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Tecnologia de Bebidas: Refrigerantes, Sucos e Licores - Uma Abordagem Completa, Notas de estudo de Engenharia de Alimentos

Resumo sobre Bebidas carbonatadas

Tipologia: Notas de estudo

2021

Compartilhado em 12/10/2022

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mariane-minozzo-7 🇧🇷

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BEBIDAS CARBONATADAS NÃO
ALCOÓLICAS
1.-INTRODUÇÃO
Histórico
• 1750: Gabriel Venel: água gasosa artificial reação entre ácido clorídrico + carbonato de sódio
(meio fechado) = 1° a produzir água gasosa artificial
• 1775: J.M. Nooth: desenvolveu 1o equipamento para produção em escala comercial de água
mineral.
• 1870: Townseed Speakman: preparou o 1o refrigerante adição de flavorizante ao suco de
fruta + água carbonatada
1921: Brasil: Companhia Antarctica Paulista (SP) = primeira grande fábrica industrial do Br.
Definição: Refrigerante é a bebida gaseificada, obtida pela dissolução, em água potável, de suco
ou extrato vegetal de sua origem, adicionada de açúcar, que deverá ser obrigatoriamente saturado
de dióxido de carbono industrialmente puro.
2.-LEGISLAÇÃO
Ministério da Agricultura
• Decreto-lei n. 6871 de 4 de junho de 2009 Dispõe sobre a padronização, a classificação, o
registro, a inspeção, a produção e a fiscalização de bebidas.
• Instrução normativa 18 e 19 de 2013 PIQ (e outras IN para as alterações específicas)
Ministério da Saúde
Resolução n.389 de 4 de agosto de 1999 “Regulamento técnico sobre aditivos utilizados
segundo as boas práticas de fabricação e suas funções”
O Decreto no 6871, de 4 de julho de 2009 que Regulamenta a Lei no 8.918, de 14 de julho de
1994, que dispõe sobre a padronização, a classificação, o registro, a inspeção, a produção e a
fiscalização de bebidas, define e normatiza o refrigerante:!
- Refrigerante é a bebida gaseificada, obtida pela dissolução, em água potável, de suco ou
extrato vegetal de sua origem, adicionada de açúcares.!
- O refrigerante deverá ser obrigatoriamente saturado de dióxido de carbono, industrialmente
puro.!
- Porcentagem de suco adicionada no refrigerante: Instrução Normativa no 19, de 19 de junho
de 2013 (Anexo III)
3.-CLASSIFICAÇÃO
-Refrigerante de (nome da fruta): base suco ou polpa de fruta.
-Refrigerante de extrato de (nome do vegetal): base extrato vegetal
-Refrigerante de (nome da fruta ou do vegetal): base suco, extrato vegetal ou suco de parte do
vegetal de sua origem
-Refrigerante de (nome da fruta ou vegetal) com aroma de (nome da fruta ou vegetal): base suco
de fruta e aroma natural
-Refrigerante misto de (nome das frutas): 2 ou + sucos de frutas
-Refrigerante misto de (nome das frutas ou vegetais): suco ou extrato vegetal
-Refrigerante de limão ou soda limonada: suco de limão.
-Refrigerante de guaraná: semente ou extrato de guaraná
-Refrigerante de cola: base noz de cola ou extrato noz de cola
4.-COMPOSIÇÃO
A) Ingredientes básicos
-Suco de fruta
-Suco vegetal: refrigerantes à base de suco de legumes, verduras e de parte de vegetais.
-Extrato vegetal
-Quinino e seus sais (família Rubiaceae)
-Noz-de-cola ou extrato (gênero Cola)
TECNOLOGIA DE BEBIDAS
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BEBIDAS CARBONATADAS NÃO

ALCOÓLICAS

1.-INTRODUÇÃO

Histórico

  • 1750: Gabriel Venel: água gasosa artificial → reação entre ácido clorídrico + carbonato de sódio (meio fechado) = 1° a produzir água gasosa artificial
  • 1775: J.M. Nooth: desenvolveu 1o equipamento para produção em escala comercial de água mineral.
  • 1870: Townseed Speakman: preparou o 1o refrigerante → adição de flavorizante ao suco de fruta + água carbonatada
  • 1921: Brasil: Companhia Antarctica Paulista (SP) = primeira grande fábrica industrial do Br.

