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BB glow apostila completa, Slides de Estética

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BBGLOW COM MICHEL SANTANA
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INTRODUÇÃO

Esta apostila tem por objetivo informar, esclarecer dúvidas comuns e fornecer instruções fundamentais sobre o uso de um dos mais inovadores e promissores procedimentos para a saúde e beleza da pele: o Microagulhamento. Nestes material, são abordados temas importantes para quem vai aplicar ou se submeter ao procedimento do Microagulhamento, tais como: anatomia e fisiologia do sistema tegumentar (pele), epiderme, derme, anexos cutâneos, tipos de pele, classificação dos fototipos de pele de Fitzpatrick, fatores de desidratação, carência de substância lipóide , seborréia, envelhecimento, sistema de classificação do envelhecimento da pele de Richard Glogau, anamnese facial. Sobre o procedimento, os assuntos tratados são: Microagulhamento, sinônimos, história, remoção da epiderme, Roller, assuntos regulatórios da ANVISA, tamanho da agulha, legislação, biossegurança, normas e cuidados no local de trabalho, cuidados com toalhas e lençóis de tecido, antes do procedimento, proteção individual do profissional, higienização das mãos, fisiologia, mecanismo de ação, reações esperadas, complicações, cuidados, intervalo entre sessões, vantagens, desvantagem, indicações, contraindicações, antes da aplicação, cosméticos associados, dor, Microagulhamento x laser x peeling, Microagulhamento para alopecia, Microagulhamento para queloide, Microagulhamento para estrias, procedimento, aplicação, pós-procedimento, Microagulhamento e o filtro solar. A primeira parte desta apostila é dedicada a retratar o maior órgão do corpo humano: a pele, mencionando suas camadas, componentes, funções, entre outros tópicos importantes. Na sequência, é abordada a técnica do Microagulhamento de forma detalhada para que possa municiar quem vai aplicá-la.

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a marrom-escuro. Pela fagocitose da extremidade dos prolongamentos, os grãos de melanina são introduzidos nas células do estrato basal e do estrato espinhoso. A melanina concentra- se sobre o núcleo, protegendo o material genético da radiação ultravioleta (Figura 3). O número de melanócitos encontrado em diferentes etnias é praticamente o mesmo. Entretanto, nos indivíduos de pele clara, a atividade da tirosinase é menor; os melanossomas são menos desenvolvidos, e a melanina é rapidamente degradada pela atividade lisossômica dos queratinócitos, sendo decomposta antes da célula deixar a parte superior do estrato espinhoso. Nos afrodescentes, como os melanossomas são maiores e mais estáveis, a camada basal é mais pigmentada e as demais camadas da epiderme, inclusive o estrato córneo, contêm melanina. No albinismo (do latim albus , branco), não há produção de melanina pela ausência de tirosinase. Essa doença é autossômica recessiva. As células de Merkel são semelhantes aos melanócitos ao microscópio de luz, mas são mais escassas e, portanto, difíceis de serem observadas. Possuem processos curtos, os quais podem se ligar aos queratinócitos por desmossomos. Contêm um núcleo volumoso, filamentos de queratina e vesículas neuroendócrinas. Na base da célula, formam junções sinápticas com terminações nervosas sensitivas. Essas células são receptores táteis (mecanorreceptores) e são abundantes nas pontas dos dedos e na base dos folículos pilosos. Nas camadas superiores ao estrato basal, como as pressões são mais uniformes, os queratinócitos são poliédricos. Eles contêm muitos filamentos de citoqueratina, os quais se agrupam em tonofibrilas, que conferem eosinofilia ao citoplasma. Exibem projeções curtas, que estão ligadas por desmossomos às projeções das células adjacentes, o que contribui para a resistência da epiderme ao atrito. No corte histológico, essas pontes intercelulares parecem espinhos, por isso esse estrato é chamado espinhoso (Figuras 2 e 3). Nesse estrato, são mais facilmente vistas as células de Langerhans. São células apresentadoras de antígenos e originam-se de precursores da medula óssea. Com HE, elas exibem citoplasma claro e núcleo ovoide ou indentado (Figura 3). A visualização dos prolongamentos dendríticos é possível com a imunocitoquímica ou a impregnação pelo cloreto de ouro. Ao microscópio eletrônico, são observados os grânulos de Birbeck, em forma de bastonete. As células de Langerhans fagocitam e processam os antígenos estranhos na pele. Elas apresentam os antígenos capturados aos linfócitos T na própria epiderme ou nos linfonodos regionais, e os linfócitos iniciam a resposta imunológica. As células de Langerhans participam das dermatites alérgicas por contato e da rejeição de transplantes cutâneos. Na parte superior do estrato espinhoso, os queratinócitos modificam a expressão gênica, sintetizando citoqueratinas de maior peso molecular e produzindo outras proteínas envolvidas na queratinização, como a involucrina, a loricrina e a filagrina. Os precursores da proteína filagrina formam os grânulos de querato-hialina, que são basófilos e não envoltos por membrana. As células onde eles são reconhecidos compõem o estrato granuloso (Figuras 2 e 3). Em virtude da pressão maior na superfície apical, essas células são pavimentosas. Nesses queratinócitos, ocorre ainda a síntese de colesterol, de ácidos graxos livres, dos esfingolipídios ceramidas e do glicolipídio acilglicosilceramida, os quais são acondicionados em corpos lamelares, envoltos por membrana. Eles são exocitados para o espaço intercelular, cimentando as células e formando uma barreira impermeável à água, que impede a dessecação.

