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ESG: Práticas e Impacto na Sustentabilidade - Estudo de Caso Klabin, Exercícios de Gestão Ambiental

O conceito de esg (environmental, social and governance) e sua importância para a sustentabilidade empresarial. Apresenta um estudo de caso da klabin, destacando suas práticas esg e como elas se alinham aos objetivos de desenvolvimento sustentável (ods) da onu. O documento também aborda a due diligence na cadeia de fornecedores e sua relevância para a implementação de práticas esg.

Tipologia: Exercícios

2025

Compartilhado em 02/04/2025

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MATRIZ DE ATIVIDADE INDIVIDUAL
Estudante: Eugenio Pagnussatt Neto
Disciplina: ESG
Environmental
,
Social and Corporate Governance
Turma: 24_230924_1
1. Apresente os movimentos percebidos no mercado que estimulam organizações a
adotarem práticas ESG.
vinte anos, por iniciativa do então Secretário Geral da Organização das Nações Unidas
(ONU), Kofi Annan, direcionado aos diretores de importantes instituições financeiras, nasceu o conceito
ESG. A proposta resume-se, basicamente, em três temas-chave: transparência, identificação de risco e
responsabilidade. (TEIXEIRA, 2022). O acrônimo ESG tem origem na língua inglesa, e envolve três
dimensões consideradas relevantes ao desenvolvimento empresarial corporativo -
Environmental, Social
and Governance.
Este entendimento considera que o negócio não deve ser avaliado somente pelo seu
resultado contábil e competitividade de mercado, mas também pelo impacto ambiental e social
produzido, bem como sua capacidade de estabelecer governança corporativa com transparência. Isso
se deve ao fato de que estes novos fatores estão levando à transformações profundas no ambiente dos
negócios, e empresas que não se adaptarem perderão espaço no mercado. (BELINSKI, 2021)
De acordo com dados da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE) e
divulgados pela revista EXAME em 2024, a temática ESG tornou-se prioridade para 95% das empresas
do Brasil, movimentando cerca de US$ 35 trilhões no mundo. Até 2025, estima-se que os investimentos
cheguem a US$ 53 trilhões. Ainda, espera-se contemplar cerca de 1 milhão de novos empregos voltados
à temática sustentabilidade, com excelentes perspectivas salariais e de carreira. Assim, perebe-se que
o mercado tem se movimentado ao encontro de ações que estimulem as práticas ESG.
As mudanças estratégicas estimuladas pelas práticas ESG resultam de articulações do próprio
mercado, que retroalimentam o desenvolvimento de novas práticas, e assim por diante. Um exemplo
desta constatação é a percepção dos investidores externos em empresas que já desenvolvem projetos
de caráter sócio-ambiental e de gestão corporativa. As empresas são estimuladas ao envolvimento com
os campos ESG para tornarem-se atrativa aos investidores, que buscam esta característica nas empresas
para as quais confiarão seu recurso. Esta constatação é corroborada pelo desenvolvimento de índices
de desempenho e qualidade, utilizados nos principais mercados de ações do mundo, incluindo a bolsa
brasileira (B3). O índice de sustentabilidade empresarial (ISE) indicador do desempenho das cotações
de ativos das empresas, pelo reconhecimento do comprometimento com a sustentabilidade é um
exemplo importante de como o mercado precisou se adaptar para atender uma nova demanda da
atualidade: a preocupação com as questões sociais, ambientais e de transparência na gestão dos
negócios.
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Baixe ESG: Práticas e Impacto na Sustentabilidade - Estudo de Caso Klabin e outras Exercícios em PDF para Gestão Ambiental, somente na Docsity!

MATRIZ DE ATIVIDADE INDIVIDUAL

Estudante: Eugenio Pagnussatt Neto

Disciplina: ESG – Environmental, Social and Corporate Governance

Turma: 24_230924_

  1. Apresente os movimentos percebidos no mercado que estimulam organizações a adotarem práticas ESG. Há vinte anos, por iniciativa do então Secretário Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, direcionado aos diretores de importantes instituições financeiras, nasceu o conceito ESG. A proposta resume-se, basicamente, em três temas-chave: transparência, identificação de risco e responsabilidade. (TEIXEIRA, 2022). O acrônimo ESG tem origem na língua inglesa, e envolve três

dimensões consideradas relevantes ao desenvolvimento empresarial corporativo - Environmental, Social

and Governance. Este entendimento considera que o negócio não deve ser avaliado somente pelo seu

