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Aula 0, Provas de Agronomia

WWW.AGRONOMIACONCURSOS.COM.BR

Tipologia: Provas

2017

Compartilhado em 31/03/2017

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Leonardo e equipe
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EXTENSÃO RURAL
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Leonardo e equipe

EXTENSÃO RURAL

Terracap

Olá, meus amigos e amigas!

Estamos inaugurando este novo espaço para concursos e é muito bom tê-los aqui. Nossas aulas visam preencher uma lacuna no mundo dos concursos com relação as áreas agrícolas, onde faltam materiais de qualidade para que possamos estudar os temas pedidos nos editais, nosso objetivo e preencher esta lacuna e preparando os alunos a disputar uma vaga, e estar entre os classificados. Assim, teremos aulas voltadas para os principais concursos nacionais como: FISCAL AGROPECUÁRIO - (MAPA) (Agronomia, veterinária, zootecnia), PERÍTO DA POLÍCIA FEDERAL (Agronomia, engenharia florestal, engenharia elétrica, etc), POLÍCIA CIENTÍFICA, INCRA E MUITOS OUTROS. Estaremos elaborando aulas de acordo com os editais, com muitos exercícios, para que possamos gabaritar estas provas. Queremos abordar várias áreas, como engenharia agrícola, florestal, ambiental, engenharia civil, engenharia elétrica, arquitetura etc.

ENTÃO, NÃO SE ESQUEÇA: ESTE É O NOSSO ESPAÇO

O curso de ciência do solo compõem-se de quatro aulas em pdf totalmente explicadas contemplando vários exercícios de concursos anteriores visando o treinamento do candidato, esse material objetiva ser a única fonte do aluno contemplando toda a matéria solicitada no edital Terracap. Então, não precisará de livros, apostilas, ou qualquer

outro material. Em caso de dúvidas, teremos um FÓRUM diretamente ligado aos professores , no qual você pode entrar em contato, quando julgar necessário, para esclarecimento de pontos da aula que não ficaram tão claros ou precisam de um aprofundamento. O site foi feito pensando em você, para que alcance seus sonhos, passar em um bom concurso. Para isso precisamos de excelentes materiais, o que era uma raridade nas áreas específicas, hoje temos AGRONOMIACONCURSOS vindo a preencher está lacuna.

Acompanhe nossa página no Facebook com as novidade no mundo dos concurso.

Agronomia concursos

www.agronomiaconcursos.com.br

O QUE VAMOS ESTUDAR NESTE CURSO?

ANÁLISE DO EDITAL

Analisemos agora a nossa parte de extensão rural conforme edital lançado. Inicialmente, transcrevo o conteúdo programático do edital para a área de agronomia.

ENGENHEIRO AGRÔNOMO

9.5 Fronteiras agrícolas fitogeográficas brasileiras. 9.6 Melhoria na qualidade e produtividade agrícola sustentável. Economia, administração e extensão rural. 13.1 Adoção e difusão de inovações tecnológicas. 13.2 Desenvolvimento agrícola sustentado. 14 Sociologia rural. 24 Certificação ISO 14000.

Assim, vamos montar nosso cronograma.

Cronograma das aulas AULA PROGRAMA DATA 0 Introdução à Extensão Rural 10/03/

1

ACAR - ACAR–ABCAR - EMBRATER -

31/03/

2

Período da Extensão Rural no Brasil a partir de 1991 A Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural e outros normativos no Brasil

07/04/

4 Adoção e difusão de inovações tecnológicas Desenvolvimento sustentável, Manejo agrosilvopastoril, Fronteiras agrícolas

14/04/

fitogeográficas brasileiras, Melhoria na qualidade e produtividade agrícola sustentável

5 Sociologia rural nº 4.281/2002-Lei nº 9.795/1999 e Decreto - Educação Ambiental), Certificação ISO 14000.

21/04/

humanas que produz matérias-primas que, por sua vez, são os bens e produtos extraídos diretamente da natureza, que podem ser consumidos como tal ou serem transformados em mercadorias.

