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Auditoria contabil: teoria e pratica (com soluções), Exercícios de Contabilidade

Manual de auditoria contabil

Tipologia: Exercícios

2015

Compartilhado em 04/07/2015

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SILVIO APARECIDO CREPALDI
AUDITORIA
CONTÁBIL
Teoria e Prática
6a Edição
Atualizada de acordo com as
Leis nos 11.638/07 e 11.941/09
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S ILVIO A PARECIDO C REPALDI

A UDITORIA

CONTÁBIL

Teoria e Prática

6 a^ Edição

Atualizada de acordo com as Leis n os^ 11.638/07 e 11.941/

SÃO PAULO
EDITORA ATLAS S.A. – 2010

Silvio Aparecido Crepaldi

A uditoriA Contábil

Teoria e Prática

Respostas dos Exercícios

Portal Atlas

1

F undAmentoS de

A uditoriA

Assinale a alternativa que indica o tipo de auditoria que abrange o exame de legalidade dos fatos patrimoniais em face das obrigações tributárias, trabalhistas e sociais, podendo ser feita pela própria empresa, por profissionais da contabilidade especializados, ou pelo poder público, na defesa dos inte- resses da arrecadação de impostos, taxas e contribuições de qualquer natureza.

(A) fiscal; (B) governamental; (C) independente; (D) de gestão governamental.

A uditoriA internA e

externA

2

QUETSTÕES OBJETIVAS

  1. Quanto à Auditoria Operacional, é correto afirmar que:

(A) tem como foco principal o estudo do controle interno da entidade, buscando identificar seus pontos fortes e deficiências; (B) tem por objetivo acompanhar, examinar e avaliar a execução dos programas e projetos go- vernamentais; (C) visa apurar a adequação dos procedimentos e documentos de suporte aos processos de to- mada de decisão; (D) incide em todos os níveis de gestão sob o ponto de vista da economia, eficiência e eficácia, nas suas fases de programação, execução e supervisão.

  1. Quando a aplicação de procedimentos de auditoria, planejados com base na avaliação de risco, resultar na provável existência de fraude e/ou erro, o Auditor Independente deve considerar o efeito potencial sobre as Demonstrações Contábeis. Das alternativas abaixo, indique a que está incorreta :

(A) se o Auditor Independente concluir que a fraude e/ou erro tem efeito relevante sobre as Demonstrações Contábeis e que não foram, apropriadamente, refletidos ou corrigidos, ele deve emitir seu parecer com ressalva ou com opinião adversa; (B) se o Auditor Independente não puder determinar se houve fraude e/ou erro devido a limitações impostas pelas circunstâncias, e não pela entidade, deve analisar o tipo de parecer a emitir; (C) o Auditor Independente não pode rescindir o Contrato de Auditoria, independentemente de a entidade tomar, ou não, providências ou medidas corretivas relacionadas com a fraude, pois suas discordâncias deverão ser refletidas no parecer; (D) o Auditor Independente deve sempre comunicar à administração da entidade auditada des- cobertas factuais envolvendo fraude, seja de forma verbal ou escrita.

  1. Para que a função da auditoria mereça toda a credibilidade possível, não existindo qualquer sombra de dúvida quanto à honestidade e aos padrões morais do auditor, devem ser respeitados os princípios ético-profissionais de:

(A) Independência, Integridade e Eficiência; (B) Confidencialidade, Integridade e Parcialidade; (C) Independência, Parcialidade e Eficiência; (D) Independência, Integridade e Ineficiência.

  1. O ato intencional de omissão ou manipulação de transações e operações, adulteração de docu- mentos, registros, relatórios, informações e demonstrações contábeis, tanto em termos físicos quanto monetários, é definido como:

(A) engano; (B) erro; (C) fraude; (D) equívoco.

  1. Ao detectar erros relevantes ou fraudes no decorrer dos seus trabalhos, o auditor deve:

(A) comunicar aos funcionários da área auditada; (B) desprezar as informações apuradas; (C) comunicar à administração da entidade, sugerindo medidas corretivas; (D) modificar o planejamento da auditoria;

  1. Constitui risco de Auditoria:

(A) o auditor ter dificuldades em manifestar sua opinião em razão de documentos incompletos; (B) a possibilidade de o auditor vir a emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre as demonstrações contábeis significativamente incorreta; (C) o relatório de auditoria conter elementos que contribuam para a liquidação da entidade; (D) os manuais internos da organização não possuírem definição clara das responsabilidades.

