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Besouro do eucalipto
Tipologia: Notas de estudo
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As florestas plantadas no Brasil representam aproximadamente 1% da cobertura florestal, com cerca de 5 milhões de hectares, sendo que apenas nos estados de São Paulo e Minas Gerais, há mais de 70% de todo eucalipto plantado em território nacional (SBS, 2002). Estas florestas têm um papel fundamental para o setor florestal brasileiro e, consequentemente, para a economia nacional, servindo de matéria-prima para os setores de celulose e papel, chapas, aglomerados, laminados e serraria, dentre outros, colaborando para a diminuição da pressão na utilização das florestas naturais. Espécies do gênero Eucalyptus são cultivadas em muitas regiões do mundo devido à capacidade de adaptarem-se aos mais variados tipos de hábitats (Zanuncio et al., 1993). No entanto, monoculturas de eucalipto podem favorecer a ocorrência de pragas devido à grande oferta de alimento para insetos e ao desequilíbrio na estrutura da vegetação natural, o que tem tornado necessário o desenvolvimento de técnicas apropriadas para reduzir os danos causados (Schowalter et al., 1986). No Brasil os lepidópteros desfolhadores de eucaliptos são estudados com maior intensidade, por serem responsáveis, juntamente com as formigas cortadeiras, pelos maiores danos causados ao setor florestal (Berti Filho, 1974; Santos et al., 1979; Zanuncio & Lima, 1975; Zanuncio et al., 1990). Os coleópteros constituem o terceiro grupo de insetos mais importantes para a silvicultura brasileira, principalmente as espécies das famílias Scolytidae, Buprestidae, Platypodidae, Scarabaeidae, Cerambycidae Chrysomelidae e Curculionidae, (Berti Filho & Krugner, 1986; Pedrosa- Macedo, 1993; Zanuncio et al., 1993), sendo que as últimas três famílias estão entre as mais importantes nas regiões onde o eucalipto é nativo (Ohmart & Edwards, 1991). (Perecin,2003)
O Eucalipto foi descoberto pelos ingleses, em 1788. É uma árvore originária de regiões úmidas da Austrália. Algumas publicações fazem referência também à Nova Zelândia, à Tasmânia e a ilhas vizinhas. Mas o ser humano, em sua necessidade de sobrevivência e em sua curiosidade natural, levou plantas de umas regiões para outras. O eucalipto também foi espalhado para todas as partes do planeta terra. A disseminação de sementes de eucaliptos no mundo começou no início do século XIX. Na América do Sul, o primeiro país a introduzir o eucalipto foi o Chile em 1823 e, posteriormente, a Argentina e o Uruguai. Por volta de 1850, países como Portugal, Espanha e Índia começaram a plantar o eucalipto. As primeiras mudas chegaram ao Brasil em 1868, sendo que a introdução do gênero tomou impulso no início do século XX. Em seu habitat de origem existe água em abundância, por isto ele está bem adaptado naquele meio onde a natureza o gerou. É por isto que sua natureza, sua estrutura genética, é de consumir muita água durante seu crescimento. O Brasil é uma nação de clima quente e tropical. O eucalipto se adaptou bem aqui e cresce rápido. Nestas regiões, como esta árvore tem uma capacidade muito grande de fazer fotossíntese, isto é, retirar energia do sol e transformar em madeira (biomassa), ela tem um crescimento muito rápido. Em pouco tempo se transforma numa baita árvore. Outras árvores nativas, adaptadas ao meio ambiente, demoram o dobro do tempo para chegar ao mesmo tamanho.(VIA CAMPESINA, 2006) O eucalipto no Brasil - As primeiras mudas de eucalipto que chegaram ao Brasil foram plantadas no Rio Grande do Sul em 1868. No mesmo ano, também foram plantados alguns exemplares na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. O plantio do eucalipto em escala comercial data da primeira década do século XX (1904). Inicialmente, foi
introduzido como monocultura destinada a suprir a demanda de lenha para combustíveis das locomotivas e dormentes para trilhos da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Além disso, era utilizado para a produção de mourões de cercas e postes margeando a ferrovia, fornecendo ainda o madeiramento para a construção das estações e vilas. Do Estado de São Paulo, o plantio de eucalipto se estendeu para todo o centro e sul do País. Dos 470 mil hectares de eucaliptos plantados no País entre 1909 e 1966, 80% concentravam-se em São Paulo2. Ao adquirir novas terras em 1909, a Cia. Paulista de Estradas de Ferro iniciou o plantio de eucalipto em escala comercial. Foram obtidas sementes de 144 espécies plantadas em diversos hortos da companhia, especialmente em Rio Claro, São Paulo. A partir de meados dos anos 1960, o governo adotou uma intensa política de incentivo fiscal para o reflorestamento, voltada para as grandes indústrias siderúrgicas e de papel e celulose. Essas indústrias, que estavam em franca expansão, eram obrigadas por força de Lei a manter áreas próprias para sua produção de matéria-prima. A política florestal do governo militar criou uma série de instrumentos que, até metade dos anos 1980, incentivou e financiou as grandes empresas florestais. Com o processo de redemocratização do País e a vigência da nova Constituição, a partir da década de 1980, a sociedade civil se organiza e passa a pressionar os órgãos públicos e as empresas florestais para a tomada de medidas com relação aos impactos negativos da eucaliptocultura, tanto do ponto de vista ambiental quanto do ponto de vista social. Em meados da década de 1980, com o fim dos incentivos fiscais, as empresas florestais fizeram investimentos para manter a produção própria, conforme determina a lei, e se associaram às universidades públicas para o desenvolvimento tecnológico. A despeito do grande passivo herdado das práticas adotadas, observa-se uma grande evolução das técnicas de gerenciamento ambiental e de inserção social dos produtores de matéria-prima florestal.