Definição: Refrigerante é a bebida gaseificada, obtida pela dissolução, em água potável, de suco ou extrato vegetal de sua origem, adicionada de açúcar, que deverá ser obrigatoriamente saturado de dióxido de carbono industrialmente puro.

2.-LEGISLAÇÃO Ministério da Agricultura

  • Decreto-lei n. 6871 de 4 de junho de 2009 → Dispõe sobre a padronização, a classificação, o registro, a inspeção, a produção e a fiscalização de bebidas.
  • Instrução normativa 18 e 19 de 2013 → PIQ (e outras IN para as alterações específicas) Ministério da Saúde
  • Resolução n.389 de 4 de agosto de 1999^ →^ “Regulamento técnico sobre aditivos utilizados segundo as boas práticas de fabricação e suas funções”
  • O Decreto no 6871, de 4 de julho de 2009 que Regulamenta a Lei no 8.918, de 14 de julho de 1994, que dispõe sobre a padronização, a classificação, o registro, a inspeção, a produção e a fiscalização de bebidas, define e normatiza o refrigerante:
    • Refrigerante é a bebida gaseificada, obtida pela dissolução, em água potável, de suco ou extrato vegetal de sua origem, adicionada de açúcares.
    • O refrigerante deverá ser obrigatoriamente saturado de dióxido de carbono, industrialmente puro.
    • Porcentagem de suco adicionada no refrigerante: Instrução Normativa no 19, de 19 de junho de 2013 (Anexo III)

3.-CLASSIFICAÇÃO

  • (^) Refrigerante de (nome da fruta): base suco ou polpa de fruta.
  • (^) Refrigerante de extrato de (nome do vegetal): base extrato vegetal
  • (^) Refrigerante de (nome da fruta ou do vegetal): base suco, extrato vegetal ou suco de parte do vegetal de sua origem
  • (^) Refrigerante de (nome da fruta ou vegetal) com aroma de (nome da fruta ou vegetal): base suco de fruta e aroma natural
  • (^) Refrigerante misto de (nome das frutas): 2 ou + sucos de frutas
  • (^) Refrigerante misto de (nome das frutas ou vegetais): suco ou extrato vegetal
  • (^) Refrigerante de limão ou soda limonada: suco de limão.
  • (^) Refrigerante de guaraná: semente ou extrato de guaraná
  • (^) Refrigerante de cola: base noz de cola ou extrato noz de cola

4.-COMPOSIÇÃO

A) Ingredientes básicos

  • (^) Suco de fruta
  • (^) Suco vegetal: refrigerantes à base de suco de legumes, verduras e de parte de vegetais.
  • (^) Extrato vegetal
  • (^) Quinino e seus sais (família Rubiaceae)
  • (^) Noz-de-cola ou extrato (gênero Cola)
  • (^) Sementes de guaraná (gênero Paullinia) ou extrato
  • (^) Açúcar → na forma de sacarose (refinado ou cristal) = pode ser substituído total ou parcial por sacarose invertida, frutose, glicose ou seus xaropes
  • (^) Água → atender padrões de potabilidade (padrões físico- químicos e microbiológica)
  • (^) Dióxido de carbono (mínimo dissolvido de 2,0 V) ——Volume de dióxido de carbono: quantidade de gás dissolvida em dado volume de água (pressão atmosférica)

B) Ingredientes opcionais

  • (^) Outras matéria-prima de fruta sou vegetais: macerados, extratos e óleos essenciais (inócuo à saúde)
  • (^) Aromatizantes: aprovados na legislação específica Ex.: aromas naturais, óleos essenciais.