  1. Com base nas Normas Brasileiras de Contabilidade - NBCs, devem ser excluídas das Demons- trações Contábeis consolidadas as entidades controladas que se encontrem nas seguintes situações:

(A) com efetivas e claras evidências de perda de continuidade e cujo patrimônio seja avaliado, ou não, a valores de liquidação; (B) quando haja possibilidade de venda por parte da controladora, em futuro próximo, mesmo que ainda não tenha efetiva e clara evidência de realização devidamente formalizada; (C) cujas operações não mantenham semelhança com as operações da entidade controladora; (D) que encerrem seus exercícios sociais com mais de 60 dias de diferença da data do encerra- mento da controladora.

  1. A companhia XYZ encontra-se em processo de descontinuidade das operações e o auditor inde- pendente, para a emissão do seu parecer, avaliou que os fatos determinantes dessa situação não foram adequadamente revelados e divulgados pela sua Administração.

Nessas condições, considerando-se que a Administração da companhia não elaborou as Demonstra- ções Contábeis mediante a adoção de práticas contábeis aplicáveis a empresas em regime de desconti- nuidade operacional, bem como não apresentou planos de negócios com vistas a sua recuperação, qual deverá ser a decisão do auditor independente relacionada com a emissão do seu parecer?

(A) incluir parágrafo de ênfase, relatando a incerteza quanto à continuidade das operações; (B) incluir parágrafo de ênfase, no qual fundamentará as razões que o levaram a emitir uma opinião adversa, em decorrência da falta de divulgação dos fatos por parte da administração; (C) emitir parecer com opinião adversa, destacando a não preparação das demonstrações contábeis de acordo com práticas contábeis aplicáveis e omissão de divulgações relevantes em notas explicativas; (D) emitir parecer com abstenção de opinião, evidenciando a omissão de divulgações relevantes em notas explicativas.

  1. Uma entidade de auditoria foi contratada pela empresa para a qual presta serviços de auditoria independente das Demonstrações Contábeis para proceder a uma revisão específica e detalhada nas contas a receber de clientes. Ocorrida essa revisão, constatou-se a necessidade de efetuar uma concilia- ção entre o registro auxiliar das contas a receber de clientes e os registros contábeis, em face de diver- gências significativas entre os saldos. A entidade auditada propôs ao auditor realizar essa conciliação e efetuar os ajustes considerados necessários. Qual, entre as alternativas abaixo, não poderia ser aceita pelo auditor independente sob pena de se caracterizar perda de independência?

(A) realizar o trabalho, todavia ficando restrito à identificação dos problemas e à indicação dos ajustes a serem efetivados pela administração do cliente; (B) realizar o trabalho de conciliação limitando-se à identificação dos fatores que motivaram o surgimento das diferenças apontadas; (C) conduzir o trabalho e, como resultado, ajustar os saldos contábeis; (D) recomendar a contratação de um profissional externo para execução das conciliações e iden- tificação dos ajustes necessários.

  1. As normas de auditoria independente das Demonstrações Contábeis definem e distinguem os termos “Fraude” e “Erro”. Assinale a alternativa que contenha, exclusivamente, as características de um ou de outro termo.

(A) manipulação de transações, desatenção e desconhecimento; (B) adulteração de documentos, desconhecimento ou má interpretação dos fatos; (C) atos voluntários de omissão, manipulação de transações e adulteração de registros; (D) atos involuntários de omissão, desatenção, desconhecimento e manipulação de transações.

  1. Em linha de convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade com as Normas Interna- cionais, a Comissão de Valores Mobiliários, mediante sua Instrução nº 457/07, determinou que as companhias abertas deverão:

(A) a partir do exercício a findar em 2010, apresentar as suas demonstrações contábeis e as de suas sociedades controladas de capital aberto adotando o padrão contábil internacional, de acordo com os pronunciamentos emitidos pelo International Accounting Standards Board – IASB; (B) a partir do exercício a findar-se em 2010, apresentar as suas demonstrações contábeis ado- tando o padrão contábil internacional, de acordo com os pronunciamentos emitidos pelo International Accounting Standards Board – IASB; (C) a partir do exercício a findar em 2010, apresentar as suas demonstrações contábeis con- solidadas adotando o padrão contábil internacional, de acordo com os pronunciamentos emitidos pelo International Accounting Standards Board – IASB; (D) a partir do exercício a findar em 2010, apresentar as suas demonstrações contábeis e as de suas sociedades controladas, adotando o padrão contábil internacional, de acordo com os pronunciamentos emitidos pelo International Accounting Standards Board – IASB.

