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Etologia: Causas e Efeitos do Estresse em Animais de Alta Seleção Genética, Notas de estudo de Agronomia

Este documento discute as razões pelas quais estudar etologia, incluindo a intensificação da produção, alto grau de seleção genética e estresse calórico. Ele explica o papel do glicocorticosteróide no metabolismo e sua influência no bem-estar animal, bem como os efeitos deletérios do estresse no desempenho reprodutivo, produtivo, sanitário e comportamental. Além disso, ele apresenta considerações técnicas para minimizar o efeito do estresse em animais nos trópicos.

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 16/02/2011

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bruno-agro-10 🇧🇷

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I
1 – Razão para se estudar Etologia
a) Intensificação da produção – confinamento – estresse -
bem estar animal - produção
b) Alto grau de seleção genética dos animais (seleção
unilateral)
c) Estresse calórico dos trópicos.
a) Confinamento Æ estresse - taxa de
glicocorticosteróide no plasma sangüíneo.
O glicocorticosteróide – regula o metabolismo das
proteínas, carboidratos e lipídeos, induzindo a formação de
glicose, pela mobilização de proteínas e gorduras –
gliconeogênese, como resultado o aumento da concentração
de açúcar no sangue.
Em resumo: o glicocorticosteróide induz a formação
de glicose para o sangue/células – fonte de energia para
combater o elemento estressor.
Æ efeito antiinflamatório e antialérgico
Æ efeito catabólico sobre os tecidos ósseos, conjuntivos e
órgãos linfáticos.
OBS: A longo tempo Æ resistência orgânica Æ sistema
imune (imunossupressão).
Em resumo: ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) –
na corrente sangüínea – estimula a córtex adrenal – produzir
e secretar glicocorticosteróide, por um determinado tempo,
afetando: crescimento e engorda, qualidade da carne e
carcaça, fertilidade, produção de leite e sanidade dos
animais.
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I

1 – Razão para se estudar Etologia

a) Intensificação da produção – confinamento – estresse - ↓ bem estar animal - ↓ produção

b) Alto grau de seleção genética dos animais (seleção unilateral)

c) Estresse calórico dos trópicos.

a) Confinamento Æ estresse -taxa de glicocorticosteróide no plasma sangüíneo.

O glicocorticosteróide – regula o metabolismo das proteínas, carboidratos e lipídeos, induzindo a formação de glicose, pela mobilização de proteínas e gorduras – gliconeogênese, como resultado o aumento da concentração de açúcar no sangue.

Em resumo : o glicocorticosteróide induz a formação de glicose para o sangue/células – fonte de energia para combater o elemento estressor.

Æ efeito antiinflamatório e antialérgico

Æ efeito catabólico sobre os tecidos ósseos, conjuntivos e órgãos linfáticos.

OBS : A longo tempo Æ ↓ resistência orgânica Æ ↓ sistema imune (imunossupressão).

Em resumo : ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) – na corrente sangüínea – estimula a córtex adrenal – produzir e secretar glicocorticosteróide, por um determinado tempo, afetando: crescimento e engorda, qualidade da carne e carcaça, fertilidade, produção de leite e sanidade dos animais.

II

b) Alto grau de seleção genética dos animais para apenas uma função produtiva.

Seleção Unilateral:

Causando:

  • Ação indireta Æ efeito deletério sobre a resistência orgânica, afetando o comportamento do animal.
  • Ação direta Æ afetando o comportamento, já que este é uma programação genética.

c) Estresse calórico dos trópicos.

Efeito deletério no desempenho reprodutivo, produtivo, sanitário e comportamental dos animais, notadamente os aspectos reprodutivos e de conformação (tamanho).

ÄDefinições de estresse:

A- estresse Æ são fatores do ambiente prejudicando, perturbando o animal

GH

STH

LH

FSH

ACTH

Princípios etológicos

GH

STH

LH

FSH

ACTH ???

IV

™ Bem-estar pobre : várias formas de privação, desconforto ou dor, expectativa de vida reduzida, redução na habilidade de crescer e reproduzir, lesões no corpo, doença, imunossupressão, tentativas fisiológicas e comportamentais para o controle da homeostase.

™ Medidas de bem-estar rico : comportamento normal e de prazer e indicadores fisiológicos.

ÄÍNDICE DE MEDIÇÃO DE BEM-ESTAR ANIMAL (EUA,

  1. Doença, mortalidade, produção e reprodução reduzidas.
  2. Medidas fisiológicas de estresse e problemas imunes.
  3. Privação de comportamento.

ÄCONSELHO BRITÂNICO DE BEM-ESTAR ANIMAL (2000)

a) Os animais devem estar livres de sede, fome e desnutrição. b) Ter abrigos apropriados. c) Prevenção e tratamento rápido para doenças. d) Liberdade para expressar seus padrões normais de comportamento. e) Livre de condições de medo.

ÄO comportamento anormal pode ser entendido como “sinais de perigo”, que na sua grande maioria, são pistas visuais:

  • Problemas de cascos, pernas, condição corporal, distúrbios metabólicos, maneira de se deitar, levantar ou andar, etc. Agressividade no cocho, tempo de ruminação, tempo de permanência em pé, pouco tempo de socialização (EMBRAPA, 2002).

V

ÄOs comportamentos anormais têm sido agrupados em categorias que caracterizam indicadores de problemas de bem-estar, destacando-se:

  1. Esteriotipias : caracterizadas pela repetição de movimentos que aparentemente não têm qualquer função ou valor adaptativo.

a) “Pacing”: comportamento observado em animais que ficam andando de um lado para o outro, sem razão aparente.

b) Abanar a cabeça: de forma exagerada e repetitiva observado em animais mantidos em espaço restrito.

c) Mastigação constante

d) Enrolar a língua (comum em bovinos)

e) Engolir ar (comum em cavalos)

Todos esses comportamentos evidenciam falta de estimulação adequada no ambiente.

  1. Comportamentos auto-destrutivos : a) auto- mutilação, b) lamber e comer o seu próprio pêlo, lã ou penas, c) apetite depravado (ingerir madeira, cama, terra, fezes), d) hiperfagia (comer demasiado), e) polidipsia (ingestão excessiva de água).

  2. Agressividade exagerada : dirigida a outros animais do próprio grupo, tendo como expressões extremas o infanticídio e o canibalismo.

VII

™ Considerações sobre comportamento e bem-estar animal:

  1. Em cada oportunidade, o animal utiliza uma pluralidade de estímulos que seu organismo assimila de acordo com as circunstâncias e de maneira variada.

  2. O entendimento dos “sinais de perigo” como indicadores de bem-estar reduzido, não parece ser muito simples, são necessárias evidências independentemente de cada um dos “sinais de perigo” que significa a redução do bem-estar animal.

  3. A privação de comportamento pode indicar a ausência de estímulos que o provoquem.

  4. Os animais podem mudar de estratégia comportamental, em razão das circunstâncias isto é, chegar a um novo objetivo através de meios diferentes.

  5. A falta de entendimento das bases biológicas das medidas de bem-estar usadas (alterações de comportamento) representa o maior impedimento para julgar a sua validade, pois a maioria das medidas reflete condições específicas de estresse.

  6. Antes de deduzir algo sobre bem-estar por meio de observação do comportamento do animal, é necessário entender a motivação que está por trás de tal comportamento.