5.- MATÉRIAS PRIMAS

A) Água

  • (^) Potável (incolor, insípida e inodora)
  • (^) Ingrediente de maior participação na composição (90%)
  • (^) Balanço químico entre os ingrediente → veículo de dissolução de açúcar, conservante, ácidos, essências, corantes….
  • (^) Ser livre de íons ferro = podem formar precipitados, reagir com substâncias aromáticas e formar aromas desagradável
  • (^) Ser livre de cloro residual = reação com polifenóis e formar clorofenóis (sabor desagradáveis)
  • (^) ↓[ ] de sais de cálcio e magnésio: < 85 ppm CaCO3 (dureza da água) = precipita substâncias corantes, incrustações de superfícies (caldeiras, trocadores de calor)
  • (^) ↓ alcalinidade: 50 – 100 ppm CaCO3 para manter a acidez.

B) Açúcar

  • (^) Adicionado na proporção: 8 a 12% do produto final
  • (^) Sacarose (principal): cristal ou líquido (xarope: 67 °Brix)
  • (^) Função: gosto doce, realçar sabor dos componente, fornecer valor energéticos.
  • (^) Sacarose (glicose-frutose): cana de açúcar e beterraba → produção de açúcar invertido pelo meio ácido (frutose mais doce)
  • (^) Açúcar líquido = xarope de açúcar invertido (líquido: até 76 °Brix)

Bebida de baixa caloria

  • edulcorantes: Substâncias orgânicas não glicosídicas = conferem gosto doce → Sacarina, estévia, aspartame Observação: Não é permitido associação de açúcar + edulcorante na fabricação de refrigerante

C) Suco e extrato de suco

  • A quantidade mínima pela definida pela legislação
  • Suco concentrado (preferência) – diluição com água carbonatada
  • (^) Brasil - preferência: Cola (52,2%): mundo! Guaraná (22,6%) Laranja (10,8%) Limão (6,6%) Uva (3,4%) Outros sabores (4,4%) D) Conservantes: Impedem ou retardam alterações provocadas por microrganismos ou enzimas. Ácido benzóico e benzoatos - Ácido benzóico (2,2g/100mL) - Benzoato de sódio (66g/100mL) - Precipita em meio ácido (adicionar primeiro no xarope) - Limite: 0,05g de ácido benzóico/100mL de refrigerante Ácido sórbico ou sorbatos - Leveduras e fungos - ↑custo - Limite: 0,03g de ácido sórbico/100mL de refrigerant E) Acidulantes
  • Substância capaz de intensificar o gosto ácido dos alimentos = qualidade sensorial → controle do pH
  • Sequestrante de íons metálicos (ferro, cobre, cromo)
  • Causa inversão dos açúcares: evitando a cristalização

d) Processo a quente acidificado: adição de ácido ao xarope: antes e durante aquecimento → inversão total ou parcial da sacarose Processamento: Produção de xarope simples Elaboração do xarope simples: Xaroparia (sala isolada) Equipamentos: tanque dissolvedor (agitador: homogeneização), filtro de placa e trocador de calor

6.3. Produção de xarope compostos Mistura: xarope simples + demais ingredientes

  • Adição dos ingredientes deve ser lenta sob agitação
  • Ordem de adição = respeitar para evitar turvações

6.4. Carbonatação

  • Injeção de CO2 no refrigerante → difusores nas tubulações ou tanques de carbonatação.
  • O nível de carbonatação é variável (fator muito importante): bebidas de frutas (1 v/v); tipo cola (2-3 v/v); soda (6 v/v); tônica (4,5 v/v)
  • Equipamentos apresentam 3 partes distintas (sequencia): *Desaerador: retira O2 dissolvido na água usada para diluir o xarope compostos *Misturador: realiza a mistura da água e do xarope composto *Carbonatador: dissolução do CO2 na bebida → bolhas de gás
  • 2 formas de carbonatação:
    • Carbonatação da água: xarope composto é misturado com água já carbonatada
    • A mistura xarope + água → depois é feito a carbonatação 6.5. Engarrafamento
  • Após a carbonatação a bebida é enviada para a máquina enchedora
  • Recebe as embalagens (latas ou garrafas) higienizadas, completa com bebida (misturada e carbonatada) e realiza a lacração.