Situação atual da eucaliptocultura no Brasil - Hoje o Brasil e, em especial, Minas Gerais detêm tecnologia de ponta, chegando mesmo a exportar conhecimentos técnicos e científicos para a Austrália, a terra de origem do eucalipto. O fomento florestal vem criando uma nova tendência de descentralização da produção da madeira. Experiências do Prodemata - primeiro Programa de Desenvolvimento Rural Integrado, criado no Brasil, na década de 1970 demonstram com sucesso como os produtores rurais podem participar e lucrar com esse mercado, sem provocar concorrência com outras culturas alimentares ao utilizar áreas marginais das propriedades. Existe um potencial para que, em um futuro próximo, o produtor rural assuma definitivamente essa atividade, que originalmente foi dele, criando condições espontâneas para o desenvolvimento de um mercado autônomo de madeira e produtos florestais. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS), o setor florestal brasileiro mantém hoje, em regime de produção, cerca de 4, milhões de hectares de plantações florestais de rápido crescimento. Outras espécies como a araucária, acácia negra e teca também são plantadas comercialmente, porém em menores proporções. Das plantações florestais existentes no Brasil, cerca de dois terços correspondem a plantações de eucalipto e o restante a plantações de pinus. Nas plantações de eucalipto, normalmente o corte para a industrialização ocorre aos sete anos, em um regime que permite até três rotações sucessivas, com ciclos de até 21 anos. O pinus, segundo gênero florestal mais utilizado no Brasil, é plantado no Sul e Sudeste do País; além de servir como matéria-prima para a produção de celulose, é utilizada para a fabricação de móveis, chapas, placas.
Após identificar as espécies que mais se adaptam ao solo e clima do local, é preciso saber como tratá-las. Entre esses conhecimentos estão os sobre sementes (onde e quando obtê-las, como guardá-las, por quanto tempo podem ser guardada, necessidade de tratamento para que a semente germine), como produzir mudas, como preparar o solo, como plantar, fertilização mineral, de quanto em quanto tempo deve-se fazer podas, desbastes, qual a idade da colheita, etc.( Higa et al, 2000)
O eucalipto possui rápido crescimento, alta produtividade, ampla diversidade de espécies, grande capacidade de adaptação e é aplicado em diferentes processos e com diversas finalidades, como produção de celulose, papel, postes, energia, chapas, lâminas, compensados, aglomerados, carvão vegetal, madeira serrada e móveis; além de outros produtos como óleos essenciais e mel, alcançando grande importância econômica para o País. A madeira dos troncos e dos galhos mais grossa e muito utilizada em carpintaria fornece caibros, dormentes de estradas de ferro, postes, mourões para cercas, lenha e celulose para a fabricação de papel. Glândulas existentes nas folhas de numerosas espécies de eucalipto, como E. salicifolia e E. globulus, excretam essências voláteis que perfumam a atmosfera, tornando-a benéfica para as vias respiratórias. Com as folhas dessas árvores, preparam-se produtos ricos em óleo de eucalipto, em cuja composição entra substâncias como o eucaliptol, o geraniol e o citronelol, que lhes conferem propriedades antissépticas, refrescantes, balsâmicas, estomáticas, febrífugas e cicatrizantes. Sob a forma de óleo, chá, extrato alcoólico, pó para cigarro, sabonete, pomada, dentifrício, perfume, produto de limpeza, xarope e bala, o eucalipto é usado para combater resfriado, gripe, tosse, faringite, bronquite, dispepsia, cistite, uretrite, blenorragia e afecções da pele. Em que pese sua importância econômica, o cultivo do eucalipto em escala industrial tem suscitado discussões com relação aos reflexos sociais e ambientais que essa atividade provoca. Uma ótima vantagem é que o agricultor pode vender suas árvores quando bem entender, se o preço não estiver bem num ano, deixa a árvore lá, e só corta quando encontrar um preço justo. Caso que não acontece com culturas temporárias. Dentre as vantagens e desvantagens, existe um consenso, o manejo sustentável, pois a monocultura é prejudicial como em qualquer outra cultura. No caso de plantio de eucalipto em pequenas propriedades, como dos agricultores familiares, a monocultura está descartada. Do eucalipto nada se perde. Das folhas se extrai óleos essenciais para produtos fármacos, de higiene, limpeza e alimentos. As flores são ótimas para abelhas produzirem mel. Com a madeira em si, produz-se lenha, celulose e postes. A madeira cerrada é usada para fabricação de móveis, construção civil e outras aplicações como se observa na Figura 2.
