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Apostila TRE-CE, Notas de estudo de Direito

Apostila Concurso TRE CE

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 08/01/2013

rodrigo-caetano-30
rodrigo-caetano-30 🇧🇷

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Didatismo e Conhecimento

Índice Tribunal Regional Eleitoral do Ceará Técnico Judiciário - Área Administrativa

EDITAL Nº 01/2011 DE ABERTURA DE INSCRIÇÕES

LÍNGUA PORTUGUESA

Compreensão e interpretação de textos; ............................................................................................................................ 01 Tipologia textual; ................................................................................................................................................................. 10 Ortografia oficial (em conformidade com o Novo Acordo Ortográfico); ........................................................................ 11 Acentuação gráfica;.............................................................................................................................................................. 19 Homônimos e parônimos. ................................................................................................................................................... 81 Classes de palavras (classificação, emprego e flexão); ...................................................................................................... 21 Emprego do sinal indicativo de crase; ................................................................................................................................ 45 Sintaxe da oração e do período; .......................................................................................................................................... 48 Pontuação; ............................................................................................................................................................................ 63 Concordância nominal e verbal; ......................................................................................................................................... 65 Regência nominal e verbal; ................................................................................................................................................. 77 Significação das palavras;................................................................................................................................................... 81 Redação de correspondências oficiais; ............................................................................................................................... 84 Confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas. ........................................................................................ 105 NOÇÕES DE INFORMÁTICA Conceitos básicos de informática, componentes funcionais de computadores (hardware e software) e periféricos.. 01 Noções básicas de armazenamento de dados: arquivos, pastas, programas................................................................... 27 Conceitos básicos e características do sistema operacional Windows XP. ...................................................................... 27 Conceitos e modos de utilização de editores de texto, planilhas eletrônicas e apresentações, com foco no ambiente BR Office. ........................................................................................................................................................................................... 35 Conceitos e modos de utilização de ferramentas e aplicativos de navegação com foco no Mozilla Firefox e no Internet Explorer........................................................................................................................................................................................ 01 Conceitos e modos de utilização de ferramentas e aplicativos de correio eletrônico com foco no Microsoft Outlook Express. ...................................................................................................................................................................................... 103 Conceitos básicos de Segurança da Informação com foco no comportamento do usuário. .......................................... 20 REGIMENTO INTERNO DO TRE/CE Resolução nº 257 de 29 de outubro de 2004 e suas alterações até a data de publicação do Edital de Abertura do Concurso. ................................................................................................................................................................................01/

Didatismo e Conhecimento

Índice NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Administração pública: do modelo racional-legal ao paradigma pósburocrático. ........................................................ 01 Empreendedorismo governamental e novas lideranças no setor público. ...................................................................... 02 Convergências e diferenças entre a gestão pública e a gestão privada. .......................................................................... 04 Novas tecnologias gerenciais: gestão por processos; impactos sobre a configuração das organizações públicas e sobre os processos de gestão. ................................................................................................................................................................ 08 Excelência nos serviços públicos. ....................................................................................................................................... 09 Gestão de resultados na produção de serviços públicos. ................................................................................................. 10 O paradigma do cliente na gestão pública. ........................................................................................................................ 10 Gestão estratégica................................................................................................................................................................ 12 O planejamento estratégico da Justiça Eleitoral do Ceará (Resolução TRE-CE nº 394/2010). ................................... 12 NORMAS APLICÁVEIS AOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União (Lei nº 8.112/1990). .............................................................. 01 Carreiras dos Servidores do Poder Judiciário da União (Lei nº 11.416/2006). .............................................................. 24

Didatismo e Conhecimento

Artigo SORTE E AZAR EM CONCURSO PÚBLICO Por William Douglas, professor, escritor e juiz federal.

Até que ponto a sorte ou o azar influenciam? Na minha opinião, fruto de anos de observação, estes fatores existem

e, sim, podem aumentar ou reduzir a nota de alguém. Ou seja, podem representar aprovação ou não em determinado

certame. Contudo, a sorte não será o suficiente para alguém mal preparado passar, ou o azar o que impedirá alguém bem

preparado de ser aprovado. O azar pode influenciar em um concurso ou outro, mas não acontecerá em todos.

O prazo também tem íntima relação com a sorte e o azar, ou seja, com o imponderável. É possível que estes fatores

ajudem ou prejudiquem, residindo a solução em uma preparação que torne menor a sua influência. A sorte consiste em

sair-se bem quando a probabilidade maior era contrária, e o azar, em ter algum revés quando as probabilidades eram

favoráveis.

Em provas e concursos públicos, assim como na vida, existe uma margem de atuação do imponderável, isto é, de

circunstâncias aleatórias que influenciam os acontecimentos. Se a pessoa sabe 100, que é o conhecimento que, em

determinada prova, é necessário para acertar metade da prova e passar, as mensuráveis variações do imponderável podem

fazer com que sua nota varie de 3,5 a 6,5. Há uma margem de variação de 10 a 30% para cima e para baixo. É possível

que alguém saiba 40, dê sorte e passe, e outro saiba 60, dê azar e seja reprovado.

O azar acontece quando, embora preparados, por algum motivo não rendemos o suficiente na hora da prova. Para

você não depender do imponderável, da álea (sorte/azar), você precisa saber, por exemplo, o suficiente para tirar 8,0.

Mesmo que caia o que você saiba menos, que o examinador seja rigoroso, que você não esteja num dia muito bom etc,

você vai passar.

Tirando isso, é certo que você, se já souber 50, não vai dar azar sempre. Eu sempre pedi a Deus que me ajudasse,

abençoando-me e protegendo-me do azar, do imponderável. E Deus ajuda a quem pede.

A Bíblia também diz para fazermos a nossa parte. Nossa parte é estudar o suficiente para ter conhecimento além da

“conta do chá”. Outra coisa a fazer é treinar as técnicas para realizar provas, a fim de evitar queda de desempenho na hora

do certame. Existe aquela velha máxima: “treino é treino, jogo é jogo”. Se os jogadores de futebol dizem que no jogo se

rende mais, em concursos a tendência é que, no “jogo”, haja uma queda de rendimento. É por isso que existe o “dar um

branco”, o ficar nervoso, o se enganar etc. O treino fará com que a queda de rendimento seja cada vez menor. Depois de

algum tempo é possível ocorrer até mesmo um ganho de rendimento na hora da prova. Até porque, como todo mundo

sabe, o melhor é o jogo.

O acaso tem alguma participação nas listas de aprovados. Quem não sabe nada nem a sorte pode ajudar, mas quem

sabe um pouco às vezes dá sorte e passa logo. O que posso recomendar é: se a sorte ajudar, ótimo; se ela não ajudar,

vença-a.