Controle na produção

  • Monitoramento das operações unitárias (tempo e temperatura de processo) e análises físico- químicas e microbiológicas

→ Padrão de identidade e qualidade da bebida

  • Água: cloro, dureza, ferro, microbiologia
  • Xarope simples: °Brix, cor, turbidez, microbiologia
  • Xarope composto: °Brix, acidez, cor, microbiologia
  • Bebida formulada: °Brix, acidez, cor, microbiologia
  • (^) Refrigerante: °Brix, acidez, cor, carbonatação e microbiologia

BEBIDAS ESTIMULANTES

  • Café // • Ervamate // • Chá CAFEÍNA
  • 1,3,7 trimetilxantina (alcalóide) → identificada em 1820
  • Branca, amarga, sem aromas
  • O teor varia nos grãos de acordo com a espécie: - café: 0,9 a 2,0%
    • folhas de chá: 2,5 a 3,6%
    • mate: 0,3 a 1,6%
  • Melhora na perfomance cognitiva e psicomotora — melhora do estado de alerta, da energia, da capacidade de concentração, do desempenho en tarefas simples, da vigilância auditiva, do tempo de retenção visual, e diminuição da sonolência e do cansaço.

1.- CAFÉ

  • Definição: o café é elaborado como infusão obtida pela escalda do pó preparado pela moagem do grão torrado.
  • Consumo: frutos maduros, grãos torrados e moídos na preparação de alimentos.
  • Planta: Etiópia, Arábia, Ásia, Europa e Américas^ ^ 1727:Brasil:regiãoSudeste
  • RDC N° 277, DE 22 DE SETEMBRO DE 2005 “Café Torrado é o endosperma (grão) beneficiado do fruto maduro de espécies do gênero Coffea, como Coffea arábica L., Coffea liberica Hiern, Coffea canephora Pierre (Coffea robusta Linden), submetido a tratamento térmico até atingir o ponto de torra escolhido. O produto pode apresentar resquícios do endosperma (película invaginada intrínseca). Pode ser adicionado de aroma.” 1.1.ESTRUTURA DO GRÃO → café recém colhido é um FRUTO // → SEMENTE = GRÃO DE CAFÉ

1.2.COLHEITA

  • Mecânica: remoção de todos os frutos ao mesmo tempo (Brasil)
  • (^) Colheita manual: fruto a fruto

Desidratação

  • Atomização (spray drier): O processo de secagem por atomização consiste em pulverizar o produto dentro da câmara submetendo-o a uma corrente controlada de ar quente, gerando a evaporação dos solventes (água) finalizando o processo com a recuperação do produto já transformado em pó
  • Liofilizador: A liofilização remove a água e outros solventes do produto congelado pelo processo de sublimação (vácuo) O resultado final é um produto com uma estrutura porosa livre de umidade e capaz de ser reconstituída pela simples adição de água. Embalagem
  • O café depois de moído é embalado a vácuo e colocado em embalagens cartonadas.
  • Na presença de umidade o envelhecimento do café torrado é mais rápido, comprometendo a fragrância e o sabor da bebida
  • (^) os aromas do café são sensíveis à oxidação atmosférica

1.6. DESCAFEINIZAÇÃO

Mais de 97% da cafeína deve ser retirada (antes da torrefação)

  • Água: Solubilidade em vapor (+ utilizado)
    • Grãos verdes: contato com água a 90-95°C (vapor)
    • Tempo de contato (água e grãos verdes): até 8 horas → café com cerca de 0,5% de cafeína
  • Solventes: benzeno, clorofórmio, tricloroetileno, diclorometano e acetato de etila → alta toxicidade
  • Fluido supercrítico de dióxido de carbono (72,8 atm – 304,2°K)^ →^ sob alta pressão arrasta o Co2 lixivia os grãos de café, dissolve a cafeína e arrasta. 1.7. CAFÉ SOLÚVEL = instantâneo
  • É o extrato seco obtido pela desidratação de uma infusão de café usando extratores, por meio da passagem de água superaquecida (140 a 160 °C), sob pressão, através de uma carga de café torrado e moído.
  • Extratores: colunas interligadas.
  • A passagem sucessiva pelas colunas leva a obtenção(saída da última coluna), de um extrato com concentração de 25 a 35% de sólidos solúveis (xarope).
  • Extrato final vai para secadores por atomização ou congeladores → depois para câmeras de liofilização (sofre desidratação sob baixa temperatura e pressão) → a água da infusão congelada é eliminada por sublimação.
  • O material desidratado é um pó muito higroscópico.

