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BESOURO DO EUCALIPTO - Cópia, Notas de estudo de Engenharia Florestal

BESOURO DO EUCALIPTO - Cópia

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 13/11/2012

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4.5

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O Eucalipto foi descoberto pelos ingleses, em 1788. É uma árvore originária de
regiões úmidas da Austrália. Algumas publicações fazem referência também à Nova
Zelândia, à Tasmânia e a ilhas vizinhas. Mas o ser humano, em sua necessidade de
sobrevivência e em sua curiosidade natural, levou plantas de umas regiões para outras. O
eucalipto também foi espalhado para todas as partes do planeta terra. A disseminação de
sementes de eucaliptos no mundo começou no início do século XIX. Na América do Sul, o
primeiro país a introduzir o eucalipto foi o Chile em 1823 e, posteriormente, a Argentina e
o Uruguai. Por volta de 1850, países como Portugal, Espanha e Índia começaram a plantar
o eucalipto. As primeiras mudas chegaram ao Brasil em 1868, sendo que a introdução do
gênero tomou impulso no início do século XX.
Em seu habitat de origem existe água em abundância, por isto ele está bem
adaptado naquele meio onde a natureza o gerou. É por isto que sua natureza, sua estrutura
genética, é de consumir muita água durante seu crescimento. O Brasil é uma nação de
clima quente e tropical. O eucalipto se adaptou bem aqui e cresce rápido. Nestas regiões,
como esta árvore tem uma capacidade muito grande de fazer fotossíntese, isto é, retirar
energia do sol e transformar em madeira (biomassa), ela tem um crescimento muito rápido.
Em pouco tempo se transforma numa baita árvore. Outras árvores nativas, adaptadas ao
meio ambiente, demoram o dobro do tempo para chegar ao mesmo tamanho. (cartilhas
eucalipto).
O eucalipto no Brasil - As primeiras mudas de eucalipto que chegaram ao Brasil
foram plantadas no Rio Grande do Sul em 1868. No mesmo ano, também foram plantados
alguns exemplares na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. O plantio do eucalipto em
escala comercial data da primeira década do século XX (1904). Inicialmente, foi
introduzido como monocultura destinada a suprir a demanda de lenha para combustíveis
das locomotivas e dormentes para trilhos da Companhia Paulista de Estradas de Ferro.
Além disso, era utilizado para a produção de mourões de cercas e postes margeando a
ferrovia, fornecendo ainda o madeiramento para a construção das estações e vilas. Do
Estado de São Paulo, o plantio de eucalipto se estendeu para todo o centro e sul do País.
Dos 470 mil hectares de eucaliptos plantados no País entre 1909 e 1966, 80%
concentravam-se em São Paulo2. Ao adquirir novas terras em 1909, a Cia. Paulista de
Estradas de Ferro iniciou o plantio de eucalipto em escala comercial. Foram obtidas
sementes de 144 espécies plantadas em diversos hortos da companhia, especialmente em
Rio Claro, São Paulo.
A partir de meados dos anos 1960, o governo adotou uma intensa política de
incentivo fiscal para o reflorestamento, voltada para as grandes indústrias siderúrgicas e de
papel e celulose. Essas indústrias, que estavam em franca expansão, eram obrigadas por
força de Lei a manter áreas próprias para sua produção de matéria-prima. A política
florestal do governo militar criou uma série de instrumentos que, até metade dos anos
1980, incentivou e financiou as grandes empresas florestais. Com o processo de
redemocratização do País e a vigência da nova Constituição, a partir da década de 1980, a
sociedade civil se organiza e passa a pressionar os órgãos públicos e as empresas florestais
para a tomada de medidas com relação aos impactos negativos da eucaliptocultura, tanto
do ponto de vista ambiental quanto do ponto de vista social. Em meados da década de
1980, com o fim dos incentivos fiscais, as empresas florestais fizeram investimentos para
manter a produção própria, conforme determina a lei, e se associaram às universidades
públicas para o desenvolvimento tecnológico. A despeito do grande passivo herdado das
práticas adotadas, observa-se uma grande evolução das técnicas de gerenciamento
ambiental e de inserção social dos produtores de matéria-prima florestal.
Situação atual da eucaliptocultura no Brasil - Hoje o Brasil e, em especial, Minas Gerais
detêm tecnologia de ponta, chegando mesmo a exportar conhecimentos técnicos e
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O Eucalipto foi descoberto pelos ingleses, em 1788. É uma árvore originária de regiões úmidas da Austrália. Algumas publicações fazem referência também à Nova Zelândia, à Tasmânia e a ilhas vizinhas. Mas o ser humano, em sua necessidade de sobrevivência e em sua curiosidade natural, levou plantas de umas regiões para outras. O eucalipto também foi espalhado para todas as partes do planeta terra. A disseminação de sementes de eucaliptos no mundo começou no início do século XIX. Na América do Sul, o primeiro país a introduzir o eucalipto foi o Chile em 1823 e, posteriormente, a Argentina e o Uruguai. Por volta de 1850, países como Portugal, Espanha e Índia começaram a plantar o eucalipto. As primeiras mudas chegaram ao Brasil em 1868, sendo que a introdução do gênero tomou impulso no início do século XX. Em seu habitat de origem existe água em abundância, por isto ele está bem adaptado naquele meio onde a natureza o gerou. É por isto que sua natureza, sua estrutura genética, é de consumir muita água durante seu crescimento. O Brasil é uma nação de clima quente e tropical. O eucalipto se adaptou bem aqui e cresce rápido. Nestas regiões, como esta árvore tem uma capacidade muito grande de fazer fotossíntese, isto é, retirar energia do sol e transformar em madeira (biomassa), ela tem um crescimento muito rápido. Em pouco tempo se transforma numa baita árvore. Outras árvores nativas, adaptadas ao meio ambiente, demoram o dobro do tempo para chegar ao mesmo tamanho. (cartilhas eucalipto). O eucalipto no Brasil - As primeiras mudas de eucalipto que chegaram ao Brasil foram plantadas no Rio Grande do Sul em 1868. No mesmo ano, também foram plantados alguns exemplares na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. O plantio do eucalipto em escala comercial data da primeira década do século XX (1904). Inicialmente, foi introduzido como monocultura destinada a suprir a demanda de lenha para combustíveis das locomotivas e dormentes para trilhos da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Além disso, era utilizado para a produção de mourões de cercas e postes margeando a ferrovia, fornecendo ainda o madeiramento para a construção das estações e vilas. Do Estado de São Paulo, o plantio de eucalipto se estendeu para todo o centro e sul do País. Dos 470 mil hectares de eucaliptos plantados no País entre 1909 e 1966, 80% concentravam-se em São Paulo2. Ao adquirir novas terras em 1909, a Cia. Paulista de Estradas de Ferro iniciou o plantio de eucalipto em escala comercial. Foram obtidas sementes de 144 espécies plantadas em diversos hortos da companhia, especialmente em Rio Claro, São Paulo. A partir de meados dos anos 1960, o governo adotou uma intensa política de incentivo fiscal para o reflorestamento, voltada para as grandes indústrias siderúrgicas e de papel e celulose. Essas indústrias, que estavam em franca expansão, eram obrigadas por força de Lei a manter áreas próprias para sua produção de matéria-prima. A política florestal do governo militar criou uma série de instrumentos que, até metade dos anos 1980, incentivou e financiou as grandes empresas florestais. Com o processo de redemocratização do País e a vigência da nova Constituição, a partir da década de 1980, a sociedade civil se organiza e passa a pressionar os órgãos públicos e as empresas florestais para a tomada de medidas com relação aos impactos negativos da eucaliptocultura, tanto do ponto de vista ambiental quanto do ponto de vista social. Em meados da década de 1980, com o fim dos incentivos fiscais, as empresas florestais fizeram investimentos para manter a produção própria, conforme determina a lei, e se associaram às universidades públicas para o desenvolvimento tecnológico. A despeito do grande passivo herdado das práticas adotadas, observa-se uma grande evolução das técnicas de gerenciamento ambiental e de inserção social dos produtores de matéria-prima florestal.