Poucos sabem que o outro lado da moeda, o azar, é um termo com conotação técnica. No exame das provas no

processo penal, chama-se azar o conjunto de fatores aleatórios que eventualmente indicam como autor de um crime uma

pessoa inocente. Para o Aurélio, azar significa “fortuna adversa, revés, fatalidade, infortúnio, casualidade, acaso, má sorte

ou infelicidade constante em acontecimentos fortuitos ou em tudo que se intenta”. Claro que eu desejo sorte para meus

alunos e amigos, mas o que desejo mais é que estejam bem preparados para a prova, o que abrange a matéria do programa

e as técnicas para realizar a prova.

Um infortúnio pode atrapalhar sua preparação ou a realização de uma prova, mas, se você for firme em seus propósitos

superará o problema. Este infortúnio pode ser dentro do microcosmo da preparação (mudar a matéria, acidente no dia

da prova etc) ou em sua vida pessoal, com doenças em você ou em familiares, o falecimento de alguém próximo, uma

demissão, um divórcio ou coisa parecida. Independentemente disso, a experiência mostra que muitos passam por reveses

e, por não desistirem, acabam conseguindo o que desejam.

Entre os problemas que podem acontecer podemos citar a depressão ou a afasia, um grande desânimo, ou a síndrome

de Burnout. Com uma boa administração do tempo, exercícios físicos e disposição, estes problemas podem ser superados.

LÍNGUA PORTUGUESA

Didatismo e Conhecimento

1 LÍNGUA PORTUGUESA

COMPREENSÃO E

INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

Como Ler um Texto Interessa a todos saber que procedimento se deve adotar para tirar o maior rendimento possível da leitura de um texto. Mas não se pode responder a essa pergunta sem antes destacar que não existe para ela uma solução mágica, o que não quer dizer que não exista solução alguma. Genericamente, pode-se afirmar que uma leitura proveitosa pressupõe, além do conhecimento linguístico propriamente dito, um repertório de informações exteriores ao texto, o que se costuma chamar de conhecimento de mundo. A título e ilustração, observe a questão seguinte, extraída de concurso, na qual já vimos anteriormente. Às vezes, quando um texto é ambíguo, é o conhecimento de mundo que o leitor tem dos fatos que lhe permite fazer uma interpretação adequada do que se lê. Um bom exemplo é o texto que segue: “As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991, do Juizado de Menores, que proíbe que as casas de vídeo aluguem, exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais. ” (Folha Sudoeste) É o conhecimento linguístico que nos permite reconhecer a ambiguidade do texto em questão (pela posição em que se situa, a expressão sem a companhia ou autorização dos pais permite a interpretação de que com a companhia ou autorização dos pais os menores podem ir a rodeios ou motéis). Mas o nosso conhecimento de mundo nos adverte de que essa interpretação é estranha e só pode ter sido produzida por engano do redator. É muito provável que ele tenha tido a intenção de dizer que os menores estão proibidos de ir a rodeios sem a companhia ou autorização dos pais e de frequentarem motéis. Como se vê, a compreensão do texto depende também do conhecimento de mundo, o que nos leva à conclusão de que o aprendizado da leitura depende muito das aulas de Português, mas também de todas as outras disciplinas sem exceção. Uma boa medida para avaliar se o texto foi bem compreendido é a resposta a três questões básicas:

  • Qual é a questão de que o texto está tratando? Ao tentar responder a essa pergunta, o leitor será obrigado a distinguir as questões secundárias da principal, isto é, aquela em torno da qual gira o texto inteiro. Quando o leitor não sabe dizer do que o texto está tratando, ou sabe apenas de maneira genérica e confusa, é sinal de que ele precisa ser lido com mais atenção ou de que o leitor não tem repertório suficiente para compreender o que está diante de seus olhos.
  • Qual é a opinião do autor sobre a questão posta em discussão? Disseminados pelo texto, aparecem vários indicadores da opinião de quem escreve. Por isso, uma leitura competente não terá dificuldade em identificá-la. Não saber dar resposta a essa questão é um sintoma de leitura desatenta e dispersiva.
  • Quais são os argumentos utilizados pelo autor para fundamentar a opinião dada? Deve-se entender por argumento todo tipo de recurso usado pelo autor para convencer o leitor de que ele está falando a verdade. Saber reconhecer os argumentos do autor é também um sintoma de leitura bem feita, um sinal claro de que o leitor acompanhou o desenvolvimento das ideias. Na verdade, entender um texto significa acompanhar com atenção o seu percurso argumentativo. O primeiro passo para interpretar um texto consiste em decompô-lo, após uma primeira leitura, em suas “ideias básicas ou ideias núcleo” , ou seja, um trabalho analítico buscando os conceitos definidores da opinião explicitada pelo autor. Esta operação fará com que o significado do texto “salte aos olhos” do leitor. Ler é uma atividade muito mais complexa do que a simples interpretação dos símbolos gráficos, de códigos, requer que o indivíduo seja capaz de interpretar o material lido, comparando-o e incorporando-o à sua bagagem pessoal, ou seja, requer que o indivíduo mantenha um comportamento ativo diante da leitura. Os diferentes níveis de leitura Para que isso aconteça, é necessário que haja maturidade para a compreensão do material lido, senão tudo cairá no esquecimento ou ficará armazenado em nossa memória sem uso, até que tenhamos condições cognitivas para utilizar. De uma forma geral, passamos por diferentes níveis ou etapas até termos condições de aproveitar totalmente o assunto lido. Essas etapas ou níveis são cumulativas e vão sendo adquiridas pela vida, estando presente em praticamente toda a nossa leitura. O Primeiro Nível é elementar e diz respeito ao período de alfabetização. Ler é uma capacidade cerebral muito sofisticada e requer experiência: não basta apenas conhecermos os códigos, a gramática, a semântica, é preciso que tenhamos um bom domínio da língua. O Segundo Nível é a pré-leitura ou leitura inspecional. Tem duas funções específicas: primeiro, prevenir para que a leitura posterior não nos surpreenda e, sendo, para que tenhamos chance de escolher qual material leremos, efetivamente. Trata-se, na verdade, de nossa primeira impressão sobre o livro. É a leitura que comumente desenvolvemos “nas livrarias”. Nela, por meio do salteio de partes, respondem basicamente às seguintes perguntas:
  • Por que ler este livro?
  • Será uma leitura útil?
  • Dentro de que contexto ele poderá se enquadrar? Essas perguntas devem ser revistas durante as etapas que se seguem, procurando usar de imparcialidade quanto ao ponto de vista do autor, e o assunto, evitando preconceitos. Se você se propuser a ler um livro sem interesse, com olhar crítico, rejeitando-o antes de conhecê-lo, provavelmente o aproveitamento será muito baixo. Ler é armazenar informações; desenvolver; ampliar horizontes; compreender o mundo; comunicar-se melhor; escrever melhor; relacionar-se melhor com o outro. Pré-Leitura Nome do livro Autor Dados Bibliográficos Prefácio e Índice Prólogo e Introdução O primeiro passo é memorizar o nome do autor e a edição do livro, fazer um folheio sistemático: ler o prefácio e o índice (ou sumário), analisar um pouco da história que deu origem ao