2.- TECNOLOGIA DA PRODUÇÃO DE CHÁ 2.1. INTRODUÇÃO, LEGISLAÇÃO Resolução RDC n° 277, de 22 de setembro de 2005

  • Definição: “Chá é o produto constituído de uma ou mais partes de espécie(s) vegetal(is) inteira(s), fragmentada(s) ou moída(s), com ou sem fermentação, tostada(s) ou não. O produto pode ser adicionado de aroma e ou especiaria para conferir aroma e ou sabor.
  • DESIGNAÇÃO:
    • Chá: o produto deve ser designado de "Chá", seguido do nome comum da espécie vegetal utilizada, podendo ser acrescido do processo de obtenção e ou característica específica.
    • Quando forem utilizadas duas ou mais espécies vegetais, o produto deve ser designado de "Chá Misto...” seguido dos nomes comuns das espécies vegetais ou "Chá Misto...", seguido do nome consagrado pelo uso.
    • Quando adicionado de especiarias, deve ser designado de "Chá de ... com especiaria(s)", devendo constar o(s) nome(s) comum(ns) da(s) espécie(s) vegetal(is) utilizada(s). Resolução RDC no 267, de 22 de setembro de 2005:
  • Regulamento Técnico de Espécies Vegetais para o Preparo de Chás. Resolução RDC N° 219, de 22 de dezembro de 2006:
  • Incluir espécies vegetais e partes de espécies vegetais para o preparo de chás Outra definição: “Chá é a infusão obtida pela escalda de folhas de chá (Camellia sinensis), verde ou fermentada” (VENTURINI, 2010) - Chá verde (não fermentado) - Chá preto (fermentado) - Chá branco

2.2. COMPOSIÇÃO

  • Folhas: - Carboidratos (açúcares simples, polissacarídeos) - Tanino (escurecimento) - Cafeína
  • Flavonóides - Óleos essenciais - Aminoácidos (precursores de aromas) - Enzimas (ppo)
  • Vitaminas

3.- TECNOLOGIA DE PRODUCIÓN DE ERVA-MATE

3.1.INTRODUÇÃO, LEGISLAÇÃO.