  1. A companhia ABC divulgou suas demonstrações contábeis acompanhadas do parecer (sem res- salva) dos auditores independentes, como segue: (i) em jornal de grande circulação em nível nacional, de forma sumariada; e (ii) no jornal oficial, de forma completa.

Considerando as Normas Brasileiras de Contabilidade, indique a atitude correta do Auditor inde- pendente:

(A) o auditor independente não tomou conhecimento das publicações efetuadas pela companhia, senão no segundo semestre do exercício seguinte, por ocasião da renovação do seu contrato de auditoria com a companhia, motivo pelo qual não lhe cabe qualquer ação acerca dos procedimentos de divulgação adotados pela companhia; (B) o auditor independente deve acompanhar a divulgação das demonstrações contábeis sobre as quais emitiu seu parecer, para certificar-se da correção da divulgação em todos os seus aspectos relevantes. Assim, ao identificar a publicação das demonstrações con- tábeis sumariadas acompanhadas de seu parecer, deve dirigir correspondência ao seu cliente requerendo a correção do procedimento (no mínimo com nova divulgação da companhia informando que o parecer dos auditores independentes foi publicado de for- ma indevida junto às demonstrações contábeis sumariadas e que não deve ser associado a essas demonstrações contábeis sumariadas). A falta de divulgação/correção desse fato pela administração da companhia, nos níveis julgados apropriados pelo auditor inde- pendente, deve ser objeto de sua pronta ação, incluindo, se necessário, comunicação ao órgão regulador e, eventualmente, publicação de sua iniciativa no mesmo jornal, para correção do equívoco cometido pela administração; (C) o auditor independente, ao verificar a divulgação de seu parecer acompanhado das demons- trações contábeis sumariadas, considerou apropriada tal divulgação, em face do que dispõe a Resolução CFC nº 820/97, que aprovou a NBC T 11, sobretudo quanto à emissão de parecer sobre demonstrações contábeis condensadas; (D) o auditor independente tomou conhecimento da publicação efetuada pela companhia ao ler o jornal que continha tal divulgação e, considerando que a companhia fez constar no corpo dessa publicação que as demonstrações contábeis completas estavam sendo publicadas nesse mesmo dia no jornal oficial, entendeu que não havia qualquer ação a tomar.

  1. Nos termos das Normas de auditoria independente das demonstrações contábeis, quando hou- ver participação de outros auditores independentes no exame de demonstrações contábeis relevantes, das controladas e/ou coligadas, o auditor da controladora e/ou investidora deve destacar esse fato no seu parecer.

Baseado nessa referência, que trata do parecer dos auditores independentes sobre as demonstrações contábeis, indique a alternativa incorreta.

(A) o auditor independente da controladora e/ou investidora deve expressar sua opinião sobre as demonstrações contábeis como um todo, baseando-se, exclusivamente, no parecer do outro auditor independente com respeito às demonstrações contábeis de controladas e/ou coligadas por ele examinadas, destacando o fato no seu parecer e com indicação dos valores envolvidos; (B) a referência ao parecer dos outros auditores independentes, mesmo sem indicação do conteúdo de sua opinião, significa que o parecer desses outros auditores não teve ressalvas ou teve ressalvas que não afetam a posição patrimonial e financeira e os resultados da investidora e não há nenhuma restrição aos seus trabalhos e conclusões;

(A) a responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraudes e erros é do auditor independente, uma vez que é contratado para garantir que os dados constantes nas demons- trações reflitam a real situação econômico-financeira da entidade auditada; (B) não tem o auditor independente a obrigação de comunicá-los à entidade da auditada, desde que relevantes; (C) o auditor independente deverá considerar a possibilidade de ocorrência, inclusive na fase do planejamento dos trabalhos; (D) a auditoria de demonstrações contábeis tem como objetivo a descoberta de fraudes.