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O rompimento da barreira lipídica intercelular em queimaduras graves e extensas acarreta perda do fluido intersticial e, consequentemente, de plasma sanguíneo, com risco de vida ao paciente. Penetrando a epiderme até o estrato granuloso, há terminações nervosas livres. Elas são ramificações de fibras amielínicas aferentes desprovidas de células de Schwann. Funcionam como receptores táteis de temperatura e de dor. Nas células superficiais da epiderme, a involucrina e a loricrina associam-se à membrana plasmática, espessando-a. A filagrina forma ligações cruzadas com as citoqueratinas, promovendo a agregação dos tonofilamentos em tonofibrilas e destas em fibrilas de queratina (queratina mole) e a compactação desse material. A barreira intercelular formada pelos lipídios impede a passagem de nutrientes, e as células degeneram. O núcleo e as outras organelas são digeridos pelas enzimas lisossômicas. As células mortas constituem o estrato córneo. As células são pavimentosas, anucleadas e queratinizadas. Esse estrato confere proteção contra o atrito, a invasão de micro-organismos e a perda de água. Sua espessura varia, sendo maior na pele grossa, submetida a mais fricção do que a pele fina (Figuras 2 e 3). As células superficiais do estrato córneo não apresentam desmossomos e são descamadas com a abrasão. Os desmossomos são degradados por peptidases ativadas pelo pH ácido desse estrato. O tempo de vida dos queratinócitos varia de 40 a 50 dias na pele fina e de 25 a 30 dias na pele grossa. Na psoríase , contudo, o ciclo celular é acelerado, e a intensa proliferação resulta em áreas com acúmulos de queratinócitos e de estrato córneo. As células descamam em oito dias.

2.3 DERME

O limite entre a epiderme e a derme, principalmente na pele grossa, é bastante irregular, devido a projeções da derme para a epiderme (papilas dérmicas) e de projeções da epiderme para a derme (cristas epidérmicas) (Figuras 1 e 2). Essas projeções aumentam a área de contato entre a derme e a epiderme, dando maior resistência à pele. A derme é subdividida em: derme papilar , que corresponde às papilas dérmicas e é constituída por tecido conjuntivo frouxo (Figuras 1 e 2), e derme reticular , a maior parte da derme, de tecido conjuntivo denso não modelado. As fibras colágenas dispostas em diferentes sentidos conferem resistência ao estiramento (Figura 4). As camadas papilar e reticular contêm fibras elásticas, o que dá elasticidade à pele.