Situação atual da eucaliptocultura no Brasil - Hoje o Brasil e, em especial, Minas Gerais

detêm tecnologia de ponta, chegando mesmo a exportar conhecimentos técnicos e

científicos para a Austrália, a terra de origem do eucalipto. O fomento florestal vem criando uma nova tendência de descentralização da produção da madeira. Experiências do Prodemata - primeiro Programa de Desenvolvimento Rural Integrado, criado no Brasil, na década de 1970 demonstram com sucesso como os produtores rurais podem participar e lucrar com esse mercado, sem provocar concorrência com outras culturas alimentares ao utilizar áreas marginais das propriedades. Existe um potencial para que, em um futuro próximo, o produtor rural assuma definitivamente essa atividade, que originalmente foi dele, criando condições espontâneas para o desenvolvimento de um mercado autônomo de madeira e produtos florestais. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS), o setor florestal brasileiro mantém hoje, em regime de produção, cerca de 4, milhões de hectares de plantações florestais de rápido crescimento. Outras espécies como a araucária, acácia negra e teca também são plantadas comercialmente, porém em menores proporções. Das plantações florestais existentes no Brasil, cerca de dois terços correspondem a plantações de eucalipto e o restante a plantações de pinus. Nas plantações de eucalipto, normalmente o corte para a industrialização ocorre aos sete anos, em um regime que permite até três rotações sucessivas, com ciclos de até 21 anos. O pinus, segundo gênero florestal mais utilizado no Brasil, é plantado no Sul e Sudeste do País; além de servir como matéria-prima para a produção de celulose, é utilizada para a fabricação de móveis, chapas, placas. (brasil_minas).

CLASSIFICAÇÃO DO EUCALIPTO

Eucalipto Classificação Científica Reino Plantae Divisão Magnoliophyta Classe Magnoliopsida Ordem Myrtales Família Myrtaceae Subfamília Leptospermoidae Género Eucalyptus Espécies Mais de 700 A classificação do gênero Eucalyptus é relativamente complexa, pois envolve um grande número de espécies - de 400 a 700, dependendo de como são consideradas. As espécies mais comuns no Brasil atingem de 20 a 60 metros de altura, mas há espécies de porte maior como o Eucalyptus regnans, cujo caule chega a 90 metros, com 7, m de circunferência na base. Os eucaliptos se desenvolvem com grande rapidez e, por volta do quinto ano, já permitem um primeiro corte do tronco para o aproveitamento da madeira, depois do que voltam a vegetar. Por crescer rapidamente, tolerar cortes sucessivos e fornecer matéria-prima para diversos fins, o eucalipto tornou-se uma das árvores mais comumente cultivadas. ( cultivoeucalipto). Na Tabela 2 encontram-se várias espécies de eucalipto recomendadas para diferentes regiões do Brasil.

implantação ou 30% do investimento total da cultura ao final do terceiro corte (SANTOS et al., 1996). CARACTERÍSTICAS: As saúvas ocorrem em todo o Brasil. Nos reflorestamentos, as espécies mais importantes são: Atta sexdens rubropilosa (saúva-limão) e Atta laevigata (saúva-cabeça-de-vidro). Esses indivíduos constroem seus ninhos subterrâneos, interligados por galerias, e usam substrato vegetal para o desenvolvimento de seu fungo, do qual se alimentam. As quem-quéns também possuem importância econômica nas fases de viveiro e campo. O gênero Acromyrmex possui as espécies que apresentam maior importância na cultura do eucalipto. Seus ninhos também são subterrâneos, mas menores que os das saúvas. Geralmente, são constituídos por uma câmara (panela) de pequena profundidade e de difícil localização (SANTOS et al., 1996). CONTROLE: Para o controle de formigas cortadeiras, o método mais eficiente é a aplicação de produto químico tóxico utilizado diretamente nos ninhos, nas formulações pó, líquida ou líquidos nebulizáveis, ou na forma de iscas granuladas, aplicadas nas proximidades das colônias. O emprego de iscas granuladas, principalmente através de porta-iscas (PI) e microporta-iscas (MIPIs), é considerado eficiente, prático e econômico. Oferecem maior segurança ao operador, dispensam mão-de-obra e equipamentos especializados e permitem o tratamento de formigueiros em locais de difícil acesso (LOECK & NAKANO, 1984). As porta-iscas podem ser aplicadas de forma sistemática, em função das características de infestação da área, variando entre 40 e 80 porta-iscas de 20g.ha-1; e de forma localizada em formigueiros grandes (LARANJEIRO, 1994). A quantidade de iscas utilizadas em MIPIs é variável dentro da faixa de 1,6 a 3,0 kg.ha-1, com MIPIs espaçados de 6 x 6 m ou 6 x 9 m, aplicadas cerca de um mês antes do corte das plantas ou 15 dias após a roçada.

