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Aula pratica de bioquimica, Manuais, Projetos, Pesquisas de Bioquímica

Aula de bioquímica sobre metabolismo dos lipídeos

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2019

Compartilhado em 21/10/2019

ana-gabriela-nogueira
ana-gabriela-nogueira 🇧🇷

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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA “LUIZ DE QUEIROZ”
DEPARTAMENTO DE AGROINDÚSTRIA, ALIMENTOS E NUTRIÇÃO
ROTEIRO DE AULAS PRÁTICAS
LAN 2690- LATICÍNIOS
PROFº DR. ERNANI PORTO
SETEMBRO 2010
1. ANÁLISES DE CONTROLE DE QUALIDADE DE LEITE CRU
1.1. Análises Organolépticas
Estas têm por finalidade avaliar a qualidade do leite quanto ao sabor e aroma,
bem como, verificar a presença de material estranho como insetos, partículas de sólidos
em suspensão, etc. são realizadas abrindo-se o recipiente contendo o leite e
imediatamente fazendo-se as observações acima.
ESALQ - USP
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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA “LUIZ DE QUEIROZ”

DEPARTAMENTO DE AGROINDÚSTRIA, ALIMENTOS E NUTRIÇÃO

ROTEIRO DE AULAS PRÁTICAS

LAN 2690- LATICÍNIOS

PROFº DR. ERNANI PORTO

SETEMBRO 2010

1. ANÁLISES DE CONTROLE DE QUALIDADE DE LEITE CRU

1.1. Análises Organolépticas Estas têm por finalidade avaliar a qualidade do leite quanto ao sabor e aroma, bem como, verificar a presença de material estranho como insetos, partículas de sólidos em suspensão, etc. são realizadas abrindo-se o recipiente contendo o leite e imediatamente fazendo-se as observações acima.

1.2. Alizarol (Qualidade) Esta prova possibilita a determinação rápida e aproximada da acidez do leite por colorimetria. Na realidade, trata-se de uma combinação da prova do álcool com a determinação colorimétrica do pH através do indicador alizarina, permitindo observar de forma simultânea a floculação da caseína e a viragem da cor devido à mudança de pH.

Procedimento analítico:

Transferir 2 ml do leite tubo de ensaio:

2 ml de leite com 2 ml de corante alizarol 0,2% e agitar para homogeneizar.

A coloração desenvolvida indicará:

Amarelo-avermelhado Leite ácido (superior a 21ºD) HCl 1N -1mL/100mL de leite Vermelho “tijolo” Acidez normal (14-18ºD) Lilás-violeta Leite alcalino

NaOH 1N- 1mL/100mL de leite

Solução de alizarol:

-1g de alizarina

-1000 ml de álcool 68%

Deixar a solução descansar por 12 horas.

Filtrar e acertar o pH para 7 com NaOH 1N.

1.3. Teste de Redutase (Qualidade) O método baseia-se na capacidade das bactérias em reduzirem o corante azul de metileno. Este teste dá uma idéia aproximada da quantidade de bactérias presentes no leite. Quanto mais rápido o leite descorar, maior a quantidade de bactérias no leite.

Materiais:

-Estufa ou banho-maria a 37ºC

-Tubos de ensaio esterilizados

-Solução azul de metileno 0,0044%

  • Adicionar 2 ml de álcool 70%
    • Agitar o tubo por inversão, 2 a 3 vezes, tomando cuidado para não introduzir ar na mistura.

Interpretação:

Leite Bom : não haverá formação de grumos de leite coagulado.

1.5. Pesquisa de Cloretos (Qualidade) A presença excessiva de cloretos no leite é antes uma modificação da composição química do leite do que uma fraude. Geralmente está relacionada com a mistura de colostro ao leite e/ou problemas relacionados com mastite no rebanho. A contaminação do leite com colostro traz mais problemas tecnológicos, mas o leite de mastite causa também transtornos à saúde. A presença de cloretos no leite pode ser detectada pela precipitação dos cloretos sob a forma de cloreto de prata, por reação destes com o nitrato de prata.