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Figura 3 - Epiderme da pele fina, onde são visíveis um melanócito ( ) e a melanina colocada nas células-tronco do estrato basal (B). No estrato espinhoso (E), as pontes intercelulares entre os queratinócitos são perceptíveis, e uma célula de Langerhans é apontada. Esse estrato, o estrato granuloso (G) e o estrato córneo (C) apresentam uma pequena espessura. HE. Objetiva de 100x (1.373x). Figura 4 - Derme reticular, de tecido conjuntivo denso não modelado. Os feixes de fibras colágenas em diferentes direções resistem à tração e consequentemente dão firmeza à pele. HE. Objetiva de 40x (550x). Os corpúsculos de Pacini situam-se na derme profunda e na hipoderme. Estão, por exemplo, nos dedos, na palma das mãos e na planta dos pés. São esféricos ou ovais, com um axônio central e lamelas concêntricas de células de Schwann e, mais externamente, de fibroblastos modificados, contínuos ao endoneuro. Nos cortes histológicos, lembram uma cebola cortada (Figura 5). São mecanorreceptores, detectam pressão e vibrações.

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Figura 5 - Corpúsculo de Pacini. HE. Objetiva de 20x (275x). A derme pode conter ainda células musculares lisas, como, por exemplo, nas aréolas mamárias e no escroto (músculo dartos), ou fibras musculares esqueléticas, como na face. PELE Figura 1- Corte de pele grossa, onde são observadas a epiderme, de epitélio estratificado pavimentoso queratinizado, e parte da derme, de tecido conjuntivo. D - ducto da glândula sudorípara. HE. Objetiva de 10x (137x). O ser humano possui entre 1,5 e 2 m² – 4,5 a 5 kg. A pele é o maior órgão em continuidade celular. É composta pela epiderme, de epitélio estratificado pavimentoso queratinizado, e pela derme, de tecido conjuntivo. Subjacente, unindo-a aos órgãos, e a hipoderme (ou fáscia subcutânea), de tecido conjuntivo frouxo e adiposo. A pele apresenta diferenças segundo a sua localização. A palma das mãos e a planta dos pés, que sofrem um atrito maior, possuem uma epiderme constituída por várias camadas celulares e por uma camada superficial de queratina bastante espessa. Esse tipo de pele foi

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Oleosa A pele oleosa tem aspecto mais brilhante, úmido e espesso, por causa da produção de sebo maior do que o normal. Além da herança genética, contribuem para a oleosidade da pele fatores como alterações hormonais, excesso de sol, estresse e uma dieta rica em alimentos com alto teor de gordura. A pele oleosa apresenta os poros dilatados, e maior tendência à formação de acne, cravos e espinhas. Marcar como concluída Avalie esta aula: 2 CLASSIFICAÇÃO DOS FOTOTIPOS DE PELE A cor da pele está relacionada a uma série de fatores. A cor natural da pele pode ser classificada de duas formas.

  • Constitutiva: nesse caso, os fatores genéticos determinam e atuam em todas as etapas da melanogênese, fornecendo as características específicas aos melanossomos pelos genes de pigmentação.
  • Facultativa: aqui, a cor natural da pele é dependente da exposição ao Sol, dos hormônios e do processo de envelhecimento. Assim, dois componentes de pigmentação constituem a cor da pele. A cor constitutiva da pele é a melanina básica herdada geneticamente e sem interferência da radiação solar – e, portanto, constante. A síntese deste tipo de pigmentação é controlada pela tirosinase. A cor facultativa da pele é reversível e pode ser induzida. Resulta da exposição solar, pode ser por bronzeamento imediato ou tardio e inclusive pode alterar a cor constitutiva da pele. 2.1 CLASSIFICAÇÃO DE FITZPATRICK Fototipo é uma classificação numérica para a coloração da pele em reação à exposição solar. O fototipo é definido pela genética da pessoa e a classificação mais famosa dos fototipos cutâneos é a escala de Fitzpatrick. Através desta escala é possível classificar os indivíduos de acordo com a cor da pele e com a reação ele apresenta quando exposto ao sol, sendo assim, podemos utilizar técnicas de colorimetria para defiqual o melhor pigmento para aquela pessoa.