  1. CUPINS Kalotermitidae, Rhinotermitidae e Termitidae (Figura 23ª). DANOS: Segundo BERTI FILHO (1993), os danos causados pelos cupins em florestas plantadas, os quais ocorrem desde o plantio até a colheita, são consideráveis. CARACTERÍSTICAS: As principais espécies que atacam o Eucalyptus, no Brasil, pertencem às famílias Kalotermitidae, Rhinotermitidae e Termitidae. Na região Neotropical, as espécies de Eucalyptus apresentam elevada mortalidade nos estádios iniciais do estabelecimento no campo, além de danos em árvores vivas e em cepas, devido ao ataque de cupins. As espécies mais susceptíveis são: E. tereticornis, E. grandis, E. citriodora e E. robusta. CONTROLE: Segundo FONTES & BERTI FILHO (1998), o controle dos cupins pode ser realizado de três maneiras: a. Aplicação de inseticidas nas covas em pré-plantio. Utilizar inseticidas que tenham como princípios ativos os seguintes componentes: Aldrin, Heptacloro ou Teflutrina. Utilizar aproximadamente 10 g do produto por cova. b. Tratamento do substrato. Utilizar inseticidas que tenham longo período residual e com os seguintes princípios ativos: Fipronil ou Bifentrina. c. Imersão das mudas em uma solução contendo o inseticida.
  2. LAGARTAS DESFOLHADORAS Thyrinteina arnobia e Glena spp. (Lepidoptera; Geometridae) Euselasia (Lepidoptera: Riodinidae). DANOS: Várias espécies de lagartas desfolhadoras atacam os povoamentos de eucalipto, sendo a Thyrinteina arnobia a principal praga. O dano causado pela T. arnobia e demais lagartas na cultura do eucalipto, segundo PEDROSA-MACEDO et al. (1993), é o

desfolhamento da planta, podendo, em caso de ataques sucessivos, paralisar o seu crescimento. CARACTERÍSTICAS: Ocorrem em toda a América do Sul e parte da América Central. No Brasil, os Estados que já apresentaram ataque por estas pragas foram: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Goiás, Distrito Federal, Amazonas e Pernambuco (SANTOS et al., 1996). As fêmeas apresentam- se com asas de coloração branca e pontuações negras bem esparsas; possuem antenas filiformes e envergadura média de 48,6 mm Os machos são menores e apresentam coloração castanha variável nas asas anteriores, antenas bipectinadas e envergadura média de 35 mm (Figura 23B). Os ovos são verde-acinzentados e escurecem progressivamente até a coloração preta, quando as lagartas estão prestes a eclodir. As lagartas apresentam seis estádios com duração média de 26,8 dias, chegando a medir 50 mm de comprimento no final desta fase (Figura 22C). Para empupar, a lagarta elabora um casulo rudimentar, cujos fios de seda são presos em uma ou mais folhas do eucalipto ou da vegetação rasteira. Esta fase dura 9,3 dias (SANTOS et al., 1996). CONTROLE: Segundo Berti Filho, 1974, citado por PEDROSAMACEDO et al. (1993), o controle desta praga florestal pode ser feito utilizando-se os seguintes inimigos naturais:

  • Deopalpus sp. (Diptera, Tachinidae): parasita lagartas e emerge das pupas.
  • Winthemya sp. (Diptera, Tachinidae): parasita lagartas e emerge das pupas.
  • Patelloa similis (Diptera, Tachinidae): parasita lagartas e emerge das pupas.
  • Euphorocera sp. (Diptera, Tachinidae): parasita lagartas e emerge das pupas.
  • Archytas sp. (Diptera, Tachinidae): parasita lagartas e emerge das pupas.
  • Tetrastichus sp. (Hymenoptera, Eulophidae): parasita as pupas.
  • (^) Apateticus sp. (Hemiptera, Pentatomidae): predador de lagartas, pupas e adultos.
  • Alcaeorrhynchus grandis (Hemiptera, Pentatomidae): predador de lagartas.
  1. BESOURO AMARELO Costalimaita ferruginea vulgata (Coleoptera: Crysomelidae). DANOS: Os adultos alimentam-se das folhas, deixando-as perfuradas ou rendilhadas (Figura 23D). Os ataques são mais severos em áreas próximas a canaviais, em razão das larvas se desenvolverem em raízes de gramíneas. CARACTERÍSTICAS: Conhecidos por “vaquinha” e “besouro-amarelo dos eucaliptos” (Figura 23E), estes insetos ocorrem nos Estados de Rio Grande do Norte, Pará, Maranhão, Bahia, Goiás, São Paulo e Paraná. Em Minas Gerais, são frequentes em regiões de cerrados, danificando plantios jovens, devido à migração dos adultos das plantas nativas. As larvas desenvolvem-se no solo e os adultos são besouros de coloração pardo-amarelada brilhante, pequenos, com medida em torno de 5-6 mm de comprimento, alimentando-se das folhas de eucalipto (SANTOS et al., 1996). CONTROLE: Não há referência específica sobre o controle desta espécie, porém, podem-se pulverizar as plantas com inseticidas fosforados (PEDROSA-MACEDO et al., 1993).
  2. OUTRAS PRAGAS O ataque de pulgões e tripés (ou trips) tem aumentado consideravelmente nos plantios de eucalipto nos últimos anos. No entanto, ainda não se sabe quais são as perdas econômicas causadas por estes insetos. Os surtos de pulgões e tripés (Figura 22F) também têm sido bastante comuns nas condições de minijardim clonal, principalmente em plantas muito tenras (consequência da aplicação de altas doses de N). (Encarte93)