1 colher de NaCl/100mL de leite

Procedimento analítico:

-Transferir 5 ml do leite a ser analisado para tubo de ensaio;

-Adicionar exatamente 3 ml da solução de nitrato de prata 0,1N;

-Agitar com movimentos rotativos (Obs.: não tampar o tubo com os dedos);

-Adicionar 3 ml da solução de dicromato de potássio 0,1N;

-Agitar e observar a coloração formada.

COR RESULTADO Amarela positivo (>0,25g/100mL) Alaranjado escuro ao vermelho-tijolo normal (<0,25g/100mL)

2. Pesquisa de Conservantes

Conservantes são compostos químicos que se presentes, inibem o desenvolvimento microbiano, prolongando a conservação do leite. Estes podem estar presentes no leite por adição intencional ou representando o residual oriundo da aplicação destes no tratamento de infecções de animais. Não é permitido o uso destas substâncias no leite destinado ao consumo. A exceção é no caso de amostras para análises químicas e que devem ser conservadas para análise posterior.

2.1.. Formaldeído (Fraude)

O formol é um composto com ação antimicrobiana, podendo ser usado como conservante quando o leite for submetido a análises químicas e não puder ser examinado em poucas horas.

Na presença de fluoroglucina em meio alcalino, será produzido um derivado hidroximetilado de cor vermelho-clara ou salmão.

1mL de Formol/100mL de leite

Procedimento analítico:

  • Transferir 10 ml do leite a ser analisado para tubo de ensaio;
  • Adicionar 1 ml da solução de fluoroglucina 1% (dissolvida em éter)
  • Adicionar 2 ml da solução de hidróxido de sódio a 10%;
  • Agitar para homogeneizar;
  • Na presença de formaldeído, haverá a formação de coloração vermelho salmão.

2.2.. Água Oxigenada (Peróxido de Hidrogênio) (Fraude)

Utilizando-se o iodeto de potássio (lugol), este reage com a água oxigenada, formando então o hidróxido de potássio e liberando iodo, que confere uma cor amarela ao líquido. Quanto mais intensa for a cor amarela, maior é a quantidade de água oxigenada presente no leite.

Teste 1 : - Transferir 5 ml do leite cru a ser analisado para tubo de ensaio

  • Adicionar 2 a 3 gotas de iodeto de potássio 40%( lugol).

Na presença de H (^) 2O 2 aparecerá coloração amarela.

Quanto mais intensa for a cor amarela, maior é a quantidade de H (^) 2O 2 presente no leite.

Teste 2 : Procedimento analítico:

  • Transferir 10 ml do leite a ser analisado para tubo de ensaio;
  • Adicionar 2 ml da solução de guaiacol a 1%;

Correção da densidade

Esta pode ser feita usando-se tabelas de correspondências, densidade x temperatura, para leite ou por cálculo usando-se a seguinte fórmula:

D15=D1+K(t-15), onde:

D1= densidade lida

t=temperatura da amostra

k= fator de correção, variável com a temperatura

k=0,20, para temperatura entre 15 e 20ºC

k=0,25, para temperaturas acima de 20ºC

3.2.. Determinação da Acidez Titulável

A acidez inicial do leite ou “acidez aparente” é devida à presença de compostos, como: caseínas, fosfatos, albuminas, citratos, CO2, etc.

Procedimento:

Transferir para erlenmeyer de 125mL, 10mL da amostra de leite;

Adicionar 2 a 3 gotas de solução de fenolftaleína a 1%

Titular sob agitação com solução de hidróxido de sódio 0,1N, até o aparecimento da cor rósea persistente;

Anotar a leitura do volume (V) da solução de NaOH 0,1N gastos na titulação.

Cálculo:

Cada 1mL da solução de NaOH 0,1N corresponde a 0,009g de ácido lático.

ºD=Vx0,9x

Obs: Quando se usa a solução Dornic (N/9) o resultado é expresso diretamente em graus Dornic.

3.3.. Determinação do Teor de Gordura (Qualidade)

Os métodos de determinação do teor de gordura dividem-se em gravimétricos e volumétricos. No controle de rotina os métodos mais usados são os volumétricos. Os

mais conhecidos são os métodos de Gerber e o de Babcock. Estes dois métodos têm como princípio a destruição do material não gorduroso do leite porém ácido mineral forte, com liberação da gordura, que pode então ser medida diretamente na escala contida na haste do butirômetro.