FIGURA 2 - Principais usos da madeira de eucalipto. Fonte: SBS (Sociedade Brasileira de Silvicultura), 2007. PRODUTOS
1. (^) FORMIGAS CORTADEIRAS, SAÚVAS – Atta spp. QUEM-QUÉNS - Acromyrmex spp., Sericomyrmex spp., Mycocepurus spp., Trachymyrmex spp.
1.1. DANOS:
Estes insetos danificam o eucalipto na produção de mudas e no campo. O custo despendido com o controle desta praga corresponde a 5% do custo total de implantação ou 30% do investimento total da cultura ao final do terceiro corte (SANTOS et al., 1996).
1.2. CARACTERÍSTICAS
As saúvas ocorrem em todo o Brasil. Nos reflorestamentos, as espécies mais importantes são: Atta sexdens rubropilosa (saúva-limão) e Atta laevigata (saúva-cabeça-de- vidro). Esses indivíduos constroem seus ninhos subterrâneos, interligados por galerias, e usam substrato vegetal para o desenvolvimento de seu fungo, do qual se alimentam. As quem-quéns também possuem importância econômica nas fases de viveiro e campo. O gênero Acromyrmex possui as espécies que apresentam maior importância na cultura do eucalipto. Seus ninhos também são subterrâneos, mas menores que os das saúvas. Geralmente, são constituídos por uma câmara (panela) de pequena profundidade e de difícil localização (SANTOS et al., 1996).
1.3. CONTROLE
Amazonas e Pernambuco (SANTOS et al., 1996). As fêmeas apresentam-se com asas de coloração branca e pontuações negras bem esparsas; possuem antenas filiformes e envergadura média de 48,6 mm Os machos são menores e apresentam coloração castanha variável nas asas anteriores, antenas bipectinadas e envergadura média de 35 mm (Figura 23B). Os ovos são verde-acinzentados e escurecem progressivamente até a coloração preta, quando as lagartas estão prestes a eclodir. As lagartas apresentam seis estádios com duração média de 26,8 dias, chegando a medir 50 mm de comprimento no final desta fase (Figura 22C). Para empupar, a lagarta elabora um casulo rudimentar, cujos fios de seda são presos em uma ou mais folhas do eucalipto ou da vegetação rasteira. Esta fase dura 9, dias (SANTOS et al., 1996).
1.9. CONTROLE Segundo Berti Filho, 1974, citado por PEDROSAMACEDO et al. (1993), o controle desta praga florestal pode ser feito utilizando-se os seguintes inimigos naturais:
Crysomelidae).
1.10. (^) DANOS Os adultos alimentam-se das folhas, deixando-as perfuradas ou rendilhadas (Figura 23D). Os ataques são mais severos em áreas próximas a canaviais, em razão das larvas se desenvolverem em raízes de gramíneas.
1.11. CARACTERÍSTICAS Conhecidos por “vaquinha” e “besouro-amarelo dos eucaliptos” (Figura 23E), estes insetos ocorrem nos Estados de Rio Grande do Norte, Pará, Maranhão, Bahia, Goiás, São Paulo e Paraná. Em Minas Gerais, são frequentes em regiões de cerrados, danificando plantios jovens, devido à migração dos adultos das plantas nativas. As larvas desenvolvem-se no solo e os adultos são besouros de coloração pardo-amarelada brilhante, pequenos, com medida em torno de 5-6 mm de comprimento, alimentando-se das folhas de eucalipto (SANTOS et al., 1996).
1.12. CONTROLE Não há referência específica sobre o controle desta espécie, porém, podem-se pulverizar as plantas com inseticidas fosforados (PEDROSA-MACEDO et al., 1993).
O ataque de pulgões e tripés (ou trips) tem aumentado consideravelmente nos plantios de eucalipto nos últimos anos. No entanto, ainda não se sabe quais são as perdas econômicas causadas por estes insetos. Os surtos de pulgões e tripés (Figura 22F) também têm sido bastante comuns nas condições de minijardim clonal, principalmente em plantas muito tenras (consequência da aplicação de altas doses de N).