flores e frutificações. Como resultado de sua herbivoria, eles podem ser importantes pragas de plantações diversas, incluindo árvores frutíferas, algodão, café, cacau, videira, batata doce, erva-mate, legumes, cereais, cana-de-açúcar, soja, quiabeiro, eucaliptos, pinus, palmáceas, seringueira, acácia e muitas outras e, também, tem sido responsabilizado pela transmissão de várias doenças viróticas em culturas agrícolas. Taxonomicamente, a fauna de Chrysomelidae no Brasil é muito rica, entretanto, muitas espécies já devem ter sido dizimadas pelo desmatamento irracional, sem nenhum registro ou qualquer estudo. No Quarto Catálogo dos Insetos que Vivem nas Plantas do Brasil, existe um inventário das espécies de Chrysomelidae que atacam as plantas no Brasil, mas isto é uma compilação feita em 1963 e, portanto, mais de 40 anos de pesquisas sobre besouros desfolhadores no Brasil estão, ainda, por serem inventariados. Novas espécies estão sendo noticiadas constantemente nas novas publicações sobre o assunto. Como ilustração, pode-se citar que só na região de Viçosa, Estado de Minas Gerais, foi constada em 1944, a ocorrência de 16 espécies de Chrysomelidae associadas a 28 tipos de culturas agrícolas. Atualmente, 73 gêneros contendo 136 espécies (cerca de 400% a mais) já podem ser reconhecidos nesta região e grande quantidade de outras espécies cujos insetos já foram coletados, ainda precisa ser determinada. O último inventário mundial sobre todos os gêneros da família Chrysomelidae foi realizado em 1982, portanto há mais de 20 anos atrás. Os insetos desta família são, também, considerados como indicadores de mudanças ambientais e o monitoramento delas podem fornecer precisas indicações sobre a história da degradação ou de transformação de ambientes importantes à sobrevivência humana. Outras espécies são úteis para o estudo de estratégias a serem usadas no manejo integrado de pragas das culturas. Por exemplo, as espécies de Coelomera constituem um instrumento valiosíssimo na compreensão dos mecanismos que envolvem a relação inseto-planta. Um amplo estudo sobre a biologia de Coelomera lanio, incluindo ciclo de vida e associação com inimigos naturais, já foi desenvolvido. Para muitas outras espécies, os estudos são escassos ou, ainda, incompletos. As últimas informações sobre Sternocolaspis quatuordecimcostata, por exemplo, foram geradas em 1954, portanto há mais de 50 anos, embora este besouro venha causando grandes estragos em plantações de Corymbia citriodora e muitos prejuízos aos produtores de óleo essencial de eucalipto no Brasil. Sua biologia é praticamente desconhecida. Mais recente é a ocorrência de Metaxyonycha angusta que já se tornou uma espécie de besouro desfolhador de grande importância na eucaliptocultura brasileira, devido ao seu elevado potencial de desfolhamento. ( http://www.insecta.ufv.br/norivaldo/index.php? option=com_content&task=view&id=13&Itemid=27)

Costalimaita ferruginea é um besouro desfolhador conhecido como "Besouro- amarelo-dos-eucaliptos" (Chrysomelidae). O adulto tem forma elíptica de 5,0 a 6,5 mm de comprimento e 3,0 a 3,5 mm de maior largura. Quando vivos, os adultos são, dorsalmente, amarelo-claros, cremes ou beges; ventralmente são alaranjados nas fêmeas podendo chegar a quase completamente negros nos machos. A cor, entretanto, pode mudar com a maneira de conservar os insetos. Os olhos são negros e cada élitro possui minúsculas depressões circulares dispostos em 16-18 filas longitudinais de comprimentos variáveis em relação à extremidade da asa. Os machos são menores, pesam menos, são mais numerosos e vivem menos do que as fêmeas. A postura é feita no solo onde o inseto passa as fases de larva e pupa. Tem potencial biótico muito elevado, mas a maior parte do seu ciclo de vida ainda é desconhecida. As larvas devem alimentar-se nas raízes de outras espécies botânicas diferentes daquelas em que se alimenta o adulto, em especial, gramíneas como cana-de- açúcar e braquiárias. Os besouros são muito ariscos e assim que alguém se aproxima da

árvore em que estão, caem nos galhos inferiores ou voam para outras árvores. Entretanto, quando há poucos insetos nas árvores, não são muito ariscos, pois se pode apanhá-los, com relativa facilidade. Eles aparecem em quantidade numerosa ao entardecer depois de passarem o dia escondidos entre as folhas. Ocorrem de setembro a maio. Em outubro ou novembro surgem os adultos, com maior pico populacional no início de novembro. Em janeiro desaparecem e eventualmente surgem em fevereiro. As maiores infestações têm sido observadas nos meses de novembro e dezembro. Sternocolaspis quatuordecimcostata, também conhecido como “Besouro-de- limeira” (Chrysomelidae), é um besouro de coloração geral azulada com reflexos cúpreos. O macho mede de 7 a 7,6 mm de comprimento, e as fêmeas de 9,2 a 10 mm Apresenta cabeça e protórax de cor verde brilhante. O protórax é mais largo do que longo e provido de minúsculas depressões circulares. O escutelo é verde e liso e os élitros são de coloração variadamente verdes, verde azulados, violáceos, porém, brilhantes. Cada élitro visto de cima, apresenta sete rugas longitudinais, em forma de costela com pontuações circulares entre elas. A região ventral do corpo é de coloração azul violáceo. Também são insetos ariscos, quando se tenta apanhá-los; geralmente soltam-se da folha em que estão e caem ao solo, ou pousam num ramo situado logo abaixo, quando não alçam vôo para outra árvore. Após o acasalamento, a fêmea faz a postura no solo, a pouca profundidade, ficando os ovos aglomerados em grande quantidade. As larvas e pupas vivem no solo, mas a biologia desta espécie também é desconhecida. Os adultos surgem aos bandos durante os meses de outubro a fevereiro, principalmente. Os primeiros insetos têm sido observados em fins de outubro e inicio de novembro e seu ataque às plantas, prolongando-se até meados de janeiro ou fins de fevereiro, quando os insetos desaparecem por completo. De um modo geral, pode-se dizer que o período de aparecimento do "Besouro-de-limeira" e ataque do mesmo às culturas, vai de princípios de outubro ou novembro a fins de janeiro ou fevereiro.