Mínimo 3% de gordura (Leite integral)

Procedimento- Método Babcock:

  • Transferir para o butirômetro Babcock, perfeitamente limpo e seco com auxílio de pipeta, 17,6 ml da amostra bem homogeneizada;
  • Adicionar com cuidado, pelas paredes internas do butirômetro e com pipetador automático 8,5 ml de ácido sulfúrico densidade 1,825;
  • Agitar o butirômetro com movimentos rotatórios, até que todos os traços do coágulo desapareçam;
  • Adicionar mais de 8,5 ml de H (^) 2SO 4 d=1,825 e agitar novamente, para obter a mistura perfeita;
  • Levar a centrífuga a +/- 60ºC (140ºF) e centrifugar por 5 minutos;
  • Retirar o butirômetro da centrífuga, adicionar água destilada a +/- 70ºC até a base da escala;
  • Centrifugar por 2 minutos;
  • Retirar o butirômetro da centrífuga e adicionar água destilada a +/- 70ºC até quase atingir o fim da escala;
  • Centrifugar por 1 minuto;
  • Retirar o butirômetro da centrífuga e colocá-lo no banho-maria (+/- 57ºC);
  • Após 5 minutos, retirar o butirômetro do banho-maria e fazer a leitura diretamente na escala.

Para Desnatar o Leite:

1º) Amornar o leite (37°C)

2º) Leite cru ou C não homogeneizado

  • Adicionar a cultura estoque 2% do volume de leite;
  • Incubar a 42ºC/2horas

Iogurte:

Leite de boa qualidade

(Leite cru ou pasteurizado)

Corrigir os sólidos do leite para 16%

(3-4% de leite em pó desnatado)

Aquecer o leite a 95ºC por 1½ minutos

Esfriar até 41-44ºC

Adicionar o fermento (2-3% do volume)

(1 sachê “Bio rich”= 1 litro)

Incubar a 42ºC/ 2- 3 horas

Adicionar aromas, mel ou frutas.

Resfriar e estocar a 5ºC

- P/ Pasteurização do leite: - 65°C por 30’

  • Fermento lácteo “Bio Rich”: cada sachê contem 400mg.

Composto por: L. acidophilus (10 6 UFC/g), Bifidobacterium (10 6 ) e S. thermophilus.

Queijo tipo frescal

Dessorar

Enformar

Viragem (após 30 minutos)

Pesar o queijo

Embalagem

4.3. Queijo Mussarela

Escolha do tipo de leite

Pasteurização e padronização

Adição de fermento ao leite

Adição de coadjuvantes de processamento

Coagulação

Corte e mexedura

Aquecimento e delactosagem

Dessoragem e pré-prensagem

Fermentação

Filagem e moldagem

Resfriamento

Salga e Secagem

Estabilização e comercialização

Adição de fermento ao leite

  • Fermentação Biológica:

Responsável pela produção de acidez e desmineralização da coalhada.

Para manufatura de Mussarela de alta umidade sugere-se comumente um fermento mesófilo ( Lactococcus lactis subsp lactis e Lactococcus lactis subsp cremoris) e Mussarela de baixa umidade utilização um fermento termófilo ( Streptococcus salivarius subsp thermophilus , Lactobacillus delbruekii subsp bulgaricus e/ou Lactobacillus helveticus ).

  • Acidificação direta:

O corte da coalhada em cubos e a sua constante agitação não são geralmente suficientes para se obter a intensidade de dessora desejada pelo queijo Mussarela. Assim sendo, visando acelerara e intensificar a dessora, após a primeira mexedura, eleva-se ligeiramente a temperatura do tanque de coagulação, a fim de se promover o chamado “ cozimento” da massa, durante o qual a massa continua a ser agitada ( segunda mexedura).

A temperatura de aquecimento da massa influi na remoção de umidade da coalhada durante a fabricação do queijo, sendo que diferenças no nível de umidade podem ter um impacto significativo sobre a funcionalidade da Mussarela. Na maioria das fábricas brasileiras e americanas, essa temperatura de aquecimento varia de 37-45ºC, dependendo do tipo de fermento utilizado.