Didatismo e Conhecimento

3 LÍNGUA PORTUGUESA Segundo Conceito do Texto: “Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos, com a ajuda da hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e Martin Charcot (Estudos sobre a histeria, 1895). Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo, inventou o método que até hoje é usado pela psicanálise: o das ‘livres associações’ de ideias e de sentimentos, estimuladas pela terapeuta por palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais.” A segunda ideia núcleo mostra que Freud deu início a sua pesquisa estudando os comportamentos humanos anormais ou doentios por meio da hipnose. Insatisfeito com esse método, criou o das “livres associações de ideias e de sentimentos”. Terceiro Conceito do Texto: “Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da linguagem onírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos na fase de vigília.” Aqui, está explicitado que a descoberta das raízes de um trauma se faz por meio da compreensão dos sonhos, que seriam uma linguagem metafórica dos desejos não realizados ao longo da vida do dia a dia. Quarto Conceito do Texto: “Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi a apresentação da tese de que toda neurose é de origem sexual.” Por fim, o texto afirma que Freud escandalizou a sociedade de seu tempo, afirmando a novidade de que todo o trauma psicológico é de origem sexual. Interpretação de Charges A charge ou cartum é um desenho de caráter humorístico, geralmente veiculado pela imprensa. Ela também pode ser considerada como texto e, nesse sentido, pode ser lida por qualquer um de nós. Trata-se de um tipo de texto muito importante na mídia atual, graças à sua capacidade de fazer, de modo sintético, críticas político-sociais. Um público muito amplo se interessa pela charge, tanto pelo uso do humor e da sátira, quanto por exigir do leitor apenas um pequeno conhecimento da situação focalizada, para se reconhecerem as referências e insinuações feitas pelo autor. Há cerca de dez anos, os concursos públicos e exames escolares passaram a se utilizar de charges para avaliar a capacidade de interpretação dos concursandos e alunos. Em um concurso, por exemplo, o tema proposto para a prova de redação era “O indivíduo frente à ética nacional” , que vinha, como de costume, acompanhado de uma coletânea composta por dois textos opinativos, publicados na mídia impressa, e a seguinte charge: De autoria de Millôr Fernandes. A charge discute a honestidade social a partir de uma cena irônica: a lamentação de um indivíduo que, por só poder lidar com gente honesta, encontra-se num deserto. A charge, associada aos textos da coletânea e ao tema anunciado na proposta, compunham um panorama mais amplo do problema incluído na proposta, conduzindo o leitor a alguns questionamentos que poderiam direcionar a elaboração de seu texto:

  • Existe alguma pessoa completamente honesta no mundo? O que isso significa?
  • O indivíduo que chama os outros de desonestos e antiéticos apresenta realmente um comportamento ético que o diferencie dos demais?
  • O fato de acharmos que a maioria age de modo antiético nos daria o direito de assim também o fazer, para não sermos os únicos diferentes?
  • A ética que deveria nortear as relações humanas é hoje característica de poucos? Ela se tornou uma exceção? Essa proposta de redação possibilitou construírem sua argumentação a partir dos exemplos que melhor se adequassem à sua linha de raciocínio. Os temas de charges, porém, nem sempre são assim tão amplos. Podem estar ligados a acontecimentos específicos de uma época ou local, o que é muito frequente nas charges diárias. Quando são publicadas em jornais regionais, por exemplo, as charges podem fazer referência a fatos que não são conhecidos por moradores de outras cidades ou Estados, o que lhes dificulta a compreensão. Nos jornais de grande alcance, as charges normalmente recuperam os assuntos que ganharam destaque nacional nos dias anteriores. Abaixo veremos três exemplos de charges, todas referentes ao mesmo tema. As três tratam do mesmo tema: a queda do governador de São Paulo, José Serra, nas pesquisas que avaliam a intenção de voto do eleitor brasileiro para a campanha presidencial. Para compreendê-las, o leitor precisa acionar uma série de conhecimentos prévios que já possui no seu próprio repertório cultural. Vamos examinar cada um dos casos: Charge da Folha de S. Paulo Criada por Glauco, não possui texto verbal. Assim, toda a informação deve ser identificada no desenho. Nele, pode-se ver um avião sendo consertado por um mecânico, um homem careca dentro do aparelho, com expressão aborrecida, e um triângulo usado no trânsito para indicar que o veículo está quebrado (esta já é uma informação prévia do leitor).

Didatismo e Conhecimento

4 LÍNGUA PORTUGUESA Após a identificação desses elementos básicos, entram outros mais específicos que também precisam ser conhecidos pelo leitor: o reconhecimento dos personagens e das situações específicas a que se refere o desenho: o avião tem formato de tucano, uma referência ao símbolo de um partido político, o PSDB; o piloto do avião deve ser associado a José Serra, por ser careca e pertencer ao partido tucano; o avião quebrado é uma referência à dificuldade de Serra para “decolar” (metáfora política para designar avanço nas intenções de voto) no início da campanha para Presidência da República. Assim o leitor também precisa saber que haverá eleição, que Serra é pré-candidato, que pertence ao PSDB, cujo símbolo é um tucano, que houve uma pesquisa de intenção de voto e que o candidato tucano teve desempenho ruim nessa pesquisa. O Povo (Fortaleza, CE) Aqui também não há texto verbal. A imagem traz uma caricatura de José Serra, com a expressão tensa, de quem passa por apuros, caminhando como um equilibrista sobre a corda bamba. A corda, porém, tem a forma de uma escada, que termina numa seta vermelha, referência aos indicadores dos gráficos cartesianos. Mais uma vez, para interpretar a charge, o leitor precisará relacionar a imagem a seu conhecimento sobre fatos divulgados pela mídia nacional naquela ocasião, ou seja, à queda que o candidato à Presidência teve naquela pesquisa de intenção de voto. Agora São Paulo Dos três casos, este é o único em que imagem e texto mesclam- se. No desenho de Cláudio vemos o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, reconhecido pelos traços da caricatura. Ele abre a porta de um armário, no qual está escondido José Serra, e, apontando para fora do móvel, grita para que Serra assuma. Enquanto isso, segurando a pesquisa em que cai de 37 para 32% e sua concorrente sobe de 23 para 28%, Serra afirma estar indeciso. Além das falas e dos dados da pesquisa, a charge ainda tem título, “Eleição para Presidente” , e um texto complementar, “Tucanos cobram que Serra se declare candidato”. Assim, todo o contexto fica identificado, facilitando o trabalho de interpretação do leitor, mas a este ainda cabe acionar seu conhecimento de mundo para completar informações, como a associação feita entre “assumir-se candidato à Presidência” e a imagem de “sair do armário”, expressão usada principalmente para fazer referência a pessoas que escondem publicamente sua condição sexual. O leitor deve perceber, porém, que não há na charge intenção de questionar a opção sexual do candidato. Apenas fez-se uma associação livre para gerar efeito de humor, criticando o medo de Serra de mostrar-se candidato diante da crescente rejeição popular. A leitura interpretativa de charges é uma habilidade cada vez mais cobrada em provas de vestibulares e de concursos em geral, tanto nas questões de língua portuguesa quanto nos temas de redação. Isso acontece porque a charge é um modelo de texto que extrapola a linguagem verbal (por vezes até nem usada), exige um bom nível de conhecimento de mundo e competência para inferir críticas e relacionar fatos sociais. Por isso, treine a leitura de charges, procure ampliar seu nível de compreensão e evite ser surpreendido. Dicas Podemos, tranquilamente, ser bem-sucedidos numa interpretação de texto. Para isso, devemos observar o seguinte:

  • Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;
  • Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá até o fim, ininterruptamente;
  • Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo menos umas três vezes;
  • Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas;
  • Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
  • Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor;
  • Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compreensão;
  • Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto correspondente;
  • Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
  • Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de...), não, correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu;
  • Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais exata ou a mais completa;
  • Quando o autor apenas sugerir ideia, procurar um fundamento de lógica objetiva;
  • Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais;
  • Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta, mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto;
  • Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta;
  • Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor, definindo o tema e a mensagem;

Didatismo e Conhecimento

6 LÍNGUA PORTUGUESA A pessoa que se preocupa com a qualidade de sua leitura e com o resultado que poderá obter, deve pensar no ato de ler como um comportamento que requer alguns cuidados, para ser realmente eficaz.

  • Atitude: pensamento positivo para aquilo que deseja ler. Manter-se descansado é muito importante também. Não adianta um desgaste físico enorme, pois a retenção da informação será inversamente proporcional. Uma alimentação adequada é muito importante.
  • Ambiente: o ambiente de leitura deve ser preparado para ela. Nada de ambientes com muitos estímulos que forcem a dispersão. Deve ser um local tranquilo, agradável, ventilado, com uma cadeira confortável para o leitor e mesa para apoiar o livro a uma altura que possibilite postura corporal adequada. Quanto a iluminação, deve vir do lado posterior esquerdo, pois o movimento de virar a página acontecerá antes de ter sido lida a última linha da página direita e, de outra forma, haveria a formação de sombra nesta página, o que atrapalharia a leitura.
  • Objetos necessários: para evitar que, durante a leitura, levantarmos para pegar algum objeto que julguemos importante, devemos colocar lápis, marca-texto e dicionário sempre à mão. Quanto sublinhar os pontos importantes do texto, é preciso aprender a técnica adequada. Não o fazer na primeira leitura, evitando que os aspectos sublinhados parecem-se mais com um mosaico de informações aleatórias. Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finalidade a identificação de um leitor autônomo. Portanto, o candidato deve compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica, além de necessitar de um bom léxico internalizado. As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto em que estão inseridas. Torna-se, assim, necessário sempre fazer um confronto entre todas as partes que compõem o texto. Além disso, é fundamental apreender as informações apresentadas por trás do texto e as inferências a que ele remete. Este procedimento justifica-se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor diante de uma temática qualquer. EXERCÍCIOS Este é o caminho: leitura, exercício, correção, entendimento dos erros. Quanto mais você entender porque errou, mais estará aprendendo. Esaf: Leia atentamente o texto para responder às questões de 1 a 4. Parques em chamas Saudados por ecologistas como arcas de Noé para o futuro, por serem repositórios de espécies animais e vegetais em extinção acelerada noutras áreas do país, alguns dos 25 parques nacionais do Brasil tiveram, na semana passada, a sua paisagem mutilada pelo fogo. A rigorosa estiagem que acompanha o inverno no CentroSul ressecou a vegetação e abriu caminho para que as chamas tragassem 6 dos 33 quilômetros quadrados do Parque Nacional da Tijuca, pegado à cidade do Rio de Janeiro, e convertessem em carvão 10% dos 300 quilômetros quadrados do Parque Nacional do Itatiaia, na divisa de Minas Gerais com o Estado do Rio. Contido pelos bombeiros já no fim de semana, na Tijuca, e abafado por uma providencial chuva no ltatiaia, na quartafeira o fogo pipocou em outro extremo do país. Naquele dia, o incêndio começou no Parque da Serra da Capivara, no sertão do Piauí, calcinado há seis anos pela seca, e avançou pela caatinga, que esconde as pinturas rupestres inscritas na rocha, há pelo menos 31.500 anos, pelo homem brasileiro préhistórico. (Isto é, 221811984) **1. O autor justifica o fato de os ecologistas referiremse aos parques nacionais como “arcas de Noé para o futuro” da seguinte maneira: a) Porque são áreas preservadas da caça e pesca indiscriminadas. b) Porque ocupam espaços administrativamente delimitados pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal. c) Porque espécies animais e vegetais que estão se extinguindo em outras regiões têm preservada sua sobrevivência nesses parques. d) Porque nesses parques colecionamse casais de espécies animais e vegetais em extinção noutras áreas. e) Porque há agentes florestais incumbidos de zelar pelos animais e vegetais dos parques. Resposta “C”.
  1. A respeito dos incêndios referidos pelo autor, depreendese do texto que: a) Embora tivessem ameaçado espécies animais e vegetais raras, apresentaram um lado positivo: aumentaram a produção de carvão. b) Foram provocados pela rigorosa estiagem do inverno, no CentroSul, e pela seca prolongada no sertão nordestino. c) Não foram combatidos com presteza e eficiência pelos bombeiros. d) Só foram debelados por providenciais chuvas que eventualmente vieram a cair sobre os parques. e) Destruíram parte da flora e fauna das reservas, desfigurando sua paisagem. Resposta “E”** a) Errado. O texto não fala que a produção de carvão é positiva. b) Errado. Segundo o texto, a estiagem “abriu caminho para que as chamas tragassem...”; de acordo com esta alternativa a estiagem provocou o incêndio. Abrir caminho não é provocar. c) Errado. Se os bombeiros apagaram o fogo, pelo menos foram eficientes. d) Errado. e) Certo. 3. Depreendese que o autor do texto, em relação ao fato descrito, manifesta: a) Descaso b) Hesitação c) Desesperança d) Pesar e) Indiferença Resposta “D”. “paisagem mutilada pelo fogo” 4. Aponte a única conclusão que é estrita e licitamente deduzível do texto: a) As chamas serviram para mostrar a precária situação dos parques brasileiros. b) Devem ser tomadas providências para dotar os parques de meios para se protegerem dos incêndios.

