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APRENDER A RELAXAR, Notas de estudo de Direito

O treino de relaxamento muscular progressivo equivale a aprender a contrair e descontrair vários grupos de músculos em todo o corpo, prestando atenção às ...

Tipologia: Notas de estudo

2023

Compartilhado em 16/01/2023

Jandiara62
Jandiara62 🇵🇹

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APRENDER A RELAXAR
Ansiedade funcional e disfuncional
Todas as pessoas experimentam, pelo menos ocasionalmente, um determinado grau de ansiedade.
Isto não é necessariamente negativo - na verdade, a ansiedade desempenha a importante função de
proteger o organismo contra o perigo. Quando é percepcionada uma ameaça, são os diferentes
componentes da resposta de ansiedade (aumento do ritmo cardíaco, aumento do ritmo respiratório,
aumento da tensão muscular, criação de um estado de alerta) que permitem que o indivíduo esteja
preparado para a acção (seja esta o ataque ou fuga). Assim, se, por exemplo, estás a atravessar uma
rua e vês um carro a dirigir-se para ti a grande velocidade, é a resposta de ansiedade que permite
que fujas para o passeio e, consequentemente, não sejas atropelado.
No entanto, pode também acontecer que a pessoa experimente níveis de ansiedade que sejam
desproporcionais face às ameaças reais que enfrenta no seu quotidiano - ou seja, que se sinta
demasiado ansiosa e durante demasiado tempo. Nestes casos, a ansiedade torna-se disfuncional e,
em vez de preparar o indivíduo para a acção, passa a prejudicar essa mesma acção. Torna-se então
importante conseguir reduzir essa ansiedade.
Como? Antes de mais, importa salientar que a capacidade de relaxar é uma capacidade como
qualquer outra (conduzir um carro, praticar um desporto, etc). Isto implica que qualquer pessoa a
pode adquirir de forma mais ou menos autónoma, bastando para tal aprender um conjunto de
procedimentos e praticá-los com alguma paciência - os resultados surgirão de forma gradual.
Dos vários procedimentos possíveis, dois se destacam pela sua simplicidade e eficácia: a respiração
diafragmática e o relaxamento muscular progressivo. Estes procedimentos não são mutuamente
exclusivos; pelo contrário, a sua combinação potencia a obtenção do estado de relaxamento
pretendido.
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APRENDER A RELAXAR

Ansiedade funcional e disfuncional

Todas as pessoas experimentam, pelo menos ocasionalmente, um determinado grau de ansiedade. Isto não é necessariamente negativo - na verdade, a ansiedade desempenha a importante função de proteger o organismo contra o perigo. Quando é percepcionada uma ameaça, são os diferentes componentes da resposta de ansiedade (aumento do ritmo cardíaco, aumento do ritmo respiratório, aumento da tensão muscular, criação de um estado de alerta) que permitem que o indivíduo esteja preparado para a acção (seja esta o ataque ou fuga). Assim, se, por exemplo, estás a atravessar uma rua e vês um carro a dirigir-se para ti a grande velocidade, é a resposta de ansiedade que permite que fujas para o passeio e, consequentemente, não sejas atropelado.

No entanto, pode também acontecer que a pessoa experimente níveis de ansiedade que sejam desproporcionais face às ameaças reais que enfrenta no seu quotidiano - ou seja, que se sinta demasiado ansiosa e durante demasiado tempo. Nestes casos, a ansiedade torna-se disfuncional e, em vez de preparar o indivíduo para a acção, passa a prejudicar essa mesma acção. Torna-se então importante conseguir reduzir essa ansiedade.

Como? Antes de mais, importa salientar que a capacidade de relaxar é uma capacidade como qualquer outra (conduzir um carro, praticar um desporto, etc). Isto implica que qualquer pessoa a pode adquirir de forma mais ou menos autónoma, bastando para tal aprender um conjunto de procedimentos e praticá-los com alguma paciência - os resultados surgirão de forma gradual.