Dessoragem e pré-prensagem

Após cerca de 40-50 minutos do corte da coalhada, a massa normalmente apresenta a consistência desejada (ponto de massa). Atingindo esse ponto, deve-se eliminar todo o soro e efetuar uma pré-prensagem da massa, com um peso equivalente a aproximadamente o dobro do peso da massa obtida, por um período de 1-20 minutos, com a finalidade principal de diminuir perdas operacionais de massa.

Fermentação da massa

A operação de filagem é inteiramente dependente de uma prévia acidificação da massa e essa acidificação pode ser resultante de uma acidificação direta do leite, por meio da adição de um ácido, ou através da ação de bactérias láticas (tecnologia tradicional), as quais degradam a lactose, coma formação final de ácido lático.

No caso do uso de culturas láticas, o ácido lático formado reage gradualemnte com o paracaseinato bicálcico (coalhada), removendo o cálcio da massa através da formação de lactato de cálcio. Este é o processo que ocorre tipicamente enquanto a massa está sendo fermentada antes da filagem. Simultaneamente, ocorre um abaixamento progressivo do pH, até que a quantidade de cálcio ligando as micelas de paracaseína atinja um teor tal que permita que a massa, ao ser aquecida a 55-58ºC, venha a filar.

Processos básicos que podem ser adotados para fermentação da massa:

a) Processo tradicional, no qual a massa é deixada fermentar, após a dessoragem e pré-prensagem, na forma de blocos. Neste caso, tem-se 3 opções: deixar os blocos fermentarem naturalmente à temperatura ambiente e depois filá-los; deixá-los fermentar em tanques com água quente, com posterior filagem ou, deixá-los fermentar até quase atingirem o pH de filagem, depois de colocá- los em câmara fria, durante a noite, e filá-los no dia seguinte.

b) Processo no qual a massa, após atingir o ponto, continua a ser agitada, no soro, ou na água quente, até atingir o ponto de filagem, sendo depois dessorada e filada.

Filagem e moldagem

Após a fermentação, os blocos de massa são picados e submetidos a operação de filagem, que pode ser tanto manual como mecânica. Essa operação consiste na imersão da massa em água quente, seguida de agitação própria, sendo que a medida que a massa se aquece, os pedaços da mesma se ligam formando um só bloco, o qual vai se tornando cada vez mais plástico e ao ser esticado forma fios longos.

Em condições normais, a filagem deve ser realizada quando a massa se apresenta moderadamente mineralizada, como paracaseinato monocálcico, situação esta que corresponde a um valor de pH entre 4,8-5,5 (em média 5,1-5,2). Entretanto, a determinação do pH ideal de filagem é difícil, pois depende do teor inicial de cálcio do leite, sendo que quando esse teor de cálcio é elevado a massa tende a filar em um pH mais baixo.

A temperatura da água de filagem varia de 75-85ºC, sendo que a temperatura da massa não deve ultrapassar 58-60ºC, o que poderá provocar alterações na estrutura e composição do queijo. Temperaturas acima de 58-60ºC promovem danificação celular no fermento, além de destruição quase total dos resíduos de coalho.

Resfriamento

Após 2 a 3 viragens na forma, com intervalos de 5-10 minutos, a Mussarela deve ser colocada em água gelada a temperatura de 8-10ºC, onde deve permanecer submersa por cerca de 45-90 minutos.

Esse tratamento é necessário para evitar que a Mussarela entre quente na salmoura, o que resulta em deformação do queijo; maior transferência de gordura, da massa, para a salmoura; deterioração mais rápida da salmoura e aquecimento da mesma, o que faz aumentar a absorção de sal na casca, com desidratação acentuada da mesma.

Salga e secagem

Atualmente existem 3 processo que podem ser adotados para a salga da Mussarela: salga em salmoura, salga a seco logo após a filagem e salga a seco um pouco antes da filagem.

O processo mais utilizado mundialmente é o da salga em salmoura, a qual tende a apresentar uma temperatura de 10-12ºC e uma concentração de sal de 20-24%.