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Este documento aborda os tipos de transporte de carga rodoviário e ferroviário no brasil, apresentando os resultados de um estudo que mostra vantagens e desvantagens de cada modal. O texto discute a história, custos, e eficiência de ambos os modais, além de mencionar a importância de escolher o modal correto para obter uma vantagem competitiva.
Tipologia: Trabalhos
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Universidade Paulista Nomes
Santos 2015
Universidade Paulista
Monografia apresentada no curso de Engenharia mecânica com ênfase em transporte de modais Orientador: Sergio Inácio Santos 2015
Resumo Este trabalho aborda tipos de modais rodoviário e ferroviário no transporte de carga no Brasil .Também são estimados os custos decorrentes dos impactos ambientais gerados com a implantação e a operação de cada um dos modais. Os resultados obtidos mostram que o modal ferroviário apresenta custos fixos elevados, em decorrência de grandes investimentos em trilhos, locomotivas e vagões. Já no modal rodoviário, os custos variáveis é que são elevados. Ao final do estudo, verifica-se que a priorização de investimentos no modal ferroviário se mostra mais eficiente em relação ao modal rodoviário, quando se considera os custos de médio e longo prazos.
Abstract This paper discusses types of road and rail modes in freight transportation in Brazil .Also is estimated the costs of environmental impacts from the implementation and operation of each of the modes. The results show that the railways has high fixed costs, due to large investments in tracks, locomotives and wagons. Already in the highway mode, variable costs is that they are high. At the end of the study, it appears that the prioritization of investment in the railways is more efficient in comparison with road transport, when considering the costs of medium and long term.
Figura 4- Malhas Rodoviarias.......................................................................19......................... 7 Figura 5- : Mapa do Brasil com as condições das Rodovias........................20.......................... 7 Introdução.................................................................................................................................... 9 1.1 historia do modal ferroviário............................................................................................ 11 1.2 A Primeira Estrada de Rodagem do Brasil......................................................................... 12 1.3 modal ferroviário.............................................................................................................. 12
agronegócio no mercado mundial. Nos últimos tempos o conceito de logística integrada tem sido um dos avanços para a logística moderna, fazendo cada vez mais com que as atividades deixem de ser isoladas e se difundem a um processo operacional como um todo. Conhecer o tipo de carga, trajeto e custos são essenciais para a escolha correta de um modal. Todas as modalidades têm suas vantagens e desvantagens. Algumas são adequadas para um determinado tipo de mercadorias e outras não. A escolha de um modal de transporte pode ser utilizada para se obter uma vantagem competitiva no serviço prestado.
1. Historia do Transporte No inicio da civilização, o próprio homem transportava seus bens, como mercadorias agrícolas, caça, entre outros. Com o passar dos anos animais foram domesticados e com a invenção da roda, surgiram os primeiros veículos de transporte de tração animal. À medida que surgiram as grandes civilizações, as estradas foram abertas, e o transporte se tornou a cada dia mais importante na historia humana . N o século XVIII com a revolução industrial, e surgimento da máquina a vapor e consequentemente da locomotiva, surge o transporte ferroviário que revolucionou o transporte terrestre naquele período, aumentando muito a capacidade do transporte via terrestre.
