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Parasitologia: Helmintos e Enteroprotozoários de Importância Clínica, Resumos de Parasitologia

• Compreender as associações que ocorrem entre os seres vivos, com ênfase na relação desarmônica do parasitismo; • Conhecer os principais artrópodes parasitas humanos

Tipologia: Resumos

2023

Compartilhado em 21/02/2023

priscila-lopes-88
priscila-lopes-88 🇧🇷

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Parasitologia

Helmintos e Enteroprotozoários de Importância Clínica

  • Compreender os mecanismos de transmissão, epidemiologia, ciclo de vida, diagnóstico e tratamentos das doenças causadas por esses parasitos.

OBJETIVO DE APRENDIZADO

**- Parasitas de Importância Clínica;

  • Helmintos.**

UNIDADE Helmintos e Enteroprotozoários de Importância Clínica

Parasitas de Importância Clínica

Nesta unidade, estudaremos um grupo de parasitas de grande importância clínica por serem causadores de diversas doenças do trato digestório em humanos.

São dois grandes grupos distintos, um formado por organismos microscópicos, porém de alta complexidade, denominados protozoários, ou mais especificamente enteroprotozoários (protozoários intestinais), e o outro formado por helmintos, popularmente conhecidos como vermes.

Mas se são parasitas diferentes, por que estudaremos eles juntos? Para entender essa ques- tão, leia o texto de Terezinha Castiñeiras e do Fernando Martins, “ Infecções por helmintos e enteroprotozoários ”, Disponível em: https://bit.ly/39Z8XBE

O interessante dessas doenças parasitárias é que elas estão intimamente ligadas ao saneamento básico, portanto, a estruturas de abastecimentos de água, coleta e trata- mento de esgoto, e quanto menos saneamento uma região apresenta, mais casos de doenças dessa natureza aparecem na população.

Veja algumas características inerentes a praticamente todos os enteroprotozoários:

  • (^) São adquiridos pelo contato oral-fecal;
  • (^) Produzem diarreia aquosa acompanhada por cólicas, durando poucos ou vários dias;
  • (^) A maioria dos casos é assintomática;
  • (^) Acometem principalmente as crianças;
  • (^) São resistentes aos métodos normais de cloração da água e sobrevivem por meses em água fria e limpa. Não resistem às altas temperaturas e ao ressecamento;
  • (^) Parasitam outros mamíferos, como gatos, cães, ruminantes e castores, e podem ser transmitidos deles para o ser humano;
  • (^) As infecções podem ser produzidas pela ingestão de poucos cistos (10 a 20).

Para saber mais sobre os protozoários acesse o link: https://youtu.be/unDRSqOq9dc

A seguir, entenderemos um pouco sobre os diferentes agentes etiológicos, sua epide- miologia e ciclo de vida, além do diagnóstico, tratamento e da profilaxia dessas doenças.

Giardíase

Causada pelo protozoário Giardia lamblia ou Giardia intestinalis , é uma parasitose do intestino delgado. Este parasita se apresenta nas formas de cisto (forma infectante e de resistência ao meio) e trofozoíto (forma vegetativa, habita o hospedeiro) (Figura 1).

UNIDADE Helmintos e Enteroprotozoários de Importância Clínica

Figura 3 – Cistos de Giardia lamblia observados no microscópio optico no exame

parasitológico de fezes, coloração de tricômio (esquerda) e coloração com lugol (direita)

Fonte: parasitologiaclinica.ufsc.br

O ciclo de vida da Giardia lamblia ocorre a partir do momento em que são ingeridos os cistos e atingem o estômago, devido ao pH baixo (entre 3 e 4), os cistos sofrem o processo de excistação, fazendo com que o cisto infectante dê origem ao trofozoíto, que, apesar de muitas vezes não causar sintomas, pode estar associado a quadros clínicos de diarreia aguda ou a formas crônicas de diarreia, além de, em alguns casos, estar relacionado à má absorção intestinal. Formas graves podem ser observadas em pessoas sem imunidade ou imunode- ficientes; quando há presença de sintomas, eles aparecem após um período de incubação, em tono de uma a três semanas, podendo, em alguns casos, chegar a seis. Após algumas semanas de ciclo biológico, a eliminação de novos cistos formados se dá junto com as fezes, muitas vezes pastosa ou líquida, com odor forte e cor acinzentada.