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Fototipo 1 - São as pessoas com pele muito clara, cabelos ruivos ou loiros e olhos azuis claros ou cinza. Possuem muitas pintas no corpo e podem sofrer queimaduras solares graves muito rapidamente. Nunca se bronzeiam. Esse tipo de pele é muito sensível ao sol. Fototipo 2 - Pessoas com pele clara e cabelos loiros ou castanhos claros e olhos claros. Possuem algumas pintas no corpo e podem sofrer queimaduras solares graves rapidamente. Bronzeiam-se com dificuldade. Esse tipo de pele é sensível ao sol. Fototipo 3 - Pessoas com pele clara ou ligeiramente morena. Cabelos castanhos e olhos castanhos. Possuem poucas pintas no corpo e podem sofrer queimaduras solares moderadas. Bronzeiam-se progressivamente e apresentam sensibilidade normal ao sol.

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A pigmentação da pele depende da quantidade de melanina, que é o pigmento que dá cor à pele. Esta quantidade é determinada por herança genética. Pessoas de pele bem clara possuem pouca melanina na pele, enquanto pessoas de pele negra possuem grande quantidade do pigmento. Quanto mais melanina a pele possui, mais resistente ela é à radiação ultravioleta. Por isso, pessoas de pele muito clara se queimam facilmente quando se expõem ao sol sem proteção, enquanto pessoas de pele muito escura podem se expor por ao sol por longos períodos sem se queimar; isso não as libera do uso de protetor solar, pois também são susceptíveis ao câncer de pele. Fototipos e a escolha do FPS Pessoas com fototipos baixos devem sempre usar protetores com FPS alto, além de proteção física (chapéu, barracas etc.) para evitar as queimaduras solares, principalmente, durante o verão, quando são mais frequentes devido à maior quantidade da radiação ultravioleta B, ressaltando-se que o menor FPS recomendado é o 30. Pessoas com fototipos 5 ou 6 podem usar filtros solares com FPS menores, como o 15, pois a pele é naturalmente mais resistente ao sol.

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3 FATORES DE DESIDRATAÇÃO A hidratação cutânea é fundamental para sua saúde e beleza. O bom conhecimento dos mecanismos fisiológicos para se manter a pele hidratada, bem como as condições que são capazes de quebrar tal equilíbrio e os mecanismos de ação dos principais princípios hidratantes existentes no mercado são fundamentais para a obtenção de uma conduta clínica ideal que, realmente, beneficie o paciente. A pele, além de ser o primeiro órgão de defesa de nosso corpo contra as adversidades do meio externo, possui papéis importantes, cujas complexidades e higidez contribuem para a manutenção da homeostase do organismo. Tais propriedades, no entanto, só são desempenhadas com excelência se o tecido tegumentar estiver em condições normais e plenas de funcionamento e cuidado. Para que a nossa pele esteja em um estado adequado de funcionamento, dois processos básicos agem em conjunto, a limpeza e a hidratação cutânea. A limpeza contribui para a remoção dos debris externos, secreções cutâneas naturais e microorganismos. A hidratação, por sua vez, tem o papel primordial de reter o conteúdo de água na epiderme e manter a barreira epidérmica em perfeito estado. Neste ínterim, vale a pena ressaltar que uma barreira epidérmica intacta permite que haja um equilíbrio cutâneo de água, o que, em última instância, é essencial para o bom

