tão ou mais importante do que escolher o tipo de tinta a ser utilizado é a maneira como aplicá-lo. É necessário que o profissional tome certos cuidados para que possa obter o melhor resultado através do produto e técnica escolhidos na pintura. As superfícies rebocadas (a receberem pintura) deverão ser examinadas e corrigidas de todos e quaisquer defeitos de revestimento, antes do início dos serviços de pintura. Todas as superfícies a pintar serão cuidadosamente limpas, isentas de poeira, gorduras e outras impurezas. As superfícies poderão receber pintura somente quando estiverem completamente secas. A principal causa da curta durabilidade da película de tinta é a má qualidade da primeira demão, fundo (primer), ou a negligência em providenciar boa base para a tinta. Nas paredes com reboco, aplicar as seguintes demãos:
Selador: composição líquida que visa reduzir e uniformizar a absorção inútil e excessiva da superfície; Emassado: para fechar fissuras e pequenos buracos que ficarem na superfície e que só aparecem após a primeira demão de selador; Aparelhamento (da base): para mudar as condições da superfície, alisando-a ou dando-lhe uma textura especial; A segunda demão e as subseqüentes só poderão ser aplicadas quando a anterior estiver inteiramente seca, sendo observado, em geral, o intervalo mínimo de 24 h entre as diferentes aplicações. Após o emassamento, esse intervalo será de 48 h. Serão dadas tantas demãos quantas forem necessárias, até que sejam obtidas a coloração uniforme desejada e a tonalidade equivalente, partindo dos tons mais claros para os tons mais escuros.
Ferragens, vidros, acessórios, luminárias, dutos diversos etc., já colocados, precisam ser removidos antes da pintura e recolocados no final, ou então adequadamente protegidos contra danos e manchas de tinta. Deverão ser evitados escorrimentos ou respingos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura, tais como concreto ou tijolos aparentes, lambris que serão lustrados ou encerados, e outros. Quando aconselhável essas partes serão protegidas com papel, fita-crepe ou outro qualquer processo adequado, principalmente nos casos de pintura efetuada com pistola. Os respingos que não puderem ser evitados terão de ser removidos com
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Fundo selador acrílico pigmentado Massa acrílica Fundo preparador de parede
Sistemas Vinílicos:
Tinta látex vinílica Fundo selador vinílico Massa corrida
Sistemas Alquídicos:
Esmalte sintético alquídico Fundo selador pigmentado Fundo anticorrosivo com cromato Fundo anticorrosivo com fosfato Massa a óleo Tinta a óleo
Tintas à base de cimento (argamassa decorativa)
Cal hidratada para pintura (caiação)
Silicones (produto de tratamento de superfície)
Vernizes:
Verniz sintético alquídico Verniz sintético alquídico com filtro solar Verniz poliuretânico Fundo selador nitrocelulósico
Pintura a Látex (PVA):
A tinta látex tem sua composição à base de polímeros de PVA (acetato de polivinila) emulsionados em água, pigmentada, de secagem ao ar. Seguem dados:
Tempo de secagem: de ½ h a 2h (ao toque); de 3h a 6h (entre demãos); de 24h (de secagem final para ambientes internos); de 72 h (de secagem final para ambientes externos). Rendimento por demão: de 30m2/galão a 45 m2/galão, sobre reboco; de 40m2/galão a 55m2/galão, sobre massa corrida ou acrílica. Número de demãos: duas a três.
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Cores: as mais diversas. É possível também adquirir a tinta na cor branca e misturá-la com corantes diversos, também fornecidos (em bisnagas) pelo fabricante. Ferramentas: rolo de lã de carneiro, trincha e pincel. Os acessórios e ferramentas, imediatamente após o uso, deverão ser limpos com solvente recomendado pelo fabricante. Utilização básica: superfícies de quaisquer inclinações, internas ou externas, onde se que resistência aos raios solares, às intempéries e que estejam sujeitas à limpeza freqüente. Poderá ser aplicada sobre reboco de tempo de cura recente, pois sua microporosidade permite a exsudação por osmose, de eventual umidade das paredes (respiração da película), sem empolamento nem afetação do acabamento. Não se poderá utilizar diretamente sobre superfícies metálicas. Base para aplicação: terá de ser lixada e seca. Livre de gordura, fungos, restos de pintura velha e solta, pó ou outro corpo estranho. Em superfícies muito absorventes ou pulverulentas, como tijolos de barro, reboco muito poroso, mole e arenoso, aplicar uma ou duas demãos de selador. Em seguida, será aplicada tinta PVA com rolo, pincel ou trincha, diluída em 20% de água. A primeira demão servirá como seladora em superfícies pouco porosas. Duas ou três demãos serão suficientes. Espaçar as aplicações de 3h a 6 h, no mínimo. A segunda demão será aplicada pura.As tintas serão rigorosamente agitadas dentro das latas e periodicamente revolvidas antes de usadas, evitando a sedimentação dos pigmentos e componentes mais densos. Quando for indicado revestimento com massa corrida, o trabalho será executado conforme as seguintes indicações:
Duas demãos de massa corrida (lixa fina entre uma e outra demão) aplicadas com desempenadeira de aço ou espátula. Intervalo mínimo de 6 h entre as demãos. Lixamento da última demão. Pintura com tinta látex, em duas demãos, das superfícies já tratadas com massa corrida. Embalagem: ¼ galão (0,9 L); galão (3,6 L); lata de 18 L. Orientação: pintar primeiramente as superfícies exteriores e depois as interiores; pintar o prédio de cima para baixo; evitar condensação de vapor de água nas paredes durante a pintura de superfícies internas; em tempo muito quente, umedecer levemente as paredes de reboco novo.