SCARABAEIDAE A família Scarabaeidae apresenta espécies desfolhadoras vorazes em muitos tipos de essências florestais no Brasil. Os besouros adultos são daninhos a plantações de eucalipto e considerado como praga em várias culturas agrícolas. Nesta família destaca-se a espécie Bolax flavolineata por ser a mais importante como prejudicial às plantações de eucalipto no Brasil, o qual é conhecido, popularmente, como “Besouro-pardo”. Em sistemas agroflorestais, esta espécie pode se tornar um problema muito grave para os eucaliptos porque as larvas se desenvolvem muito bem na soca das culturas agrícolas, como o arroz e a soja, de onde os adultos passam a desfolhar as árvores no ano seguinte. Os adultos surgem logo após o início das primeiras chuvas e se alimentam de folhas jovens, brotos e flores dos eucaliptos. (http://www.insecta.ufv.br/norivaldo/index.php? option=com_content&task=view&id=16&Itemid=30)

O "Besouro-pardo", como é conhecido à espécie Bolax flavolineata (Scarabaeidae), mede de 11 a 15 mm de comprimento por 7 a 9 mm de largura. Apresenta coloração geral marrom clara, mas a cabeça e pronoto são de coloração castanho-escuros. Os élitros, que são de coloração pardo-amarelada, apresentam estrias longitudinais de cor amarelo-palhas entremeadas por sulcos de coloração castanha. A coloração das estrias se destaca mais do que a dos sulcos. A parte ventral do corpo é marrom-escura e provida de pubescência branco-amarelada. A larva vive no solo onde se alimenta de raízes e se transforma em pupa. Na época da ocorrência das primeiras chuvas, os adultos surgem em bandos numerosos para atacarem as folhas das essências florestais. Eles são de hábitos

nos meses de outubro ou novembro, e permanecem no campo até março ou abril, causando grandes estragos nos ponteiros e nos galhos das árvores.

CURCULIONIDAE A família Curculionidae tem, no Brasil, uma das piores pragas nativas nos eucaliptais da Austrália: Gonipterus scutellatus. Este besouro desfolhador foi introduzido na Argentina em 1925, onde foi determinado como sendo Gonipterus gibberus. Depois desta, 30 anos foi encontrado nos eucaliptais do Rio Grande do Sul e sua dispersão no Brasil se deu na base de 100 km/ano nestes últimos 50 anos. Assim, depois de mais outros 30 anos ele já estava em São Paulo e agora já está no estado do Espírito Santo. Sua chegada na maior área plantada com eucaliptos no país, que fica em Minas Gerais, parece ser apenas uma questão de tempo! Sabe-se, também agora e com certeza, que são duas espécies deste gênero que foram introduzidas no Brasil. Não tardará e esta praga chegará aos maciços florestais de outros estados onde a eucaliptocultura está em franco desenvolvimento. Outros curculionídeos que atacam as essências florestais brasileiras, e que são nativos no Brasil, incluem, por exemplo, muitas espécies de Naupactus e de Heilipodus. (http://www.insecta.ufv.br/norivaldo/index.php? option=com_content&task=view&id=14&Itemid=28)

Os “Bicudo-australianos”, como são conhecidas as espécies Gonipterus scutellatus e G. gibberus (Curculionidae), são besouros daninhos introduzidos na Brasil são a única praga exótica desfolhadora de eucaliptos que se conhece no Brasil. Originárias da Austrália disseminaram-se em regiões vizinhas, como Nova Zelândia, e daí para África, transportado em caixas de maçãs. Em 1919, em viagem por esse continente, Navarro de Andrade ficou a par de um surto próximo à cidade do Cabo, na África do Sul. Os estragos estavam sendo causados em Eucalyptus cornuta e Eucalyptus lehmanni. Da África. esses besouros chegaram à Argentina. Naquele país, houve dificuldade na identificação dos insetos, mas em 1925, foram identificados como sendo Gonipterus gibberus. Daí por diante, os eucaliptais das regiões vizinhas se viram ameaçados. Não tardou muito para que fossem vistos no Brasil. Ocorreram inicialmente no Rio Grande do Sul, onde atualmente são muito comuns; daí passou para o Paraná e em São Paulo já se verificou ocorrência esporádica. Tudo indica que eles se espalharão para outras regiões e se constituirão num problema de grande importância nacional para a eucaliptocultura. Como todo curculionídeo, diferem dos demais besouros pela presença do rostro, mais ou menos alongado, voltado para baixo, e antenas, geniculo-clavadas, articuladas no meio do rostro. O escapo é alongado e as peças bucais ficam no ápice desses rostro. As asas se tornam atrofiadas e o inseto ficou impossibilitado de voar. Constituem-se em besouros que medem cerca de 10 a 12 mm de comprimento com a coloração geral marrom acinzentada. Os élitros têm cerca de 7 mm, são convexos, escamosos, com linhas de pontos ou estrias sombreadas na parte anterior e clareando na parte média em duas faixas dirigidas para os lados do corpo, formando um "V" característico, para o caso de G. gibberus, e totalmente marrom para o caso de G. scutellatus. Eles aparecem na primavera após passar o inverno na forma de fêmeas adultas fecundadas ou de ovos em diapausa. A fêmea põe de 5 a 10 ovos por vez e sobre as folhas, os quais ficam protegidos numa carapaça fecal, ou ooteca. Daí sai às larvas para alimentarem diretamente nas folhas. As larvas não têm ocelos, são de corpo recurvado, verdes e possuem no dorso, várias filas de verrugas, em cada uma das quais nasce uma pequena cerda negra. A larva se recobre de excrementos, a fim de se proteger contra os inimigos naturais. As de último instar medem cerca de 15 mm e se transformam em pupas amareladas no solo de onde emergem os adultos. Os besouros são de hábitos noturnos.