Dos vários procedimentos possíveis, dois se destacam pela sua simplicidade e eficácia: a respiração diafragmática e o relaxamento muscular progressivo. Estes procedimentos não são mutuamente exclusivos; pelo contrário, a sua combinação potencia a obtenção do estado de relaxamento pretendido.

Respiração diafragmática

O que é?

O diafragma é um músculo largo, em forma de leque, que separa a cavidade toráxica (acima do diafragma) da cavidade abdominal (abaixo do diafragma). A maior parte das pessoas não respira de forma suficientemente profunda porque utiliza na respiração apenas a cavidade toráxica. Uma forma de respirar utilizando toda a capacidade dos pulmões e permitindo receber cerca de 7 vezes mais oxigénio é a respiração diafragmática, também conhecida por respiração abdominal, que se caracteriza por fazer uma maior utilização do diafragma e da cavidade abdominal.

Na respiração diafragmática:

  • Quando a pessoa inspira , o diafragma desloca-se para baixo, ficando quase plano (diminuindo a pressão do ar nos pulmões e puxando o ar para dentro) e o abdómen desloca-se para fora Quando a pessoa expira , o diafragma desloca-se para cima, ficando semelhante a um cone (aumentando a pressão do ar nos pulmões e empurrando o ar para fora), e o abdómen desloca-se para dentro

Ao aumentar a recepção de oxigénio, a respiração diafragmática pode apresentar variados benefícios ao nível físico e psíquico; nomeadamente, estimula a resposta de relaxamento, permitindo descer o nível de ansiedade.

Instruções:

Este treino deve ser feito pelo menos 2 vezes por dia, 5 ou 6 minutos de cada vez, em alturas nas quais te encontres livre de distracções e interrupções. A prática vai acabar por te permitir incorporar a respiração diafragmática na tua vida quotidiana e, eventualmente, nos momentos em que te sentes mais ansioso.

  1. Senta-te numa posição confortável. Mantém as pernas afastadas com os pés relaxados e virados para fora. Respira pelo nariz e presta atenção à tua respiração.

  2. Dobra os braços e coloca os polegares sob o sítio onde acaba a tua caixa toráxica, com o resto das mãos perpendicular ao teu corpo e viradas uma para a outra.

  3. Sente o movimento da tua barriga:

  • Quando inspiras, a barriga vai para fora
  • Quando expiras, a barriga vai para dentro
  1. Simula o movimento do diafragma com as mãos:

Instruções:

Este treino deve ser realizado 2 vezes por dia, 15 a 20 minutos de cada vez. Ainda que, inicialmente, este te possa parecer algo complexo e demorado, vais verificar que, com a automatização resultante da prática e com a progressiva redução dos grupos musculares, a capacidade de produzir relaxamento de forma voluntária se vai tornar progressivamente mais simples. O objectivo final é o de o conseguir fazer em qualquer local/momento da tua vida quotidiana, particularmente naqueles em que te sentes tenso e ansioso (antes de um exame, numa fila de trânsito, etc).

  1. Senta-te numa cadeira, de preferência reclinável, e recosta-te o mais confortavelmente possível (um sofá ou uma cama são também opções aceitáveis). Fá-lo num local em que a intensidade da luz e do ruído sejam reduzidos e num período de tempo em que te encontres livre de interrupções e distracções. Usa roupa confortável e tira os óculos / lentes de contacto se o considerares conveniente. Fecha os olhos e mantém-nos fechados durante o treino.

  2. Começa por utilizar os músculos referidos para a 1ª Fase : para cada um dos 16 grupos musculares, produz tensão durante 10 segundos e depois relaxa durante 40 segundos. Interioriza e utiliza as seguintes formas de produção de tensão e relaxamento:

  • Mão e antebraço direito: Contrair os músculos, fechando fortemente o punho e mantendo o braço direito. Sente a tensão na mão, nos nós dos dedos, nas articulações do punho e nos músculos do antebraço (10 seg). Relaxa. Repara no contraste entre a tensão e o relaxamento (20 seg).
  • Braço direito: Contrair os músculos, empurrando o cotovelo contra o braço da cadeira ou empurrando o cotovelo para baixo e para dentro contra o corpo. Sente a tensão no braço (10 seg). Relaxa. Repara no contraste entre a tensão e o relaxamento (20 seg).
  • Mão e antebraço esquerdo: Contrair e descontrair os músculos utilizando o procedimento descrito para os do lado direito.
  • Braço esquerdo: Contrair e descontrair os músculos utilizando o procedimento descrito para o do lado direito.
  • Parte superior da face (testa): Contrair os músculos, levantando as sobrancelhas o mais alto possível / franzindo a testa. Sente a tensão na testa e no centro do couro cabeludo (10 seg). Relaxa. Repara no contraste entre a tensão e o relaxamento (20 seg).
  • Parte central da face (parte superior das bochechas e nariz): Contrair os músculos, fechando fortemente os olhos e franzindo o nariz, levantando-o. Sente a tensão em redor dos olhos, no nariz e no alto das bochechas (10 seg). Relaxa. Repara no contraste entre a tensão e o relaxamento (20 seg).
  • Parte inferior da face (parte inferior das bochechas, boca e queixo): Contrair os músculos, fechando fortemente os dentes e empurrando os cantos da boca para trás, como se quisesse sorrir exageradamente (10 seg). Sente a tensão à volta dos maxilares e do queixo. Relaxa. Repara no contraste entre a tensão e o relaxamento (20 seg).
  • Pescoço: Contrair os músculos, empurrando fortemente o queixo para baixo, contra o peito, sem tocar neste ou empurrando a cabeça para trás, contra a cadeira. Sente a tensão no pescoço (10 seg). Relaxa. Repara no contraste entre a tensão e o relaxamento (20 seg).
  • Peito, ombros e parte superior das costas: Contrair os músculos, inspirando profundamente, guardando o ar dentro dos pulmões e empurrando os ombros e as omoplatas para trás (como se quisesses tocar com um ombro no outro). Sente a tensão no peito, ombros e costas (10 seg). Relaxa. Repara no contraste entre a tensão e o relaxamento (20 seg).
  • Abdómen: Contrair os músculos, encolhendo fortemente o estômago (como que para evitar um soco). Sente o estômago tenso e apertado (10 seg). Relaxa. Repara no contraste entre a tensão e o relaxamento (20 seg).
  • Coxa direita: Contrair os músculos, encolhendo fortemente a nádega direita (como que para «fugir com o rabo à seringa») e contraíndo os músculos da parte superior da perna. Sente a tensão na nádega e na coxa (10 seg). Relaxa. Repara no contraste entre a tensão e o relaxamento (20 seg).
  • Parte inferior da perna direita: Contrair os músculos, empurrando fortemente os dedos do pé para cima, em direcção à cabeça / na direcção oposta à cabeça. Sente a tensão na barriga da perna (10 seg). Relaxa. Repara no contraste entre a tensão e o relaxamento (20 seg).
  • Pé direito: Contrair os músculos, voltando o pé para dentro e, simultaneamente, dobrando os dedos (sem fazer muita força). Sente a tensão na palma do pé (10 seg). Relaxa. Repara no contraste entre a tensão e o relaxamento (20 seg).
  • Coxa esquerda: Contrair e descontrair os músculos, utilizando o procedimento descrito para a do lado direito.
  • Parte inferior da perna esquerda: Contrair e descontrair os músculos, utilizando o procedimento descrito para a do lado direito.
  • Pé esquerdo: Contrair e descontrair os músculos, utilizando o procedimento descrito para o do lado direito.
  1. Quando considerares que este procedimento se encontra já satisfatoriamente interiorizado (nunca antes de uma semana de treino), prossegue para a 2ª Fase : para cada um dos 7 grupos musculares produz tensão durante 10 segundos, e depois relaxa durante 40 segundos, utilizando as formas de produção de tensão e relaxamento anteriormente descritas.

  2. Quando considerares que os procedimentos acima mencionados já se encontram satisfatoriamente interiorizados, prossegue para a 3ª Fase : para cada um dos 4 grupos musculares produz tensão durante 10 segundos, e depois relaxa durante 40 segundos, utilizando as formas de produção de tensão e relaxamento anteriormente descritas.