Você sabia que a Giardíase é considerada uma zoonose? Sim, esta parasitose pode ser trans- mitida de animais para o homem e o ciclo de vida ocorre na mesma maneira nos hospe- deiros. Para saber mais detalhes sobre o ciclo de vida da Giardia lamblia, ative a legenda e assista o vídeo, disponível em: https://youtu.be/xjYgfjVZ-Vk

Confira o passo a passo do ciclo no link a seguir, diponível em: https://bit.ly/39M29Js

O diagnóstico da doença é realizado pelo exame direto, que consiste em observar ao microscópio as lâminas preparadas com as fezes do paciente. Para as fezes formadas, a busca será por cistos, enquanto nas diarreias a pesquisa será de trofozoítos ou de cistos. Em casos negativos, os exames devem ser repetidos várias vezes, de preferência utilizando técnicas de concentração para tentar garantir um maior número de parasitas.

Para o tratamento de giardíase recomenda-se o uso de derivados nitroimidazólicos (metronidazol , ornidazol , tinidazol e nimorazol) em doses que variarão de acordo com alguns fatores do paciente, sempre por volta de cinco dias de duração.

A fim de se evitar a infecção com Giardia sp ., recomenda-se o consumo de águas de procedência conhecida e confiável, além de higiene adequada dos alimentos e das mãos.

Outro protozoário flagelado que podemos encontrar é o Trichomonas vaginalis. Este parasita se instala no trato genitourinário de homens e mulheres e por tanto só apresenta a forma de trofozoítos. Veja nos links a seguir detalhes sobre este parasita considerada uma Doença sexualmente transmissível:

  • Trichomonas vaginalis, disponível em: https://bit.ly/2XSq18Y
  • Trichomonas vaginalis, disponível em: https://bit.ly/38VRRHA
  • Aspectos clínicos, patogênese e diagnóstico de Trichomonas vaginalis. Disponível em: https://bit.ly/3syZdIN

Balantidíase

A balantidíase ou balantidiose é uma doença causada pelo protozoário Balantidium coli, e caracteriza-se por uma infecção do intestino grosso que, em suas formas mais típicas, produz diarreia ou disenteria e está relacionada com infecção de suínos, produ- zindo raros casos humanos.

O protozoário causador da infecção apresenta-se em forma cística na natureza e trofozoíta em hospedeiros, assim como acontece com a Giardia e outros enteroprotozo- ários que veremos no curso.

Ao contrário da Giardia , que se desloca por meio de seus flagelos, o Balantidium pos- sui cílios (Figura 4) ao redor de todo o seu corpo que o auxiliam na locomoção, tornando-o ágil para se locomover no intestino grosso de seu hospedeiro e assim buscar nutrientes. Além disso, possui dois vacúolos que auxiliam a retirar a água que entra em sua célula para que mantenha o equilíbrio osmótico celular: são denominados vacúolos pulsáteis.

Figura 4 – Trofozoíto de Balantidium coli com seus cílios e vacúolos pulsáteis

Fonte: Wikimedia Commons Na maioria dos casos, pacientes infectados por esse patógeno são assintomáticos, no entanto, quando o parasita consegue penetrar na mucosa intestinal, pode causar alguns sintomas, por exemplo: diarreia com presença de evacuações mucossanguinolentas, dor abdominal, perda de peso, náusea e vômitos, formação de úlceras no intestino e febre moderada. Em casos considerados graves, o parasita pode levar à perfuração seguida de hemorragia do intestino, o que pode ser fatal.

Alguns fatores podem favorecer a forma mais grave da doença, como alcoolismo, carga parasitária (quantidade de parasitas existentes no hospedeiro), estado nutricional e doenças crônicas.