  1. O relatório em forma longa normalmente inclui detalhes de itens das demonstrações, dados estatísticos, comentários explicativos e, às vezes, uma descrição da extensão do exame do auditor. Pode coexistir com o relatório em forma breve. Nesse caso:

(A) o relatório em forma breve não pode omitir informações consideradas relevantes contidas no relatório em forma longa; (B) os dois relatórios devem conter o mesmo tipo de informação, diferindo apenas no detalha- mento; (C) o relatório em forma longa deve incluir informações que constituam ressalvas; (D) recomendações e sugestões constam apenas do relatório em forma longa.

  1. O parecer dos auditores independentes é o documento mediante o qual os mesmos expressam sua opinião acerca das demonstrações contábeis nele indicadas. Acerca desse assunto, assinale a opção correta.

(A) por meio do parecer, o auditor assume responsabilidade de ordem privada, de natureza es- tritamente contratual; (B) a data do parecer deve corresponder a das demonstrações que tenham sido auditadas; (C) o auditor, mesmo abstendo-se de emitir opinião a respeito das demonstrações, é responsá- vel por mencionar qualquer desvio relevante que possa influenciar a decisão do usuário das informações; (D) em caso de incerteza acerca de fato relevante, o auditor deve abster-se de opinar, desde que haja nota explicativa da administração relacionada ao fato.

  1. De acordo com o Código de Ética, o auditor deve fixar previamente o valor dos serviços, por contrato escrito, sendo, para tanto, irrelevante:

(A) o ganho ou a perda financeira que o cliente poderá obter com o resultado do trabalho; (B) a peculiaridade de tratar-se de trabalho eventual ou habitual; (C) o local e as condições de prestação do serviço; (D) a nacionalidade do contratante.

  1. O auditor contábil externo é responsável pela emissão de parecer acerca das demonstrações contábeis de empresas. Acerca da responsabilidade do auditor e as especificidades na condução de seus exames, assinale a opção correta.

(A) de acordo com as normas de auditoria geralmente aceitas, as fraquezas relevantes encontradas ao longo dos exames devem necessariamente ser identificadas separadamente e comunicadas no relatório ao comitê de auditoria ou órgão equivalente da empresa auditada; (B) caso o auditor constate evidências de que ativos não se encontram adequadamente protegidos contra apropriação indébita deverá apontar em seus papéis de trabalho, mas não é obrigado a emitir reportable condition sobre o assunto; (C) apesar das normas de auditoria não exigirem revisões pós-auditoria, se o auditor des- cubra, logo após a data de emissão de seu parecer, um procedimento que foi omitido ao longo de seus exames, essa descoberta poderá resultar em programa de inspeção de seu próprio sistema de controle de qualidade ou em uma revisão por pares. (D) caso o auditor constate evidências de que há instalações inadequadas para a guarda de ativos deverá apontar em seus papéis de trabalho, mas não é obrigado a emitir reportable condition sobre o assunto.

  1. Na situação em que a administração da entidade auditada omitir nota explicativa necessária à adequada análise e interpretação das demonstrações contábeis, o auditor independente, em seu pa- recer, deve:

(A) incluir, em parágrafo de ênfase, a informação omitida pela administração; (B) mencionar o fato em parágrafo intermediário e ressalvar sua opinião, no parágrafo próprio; (C) informar sobre a limitação na extensão de seus exames, em decorrência da falta de divulgação da informação não prestada; (D) mencionar em parágrafo intermediário o fato, porém, sem ressalvar sua opinião.

  1. Quando o auditor independente julgar que, pela magnitude das operações com partes relacio- nadas, divulgadas em nota explicativa, e pela diferenciação dessas operações quando comparadas com operações entre partes não relacionadas, a situação merece ser destacada aos usuários das Demonstra- ções Contábeis, devendo o auditor independente:

(A) mencionar o fato em seu parecer reproduzindo o texto da nota explicativa e modificando o parágrafo de opinião; (B) adicionar em seu parecer parágrafo de ênfase indicando que a entidade realiza volume significativo de operações com partes relacionadas em condições diferentes às de mercado; (C) inserir parágrafo intermediário em seu parecer pois esse tipo de situação implica efeitos relevantes nas demonstrações contábeis; (D) emitir parecer adverso dada a relevância dos valores.