6. BESOUROS PRAGAS DO EUCALIPTO
O Brasil possui 2,9 milhões de hectares cultivados com espécies do gênero Eucalyptus (SBS, 2002). Nessa cultura foi relatada a ocorrência de grande número de espécies de insetos, sendo muitas consideradas pragas (ZANUNCIO, 1993), com destaque para formigas cortadeiras, lepidópteros e coleópteros desfolhadores e broqueadores. Embora as formigas cortadeiras figurem como a principal praga em eucaliptais, os coleópteros broqueadores vêm assumindo maior importância devido ao incremento de seus danos, especialmente em florestas destinadas à produção de madeira para serraria. (ZANUNCIO, J. C. et al, 2005) Os coleópteros são o terceiro grupo mais importante de insetos-praga de eucalipto no Brasil, principalmente espécies das famílias Scolytidae, Cerambycidae, Scarabaeidae, Chrysomelidae, Curculionidae, Buprestidae e Platypodidae (Pedrosa-Macedo 1993, Zanuncio et al. 1993). Nas regiões onde o eucalipto é nativo, os Scarabaeidae, Chrysomelidae e Curculionidae estão entre os insetos mais importantes dessa essência (Ohmart & Edwards 1991).
Os besouros se distinguem dos demais insetos pela forte esclerotinização do exoesqueleto e dos élitros, quase sempre de consistência coriácea. Os élitros, em repouso, cobrem as asas membranosas que ficam sobre eles dobrados e escondidas. Este é o quarto grupo de insetos mais importantes para a silvicultura brasileira. Essa importância vem crescendo em função da quantidade de ocorrências de grandes surtos de besouros desfolhadores em reflorestamentos, principalmente, nos de eucaliptos.
Besouro-desfolhador, besouro-amarelo, vaquinha, besouro-pardo, bicudo-australiano, besouro-de-quatro-pintas, besouro-de-limeira, carneirinho, cascudinho, cai-cai, manhoso.
Costalimaita ferruginea (Fabr.) - Coleóptera: Chrysomelidae. Sternocolaspis quatuordecimcostata (Lef.)-Chrysomelidae. Colaspis quadrimaculata Olivier - Chrysomelidae. Gonipterus gibberus (Boisd.) – Curculionidae. Gonipterus scutellatus (Gyllenhal) – Curculionidae. Bolax flavolineata (Mannerh) – Scarabaeidae. Psiloptera spp. – Buprestidae. Lampetis spp. - Buprestidae Asynonychus cervinus (Boheman) – Curculionidae. Naupactus xanthographus (Germar) – Curculionidae. Naupactus auricinctus, N. bellus, N. dissimilis e N. virens - Curculionidae.
7. RECONHECIMENTO DA FAMILIA E DAS ESPÉCIES DE BESOUROS DESFOLHADORES
A família Chrysomelidae constitui-se num grupo de grande interesse devido às muitas espécies que apresentam históricos como pragas nas culturas agrícolas e florestais.
mais numerosos e vivem menos do que as fêmeas. A postura é feita no solo onde o inseto
passa as fases de larva e pupa. Tem potencial biótico muito elevado, mas a maior parte do
seu ciclo de vida ainda é desconhecida. Para a bioecologia de C. ferruginea já foi realizada
várias tentativas, no entanto nenhuma foi bem sucedida. Portanto alguns autores estimam
que a bioecologia de C. ferruginea se define da seguinte maneira: O período embrionário
é por volta de 7 a 10 dias, as larvas se desenvolvem no solo e seu período é de
aproximadamente 6 a 7 meses, as larvas fazem um pequeno casulo de barro, onde se
empupam (período de pupa não estabelecido). Os adultos podem viver por mais de 30 dias
alimentando-se de folhas de dicotiledôneas. As larvas devem alimentar-se nas raízes de
outras espécies botânicas diferentes daquelas em que se alimenta o adulto, em especial,
gramíneas como cana-de-açúcar e braquiárias. Os besouros são muito ariscos e assim que
alguém se aproxima da árvore em que estão, caem nos galhos inferiores ou voam para
outras árvores. Entretanto, quando há poucos insetos nas árvores, não são muito ariscos,
pois se pode apanhá-los, com relativa facilidade. Eles aparecem em quantidade numerosa
ao entardecer depois de passarem o dia escondidos entre as folhas. Ocorrem de setembro a
maio. Em outubro ou novembro surgem os adultos, com maior pico populacional no início
de novembro. Em janeiro desaparecem e eventualmente surgem em fevereiro. As maiores
infestações têm sido observadas nos meses de novembro e dezembro.