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7 LÍNGUA PORTUGUESA c) Devem ser desencadeadas campanhas para conscientizar a população de como evitar incêndio nos parques. d) Parte da culpa dos incêndios cabe às autoridades responsáveis pelas reservas e parques. e) O incêndio no Parque da Serra da Capivara ameaçou valioso patrimônio histórico e antropológico. Resposta “B”. No comando deveria estar escrito “dedutível” (que se deduz) porque não existe a palavra “deduzível”. a) Errado. Não se pode deduzir estrita e licitamente que se “alguns dos 25 parques” (o texto só fala em três deles) estão em situação difícil, todos estarão. Três não são vinte e cinco. b) Certo. O que seria competência, por exemplo, dos legisladores. Os responsáveis pelos parques não são culpados de não terem condições. c) Errado. O texto não culpa a população nem as autoridades responsáveis pelos parques e reservas. d) Errado. O texto não culpa a população nem as autoridades responsáveis pelos parques e reservas. e) Errado. Se as pinturas rupestres existem há pelo menos 31.500 anos, certamente já resitiram a inúmeros incêndios, o que não justifica dizer que um incêndio constitua ameaça a elas. MPU auxiliar Esaf: Para responder às questões de 5 a 9, leia o texto a seguir. Procurase uma explicação Um mundo de mistérios se esconde por trás dos pequenos anúncios. Nunca pude avaliar, pelas suas fórmulas, quais as suas verdadeiras intenções. Fico a imaginar se o desespero de quem vende está na mesma proporção emocional de quem quer comprar. Objetos perdidos, quase sempre de estimação, documentos importantes, cachorrinhos desaparecidos, tudo na base do “gratificase bem”. Mas o que é gratificar bem, por exemplo, a uma pessoa que acha uma carteira com pouco dinheiro? Acho que há um pouco de ironia e de deboche da parte de toda pessoa que põe um anúncio e muito boa vontade da parte de quem acha que ali está a sua oportunidade. Há vários anos que encontro promessas de Iugar de futuro” e acho incompreensível que esse futuro não chegue nunca, e que as vagas continuem sempre disponíveis. Ou as pessoas acabam por descobrir que o seu futuro está fora dali ou são outras firmas que estão se iniciando para oferecer novos futuros a futuros candidatos. Há uma certa ilusão de lado a lado: quem anuncia o futuro dos outros está pensando no seu presente e quem procura o seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros. Até que ponto é sincero um anúncio que procura moças de “boa aparência”, de 18 a 25 anos, com prática de datilografia e um mínimo de 150 batidas certas por minuto? É tão necessário que sejam todas as batidas certas? E esses que vivem vendendo objetos, um de cada vez, “por motivo de viagem”? Será que o dinheirinho de um aparelho de televisão ou de uma máquina de costura ou de um gravador último tipo lhes pagará a passagem? Talvez a viagem seja consequência: depois de vender os objetos, o melhor será mesmo abandonar a cidade. E os técnicos? É impressionante como tem gente especializada anunciando sua especialidade. Mecânicos e eletricistas montam e desmontam qualquer aparelho em menos de cinco minutos, e no fim sempre nos entregam três ou quatro parafusos que não têm a menor utilidade. Penso na economia monstruosa que as fábricas fariam se, ao montarem seus aparelhos, houvessem contratado os técnicos do “atendese a domicílio”. (Eliachar, Leon. O Homem ao Cubo. Rio deJaneiro: Francisco Alves S.A., 6ª ed., adoptado)

5. Ao falar de “pequenos anúncios”, o autor referese a) Essencialmente aos que tratam de empregos. b) Especificamente aos que oferecem serviços. c) Exclusivamente aos que falam de objetos perdidos. d) Genericamente a vários tipos de anúncios. e) Somente aos anúncios de compra e venda. Resposta “D”. Objetos perdidos, lugar de futuro = emprego, técnicos = serviços (venda). **6. A expressão que não aparece nos anúncios que o autor menciona é: a) “lugar de fututo” b) “gratifica-se bem” c) “procura-se uma explicação” d) “atende-se a domicílio” e) “por motivo de viagem” Resposta “C”.

  1. Conforme o texto, os técnicos que anunciaram sua especialidade: a) Trabalham com rapidez, mas não conseguem encaixar todas as peças de um aparelho. b) Trabalham melhor que os das fábricas, resultando disto maior economia para as montadoras. c) Entendem mais da montagem dos aparelhos que os técnicos das fábricas de eletrodomésticos. d) Duvidam da competência dos mecânicos e eletricistas das grandes fábricas. e) Pretendem conseguir uma contratação como mecânicos ou eletricistas em firmas conceituadas. Resposta “A”
  2. As “fórmulas” dos anúncios a que se refere o autor dizem respeito: a) À especificação b) À quantidade c) Ao argumento d) Ao conteúdo e) À correção Resposta “C”.** Nunca pude avaliar, pelas suas fórmulas (=pelo que argumental
  • “gratifica-se bem”, “lugar de futuro”, “por motivo de viagem”), quais as suas verdadeiras intenções (= o que realmente querem dizer). 9. Assinale a opção que expressa o significado da seguinte frase do texto: “... quem procura o seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros”. a) Quem oferece melhoria de vida aos outros através de anúncios pretende melhorar a própria vida. b) Aquele que pretende encontrar boas oportunidades nos anúncios proporciona lucros ao anunciante. c) O anunciante projeta seus atuais objetivos nas pretensões dos leitores.

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9 LÍNGUA PORTUGUESA (TJ-SP) Oficial de Justiça Leia a charge para responder às questões de números 15 e 16.