(D) não é ético, é procedimento de auditoria e não atende as normas de auditoria e da pes- soa do auditor.

  1. A empresa Eletronics S.A. fabrica televisores de LCD de última geração. A garantia convencio- nal é dada para três anos e a garantia oferecida é estendida para mais um ano mediante pagamento complementar. Como o custo é baixo, em 90% dos casos o cliente adquire. A empresa registra o valor da venda do televisor como receita de vendas e a garantia estendida como receita de serviços, no re- sultado. Pode-se afirmar que, nesse caso, não está sendo atendido o princípio:

(A) da continuidade; (B) do custo como base do valor; (C) da competência; (D) da neutralidade.

  1. A empresa Grandes Negócios S.A. adquiriu a principal concorrente, após o encerramento do balanço e a emissão do parecer pelos auditores. No entanto, a empresa ainda não havia publicado suas demonstrações com o parecer.

Nessa situação, a firma de auditoria deve:

(A) manter o parecer com data anterior ao evento, dando encerramento aos trabalhos; (B) estabelecer que a empresa inclua o evento relevante nas notas explicativas; (C) refazer o parecer considerando as novas informações, determinando nova data para publi- cação das demonstrações contábeis; (D) decidir se as demonstrações devem ser ajustadas, discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias.

  1. Na emissão de parecer com abstenção de opinião para as demonstrações contábeis de uma entidade, pode-se afirmar que:

(A) elimina a responsabilidade do auditor de emitir qualquer parecer devendo este comunicar à administração da empresa da suspensão dos trabalhos; (B) não suprime a responsabilidade do auditor de mencionar, no parecer, qualquer desvio, inde- pendente da relevância ou materialidade, que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações; (C) exclui a responsabilidade do auditor de se manifestar sob qualquer aspecto das demonstrações; (D) não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar, no parecer, qualquer desvio relevante que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações.

  1. A empresa de Transportes S.A. é uma empresa que tem seus registros contábeis e procedimen- tos estabelecidos por agência de fiscalização. A agência estabeleceu procedimento para registro das concessões que diverge significativamente, do procedimento estabelecido pelo Conselho Federal de Contabilidade. Nessa situação, deve o auditor emitir parecer:

(A) adverso;

(B) com ressalva; (C) sem ressalva, mas evidenciando em nota explicativa a divergência; (D) com abstenção de opinião.

  1. O auditor interno, ao efetuar suas revisões nos Estoques de Produtos Acabados de uma empresa industrial, constata as seguintes ocorrências:

I – O inventário físico apresenta diferença de 100 itens a menos que a quantidade registrada na contabilidade. Não existem vendas justificando essas saídas nem baixas por perda ou perecimento. A empresa foi consultada e não consegue explicar a falta dos 100 itens. II – O IPI e o ICMS das matérias-primas adquiridas estão contabilizados nos custos dos estoques. III – A depreciação apropriada ao custo dos produtos em processo considerava parte da depre- ciação dos itens de bens patrimoniais utilizados nos escritórios administrativos da empresa.

Em relação a evidências de fraude e erro, I, II e III referem-se, respectivamente, a:

(A) fraude, fraude e fraude; (B) fraude, erro e erro; (C) erro, fraude e erro; (D) erro, erro e erro.

  1. O auditor externo, ao se deparar com algum passivo que represente para a empresa uma in- certeza relevante, deve emitir parecer:

(A) com ressalva e limitação de escopo do trabalho; (B) sem ressalva e com limitação de escopo do trabalho; (C) adverso, evidenciando a incerteza constatada; (D) sem ressalva e com parágrafo adicional de ênfase.

  1. O auditor externo, ao verificar os passivos contingenciais da empresa auditada, realizando os procedimentos necessários para avaliação dessa área, não constatou a existência de dois processos trabalhistas. Os processos não foram provisionados pela empresa, mas tinham possível probabilidade de ocorrência de perda. Esses evento representa um risco de:

(A) controle; (B) contabilidade; (C) negócio; (D) detecção.

  1. O contador da empresa Inova S.A. conseguiu condições financeiras vantajosas para comprar dois caminhões por meio de arrendamento mercantil (leasing). Como a empresa tem a intenção de ficar com os veículos no final do prazo do contrato e a compra se enquadra dentro dos conceitos de leasing operacional, a empresa contabilizou como ativo imobilizado os dois caminhões. Referido procedimento atende ao:
  1. Sobre o parecer do auditor independente, analise as afirmativas a seguir.