Os besouros conhecidos como "Carneirinhos" (Curculionidae), gêneros Asynonychus e Naupactus, são insetos polífagos, cujas larvas são de vida subterrânea de onde os adultos emergem quando o solo se umedece com as primeiras chuvas do período quente do ano. Na verdade pouco se conhece sobre a biologia destes insetos além do fato de que as larvas são ápodas e brancas. Os adultos não voam e têm maior atividade à noite. Naupactus xanthographus é um besouro cujas observações sobre ele ainda são muito incompletas. O inseto é de coloração castanho-acinzentada a cinza-escura, com pequenas manchas esparsas, de diferentes cores. A coloração, de um modo geral, é mais clara no macho. Medem de 14 a 18 milímetros, sendo os machos, menores do que as fêmeas. O inseto pode ser encontrado nos eucaliptais, de dezembro a março e não é arisco, podendo- se pegá-lo com bastante facilidade. Devido à sua coloração escura, frequentemente passa despercebido nos galhos das árvores. Quando percebe a aproximação de alguém, o inseto se imobiliza, o que facilita muito a sua captura e, em laboratório, os adultos podem permanecer vivos por mais de um mês. Outro carneirinho desfolhador é Asynonychus cervinus que já foi constatado em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O besouro de A. cervinus , quando adulto, é pardo-claro e com tonalidade levemente embaçada. Mede de 8 a 10 mm de comprimento. No ângulo interno do ápice da tíbia apresenta um esporão perpendicular ao eixo da mesma. Os élitros encobrem totalmente o abdômen e, como no protórax, são glabros. As asas anteriores são normalmente bem desenvolvidas, mas as posteriores podem desaparecer completamente. Durante o dia, os adultos permanecem escondidos e à noite destroem as folhas. As larvas de A. cervinus tem o corpo esbranquiçado, recurvado e são hipognatas, não têm pernas torácicas desenvolvidas, apresentam antenas reduzidas e são desprovidas de ocelos. Elas vivem no solo e ao empupar-se, a larva constrói um abrigo no solo, onde fica protegida até se transformar em adulto. Os adultos surgem nos últimos meses do ano, com a chegada do período chuvoso.

CERAMBYCIDAE A inclusão da família Cerambycidae como mais uma família de besouros desfolhadores, aqui sendo feita pela primeira vez, representa uma maneira nova de enxergar os cerambicídeos e esta visão deve ser limitada principalmente à tribo Onciderini, ou grupo dos cerambicídeos serradores. Tais besouros sempre foram tratados como broqueadores, mesmo se sabendo que o comportamento de broqueador se limita às larvas as quais broqueiam apenas partes destacadas e perdidas das árvores. Os adultos, entretanto, ao serrarem galhos, troncos jovens e ponteiros de árvores causam uma volumosa perda de folhas e de maneira tão violenta que, muita vezes, leva a árvore à morte como sói acontecer em árvores jovens. Além de serrarem os galhos e ponteiros, os besouros serradores se alimentam vigorosamente de casca e de folhas tenras nas extremidades dos galhos, na mesma árvore onde estão serrando. (http://www.insecta.ufv.br/norivaldo/index.php? option=com_content&task=view&id=17&Itemid=32)

COCCINELIDAE Uma das famílias de Coleóptera que parece atacar folhas de espécies de árvores brasileiras é a família Coccinelídea: Epilachninae. Entretanto, sua importância como besouros desfolhadores de eucaliptos no Brasil é questionável por falta de estudos apropriados. (http://www.insecta.ufv.br/norivaldo/index.php? option=com_content&task=view&id=18&Itemid=33)

IMPORTÂNCIA ECONÔMICA DOS BESOUROS DESFOLHADORES:

A princípio, pensou-se que talvez fosse um desequilíbrio ambiental passageiro; entretanto, em fins de 1954 e de 1955 o inseto reapareceu causando grandes prejuízos, devido à grande quantidade de besouros, de sua voracidade e da quantidade de plantas hospedeiras. Nos eucaliptos, os estragos pode chegar ao ponto de não ficar, em muitos casos, uma só folha intacta. Em Corymbia citriodora, que é uma espécie de eucalipto muito atacada, os insetos devoram também, as cascas dos ramos, os quais secam. O ataque às folhas pode ser bem caracterizado por aberturas alongadas e em pontos distintos numa mesma folha. Em algumas plantas o ataque pode ser observado, também nos frutos. As plantas já conhecidas como susceptíveis a este besouro são: Corymbia citriodora Hk., Corymbia maculata Hk., Eucalyptus alba Reinw., E. saligna Sm., Eucalyptus robusta, videira, abacateiro, macieira, ameixeira, mamoneira, mangueira, milho, cana-de-açúcar, feijão, cajueiro, pimenteira, caquizeiro e certas plantas silvestres,. Foi observado que Corymbia citriodora, E. alba e Corymbia maculata são espécies muito atacadas; E. saligna e E. robusta são pouco atacadas e E. globulus é imune ao ataque deste inseto daninho, como também o é E. maidenii. Apesar de o Colaspis quadrimaculata ser comum nas plantações de eucaliptos, seus danos é considerado relativamente pequeno, e ainda, não apareceram em grandes surtos populacionais. O desfolhamento dá-se nos ponteiros apicais, descendo até cerca de 1.0 m na parte superior das árvores. Os adultos comem as partes apicais tenras, as folhas novas tenras, as em expansão e as folhas recém-expandidas. Não rendilha propriamente, mas apesar de furar inicialmente, a alimentação se dá de tal forma que toda a folha é comida ficando, invariavelmente, apenas a nervura central, com alguns pequenos recortes do limbo foliar, das folhas mais velhas ou recém-expandidas. As folhas formadas e maduras não são usadas na alimentação. O "Besouro-pardo" (Bolax flavolineata) depreda principalmente as folhas, mas seu ataque se estende também aos brotos novos de outras plantas que não eucaliptos. Embora seja considerada praga em muitas plantas, este inseto não tem provocado danos de grande expressão econômica nas essências florestais. Os insetos adultos de B. flavolineata depredam a folhagem dos eucaliptos e de outras plantas como videira, ameixeira, araçazeiro, bananeira, cana-de-açúcar, marmeleiro e outros. Os danos causados por ele são semelhantes aos causados pelas formigas, nas partes aéreas das plantas. As folhas, de cima para baixo, são totalmente devoradas, com exceção dos pecíolos. As seguintes plantas são mencionadas como hospedeiras do "besouro pardo": eucaliptos, algodoeiro, ameixeira, milho, araçazeiro, bananeira, cana-de-açúcar, dália, fava, feijão, goiabeira, jabuticabeira, laranjeira, margarida, marmeleiro, oitizeiro, pessegueiro, roseira, videira, abacateiro, figueira, ingazeiro e a soja. Em eucaliptos, os estragos causados pelo Besouro-pardo têm sido mencionados, como de pouca expressividade, mas tem sido relatado como destruidor das partes aéreas das árvores (folha, flores, casca e ponteiros tenros dos ramos). O inseto tem hábitos noturnos; durante o dia, permanece escondido em fendas de árvores, debaixo de cascas e em outros esconderijos; em lugares sombrios, entretanto, alguns insetos podem ficar em plena atividade diurna. Em touceiras de cana-de-açúcar, ao lado de eucaliptais, podem-se encontrar muitos besouros, pousados nas folhas, principalmente por baixo delas. Durante o dia, os movimentos do inseto são muitos lentos; mesmo quando se sente agarrados, quase não se movimentam e geralmente não procuram voar. Ao cair da tarde, o "besouro-pardo" sai de seu abrigo, à procura de alimentos e apesar de ter hábitos noturnos, o inseto já foi encontrado, por diversos autores, depredando plantas, a pleno sol. Os insetos depredam principalmente as folhas, mas seus ataques também se estendem a brotos e flores de algumas plantas. Como praga, os adultos de Psiloptera spp. e de Lampetis spp. têm o hábito de roerem a haste dos galhos laterais bem como o tronco jovem da árvore de eucalipto. Os danos são particularmente graves quando se constituem no decepamento do ponteiro