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controlam a permeabilidade e o movimento intercelular da água. Tais estruturas gordurosas selam o FHN nos corneócitos, mantendo o conteúdo hídrico intercelular. Tais lípides são tão importantes para o funcionamento normal da epiderme que, quando aplicados topicamente, atravessam o estrato córneo, são capturados por vesículas fagocíticas na parede das células granulosas epidérmica. Migram para uma fusão ao sistema reticular-Golgi, sendo novamente enviados para o espaço intercelular corneano, a fim de recompor a função hidratante dos lípides intercelulares dessas células anucleadas. Bombas iônicas Como se pode observar, o componente iônico é, depois dos aminoácidos, a estrutura molecular mais importante do FHN, sendo, em sua totalidade, responsável por 18,5% desta estrutura. Estes oligoelementos estão em constante interação entre si, estabelecendo um equilíbrio eletrolítico primaz. Tal estado iônico, bem como sua interface com as demais estruturas de barreira cutânea contribuem para o estabelecimento de um perfil de hidratação adequado. Os íons têm participação ativa na manutenção do conteúdo de água dos meios intra e extracelulares, não só das células epidérmicas, mas de todas as células dos mamíferos. Este fato ocorre devido à existência de diferenças em suas concentrações nestes dois meios, as quais contribuem para a integridade celular. Graças ao fato de estarem, então, presentes tanto nos meios intra como extracelulares eles assumem papel importante na composição do FHN. Tais diferenças iônicas são mantidas graças à difusão facilitada destas moléculas através de canais proteicos, os chamados canais iônicos, presentes em todas as células humanas, cuja atividade é dependente de energia (ATP). São canais de ação rápida, íons seletivos e que atuam sob demanda, ou seja, são requisitados quando houver desequilíbrio iônico entre os meios. Dos canais iônicos, a bomba de Na+/K+ é a mais conhecida, a qual, juntamente com bomba de K+, ajuda a manter as concentrações ótimas intra e extracelulares destes íons. A bomba de Na+/K+ garante o equilíbrio hídrico intra e extracelulares. O meio intracelular é rico em compostos orgânicos, os quais, por si, levariam a um estado hiperosmótico, atraindo água para o interior da célula, edemaciando-a e, até mesmo, rompendo-a. Tal mecanismo, então, poderia manter o espaço extracelular melhor hidratado, assegurando, no caso da epiderme, a hidratação tecidual. Outro íon de suma importância na hidratação epidérmica é o Ca2+, cujo canal iônico também é ATPase-dependente. Ele é um componente necessário à diferenciação ceratinocítica e à estabilização de desmossomas, aumentando a coesão intercelular corneocítica, o que diminui a descamação e, consequentemente, melhora a função da barreira epidérmica. Fisiologicamente, existe uma alta concentração de Ca2+ no estrato granuloso alto, o qual é muito baixo no restante epidérmico. Tal diferença é fundamental para a epiderme, já que mudanças na distribuição deste íon, vistas quando há agressão da barreira, alteram-na funcionalmente. Quando se vê aumento na concentração de Ca2+, por exemplo, a recuperação da barreira epidérmica é inibida, pois este íon restringe a secreção de corpos lamelares.

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Xerose cutânea: a pele "pede água" O funcionamento adequado desta barreira confere integridade, equilíbrio d'água, hidratação e descamação corneocítica organizada à pele. Na ocorrência de distúrbio de um desses componentes de barreira, há um aumento da perda de água transepidérmica (TEWL - sigla inglesa de Transepidermal Water Loss), resultando na xerose, com seus sinais e sintomas clássicos. Sabe-se que o conteúdo normal de água no estrato córneo é de 20% a 35% quando inferior a 10%, sinais e sintomas xerósicos visíveis são evidenciados. Tal estado xerósico altera o ritmo normal de maturação e descamação dos corneócitos, já que a hidratação da pele ativa as enzimas quimiotrípicas córneas (responsáveis pela hidrólise dos corneodesmossomas), impedindo o desprendimento e a separação dos corneócitos superficiais um a um. Com isso, vê-se que os mesmos se destacam em blocos celulares, o que é perceptível, diferentemente do que se vê na separação unitária corneocítica em uma pele normalmente hidratada. A xerose cutânea não é um mecanismo uníssono e estático. Existem várias condições intrínsecas e extrínsecas que podem contribuir para o estabelecimento da xerose cutânea (como, por exemplo, umidade ambiental excessiva, radiação solar, extremos de idade, estresse emocional, baixa umidade relativa do ar, testosterona, traumas físicos e inflamação cutânea). Clinicamente, a xerose é caracterizada por aspereza cutânea, resultante, em última análise, de uma desidratação epidérmica. Podemos classificá-la em: do tipo "pele seca" e a do tipo ictiose (ou ictiose-like). Frequentemente esta condição cutânea acarreta desconforto e alterações estéticas importantes, as quais geram a necessidade de um tratamento adequado (que, na maioria das vezes, é local, sintomático e acompanhado de orientações gerais).