Confira o ciclo de vida completo do Cryptosporidium parvum acessando os links :

Ciclo de vida do Cryptosporidium, disponível em: https://msdmnls.co/3bOpY6f

Cryptosporidium Infected Organoids, disponível em: https://youtu.be/ee159M3wxA

Quanto ao quadro clínico dos indivíduos imunocompetentes, é autolimitado, entre 1 e 14 dias, com duração média de 10 dias, sendo que geralmente nas crianças a infecção provoca uma enterocolite aguda e autolimitada, com cólicas e diarreia, que se cura es- pontaneamente dentro de uma ou duas semanas. Essa infecção inicial assegura proteção contra manifestações posteriores da doença.

Em imunodeprimidos, particularmente com infecção por HIV, ocasiona enterite gra- ve, caracterizada por diarreia aquosa, acompanhada de dor abdominal, mal-estar, ano- rexia, náuseas, vômitos e febre. Esses pacientes podem desenvolver diarreia crônica e severa, acompanhada de desnutrição, desidratação e morte fulminante. Nessa situação, podem ser atingidos os pulmões, trato biliar ou surgir infecção disseminada.

O diagnóstico da criptosporidíase se faz pela observação dos oocistos nas fezes du- rante o período diarreico (Figura 5), e é mais abundante durante o período inicial da infecção, podendo ser utilizados diversos protocolos de coloração para melhor visualizar os parasitas. Em pacientes imunocomprometidos deve-se sempre fazer o diagnóstico diferencial para outras infecções por meio de técnicas imunoenzimáticas, entretanto alguns estudos sugerem que os títulos de anticorpos permanecem elevados por mais de um ano, dificultando a precisão do início da infecção.

Figura 5 – Oocistos de Cryptosporidium spp. Coloração da safranina

Fonte: parasitologiaclinica.ufsc.br

Nos esfregaços corados pelo método da safranina os oocistos aparecem corados em brilhante vermelho-alaranjado.As leveduras se coram uniforme- mente em azul ou azul-esverdeado.

UNIDADE Helmintos e Enteroprotozoários de Importância Clínica

Para o tratamento se utiliza espiramicina, paromomicina e a azitromicina adminis- tradas por via oral, acrescidas de reidratação e outras medidas que aliviam os sintomas. A profilaxia inclui, assim como todas as outras doenças dessa categoria, o saneamento básico, higiene pessoal e, neste caso, higiene dos animais domésticos.

Segundo a literatura, os pacientes com AIDS, quando parasitados, costumam ser grandes eliminadores de oocistos infectantes de Cryptosporidium em suas fezes, razão pela qual devem ser atendidos com cuidados especiais: uso de luvas, lavagem e desinfec- ção das mãos, esterilização dos objetos contaminados e descontaminação adequada das superfícies (REY, 2010).

Amebíase

Existem variadas espécies de amebas capazes de parasitar o homem. No entanto, a maioria é considerada comensal, o que significa que não causam uma doença conhecida. Podemos citar como amebas comensais as dos gêneros: Entamoeba , Acanthamoeba , Endolimax , Iodamoeba , sendo a diferenciação feita com base nas estruturas celulares de cada uma delas (Figura 6). A única ameba capaz de causar uma doença parasitá- ria, chamada Amebíase, e que são elucidados seus mecanismos de patogenicidade, é a Entamoeba histolytica.

A contaminação, desenvolvimento no hospedeiro e disseminação de todas as amebas co- mensais é o mesmo, portanto os seus ciclos biológicos são iguais. Confira no link a seguir o ciclo de vida das amebas comensais, disponível em: https://bit.ly/38Seahg

Figura 6 – Imagens microscópicas digitalizadas de cistos de protozoários

Fonte: ijarai.thesai.org A: Balantidium Coli ; B: Endolimax Nana ; C: Entamoeba Coli ; D: Entamoeba Hartmanni ; E: Entamoba Histolytica ; F: Entamoeba Polecki ; G: Giardia Lamblia ; H: Iodamoeba Butschlii ; I: Chilomastix Mesnili.

UNIDADE Helmintos e Enteroprotozoários de Importância Clínica

O diagnóstico se realiza por meio de observação de cistos eliminados com as fezes, sendo que diferentes técnicas de preparação desse material podem ser realizadas para recuperar os cistos da matéria fecal (por meio de flutuação ou sedimentação); lâminas coradas ajudam a visualizar os cistos isolados no exame microscópico (Figura 8).