principal porque bloqueia o crescimento em altura e força a árvore a desenvolver uma vigorosa brotação lateral. Até que um novo ramo lateral retome o crescimento apical, gera um atraso no crescimento em altura; este impacto no crescimento é tanto maior quanto maior for a vigor das árvores. Regiões e épocas de alto desenvolvimento resultam numa grande diferença no crescimento só vislumbrada, entretanto, se precedida por uma comparação especifica porque as árvores danificadas ficam entremeadas por aquelas não danificadas. Este aspecto da mistura pode resultar num acentuado aumento da quantidade de árvores dominadas por competição luminosa na floresta. A mortalidade das plantas, entretanto, não ocorre em condições normais. A perda em altura, dificilmente é recuperada pela árvore por que é na fase inicial de seu desenvolvimento que ela demonstra todo o seu potencial de crescimento uma vez que, só nesta fase, ela pode e aproveita todas as condições do solo recém-preparado e adubado para a implantação da floresta. A perda em altura, devido ao decepamento do ponteiro principal, pode ser da ordem de até 1/3 quando comparada com árvores normais em igualdade de condições. A incidência de árvores com ponteiro principal cortado pelo inseto é muito comum. Mesmo não sendo muito alta a quantidade de árvores decepadas o combate é justificável, em termos econômicos, quando se espera um alto incremento volumétrico porque pequenas alterações na produção conduzem a grandes valores nos prejuízos. Os adultos dos "Gorgulhos-do-eucalipto" (Gonipterus scutellatus e G. gibberus) aparecem na primavera e logo que eclodem dos ovos, as larvas se alimentam do parênquima foliar e as folhas ficam perfuradas com aspecto rendado, diferentemente do estrago causado pelos seus adultos; estes atacam as folhas, começando pelos bordos devorados a folha inteiramente, não respeitando as nervuras. As larvas atacam diretamente a zona de crescimento apical da planta ou ponteiro. Inicialmente, consomem as folhas já formadas, depois passam ao ponteiro destruindo os tecidos meristemáticos. O consumo alimentar é da ordem de 439mg de folhas por inseto durante o seu desenvolvimento. Esses insetos atacam todas as espécies de eucaliptos. Não se tem notícias de alguma que seja imune a eles. Os hospedeiros de G. gibberus entre os eucaliptos, em ordem de preferência são: E. globulus, E. viminalis, E. rostrata, E. robusta, E. amygdalina, Corymbia citriodora, E. saligna e E. tereticornis. Os carneirinhos Naupactus auricinctus, N. bellus, N. dissimilis e N. virens danificam as acículas de Pinus spp. a partir do 2o. ano de plantio até o quinto ou sexto ano de idade. Eles consomem áreas intermediárias das acículas promovendo a queda da parte apical das mesmas ou, quando não amputada, a seca desta parte. Este estrago ocorre tanto em acículas velhas como em novas, mas é iniciado naquelas de galhos inferiores e continuado, gradativamente, para o ápice da copa. Neste estágio avançado as árvores ficam com aspecto de sapecadas por fogo devido ao destaque das acículas secas. Nas árvores portadoras de "Fox-tail", os insetos atacam intensivamente as acículas desta parte, sendo até preferidas em relação às dos galhos inferiores. Os insetos têm hábito basicamente noturno; durante o dia ficam em repouso na base das acículas. Dentro do gênero Pinus as espécies mais danificadas são Pinus caribaea var. bahamensis e P. oocarpa, seguidas por P. caribaea var. hondurensis sendo P. caribaea var. caribaea muito pouco atacada pelos besouros. Em eucaliptos os danos são mal conhecidos, mas eles destroem, basicamente, as folhas e comumente aprecem associados a surtos de besouro-amarelo. As plantas hospedeiras de Naupactus xanthographus são os eucaliptos. Este inseto pode alimentar-se nas folhas de videira, pessegueiro, erva-mate e acácias. Os estragos de N. xanthographus são muito característicos, pois, os insetos devoram as folhas de brotações novas. De um modo geral, as áreas devoradas não são contínuas na folha, mas pode ser grande até quase chegar à nervura principal. Asynonychus cervinus é um besouro cujo adulto também danifica a folhagem dos eucaliptos. À noite eles saem dos esconderijos e danificam as folhas, que são devoradas