De acordo com Abramovay (2003), é necessário que se encare o meio rural como espaço de atividades variadas, reunindo uma multiplicidade de atores sociais e não apenas o terreno de onde vão sair produtos agrícolas. Assim, as ações de extensão rural no Brasil foram institucionalizadas nacionalmente há mais de 50 anos e foram ferramentas importantes nos planos de desenvolvimento do Brasil, neste período.

ORIGEM E SIGNIFICADO DA EXTENSÃO RURAL

A difusão de informações sobre técnicas agrícolas datam desde a Antiguidade. O termo extensão deriva do desenvolvimento educacional da Inglaterra na segunda metade do século XIX, quando surgiram preocupações nas universidades de Oxford e Cambridge sobre as necessidades da população urbana crescente. Em 1867 ocorreram as primeiras atividades de extensão universitária, inicialmente voltadas para alfabetização e temas sociais. Na década de 1890, temas agrícolas passaram a ser abordados nas áreas rurais e o sucesso desta experiência influenciou a criação da primeira organização oficial de um serviço extensionista, adotado nas Land Grant Colleges dos Estados Unidos, no início do século XX, numa época em que havia abundância de terras agricultáveis, a preços baixos (OLINGER, 1996).

MAS, O QUE VEM A SER EXTENSÃO RURAL****?

O termo extensão rural não é autoexplicativo, segundo Callou (2006). A Extensão Rural apresenta caráter polissêmico, com uma multiplicidade de sentidos sendo alimentados tanto pelo Estado quanto

pela produção científica das universidades e dos centros de pesquisa. Há diversos estudos, no Brasil e no exterior, enfocando aspectos históricos, modelos e sistemas, metodologia de ação, formas de organização e casos diversos. A palavra "extensão" tem origem nos Estados Unidos, em 1914. Os extensionistas, que são os profissionais que atuaram nestas entidades de extensão rural nos Estados Unidos, trabalharam também como professores auxiliando o homem do campo nas suas necessidades culturais e não só nas técnicas de plantios e condução das lavouras, estando, ao mesmo tempo, a serviço do Departamento Federal de Agricultura dos Estados Unidos. A denominação "Extensão Agrícola" surgiu também nos Estados Unidos, no final do século XIX, onde os programas de extensão agrícola eram lançados em diversas partes do país, em resposta às demandas locais (ALMEIDA, 1989). O significado da palavra assistir é ajudar , auxiliar , socorrer. A palavra técnica , segundo o dicionário Michaelis, significa “um conjunto dos métodos e pormenores práticos essenciais à execução perfeita de uma arte ou profissão”. Assim, o termo assistência técnica significaria um trabalho de orientação aos agricultores de maneira mais pontual, visando, principalmente, à resolução de problemas relacionados com a produção para os quais o assistido não tem o conhecimento especializado. Os conceitos de assistência técnica e de extensão rural se diferenciam, de modo geral. A extensão rural tem um conceito mais complexo e um caráter educativo na ação, o que não ocorre na assistência técnica. Observe que o conceito da extensão rural muda com o tempo e com relação ao ambiente social, dentro da perspectiva do autor que está operando. Segundo Stantiall e Paine (2000), extensão rural seria um serviço ou um sistema que ajudaria a população rural com os

produtores têm um alto grau de sofisticação e estão aptos a formular questões e solicitar ajuda aos agentes de extensão.

- Extensão rural

Reside fortemente nas parcerias e relações em rede. Essa parceria inicial entre agentes de extensão e os produtores serve para, conjuntamente, diagnosticar problemas e oportunidades e identificar inovações potenciais. O agente de extensão, então, serve como um facilitador, construindo ligações entre produtores e o setor privado, ONGs, programas governamentais, pesquisadores ou outros, para direcionar problemas e estimular inovações rurais. Esta abordagem reconhece que um agente de extensão não pode ter todas as respostas, mas deve ter confiança e habilidade para ajudar os produtores a conhecerem seus próprios recursos, fazer contatos com outras instituições e estabelecer ligações para inovações em mercados, insumos, crédito e serviços de informação. Assim, como vimos, a extensão rural tem uma função educacional não formal que se aplica a toda instituição que dissemina a informação e consultoria, com a intenção de promover o conhecimento, as atitudes, as habilidades e as aspirações em geral. Rivera e Qamar (2003, p. 17-18) definem a assistência técnica como sendo multidisciplinar, combinando diversas metodologias, comunicação e técnicas educacionais em grupo na promoção do desenvolvimento agrícola e rural. Inclui transferência tecnológica, a simplificação e os serviços de consultoria, assim como serviços de informação e o ensino para adultos. Para seu sucesso, é dependente de outros processos de desenvolvimento agrícola, tais como serviços do mercado e de crédito, não mencionando a política econômica e a infraestrutura física. Assim, não importa qual o nome do sistema, da abordagem ou do programa. Veja, por exemplo, estes nomes:

extensão cooperativa, serviços de consultoria, programa especial para a segurança alimentar, assistência técnica ou transferência tecnológica. A função permanece aquela da extensão: transferência e a troca da informação prática. Assim, não existe um conceito de extensão rural universal e único. Os existentes são uma evolução de conceitos ao longo de um espaço de tempo que mudam com os princípios e as estratégias de atuação dos serviços de extensão nos diversos países. Paulo Freire fez duras críticas ao processo de extensão rural pelo fato de apresentar um fluxo de informações unidirecional e impositivo ao agricultor familiar. Paulo Freire defendia um processo mais comunicativo, dialógico, de troca de saberes, a ser estabelecido entre o técnico e o produtor rural. Segundo Freire (1979), o extensionista tem o papel de educador, o qual deve-se colocar no mesmo nível do aprendiz, produzindo conhecimento, e as ações geradoras de autonomia, que são proporcionadas pelo diálogo. Esta postura pedagógica do educador promove o confronto entre o conhecimento empírico e o conhecimento científico, na construção de um novo conhecimento. Dessa forma, com as várias definições de extensão rural utilizadas nos diversos países, consideremos uma relação de dois componentes, sendo um de comunicação e outro educacional. Assim, a dimensão comunicacional é tida como um processo dinâmico que consiste em levar ao produtor rural informações úteis e relevantes para seu aprendizado, de acordo com o seu campo de interesse. Na dimensão educacional, visa ajudar o produtor rural a adquirir conhecimentos, habilidades e atitudes para utilizar com eficiência essas informações. Dessa forma, a extensão rural se confunde com a educação não formal, tendo por objetivo final melhorar o nível de vida de seu público-alvo (SWANSONE e CLEAR, citados por ALMEIDA, 1989,

das linguagens faladas no processo de transferência da informação tecnológica. A prática, segundo Peixoto (2008), existe desde a antiguidade, sendo o termo “extensão rural” originário da extensão praticada pelas universidades inglesas na segunda metade do século XIX. Como um processo, o termo extensão rural significa, segundo Peixoto (2008), o ato de estender, levar ou transmitir conhecimentos de sua fonte geradora ao receptor final, o público rural. Todavia, como processo, em um sentido amplo e atualmente mais aceito, extensão rural pode ser entendida como um processo educativo de comunicação de conhecimentos de qualquer natureza, sejam conhecimentos técnicos ou não. Neste caso, a extensão rural difere conceitualmente da assistência técnica pelo fato de que esta não tem, necessariamente, um caráter educativo, pois visa somente resolver problemas específicos, pontuais, sem capacitar o produtor rural. E é por ter um caráter educativo que o serviço de extensão rural é, normalmente, desempenhado pelas instituições públicas de Ater, organizações não governamentais, e cooperativas, mas que também prestam assistência técnica.

Literatura citada

PEIXOTO, M. Extensão Rural no Brasil: uma abordagem histórica da legislação. Brasília: Consultoria Legislativa do Senado Federal, 2008. (Texto para Discussão, 48). Acesso em: 13 fevereiro. 2017. RESPOSTA E