resultado contábil e competitividade de mercado, mas também pelo impacto ambiental e social produzido, bem como sua capacidade de estabelecer governança corporativa com transparência. Isso se deve ao fato de que estes novos fatores estão levando à transformações profundas no ambiente dos negócios, e empresas que não se adaptarem perderão espaço no mercado. (BELINSKI, 2021) De acordo com dados da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE) e divulgados pela revista EXAME em 2024, a temática ESG tornou-se prioridade para 95% das empresas do Brasil, movimentando cerca de US$ 35 trilhões no mundo. Até 2025, estima-se que os investimentos cheguem a US$ 53 trilhões. Ainda, espera-se contemplar cerca de 1 milhão de novos empregos voltados à temática sustentabilidade, com excelentes perspectivas salariais e de carreira. Assim, perebe-se que o mercado tem se movimentado ao encontro de ações que estimulem as práticas ESG. As mudanças estratégicas estimuladas pelas práticas ESG resultam de articulações do próprio mercado, que retroalimentam o desenvolvimento de novas práticas, e assim por diante. Um exemplo desta constatação é a percepção dos investidores externos em empresas que já desenvolvem projetos de caráter sócio-ambiental e de gestão corporativa. As empresas são estimuladas ao envolvimento com os campos ESG para tornarem-se atrativa aos investidores, que buscam esta característica nas empresas para as quais confiarão seu recurso. Esta constatação é corroborada pelo desenvolvimento de índices de desempenho e qualidade, utilizados nos principais mercados de ações do mundo, incluindo a bolsa brasileira (B3). O índice de sustentabilidade empresarial (ISE) – indicador do desempenho das cotações de ativos das empresas, pelo reconhecimento do comprometimento com a sustentabilidade – é um exemplo importante de como o mercado precisou se adaptar para atender uma nova demanda da atualidade: a preocupação com as questões sociais, ambientais e de transparência na gestão dos negócios.

Sob outra ótica, as empresas que desenvolvem atividades voltadas ao ESG são ditas como detentoras de boa reputação. Esta característica é evidenciada pela aparente rentabilidade superior às demais empresas, de acordo com dados da B3. Isso mostra que a preocupação com a questão sócio- ambientar não é apenas uma filosofia, mas uma postura que gera resultados concretos e lucros consistentes. Ainda, a gestão transparente e associada ao cuidado social e ambiental auxilia no auemnto da eficiência operacional em função da otimização dos recursos, reduzindo custos operacionais e aumentando a rentabilidade a longo prazo. A literatura ainda aponta que são necessários mais dados para determinar efetivamente qual o impacto das operações ESG no desempenho financeiro da empresa, entretanto, parece evidente que proporcionar desenvolvimento sócio-ambiental e otimizar práticas gerenciais resulte em benefícios financeiros e, tão significativamente importante, benefícios ao planeta.

  1. Com base no Relatório de Sustentabilidade e no Painel ASG da Klabin, apresente quatro boas práticas para cada componente do acrônimo ESG: ambiental, social e governança da empresa. De acordo com informações publicadas pela própria Klabin, sustentabilidade é definida como um sistema capaz de se manter funcionando e de se conservar a longo prazo. Na prática, ser sustentável é encontrar maneiras de mobilizar recursos naturais, econômicos e humanos sem esgotá-los e sem dificultar a subsistência das gerações futuras. Nesse sentido, é interessante perceber que, sob uma perspectiva mais ampla, as práticas ESG não substituem o conceito de sustentabilidade nem são uma evolucação da mesma. Belinky 2024, salienta que: ESG não é um novo some para sustentabilidade; apesar da convergência entre vários aspectos, trata-se de perspectivas diferentes. Nesse sentido, o relatório de sustentabilidade, publicado no endereço eletrônico da empresa (https://rs2022.klabin.com.br/kods) descreve as práticas instituicionais da Klabin de acordo com as dimensões ESG e ao encontro das KODS – Objetvos do desenvolvimento social da Klabin. Segue, abaixo, a descrição das três dimensões ESG e quatro práticas institucionas que corroboram as ações de sustentabilidade sócio-ambiental-gerencial:

E – enviromental

→ Matariz Energética Renovável: em 2023, matriz energética chegou à 92,6% de combustíveis por fontes renováveis, e o desafio até 2030 é manter os ganhos e reduzir o uso de combustível fóssil. → Plano de Conservação da Biodiversidade: redução dos impactos das atividades da epresa sob a biodiversidade, a partir de compensações e medidas de prevenção. → Análise do Ciclo de Vida: produção de papel e celulose feita a partir da análise do ciclo de vida, com controle da pegada de carbono. → Instalação de tecnologias de baixo carbono: redução da emissão de 56 mil toneladas de carbono durante operação de nova unidade.