15. Considerando-se o contexto apresentado na charge, é correto afirmar que: a) se mostra a tecnologia estendida a todos os grupos da sociedade, que a utilizam bem, já que os usuários não subestimam seu potencial. b) se define o avanço tecnológico do país levando em consideração, principalmente, a política pública para o acesso a esse tipo de bem. c) se estabelece uma relação paradoxal entre os avanços obtidos na área tecnológica e as condições de vida a que está sujeita expressiva parcela da população. d) se pode entender como positiva a nova relação do homem com as máquinas, já que elas tiram expressiva parcela da população de condições aviltantes de vida. e) se veem a criticidade e o bom senso de grande parte da população menos favorecida para o uso adequado das novas tecnologias no cotidiano. Resposta “C”. Sim, a charge ilustra o paradoxo (a contradição) que há na implementação de programas de inclusão digital em um país com elevado número de pessoas excluídas socialmente (privação, falta de recursos ou, de uma forma mais abrangente, ausência de cidadania, se, por esta, se entender a participação plena na sociedade, aos diferentes níveis em que esta se organiza e se exprime: ambiental, cultural, econômico, político e social). 16. Levando-se em consideração a situação em que as personagens se encontram, é correto afirmar que a fala proferida por uma delas se marca pelo(a) a) entusiasmo. b) displicência. c) mau humor. d) ironia. e) redundância. Resposta “D”. A fala é irônica (instrumento de literatura que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa, deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. Na Literatura, a ironia é a arte de gozar com alguém ou de alguma coisa, com vista a obter uma reação do leitor, ouvinte ou interlocutor. Ela pode ser utilizada, entre outras formas, com o objetivo de denunciar, de criticar ou de censurar algo. Para tal, o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes, mas com a finalidade de desvalorizar. A ironia convida o leitor ou o ouvinte, a ser ativo durante a leitura, para refletir sobre o tema e escolher uma determinada posição), pois demonstra que o programa de inclusão digital não atinge seus reais objetivos entre aqueles que ainda precisam de inclusão social: às pessoas sem moradia, mais vale o computador como material combustível que conectado à rede. As questões de números 17 a 20 baseiam-se no texto. ONU pede ampliação de programas sociais do Brasil SÃO PAULO – Os programas adotados no governo federal ainda não são suficientes para lidar com problemas de desigualdade, reforma agrária, moradia, educação e trabalho escravo, informou ontem a Organização das Nações Unidas (ONU). Comitê da entidade pelos direitos econômicos e sociais pede uma revisão do Bolsa-Família, uma maior eficiência do programa e sua “universalização”. Por fim, constata: a cultura da violência e da impunidade reina no País. A ONU sugere que o Brasil amplie o Bolsa-Família para camadas da população que não recebem os benefícios, incluindo os indígenas. E cobra a “revisão” dos mecanismos de acompanhamento do programa para garantir acesso de todas as famílias pobres, aumentando ainda a renda distribuída. Há duas semanas, o comitê sabatinou membros do governo em Genebra, na Suíça. O documento com as sugestões é resultado da avaliação dos peritos do comitê que inclui o exame de dados passados pelo governo e por cinco relatórios alternativos apresentados por organizações não- governamentais (ONGs). Os peritos reconhecem os avanços no combate à pobreza, mas insistem que a injustiça social prevalece. Um dos pontos considerados como críticos é a diferença de expectativa de vida e de pobreza entre brancos e negros. A sugestão da ONU é que o governo tome medidas “mais focadas”. Na visão do órgão, a exclusão é decorrente da alta proporção de pessoas sem qualquer forma de segurança social, muitos por estarem no setor informal da economia. (www.estadao.com.br/nacional/not_nac377078,0.htm. 26.05.2009. Adaptado) 17. O texto do Estadão a) harmoniza-se com a charge, já que o relatório apresentado pela ONU aponta a existência da injustiça social no país. b) não mantém uma relação temática com a charge, pois enfoca a necessidade de revisão dos programas sociais. c) trata do mesmo assunto apresentado na charge, mostrando a superação dos problemas sociais mais graves e urgentes. d) ajusta-se à ideia expressa na charge de que os avanços tecnológicos trouxeram inúmeros benefícios aos menos favorecidos. e) discute a questão dos direitos econômicos e sociais, o que o distancia do assunto da charge, ou seja, a exclusão social. Resposta “A”. Na verdade, Injustiça Social nada mais é do que o fato de existir na sociedade situações que favoreçam apenas uma porcentagem (geralmente menor) da população enquanto outra parte fica sem

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10 LÍNGUA PORTUGUESA acesso aos meios, essenciais ou não, para o homem. Assim como a notícia veiculada no Estadão, a charge trata da injustiça social no país, ao anunciar que a exclusão social atinge 28 mil famílias.

18. De acordo com o texto, em relação aos programas adotados no governo federal para lidar com os problemas sociais, a ONU deixa evidente que eles a) se mostram arrojados. b) devem ser ampliados. c) não precisarão de melhorias. d) extinguiram as desigualdades. e) combatem eficazmente a pobreza. Resposta “B”. O período que torna essa alternativa verdadeira é: “A ONU sugere que o Brasil amplie o Bolsa-Família para camadas da população que não recebem os benefícios, incluindo os indígenas. E cobra a ‘revisão’ dos mecanismos de acompanhamento do programa para garantir acesso de todas as famílias pobres, aumentando ainda a renda distribuída.” 19. No 1.º parágrafo do texto, o termo universalização aparece grafado entre aspas. Isso ocorre porque se pretende enfatizar que o benefício deve a) atingir a todas as pessoas que o solicitem, independentemente de classe social. b) ser proporcionado a um contingente de pessoas que está fora da pobreza. c) estar na mira de pessoas incautas, que dele se beneficiam sem terem direito. d) ser, paulatinamente, oferecido a um número menor de pessoas dentro e fora do país. e) estender-se a todas as famílias pobres e a camadas da população excluídas de recebê-lo. Resposta “E”. O sentido real (denotativo) da palavra universalização é a superação dos limites sociais, econômicos e mercantilistas que existem hoje em todos os serviços que ainda são públicos e estatais. A universalização é a superação das relações patrimonialistas que determinaram e determinam os aparelhos do Estado que ainda possuem propriedade estatal e a absoluta garantia de acesso e atendimento aos serviços públicos. Portanto, não é para atender todos os excluídos ou mesmo todos os explorados, mas sim para atender a todos que queiram ou precisem dos serviços públicos. E, para isso, os serviços devem ser construídos, planejados e administrados, fato que exige uma absoluta revolução no modelo de administração pública no Brasil. Mas as aspas estão dando outro significado para a palavra “universalização”, está restringindo o seu significado somente às famílias pobres e a camadas da população excluídas. 20. Com a frase – A sugestão da ONU é que o governo tome medidas “mais focadas”. – entende-se que as medidas devem ser a) diluídas. b) controladas. c) direcionadas. d) competentes. e) amplas. Resposta “C”. “Focar” significa “pôr em evidência”, “tomar por foco”. Por isso, “medidas focadas” são medidas “direcionadas” (a um foco).

TIPOLOGIA TEXTUAL

Texto Literário: expressa a opinião pessoal do autor que também é transmitida através de figuras, impregnado de subjetivismo. Ex: um romance, um conto, uma poesia... (Conotação, Figurado, Subjetivo, Pessoal). Texto N ão- Literário: preocupa-se em transmitir uma mensagem da forma mais clara e objetiva possível. Ex: uma notícia de jornal, uma bula de medicamento. (Denotação, Claro, Objetivo, Informativo). O objetivo do texto é passar conhecimento para o leitor. Nesse tipo textual, não se faz a defesa de uma ideia. Exemplos de textos explicativos são os encontrados em manuais de instruções. Informativo: Tem a função de informar o leitor a respeito de algo ou alguém, é o texto de uma notícia de jornal, de revista, folhetos informativos, propagandas. Uso da função referencial da linguagem, 3ª pessoa do singular. Descrição: Um texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. A classe de palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo, pela sua função caracterizadora. Numa abordagem mais abstrata, pode- se até descrever sensações ou sentimentos. Não há relação de anterioridade e posterioridade. Significa “criar” com palavras a imagem do objeto descrito. É fazer uma descrição minuciosa do objeto ou da personagem a que o texto se refere. Narração: Modalidade em que se conta um fato, fictício ou não, que ocorreu num determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Refere-se a objetos do mundo real. Há uma relação de anterioridade e posterioridade. O tempo verbal predominante é o passado. Estamos cercados de narrações desde as que nos contam histórias infantis, como o “Chapeuzinho Vermelho” ou a “Bela Adormecida” , até as picantes piadas do cotidiano. Dissertação: Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele. Assim, o texto dissertativo pertence ao grupo dos textos expositivos, juntamente com o texto de apresentação científica, o relatório, o texto didático, o artigo enciclopédico. Em princípio, o texto dissertativo não está preocupado com a persuasão e sim, com a transmissão de conhecimento, sendo, portanto, um texto informativo. Argumentativo: Os textos argumentativos, ao contrário, têm por finalidade principal persuadir o leitor sobre o ponto de vista do autor a respeito do assunto. Quando o texto, além de explicar, também persuade o interlocutor e modifica seu comportamento, temos um texto dissertativo-argumentativo. Exemplos: texto de opinião, carta do leitor, carta de solicitação, deliberação informal, discurso de defesa e acusação (advocacia), resenha crítica, artigos de opinião ou assinados, editorial. Exposição: Apresenta informações sobre assuntos, expõe ideias; explica, avalia, reflete. (analisa ideias). Estrutura básica; ideia principal; desenvolvimento; conclusão. Uso de linguagem clara. Ex: ensaios, artigos científicos, exposições,etc.