Saindo agora deste processo comunicativo e educativo, o qual veremos mais aprofundadamente em aulas futuras, veremos agora que, no final do século XX, a extensão rural se constituía, eminentemente, em uma organização pública bem estruturada,

fazendo parte da maioria dos planos nacionais de desenvolvimento rural dos países em desenvolvimento. A extensão rural orientou-se pelo modelo Difusionista Inovador, de origem inglesa, e na teoria dos Sistemas Sociais de Talcott Parsons. Estes princípios difusionistas também são defendidos por Rogers, que admite a perspectiva de mudança da estrutura pela difusão e adoção de novas técnicas. É um modelo totalmente tecnicista, tendo suas bases assentadas na teoria da modernização. Rogers acrescenta a essa teoria tecnicista o conceito de capacidade de inovar, sendo um processo mental pelo qual passa o indivíduo desde a primeira notícia de inovação até decidir a adotá-la ou rejeitá-la, e confirmar depois sua resolução. Temos conceituado quatro funções dentro do processo:

  1. conhecer;
  2. persuadir;
  3. decidir
  4. confirmar. Dentro desse processo de difusionista, a extensão rural brasileira, na busca de seu aperfeiçoamento, passou por três fases evolutivas:

 humanismo assistencialista.  difusionismo produtivista  humanismo crítico. Estas fases não ocorreram de forma linear, homogênea e excludente. O processo evolutivo se deu dentro das instituições de extensão, coexistindo, simultaneamente, traços característicos de cada período de sua história com a predominância de determinada fase.

por um extensionista da área agrícola e um da área de Economia Doméstica. A segunda fase, que orientou as ações dos extensionistas no período de abundância de crédito agrícola subsidiado nos anos de 1964 a 1980, era chamada de “difusionismo produtivista”, baseando-se na aquisição, por parte dos produtores, de um pacote tecnológico modernizante, com uso intensivo de capital (máquinas e insumos industrializados). A extensão rural servia como instrumento para a introdução do homem do campo na dinâmica da economia de mercado. A Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) visava ao aumento da produtividade e à mudança da mentalidade dos produtores, do “tradicional” para o “moderno”. O difusionismo produtivista norteou a ação dos extensionistas para introduzir práticas modernas na agricultura brasileira. O carro-chefe desse processo foi a introdução dos pacotes tecnológicos recheados dos insumos industrializados, máquinas, equipamentos, agrotóxicos, fertilizantes e outros, que trouxeram mudanças radicais, com reflexos diretos no modo de vida da população rural. Nessa fase, a extensão era um empreendimento que visava persuadir os produtores para que eles adotassem as novas tecnologias. Seus conhecimentos empíricos não interessavam, bem como suas reais necessidades não eram levadas em conta. A extensão assumiu um caráter tutorial e paternalista, distanciando-se do processo educativo e funcionando como instrumento indutor do homem rural na dinâmica da economia de mercado. Neste período surgiu a Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMBRATER) e houve grande expansão do serviço de extensão rural no país. Em 1960, apenas 10% dos municípios no Brasil contavam com esse serviço e, em 1980, a extensão rural chegou a 77,7% dos municípios. Neste período, o papel dos extensionistas era condicionado pela existência do crédito agrícola; os pequenos

agricultores familiares que não tiveram acesso ao crédito ficaram à margem do serviço de extensão rural.

VAMOS EXERCITAR!!!

2 - AGRONOMIA - IF/SC- 2010

Desde seu início, em 1948, o desenvolvimento da Extensão Rural no Brasil teve diversas fases, seguindo objetivos e metas. Podemos dizer que sua presença nos municípios brasileiros, em 1960 e 1980, era de, aproximadamente:

A) 40% e 90%.

B) 30% e 80%.

C) 30% e 60%. D) 10% e 80%.

E) 10% e 60%.

SOLUÇÃO

Conforme lemos acima, em 1960, apenas 10% dos municípios no Brasil contavam com esse serviço e, em 1980, a extensão rural chegou a 77,7% dos municípios, a resposta correta e a letra D. RESPOSTA D

A terceira fase, denominada de humanismo crítico, teve seu predomínio a partir de meados da década de 1980, baseada na pedagogia da libertação, desenvolvida por Paulo Freire, cujo instrumento de “planejamento participativo” ligava os assessores e os produtores. Com a crise econômica que se abateu sobre o país, provocando a desaceleração do processo de tecnificação da agricultura, com a redução do volume de crédito rural e mais caro, com a retirada