1.1 historia do modal ferroviário Como todo tipo de evolução, o transporte ferroviário surgiu de uma necessidade humana de locomover pessoas e cargas de um local a outro com maior rapidez. A primeira locomotiva do mundo foi criada pelo Escocês Richard Trevithick foi a primeira locomotiva a vapor a transportar carga sobre trilhos, tal feito ocorreu em 1804 Na evolução desse meio de transporte não podemos deixar de evidenciar que as locomotivas não são o único foco, elas também dependem das ferrovias, que são o caminho pelo qual a locomotiva se move. As ferrovias são formadas por trilhos, que permitem que a locomotiva exerça tração para se movimentar. A primeira ferrovia do mundo foi construída entre Stockton e Darlington, na Inglaterra, e assim como a primeira locomotiva circular foi criada por George Stephenson , Figura 1 (historia da ferrovia) 1.3 historia das rodovias Deixando de lado os caminhos de carroças que ligavam cidades e vilas brasileiras desde o século XVI, foi apenas com a inauguração da estrada União Indústria, em 1861, que a história do rodoviário nacional começava a ser escrita (ver "A Primeira Estrada de Rodagem do Brasil"). A primeira lei a conceder auxílio federal para construção de estradas foi aprovada em 1905. Mas só a partir de 1920 um órgão público, a Inspetoria Federal de Obras contra as Secas, passou a cuidar da implementação de rodovias. Ainda assim, apenas no Nordeste, e sem ter uma finalidade especificamente rodoviária. Neste ponto, São Paulo saiu na frente, ao criar, em 1926, a Diretoria de Estradas de Rodagem, Como resultado da política rodoviária adotada até então, o Brasil chegava aos meados da década de 40 com modestos 423 km de rodovias
O modal ferroviário consiste em transporte de carga por ferrovias, operação feita por trens que é constituído de vagões e locomotivas, esse modal apresenta um baixo custo operacional e pequeno consumo de combustível em relação ao transporte rodoviário. Esse transporte é caracterizado com operação de pontos fixos, por estações e pátios de cargas, sendo competitivo em destino de carga fixa e para longas distancias, onde o transbordo é realizado na origem do destino da carga e são compensados pelo menor custo de transporte. O modal ferroviário encontra muita dificuldade em percorrer áreas de aclive e declive acentuado, ocasionando o reembarque (transbordo) de mercadorias para que as mesmas possam chegar ao seu destino, além de um elevado custo de investimento na manutenção e funcionamento de todo o sistema O Brasil chegou a possuir mais de 31.000 quilômetros de ferrovias, que foram minguando até encurtar a sua malha ferroviária em mais de 28. quilômetros. A malha ferroviária brasileira, além de sucateada e pequena, é diferente de uma região para outra. Isto significa que um trem não consegue ir de uma região à outra, pois os trilhos são incompatíveis. Temos algo em torno de 30.129 mil km de ferrovias. Para alcançarmos o 3º lugar dos BRIC, a Índia, seria preciso dobrar e fazer mais um pouco. A Índia conta com 63 mil km de ferrovias, a China com 77 mil e a Rússia com 87 mil km. E o Brasil com seus 30.129.
2. Vantagens e desvantagens do Modal Ferroviário Vantagens A via ferroviária apresenta-se como um meio de transporte economicamente vantajoso para o tráfego de mercadorias pesadas e volumosas, a médias e longas distâncias, com maior capacidade de carga que o transporte rodoviário, menor consome de energia e menos poluição. Ocupa menos espaço
Desvantagens VANTAGENS DESVANTAGENS Alta eficiência energética; Fraca flexibilidade; Grandes quantidades transportadas; Limitações da rede; Inexistência de pedágios; Implicando o transbordo de passageiros e mercadorias; Baixíssimo nível de acidentes; Os elevados investimentos na construção e manutenção das linhas férreas; Melhores condições de segurança da carga; Este fato também explica que sejam os países desenvolvidos os que têm maior densidade de vias férreas; Menor poluição do meio ambiente; Elevados investimentos na manutenção e construção dos equipamentos e de infraestruturas; Para o tráfego de mercadorias pesadas e volumosas; Necessidade da conjugação com outros modais de transporte para alcançar o destino final da carga; Custos e riscos de manuseio nos transbordos; Grande risco de roubos e frutos; Itinerários fixos. O modal ferroviário encontra muita dificuldade em percorrer áreas de aclive e declive acentuado, ocasionando o reembarque (transbordo) de mercadorias para que as mesmas possam chegar ao seu destino, além de um elevado custo de investimento na manutenção Tabelas 1 (vantagens e desvantagens) 2.1 Transporte de Passageiro O setor de transporte de passageiros sobre trilhos no país teve, durante muito tempo, um desenvolvimento inexpressivo, muito lento para o tamanho e para o acelerado crescimento das cidades brasileiras. Como consequência, os grandes centros urbanos se veem cada vez mais congestionados, reduzindo a capacidade de mobilidade dos cidadãos, levando à perda de qualidade de vida e de produtividade. Entretanto, a retomada dos investimentos em diversos
descreve Caixeta-Filho “foi o fato das ferrovias serem muito extensas e sofrerem forte regulação estatal, com um sistema de tarifas que baseava-se no valor das mercadorias transportadas. Esses aspectos, comparados com o transporte de baixa escala, com pouca intervenção governamental e com fretes baseados nos custos.” Além desses ainda a falta de produtividade praticada pelas diversas concessionárias em relação a velocidade média praticada no transporte de mercadorias pelo sistema ferroviário, em função da má conservação de vias e traçados antigos. 2.2 Impressas concessionarias Com o Programa Nacional de Desestatização, a Rede Ferroviária Federal S.A., iniciou a transferência de suas malhas ferroviárias para a iniciativa privada e, atualmente, encontra-se em processo final de liquidação. Para as privatizações, a malha da RFFSA foi divida em sete malhas regionais, conforme representado. Tabela 2 Empresas Concessionárias Malh as Regio Data do Leilã Concessionári as Início da Opera Extensão (Km) Oeste 05.