Figura 8 – Cisto uninucleado (Imagem esquerda) e trofozoítos (imagem direita)

de E. histolytica/ E. dispar: coloração pela solução de lugol

Fonte: parasitologiaclinica.ufsc.br

Importante!

Os cistos de Entamoeba histolytica e Entamoeba dispar são idênticos morfologicamente quando observados no microscópio com solução de lugol. Por isso quando encontramos cistos de 1 a 4 núcleos nas fezes, liberamos no laudo como presença de cistos de Entamoeba histolytica/dispar. Para realizar a diferenciação é preciso a busca de coproantígenos.

Sabe quando você vai ao médico e ele pede três coletas de fezes para exames em dias alternados (um sim, um não)? Então, isso se faz necessário para o diagnóstico desse parasita e outros parasitas intestinais. Em infecções pesadas, a forma móvel do parasita (o trofozoíto) pode ser visto em fezes frescas. Testes sorológicos podem ser recomendados para infecções em longo prazo, e é muito importante distinguir o cisto do E. histolytica dos cistos de outros protozoários intestinais não patogênicos por meio de sua morfologia. O tratamento da disenteria amebiana aguda e amebíase extraintestinal são, geral- mente, o metronidazol, ou o iodoquinol, paromomicina. Outras drogas ou maiores do- ses podem ser necessárias para tratamentos crônicos ou exacerbados. As complicações, como abcessos, poderão exigir procedimentos cirúrgicos. Casos de amebíases não são de notificação compulsória, entretanto em casos de surto, na maioria das vezes ocorridos por contaminação da fonte de água, recomenda-se isolar os pacientes infectados para que estes não se tornem transmissores em potencial.

Helmintos

Mudando de assunto, ou melhor, de Reino, sairemos do nosso passeio pelo Reino Protista e entraremos no mundo dos Helmintos (parasitas pluricelulares pertencentes ao

Reino Animalia). Divididos em três filos: Platyhelminthes (Platelmintos), Nemathelmin- tes (Nematelmintos) e Annelida (Anelídeos), o homem pode ser o hospedeiro definitivo para várias espécies, sendo que normalmente os órgãos mais atingidos são os intestinos. O nome comum pelo qual conhecemos esses parasitas é verme.

Nematelmintos

Já este outro grupo de parasitas possui características diferentes do primeiro, mas muito parecidas entre si:

  • (^) São vermes de corpo cilíndrico;
  • (^) Sem aparelho circulatório;
  • (^) Com aparelho digestório completo;
  • (^) Aparelho reprodutor bem definido (sexos separados), sendo o macho menor que a fêmea;
  • (^) Respiração anaeróbia (sem a presença de oxigênio);
  • (^) Também chamados geo-helmintos, pois se desenvolvem tendo parte do ciclo de vida no solo e parte em um ou mais hospedeiros.

Os principais representantes são: Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura, Ancylostoma duodenale, Necator americanus, Strongyloides stercoralis, Enterobius vermicularis e Wuchereria bancrofti.

A seguir, trataremos de alguns deles isoladamente, retratando sua biologia, ciclo de vida, diagnóstico, tratamento e prevenção, para entendermos mais sobre essas doenças negligenciadas pela Saúde Pública.

Ascaris lumbricoides

Pertencente ao Filo Nemathelminthes , os parasitas do gênero Ascaris (“sem asas”) têm como principal espécie parasita humano o Ascaris lumbricoides , e como parasita suíno o Ascaris suum.

O Ascaris lumbricoides apresenta as seguintes formas evolutivas, ovos, larva macho e larva fêmea (Figura 9). Tem o intestino como habitat no ser humano, e seu ciclo evo- lutivo se divide em duas etapas:

  1. Fase externa ou exógena: Referente ao amadurecimento da forma infectante dentro do ovo, a partir do estágio larval L1 para alcançar o estágio de larva L (fase infectante). Essa evolução ocorre em um período de 20 a 25 dias, a uma temperatura de 26 a 30 °C, com oxigenação do solo e umidade;.
  2. Fase interna ou endógena: Após serem ingeridos os ovos contendo a larva L3, esta é liberada no tubo digestivo, penetrando na parede do ceco até al- cançar a circulação sanguínea ou linfática (18 a 24 horas). Após esse período, chegam ao fígado e, 2 a 3 dias após a infecção, passam pelo coração direito, alcançando a artéria pulmonar. Nos pulmões chegam oito dias após a infecção e rompem os capilares pulmonares, caindo assim nos alvéolos. Após um novo

Muitas vezes, é a eliminação espontânea de algum espécime, pelo ânus ou pela boca, que esclarece o caso.