  • Erva-Mate: é o produto constituído exclusivamente pelas folhas e ramos de Ilex paraguariensis St. Hil., obtido por processo de secagem e fragmentação destinado ao preparo de "chimarrão" ou "tererê" podendo ser adicionado de açúcar.
  • Composto de Erva-Mate: é o produto, destinado ao preparo de "chimarrão" ou "tererê", constituído de erva mate, adicionado de especiaria(s) e ou outra(s) espécie(s) vegetal(is) constante(s) de Regulamento Técnico de Espécies Vegetais para o Preparo de Chás, podendo conter aroma e ou açúcar.
  • INSTRUÇÃO NORMATIVA No 12, DE 4 DE SETEMBRO DE 2003 Aprova o Regulamento Técnico para Fixação dos Padrões de Identidade e Qualidade Gerais para Suco Tropical; os Padrões de Identidade e Qualidade dos Sucos Tropicais de Abacaxi, Acerola, Cajá, Caju, Goiaba, Graviola, Mamão, Manga, Mangaba, Maracujá e Pitanga; e os Padrões de Identidade e Qualidade dos Néctares de Abacaxi, Acerola, Cajá, Caju, Goiaba, Graviola, Mamão, Manga, Maracujá, Pêssego e Pitanga→Alteração parcial pela IN 43 de 2013
  • Definição: Suco Tropical: produto obtido pela dissolução, em água potável, da polpa da fruta polposa de origem tropical, por meio de processo tecnológico adequado, não fermentado, de cor, aroma e sabor característicos da fruta, submetido a tratamento que assegure sua conservação e apresentação até o momento do consumo.
  • Lei nº 13648 de 11 de Abril: Dispõe sobre a produção de polpa e suco de frutas artesanais em estabelecimento familiar rural e altera a Lei nº 8918 de 14 de Julho de 1994. 2.- TIPOS DE SUCOS
  • Sucos integrais: concentração natural
    • A designação integral é somente válida para sucos sem adição de açúcar e na sua concentração natural.
    • São estabilizados por meio de técnica adequada que garanta sua estabilização
  • Sucos conservados: sucos integrais + conservador químico
    • São os sucos integrais adicionados de agente conservador químico (agentes fungistáticos e bacteriostáticos – sais de sulfito de Na e K, bissulfito e matabissulfito), max. 0,1%.
    • Podem ser usados acidulantes,como ácido cítrico, antioxidantes, como ácido ascóbico. (Evitar ação microbiana e enzimática)
  • Sucos reconstituidos: diluição de suco concentrado ou desidratado (Adição de água ao suco concentrado)
  • Sucos concentrados: São aqueles em que foi retirado até 50%de água de constituição através de: - evaporação à vácuo; - crio concentração, - osmose reversa
  • Suco desidratado: É o suco no estado sólido, obtido pela desidratação
  • do suco integral.
  • Suco misto: mistura de duas o mais frutas
  • Néctar: diluição en água potável
    • É o produto não fermentado, obtido pela dissolução da polpa ou suco da fruta integral em água, adicionado de açúcares (sacarose, glicose, frutose), acidulantes ou conservantes.
    • Instrução Normativa n° 42, 11 setembro de 2013/MAPA: Bebida não-fermentada, obtida da diluição em água potável da parte comestível do vegetal ou de seu extrato. A diferença básica é que o néctar não tem a obrigatoriedade de conservar todas as características originais de um suco natural de fruta. É permitido somente adição de açúcar, não sendo permitido a adição de corantes e de aromatizantes.
  • Sucos compostos ou Blends: São obtidos a partir da mistura de diferentes tipos de sucos como laranja, mamão, abacaxi e maracujá.
  • Refrescos: Bebidas não gaseificadas, não fermentadas, obtidas pela dissolução em água potável, do suco, polpa ou extrato vegetal de sua origem, adicionados de açúcares, mas sem a adição de aditivos e conservadores.
  • Preparado sólido para refresco:
    • É o produto à base de suco ou extrato vegetal de sua origem e açúcares, destinado à elaboração de bebida para o consumo, após sua diluição em água potável, podendo ser adicionado de edulcorante hipocalórico e não-calórico.
    • Quando não contiver a matéria-prima de origem vegetal será denominado de “preparado sólido para refresco artificial” 3.- PROCESSAMENTO DO SUCO Suco pode ser obtidos a partir da polpa (etapa prévia da produção) ou extração direta do suco. Etapas do processo: pode ser dividida em 3 etapas: I) Pré-tratamento II) Tratamento para obter o suco III) Tratamento pós-extração e conservação

Tratamentos específicos para frutas destinadas a produção de sucos: Uvas: Deve ser desengaçadas para não extrair os taninos Maçãs: Lavadas com detergentes, para eliminar os resíduos de pesticidas, podendo ser eliminado o coração (miolo). Antes de prensá-las devem ser trituradas, não muito fina, por meio de raspadores ou trituradores de martelo. Morangos, amoras, etc: São prensadas após lavagem Tomates: Separação das sementes e trituração, Pré-aquecimento, peneiramento (2mm) e afinamento (0,8mm) Frutas de caroço: Lavar e cortar em metades retirando o caroço, Pré-cozimento em água ou vapor. Ex.: pêssego – retira a casca por lixiviação a quente. Estas frutas normalmente são despolpadas em peneiras bastante finas para elaboração de néctares. Abacaxi: Retirar a casca e o cilindro axial e posterior trituração Extração dos sucos