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12 LÍNGUA PORTUGUESA Alfabeto O alfabeto passou a ser formado por 26 letras. As letras “k”, “w” e “y” não eram consideradas integrantes do alfabeto (agora são). Essas letras são usadas em unidades de medida, nomes próprios, palavras estrangeiras e outras palavras em geral. Exemplos: km, kg, watt, playground, William, Kafka, kafkiano. Vogais: a, e, i, o, u. Consoantes: b,c,d,f,g,h,j,k,l,m,n,p,q,r,s,t,v,w,x,y,z. Alfabeto: a,b,c,d,e,f,g,h,i,j,k,l,m,n,o,p,q,r,s,t,u,v,w,x,y,z. Emprego da letra H Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético; conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e da tradição escrita. Grafa-se, por exemplo, hoje , porque esta palavra vem do latim hodie. Emprega-se o H:

  • Inicial, quando etimológico: hábito, hélice, herói, hérnia, hesitar, haurir, etc.
  • Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh e nh: chave, boliche, telha, flecha companhia, etc.
  • Final e inicial, em certas interjeições: ah!, ih!, hem?, hum!, etc.
  • Algumas palavras iniciadas com a letra H: hálito, harmonia, hangar, hábil, hemorragia, hemisfério, heliporto, hematoma, hífen, hilaridade, hipocondria, hipótese, hipocrisia, homenagear, hera, húmus;
  • Sem h, porém, os derivados baiano, baianinha, baião, baianada, etc. Não se usa H:
  • No início de alguns vocábulos em que o h , embora etimológico, foi eliminado por se tratar de palavras que entraram na língua por via popular, como é o caso de erva, inverno, e Espanha, respectivamente do latim, herba, hibernus e Hispania. Os derivados eruditos, entretanto, grafam-se com h : herbívoro, herbicida, hispânico, hibernal, hibernar, etc. Emprego das letras E, I, O e U Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i/, /o/ e /u/ nem sempre é nítida. É principalmente desse fato que nascem as dúvidas quando se escrevem palavras como quase, intitular, mágoa, bulir, etc., em que ocorrem aquelas vogais. Escrevem-se com a letra E:
  • A sílaba final de formas dos verbos terminados em –uar: continue, habitue, pontue, etc.
  • A sílaba final de formas dos verbos terminados em –oar: abençoe, magoe, perdoe, etc.
  • As palavras formadas com o prefixo ante– (antes, anterior): antebraço, antecipar, antedatar, antediluviano, antevéspera, etc.
  • Os seguintes vocábulos: Arrepiar, Cadeado, Candeeiro, Cemitério, Confete, Creolina, Cumeeira, Desperdício, Destilar, Disenteria, Empecilho, Encarnar, Indígena, Irrequieto, Lacrimogêneo, Mexerico, Mimeógrafo, Orquídea, Peru, Quase, Quepe, Senão, Sequer, Seriema, Seringa, Umedecer. Emprega-se a letra I:
  • Na sílaba final de formas dos verbos terminados em –air/– oer /–uir: cai, corrói, diminuir, influi, possui, retribui, sai, etc.
  • Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra): antiaéreo, Anticristo, antitetânico, antiestético, etc.
  • Nos seguintes vocábulos: aborígine, açoriano, artifício, artimanha, camoniano, Casimiro, chefiar, cimento, crânio, criar, criador, criação, crioulo, digladiar, displicente, erisipela, escárnio, feminino, Filipe, frontispício, Ifigênia, inclinar, incinerar, inigualável, invólucro, lajiano, lampião, pátio, penicilina, pontiagudo, privilégio, requisito, Sicília (ilha), silvícola, siri, terebintina, Tibiriçá, Virgílio. Grafam-se com a letra O: abolir, banto, boate, bolacha, boletim, botequim, bússola, chover, cobiça, concorrência, costume, engolir, goela, mágoa, mocambo, moela, moleque, mosquito, névoa, nódoa, óbolo, ocorrência, rebotalho, Romênia, tribo. Grafam-se com a letra U: bulir, burburinho, camundongo, chuviscar, cumbuca, cúpula, curtume, cutucar, entupir, íngua, jabuti, jabuticaba, lóbulo, Manuel, mutuca, rebuliço, tábua, tabuada, tonitruante, trégua, urtiga. Parônimos: Registramos alguns parônimos que se diferenciam pela oposição das vogais /e/ e /i/, /o/ e /u/. Fixemos a grafia e o significado dos seguintes: área = superfície ária = melodia, cantiga arrear = pôr arreios, enfeitar arriar = abaixar, pôr no chão, cair comprido = longo cumprido = particípio de cumprir comprimento = extensão cumprimento = saudação, ato de cumprir costear = navegar ou passar junto à costa custear = pagar as custas, financiar deferir = conceder, atender diferir = ser diferente, divergir delatar = denunciar dilatar = distender, aumentar descrição = ato de descrever discrição = qualidade de quem é discreto emergir = vir à tona imergir = mergulhar emigrar = sair do país imigrar = entrar num país estranho emigrante = que ou quem emigra imigrante = que ou quem imigra eminente = elevado, ilustre iminente = que ameaça acontecer recrear = divertir recriar = criar novamente soar = emitir som, ecoar, repercutir suar = expelir suor pelos poros, transpirar sortir = abastecer surtir = produzir (efeito ou resultado) sortido = abastecido, bem provido, variado surtido = produzido, causado vadear = atravessar (rio) por onde dá pé, passar a vau vadiar = viver na vadiagem, vagabundear, levar vida de vadio Emprego das letras G e J Para representar o fonema /j/ existem duas letras; g e j. Grafa- se este ou aquele signo não de modo arbitrário, mas de acordo com a origem da palavra. Exemplos: gesso (do grego gypsos), jeito (do latim jactu) e jipe (do inglês jeep).