I – Uma limitação na extensão do trabalho conduz aos tipos de parecer com Ressalva ou Abs- tenção de Opinião. II – A discordância da administração da entidade, a respeito do conteúdo e da forma de apre- sentação das demonstrações contábeis, remete aos pareceres do tipo Ressalva ou Adverso, a juízo do auditor. III – Quando houver incerteza em relação a fato relevante, cujo desfecho poderá afetar signi- ficativamente a posição patrimonial e financeira de uma entidade, bem como o resultado de suas operações, o auditor deve adicionar um parágrafo de ênfase em seu parecer, após o parágrafo de opinião. IV – Quando o auditor não obtém comprovação suficiente para fundamentar a sua opinião sobre a adequação das demonstrações contábeis, deve emitir um parecer sem ressalva.

É(São) correta(s) APENAS a(s) afirmativa(s):

(A) I. (B) III. (C) I e III. (D) II e IV.

  1. O auditor sempre deve comunicar à administração da entidade auditada descobertas factuais envolvendo fraude – dependendo das circunstâncias, tão cedo quanto possível:

(A) de forma verbal ou escrita, mesmo que o efeito potencial sobre as demonstrações contá- beis seja irrelevante; (B) de forma verbal ou escrita, somente quando o efeito sobre as demonstrações contábeis for relevante; (C) de forma escrita, mesmo que o efeito sobre as demonstrações contábeis seja irrelevante; (D) de forma verbal, somente quando o efeito sobre as demonstrações contábeis for irrelevante.

  1. Segundo o NBC P1 – Normas Profissionais de Auditor Independente, o sigilo profissional deve ser observado:

I – na relação entre o auditor e a entidade auditada; II – na relação entre auditores; III – na relação entre os auditores e os organismos reguladores e fiscalizadores; IV – na relação entre o auditor e demais terceiros.

Estão corretos os itens:

(A) 2, 3 e 4 apenas. (B) 1, 2 e 3 apenas. (C) 2 e 3 apenas. (D) 1, 2, 3 e 4 apenas.

  1. A avaliação dos controles internos tem como objetivo principal:

(A) determinar se os procedimentos de controle contábil detectam erros e irregularidades; (B) determinar se os procedimentos de controle contábil previnem erros e irregularidades; (C) determinar a natureza, a profundidade e a extensão dos exames finais de balanço; (D) determinar se os procedimentos necessários são estabelecidos e estão sendo seguidos satis- fatoriamente.

  1. Segundo a resolução nº 1.203/09, do CFC – Conselho Federal de Contabilidade, o auditor corre o risco de “os procedimentos executados para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que pode ser relevante, individualmente ou em conjunto, com outras

distorções”.

Assinale a alternativa que indique o tipo de risco citado no trecho acima.

(A) risco inerente; (B) risco de auditor; (C) risco de detecção; (D) risco relevante.

  1. Associe os tipos de pareceres de auditoria às suas respectivas definições.

I – Parecer sem ressalvas. II – Parecer com ressalvas. III – Parecer adverso.

P – É emitido quando o auditor não obtém elementos comprobatórios suficientes para formar sua opinião sobre as demonstrações financeiras tomadas em conjunto; ocorre, normalmente, em função de limite no escopo do exame ou de incertezas que possam ter efeito bastante relevantes sobre a situação patrimonial e financeira e sobre o resultado das operações.

Q – Caso em que o parágrafo-padrão da opinião deve ser alterado de modo a deixar de forma clara a natureza da ressalva e seu efeito sobre a situação patrimonial e financeira, o resultado das opera- ções, as mutações do patrimônio líquido e as origens e aplicações de recursos, se esse efeito puder ser razoavelmente determinado.

R – É emitido quando o auditor possui, de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade, informações suficientes para formar a opinião de que as demonstrações financeiras não representam adequadamente a posição patrimonial e financeira assim como o resultado das operações.

S – É emitido quando o exame foi efetuado de acordo com as normas de auditoria geralmente aceitas; as demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade e os princípios contábeis, aplicados com uniformidade, sendo que as demonstrações financeiras contêm todas as exposições informativas necessárias.