Sternocolaspis quatuordecimcostata (Chrysomelidae), também conhecido como “Besouro-
de-limeira”, é um besouro de coloração geral azulada com reflexos cúpreos. O macho
mede de 7 a 7,6 mm de comprimento, e as fêmeas de 9,
a 10 mm Apresenta cabeça e protórax de cor verde
brilhante. O protórax é mais largo do que longo e provido
de minúsculas depressões circulares. O escutelo é verde e
liso e os élitros são de coloração variadamente verdes,
verde azulados, violáceos, porém, brilhantes. Cada élitro
visto de cima, apresenta sete rugas longitudinais, em forma
de costela com pontuações circulares entre elas. A região
ventral do corpo é de coloração azul violáceo. Também são
insetos ariscos, quando se tenta apanhá-los; geralmente
soltam-se da folha em que estão e caem ao solo, ou pousam num ramo situado logo
abaixo, quando não alçam vôo para outra árvore. Após o acasalamento, a fêmea faz a
postura no solo, a pouca profundidade, ficando os ovos aglomerados em grande
quantidade. As larvas e pupas vivem no solo, mas a biologia desta espécie também é
desconhecida. Os adultos surgem aos bandos durante os meses de outubro a fevereiro,
principalmente. Os primeiros insetos têm sido observados em fins de outubro e inicio de
novembro e seu ataque às plantas, prolongando-se até meados de janeiro ou fins de
fevereiro, quando os insetos desaparecem por completo. De um modo geral, pode-se dizer
que o período de aparecimento do "Besouro-de-limeira" e ataque do mesmo às culturas,
vai de princípios de outubro ou novembro a fins de janeiro ou fevereiro.
A família Scarabaeidae apresenta espécies desfolhadoras vorazes em muitos tipos de essências florestais no Brasil. Os besouros adultos são daninhos a plantações de eucalipto e considerado como praga em várias culturas agrícolas. Nesta família destaca-se a espécie Bolax flavolineata por ser a mais importante como prejudicial às plantações de eucalipto no Brasil, o qual é conhecido, popularmente, como “Besouro-pardo”. Em sistemas agroflorestais, esta espécie pode se tornar um problema muito grave para os eucaliptos porque as larvas se desenvolvem muito bem na soca das culturas agrícolas, como o arroz e a soja, de onde os adultos passam a desfolhar as árvores no ano seguinte. Os adultos surgem logo após o início das primeiras chuvas e se alimentam de folhas jovens, brotos e flores dos eucaliptos. .(ANJO, N. acesso: 24/04/2011)
O "Besouro-pardo", como é conhecido à espécie Bolax flavolineata (Scarabaeidae), mede
de 11 a 15 mm de comprimento por 7 a 9 mm de largura. Apresenta coloração geral
marrom clara, mas a cabeça e pronoto são de coloração castanho-escuros. Os élitros, que
são de coloração pardo-amarelada, apresentam estrias longitudinais de cor amarelo-palhas
entremeadas por sulcos de coloração castanha. A coloração das estrias se destaca mais do
que a dos sulcos. A parte ventral do corpo é marrom-escura e provida de pubescência
branco-amarelada. A larva vive no solo onde se alimenta de raízes e se transforma em
pupa. Na época da ocorrência das primeiras chuvas, os adultos surgem em bandos
numerosos para atacarem as folhas das essências florestais. Eles são de hábitos noturnos e
durante o dia permanecem escondidos sob cascas de árvores, fendas e outros lugares. Este
besouro já foi constatado em Minas Gerais, São Paulo, Amazonas, Rio de Janeiro e Rio
Grande do Sul, mas deve ocorrer em todos os reflorestamentos do país, mais raramente no
Sul e com maior incidência no Sudeste (São Paulo, Minas, Rio de Janeiro) estendendo-se
também aos estados do Norte e Goiás.
Metaxyonycha angustaé (Scarabaeidae) uma espécie de besouro desfolhador conhecido
popularmente como “Besouro-de-quatro-pintas”. O primeiro hospedeiro conhecido para
ele é o eucalipto. Como praga ele já foi constatado em São Paulo, Santa Catarina e Minas
Gerais. O adulto é muito arisco e voa imediatamente após qualquer aproximação de
pessoas. Ele é comum em eucaliptais, durante os meses de novembro a janeiro. Sua
coloração geral é amarelo-ferruginea e sobre os élitros apresentam-se quatro manchas
grandes de cor verde-azulada as quais formam, entre si, um espaço em forma de cruz.
Estas manchas são bem nítidas, com variações no
tamanho. As antenas são destacadamente longas e quase
completamente escuras. As pernas são longas e amarelas,
mas os tarsos são escuros. Os olhos são pretos e a parte
ventral do corpo é amarela com marginações escuras. O
protórax é alaranjado e estreito. O comprimento do
corpo varia entre 8 e 10 mm mas há grande variação
quanto ao sexo. Os insetos não apresentam hábitos
gregários e tendem a se movimentar constantemente
entre os galhos ou entre as árvores.