  • (^) O suco é separado das cascas, fibras, sementes e outras partes não comestíveis. → Maioria das frutas: obtenção de polpa Ex.: maçã, abacaxi, acelora, maracujá
  • (^) Despolpadeiras ou extratores do tipo prensa
  • (^) Esse processo pode ser associado a um tratamento enzimático da polpa → aumento do rendimento de extração de suco
  • (^) O processo de extração difere para cada fruta:
    • Uva: a uva esmagada (desengaçadeira) é aquecida no termo- macerador tubular (extração da cor) – 65°C à 80 °C → adição de pectinas (55-60 °C) = melhorar a extração Após faz-se a separação o suco da parte sólida → esgotador dinâmico e por prensa descontínua.
    • Maçã: despolpadeira, prensagem direta com utilização malhas
    • Laranja: equipamento específico para liberação do suco: prensagem Refino
  • Objetivo: reduzir o teor de sólidos insolúveis em suspensão no suco
  • Processo:
  • Processo físico: decantação, centrifugação, uso de membranas, despolpadeira com peneira de malha bem fina
  • Processo enzimático: pectinase
  • Processo químico: gelatina, bentonita – seguido de filtração Desaeração:
    • Eliminação do ar (oxigênio), que é incorporado ao produto durante as fases de extração e provoca alterações de cor, aroma e sabor → Evitar reações de oxidação.
    • Uso: desaerador do tipo centrífugo ou do tipo instantâneo.
    • O desaerador é colocado em linha com o pasteurizador, para que o suco só atinja a temperatura de pasteurização após a eliminação do oxigênio→ Normalmente é feito em sistema a vácuo Conservação I) Pasteurização
    • Pasteurização na embalagem:- O suco na embalagem, é mergulhado em tanques de imersão, em cozedores rotativos ou em túneis de pasteurização
    • Temperatura: 115 °C a 125 °C por 15 a 20 min.

BEBIDA ALCOÓLICA OBTIDA POR

MISTURA: LICORES

1.- DEFINIÇÃO: Lei 8918, de 14 de julho de 1994, regulamentada pelo decreto n 6871 de 4 de junho de 2009, define: “Licor é a bebida com graduação alcoólica de 15 a 54 % em volume, a 20 °C, e um percentual de açúcar superior a 30 g/L, elaborado com álcool etílico potável de origem agrícola, ou destilado alcoólico simples de origem agrícola ou bebidas alcoólicas, adicionada de extrato ou substâncias de origem vegetal ou animal, substâncias aromatizantes, saborizantes, corantes e outros aditivos permitidos.”

  • (^) Licor de frutas é uma bebida alcoólica preparada sem processo fermentativo, cujos principais componentes naturais são frutas. 2.- CLASSIFICAÇÃO De acordo com o teor de açúcar:
  • Seco: 30>100g/L de açúcar
  • Doce:100>350g/L de açúcar
  • Creme:>350g/L de açúcar
  • Escarchado ou cristalizado: açúcar em proporção de saturação ou parcialmente cristalizado. Observações:
  • Café, cacau, chocolate, laranja, ovo, doce de leite: predominar a matéria-prima que originar essa denominação.
  • Licor de ervas: mais de um material vegetal sem a predominância de um deles
  • Anis: mínimo 350 g/L de açúcar.
  • O licor que contiver em sua composição no mínimo 50% em volume de conhaque, uísque, rum ou outras bebidas alcoólicas destiladas poderá conter a expressão "licor de...", acrescida do nome da bebida utilizada. 3.- DEFINIÇÃO E CLASSIFICAÇÃO ✓ Origem: • Naturais • Artificiais

✓ Maneira de obtenção: • A quente • A frio

✓Qualidade: • Comuns • Finos • Superfinos ✓ São denominados: - aguardente - rosólio - creme - elixir - amargo (bitter) 3.1. Licores naturais