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"sem óleo" (oil free) para o produto, desde que estes não sejam substâncias oclusivas de origem mineral ou vegetais. Umectantes São produtos compostos por substâncias que retém água na camada córnea, seja por atrai-la da derme ("mecanismo de dentro para fora"), seja em ambientes com umidade atmosférica maior que 70%, por atrai-la do ambiente ("mecanismo de fora para dentro"). Estes compostos, no entanto, devem estar associados a compostos oclusivos, pois, caso contrário, ao invés de promoverem a hidratação, podem, sim, acelerar a TEWL em até 29%, desidratando a pele. Emolientes Também conhecidos como produtos de "Mecanismos Especiais", os produtos ditos emolientes são os ricos em compostos capazes de "preencher as fendas" intercorneocíticas, retendo água nesta camada. Tal capacidade hidratante é alcançada graças ao aumento da coesão entre essas células, aumentando a capacidade "oclusiva" natural da camada córnea. São compostos oleosos e lipídicos não gordurosos que espalham facilmente na pele, melhorando a aceitação cosmética do produto, conferindo uma melhor textura, maciez, viço e flexibilidade à pele. Reparadores proteicos São produtos que possuem, nunca isoladamente, compostos proteicos em sua formulação, cujo discurso de mercado é o de ajudar a reparar estruturas proteicas dérmicas danificadas ou estimular a produção das mesmas. Produtos com estes compostos agiriam como hidratantes, pois assumiriam um papel osmótico, embebendo-se de água, retendo-a na epiderme e derme. Por diferença de gradiente osmótico, a água fluiria, então, em direção à camada córnea, passando por toda a epiderme, hidratando-a. Destas estruturas, o colágeno é o mais utilizado, sendo este o principal composto dérmico intencionado a ser reposto por estes produtos. No entanto, o peso molecular dos extratos colágenos é o ponto crucial para que estes produtos desempenhem sua função prometida. Conhecimentos científicos sobre os mecanismos envolvidos na manutenção fisiológica da hidratação, bem como daquelas que a desregulam são fundamentais para o encontro de novos princípios ativos a serem usados nos produtos hidratantes comerciais. A água é um elemento constituinte essencial da epiderme. Dado que o nível de hidratação da pele não é constante (agressões exteriores, evaporação natural etc.), é importante proporcionar à pele a sua dose diária de água. Sintomas Uma pele desidratada é uma pele que padece de falta de água. Esta desidratação pode manifestar-se de várias formas: A pele perde flexibilidade;

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A pele fica perde luminosidade a pele fica desconfortável e surgem rugas de desidratação. Causas A origem de uma pele desidratada está na alteração da função de barreira da pele. Esta alteração pode ser de origem exterior (devido a fatores ambientais) ou endógena (disfunção dos elementos constituintes da epiderme, filme hidrolipídico alterado). Fatores climáticos, como o vento, o sol, frio intenso e o ar seco, favorecem a evaporação da água através da pele, diminuindo o seu grau de hidratação. Substâncias químicas, como sabões e detergentes, eliminam a gordura da pele, afetando o manto lipídico que ajuda a reter a umidade natural da pele, deixando-a desprotegida e favorecendo a desidratação. Com o processo de envelhecimento, o teor de água da pele diminui. Por isso, é comum que pessoas idosas apresentem a pele mais seca. Algumas doenças como dermatite atópica, psoríase e ictiose, provocam alterações na pele que modificam sua hidratação natural. As alterações provocadas pelo excesso de sol na pele, o fotoenvelhecimento, também favorecem a sua desidratação. Cuidados Objetivo: reidratação Para cuidar da pele desidratada e evitar a instalação ou agravamento dos sintomas, é essencial adoptar-se determinados gestos diários: Demaquilar o rosto com suavidade, para não agredir a epiderme; Aplicar diariamente um produto hidratante, para manter uma taxa de hidratação adequada, restaurar a função de barreira da camada córnea e proteger a pele dos raios UV.