Ferrovia Novoeste S.A.
Centro
Ferrovia Centro- Atlântica S.A.
Sudest e
Logística S.A.
Tereza Cristin a
Ferrovia Tereza Cristina S.A.
Sul 13.
ALL-América Latina Logística do Brasil S.A 01.
Nordes te
Companhia Ferroviária do Nordeste 01.
Paulist a
Ferrovias Bandeirantes S.A.
Total 25.
O transporte rodoviário de cargas (TRC) é responsável por mais de 60% do volume de mercadorias movimentadas no Brasil, com o seu custo representando cerca de 6% do Produto Interno Bruto do país. Para as empresas, o deslocamento de carga pelas estradas nacionais equivale a mais da metade da sua receita líquida, chegando a mais de 60% da receita na Agroindústria (62%) e entre as indústrias de alimentos (65,5%). Nada mais natural, portanto, que o crescente interesse das companhias por novas soluções logísticas e por um estudo mais aprofundado do setor no Brasil. Uma pesquisa inédita, realizada pelo ILOS (Instituto de Logística e Supply Chain) faz um panorama sobre o mercado brasileiro de transporte rodoviário de carga. Através do estudo com os principais transportadores rodoviários do país, pudemos analisar a situação do mercado, bem como suas restrições de oferta, a pressão para aumento dos preços e a sua busca pela melhoria de eficiência. 4.1 Regulamentação Devido às suas características exclusivas, traduzidas sobretudo no alto risco a que sujeita as pessoas, a infraestrutura e o meio ambiente, o transporte rodoviário de produtos ditos perigosos (combustíveis, lubrificantes, explosivos, defensivos agrícolas, produtos radioativos, entre outros) sempre foi o motivo de preocupação por parte dos órgãos governamentais. Entre eles se inclui o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), que, ciente de suas responsabilidades específicas na administração da malha rodoviária federal. A primeira regulamentação nacional sobre o transporte rodoviário de produtos perigosos surgiu com o Decreto n° 88.821, de 6 de outubro de 1983, que aprovou o “Regulamento para a Execução do Serviço de Transporte Rodoviário de Cargas ou Produtos Perigosos. 4.2 Malha rodoviária A Malha Rodoviária brasileira é composto por rodovias Federais, Estaduais
e Municipais, e dentro desta classificação existem as rodovias pavimentadas e as sem pavimento ou não pavimentadas. Atualmente existem no Brasil aproximadamente, 1.744.433,4 km de rodovias, das quais 164.247,0 são pavimentadas, e 1.580.186,4 não são pavimentadas, na tabela 3 é apresenta a malha rodoviária brasileira: Tabela 3: Divisão da malha rodoviária brasileira (km) Rodovias Pavimentad as Não Pavimentadas Total Federais 56.905,3 34.352,4 90.257, Estaduais 91.348,4 116.538,1 207.886, Municipais 16.993,3 1.429.295,9 1.446.289, Total 164.247,0 1.580.186,4 1.744.433, Com análise da tabela pode-se observar que a malha federal é menor que as demais, com relação ao pavimento a malha municipal possui menor parcela de suas rodovias pavimentadas com relação ao total municipal. As principais rodovias federais de caráter de integração nacional pode-se mencionar são a nBR-101 – Percorre quase todo o litoral brasileiro, tendo inicio na cidade de Osório (RS), e termina na cidade de Natal (RN), corta importantes cidades litorâneas como Rio de Janeiro, Vitória (ES) Maceió entre outras.