Parasitas são eliminados pela boca durante a noite, quando estão saindo dos pulmões e não são deglutidos. Veja a como isso ocorre. Disponível em: https://bit.ly/3nXX2ej

Radiografias produzem imagens sugestivas, mas é no exame de fezes que se en- contram ovos nas evacuações do paciente. Dada a prolificidade das fêmeas de Ascaris , basta um exame direto da matéria fecal, diluída e colocada entre lâmina e lamínula, para permitir o encontro dos ovos em mais de 90% dos exames.

Veja como é a visualização diretamente do microscópio de ovos de Ascaris lumbricoides, dis- ponível em: https://youtu.be/ejHovLdGCAE

O tratamento se dá por meio de fármacos, sendo as opções mais comuns: Albenda- zol 400 mg em dose única, Mebendazol 100 mg, duas vezes ao dia, durante três dias consecutivos, ou Levamisol 150 mg, em dose única.

Como método de prevenção, recomenda-se saneamento básico, ingestão de água potável e alimentos higienizados.

Trichuris trichiura Outro parasita de importância clínica é o Trichuris trichiura , que habita o intestino grosso (ceco) e tem seu ciclo de vida relativamente simples, iniciando a fase interna ou en- dógena com a ingestão de ovos embrionados (Figura 11), os quais liberam larvas no tubo digestivo, onde penetram nas criptas glandulares do ceco e permanecem dois dias após a infecção. Completado o seu desenvolvimento, os vermes adultos (Figura 12) fixam-se à mucosa do ceco de 70 a 90 dias após a infecção para eliminar novos ovos nas fezes.

Figura 11 – Ovo de Trichuris trichiura

Fonte: parasitologiaclinica.ufsc.br

UNIDADE Helmintos e Enteroprotozoários de Importância Clínica

Figura 12 – Vermes adultos

Fonte: parasitologiaclinica.ufsc.br

Para ver detalhadamente sobre o ciclo de vida, epidemiologia, progressão e sintomas, diag- nóstico e tratamento do Trichuris trichiura. Disponível em: https://bit.ly/2M2TSso

Portanto, o Trichuris trichiura apresenta como formas evolutivas ovos, larvas macho e fêmea, sendo a forma infectante e de diagnóstico os ovos. Os vermes adultos no intes- tino grosso possuem ação espoliadora, enzimática, irritativa e inflamatória. O diagnóstico se dá pelo exame de fezes visualizando os ovos, que pode ser feito através do método de sedimentação espontânea ou de Hoffmann. A profilaxia resulta do tratamento dos doentes com albendazol e mebendazol, educa- ção sanitária, saneamento básico e proteção dos alimentos contra moscas e baratas, por serem vetores dos ovos desse e de outros parasitas.

Veja como é visualizado um ovo de Trichuris trichiura no sedimento fecal através do micros- cópio, disponível em: https://youtu.be/bMbxKU2874s

Enterobius vermicularis A parasitose causada pelo parasita Enterobius vermiculares pode ser chamada de Enterobiose ou popularmente conhecida como Oxiurus. Possui como hospedeiro apenas os seres humanos, essa doença tem uma importância clínica por ser a grande responsável por prurido anal intenso, que leva os pacientes a um desconforto e pode trazer inclusive problemas sociais, como o afastamento das crianças da sala de aula, devido à fácil transmissibilidade. Este parasita habita o intestino grosso fixando-se no ceco e apêndice cecal. As fêmeas fazem a ovopostura ovos na região perianal no período da noite, podendo causar muito prurido. Irritabilidade, náuseas, emagrecimento e dores abdominais