Para o combate químico em florestas de eucalipto, recomenda-se a pulverização das folhas das plantas jovens. Existem relatos sobre o uso, em reflorestamentos de eucalipto, de vários inseticidas, mas apesar da eficiência, ocorre reinfestação porque os insetos continuam emergindo dos locais onde desenvolveram as larvas o que significa que pode haver necessidade de mais de uma aplicação de inseticida quando a primeira é realizada muito cedo. O combate químico deve ser limitado às infestações muito intensas e às plantações novas e isto só deve ser feito quando for justificável econômica ou administrativamente. Medidas de combate do besouro-amarelo têm sido usadas em cerca da metade dos surtos relatados por empresas de reflorestamento; na maioria dos casos de tratamento, usaram-se produtos químicos, como única saída para resolver os casos de emergência. Os inseticidas químicos foram aplicados em pulverizações, a volume normal, e em polvilhamentos, evitando-se as horas mais quentes do dia. O manejo desse grupo de pragas em jardim clonal, obrigatoriamente inclui o uso de inseticidas químicos, cuja oportunidade de uso precisa ser muito bem planejada e executada para não representar ônus desnecessário e não causar impactos ambientais indesejáveis. Devido à grande importância econômica do "Besouro-de-limeira", tem-se experimentado inúmeros inseticidas contra o mesmo em formulações pó-molhável ou líquida. Nesta última, para maior aderência nas folhas, recomenda-se acrescentar de 30 a 60 centímetros cúbicos de um espelhante-adesivo, a cada 100 litros de água e mais o inseticida. No caso de eucaliptos, usar produtos de maior poder residual em pó seco ou em pulverização. O combate mais indicado para Bolax flavolineata é o combate químico com inseticidas de bom efeito de choque, como os piretróides. Para o combate a Gonipterus scutellatus e G. gibberus tem-se praticado o combate biológico em países vitimados pela praga. Tem sido usado o parasitóide Anaphes nitens, proveniente do país de origem da praga, a Austrália. No Brasil, esse parasitóide foi introduzido seguindo o caminho dos besouros a partir da Argentina, mas tem sido usado o combate químico em alguns casos. Ainda não foi feito ainda nenhuma operação de combate a Asynonychus cervinus, já que ainda não se detectou nenhum surto expressivamente significativo nas culturas florestais brasileiras.

Fig. 1. Adulto de Costalimaita ferruginea vulgata. Foto: Cherre Sade.

O controle do besouro-amarelo pode ser feito, basicamente, através de inseticidas organofosforados, com ação de contato e ingestão (Medina, 1988), os quais não devem ser aplicados nas épocas de produção e colheita, obedecendo-se sempre ao período de carência característico de cada produto. Como exemplo, Piza Júnior & Kavati (1994) indicam o inseticida fenitrotion a 0,13-0,15% para controle desse besouro. Ainda segundo Bayer

(1995) e Andrei (1996), os produtos fention (0,10%), triclorfon (0,30%) e paration metílico (0,10%) podem controlar eficientemente essa praga. http://www.ceinfo.cnpat.embrapa.br/artigo.php?op=6&i=4&si=82&ar=

Controle Biológico Os percevejos Supputius cincticeps , Tynacantha marginata (Hemiptera: Pentatomidae) e Arilus carinatus (Hemiptera: Reduviidae), bem como as aranhas Misumenops pallens (Araneae: Thomisidae), Peucetia sp. (Araneae: Oxyopidae) e os fungos entomopatogênicos Beauveria bassiana e Metharizium anisopliae são predadores do besouro amarelo.

http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia22/AG01/arvore/AG01_110_24112005115225.html (17/04/2011).

São exemplos de Organofosforados: Azinfós etílico (Gusathion A®), Clorpirifós (Dursban®, Lorsban®), Diclorvos (DDVP®, Nuvan®, Vapona®), Dimetoato (Dimexion®, Perfektion®), Diazinon (Basudin®, Diazitol®), Fenitrotion (Sumigran®, Sumithion®), Fention (Baytrex®, Lebaycid®), Fosfamidon (Dimecron®), Malation (Carbofós®, Malatol, Malaton®), Metamidofós (Tamaron®), Monocrotofós (Azodrin®, Nuvacron®), Paration metilico (Folidol®).

BROCA-DO-EUCALIPTO NOMECOMUM: Broca-do-eucalipto, broca-australiana.

NOME CIENTÍFICO: Phoracantha semipunctata Fab.(Col.: Cerambycidae)

RECONHECIMENTO DA ESPÉCIE: A broca-do-eucalipto é um besouro de origem Australiana que ataca exclusivamente espécies de eucaliptos. Este inseto foi introduzido no Brasil e a citação de sua ocorrência foi primeiramente feita na década de 50, no Rio Grande do Sul. Posteriormente foi relatada em São Paulo e Bahia. Atualmente se encontra disseminado também em Minas Gerais, Espirito Santo e Paraná. Aqui, o inseto se disseminou por todo o sul e sudeste do país com maior ou menor intensidade sendo raros os eucaliptais em que a sua presença não se verifica. Os adultos estão presentes nos eucaliptos durante todo o ano, mas tem uma atividade reduzida nos meses mais frios do ano. A fêmea adulta efetua a postura sobre a casca localizando-se mais frequentemente nas fendas, cicatrizes de quedas de ramos e outras irregularidades da casca. São constituídas geralmente por 20 a 40 ovos podendo ir até cerca de 300 ovos que é o número médio de ovos produzidos por cada fêmea. A eclosão dos ovos demora 3 a 4 dias na época mais quente sendo este número de dias de 8 a 10 no fim do inverno e início da primavera. Dos ovos nascem pequenas larvas que efetuam o seu desenvolvimento entre a casca e o lenho escavando galerias de alimentação as quais vão aumentando de largura à medida que as larvas se desenvolvem até atingirem cerca de 40 mm de comprimento. Quando a larva termina o seu crescimento perfura uma galeria de forma oval em direção ao cerne da árvore onde se empupa para depois produzir o adulto que sai, então, para o exterior. Na maior parte do ano é possível encontrarem-se simultaneamente larvas, adultos e posturas. Durante o Inverno o desenvolvimento das larvas é bastante lento.

IMPORTÂNCIA ECONÔMICA: A atividade da broca-do-eucalipto na fase larval provoca a destruição das camadas periféricas do lenho originando a interrupção do fluxo de seiva da árvore e consequentemente a sua morte. Os danos são expressivamente comuns em árvores vivas, mas estressadas por déficit hídrico e em madeira cortada que permanece no