Outros curculionídeos que atacam as essências florestais brasileiras, e que são nativos no Brasil, incluem, por exemplo, muitas espécies de Naupactus e de Heilipodus.. (ANJO, N. acesso: 24/04/2011)
Os “Bicudo-australianos”, como são conhecidas as espécies Gonipterus scutellatus e G.
gibberus (Curculionidae), são besouros daninhos introduzidos na Brasil são a única praga
exótica desfolhadora de eucaliptos que se conhece no Brasil. Originárias da Austrália
disseminaram-se em regiões vizinhas, como Nova Zelândia, e daí para África, transportado
em caixas de maçãs. Em 1919, em viagem por esse continente, Navarro de Andrade ficou
a par de um surto próximo à cidade do Cabo, na África do Sul. Os estragos estavam sendo
causados em Eucalyptus cornuta e Eucalyptus lehmanni. Da África. esses besouros
chegaram à Argentina. Naquele país, houve dificuldade na identificação dos insetos, mas
em 1925, foram identificados como sendo Gonipterus gibberus. Daí por diante, os
eucaliptais das regiões vizinhas se viram ameaçados. Não tardou muito para que fossem
vistos no Brasil. Ocorreram inicialmente no Rio Grande do Sul, onde atualmente são muito
comuns; daí passou para o Paraná e em São Paulo já se verificou ocorrência esporádica.
Tudo indica que eles se espalharão para outras regiões e se constituirão num problema de
grande importância nacional para a eucaliptocultura. Como todo curculionídeo, diferem
dos demais besouros pela presença do rostro, mais ou menos alongado, voltado para baixo,
e antenas, geniculo-clavadas, articuladas no meio do rostro. O escapo é alongado e as
peças bucais ficam no ápice desses rostro. As asas se tornam atrofiadas e o inseto ficou
impossibilitado de voar. Constituem-se em besouros que medem cerca de 10 a 12 mm de
comprimento com a coloração geral marrom acinzentada. Os élitros têm cerca de 7 mm,
são convexos, escamosos, com linhas de pontos ou estrias sombreadas na parte anterior e
clareando na parte média em duas faixas dirigidas para os lados do corpo, formando um
"V" característico, para o caso de G. gibberus, e totalmente marrom para o caso de G.
scutellatus. Eles aparecem na primavera após passar o inverno na forma de fêmeas adultas
fecundadas ou de ovos em diapausa. A fêmea põe de 5 a 10 ovos por vez e sobre as folhas,
os quais ficam protegidos numa carapaça fecal, ou ooteca. Daí sai às larvas para
alimentarem diretamente nas folhas. As larvas não têm ocelos, são de corpo recurvado,
verdes e possuem no dorso, várias filas de verrugas, em
cada uma das quais nasce uma pequena cerda negra. A
larva se recobre de excrementos, a fim de se proteger
contra os inimigos naturais. As de último instar medem
cerca de 15 mm e se transformam em pupas amareladas
no solo de onde emergem os adultos. Os besouros são de
hábitos noturnos.
Os besouros conhecidos como "Carneirinhos", gêneros
Asynonychus e Naupactus (Curculionidae), são insetos polífagos, cujas larvas são de vida
subterrânea de onde os adultos emergem quando o solo se umedece com as primeiras
chuvas do período quente do ano. Na verdade pouco se conhece sobre a biologia destes
insetos além do fato de que as larvas são ápodas e brancas. Os adultos não voam e têm
maior atividade à noite. Naupactus xanthographus é um besouro cujas observações sobre
ele ainda são muito incompletas. O inseto é de coloração castanho-acinzentada a cinza- escura, com pequenas manchas esparsas, de diferentes cores. A coloração, de um modo geral, é mais clara no macho. Medem de 14 a 18 milímetros, sendo os machos, menores do que as fêmeas. O inseto pode ser encontrado nos eucaliptais, de dezembro a março e não é arisco, podendo-se pegá-lo com bastante facilidade. Devido à sua coloração escura, frequentemente passa despercebido nos galhos das árvores. Quando percebe a aproximação de alguém, o inseto se imobiliza, o que facilita muito a sua captura e, em laboratório, os adultos podem permanecer vivos por mais de um mês. Outro carneirinho desfolhador é Asynonychus cervinus que já foi constatado em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O besouro de A. cervinus , quando adulto, é pardo-claro e com tonalidade levemente embaçada. Mede de 8 a 10 mm de comprimento. No ângulo interno do ápice da tíbia apresenta um esporão perpendicular ao eixo da mesma. Os élitros encobrem totalmente o abdômen e, como no protórax, são glabros. As asas anteriores são normalmente bem desenvolvidas, mas as posteriores podem desaparecer completamente. Durante o dia, os adultos permanecem escondidos e à noite destroem as folhas. As larvas de A. cervinus tem o corpo esbranquiçado, recurvado e são hipognatas, não têm pernas torácicas desenvolvidas, apresentam antenas reduzidas e são desprovidas de ocelos. Elas vivem no solo e ao empupar-se, a larva constrói um abrigo no solo, onde fica protegida até se transformar em adulto. Os adultos surgem nos últimos meses do ano, com a chegada do período chuvoso.