  • Contribuição para uma economia sustentável;
  • Prosperidade das pessoas;
  • Tecnologia e Inovação. Priorizando 14 dos 17 ODS, a empresa listou 23 KODS para contemplarem os objetivos de crescimento sustentável, ao encontro das ODS globais. Estes quesitos tem por objetivo agregar valor ao meio-ambiente, sociedade, colaboradores e parceiros, fornecedores e a comunidade que faz parte da empresa. De acordo com informações oficiais da empresa, são iniciativas resultantes desta implementação: manejo ecologicamente inteligente das florestas, a otimização máxima dos resíduos gerados durante a produção, estímulo à diversidade nos ambientes de trabalho, combate às mudanças climáticas com o objetivo de reduzir e neutralizar suas emissões de carbono até 2050, proteção e regeneração dos recursos hídricos, dentre outros. (https://blog.klabin.com.br/-/ods-e-kods)
  1. Disserte sobre a importância da due diligence junto à cadeia de fornecedores na condução das práticas ESG e como a Klabin trabalha essa questão. Due dilligence é definido como um processo de análise e investigação feito por uma empresa que deseja avaliar a capacidade e integridade de seus fornecedores, bem como os riscos do negócio com os mesmos. Este procedimento envolve várias etapas, tais como a saúde financeira da empresa fornecedora, conformidades jurídicas e corporativas, capacidade operacional, respinsabilidade social e reputação da empresa. Esta análise detalhada resultará, provavelmente, na avaliação de riscos de relacionamento negocial, envolvendo quesitos como litígios judiciais, práticas antiéticas, violações regulatórias ou financeiras, compromentendo a qualidade e a continuidade de fornecimento de produtos ou serviços.

A empresa de consultoria Sustainable Bussiness Solution descreve que, para que o processo

seja eficaz, ele precisa envolver: histórico e reputação da empresa, qualidade do produto ou serviço, capacidade de produção e fornecimento, situação financeira, conformidade legal e regulatória, responsabilidade social e ambiental, gestão de riscos e continuidade dos negócios, gestão de subcontratados e terceirizados, governança corporativa, relações com clientes e referências e análise de riscos. (https://sbsustainablebusiness.com/artigos/diligencia-previa-de- fornecedores/?privacy=updated). Com objetivo de fortalecer o vículo com seus fornecedores e reduzir riscos negociais, a Klabin instituiu desde 2019, um programa de Responsabilidade Social Empresarial. Este programa consiste na avaliação dos parceiros de negócio, no que tange os aspectos sócio-ambientais, com o intuito de promover uma cadeia de fornecimento responsável e com práticas sustentáveis. Esta avaliação se dá por uma metodologia própria customizada, que envolve questões relacionadas ao meio ambiente, trabalhoe direitos humanos, ética e compras sustentáveis. Conforme informações disponibilizadas pela empresa, são quesitos avaliados em cada questão:

  • Meio Ambiente - Consumo consciente e GEE; água; biodiversidade; poluição local e acidental;

materiais, produtos químicos e resíduos; uso do produto; fim de vida do produto; saúde e

segurança do consumidor; Promoção e serviços ambientais

  • Praticas Trabalhistas e Direitos Humanos - Saúde e segurança do trabalhador; Condições de

trabalho; Diálogo Social; Gestão de carreira e treinamento; Trabalho infantil, trabalho forçado

e tráfico de pessoas; Diversidade, discriminação e assédio; Direitos Humanos de terceiros

  • Ética - Corrupção; Práticas anticoncorrenciais; Gestão responsável da informação
  • Compras Sustentáveis - Práticas ambientais e sociais dos fornecedores Considerações finais. A perspectiva de futuro, especialmente após a pandemia de COVID-19, tornou-se tema relevante nos principais fóruns de discussão pelo mundo e, no seguimento corporativo, não seria diferente. Outrossim, seria ousado afirmar que este tema tem sua instância mais adequada de debate no mundo dos negócios. Isso por que, no mundo capitalista e evoluído no qual vivemos, não se pode distanciar a geração de valor de outros quesitos importantes, sob pena do primeiro impedir o desenvolvimento dos demais. Nesse sentido, a evolução dos conceitos de responsabilidade social, seguindo para sustentabilidade e atualmente das práticas ESG, foi capaz de contemplar os quesitos mais relevantes, dando espaço ao desenvolvimento conjunto dos aspectos gerenciais e de geração de valor, sociais e ambientais. Dado o conhecimento teórico sobre os protocolos ESG, amplamente disponibilizados em

materiais físicos e on-line, é possível encontrar, reconhecer e entender as informações divulgadas pelas

principais empresas mundiais sobre suas atividades sócio-ambientais. Oportunizar o treinamento desta busca, a compreensão dos dados publicados pela organização, as leituras complementares e, principalmente, a compreensão do real significado e da magnitude da atuação das empresas, nos torna profissionais mais capacitados para contribuir com o crescimento sócio-econômico-ambiental da instituição onde trabalhamos, bem como cidadão mais críticos e exigentes quanto à responsabilidade das grandes corporações com o futuro da humanidade e do nosso planeta.