  • São aqueles obtidos pela destilação de suco vegetais fermentados, com a denominação de espíritos
  • Processo: Fermentação de um líquido açucarado → destilação para separar o álcool em teor variável de 50% ou mais acompanhado de aldeídos, alcoóis superiores, ésteres, (impurezas) em concentração mínima = contribuir para o bouquet do destilado → Consumidos tal como são obtidos ou armazenados ✓ Por definição licores naturais são:
  • Aguardentes de vinho (conhaque, destilados de bagaço de uva)
  • Aguardentes de frutas (ameixa, maçã e peras)
  • Aguardentes de cana (cachaça)
  • Aguardentes de grãos (uísque, gim) → Aguardente: obtida da destilação de líquidos fermentados → LICORES: obtidos sem fermentação, por mistura de álcool, água, extratos aromáticos e açúcar Classificação dos licores naturais:
  • Aguardente simples: bebida alcoólica ou mistura de água e álcool em proporções diversas, obtidas por destilação de bebidas fermentadas ou por mistura de álcool com água, que além de princípios aromáticos, apresentam elevado percentual de álcool de 40 a 72% e uma mínima quantidade de açúcar (2%).
  • Aguardentes duplas: são bebidas que além dos princípios aromáticos e de elevado percentual de álcool contêm de 2 a 12% de açúcar 3.2. Licores artificiais
  • São os licores propriamente ditos;
  • São obtidos da mistura de álcool, água, açúcar, substâncias aromáticas e em certos casos adicionados de corantes.
  • Contem: 12 a 30% de açúcar // 25 a 50% de álcool Classificação dos licores artificiais:
  • Licores comuns: para 100L de licor, 25L de álcool, 12,5 Kg de açúcar e 66L água
  • Licores duplos: 50L álcool e 25kg açúcar
  • Licores meio-finos: 28L de álcool e 25kg de açúcar e 55L de água
  • Licores um terço finos: mistura em partes iguais de ordinários e meio-finos
  • Licores finos: 32L de álcool, 43,75kg açúcar em xarope a 25 a 30 °Brix
  • Licores superfinos: 38 a 40L de álcool e 56Kg de açúcar em xarope a 35 a 40 °Brix 3.2.Licores por maduração
  • (^) Por definição, maceração é a colocação de material sólido em um líquido para que este se impregne dos princípios solúveis contidos no sólido. → Infusão sem uso de calor = maior tempo de contato
  • (^) Método mais antigo de produção 4.- MATÉRIAS- PRIMAS ✓ Álcool: álcool de cereais (85°GLe95°GL) (mais indicado pois favorece a extração dos compostos aromáticos) ou aguardente (são os mais usados)

✓ Água:potável (filtrada ou destilada) ✓ Açúcar: refinado ou cristal(xarope)

✓ Princípio aromático: são as frutas (polpa, cascas, e sementes), flores, folhas, cascas, raízes e essência industrial que dão aroma e sabor ao licor. → A base da substância aromática é o óleo essencial que a matéria-prima contém e se dissolve bem no álcool.

4.1. Preparo da matéria- prima

  • Recepção e lavagem
  • Armazenamento
  • Seleção, lavagem e enxague
  • Descascamento e corte 4.2.Obtenção do extrato alcoólico I) Destilação
  • São obtidos por maceração ou digestão seguidos de destilação.
  • O método de destilação consiste em colocar a matéria- prima em contato com o álcool por algumas horas e em seguida promove-se uma destilação (= separação)
  • Apresentam toda a parte aromática da matéria-prima → Este processo é mais comum em licores fabricados a partir de sementes
  • Etapa final: destilados são transformados em licor, reduzindo o álcool e adicionando açúcar II) Maceração
  • Consiste em deixar a matéria-prima por um tempo em contato com uma solução hidro alcóolica → filtração → obtendo-se o extrato alcoólico que contem os princípios aromáticos e corantes extraídos da matéria-prima.
  • Procedimento é comum em licores naturais produzidos a partir de frutas. III) Mistura de óleos essenciais ou de essências
  • É a dissolução da essência ou óleo essencial em álcool e correção da graduação alcoólica. → Uma mistura da essência, álcool e xarope
  • Fabricação de alguns licores artificiais e aqueles que a matéria-prima não propicia o processo de infusão Exemplo: licores de chocolate, cacau, licores cremosos.