A inclusão da família Cerambycidae como mais uma família de besouros desfolhadores, aqui sendo feita pela primeira vez, representa uma maneira nova de enxergar os cerambicídeos e esta visão deve ser limitada principalmente à tribo Onciderini, ou grupo dos cerambicídeos serradores. Tais besouros sempre foram tratados como broqueadores, mesmo se sabendo que o comportamento de broqueador se limita às larvas as quais broqueiam apenas partes destacadas e perdidas das árvores. Os adultos, entretanto, ao serrarem galhos, troncos jovens e ponteiros de árvores causam uma volumosa perda de folhas e de maneira tão violenta que, muita vezes, leva a árvore à morte como sói acontecer em árvores jovens. Além de serrarem os galhos e ponteiros, os besouros serradores se alimentam vigorosamente de casca e de folhas tenras nas extremidades dos galhos, na mesma árvore onde estão serrando. .(ANJO, N. acesso: 24/04/2011)
Uma das famílias de Coleóptera que parece atacar folhas de espécies de árvores brasileiras é a família Coccinelídea: Epilachninae. Entretanto, sua importância como besouros desfolhadores de eucaliptos no Brasil é questionável por falta de estudos apropriados. .(ANJO, N. acesso: 24/04/2011)
O “Besouro-amarelo”, o qual pode ser considerado o pior dos besouros desfolhadores, rói as partes apicais tenras, incluindo o ponteiro principal, e rendilha as folhas mais novas, especialmente, as do terço superior da copa, das espécies de eucaliptos mais
plantas, as folhas achavam-se devoradas, em grande parte. Uma famosa ocorrência já
relata foi a de 1951 e 1952 em São Paulo, mas em Piracicaba e Limeira se encontrou o
inseto, de novembro a abril-maio, nos anos de 1954 e1955.
Para o caso de Sternocolaspis quatuordecimcostata, ou “Besouro-de-limeira", a intensidade dos danos está relacionada com a quantidade de insetos e com as espécies atacadas já que algumas são preferidas e aí o ataque é intensivo ao passo que em espécies pouco preferidas o ataque não chega a ser muito expressivo. Apesar deste inseto ser conhecido no Brasil desde 1877, somente em 1953 se revelou como prega ao causar grandes estragos nos eucaliptais e outras plantas na cidade de Limeira (SP), daí seu nome. A princípio, pensou-se que talvez fosse um desequilíbrio ambiental passageiro; entretanto, em fins de 1954 e de 1955 o inseto reapareceu causando grandes prejuízos, devido à grande quantidade de besouros, de sua voracidade e da quantidade de plantas hospedeiras. Nos eucaliptos, os estragos pode chegar ao ponto de não ficar, em muitos casos, uma só folha intacta. Em Corymbia citriodora, que é uma espécie de eucalipto muito atacada, os insetos devoram também, as cascas dos ramos, os quais secam. O ataque às folhas pode ser bem caracterizado por aberturas alongadas e em pontos distintos numa mesma folha. Em algumas plantas o ataque pode ser observado, também nos frutos. As plantas já conhecidas como susceptíveis a este besouro são: Corymbia citriodora Hk., Corymbia maculata Hk., Eucalyptus alba Reinw., E. saligna Sm., Eucalyptus robusta, videira, abacateiro, macieira, ameixeira, mamoneira, mangueira, milho, cana-de-açúcar, feijão, cajueiro, pimenteira, caquizeiro e certas plantas silvestres,. Foi observado que Corymbia citriodora, E. alba e Corymbia maculata são espécies muito atacadas; E. saligna e E. robusta são pouco atacadas e E. globulus é imune ao ataque deste inseto daninho, como também o é E. maidenii.
Apesar de o Colaspis quadrimaculata ser comum nas plantações de eucaliptos, seus danos
é considerado relativamente pequeno, e ainda, não apareceram em grandes surtos
populacionais. O desfolhamento dá-se nos ponteiros apicais, descendo até cerca de 1.0 m
na parte superior das árvores. Os adultos comem as partes apicais tenras, as folhas novas
tenras, as em expansão e as folhas recém-expandidas. Não rendilha propriamente, mas
apesar de furar inicialmente, a alimentação se dá de tal forma que toda a folha é comida
ficando, invariavelmente, apenas a nervura central, com alguns pequenos recortes do limbo
foliar, das folhas mais velhas ou recém-expandidas. As folhas formadas e maduras não são
usadas na alimentação.