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13 LÍNGUA PORTUGUESA Escrevem-se com G:

  • Os substantivos terminados em –agem, -igem, -ugem: garagem, massagem, viagem, origem, vertigem, ferrugem, lanugem. Exceção : pajem
  • As palavras terminadas em –ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: contágio, estágio, egrégio, prodígio, relógio, refúgio.
  • Palavras derivadas de outras que se grafam com g: massagista (de massagem), vertiginoso (de vertigem), ferruginoso (de ferrugem), engessar (de gesso), faringite (de faringe), selvageria (de selvagem), etc.
  • Os seguintes vocábulos: algema, angico, apogeu, auge, estrangeiro, gengiva, gesto, gibi, gilete, ginete, gíria, giz, hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, sugestão, tangerina, tigela. Escrevem-se com J:
  • Palavras derivadas de outras terminadas em –já: laranja (laranjeira), loja (lojista, lojeca), granja (granjeiro, granjense), gorja (gorjeta, gorjeio), lisonja (lisonjear, lisonjeiro), sarja (sarjeta), cereja (cerejeira).
  • Todas as formas da conjugação dos verbos terminados em –jar ou –jear: arranjar (arranje), despejar (despejei), gorjear (gorjeia), viajar (viajei, viajem) – (viagem é substantivo).
  • Vocábulos cognatos ou derivados de outros que têm j: laje (lajedo), nojo (nojento), jeito (jeitoso, enjeitar, projeção, rejeitar, sujeito, trajeto, trejeito).
  • Palavras de origem ameríndia (principalmente tupi-guarani) ou africana: canjerê, canjica, jenipapo, jequitibá, jerimum, jiboia, jiló, jirau, pajé, etc.
  • As seguintes palavras: alfanje, alforje, berinjela, cafajeste, cerejeira, intrujice, jeca, jegue, Jeremias, Jericó, Jerônimo, jérsei, jiu-jítsu, majestade, majestoso, manjedoura, manjericão, ojeriza, pegajento, rijeza, sabujice, sujeira, traje, ultraje, varejista.
  • Atenção: Moji palavra de origem indígena, deve ser escrita com J. Por tradição algumas cidades de São Paulo adotam a grafia com G , como as cidades de Mogi das Cruzes e Mogi-Mirim. Representação do fonema /S/ O fonema /s/, conforme o caso, representa-se por:
  • C, Ç : acetinado, açafrão, almaço, anoitecer, censura, cimento, dança, dançar, contorção, exceção, endereço, Iguaçu, maçarico, maçaroca, maço, maciço, miçanga, muçulmano, muçurana, paçoca, pança, pinça, Suíça, suíço, vicissitude.
  • S : ânsia, ansiar, ansioso, ansiedade, cansar, cansado, descansar, descanso, diversão, excursão, farsa, ganso, hortênsia, pretensão, pretensioso, propensão, remorso, sebo, tenso, utensílio.
  • SS : acesso, acessório, acessível, assar, asseio, assinar, carrossel, cassino, concessão, discussão, escassez, escasso, essencial, expressão, fracasso, impressão, massa, massagista, missão, necessário, obsessão, opressão, pêssego, procissão, profissão, profissional, ressurreição, sessenta, sossegar, sossego, submissão, sucessivo.
  • SC, SÇ : acréscimo, adolescente, ascensão, consciência, consciente, crescer, cresço, descer, desço, desça, disciplina, discípulo, discernir, fascinar, florescer, imprescindível, néscio, oscilar, piscina, ressuscitar, seiscentos, suscetível, suscetibilidade, suscitar, víscera.
  • X : aproximar, auxiliar, auxílio, máximo, próximo, proximidade, trouxe, trouxer, trouxeram, etc.
  • XC : exceção, excedente, exceder, excelência, excelente, excelso, excêntrico, excepcional, excesso, excessivo, exceto, excitar, etc. Homônimos acento = inflexão da voz, sinal gráfico assento = lugar para sentar-se acético = referente ao ácido acético (vinagre) ascético = referente ao ascetismo, místico cesta = utensílio de vime ou outro material sexta = ordinal referente a seis círio = grande vela de cera sírio = natural da Síria cismo = pensão sismo = terremoto empoçar = formar poça empossar = dar posse a incipiente = principiante insipiente = ignorante intercessão = ato de interceder interseção = ponto em que duas linhas se cruzam ruço = pardacento russo = natural da Rússia Emprego de S com valor de Z
  • Adjetivos com os sufixos –oso, -osa: gostoso, gostosa, gracioso, graciosa, teimoso, teimosa, etc.
  • Adjetivos pátrios com os sufixos –ês, -esa: português, portuguesa, inglês, inglesa, milanês, milanesa, etc.
  • Substantivos e adjetivos terminados em –ês, feminino –esa: burguês, burguesa, burgueses, camponês, camponesa, camponeses, freguês, freguesa, fregueses, etc.
  • Verbos derivados de palavras cujo radical termina em –s: analisar (de análise), apresar (de presa), atrasar (de atrás), extasiar (de êxtase), extravasar (de vaso), alisar (de liso), etc.
  • Formas dos verbos pôr e querer e de seus derivados: pus, pusemos, compôs, impuser, quis, quiseram, etc.
  • Os seguintes nomes próprios de pessoas: Avis, Baltasar, Brás, Eliseu, Garcês, Heloísa, Inês, Isabel, Isaura, Luís, Luísa, Queirós, Resende, Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás, Valdês.
  • Os seguintes vocábulos e seus cognatos: aliás, anis, arnês, ás, ases, através, avisar, besouro, colisão, convés, cortês, cortesia, defesa, despesa, empresa, esplêndido, espontâneo, evasiva, fase, frase, freguesia, fusível, gás, Goiás, groselha, heresia, hesitar, manganês, mês, mesada, obséquio, obus, paisagem, país, paraíso, pêsames, pesquisa, presa, presépio, presídio, querosene, raposa, represa, requisito, rês, reses, retrós, revés, surpresa, tesoura, tesouro, três, usina, vasilha, vaselina, vigésimo, visita. Emprego da letra Z
  • Os derivados em –zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita: cafezal, cafezeiro, cafezinho, avezinha, cãozito, avezita, etc.
  • Os derivados de palavras cujo radical termina em –z: cruzeiro (de cruz), enraizar (de raiz), esvaziar (de vazio), etc.
  • Os verbos formados com o sufixo –izar e palavras cognatas: fertilizar, fertilizante, civilizar, civilização, etc.
  • Substantivos abstratos em –eza, derivados de adjetivos e denotando qualidade física ou moral: pobreza (de pobre), limpeza (de limpo), frieza (de frio), etc.
  • As seguintes palavras: azar, azeite, azáfama, azedo, amizade, aprazível, baliza, buzinar, bazar, chafariz, cicatriz, ojeriza, prezar, prezado, proeza, vazar, vizinho, xadrez.