O "Besouro-pardo" (Bolax flavolineata) depreda principalmente as folhas, mas seu ataque se estende também aos brotos novos de outras plantas que não eucaliptos. Embora seja considerada praga em muitas plantas, este inseto não tem provocado danos de grande expressão econômica nas essências florestais. Os insetos adultos de B. flavolineata depredam a folhagem dos eucaliptos e de outras plantas como videira, ameixeira, araçazeiro, bananeira, cana-de-açúcar, marmeleiro e outros. Os danos causados por ele são semelhantes aos causados pelas formigas, nas partes aéreas das plantas. As folhas, de cima para baixo, são totalmente devoradas, com exceção dos pecíolos. As seguintes plantas são mencionadas como hospedeiras do "besouro pardo": eucaliptos, algodoeiro, ameixeira, milho, araçazeiro, bananeira, cana-de-açúcar, dália, fava, feijão, goiabeira, jabuticabeira,
laranjeira, margarida, marmeleiro, oitizeiro, pessegueiro, roseira, videira, abacateiro, figueira, ingazeiro e a soja. Em eucaliptos, os estragos causados pelo Besouro-pardo têm sido mencionados, como de pouca expressividade, mas tem sido relatado como destruidor das partes aéreas das árvores (folha, flores, casca e ponteiros tenros dos ramos). O inseto tem hábitos noturnos; durante o dia, permanece escondido em fendas de árvores, debaixo de cascas e em outros esconderijos; em lugares sombrios, entretanto, alguns insetos podem ficar em plena atividade diurna. Em touceiras de cana-de-açúcar, ao lado de eucaliptais, podem-se encontrar muitos besouros, pousados nas folhas, principalmente por baixo delas. Durante o dia, os movimentos do inseto são muitos lentos; mesmo quando se sente agarrados, quase não se movimentam e geralmente não procuram voar. Ao cair da tarde, o "besouro-pardo" sai de seu abrigo, à procura de alimentos e apesar de ter hábitos noturnos, o inseto já foi encontrado, por diversos autores, depredando plantas, a pleno sol. Os insetos depredam principalmente as folhas, mas seus ataques também se estendem a brotos e flores de algumas plantas. Como praga, os adultos de Psiloptera spp. e de Lampetis spp. têm o hábito de roerem a haste dos galhos laterais bem como o tronco jovem da árvore de eucalipto. Os danos são particularmente graves quando se constituem no decepamento do ponteiro principal porque bloqueia o crescimento em altura e força a árvore a desenvolver uma vigorosa brotação lateral. Até que um novo ramo lateral retome o crescimento apical, gera um atraso no crescimento em altura; este impacto no crescimento é tanto maior quanto maior for a vigor das árvores. Regiões e épocas de alto desenvolvimento resultam numa grande diferença no crescimento só vislumbrada, entretanto, se precedida por uma comparação especifica porque as árvores danificadas ficam entremeadas por aquelas não danificadas. Este aspecto da mistura pode resultar num acentuado aumento da quantidade de árvores dominadas por competição luminosa na floresta. A mortalidade das plantas, entretanto, não ocorre em condições normais. A perda em altura, dificilmente é recuperada pela árvore por que é na fase inicial de seu desenvolvimento que ela demonstra todo o seu potencial de crescimento uma vez que, só nesta fase, ela pode e aproveita todas as condições do solo recém-preparado e adubado para a implantação da floresta. A perda em altura, devido ao decepamento do ponteiro principal, pode ser da ordem de até 1/3 quando comparada com árvores normais em igualdade de condições. A incidência de árvores com ponteiro principal cortado pelo inseto é muito comum. Mesmo não sendo muito alta a quantidade de árvores decepadas o combate é justificável, em termos econômicos, quando se espera um alto incremento volumétrico porque pequenas alterações na produção conduzem a grandes valores nos prejuízos.
Os adultos dos "Gorgulhos-do-eucalipto" ( Gonipterus scutellatus e G. gibberus) aparecem
na primavera e logo que eclodem dos ovos, as larvas se alimentam do parênquima foliar e
as folhas ficam perfuradas com aspecto rendado, diferentemente do estrago causado pelos
seus adultos; estes atacam as folhas, começando pelos bordos devorados a folha
inteiramente, não respeitando as nervuras. As larvas atacam diretamente a zona de
crescimento apical da planta ou ponteiro. Inicialmente, consomem as folhas já formadas,
depois passam ao ponteiro destruindo os tecidos meristemáticos. O consumo alimentar é
da ordem de 439mg de folhas por inseto durante o seu desenvolvimento. Esses insetos
atacam todas as espécies de eucaliptos. Não se tem notícias de alguma que seja imune a
eles. Os hospedeiros de G. gibberus entre os eucaliptos, em ordem de preferência são: E.
globulus, E. viminalis, E. rostrata, E. robusta, E. amygdalina, Corymbia citriodora, E.
saligna e E. tereticornis.